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Alípio de Freitas
Home Archive by Category "Alípio de Freitas"

Category: Alípio de Freitas

AJA LisboaAlípio de FreitasNúcleos AJA
11/02/2024By admin-aja

Celebrar o aniversário de Alípio

Em comemoração do 95.º aniversário de Alípio de Freitas, o Núcleo AJA Lisboa – Associação José Afonso recebe, dia 17 de fevereiro às 17h, a exibição do filme de Tiago Afonso “A Causa e a Sombra” sobre a vida do padre, jornalista, professor e guerrilheiro.

A sessão conta ainda com um momento musical a cargo dos Couple Coffee, com Luanda Cozetti (voz) e Bruno Fonseca (viola).

Inscrito na pedra tumular de granito transmontano, sob a qual Alípio repousa, está o poema da canção que José Afonso lhe dedicou e a frase que sempre o guiou, durante a vida – “A minha luta é a luta do povo. O meu objectivo de vida a construção da utopia”. Em Portugal, no Brasil e noutros países da América latina, Alípio foi um combatente exemplar. O risco de vida e a tortura a que foi sujeito nunca o fizeram vacilar perante os algozes torturadores. Fundou escolas, sob o lema “com pé no chão também se aprende a ler”, centros de saúde e creches. Não foi um político, antes um revolucionário, um ícone de resistência, um abridor de consciência, um homem inteiro que estava sempre na frente da luta pela defesa da liberdade e dos direitos humanos. Foi um dos homens que marcaram a evolução da humanidade.

Neste dia especial, venham celebrar connosco!

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AJA LisboaAlípio de FreitasNúcleos AJA
08/02/2023By admin-aja

Nos Trilhos da Memória

No dia 17 de Fevereiro, sexta-feira, o Núcleo AJA Lisboa – Associação José Afonso evoca dois amigos “maiores que o pensamento”.Revisita a poesia de José Afonso, através da apresentação da sua “Obra poética”, que inclui os poemas musicados e outros que reforçam o seu universo existencial, baseado num profundo humanismo e defesa dos valores da liberdade.Também recorda Alípio de Freitas, pelo seu 94º aniversário, e a quem Zeca dedicou uma canção denunciando a sua prisão e tortura no Brasil, também ele irmanado na mesma defesa da dignidade humana, mesmo que para isso tivesse que arriscar a vida.
Serão eles os protagonistas deste fim de tarde, para o qual convidamos todos os nossos Amigos e Amigas.
Seja bem-vindo quem vier por bem!

𝗣𝗿𝗼𝗴𝗿𝗮𝗺𝗮:

Apresentação do livro “José Afonso – Obra Poética” por Jorge Abegão.
A vida de Alípio e suas vivências – Conversa com João Matias.
Leitura de poemas de José Afonso por Mila Castanheira
Momento musical com Luanda Cozetti e Norton Daiello

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Alípio de FreitasNúcleos AJA
16/02/2019By AJA

(Coimbra) Livro “Resistir é preciso” de Alípio de Freitas apresentado no Pavilhão Centro de Portugal, dia 17 de março

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O Núcleo de Coimbra da Associação José Afonso (AJA), em parceria com a Orquestra Clássica do Centro, organizam um evento no Pavilhão Centro de Portugal no dia 17 de Março pelas 16.30h, para apresentação do livro “RESISTIR É PRECISO” de Alípio de Freitas , bem como do livro ” PALAVRAS DE AMIGOS, com textos a ele dedicados. Simultaneamente estará em exibição uma Exposição sobre a vida de Alípio de Freitas, organizada pela AJA.
Alípio de Freitas lutou contra a ditadura no Brasil, razão pela qual foi preso longos anos, o que despertou a admiração e solidariedade de José Afonso, que lhe dedicou a canção que leva o seu nome e diz: “Baia da Guanabara/Santa Cruz na Fortaleza/ Está preso Alípio de Freitas/ Homem de grande firmeza”… “Na prisão de Tiradentes/Depois da greve de fome/ Em mais de cinco masmorras/Não há tortura que o dome”… Esta canção foi decisiva para despertar a consciência sobre a situação deste Português no Brasil, contribuindo para uma mobilização internacional sobre a situação dos presos políticos e, de certo modo, para a posterior libertação de Alípio de Freitas. Entre eles criou-se um elo de profunda amizade, tendo Alípio sido sócio fundador da AJA e seu presidente.
“ Resistir é Preciso – Memória do tempo da morte civil do Brasil”, escrito após libertação foi, à época, o primeiro livro de denuncia da tortura e violência policial da ditadura militar brasileira, continuando hoje a ser um texto importante para que não se apague a memória desses tempos , e uma forte mensagem para que não se consinta que novas ditaduras aconteçam .
“ Alípio de Freitas – Palavras de amigos “, criado com textos de amigos, é revelador de quão importante ele foi para os que com ele partilharam momentos e projectos.
A exposição “ Alípio de Freitas – Muitas vidas numa só” mostra o percurso e acção ao longo da vida deste Homem inigualável, que dedicou toda a sua vida aos mais pobres e mais fracos e à defesa da liberdade, porque acreditava que um mundo melhor era possível.
VEM E TRAZ UM AMIGO!

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Alípio de FreitasAssociação José AfonsoNúcleos AJA
15/02/2019By AJA

Evocação de Alípio de Freitas feita por João Madeira em sessão realizada no núcleo de Lisboa da AJA

Capturar

O texto que se segue foi apresentado e lido pelo historiador e membro da direcção da AJA, João Madeira, na sessão evocativa dos 90 anos do nascimento de Alípio de Freitas, realizada no dia 17 de Fevereiro de 2019 no núcleo de Lisboa da Associação José Afonso.

“Apresentação de Resistir é Preciso – AJA Lisboa

17 Fevereiro 2019

Por João Madeira

‘Resistir é preciso’ foi originalmente editado no Brasil em 1981. Alípio tinha saído da prisão dois anos antes, justamente no dia do seu aniversário. Perfazem hoje quarenta anos.

Fora condenado por vários tribunais militares, primeiro a 30 anos, depois a mais 24 e a que, já depois de preso e condenado, se acrescentariam outros 15, administrativamente. Se não o quiseram condenar expressamente à morte ou a prisão perpétua, quiseram condená-lo a morrer na prisão. Não conseguiram! Foram obrigados a decidir pela sua libertação, resultado do seu irredutível inconformismo, e do modo como habilmente explorou as próprias debilidades e contradições da Nova Lei de Segurança Militar brasileira. Mas, resultado também de um longo e persistente trabalho de solidariedade internacional, em que se insere a canção do Zeca.

A sua pena seria revista com a revogação do quadro penal em que os militares se apoiaram e conseguiria assim ser libertado. Apesar de tudo, os militares retiraram-lhe a cidadania brasileira e as autoridades consulares portuguesas recusaram a emissão de um passaporte português. Tornava-se apátrida.

Intensamente vigiado pela polícia, recusada a readmissão na Universidade, impossibilitado de recuperar a carteira de jornalista, vendeu roupa num mercado de rua do Rio de Janeiro e só dificilmente conseguiu trabalho informal como  jornalista. É neste contexto de uma liberdade vigiada, cercado por dificuldades e adversidades de toda a ordem, que, em dois meses, de um ímpeto, escreve “Resistir é Preciso”.

O livro foi à época o primeiro livro de denúncia da tortura e da violência policial da ditadura militar. Vários amigos e companheiros alertavam-no para as possíveis consequências dessa publicação, mas o livro viu a luz do dia e teve só no Brasil 18 edições.

Foram precisos 36 anos para que a Âncora proporcionasse uma primeira edição portuguesa. Antes eram raros os exemplares brasileiros que circulavam e foi a versão do original para revisão que a Associação José Afonso publicou na sua página web.

Resistir é Preciso é um documento escrito na primeira pessoa, pungente e exaltante, de um troço doloroso e marcante da vida de Alípio de Freitas – a sua experiência prisional de mais de oito anos pelos antros da tortura e das cadeias degradantes da ditadura militar brasileira.

Alípio conduz-nos passo a passo numa linguagem crua e directa por um longo périplo. Da prisão na rua numa periferia do Rio de Janeiro, em Maio de 1970, às instalações do chamado CODI, Centro de Operações de Defesa Interna, onde foi insultado, espancado, torturado com choques eléctricos no pau de arara, electrocutado durante dias seguidos para que prestasse declarações, denunciasse os seus companheiros, a actividade da organização a que pertencia. Daí passou ao DOPS, o Departamento da Ordem Pública e Social e depois às prisões de Tiradentes, Carandiru, Santa Cruz, Bangu, locais inóspitos, sobrelotados, onde a correspondência da família, os jornais e os próprios livros eram censurados e o regime de isolamento era frequente.

Conhecerá ainda as prisões de Frei Caneca, Ilha Grande e Hélio Gomes, além dos calabouços dos serviços de polícia política de várias cidades. Em todos os presos eram sujeitos a regimes prisionais terríveis, à humilhação, à despersonalização, ao isolamento.

Na vida dos homens e das mulheres que combatem pela liberdade e pela justiça social, particularmente sob as mais duras condições de ditadura, de terrorismo de estado, a prisão constitui porventura a maior das provações. Nesse ambiente concentracionário entrelaça-se a luta pela sobrevivência, pela dignidade e pela solidariedade.

Alípio de Freitas venceu essa provação, sobreviveu, manteve a sua dignidade de homem e de combatente e foi activamente solidário com os seus companheiros de prisão, num tempo e num lugar em que o sistema prisional brasileiro misturava presos políticos com presos sociais, ditos comuns. É disso que fala Resistir é Preciso, olhando o contexto tão eloquentemente expresso no subtítulo Memória do tempo da morte civil do Brasil.

Desse tempo, dirá Alípio “Jamais, por mil anos que viva, a lembrança desses dias pavorosos se apagará na minha memória. Lá aprendi duas duras e inesquecíveis verdades. A primeira é que nada, nada mesmo, nem ninguém, pode roubar de um homem a sua dignidade e a sua fé no ideal que abraçou e se transformou na sua razão de viver, desde que esteja disposto a morrer por ele. A segunda é que a prática da tortura envilece tanto o torturador que, de sua condição de homem, mal resta a aparência. Nem as bestas torturam”.

Alípio descreve-nos o modo como resistiu a tudo isso, sem arrebatamentos doutrinários, sem discorrer em torno de superioridades morais, sem ditar padrões de comportamento, mas também sem falsas modéstias.

Transmite-nos sobretudo a força das suas convicções, chão onde enraizou a sua capacidade de resistência, a sua decisão de não se deixar vergar ou submeter, de não se deixar anular, nem que para isso, no desamparo da prisão respondesse ao insulto ou com o insulto, á violência física com a violência do inconformismo, da rebeldia  e também da coragem física.

E transmite-nos um outro poderoso ensinamento. É que a prisão é também uma trincheira de combate, um lugar de luta. Nesse sentido, trabalhou na organização dos presos, tecendo laboriosamente as redes da entreajuda, de solidariedade, da resposta política, recorrendo inclusivamente à greve da fome em movimentos que uniam todos os presos, fossem políticos ou ditos comuns.

Alípio dedicou este impressionante e desassombrado depoimento “A todos aqueles que presos ou em liberdade, lutaram para que cada novo amanhecer tivesse mais um raio de sol”. É, na realidade, um pórtico iluminado sobre os dias duros da prisão, tomados como parte integrante do combate pela liberdade e pela dignidade humana contra a ditadura e todas as formas de injustiça política e social.

Se o quiseram intimidar, para que, uma vez posto em liberdade, se atemorizasse e acomodasse a uma vida pacata, alheia e insensível à realidade das injustiças e das iniquidades, também não o conseguiram. Ao transpor o portão da prisão, quando libertado, em Fevereiro de 1979, aguardado por um batalhão de jornalistas, a um repórter do Jornal do Brasil que lhe perguntou o que iria fazer daí em diante, respondeu apenas – “O que sempre fiz, política”.

Antes de ser preso, o seu itinerário é extenso. Natural de Vinhais, ordenado padre em 1952, parte para o Brasil em 1957, onde, no nordeste, desenvolve intensa actividade social e política. Junta-se às ligas camponesas, participa no Congresso Mundial pelo Desarmamento Mundial e pela Paz, na União Soviética, rompe com a Igreja, é conhecida a frase da carta que dirige ao bispo de S. Luis do Maranhão– “Perco um pequeno púlpito, mas ganho todas as praças”, trabalha nas favelas do Rio de Janeiro. Em acentuada radicalização funda, com vastos sectores da Juventude Operária Católica, de lideranças estudantis e sindicais, a Acção Popular. Participa na campanha vitoriosa de Miguel Arraes para governador de Pernambuco, é, por mais de uma vez, preso. Depois do golpe militar de 1964 refugia-se na embaixada do México, donde parte para Cuba, recebendo treino militar. Regressa clandestinamente ao Brasil, participa nas estruturas armadas da Acção Popular, organização de que se afasta no processo de evolução da AP em direcção ao maoísmo, para fundar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a que pertence quando é preso em 1970.

Esse intenso percurso e os anos duros da prisão foram exemplarmente captados por José Afonso na canção que leva o seu nome – “Na prisão de Tiradentes/Depois da greve da fome/Em mais de cinco masmorras/Não há tortura que o dome”.

Depois, em liberdade foi cooperante em Moçambique, jornalista da RTP, fundador da Casa do Brasil, da Associação Casa Grande no Seixal, da Associação Mares Navegados, fundador e presidente da Associação José Afonso, membro da associação Terras Dentro, activista do Tribunal Mundial do Iraque, apoiante activo do Movimento dos Sem Terra e da Liga dos Camponeses Pobres do Brasil, membro da associação 25 de Abril e da Associação Abril.

Como referiu, num raro texto autobiográfico, “mais do que tudo, sou um andarilho e um agitador social dedicado às causas do povo. A minha pátria é a luta do povo. O meu objectivo de vida a construção da Utopia”.

Resistir é preciso sendo um forte libelo acusatório contra a ditadura militar brasileira é igualmente uma denúncia implacável contra a todas as ditaduras que recorrem à perseguição, ao assassinato, à tortura, às longas condenações sem julgamento ou em julgamentos-farsa, ao encarceramento por longos anos em prisões sujas e sem condições ou sujeitas a regimes prisionais sórdidos e humilhantes.

“Resistir é Preciso”, continua a ser nos dias de hoje um poderoso instrumento da memória, da memória tornada arma para que não se esqueça e sobretudo para que não volte a acontecer.

Hoje, olhando para o Brasil, país a que dedicou grande parte da sua vida, da sua energia e da sua inteligência, onde sofreu longos anos de prisão, que este livro tão impressivamente trata, creio bem que o Alípio gostaria que o lembrássemos trazendo aqui mais uma vez a canção que Zeca Afonso lhe dedicou:  “Diz Alípio à nossa gente/ «Quero que saibam aí/ Que no Brasil já morreram/ Na tortura mais de mil./ Ao lado dos explorados/ No combate à opressão/ Não me importa que me matem/ outros amigos virão»”.

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AJA NorteAlípio de FreitasNúcleos AJA
15/02/2019By AJA

(Porto) Nos 90 anos de Alípio de Freitas um documentário sobre as suas histórias de vida, no dia 22 de fevereiro na AJA Norte

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Alípio de FreitasNúcleos AJA
06/02/2019By AJA

(AJALisboa) Evocação/Homenagem a Alípio de Freitas no seu 90º aniversário, dia 17 de Fevereiro, às 17 horas

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Lembrar Alípio de Freitas com todos os amigos que queiram recordá-lo, no dia em que faria 90 anos.

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Alípio de FreitasAssociação José Afonso
03/06/2018By AJA

Homenagem a Alípio de Freitas – Homem de Grande Firmeza

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AJA Almada/ SeixalAlípio de FreitasNúcleos AJA
02/06/2018By AJA

Alípio de Freitas: muitas vidas numa só

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Car@ companheir@

No próximo sábado, pelas 16 horas,  inauguramos a Exposição “Alipio de Freitas- muitas vidas numa só”, nas instalações da Biblioteca José Saramago, no Feijó/Almada. Neste mês de Junho, passa um ano em que Alípio nos deixou e para além desta exposição ser uma pequena mostra do seu percurso de vida, é uma homenagem ao homem que abandonou o sacerdócio para se dedicar a uma luta intensa em defesa do mais pobres, na longínquas terras do Brasil.

Para além de te convidarmos a estar presente nesta inauguração, solicitamos-te que possas ajudar a divulgar junto da tua lista de contactos ou a partilhar o evento criado no facebook.
Basta clicares no link: https://www.facebook.com/events/1674845989296535/

Traz um amigo também!

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AJA Almada/ SeixalAlípio de FreitasNúcleos AJA
10/05/2018By AJA

Alípio de Freitas: Muitas Vidas Numa Só

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AJA NorteAlípio de FreitasNúcleos AJAResistir é Preciso
29/04/2018By AJA

Resistir é Preciso, apresentação em Braga e no Porto

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AJA NorteAlípio de FreitasNúcleos AJA
04/02/2018By AJA

Alípio de Freitas, na AJA norte

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Alípio de FreitasAssociação José Afonso
16/10/2017By AJA

Alípio de Freitas: Muitas Vidas Numa Só

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AJA NorteAlípio de FreitasNúcleos AJA
27/06/2017By AJA

Documentários sobre Alípio de Freitas

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Alípio de FreitasAssociação José Afonso
16/06/2017By AJA

Homenagem Nacional a Alípio de Freitas

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Alípio de FreitasAssociação José Afonso
13/06/2017By AJA

Alípio de Freitas

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Alípio de FreitasDiscografiaImprensaNo verso dos versos
23/02/2017By admin-aja

José Afonso, Alípio e a força da memória

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AJA NorteAlípio de Freitas
26/01/2014By AJA

No último Caldos de Cultura

Com a presença de Alípio de Freitas, decorreu no passado dia 24 de Janeiro mais uma sessão dos Caldos de Cultura, desta vez dedicada ao documentário “À procura do socialismo”.

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Alípio de Freitas
05/06/2011By AJA

Alípio de Freitas à conversa em “Bairro Alto”


Alípio de Freitas estará à conversa com José Fialho Gouveia no programa “Bairro Alto”.

RTP2 | 2011-06-07 | 23:35h

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Alípio de FreitasDiscografiaNo verso dos versosTestemunhos
11/03/2010By AJA

Luanda Cozetti sobre a música “Alípio de Freitas”

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Alípio de FreitasAssociação José Afonso
25/02/2007By AJA

“O País demitiu-se”

Alípio de Freitas recorda Zeca Afonso, mas diz que Abril se desconstruiu

No dia em passam 20 anos sobre a morte de Zeca Afonso, Alípio de Freitas, presidente da Associação José Afonso, que privou com o cantautor nos últimos anos de vida, recorda o amigo, mas revela-se peremptório e crítico quanto à situação socio-economica-política em que o País mergulhou.

“Quando conheci o Zeca, tive a impressão que já o conhecia há muitos anos, e ele também teve essa impressão. Por isso, costumo dizer que eu não conheci o Zeca, eu reencontrei o Zeca”. É com estas palavras que Alípio de Freitas – professor na Universidade Lusófona, em Lisboa, onde ensina Economia Política do Mundo Contemporâneo, e desde o ano passado presidente da Associação José Afonso (AJA) que considera ser a sua actividade principal – se refere ao eterno amigo Zeca Afonso.
Alípio de Freitas é natural de Trás-os-Montes, estudou e formou-se no Seminário de Bragança, onde foi ordenado padre. Logo que saiu do seminário dirigiu uma escola de artes e ofícios e foi pároco na freguesia de Rio de Onor. Mais tarde foi para o Brasil, a convite da Diocese do Maranhão. No Brasil, foi padre e professor [na Universidade do Maranhão] e é lá que faz uma descoberta que havia de o marcar profundamente “foi lá que descobri o que era a miséria. Quando cheguei ao Brasil havia pessoas que viviam muito abaixo da miséria”, recorda. Lá esteve ligado às lutas camponesas, movimentos de carácter revolucionário, que objectivavam a reforma agrária, ou seja a terra a quem a trabalhava.

“A coisa que eu mais queria era conhecer o Zeca”
“Quando se deu o 25 de Abril, estava preso no Brasil [1970-1979], em Santa Cruz, um dos piores presídios por onde passei, e eu passei por muitos”, salienta Alípio de Freitas. E é durante o presídio, em 1977, que tem conhecimento de uma cantiga que o Zeca escreveu sobre ele, “até aí eu não sabia que existia a cantiga, nem sequer que existia o Zeca. Mas ele ouviu falar de mim, porque houve um movimento aqui em Portugal para a minha libertação, bem como para a libertação de outros presos políticos portugueses tanto no Brasil, como na Argentina e noutras partes do mundo, mas os governos nunca se interessaram pelo nosso repatriamento”, observa. Acrescentando: “Saí da prisão em 1979 e em 1980 vim a Portugal e a coisa que eu mais queria era conhecer o Zeca. Nessa altura, não conhecia cá ninguém, tinha alguns amigos que tinham sido exilados no Brasil, que estavam no Partido Socialista, como o Tito de Morais e outros, e então alguém me disse que podia encontrar essa gente de esquerda numa livraria chamada Opinião, no Bairro Alto. Eu fui lá, estava a ver uns livros e chegou o Vitorino, ele olhou para mim e reconheceu-me, fomos até ao café, no terceiro andar, estavam lá outras pessoas, apresentou-me, e entretanto disse-me: ‘O Zeca não está cá, está na Alemanha, mas vem depois de amanhã, porque vai haver um concerto de apoio às vítimas da América Latina no Pavilhão dos Desportos [actual Pavilhão Carlos Lopes]’. Nesse dia lá fui, apresentaram-me o Zeca e houve uma empatia muito forte. Por isso é que digo que eu não conheci o Zeca, eu reencontrei o Zeca”.
A empatia foi tal que, desde logo, começaram a conversar sobre coisas das suas vidas. “Falámos sobre muitas coisas, nomeadamente sobre a América Latina. E ele convidou-me para no dia seguinte ir a casa dele. Lá fui, mais o Vitorino, o Manolo Velho e o Júlio Pereira. Entretanto, saímos e fomos passear e o Zeca contou-me coisas da vida dele, contei-lhe coisas da minha vida, como se nos conhecêssemos de sempre”.
Entretanto, Alípio volta para o Brasil, e do Brasil vai para Moçambique. E foi lá que voltou a encontrar o Zeca, no seu último concerto fora de Portugal, em 1981. “Entretanto venho definitivamente para Portugal, em 1984, e começo a ir a casa dele, em Azeitão, já o Zeca estava muito doente. Nessa altura tomei uma atitude: manter o Zeca informado. O Zeca sempre gostou muito de estar informado, de saber o que se passava no mundo e à sua volta, e eu decidi fazer-lhe uma revista de imprensa diária. Todos os dias, ou quase todos os dias, ia a casa dele ler-lhe as notícias, contar-lhe as «fofocas» políticas, as anedotas”.

AJA
Quando Zeca Afonso morre, em 1987, os amigos decidem logo formar a Associação José Afonso. Durante os primeiros anos, com o apoio da Câmara Municipal do Seixal, a associação organizou o festival «Cantigas de Maio», entretanto as câmaras entraram em recessão económica e esse apoio deixou de existir, ditando o fim do festival. Pelo que, nos últimos doze anos, a associação andou um pouco à deriva, foram-se elegendo direcções, mas sem se realizarem actividades. Até que o ano passado, “estava eu em casa, no Alvito, Alentejo, e o Carlos Guerreiro me telefonou e me informou que tinham decidido nomear-me presidente da associação. E eu fui apanhado de surpresa porque até pensei que a associação já não existia”, afirma Alípio com um sorriso nos lábios.
Ao aceitar o cargo decidiu dedicar-se inteiramente à presidência da associação. “A minha principal preocupação foi pôr a associação a funcionar. E desde o ano passado que isso acontece”, garante.
Este ano, a propósito dos 20 anos da morte de José Afonso foi preparado um vasto programa com actividades que têm tido lugar no Norte, nomeadamente em Guimarães e no Porto, mas não só.
Esta mobilização do núcleo do Norte da AJA agrada bastante a Alípio tanto que pretende que a nível nacional surjam outros núcleos para que a acção da AJA seja mais abrangente.

Silêncio monumental
“Aqui as pessoas têm uma atitude exemplar nesse aspecto, já o ano passado organizaram coisas. Até porque, o Zeca não é uma coisa comemorativa, o Zeca é um cidadão. E não devemos esquecer que depois que o Zeca morreu fez-se um silêncio monumental, porque se o Zeca foi incómodo para os fascistas, foi muito mais incómodo para aqueles que assumiram o poder depois do 25 de Abril. Basta ver as canções, antes do 25 de Abril até os homens do regime as entendiam, agora, depois do 25 de Abril as canções do Zeca são muito mais contundentes”, afirma categoricamente. Quando lhe perguntamos porquê. A resposta sai-lhe de imediato: “Porque se foram fechando todas as portas que Abril abriu. Todo aquele mundo que era para ser construído a partir do 25 de Abril, que ele cantava e pelo qual ele lutou passou a não existir. E de repente «os vampiros», «os meninos nazis» estão aí hoje. Quer dizer, construiu-se Abril e depois desconstruiu-se. Até a questão do ministro da economia dizer na China: ‘venham para Portugal que em Portugal os salários são baixos’, é a mesma coisa que dizer que a Tailândia é um país do primeiro mundo. Os alemães, os franceses, ou os espanhóis nunca dirão isso”.
Além de manter vivo o espírito do Zeca, Alípio de Freitas confessa que pretende alcançar outros objectivos com a AJA e “torná-la um elemento unificador e um detonador da consciência das pessoas. É preciso que as pessoas tomem consciência da sua realidade, até para que sejam mais solidárias, mais activas, mais reivindicativas. Têm de tomar consciência dos seus direitos e dos seus deveres”. Concluindo que o País não está adormecido, “o País demitiu-se”.

Isabel Damião | Primeiro de Janeiro | 25 de Fevereiro de 2007

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Alípio de FreitasBenedicto Garcia Villar
21/02/2007By AJA

UN HOME DE GRANDE FIRMEZA

Alípio de Freitas é o presidente da Asociación José Afonso. O noso amigo cantor dedicoulle unha das poucas cancións que fixo con nome propio no título. Neste caso o seu. Nacidos no mesmo ano, o 29, o Alípio fíxose sacerdote axudando no Brasil desde o primeiro momento á formación do movemento campesiño e de resistencia heroica despois á ditadura militar. No 62 desligouse da igrexa católica. Preso en 1970, non sairía libre ata o 79. Desde a cadea envía unha carta na que denuncia que moitos, entre eles el, sofren tortura.
A carta chega a mans do Zeca que a transformará en contundente berro de denuncia e solidariedade: Diz Alípio á nossa gente:/ “Quero que saiban aí/ Que no Brasil já morreram/ Na tortura mais de mil.”
Con este grandísimo home tiven o gozo de compartir hai días un coloquio no Porto, en honra e memoria de José Afonso. Diante dun grupo de incondicionais “afonsinos”. Alí o Alípio contou o seu encontro (que non coñecemento, insistía) co noso amigo, coma se foran coñecidos de vello. Tamén relatou con emoción como fixo de “reporteiro” particular do enfermo nos últimos días da súa vida, ata o último alento intelectual e físico, tentando supera-lo ar fúnebre que impregnaba aquela casa de Azeitão nos días finais.
Baía de Guanabara/ Santa Cruz na fortaleza/ Está preso Alípio de Freitas/ Homem de grande firmeza. Merecida canción e merecida homenaxe.

Benedicto García Villar 19/II/07

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Alípio de FreitasTestemunhos
01/11/2006By AJA

CANTIGA DE AMIGO – Alípio de Freitas

Falar de alguém que está sempre presente é muito, muito difícil. E ainda mais se esse alguém que, mais do que um amigo, é um irmão gémeo. É assim que me sinto quando tenho que falar ou escrever sobre o Zeca. Conhecemo-nos sem sequer nos termos visto. Ele, cantando para que a liberdade florescesse. Eu, lutando para que, de tão oprimida, não morresse. Tínhamos o Oceano pelo meio, não como distância, mas como caminho. Para a solidariedade, os muros de qualquer Fortaleza não existem. Quando, finalmente, nos encontrámos, descobrimos que tínhamos mil coisas a nos dizer. E foi sempre assim, até que ele partiu para outra viagem, para a Cidade da Utopia (quem sabe?), onde a cantiga é apenas um hino à fraternidade.

Digo que partiu e digo que ficou. Na memória, no afecto e no retrato que está aqui, ao meu lado, junto do Cardenal, do Cristo de Dali, do Che, do Gregorio Bezerra e dos companheiros da Fortaleza de Santa Cruz. Estamos todos aqui, nas fotos, na lembrança e na música, em diálogo permanente sobre o presente e sobre o futuro, aquele futuro do qual não desistiremos jamais… Esperem um pouco… Eu volto Já… Tenho de ir ao quintal respirar e conversar com as árvores porque o coração se me aperta com a presença-ausência do Zeca. E dos outros. E eu que pensava que a vida já me tinha endurecido o bastante para contrariar a emoção. Mas não.

Houve um tempo em que o mundo que ouviu o Zeca, talvez por má consciência, pareceu querer esquecê-lo. Mas as pessoas são como as sementes. Se são boas, quando descem à terra. frutificam, multiplicam-se por mil. Como o Zeca era uma boa semente, passado o Inverno e aparecida a Primavera explodiu em flores e frutos. E aí está, não apenas na voz dos amigos fiéis que sempre o cantaram, mas, mais que tudo, nas vozes de uma geração que nem sequer o conheceu. O Zeca acendeu uma luz que ninguém pode apagar ou deixar de ver. Sempre acreditei nisso. A luz, a fraternidade, a solidariedade, a amizade, a beleza, o amor, são difusivos por si mesmos. O mundo não pode passar sem eles. Por isso o Zeca estará sempre connosco.

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Alípio de Freitas
13/07/2006By AJA

“Testemunho de Uma Vida” por Alípio de Freitas

Tertúlia realizada quarta feira, dia 12 de Julho, na Unicepe – Porto, após o jantar de amizade em honra do Alípio de Freitas.

Olhar que engana o tempo;
Palavras que cantam a alegria de ter sofrido;
Na prisão de tira-dentes não lhe roubaram a alma





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