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Author: AJA
Home AJA Page 14
Homenagens e tributos (2010)Prémios e distinções
14/03/2010By AJA

Entrega do prémio Liberpress


 
Vídeo com imagens recolhidas aquando da entrega do Prémio Liberpress a José Afonso, no dia 04.07.2009.
Mais informação aqui

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ColóquiosConferências
13/03/2010By AJA

Cantar a Revolução no Alentejo

Dia 13 de Março
15H30:
Inauguração da Exposição
PREC
Cantar a Revolução no Alentejo
na Biblioteca Municipal Almeida Faria, em Montemor-o-Novo
Autor e comissário:
Dr. Eduardo M. Raposo

Exposição com imagens, documentos,
textos e registo sonoro alusivos a:
José Afonso
Adriano Correia de Oliveira
Fausto
Francisco Ceia
Francisco Fanhais
Francisco Naia
Janita Salomé
José Jorge Letria
José Mário Branco
Luís Cília
Luísa Basto
Manuel Freire
Maria do Amparo
Samuel
Sérgio Godinho
Vitorino Salomé

16H00:
No Auditório da Biblioteca
Mesa-Redonda
O PREC no Alentejo:
Poder Popular ou
imposição revolucionária?

Apresentação pelo
Presidente do Município Dr. Carlos Pinto de Sá

Moderação:
Dr. Eduardo M. Raposo

Convidados:
Coronel Andrade e Silva
Eng.º António Murteira
Custódio Gingão
Francisco Ceia
Janita Salomé (a confirmar)
José Jorge Letria
General Pedro Pezarat Correia

13 Março a 30 Abril 2010 • Biblioteca Municipal Almeida Faria • Montemor-o-Novo

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Homenagens e tributos (2010)
13/03/2010By AJA

Sessão evocativa de José Afonso em Cascais

2ª feira , dia 15, pelas 16.30, na ESCOLA PROFISSIONAL DE TEATRO DE CASCAIS, realiza-se uma sessão evocativa de JOSÉ AFONSO que tem como convidado DURVAL MOREIRINHAS acompanhado por Teotónio Xavier. Esta realização deve-se ao empenhamento dos alunos finalistas de escola no âmbito da disciplina de Integração leccionada por Carlos Carranca.

A sessão é aberta.

Via Guitarra de Coimbra

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Testemunhos
13/03/2010By AJA

Zeca Afonso mora aqui

Disse Jorge Luís Borges: Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças, se tivesse outra vez outra vida pela frente. Escreveu António Gedeão: Nesta insignificância, gratuita e desvalida, Universo sou eu com nebulosas e tudo. William Shakespeare afirmou: E aprendes que não importa o quanto te importas, porque algumas pessoas simplesmente não se importam…Tendo estas citações como preâmbulo do trabalho que irei construindo, tomando o papel como base e o conhecimento como ferramenta, lembro ainda como aperitivo as sábias palavras do poeta militante Pablo Neruda: Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca, não arrisca vestir uma nova cor, ou não conversa com quem não conhece. E porque também eu, Leonel Coelho, sou gente, relembro o que publiquei dirigido aos jovens: Aos que escrevem, aos que contam, ilustram, anotam, apontam, aos excluídos, aos deserdados, aos de pouca ou nenhuma sorte, olha a todos com o coração, com toda a tua alegria e grita-lhes – oh gente minha, Bom Dia.
Eu podia dizer a quem nos ler que vou agora falar sobre o Zeca, mas não. É do Zeca que estou a falar quando afirmações, conselhos ou opiniões afloram como flores ou espadas de outros Zecas. O Zeca que eu conheci aqui na nossa Academia de Alhos Vedros, na nossa rua, ou na casita onde ainda moro, construi-se bebendo nas fontes que aqui invoco, que aqui recordo e com quem convirjo. O Zeca simples, humilde e enigmático que eu conheci era o nosso pombo-correio. Ele saltava de Setúbal para a Baixa da Banheira, Seixal, Barreiro, e trazia tarjetas para recolhas de auxílio aos presos políticos, escondia-se nas casas dos amigos, tinha a noite como companheira favorita e protectora. O Zeca com a sua guitarra, as velhas calças de bombazina e a sua esfiapada camisa aos quadradinhos, chegava e passado muito pouco tempo já toda a gente passava palavra: o Zeca está na Academia! E era a maré-cheia. A extraordinária juventude expandia-se, agigantava-se e aconteciam palavras, olhares, entusiasmos. Era contagiante. Quando o evocamos no velho cemitério da Piedade, em Setúbal, é o seu incomparável entusiasmo que pretendemos reavivar, tal como o ferreiro reaviva a forja, a padeira anima o forno, ou o guerreiro limpa as armas em tempo de paz com guerras no horizonte. É meu dever que cumpro com gosto, referir que é pela mão do meu velho amigo Dr. Afonso de Albuquerque que o Zeca Afonso desembarca, já não sei bem quando, aqui na Academia. Depois foram as sopinhas de couves quentinhas que a minha mulher servia ao Zeca. Partilhávamos então notícias sobre greves, prisões, torturas e até assassinatos. A PIDE estava lá fora, hedionda, traiçoeira e sempre pronta a saltar sobre nós. Pela mão do Zeca aqui vieram cantores, escritores, jornalistas, actores e políticos: Padre Fanhais, Fausto, Benedito, Letria, Castrim, Alice Vieira, Rogério Paulo, Yevetutchenco, Sotomaior Cardia, João Mota, Grupos de Teatro, etc. Nunca houve nada programado na Academia. A sala era o palco. Passava-se a palavra e a festa estava no ar. Nas ruas montávamos vigilância e muitas vezes corremos a PIDE à pedrada até ao comboio. Mercê de tudo isso sentimos na pele os interrogatórios, a prisão e a tortura. A Academia era uma casa permanentemente vigiada e sempre perseguida. O Zeca deixou marcas indeléveis de luta e solidariedade em toda a juventude da nossa terra e da nossa região. O Bairro Gouveia e as Arroteias foram os que mais livremente usufruíram a contagiante personalidade do amigo Zeca. Aqui na Academia nunca ninguém nos derrotou. A presença do Zeca era a nossa fortaleza e nós bem sabíamos que ainda havia o Luís Cília e o grande Amigão Adriano Correia de Oliveira, homem a quem me dobro e agradeço o muito que aprendemos. Não esquecer também o papel relevante que o Zeca teve na formação da juventude daqui. Essa mesma juventude que acorreu em força à grande manifestação de luta e pesar que constituiu o funeral do estudante Ribeiro Santos, militante do MRPP assassinado pela PIDE decorria o ano de 1972. Foi ainda acerca da Guerra Colonial que Zeca Afonso mais lutou e ensinou, sendo por ele e por outros camaradas dados os primeiros e mais importantes passos contra aquela guerra tão nefasta ao nosso povo e aos povos africanos.
Em rodapé, mas com as honras que lhe são devidas, de referir a mão do Zeca na vinda à Academia do Coro dos Amadores de Música e do seu prestigiado maestro Fernando Lopes Graça, Areosa Feio, prestigiado anti-fascista, Manuel Cabanas e muitas outras figuras que honraram a nossa casa e acrescentaram à nossa terra valores culturais, colocando-a na primeira fila da luta pelo derrube da ditadura salazarista. Jornais como o “Comércio do Funchal”, “Jornal do Fundão” e “Notícias da Amadora”, narraram em devido tempo os nossos combates, as nossas vitórias. As canções do Zeca andavam por aqui de boca em boca. A presença do Zeca, o seu trabalho em clubes, tertúlias e festas, assume quinhão relevante na vitória que aconteceu nas eleições de 1969. Nestas eleições a União Nacional salazarista saiu de rabo entre as pernas, cabisbaixos e vociferando ameaças. Na noite de 3 de Maio de 1970, a PIDE prendeu só duma assentada Stalin Jesus Rodrigues, Leonel Coelho, Álvaro Monteiro, Gravatinha Lopes, Zacarias, Matos, A. Chora e F. Cunha. Por tudo isto, o Zeca vive e será sempre uma bandeira. Acabo por informar os mais descuidados que o Zeca às vezes nem tinha dinheiro para uma sopa. E não esquecer que estamos a falar do Dr. José Afonso Cerqueira dos Santos, o poeta, o professor, o músico, o lutador e o Amigo. Honra, pois, ao Zeca.
Leonel Coelho
Março/2010

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Conferências
12/03/2010By AJA

José Afonso no ciclo musical “Persona”, em Silves

Durante os meses de Março a Junho, deste ano, a Biblioteca Municipal irá apresentar o ciclo “Persona”, dedicado a seis figuras fundamentais do universo musical.
O ciclo será composto por seis sessões, sendo três delas sobre compositores de música clássica do período romântico, nomeadamente Robert Schumann, Frédéric Chopin e Ludwig van Beethoven, e as outras três acerca de três intérpretes marcantes da música em língua portuguesa do século XX: António Variações, José Afonso e Caetano Veloso.
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Arranjos corais
12/03/2010By AJA

“Balada do sino” pelo Grupo Coral das Lajes do Pico


Grupo Coral das Lajes do Pico, no Concerto de Natal realizado na Biblioteca Municipal de São Roque do Pico, dia 02/01/2010.

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Homenagens e tributos (2010)
11/03/2010By AJA

Tributo em Penela

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Homenagens e tributos (2010)Joan BaezNotícias
11/03/2010By AJA

Joan Baez canta Zeca Afonso

 

Trinta anos depois daquela que durante muito tempo foi a sua única actuação em Portugal, no desaparecido pavilhão do Dramático de Cascais, a norte-americana Joan Baez brindou ontem Lisboa com um concerto que foi uma lição de História e uma viagem à América profunda numa espécie de recital que encheu o Coliseu dos Recreios com muita gente de cabelo branco. Já na noite de segunda-feira a cantora esgotara a Casa da Música do Porto.
A par das baladas dos anos 60 e 70, Baez aproveitou para mostrar o seu mais recente disco, ‘Day After Tomorrow’, de 2008, em que interpreta composições de Tom Waits e Elvis Costello.
Por vezes a solo, apenas e só com as tonalidades acústicas do seu violão, outras vezes acompanhada por uma banda em que sobressai o seu filho, Gabriel Harris, nas percussões, a cantora de 69 anos, que abriu o concerto com ‘The Lily of the West’, recuperou clássicos de Bob Dylan (‘Farewell Angelina’ e ‘Forever Young’) e de Leonard Cohen (‘Susanne’), que um Coliseu dos Recreios totalmente rendido aplaudiu. “Isto é uma canção que escrevi há 50 anos, numa altura em que se levava muito a sério a pesquisa da folk”, disse ao tocar a balada ‘Silver Digger’”
Já tinha cantado uma canção brasileira, mas mais para o final do concerto a norte-americana repetiu o que já fizera na Casa da Música e cantou ‘a capella’ a ‘Grândola Vila Morena’, numa homenagem ao 25 de Abril. O tema de Zeca Afonso, servido num português bastante aceitável, foi acompanhado por uma multidão entusiasta, sendo o ponto alto da actuação de quase duas horas da ‘primeira-dama’ da folk norte-americana.

 
Luis Figueiredo Silva | Correio da Manhã

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Alípio de FreitasDiscografiaNo verso dos versosTestemunhos
11/03/2010By AJA

Luanda Cozetti sobre a música “Alípio de Freitas”

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Homenagens e tributos (2010)
11/03/2010By AJA

Festival de Tunas Mistas da Quantunna com tributo a José Afonso

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Arranjos corais
11/03/2010By AJA

Ensemble Voct | Concerto de homenagem a José Afonso a 17.10.09

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80 anos de Zeca
09/03/2010By AJA

Um convite aos artistas plásticos

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Carlos Couceiro
08/03/2010By AJA

Faleceu Carlos Couceiro

Carlos Couceiro (em baixo) com José Afonso
O José Afonso foi meu colega desde o 4º ano de Liceu e aí começaram as primeiras gui­tarradas e os primeiros fados de rua que era a maneira de nós não sermos derrapados, lá em Coimbra, com o Mário Barroso.
Saíamos para as nossas noitadas desde que se cantasse e tocasse bem ou mal, e ele cantava bem e o Barroso tocava muito bem, eu é que era o mais incipiente. Fomos colegas desde o 4º ano, e mais, vim a ser seu compadre, padrinho do seu primeiro filho.
Estava eu na Faculdade de Engenharia no Porto, quando recebi um recado dele, à sua boa maneira: “Quero que sejas o padrinho do meu filho”. E lá fui eu para o notário da Avenida da Sofia com a minha comadre, uma moça de Pinhel, a Leia. Entretanto, o José Afonso foi dando os nomes e as datas do pai, da mãe e dos avós e daquelas coisas todas que lhe pediam, até que o notário the perguntou: “Em que dia é que nasceu a criança?…” e ele: “Eh, pá, em que dia é que nasceu o meu filho???” E eu disse: “17 de Janeiro de 1952”. Histórias…! ele tem tantas… Uma em que ele quer receber a Tuna Académica de Coimbra que vinha de Nova Lisboa, em Angola, para o Lobito, no Caminho de Ferro. Ele pertencia à Comissão de Recepção. Eu já não via o Zeca há seis anos. Ele saíu do comboio dirigiu-se a mim e disse-me: “Eh pá, esta malta agora tem um sentido exagerado de propriedade,”, e eu perguntei-lhe: “Porquê, pá?” E ele explicou: “Olha quando me levantei, calcei as meias do parceiro que vinha na cabine, comigo, e o tipo refilou tanto, tanto, que eu estive a quase a ir-lhe ao focinho…”
Outra vez, ainda no Liceu, quando apareceu o aspecto ortográfico de acentuação, o Zeca nas aulas de Português dizia “Estando os conégos da Se com os cotóvelos apoiados numa mesa de pau de ebâno bebendo uma pinga de cáfe, estando uma menina a ler, diz um deles: “Ai que bem que a menina le”, pois ainda não é nada, porquanto ainda vamos no prológo quando formos no epilógo das formigas…! E muitas outras mais… Há muitas coisas que se sabe pouco dele, eu devo dizer, para mim, que o Santos Silva, engenheiro na Figueira, o Manuel Nemésio, filho do Vitorino Nemésio que o conhecemos na intimidade desde crianças, sabemos da sua generosidade, da sua coragem e da sua energia física. Nós punhamos as capas em cima da cabeça e ele saltava aquilo. Na Universidade ele corria muito bem… e como é que aquele homem vem a morrer com aquela doença de atrofias musculares ele que era de uma elasticidade física como poucos.
Era uma pessoa de grande coragem, pois por vezes em situações de grandes conflitos, em que ele não se metia, mas que não arredava pé.
Dizer dele, que era um homem de boa fé, duma descuidada ingenuidade, um homem bom e assim vivíamos. Convidou-me no dia seguinte ao casamento dele, que fez com umas testemunhas quaisquer, que encontrou. Sentei-me e comi com ele, o primeiro prato de bacalhau com duas batatas, no quarto dele no Beco da Carqueja, era um Beco que havia mesmo em frente da Sé Velha, e ele vivia ali no 3º andar.
Muitas vezes encontrei o Zeca Afonso a dormir na minha cama na minha “República” e eu a ter que me deitar num colchão no chão, porque ele não aceitava que o fossem tirar da cama onde dormia, aquilo era dele. São alguns pormenores que posso contar. Falar dele é falar de muita saudade. São muitos os episódios, mas acho que o António Fernandes Santos Silva engenheiro da Figueira da Foz, tem um livro que traz umas histórias sobre o Zeca. O Santos Silva, julgo que foi a pessoa que melhor retratou a vida do Zeca. O resto, floriram, e na minha opinião exploraram a pessoa que ele era. Nalgumas coisas, utilizaram a sua maneira de ser mas este, o Santos Silva, deu em toda a sua beleza a sua grande dimensão com a amizade de irmão.
Carlos Couceiro
Mais informação

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GalizaHomenagens e tributos (2010)
08/03/2010By AJA

Vai um passeio até à Galiza?

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CartasHomenagens e tributos (música)Rui PatoVídeo
06/03/2010By AJA

Ontem, no Salão Brazil, em Coimbra

Rui Pato e António Ataíde num concerto em que foram lidos alguns postais enviados por José Afonso a Rui Pato. Fotos e mais informações aqui, aqui e aqui

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Homenagens e tributos (2010)
05/03/2010By AJA

O Movimento Fórum Cidadania Azeitão celebra “80 Anos de Zeca”

O Movimento Fórum Cidadania Azeitão, como subscritor do projecto “80 anos de Zeca” da AJA Norte, vai organizar uma actividade à volta desta incontornável personalidade que, mais do que ninguém, cultivou uma desassossegada forma de estar na vida.

A sua enorme inquietude, espírito de solidariedade e amor pela liberdade colocaram-no sempre ao lado dos desprotegidos, dos que não tinham voz e por isso utilizou a cantiga como arma para despertar consciências, denunciar injustiças, provocar a reflexão e conquistar assim pessoas para o seu ideal de um mundo mais justo e solidário.
Com esta iniciativa o movimento quer homenagear o enorme talento do cantor autor mas também o homem de grande humanidade que partiu tão cedo do nosso convívio.
Queremos juntar Azeitonenses, Setubalenses, amigos, companheiros de estrada e admiradores do Zeca num especial momento de convívio e partilharemos testemunhos, música, poesia e tudo o mais que a amizade e a saudade despertarem em nós.
Saibam mais aqui

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Arranjos coraisGuilhermino MonteiroHomenagens e tributos (música)
02/03/2010By AJA

Grupo Coral Vox Populi canta José Afonso

No âmbito da comemoração dos “80 anos de Zeca” o recém-formado Grupo Coral Vox Populi, sob a direcção artística de Guilhermino Monteiro, lembra e celebra José Afonso.

16.3.2010 | 19h
Escola Secundária de S. Pedro da Cova (Gondomar)

17.4.2010
Museu mineiro de S. Pedro da Cova (Gondomar)

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80 anos de Zeca
26/02/2010By AJA

Juntos na construção de um novo mundo

Integrado na iniciativa “80 anos de Zeca”, a AJA Norte e o SPN, em parceria, lançam um desafio aos Educadores, Professores e seus Alunos, convidando-os a participar neste projecto – dirigido aos níveis educativos da Educação Pré-Escolar e do Ensino Básico.

Trata-se da realização de uma painel colectivo em formato de puzzle, sendo que cada uma das peças será plasticamente trabalhada pelos alunos das escolas que quiserem participar.
O painel será posteriormente exposto em espaço público da cidade do Porto a definir.
Este grande puzzle colectivo simboliza a união de forças em torno do objectivo comum de transformar o mundo. As peças, todas com o mesmo recorte, representam a igualdade de todos os seres humanos. O encaixe das peças, imprescindível para a sustentação do puzzle, simboliza o nosso estar de mãos-dadas nesta luta comum.
A obra, que estará permanentemente inacabada, plural e em construção, pretende traduzir a diversidade de pensamentos e acções comprometidos num mesmo querer: um mundo novo, justo e fraterno a alcançar no movimento do porvir.
Pretende-se acima de tudo a expressão das representações do que para todos se constituiu como um mundo melhor.
A sensibilização dos alunos para temáticas tão importantes quanto a Liberdade, a Dignidade do Ser Humano, o Fim das Discriminações (de género/ raciais/ sexuais/ culturais/ religiosas/…), a Carta Universal dos Direitos Humanos, o Respeito pelo Meio Ambiente, a Justiça Social, o 25 de Abril, …será feita partindo da audição das músicas, da análise das líricas, das leituras sugeridas…, discutindo e reflectindo criticamente sobre elas.
A resultante deste trabalho será mais que um jogo de formas e cores, será a tradução simbiótica da diversidade de inquietações, pensamentos e propostas de acção que remete para a finalidade do projecto.
Apela-se a quem estiver interessado em participar neste projecto, a enviar um mail para 80anosdezeca@gmail.com ou para ajanorte@gmail.com, para podermos entrar em contacto e facultar o dossier de apoio e peças necessárias.
Organização: Núcleo do Norte da Associação José Afonso; Sindicato dos Professores do Norte

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AJA Norte
26/02/2010By AJA

Em Matosinhos

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Homenagens e tributos (2010)
25/02/2010By AJA

Dia 28, em Lisboa

O bar INDA A NOITE É UMA CRIANÇA, na Praça das Flores, 8, em Lisboa, promove um evento, que recorda a obra de Zeca, no próximo domindo, 28 de Fevereiro, a partir das 17 h. A entrada é livre. 

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Homenagens e tributos (2010)
23/02/2010By AJA

No Seixal

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ExposiçõesHomenagens e tributos (2010)
19/02/2010By AJA

Na Biblioteca Municipal de S. João da Madeira

De 16 a 28 Fevereiro, esta exposição patente na recepção da Biblioteca, pretende divulgar o seu fundo documental, na qual destacamos a figura marcante da cultura popular portuguesa como poeta, compositor e cantor, assinalando os 23 anos da sua morte.

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Homenagens e tributos (2010)
18/02/2010By AJA

José Afonso lembrado pela Associação de Estudantes de Gouveia

http://aegouveia.blogspot.com/

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GalizaHomenagens e tributos (2010)
16/02/2010By AJA

Tributo galego a José Afonso

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Homenagens e tributos (2010)
16/02/2010By AJA

Um tributo do outro lado do Atlântico

Mais informações

“Vejam bem”
Fátima Santos – Voz
José Luís Iglésias – Guitarra

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Homenagens e tributos (2010)Teatro
16/02/2010By AJA

Ciclo BANALIDADES no Santiago Alquimista, em Lisboa

Na próxima 5ª feira, dia 18 de Fevereiro, haverá “Banalidades” com a presença de Vasco Lourenço – Capitão de Abril e o espectáculo “ZECA AFONSO – SEMPRE” pelo T I L / Teatro Independente de Loures.
Após o espectáculo, o habitual e indispensável convívio gastronómico.

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AJA Norte
15/02/2010By AJA

Relatório de actividades da AJA norte 2009-2010

Seleccionar imagem para aceder ao relatório

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Homenagens e tributos (2010)
14/02/2010By AJA

Tributo a José Afonso em Braga

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António M. NunesJosé Anjos de CarvalhoNo verso dos versosOctávio SérgioPartituras e tablaturas
13/02/2010By AJA

Tenho barco, tenho remos

Música: José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (1929-1987) Letra: popular (alentejana) Incipit: Tenho barcos, tenho remos Origem: Faro Data: 1962 Tenho barcos, tenho remos, Tenho navios no mar; Tenho o amor ali defronte E não lhe posso chegar. Tenho navios no mar, (bis) Tenho o amor ali defronte Não me posso consolar. (bis) Já fui nau, já fui navio Já fui chalupa, escaler; Já fui moço, já sou homem, Só me falta ter mulher. Só me falta ter mulher, (bis) Já fui moço, já sou homem Já fui chalupa, escaler. Os versos das quadras vocalizam-se sem repetições. Os tercetos são bisados no 1.º verso e o primeiro terceto é bisado também nos dois últimos versos.. Esquema do acompanhamento: Quadra: Sol, Sol Sol, 2ªSol Dó, Sol 2ªSol, Sol; Terceto: Dó, Sol Dó Sol Sol, Dó Sol, 2ªSol, Sol; Informação complementar Composição musical estrófica para 2.º tenor solista, com compasso indefinido, a pender para o quaternário, com desenvolvimento na tonalidade de Sol Maior. Nas vocalizações protagonizadas por José Afonso e António Bernardino afirma-se como uma obra literário-musical de grande beleza e intensidade dramática. A 1ª quadra, como popular que é, tem diversas variantes. No 1º dístico, uma delas é «… tenho redes», em vez de remos. Na gravação de José Afonso, estão implícitas no 2.º dístico duas variantes e uma outra encontra-se numa gravação do Rancho Coral e Etnográfico do Povo de Serpa (EP ALVORADA, AEP 60.920). A 2.ª quadra também tem variantes. No 1º verso, «Já fui nau,…» e parece-nos que “Já fui mar…” seja corruptela por deficiente aprendizagem de outiva. Também se encontram variantes no 2º e no 3º verso e, no 4º verso. A variante que se afigura de assinalar é a da substituição do verbo ser por ter, que parece ser mais apropriada (Só me falta ter mulher). Nas suas actuações orfeónicas e também na viagem com a TAUC ao Brasil, no Verão de 1925, o antigo estudante e aplaudidíssmo serenateiro Agostinho Fontes Pereira de Melo cantou a quadra jocosa: Já fui mar, já fui navio, Já fui chalupa e escaler, Já fui rapaz, já sou homem, Falta agora ser mulher. O tema popular alentejano, com solfa, foi recolhido por Pedro Fernandes Tomás, Canções portuguesas (do século XVIII à actualidade), Coimbra, Imprensa da Universidade, 1934, pág. 134. Esta é seguramente uma obra-referência do Movimento da Balada. José Afonso gravou esta canção em 1962, acompanhado exclusivamente à viola de cordas de nylon por Rui Pato (disco RAPSÓDIA, EPF 5.182, de 45 rpm). Em Cantares de José Afonso, Lisboa, 1969, AEIST, 1969, pág. 49, vem (incompletamente) a letra gravada por José Afonso e, em nota de rodapé, a indicação da existência de um barco que pertencia a uma pequena sociedade constituída por Manuel Pité, António Barahona, José Louro, António Bronze e José Afonso (ver também João Afonso dos Santos, José Afonso. Um olhar fraterno, Lisboa, Caminho, 2002, pág. 159). A 1ª e 2ª quadras são contudo muito anteriores à existência do dito barco e ao nascimento do próprio José Afonso. Disponível em long play: LP José Afonso – Baladas e fados de Coimbra, Edisco, EDL 18.020, editado em 1982. Espécime recuperado e gravado por António Bernardino, com acompanhamento de viola de cordas de nylon por Rui Pato, em 1983, na antologia Tempo(s) de Coimbra, editada em 1984 e reeditada em 1990. Na primeira metade da década de 1990 o tema é gravado pela Tertúlia do Fado de Coimbra, na voz de José Miguel Baptista que não canta exactamente como José Afonso, música e letra: CD Tertúlia do Fado de Coimbra – Amanhecer em Coimbra, Edisco, ECD 15, editado em 1993. Outra abordagem marcante da década de 1990 foi efectuada por Victor Almeida e Silva, acompanhado por Paulo Soares e Carlos Costa: CD Trova Lírica, Lisboa, Movieplay PE 51.013, ano de 1994, faixa nº 14, aqui com um arranjo guitarrístico peculiar de Paulo Soares. No registo referido vem omitida a autoria da música e apenas se indica “popular” para a letra. Há ainda notícia de outra gravação pelo grupo Guitarras do Mondego, sem indicação do nome do cantor: CD Gerações, ano de 2003, faixa nº 9, sendo seguido o arranjo de guitarra concebido por Paulo Soares em 1994. Esta formação é constituída por João Couceiro/Nuno Lages (cantores), Paulo Conceição/Pedro Manso (gg) e Pedro Gama (viola). Transcrição: Octávio Sérgio (2010), baseada na interpretação do autor Pesquisa e texto: José Anjos de Carvalho e António M Nunes Projecto: Recolha e preservação de temas da Canção de Coimbra.
Comentário de Jorge Rino: Parte da letra é mais velha do que vento norte e é brasileira. Quase de certeza que não é de invenção do orfeonista que a cantou ou disse na digressão do Orfeon ao Brasil. Eis o que eu tinha de outiva e que confirmei com o livro dos anos 60 e que estava à mão: Ariano Suassuna – Auto da Compadecida “Versinho” de Canário Pardo que a mãe de João Grilo cantava para ele adormecer
Já fui barco, fui navio, Mas hoje sou escaler. Já fui menino, fui homem, Só me falta ser mulher. Pode ouvir-se o autor, acompanhado por Rui Pato, na viola.

Pesquisa e texto: José Anjos de Carvalho e António M. Nunes

Tenho bnarcos, tenho remos - Canta José Afonso sound bite
Retirado do blogue “Guitarra de Coimbra” de Octávio Sérgio

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80 anos de ZecaHomenagens e tributos (2010)
12/02/2010By AJA

A rota passa por Braga

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Júlio PereiraMapa Etno-musical de Portugal
11/02/2010By AJA

Júlio Pereira apresenta o Mapa Etno-musical de Portugal

Na véspera do concerto de Júlio Pereira nas Sextas Culturais, o músico apresenta em Águeda o Mapa Etno-musical de Portugal. A conversa com o público terá lugar na Casa do Parque da Alta Vila, na quinta-feira 11 de Fevereiro, pelas 21h30, com entrada livre.
De região em região, através de um mapa de Portugal povoado de pequenas imagens, a que se associam gravações áudio e textos explicativos, é possível calcorrear o país, de forma interactiva, através das suas tradições e instrumentos musicais. O Mapa Etno-musical de Portugal é um projecto alojado no centro virtual do Instituto Camões e coordenado por Júlio Pereira, autor da primeira versão do mapa em 1988, então em papel, como encarte do marcante disco “Miradouro”.
Esta apresentação do Mapa Etno-Musical em Águeda, além do próprio Júlio Pereira, conta com a participação de João Luís Oliva e Domingos Morais. No dia seguinte, a 12 de Fevereiro, no grande palco das Sextas Culturais Águeda 2010, iniciativa da Câmara Municipal de Águeda, Júlio Pereira apresenta o concerto “Geografias”, na companhia de Miguel Veras e Sofia Vitória. Duas noites com o mestre, ambas a não perder!
ÁGUEDA | Casa do Parque da Alta Vila
Quinta 11 Fevereiro, 21h30
entrada livre
Saiba mais sobre o Mapa Etno-Musical de Portugal.
Via D’orfeu

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Fernando Couceiro
10/02/2010By AJA

Fernando Couceiro 1947-2010

É com imenso pesar que a AJA aqui dá conta do falecimento do guitarrista Fernando Couceiro, um músico que muito recentemente deu o seu valioso contributo para a divulgação da obra de José Afonso, através da publicação dos seus vários arranjos para guitarra clássica. Para a sua família, os nossos profundos sentimentos.

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Homenagens e tributos (2010)
09/02/2010By AJA

Concerto tributo a José Afonso

O grupo Canto D’Aqui realiza, dia 23 de Fevereiro, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga, um espectáculo de “Tributo ao Zeca Afonso”, pela passagem do seu 24º aniversário da sua morte.

Organização: Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva
Local: Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva
Rua São Paulo
Data: 23 de Fevereiro (Terça feira)
Horário: 21.30h

Encontrado aqui

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80 anos de ZecaHomenagens e tributos (2010)
08/02/2010By AJA

Inscrições até amanhã

Não faltem!

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EscolasExposiçõesHomenagens e tributos (2010)
05/02/2010By AJA

Se José Afonso fosse uma escola seria a Escola da Ponte


Chamo-me Guilherme e tenho 10 anos. Sou aluno da Escola da Ponte. Gostava de partilhar o que temos vindo a fazer para conhecer um pouco mais Zeca Afonso.
A escola decidiu festejar os “80 anos de Zeca Afonso”.
Começámos por trabalhar a história “Zeca Afonso – o andarilho da voz de ouro”, de José Jorge Letria; realizámos guiões de leitura sobre a mesma; realizámos o Desafio Artístico, que consistia na pesquisa sobre este artista; construímos a sua fotobiografia num mural, através da pesquisa em livros que tínhamos disponíveis no espaço.
Eu ofereci-me para dinamizar um debate sobre este projecto e isso deu-me algum trabalho, porque tive de recolher mais informações, mas foi fixe e aprendi muito!
Pois a nós, Guilherme, só nos resta agradecer a todos os meninos e professores pelo vosso interesse, carinho e trabalho à volta de José Afonso. Beijinhos e abraços para todos os que constroem a Ponte.

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80 anos de ZecaAJA NorteHomenagens e tributos (música)
05/02/2010By AJA

Concerto “JazZEca”

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EscolasExposiçõesHomenagens e tributos (2010)
03/02/2010By AJA

Exposição sobre José Afonso organizada pela Escola da Ponte

A Escola da Ponte mora aqui.
Mais imagens da exposição no blogue 80 anos de Zeca

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80 anos de ZecaAJA NorteTertúlias
28/01/2010By AJA

Amanhã, dia 29, na AJA norte

Nas músicas do Zeca, todos nos lembramos facilmente da cidade onde o povo é quem mais ordena, da cidade sem muros nem ameias, ou daqueles “índios” que construíram as suas casas para os lados da Meia-Praia.
Com a Cidade como pano de fundo, esta sexta-feira a Associação José Afonso abre as suas portas para uma tertúlia ao som das músicas deste cantautor.
O mote será lançado com a visualização de um curto documentário sobre as ilhas do Porto com o nome “Um Porto em cada Ilha” perto das 22.00.
Toquem à campaínha e apareçam!
Associação José Afonso – Núcleo do Norte | Rua do Bonjardim, 635 1º Traseiras (acima do JN)

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Bibliografia
22/01/2010By AJA

Enciclopédia da Música Portuguesa

A “Enciclopédia da Música em Portugal no século XX” é apresentada quinta-feira no Teatro S. Carlos em Lisboa, constituindo o corolário de “um afincado trabalho” de 13 anos sob a direcção da etnomusicóloga Salwa Castelo-Branco.
Segundo a investigadora da Universidade Nova de Lisboa, esta é uma obra fulcral e que fazia falta à bibliografia, mas “é antes de mais um ponto de partida para fazer mais e melhor”.
Anteriormente a esta obra citam-se três títulos, o mais recente de 1998, “mas nenhum não tão abragente como esta enciclopédia que integra o pop-rock, fado, jazz, música popular e erudita, resultado de um afincado trabalho de 13 anos, tendo levado três anos a decidir quais as entradas mais apropriadas”.
A enciclopédia em quatro volumes, num total de 15 000 páginas com 1250 entradas relativas a diferentes géneros musicais, artistas, revistas, compositores, instrumentos, institutos e escolas, entre outros.
O último volume, explicou à Lusa Salwa Castelo-Branco, tem um ensaio relativo aos grupos e artistas da década de 1990. “Este ensaio refere-se a um conjunto de artistas e grupos de grande proeminência na década de 1990, mas cuja perspectiva da importância da sua carreira só foi possível ver mais tarde, e este ensaio com entradas estruturantes como fado, Política Cultural e Música Popular, é assinado por vários especialistas, e dá conta desses desenvolvimentos”, explicou a investigadora.
Colaboraram nesta enciclopédia 155 especialistas, sendo o musicólogo Rui Vieira Nery consultor principal, além dos consultores internacionais Dieter Christensen e Gérad Béhague, que “dão um olhar mais crítico e ajudaram a ter uma perspectiva mais articulada da realidade em que se estava imerso”.
“O trabalho de Rui Vieira Nery foi essencial ao ajudar-nos a definir entradas, a validar e corrigir dados, a rever textos, etc..”, disse Castelo-Branco.
Por detrás da enciclopédia que será editada em conjunto pelo Círculo de Leitores e a Temas e Debates até ao final do ano, com a saída de um volume por trimestre, está uma “base de dados relacional” projectada e organizada por António Tilly, que inclui 5000 entradas com textos, bibliografia, biografias, iconografia, lista de obras e até discografia.
“Trata-se de uma base de dados relacional na medida em que possibilita ligações com outras bases, e permite não só armazenar dados como actualizar constantemente, e estará a cargo do Instituto de Etnomusicologia da Universidade Nova de Lisboa”, explicou Salwa Castelo-Branco.
O primeiro volume – da letra A à C – abre com Joaquim Azinhal Abelho, foclorista nascido na Orada (Borba) e que realizou várias campanhas de compilação de poesia e teatro populares, e termina com “Conservatórios de Música”.
Entre outras entradas, este primeiro volume integra Mara Abrantes, Laura Alves, António Brojo, Palmira Bastos, Pedro Barroso, Tomás Alcaide, José Afonso ou Pedro Abrunhosa.
Este volume inclui ainda um CD que “reúne alguns dos eixos fundamentais da produção musical da Emissora Nacional”, integrando, entre outros, Amália Rodrigues, a cançonetista Maria de Fátima Bravo, a Orquestra Ligeira da Emissora sob a direcção de Tavares Belo, o Sexteto Vocal Masculino da Emissora, o Coro do Liceu Camões, José Afonso e a Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional sob a direcção de Frederico de Freitas ou de Silva Pereira.
A “Enciclopédia da Música em Portugal no século XX” será apresentada quinta-feira a partir das 19:00 no Teatro São Carlos por Anthony Seeger, da Universidade da Califórnia, Rafael Menezes Bastos, da Universidade Federal de Santa Catarina (Brasil) e Rui Vieira Nery.
A sessão de apresentação inclui a participação musical Bernardo Sassetti, Sérgio Godinho, Tito Paris, e Carlos do Carmo.
Agência Lusa

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80 anos de ZecaHomenagens e tributos (2010)
20/01/2010By AJA

“Em Janeiro bebo vinho”

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Vídeo
18/01/2010By AJA

Como seria a música portuguesa se gostasse dela própria?

A propósito de quatro irmãos músicos, fundadores da Associação Cultural d’Orfeu localizada em Águeda, constrói-se uma génese da música tradicional portuguesa para em seguida se alargar a outros contextos e colocar-se a seguinte pergunta: como seria a música portuguesa se gostasse dela própria?

Realização, Imagem, Montagem: Tiago Pereira
Som: Eduardo Vinhas
Produção: d’Orfeu Associação Cultura
©2010

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BibliografiaBiografiaEntrevistasViriato Teles
16/01/2010By AJA

“As Voltas de um Andarilho” na rádio

Viriato Teles entrevistado nos programas “À Volta dos Livros”, de Ana Aranha e “A Força das Coisas”, de Luís Caetano, a propósito da reedição do seu livro “As Voltas de um Andarilho”.

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Sérgio Godinho
16/01/2010By AJA

A escrita de canções, segundo Sérgio Godinho, à beira dos 40 anos de carreira

Sérgio Godinho quer editar este ano um novo álbum, mas a breve prazo terá no horizonte uma efeméride à qual ainda não tinha dado importância: os 40 anos de carreira, desde que lançou “Sobreviventes”, em 1971.
A efeméride foi mencionada sexta-feira à noite, numa “aula” que o músico português deu na Escola do Hot Clube de Portugal (HCP), em Lisboa, no âmbito de uma série de encontros organizados por aquele clube de jazz.
As “masterclasses Hot Club Songwriter”, que terminam no domingo, permitem ao público conhecer melhor intérpretes e compositores de áreas distintas da música portuguesa.
No caso de Sérgio Godinho, foram duas horas de conversa que, sem que se desse por isso, se desvendaram detalhes e experiências somadas de uma carreira longa, mas que aponta sobretudo para o que está ainda por ser fazer.
“Eu distraio-me com as efemérides e não me interessam muito. Neste momento tenho outras prioridades, quero fazer um disco de originais este ano”, sublinhou o autor, que tem já um punhado de canções
Sérgio Godinho revelou que gostaria de o ter editado em 2009, encurtando a distância em relação a “Ligação Directa”, que data de 2006, mas outras criações se sobrepuseram, como a banda sonora da série televisiva “Equador”, a interpretação da peça “Onde vamos morar”, dos Artistas Unidos, e a escrita dos poemas de “O sangue por um fio”.
A sessão de sexta-feira foi uma das mais concorridas desta primeira série de encontros do Hot Clube de Portugal, com uma audiência feita sobretudo de estudantes da escola de jazz com vontade de saber modos de composição e influências de carreira.
É tido um dos mais originais músicos da sua geração, com mestria no uso da língua portuguesa, mas Sérgio Godinho confessou que no começo da carreira não conseguia escrever em português e que, salvo honrosas excepções, nem lhe agradava muito a música portuguesa.
“Mas quando o Zeca [Afonso] apareceu, deu-me um abanão que foi muito importante”, disse.
Zeca Afonso seria, então, um dos dos principais estímulos do seu trabalho, e um dos mais citados na sessão de sexta-feira. A ele juntaram-se Jacques Brel, Caetano Veloso, Chico Buarque e toda a bossa nova, Beatles, Bob Dylan e Rolling Stones.
Somando tudo isto a um “crescimento com muitos géneros de música nos ouvidos” e a um espírito auto-didacta, o resultado é – segundo descrição do próprio – uma música “urbana, com componentes folk, rock, jazz e música tradicional”.
Está condensada em mais de vinte discos – fora os que estão para vir – com canções que podem ter destinatários, personagens, frescos da realidade, esboços de narrativas, com experiências suas, mas nunca auto-biográficas.
A intenção final será sempre “tocar as pessoas num determinado ponto da sua sensibilidade”, mas também “dar interrogações, porque têm que ser incomodadas”.
Depois de Sérgio Godinho, as “aulas” dos convidados do HCP prosseguem hoje com o rapper Sam the Kid e terminam no domingo com o músico João Manuel Vieira.
Antes de Sérgio Godinho, pela Escola do clube de jazz passaram Fernando Ribeiro e Pedro Paixão, dos Moonspell, Tiago Bettencourt, Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves, dos Clã, e o fadista Camané.
Com esta iniciativa, o HCP pretende ainda chamar a atenção para a situação de impasse que o mais antigo clube de jazz português vive desde o incêndio que atingiu em Dezembro a cave onde funcionava, na Rua da Alegria, em Lisboa.
A direcção do clube procura uma sala alternativa naquela praça, por uma questão de proximidade com o antigo local e de fidelização de público, habituado a frequentar aquele espaço.
O clube de jazz estuda uma solução a partir de quatro ou cinco hipóteses sugeridas pela autarquia, até que se proceda à reabilitação do prédio onde funcionou ao longo dos últimos 60 anos.
Jornal I

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Júlio Pereira
14/01/2010By AJA

Júlio Pereira apresenta o seu primeiro disco de canções, na livraria “Ler Devagar”, dia 15 de Janeiro

O homem do cavaquinho, como muita gente o conhece, vai aliar a música à escrita de Tiago Torres da Silva e à pintura de Tiago Taron para lançar, dia 14 deste mês, Graffiti, que o próprio tem vindo a definir como sendo o seu “primeiro disco de canções”.
Com uma carreira musical de mais de 30 anos como “instrumentista”, conhecida sobretudo a partir do disco Cavaquinho (1981), Júlio Pereira decidiu agora fazer um álbum de canções, para o qual convidou, pela primeira vez, um “letrista”, Tiago Torres da Silva, e Tiago Taron, para “pintar o universo das canções”, disse o músico em entrevista à Lusa.
Outra novidade nesta obra de Júlio Pereira consiste no facto de não ser um “disco total”, mas antes um trabalho que está a ser desenvolvido em “equipa e por fases” – em que a Internet tem um papel crucial -, o que faz com que o músico tenha “curiosidade em saber qual o resultado”, como sublinhou na mesma entrevista.
Visíveis neste trabalho, na página do músico na Internet (www.juliopereira.pt), estão dois temas: Magia imaginação, com voz de Maria João, e É um dia sim, É um dia não, cantado por Luanda Cozetti.
Um EP com quatro canções, no final de Fevereiro, e um CD, a editar no fim de Maio, são as próximas fases do projecto Graffiti, revelou Júlio Pereira. Contudo, o projecto será divulgado em Lisboa no espaço Ler Devagar, a 15 deste mês, dia da inauguração de uma exposição de pintura de Tiago Taron, na galeria da LX Factory. “Embora o que soe seja a palavra graffiti, o que importa é o conceito que está por detrás disto tudo: histórias de rua, urbanas, onde não interessa a referência de qual o sítio do mundo.” Um conceito que permite aos três artistas ir jogando com palavras, sonoridades, músicas, culturas, ao mesmo tempo que vão criando as suas histórias.
Daí que, logo para o single tenha ido buscar Maria João, uma portuguesa conhecida internacionalmente, para cantar uma canção “mais intimista, que fala de enamoramento entre duas pessoas em que o que conta é a magia e imaginação”, e uma brasileira, Luanda Cozetti que canta: “(…) sou uma pessoa/sul-americana/Bom dia, Lisboa/Meu nome é Luanda (…).”
Júlio Pereira confessa-se “muito criterioso na questão do objecto” e deixa a promessa: “Não vai ter plástico.”
Notícia DN
www.juliopereira.pt | www.myspace.com/juliopereira

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80 anos de ZecaHomenagens e tributos (2010)Tertúlias
13/01/2010By AJA

Jantar/tertúlia “80 anos de Zeca”

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80 anos de ZecaHomenagens e tributos (2010)
10/01/2010By AJA

Foi assim na Casa da Madeira do Norte

A noite estava fria, a merecer ser enquadrada pelo “Natal dos Simples”. Na Rua da Torrinha, quase centro do Porto, a Casa da Madeira no Norte, em parceria com a Federação das Colectividades do Distrito do Porto e a Associação José Afonso (núcleo do norte) celebraram mais uma ” Noite do Zeca”.
Éramos muitos…mesmo os que não puderam estar…o projecto “80 ANOS DE ZECA” avançava, assim, para 2010, a “agitar a malta” falando de quase tudo o que faz falta fazer!
A rapaziada “sem nome” que “à ultima da hora” decidiu chamar-se “CANTAR ZECA” levou meia dúzia de músicas – “à capella”- acabando com uma homenagem a Alípio de Freitas.
As palmas do público, de pé…a pedirem “bis”…dizem bem o que aconteceu!
Depois, Ana Ribeiro e Helena Sarmento…o sentido do “Por trás daquela janela” , do “Cantar da Emigração”…da “Pedra Filosofal”.
O projecto “80 ANOS DE ZECA” continua vivo, recomenda-se e a nova direcção da Casa da Madeira do Norte…ajudou!
Bem hajam!

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80 anos de ZecaFilmografia
06/01/2010By AJA

Cinema Comunitário | CasaViva | Janeiro 2010

80 Anos de Zeca

Zeca Afonso foi escolhido para tema do primeiro Cinema Comunitário de 2010. Mas encontrar filmografia de Zeca não é tarefa propriamente fácil. Ao que parece, está por fazer o levantamento de imagens filmadas que dele ficaram ou com ele relacionadas. E esta altura, em que se comemoram os 80 anos do seu nascimento, é a ideal para realizar a tarefa.
Enquanto isso não se concretiza, fomos à Internet e da oferta disponível fizemos o programa que segue abaixo e que se insere, também ele, nos 80 Anos de Zeca, uma iniciativa da Associação José Afonso e que envolve várias entidades. Arrancou no dia 2 de Agosto passado e termina no próximo dia 1 de Agosto.
Entretanto, pedimos a quem souber de outros registos de imagens de Zeca Afonso que nos comunique, eventualmente nos ceda cópias, pois o programa não está fechado, sobretudo no que respeita à última sessão do mês.
2010 trouxe alterações ao Cinema Comunitário: a primeira sessão passa a realizar-se à segunda sexta-feira do mês, mantendo-se a segunda sessão no penúltimo sábado. À sexta-feira, começa às 22h00; ao sábado, às 16h00. Pretende-se provocar uma conversa final sobre o tema em foco. Este mês, as sessões estão marcadas para dias 8 e 23. Entrada livre
6ª, 8 janeiro 22h00
Grândola Vila Morena, senha da Revolução de Abril (03:15)
Zeca Afonso. Sempre! (0:56)
Interpelado por um jornalista da RTP,
em 1974, Zeca comenta Grândola Vila Morena e o seu significado.
Não me obriguem a vir para rua gritar (50:10)
Documentário da RTP que faz um percurso sobre a vida e obra do músico, contado por quem com ele conviveu.
Venham mais cinco (6:15)
Zeca ao vivo no Coliseu de Lisboa, no seu último concerto, em 1983.
sábado, 23 janeiro 16h00
Programa sujeito a alterações
Imagens de concerto e atribuição de disco de ouro com Grândola Vila Morena, que bateu recordes de venda logo após o 25 de Abril. (6:22) S/ data
Entrevista de Zeca a uma televisão tv espanhola (9’35’’) S/ data
Rui Pato sobre José Afonso (14:06)
Numa iniciativa da AJA, em Coimbra (s/data) o músico Rui Pato fala da sua relação com Zeca e de como, em 1962, com apenas 16 anos, iniciou com ele uma estreita colaboração.
Excerto de entrevista da RTP2 (1’56’’)
Zeca dirige-se aos jovens, 10 anos depois da revolução.
3 canções de Zeca ao vivo no Coliseu de Lisboa, no seu último concerto, em 1983:
Os Vampiros (4:20)
A Morte saiu à rua (3:45)
Do Choupal Até à Lapa (3:24)
Para um Coração Inteligente (8:55)
Sobre Zeca Afonso. 2007, 20 anos depois da sua morte. Texto de Daniel Abrunheiro, sonoplastia de José Eduardo Saraiva e locução de Sandra Bernardo.
casa-viva.blogspot.com
praça marquês de pombal, 167 porto

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80 anos de ZecaAJA NorteHomenagens e tributos (2010)
27/12/2009By AJA

À noite… o Zeca

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80 anos de ZecaHomenagens e tributos (2009)Tertúlias
20/12/2009By AJA

Jantar/tertúlia “80 anos de Zeca”

Vieram “mais cinco” e trouxeram outros amigos também. De tal modo que o espaço foi pequeno para acolher tantas vontades de homenagear o Zeca. Alguns ficaram de fora. Com pena deles, pena nossa. Tivemos que prometer outro momento. Quem sabe…é sempre tempo para lembrar!
A sala simples esteve bonita de amigos, de sorrisos esperados e inesperados, de saudades escondidas em iludida indiferença, de conversas antigas e novas a retomar os seus lugares, de abraços há muito desejados, de encontro feliz.
O Zeca de 80 anos, amigo maior, no seu silêncio de estrela da constelação da Utopia, libertou cantigas, palavras, pensamentos, memórias e, num momento raro, construíram-se escalas e notas de amizade e de solidariedade.
80 anos de Zeca na sua força e brilho de cometa, que atravessou rápido as nossas vidas, deixou rastos visíveis que falam de desassossego, de inquietação com a apatia, de luta contra a injustiça social e, num clarão de esperança, continuou a apontar os caminhos certos na procura e na crença de que um outro mundo é possível.

E assim aconteceu na noite de 18 de Dezembro, na colectividade Adicense.

Guadalupe Magalhães

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Testemunhos
19/12/2009By AJA

As nossas tertúlias no Café Continental com o Zeca Afonso

Conheci-o na Beira, aí por alturas de 1959. Era professor do Liceu. Pediu-me para lhe arranjar um guitarrista, pois sabia compor, cantar e de que maneira, mas os seus conhecimentos na guitarra eram parcos, como me confessou.
Falei com o Fernandes, amigo, que tinha um conjunto que tocava no Beira Terrace nos fins de semana e feriados.
O Fernandes era pai da Zizi, uma cantora de muito mérito e que num concurso promovido pelo Rádio Clube de Moçambique, “Moçambique a cantar” ou coisa parecida, foi destronada por uma cançonetista bastante inferior, mas que era filha do então Presidente da Câmara Municipal da Beira. Para ser agradável ao Zeca, que já tinha nome pelas canções que se ouviam muito em segredo, o Fernandes lá tentou o guitarrista. Não soubemos se o conseguiu ou não pois entretanto fomos transferidos para Lourenço Marques. Aqui, decorridos alguns meses encontrámo-nos de novo nas tertúlias do Café Continental, onde na companhia do Dr. Filipe Ferreira, Dr. Barradas, mais tarde professor do Conservatório Nacional, Armando Morais, o médico dos C.F.M., Zeca Afonso, sempre só e nós, com as respectivas esposas, conversávamos sobre os problemas que então nos inquietavam. E eram muitos. A guerrilha no norte, a política na Metrópole, a incerteza de um futuro que muitos de nós acreditávamos ser de crise grave, a polícia secreta, que sabíamos estar ali ao nosso lado tentando escutar as nossas conversas, as injustiças que havia em determinados sectores da Administração Pública, nomeação de pessoas colocadas directamente pelo Governo Central em lugares que gostaríamos de ver ocupados por moçambicanos, a falta de liberdade de imprensa que era obrigada a publicar notícias, que só poderiam ser compreendidas pelas entrelinhas, a leitura do Le Monde, que o Armando Morais recebia directamente do Consulado Geral da França em Lourenço Marques e que era proibida e que passávamos uns aos outros para ler sofregamente pois dava especial realce às notícias sobre Portugal, a politica ultramarina do governo de então e a forma como era entendida a guerrilha pelas nações europeias e Estados Unidos e a possível independência de Moçambique, tendo em vista a posição dos Democratas de Moçambique, bem como as ideias oriundas da Frelimo, tudo bem reflectido pelos vários comentadores do Le Monde.
O Zeca muito dado a explosões de revolta, exprimia-se quase sempre em voz alta, não se importando que estivessem ou não na vizinhança os pides que vigiavam o local. Alguns não disfarçavam e olhavam em desafio para a nossa mesa, como se fossemos nós agentes do mal…Sabíamos quem eram, pois não era normal que para ali viesse tanta gente, desconhecida, com aquela côr “muito branca”…de quem chegara recentemente da Metrópole.
As nossas tertúlias do Café Continental!… Ainda hoje nos lembramos de como nos faziam bem…
José de Viseu

Retirado daqui

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Homenagens e tributos (2009)Teatro
19/12/2009By AJA

Hoje, em Montalegre

O recém-criado Centro de Estudos do Barroso-Teatro e Tradições, em colaboração com o Centro de Criatividade de Póvoa de Lanhoso, apresenta no 19 de Dezembro o espectáculo Cantar o Menino d’Oiro, com encenação e dramaturgia de Moncho Rodriguez, a partir de músicas de Zeca Afonso, Fausto, José Mário Branco, Sérgio Godinho, entre outros.

O espectáculo decorre no Auditório Municipal de Montalegre às 15h30 e às 21h00, contando com a participação de actores profissionais e mais de 100 actores amadores, músicos e cantores.

Retirado daqui

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Canção de CoimbraLuiz Goes
16/12/2009By AJA

Lançamento do livro “Luiz Goes: O Neo-Modernismo na Canção de Coimbra ou o Advento da Escola Goesiana”

Depois do lançamento do livro “José Afonso – Da Boémia Coimbrã à Fraternidade Utópica”, Jorge Cravo surpreende-nos agora com mais uma publicação, desta feita sobre o mais representativo cultor do Canto de Coimbra, com o título “Luiz Goes – O Neo-Modernismo na Canção de Coimbra ou o Advento da Escola Goesiana”.
Luiz Goes é, a partir da segunda metade do século XX, uma figura incontornável e acima de quaisquer suspeitas quanto à importância que tem na evolução da Canção de Coimbra.
Ideologicamente a partir da escola modernista de Edmundo de Bettencourt, Goes encetou uma renovação na Canção de Coimbra que o guindou à posição de legítimo e único sucessor daquele poeta-cantor presencista na afirmação de uma Nova Canção de Coimbra. Ou seja, o Neo-Modernismo chega à Canção de Coimbra através da escola Goesiana.
Demonstrando uma grande generosidade e disponibilidade, Goes tem revelado, nos últimos anos, um envolvimento, um amor e uma ternura por esta Canção que o permitem indexar como um Mestre, na acepção plena da palavra. Com ele se aprende todo um imaginário a preservar e a actualizar para que se não perca a Canção de Coimbra.
Uma Canção que muito deve à sua profunda veia artística como autor, compositor, poeta e, fundamentalmente, cultor inimitável.
Retirado do blogue Guitarra de Coimbra

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80 anos de ZecaHomenagens e tributos (2009)Tertúlias
14/12/2009By AJA

Jantar/ Tributo a José Afonso

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ImprensaTestemunhos
13/12/2009By AJA

“Zeca Afonso acabou com programa de rádio”

Durante a minha permanência em Luanda também fiz rádio numa emissora regional da Rádio Oficial de Angola. Eu, o alferes Amaral e o furriel Valente fazíamos um programa duas vezes por semana. Chamava-se ‘Mosaico’. O nome foi escolhido pelo comandante. Passávamos música e fazíamos artigos sobre cinema e música. Os discos eram emprestados por militares ou por uma loja que vendia um pouco de tudo.
Entre outras, passávamos música de Zeca Afonso. Nunca ninguém nos disse que era proibido. Mas, passado um tempo, apareceu lá um fulano que exigiu ver os artigos que tínhamos para ler no programa. Começou a fazer emendas, mas dava mais erros gramaticais do que nós. Quando começou o programa só pusemos música. Não lemos os artigos e no final anunciámos que tinha sido o último programa. Ele não disse nada, mas todos sabíamos que tinha ido até ali por causa do Zeca Afonso.

Artigo completo no Correio da Manhã

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Discografia
13/12/2009By AJA

Alerta, coleccionadores

Encontrado aqui

EP editado pela editora Alfama com o mesmo alinhamento do EP “Balada do Outono” editado pela Rapsódia – EPF 5085:
Lado A
“Balada de outono” e “Vira de Coimbra”
Lado B
“Amor de estudante” e o instrumental “Morena”

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BibliografiaBiografiaViriato Teles
10/12/2009By AJA

“As Voltas de um Andarilho” por Teresa Sá Couto

As Voltas de um Andarilho – Fragmentos da vida e obra de José Afonso de Viriato Teles: eis um documento raro sobre um sonho agarrado à vida concreta, firmado no telurismo português e braços estendidos a outros lugares do mundo onde despontava a utopia; uma voz sobre uma das vozes da resistência ao fascismo, que rasgou as sombras e iluminou quem nelas vivia; um diálogo entre gerações sobre «o que faz falta», o idealismo, a persistência na luta pela Liberdade.

Viriato Teles e José Afonso (1980)

«Mais uma vez, a luz. Mas aqui, desta vez, sem misticismo. Para o Viriato tratou-se só de erguer a lâmpada sobre as extraordinárias funções do Zeca, e nisso encontrar quem nós temos saudades de ser», diz Sérgio Godinho no Prefácio titulado «A que distância está o Zeca?». E luz é o substantivo genesíaco que nomeia esta obra alagada de memória, que palavras emissárias e imagens perpetuam, para grande felicidade nossa. Na base, uma segura, minuciosa e depurada investigação da vida de José Afonso, que casa factos reais com lugares interiores, só mensuráveis pelo tempo, porque é a narração do tempo que aqui encontramos, o tempo social, político, insurrecto. Depois, a mestria da composição, marca iniludível da escrita de Viriato Teles, que transforma entrevistas e reportagens em edifícios sensoriais e de comprometimento ímpar com o leitor.
Editada em 1999, e esgotadíssima, a obra é republicada pela Assírio & Alvim «com algumas actualizações, correcções e acrescentos», assim dito por Viriato Teles. Clara é também a missão que o jornalista e escritor cumpre soberanamente: «participar, tanto quanto possível, na luta contra o esquecimento, que é como se sabe um dos vícios portugueses mais comuns».
A voz e o legado
Além da história da vida de José Afonso, Viriato Teles transmite-nos um exemplo de vida de quem fez do compromisso com o seu tempo uma forma de se manter vivo. Um exemplo testemunhado por Viriato, pelo estreito contacto com Zeca, documentado nas entrevistas que lhe fez e nos encontros «sem marcação nem “agenda” prévia, ao sabor dos acasos e das lutas».
Desvenda-se na raiz o homem nascido para encarnar uma aspiração que tatuou numa existência andarilha, mobilizado pelo apelo solidário do Outro, na demanda da “irmandade”. O «trovador de muitos sonhos», que nos anos 60, em Coimbra, criava baladas e «abria uma revolução musical e poética que abalou a estrutura da canção ligeira portuguesa», cedo terá percebido que a música seria uma forma de chegar às populações. A esta juntou o gosto de «ensinar os filhos dos outros», com a leccionação em História e o envio de recados através das aulas.
«Um provocador, por instinto», refere Viriato Teles. «A música é comprometida quando o músico, como cidadão, é um homem comprometido», e «o que é preciso é criar desassossego»; «acima de tudo, é preciso agitar, não ficar parado, ter coragem, quer se trate de música ou de política. E nós, neste país, somos tão pouco corajosos que, qualquer dia, estamos reduzidos à condição de “homenzinhos” e “mulherzinhas”. Temos é que ser gente, pá!», diz Zeca, regista-o Viriato, dizendo-nos também que Zeca se esquivava constantemente a falar de música, sendo ela o ponto de partida para outras divagações:
«Praticamente nunca canto por gosto», diz Zeca em 1980, «Prefiro estudar, agradar-me-ia tirar outro curso, às vezes até me passa pela cabeça que gostava de mudar de personalidade, como as personagens de Pirandello». Eram (e são) caminhos de um homem livre que «vive na recusa do oportunismo, na análise permanente das suas posições, na interrogação constante», portador da consciência contra o conformismo, «um verdadeiro e incorrigível independente»; era o timbre de um homem livre, que afirmou ser o seu próprio “comité central”, que decidiu, em 1985, apoiar a candidatura de Maria de Lurdes Pintassilgo à Presidência da República, que apoiou as lutas anti-imperialistas na América Latina, que se ligou a «grupos de apoio à Reforma Agrária, nomeadamente na Alemanha e na Holanda» e fez parte do Comité Central de Apoio à Frente Polisário.
Com a destreza que lhe é característica, Viriato Teles capta e regista em breves linhas a síntese perfeita do homem José Afonso: Zeca, na sua casa em Azeitão, «simultaneamente bem-disposto e mordaz, por vezes até impiedoso”, perante o “perguntador”», entre a viola, a um canto, um retrato de Che Guevara, na parede e «uma faiança com o texto de Grândola Vila Morena», a encher o espaço todo.
É sobre este homem que, com alguma vergonha pela iniquidade lusa, vem a lição da Galiza: a grande homenaxe, uma «festa rubra, viva e alegre», em Maio de 1987, “um testemunho de solidariedade”, uma lição que culminou, em Maio de 2009, com a inauguração, em Santiago de Compostela, do Parque José Afonso, perto do local onde em 10 de Maio de 1972 Zeca cantou pela primeira vez em público Grândola Vila Morena.
Por cá, a intemporalidade das suas mensagens clareia-se no interesse das novas gerações de músicos e nas constantes versões das suas cantigas. Na Discografia Anotada do autor de “Os Filhos da Madrugada”, Viriato Teles mostra-nos o «Zeca para além de Zeca», o registo dos intérpretes de Zeca até à actualidade, desde Adriano Correia de Oliveira, que interpretou a Balada da Esperança, em 1961, até Rão Kyao, com os temas “Balada de Outono” e “Menino d’Oiro”, de 2009.
Teresa Sá Couto
As Voltas de um Andarilho – Fragmentos da vida e obra de José Afonso
Viriato Teles, Assírio & Alvim, 2009
Retirado do blogue Orgia Literária

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BibliografiaLançamentosViriato Teles
10/12/2009By AJA

Os lançamentos do livro “As voltas de um andarilho” de Viriato Teles

Ver fotos do lançamento em Lisboa

Ver fotos do lançamento no Porto

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Homenagens e tributos (vídeo)
10/12/2009By AJA

Um Bairro Moderno: um vídeo dedicado a José Afonso.


Produção, realização, fotografia e montagem do documentário «Um Bairro Moderno», 1998 (7 min.).
Prémio Tom Vídeo «Mudam-se os Tempos Mudam-se as Vontades».

Ano de Produção: 1998
Formato: Betacam SP
Duração: 6′

Sinopse: Um trabalho integrado no Programa “Novas Tendências” para o Departamento de Animação da EXPO`98, um vídeo dedicado a José Afonso.

Um Bairro Moderno é uma ideia original de Laurent Simões e apresenta, através duma descrição fotográfica, a memória realista das impressões de um bairro moderno. Imagens cristalizadas que descrevem dois ambientes percorridos por Zeca Afonso: A Cidade e o Campo.

Argumento, Realização, Filmagem, e Montagem: Laurent Simões
Música Original: «Galinhas do Mato» de José Afonso
Actor: Miguel Borges
Produção Executiva: Margarida Robalo
Ass. Imagem: Nuno Olim, Rui Ribeiro e Marista
Agradecimentos: Jorge Gouveia
Produção: AVANTI PT
Para EXPO’98

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Homenagens e tributos (2009)Tertúlias
10/12/2009By AJA

Convite da Associação Abril para jantar/homenagem a José Afonso

Caras e caros abrilistas e amigas/os:
A Associação Abril, como subscritora do projecto “80 anos de Zeca” e respondendo ao lema do seu plano de actividades para o próximo biénio, “A Cultura do Desassossego”, vai organizar uma actividade à volta desta incontornável personalidade que, mais do que ninguém, cultivou uma desassossegada forma de estar na vida.
A sua enorme inquietude, espírito de solidariedade e amor pela liberdade colocaram-no sempre ao lado dos desprotegidos, dos que não tinham voz e por isso utilizou a cantiga como arma para despertar consciências, denunciar injustiças, provocar a reflexão e conquistar assim pessoas para o seu ideal de um mundo mais justo e solidário.
Com este encontro queremos homenagear o enorme talento do cantautor mas também o homem de grande humanidade que partiu tão cedo do nosso convívio. Juntaremos amigos, companheiros de estrada e admiradores do Zeca num especial momento de convívio e partilharemos testemunhos, música, poesia e tudo o mais que a amizade e a saudade despertarem em nós.
Para tal propomos que participem num Jantar de Convívio, em jeito de tertúlia, no dia 18 DE DEZEMBRO, na Colectividade ADICENSE, na Rua de S. Pedro, nº 20 (Junto ao Museu do Fado, primeira rua à esquerda, prédio com portas vermelhas, logo no inicio da rua).
Estarão disponíveis para venda discos do Zeca e de tributo à sua memória, livros, posters e pins. Poderão constituir excelentes prendas de Natal e ajudarão a conservar a sua memória entre os jovens e aqueles que menos o conhecem.
Já dirigimos o convite a cantores e amigos destas andanças tendo tido a confirmação da presença de Francisco Fanhais, Vitorino, Janita Salomé, Manuel Freire, Luanda Cozetti, José Fanha, Helder Costa, Mário Tomé, José Carlos de Vasconcelos; Diana Andringa, Viriato Teles, Adelino Gomes, entre outros, dos quais esperamos confirmação.
O preço da inscrição para o Jantar será de 18 Euros e a hora para o encontro às 20.00 horas
Estamos certos de que apreciarão esta homenagem e o seu significado para a nossa Associação, pois constitui um contributo especial nas celebrações que durante todo o ano comemorativo tem vindo a relembrar o nosso grande cantor e a manter viva a sua presença entre nós.
Aguardamos a vossa adesão e divulgação entre os vossos amigos e desejamos a todos, Festas Felizes.
A Presidente da Comissão Coordenadora
Guadalupe Magalhães Portelinha
P.S: Por favor confirmar até dia 16, no máximo, para guadalupe.magalhaes@gmail.com ou para alipiodefreitas@gmail.com ou tms 966785119 / 962505797 (Alípio)

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80 anos de ZecaAJA NorteConferências
09/12/2009By AJA

É já amanhã. A não perder.

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Luís SepúlvedaTestemunhos
09/12/2009By AJA

Luís Sepúlveda sobre José Afonso


Luís Sepúlveda, no programa “Câmara Clara”, relembra o contacto com a música de José Afonso no Chile.

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Colóquios
09/12/2009By AJA

Colóquio “José Afonso na cidade do Sado”: os vídeos

Este é o 1º vídeo de uma série de 12, já disponíveis no nosso canal do Youtube, que registam o colóquio “José Afonso na cidade do Sado”, realizado a 3 de Abril de 2009, que contou com a moderação de Rui Mota e a presença e os testemunhos de Jorge Luz, Henrique Guerreiro, Helena Afonso e Álvaro Arranja.

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GrândolaJosé da ConceiçãoTestemunhos
08/12/2009By AJA

José da Conceição

José da Conceição, um dos organizadores do histórico concerto de José Afonso e Carlos Paredes a 17 de Maio de 1964, em Grândola, relembra aqui essa noite e outras histórias.

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80 anos de ZecaAJA Norte
07/12/2009By AJA

80 anos de Zeca

Não percam as actividades do projecto “80 Anos de Zeca”, levado a cabo pelo núcleo do norte da AJA. Os concertos, os colóquios, os tributos, etc. Toda a informação aqui.

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BiografiaColóquiosGeografias de uma vidaMoçambique
07/12/2009By AJA

Geografias de uma vida (Moçambique): os vídeos

O projecto da AJA, “Geografias de uma vida”, assenta no intuito de revisitar os lugares por onde José Afonso passou e semeou o seu exemplo de cidadania, recolhendo testemunhos, notícia e documentação de toda a ordem, das suas vivências (sobretudo as de carácter cívico e cultural), ou mesmo das que indirectamente acabou por proporcionar.
Assim, em 2 e 3 de Dezembro de 2005, no anfiteatro da Biblioteca Pública Municipal de Setúbal, decorreram sessões em que se viram, ouviram e falaram sobre alguns exemplos de actividades que José Afonso desenvolveu quer na antiga Lourenço Marques (Maputo), quer na Cidade da Beira.

Aqui fica o primeiro de 13 vídeos, onde ficaram registados esses dois dias.

Toda a informação sobre o colóquio aqui
Veja os restantes vídeos na página Youtube da AJA

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80 anos de ZecaAJA NorteHomenagens e tributos (2009)
06/12/2009By AJA

Tributo a Zeca

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Associação José Afonso
04/12/2009By AJA

Uma associação, uma carta, um convite

Estimados sócios e amigos da ASSOCIAÇÃO JOSÉ AFONSO
Não estranhem esta carta.
Ela é, como tudo o que nos é comum, determinada por factos que nos conduzem às lembranças do que somos, do que fazemos, porque fazemos, para quê e para quem.
A AJA precisa de pensar neste momento o que é, para que serve e de definir linhas de orientação para o futuro.
Pensamos que o poderemos fazer reunindo-nos para um almoço (feijoada), no Bando, em Palmela, no próximo dia 12 de Dezembro, sábado, às 13 horas e em que cada um pagará 15 euros.
Será um belo encontro em pleno Parque Natural da Arrábida, em que saberemos uns dos outros, e falaremos com realismo da história da AJA, das dificuldades em conceber a cultura como um bem necessário, da actualidade do exemplo de vida e obra do ZECA e de outras coisas que vierem à baila…
Se não servir para mais nada, mataremos saudades, o que já por si é um estímulo.
Certos de que a ASSOCIAÇÃO JOSÉ AFONSO será motivo suficiente para este encontro pedimos a confirmação até dia 7 para o telefone 265 185 580 ou associacaojoseafonso@gmail.com
UM ABRAÇO FRATERNO E SOLIDÁRIO
O Presidente da Direcção

Francisco Fanhais

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Viriato Teles
04/12/2009By AJA

Amanhã, no Porto

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Francisco FanhaisTertúlias
04/12/2009By AJA

Conversas e música à volta de José Afonso em Évora

Dia 7 de Dezembro, o bibliocafé Intensidez, em Évora, acolhe Francisco Fanhais e Arturo Reguera numa conversa de amigos à volta de José Afonso.

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80 anos de ZecaConferênciasGuilhermino Monteiro
03/12/2009By AJA

Conferência sobre a música de José Afonso

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80 anos de ZecaAJA Norte
02/12/2009By AJA

Agenda Dezembro para os “80 ANOS DE ZECA”

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BibliografiaFotobiografiaIrene Pimentel
02/12/2009By AJA

No restaurante “O Bispo”

Na próxima 5ª feira, dia 3 de Dezembro, a historiadora Irene Flunser Pimentel estará no restaurante “O Bispo”, no Seixal, para mais uma rubrica “À conversa com…”.
O tema será a recente publicação da fotobiografia de José Afonso, cujo texto é da sua responsabilidade.
Nessa noite estarão presentes o editor do livro, Joaquim Vieira, bem como Francisco Fanhais, presidente da Associação José Afonso e cantor.
No final da apresentação haverá oportunidade para se cantarem alguns temas de José Afonso.

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80 anos de ZecaHomenagens e tributos (2009)
01/12/2009By AJA

À volta de José Afonso

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EntrevistasViriato Teles
30/11/2009By AJA

Entrevista a Viriato Teles pelo blogue Portugal Rebelde

Depois de Lisboa, Viriato Teles vai estar no próximo dia 5 de Dezembro na cidade do Porto, para apresentar a reedição do livro “As Voltas de um Andarilho – Fragmentos da vida e obra de José Afonso” (Assírio & Alvim, 2009). O médico e guitarrista Rui Pato, que foi o principal e mais regular acompanhante de José Afonso nos anos 60, estará presente nesta apresentação. O Portugal Rebelde esteve recentemente à conversa com Viriato Teles e revela-lhe agora em “Discurso Directo” algumas das razões da edição de “As Voltas de um Andarilho”.
Portugal Rebelde – O que podemos encontrar de novo na reedição de “As voltas de um andarilho – Fragmentos da vida e obra de José Afonso”?
Viriato Teles – Além de algumas correcções de pormenor, acrescentei alguns outros textos e um novo conjunto de fotografias, incluindo algumas que até agora nunca tinham sido publicadas. Destaco sobretudo as fotos do Carlos Gil, um grande repórter fotográfico, meu amigo e do Zeca, infelizmente também já desaparecido. E as do Luís Paulo Moura tiradas durante o último espectáculo de José Afonso, em Maio de 1983 no Coliseu do Porto. São, na sua maioria, retratos que até hoje nunca tinham sido publicados. Além disso, incluí uma relação, tão exaustiva quanto possível, das versões de temas de Zeca gravados por outros intérpretes, desde os anos 60 até hoje. Consegui recensear à volta de 300 versões, incluídas em mais de 200 discos gravados por diferentes artistas de Portugal, Brasil, Espanha, França, Alemanha, Estados Unidos. Na verdade, a obra de Zeca é muito mais universal do que se pensa, e este levantamento prova de que ele é seguramente um dos autores portugueses mais cantados pelo mundo fora. O que não espanta, se pensarmos naquilo que a “revolução dos cravos”, que é como o nosso 25 de Abril é conhecido fora de Portugal, representou para o mundo nos anos 70. Não é exagero dizer que foi um dos mais importantes movimentos revolucionários da segunda metade do século XX, e José Afonso, através da “Grândola” e não só, foi o seu mais genuíno porta-voz.
PR – Sei que seguiu muito de perto as voltas deste “andarilho”. Que memórias guarda do homem e do músico José Afonso?
VT – Além do criador genial que todos podemos ainda hoje apreciar, era um ser humano de excepção e uma pessoa de grande coerência ética e estética. Tê-lo conhecido e ter privado com ele em alguns momentos da sua vida foi, obviamente, um privilégio e contribuiu muito para a minha formação. Guardo uma recordação muito viva do modo como se relacionava com o mundo, da sua inquietude permanente, do seu enorme sentido de humor. Tudo isso ajudou a fazer de mim aquilo que sou hoje. Porque nós somos quem somos, mas somos também fruto daquilo que nos rodeia e do que colhemos das pessoas que cruzam as nossas vidas, e nesse sentido eu reconheço que tive sorte, já que conheci algumas pessoas fantásticas. E não falo apenas de gente que conheci episodicamente no decurso da minha vida profissional, mas de alguns amigos que fui conquistando dentro e fora dos jornais, como o Adriano Correia de Oliveira, o Fernando Assis Pacheco, o Carlos Paredes, o Afonso Praça, a Edite Soeiro, o Miguel Serrano, o Luís Pignatelli – para citar apenas alguns dos que já partiram. Todos eles, cada um à sua maneira, foram importantes para mim.
PR – Como é que explica que as músicas de José Afonso de há 40 anos, mantenham a mesma frescura e modernidade que tinham quando foram escritas?
VT – Isso acontece porque, por um lado, “o Zeca era mesmo genial”, como muito bem explica o Sérgio Godinho no prefácio do meu livro. As canções do Zeca, mesmo as mais datadas, mostraram ser capazes de resistir ao tempo de um modo que só excepcionalmente acontece no mundo da música popular. Um ouvinte que chegasse agora de Marte poderia pensar que o “Cantigas do Maio” foi gravado na semana passada, porque não há nada nesse disco que acuse o “peso” da idade. E isso é o que distingue os génios dos criadores vulgares. Por outro lado, as próprias palavras que o Zeca canta mantêm, infelizmente, toda a actualidade, e isso também talvez seja uma razão para que muitas pessoas continuem a identificar-se com estas canções, que falam de problemas que nunca deixaram de existir. Porque ainda há muitos “meninos do bairro negro” e continuam a existir uma data de “vampiros”, mesmo que por vezes andem por aí de face oculta…
PR – Que canções do “Zeca” escolhia como músicas da sua vida?
VT – Ui! São tantas que a escolha se torna virtualmente impossível. Dependendo da altura, poderia escolher o “Menino d’Oiro”, que é um tema referencial da minha infância, ou a “Canção de Embalar”, que foi a primeira música do Zeca que dei a ouvir ao meu filho. Ou o “Por Trás Daquela Janela” ou o “Fui à Beira do Mar” ou o “Maio Maduro Maio”, porque todas elas são das canções mais belas que conheço. Ou o “Nefretite Não Tinha Papeira” e o “Primo Convexo”, porque também gosto muito da vertente surrealista do Zeca. Sinceramente, é uma escolha muito complicada…
PR – “A música é comprometida quando o músico, como o cidadão, é um homem comprometido”. Foi este o caminho que José Afonso nunca deixou trilhar?
VT – Sem dúvida. Ele manteve-se coerente e lúcido até ao fim, nunca deixou de lutar pela “cidade sem muros nem ameias”, a “capital da alegria” que foi, afinal, a razão de ser da existência de todos os que procuraram fazer do mundo um lugar melhor para se viver. E se, por um lado, estou de acordo com os que dizem que não se pode reduzir José Afonso à intervenção política – porque a sua música vale por si mesma, independentemente de outras razões – também creio que o oposto é igualmente redutor. Não se pode olhar para a música de Zeca e esquecer o resto, as circunstâncias que lhe deram origem. Ou seja: nem o revolucionário deve sobrepor-se ao artista, nem o músico deve fazer esquecer o militante. Se houve coisa que ele nunca quis ser foi uma unanimidade, e não podemos ignorar o carácter utilitário que ele sempre atribuiu à sua música, como factor de agitação de massas. Escolheu o lado esquerdo da vida, viveu e morreu nele, e é aí que deve continuar.
PR – José Afonso morreu há mais de duas décadas. Sente que há uma nova geração, que ainda não descobriu a vida e a obra deste “andarilho”?
VT – O Zeca morreu há 22 anos, mas de certo modo está hoje mais vivo do que nunca. Creio que a nova geração já o descobriu, pelo menos em parte, e a prova disso está em que nos últimos dez anos foram gravadas tantas versões de músicas dele como as que foram feitas ao longo das duas últimas décadas do século passado. Isso acontece pelas razões que apontei atrás: a modernidade que esta música continua a ter e que exerce um natural fascínio junto dos mais novos, mas também, julgo eu, porque muitos desses jovens se identificam com as preocupações expressas nestas músicas. Claro que nem todos apreendem o Zeca da mesma maneira, e não há mal nenhum nisso, bem pelo contrário. O importante é que quem hoje parte para a redescoberta das suas canções esteja disponível para ver não apenas a letra e a música, mas também a “alma” que existe em cada uma delas.
PR – O “Zeca” será recordado para sempre como um símbolo da liberdade?
VT – Mal estaremos quando assim não for. Espero bem que sim, porque o é, de facto. E não só em Portugal. Ainda há poucos dias, numa entrevista na RTP 2, o Luís Sepúlveda falava da importância que José Afonso e a revolução portuguesa tiveram para os chilenos, durante os tempos difíceis da ditadura de Pinochet, e que a “Grândola” era ouvida em segredo e cantada nas prisões, como um hino de resistência. Na pesquisa que fiz para este livro encontrei mais de 60 versões da “Grândola”, gravadas por artistas de pelo menos uma dúzia de países, desde Espanha à Finlândia, Brasil, Holanda, Chile, Alemanha, Suécia, Estados Unidos… Em versões instrumentais, corais, de jazz, rock, sei lá! Além das que nunca chegaram a ser gravadas e outras que provavelmente existirão e ainda não descobri. Isto ajuda a compreender a dimensão universal deste homem e desta obra. Em Portugal habituámo-nos a pensar em ponto pequeno, e por isso já ouvi dizer que o Zeca é «o nosso Pete Seeger» ou «o nosso Bob Dylan». Mas eu creio que é o inverso: com todo o respeito que tenho por ambos, eles é que são os Zecas norte-americanos…
Portugal Rebelde

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FotobiografiaGrândolaIrene Pimentel
27/11/2009By AJA

Irene Pimentel apresenta a fotobiografia de José Afonso em Grândola

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Michel Giacometti
26/11/2009By AJA

Lançamento do “Romanceiro de tradição oral”

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Homenagens e tributos (2009)Homenagens e tributos (dança)
22/11/2009By AJA

“Dançando Zeca Afonso” em Estarreja

Na próxima quinta-feira, o Cine-Teatro de Estarreja vai apresentar um espectáculo de dança contemporânea comemorativo do 80º aniversário do nascimento de José Afonso. O espectáculo Dançando Zeca porá em ressonância o hip-hop, a encenação contemporânea, as artes de rua e a música de José Afonso, além de ser um momento de encontro entre França e Portugal, permitindo a partilha de duas visões da dança e favorecendo o sempre frutuoso intercâmbio cultural.
O trabalho é realizado com base na vida e obra de José Afonso e é levado a cabo por Alcides Valente, na qualidade de coreógrafo e por dois bailarinos franceses que serão também assistentes da coreografia. Serão feitas audições a bailarinos portugueses de modo a encontrar quatro ou cinco que integrem o projecto a desenvolver colectivamente. Haverá ainda master classes técnicas e artísticas abertas ao público e aos estudantes e professores de música da região de Aveiro.
O resultado final, que constituirá a primeira parte de um projecto maior intitulado Água Salgada, será apresentado sob a forma de espectáculo em vários espaços, entre os quais o Cine-Teatro de Estarreja.

Retirado daqui
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Fotografia
20/11/2009By AJA

Na cooperativa Árvore

José Afonso e Carlos Paredes, em1969, na cooperativa Árvore, no Porto. Numa das fotos, vê-se Mário Viegas junto à guitarra de Paredes.
Há por aí alguém com memória desta noite?
 

Fotos de Sérgio Valente partilhadas por Teodósio Dias.

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80 anos de ZecaAJA NorteHomenagens e tributos (música)
20/11/2009By AJA

“O canto de intervenção” no Porto

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80 anos de ZecaAJA NorteGalizaHomenagens e tributos (música)
17/11/2009By AJA

“O canto de intervenção” vai até Ferrol, Galiza

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Viriato Teles
16/11/2009By AJA

“As voltas de um andarilho”, sobre José Afonso


Uma “reportagem biográfica” é como o jornalista Viriato Teles classifica o seu livro “As voltas de um andarilho – Fragmentos da vida e obra de José Afonso”, com lançamento terça-feira na Biblioteca-Museu República e Resistência, Lisboa.

“Este livro, tal como um primeiro esboço realizado em 1983 e a edição de 1999, não é, nem pretende ser, uma biografia de Zeca Afonso”, disse Viriato Teles à agência Lusa, qualificando-o antes como uma “reportagem biográfica” que reúne “fragmentos da vida e obra” do cantautor, como indica o subtítulo, acrescentando tratar-se de uma edição revista e actualizada da publicada em 1999.
Para Viriato Teles, a edição que vai agora para as bancas é “apenas um pequeno contributo para que a memória de José Afonso não se apague”, embora lhe pareça que o o músico “está hoje mais vivo do que nunca, incluindo junto dos mais jovens, que se identificam cada vez mais com a obra” do autor de “Baladas de Coimbra”, “Coro dos Caídos” ou de “Cantares de Andarilho”.
Prova disso é a quantidade de versões de canções do autor que têm sido publicadas depois da morte de José Afonso,e que atingiram um pico bastante elevado em 2007, ano do 20.º aniversário da sua morte, quando saíram “sete ou oito discos” dedicados à obra do compositor, sustenta.
“A obra do Zeca mantém-se viva, não apenas pela universalidade da música, como pela modernidade e actualidade das letras. Afinal de contas o “Menino do Bairro Negro” e “Os vampiros” continuam actuais e andam por aí, assim como continuam actuais todos os pressupostos cantados pelo Zeca”, justifica.
Viriato Teles fundamenta a obra agora editada com o facto de este ano se assinalar o 80.º aniversário do nascimento de José Afonso, razão por que considerou oportuno actualizar a edição de 1999, há muito esgotada, “corrigindo e actualizando o que era necessário”, incluindo a publicação de uma “listagem tão exaustiva quanto possível de toda a discografia do Zeca, e novas fotografias, algumas das quais inéditas”.
Entre os dados que se mantêm da edição de 1999 conta-se o prefácio de Sérgio Godinho, em que o músico considera José Afonso “um génio”.
Uma listagem da discografia que contabiliza temas de José Afonso em mais de 200 discos (à data da escrita do livro, que só inclui discos dos quais houvesse no mínimo duas referências e que já está desactualizada, já que desde que a obra foi para a tipografia mais temas de José Afonso surgiram noutros trabalhos discográficos, observa.
José Afonso nasceu em Aveiro a 02 de Agosto de 1929 e morreu em Setúbal na madrugada de 23 de Fevereiro de 1987.

Diário de Notícias

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80 anos de ZecaViriato Teles
16/11/2009By AJA

Lançamento no Porto

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Viriato Teles
13/11/2009By AJA

Lançamento do livro “As voltas de um andarilho”

Traz outro amigo também.

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José Santa-Bárbara
12/11/2009By AJA

Exposição de José Santa-Bárbara

José Santa-Bárbara, a quem se devem as capas de tantos discos de José Afonso, tem a exposição “Quotidianos” patente na Cidiarte, em Lisboa, até 2 de Janeiro.

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Homenagens e tributos (2009)Homenagens e tributos (música)Zeca Medeiros
10/11/2009By AJA

“O cantador” – Zeca Medeiros

Zeca Medeiros interpreta “O cantador”, um tema dedicado a José Afonso, incluído no álbum “Torna Viagem”.
Concerto no OndaJazz, em 5 de Outubro de 2007, com Paulo Borges (piano) e Gil Alves (percussões, flauta e Glockenspiel) e convidados especiais: Mariana Abrunheiro e João Domingos.

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Imprensa
07/11/2009By AJA

José Afonso na revista comemorativa dos 25 anos da Blitz

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80 anos de ZecaHomenagens e tributos (2009)Homenagens e tributos (dança)
07/11/2009By AJA

Dançando Zeca

Desde há muito que desejo trabalhar em torno da música de José Afonso. O que me atrai na sua obra é a multiplicidade de universos musicais que abrange: do fado ao canto popular. Isso abre-me várias possibilidades ao nível da coreografia e da encenação. José Afonso é uma personagem controversa, mas esse é mais um factor de atracção, pois as minhas coreografias também têm suscitado polémicas.
A comemoração do octogésimo aniversário do nascimento de José Afonso será o momento de levar a cabo um projecto que ganhou pernas com o desafio lançado pelo Eduardo, numa mesa de café em Aveiro. Unimo-nos ambos em torno desse ícone Português, e no espírito da canção “traz um amigo também”, a Produções Aleatórias uniu-se a Tempos e Eventos. Eduardo e Cristina deram os primeiros passos para a concretização desta ideia que já me habitava.
Este projecto porá em ressonância o hip-hop, a encenação contemporânea, as artes de rua e a música de José Afonso, além de ser um momento de encontro entre França e Portugal, permitindo a partilha de duas visões da dança e favorecendo o sempre frutuoso intercâmbio cultural.
O trabalho será realizado com base na vida e obra de José Afonso e será levado a cabo por mim, na qualidade de coreógrafo e por dois bailarinos franceses que serão também assistentes da coreografia. Serão feitas audições a bailarinos portugueses de modo a encontrar quatro ou cinco que integrem o projecto a desenvolver colectivamente. Haverá ainda master classes técnicas e artísticas abertas ao público e aos estudantes e professores de música de Aveiro.
O resultado final, que constituirá a primeira parte de um projecto maior intitulado Água Salgada, será apresentado sob a forma de espectáculo em vários espaços.
Com a Produções Aleatórias, a Tempos e Eventos e outros “amigos também”, seremos muitos, unidos pela arte, a prestar a tão merecida homenagem a Zeca Afonso.
Alcides Valente
Coreógrafo
Audições dia 10 de Novembro – Centro Cultural e de Congressos de Aveiro
Master Class’s nos dias 21 e 22 de Novembro.
Contactos:
Eduardo Vale da Costa
http://www.producoesaleatorias.com
Tel: +351 234 285 097
Telm: +351 964 653 440
http://www.temposeeventos.com

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Galiza
06/11/2009By AJA

Cartaz editado pela Gentalha do Pichel

Dentro das actividades que a Gentalha está a promover junto com outros colectivos galegos e portugueses, insire-se a ediçom deste cartaz que será distribuido de graça desde o nosso centro social.
O José Afonso é, para a maioria de galegos e galegas, o mais conhecido cantor de intervençom português. Em Portugal, esta figura representa o compromisso em estado puro com a transformaçom social através da música. Dum lado e outro da raia, a qualidade das suas músicas e poemas é celebrada com entusiasmo, e muitas bandas contemporáneas versionam as suas cançons quase 25 anos depois da sua morte. Pouca gente sabe, no entanto, que também foi um grande amigo Galiza. O José Afonso assumiu o papel de um duplo embaixador de luxo, da Revoluçom dos Cravos aquém Minho e da causa galega além Minho, onde dizia estar “farto de explicar por todo o lugar que a Galiza nom é Espanha”. Foi em Compostela que o Zeca tocou pola primeira vez o mítico hino ‘Grândola, Vila Morena’, e foi ele que deu a conhecer no mundo umha das mais bonitas cantigas populares galegas: ‘Achega-te a mim, Maruxa’. Em Agosto de 1985, quando já estava gravemente doente, o cantor português recebeu, no parque de Castrelos de Vigo, umha das mais emotivas homenagens que se lembram. Este ano, 80 desde o seu nascimento, voltamos a lembrar a quem nunca esquecemos.
A Gentalha do Pichel (Santiago de Compostela, Galiza)

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GalizaHomenagens e tributos (2009)
06/11/2009By AJA

Compostela homenageia Zeca Afonso nos 80 anos do seu nascimento

Músicos portugueses e espanhóis participam hoje num concerto de homenagem aos 80 anos do nascimento de Zeca Afonso, organizado pela associação A Gentalha do Pichel, de Santiago de Compostela (Galiza, Espanha)
O concerto, Traz um amigo também, contará com a participação de vários músicas que partilharam palcos com a voz mais famosa da canção de intervenção portuguesa, entre eles Xico de Carinho, que tocará com o seu grupo Na Virada, Luis Almeida, Juan Guitián, Arturo Regueira e Antom Labranha.
Participam ainda os músicos Uxía Senlle, José Pumar, e Benedito de Voces Ceibes.
Eduardo Maragoto, da associação que promove o concerto, explica que se trata de mais uma iniciativa no âmbito de encontros «entre a Galiza e os demais países de língua lusófona».
Maragoto explicou ainda que a associação galega tem vindo a colaborar cada vez mais com a Associação José Afonso, no intuito de «actualizar a vida e a obra do Zeca» que «sempre manteve uma relação especial com a Galiza e com a luta anti-fascista, dos dois lados do rio Minho».
Foi aliás em Santiago de Compostela, na praça do Burgo das Nações, onde Zeca cantou em público pela primeira vez, a 10 de Maio de 1972, a sua canção mais mediatiza, Grândola Vila Morena
«O Zeca estava muito vinculado à Galiza e muito comprometido com a causa galega», disse Maragoto que explicou que o músico incorporou vários temas tradicionais desta região espanhola no seu reportório.

Lusa / SOL

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Concertos de José AfonsoImprensa
06/11/2009By AJA

Despedida de Zeca Afonso aconteceu no Coliseu do Porto há 26 anos

Muito se fala sobre o concerto que Zeca Afonso realizou em Janeiro de 1983, no Coliseu dos Recreios, e do qual a RTP fez uma gravação vídeo que é habitualmente recuperada na altura das comemorações do 25 de Abril, mas poucos decerto saberão que o cantor viria a actuar uns meses mais tarde, no Porto, naquela que seria, de facto, a sua despedida dos palcos. Sabe-se que, nesse mesmo ano, Zeca Afonso ainda deu a cara em alguns eventos informais em Coimbra (esse facto é, de resto, mencionado por Irene Flunser Pimentel na fotobiografia do cantor recentemente editada), de que chegou até a ser gravado um disco pirata. Mas o último grande concerto foi, sem dúvida, o do Coliseu do Porto, que aconteceu a 25 de Maio de 1983 perante uma sala esgotadíssima desde há cerca de dois meses.
Avelino Tavares, promotor musical da Mundo da Canção, foi a “alma mater” do evento e não tem dúvidas de que, depois disso, não mais Zeca Afonso voltou a apresentar-se em público. “Lembro-me até de, no dia seguinte ao concerto, ter ido levar o José Afonso e a Zélia [mulher dele] à estação de Campanhã porque ele ia a Coimbra receber a medalha de honra da cidade. E, na melhor das hipóteses, o que terá havido é uma festa de estudantes em que se terão cantado uns fados”, recorda.
Para o concerto do Porto, e por exigência do cantor, todos os bilhetes foram postos à venda ao mesmo preço: 500 escudos. A procura foi enorme, a ponto, de, na altura, ter crescido o boato infundado de que haveria ingressos a serem “vendidos à mesa do café”.
“Algo de imperdível acontecera”
Durante o espectáculo, viveu-se no Coliseu uma “atmosfera emocional intensa”, que Tavares compara com a de Lisboa quatro meses antes: “Porventura com menos folclore, mas mais denso e sentido”. Paulo Esperança, que preside hoje ao Núcleo Regional do Norte da Associação José Afonso, também lá estava nessa noite única. Recorda-se de o concerto, que acabou por ser uma espécie de retrospectiva da carreira do can-tor, ter terminado com a “Grândola Vila Morena” e de, já na rua, as pessoas regressarem a entoar em coro canções do reportório de Zeca Afonso. “Nenhum de nós sabia se aquele viria a ser o último concerto. Mas todos tínhamos consciência de que algo de imperdível se passara”, conta Paulo Esperança. O cantor já estava bastante debilitado (eram já claros os sinais da doença neuro-degenerativa que viria a vitimá-lo, quatro anos depois), precisou de sentar-se com alguma frequência e, para alguns coros, contou com o apoio de Sérgio Mestre, um seu habitual cúmplice. E também lá estiveram dois amigos da canção coimbrã, mais uma prova, para Avelino Tavares, de que não houve nenhum concerto em Coimbra, “caso contrário eles nunca teriam vindo cá de propósito”.
Autógrafos frustrados
Aliás, foi o estado de saúde do cantor que levou, na altura, Avelino a travar algo que já planeara: “No dia 26, fomos almoçar a um restaurante na Ribeira, com o Fanhais e outros músicos, e eu levava um saco com os LP’s todos que eu tinha dele para me autografar. Eram muitos os discos que havia para assinar e, ao ver como ele já estava, acabei por desistir. Senti que tinha de ter respeito por ele”.
Avelino Tavares chegou a ver Zeca Afonso, ao vivo, na Escola Infante D. Henrique, ainda antes do 25 de Abril, e esteve presente, no lendário concerto realizado sob alta vigilância da PIDE e que reuniu vários cantores de intervenção no Coliseu de Lisboa, em Março de 1974, quando já se pressentia o apodrecimento definitivo do Estado Novo.
Mas foi na revista “Mundo da Canção”, de que foi director e cujo primeiro número saiu em Dezembro de 1969, que Avelino Tavares mais tentou promover José Afonso, publicando-lhes as letras, bem como as de outros cantores igualmente comprometidos. Foi dele a primeira capa a cores da MC, correspondente ao número 12 (Novembro de 1970). Mais tarde, o cantor viria de novo a surgir na capa da revista, precisamente em Fevereiro de 1975, na esteira do lançamento do álbum “Coro dos Tribunais”.
Depois de muitos meses a iludir a censura com páginas em que textos de conteúdo mais político dividiam espaço com “anúncios pirosos” a depilatórios e calças de terylene, a revista acabou mesmo por ser apreendida quando saiu o número 34, por causa da existência de um suplemento dedicado às novas músicas. Só depois da revolução Avelino Tavares viria a conseguir repor em circulação os malfadados exemplares. Uma aventura editorial que durou até Junho de 1985, sempre sob a aura inspiradora de José Afonso: “Nós vamos todos desaparecer, mas ele vai ficar”.

Nuno Corvacho
nuno.corvacho@grandeportoonline.pt
Retirado daqui

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BibliografiaViriato Teles
06/11/2009By AJA

“As volta de um andarilho” – o sítio do livro

Visitem o sítio que acompanha o livro de Viriato Teles: “As voltas de um andarilho”.

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Júlio Pereira
04/11/2009By AJA

Júlio Pereira no CCB

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LançamentosViriato Teles
04/11/2009By AJA

Lançamentos do livro “As voltas de um andarilho” de Viriato Teles

Lisboa – dia 17 de Novembro, pelas 19h, no Museu da República e Resistência, com apresentação de João Paulo Guerra e intervenção musical dos Couple Coffee.

Porto – dia 5 de Dezembro, pelas 16h, no espaço Tane Timor (na Ribeira), com apresentação de Rui Pato e uma intervenção musical de João Teixeira.

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Helena Afonso
04/11/2009By AJA

Lena Afonso entrevistada na Catalunha, aquando da entrega do prémio Liberpress 2009 a José Afonso, em Outubro

«Zeca simbolitza els valors de l’humanisme i dels drets humans»

Ha recollit a Girona el premi Memorial LiberPress, atorgat al seu pare per la seva infatigable lluita per la democràcia, la llibertat i la solidaritat, uns valors que ella enriqueix amb un tenaç combat contra la mediocritat cultural

Considera que els valors destacats per l’associació LiberPress reflecteixen la trajectòria de Zeca Afonso?
–«Del tot. A Girona m’he sentit una vegada més molt orgullosa del reconeixement que se li ha fet al meu pare, el qual compartia amb tots els homenatjats (el lingüista Mark Abley, el cineasta Giuliano Montaldo, l’humorista Fer, els cantants Luis Eduardo Aute i José Antonio Labordeta, i l’escriptor Tom Sharpe) un esmolat esperit de lluita contra els sistemes repressius i a favor de la llibertat. Zeca era sobretot un humanista convençut, un defensor de la igualtat, la solidaritat i la cultura com a factor d’alliberament, i s’hauria sentit molt content d’un premi que li arriba des d’una associació sense ànim de lucre que promou la cultura de la solidaritat.»
–Part de la seva consciència política va néixer durant la seva estada a Angola i Moçambic?
–«Sí, allà va conèixer una realitat molt dura, la part més brutal de la dictadura portuguesa, que ocupava militarment Cap Verd, Guinea, Angola i Moçambic. Als anys seixanta va esclatar amb força la lluita anticolonial i ell va anar radicalitzant la seva posició, veient com els fills de les famílies més pobres eren enviats a l’Àfrica a fer la guerra contra un poble que vivia en condicions d’absoluta explotació. Però per a Zeca Àfrica no va ser només una escola de reforçament ideològic sinó també una font importantíssima d’inspiració musical, com valoren els estudiosos de la seva obra.»

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AJA Norte
30/10/2009By AJA

“O canto de intervenção” no SINAPSA

O SINAPSA – Sindicato Nacional dos Profissionais de Seguros e Afins, vai realizar um evento Sexta-Feira 13 de Novembro inserido nas comemorações dos “80 Anos de Zeca Afonso”.

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80 anos de ZecaImprensa
28/10/2009By AJA

Vila Nova de Gaia demostra a vixencia da mensaxe de Zeca Afonso

Máis dun cento de colectivos galegos e portugueses uníronse para pór en marcha o proxecto 80 anos de Zeca Afonso. Ata o 1 de agosto de 2010 desenvolveranse toda unha serie de variadas actividades que contan co obxectivo común de homenaxear ao cantautor portugués. Unha desas propostas celebrarase a vindeira semana, o venres 6 de novembro, en Vilanova de Gaia, onde actuarán os músicos José Luís Guimares, José Silva, Tino Flores e Ana Ribeiro. Esta última artista pasou polos micrófonos de Radiofusiòn e destacou que “as mensaxes do Zeca son cada vez máis importantes”.
Segundo as palabras de Ana Ribeiro, ao tributo do día 6 acáelle mellor a denominación de “sesión de intervención” que a de “concerto”. Parafraseando a José Mário Branco, a cantante portuguesa defendeu en Radiofusiòn que “a cantiga é unha arma” e, como tal, conta cun gran poder de mobilización social.
O programa 80 anos de Zeca Afonso atópase aberto á participación. Todos aqueles colectivos que queiran adherirse ao proxecto ou promover iniciativas relacionadas co cantautor portugués poden facelo a través do blog 80anosdezeca.blogspot.com.
Ouvir entrevista de Elena Dopico a Ana Ribeiro en Radiofusión
Radio Fusión – A programación das radios galegas

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80 anos de Zeca
28/10/2009By AJA

Agenda Novembro para os “80 ANOS DE ZECA”

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GalizaHomenagens e tributos (2009)
27/10/2009By AJA

“Traz um amigo também” A gentalha traz os amigos do Zeca ao pichel


Esperamos ver-vos!
6 de novembro | 21h30 | Rua Santa Clara, 21 – Santiago de Compostela, Galiza

Na virada (gz)
José Pumar (gz)
Uxia Senlle (gz)
Luís Almeida (pt)

Estarám connosco Xico de Carinho, Benedito, Antom Labranha, Juan Guitián e Arturo Reguera.

Haverá petiscos.

Venda antecipada no Pichel (aforo limitado)

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80 anos de ZecaHomenagens e tributos (2009)
23/10/2009By AJA

“Tributo ao Zeca” em Mafamude

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Sem categoria
20/10/2009By AJA

Concerto em Setúbal | Uma homenagem a Zeca Afonso

O cantor e compositor português Zeca Afonso foi, sábado à noite, homenageado com um concerto pelos setubalenses Ensemble Voct, tributo realizado no Salão Nobre dos Paços do Concelho perante mais de 150 pessoas.
Presente no espectáculo, integrado no programa municipal do Mês da Música, e no qual foram recordados vários temas do músico, esteve a filha a filha de José Afonso, bem como diversos elementos da Associação José Afonso.
“Venham Mais Cinco”, “Cantigas do Maio” ou “Canção de Embalar” foram alguns temas entoados pelos Ensemble Voct que, durante mais de hora e meia, encantaram, em estilo vocal “à capela”, o muito público presente na iniciativa.
O concerto de homenagem a José Afonso resulta de um projecto desenvolvido desde 2007 pelos Ensemble Voct em parceria com a Associação José Afonso, surgido no decorrer das homenagens pelos 20 anos da morte deste cantautor, e conta com o envolvimento dos compositores Christopher Bochmann, Eurico Carrapatoso, Gonçalo Lourenço e Mário Ribeiro.

Retirado de Rostos.pt

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