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Alípio de FreitasBenedicto Garcia Villar

UN HOME DE GRANDE FIRMEZA

21/02/2007
Alípio de Freitas é o presidente da Asociación José Afonso. O noso amigo cantor dedicoulle unha das poucas cancións que fixo con nome propio no título. Neste caso o seu. Nacidos no mesmo ano, o 29, o Alípio fíxose sacerdote axudando no Brasil desde o primeiro momento á formación do movemento campesiño e de resistencia heroica despois á ditadura militar. No 62 desligouse da igrexa católica. Preso en 1970, non sairía libre ata o 79. Desde a cadea envía unha carta na que denuncia que moitos, entre eles el, sofren tortura.
A carta chega a mans do Zeca que a transformará en contundente berro de denuncia e solidariedade: Diz Alípio á nossa gente:/ “Quero que saiban aí/ Que no Brasil já morreram/ Na tortura mais de mil.”
Con este grandísimo home tiven o gozo de compartir hai días un coloquio no Porto, en honra e memoria de José Afonso. Diante dun grupo de incondicionais “afonsinos”. Alí o Alípio contou o seu encontro (que non coñecemento, insistía) co noso amigo, coma se foran coñecidos de vello. Tamén relatou con emoción como fixo de “reporteiro” particular do enfermo nos últimos días da súa vida, ata o último alento intelectual e físico, tentando supera-lo ar fúnebre que impregnaba aquela casa de Azeitão nos días finais.
Baía de Guanabara/ Santa Cruz na fortaleza/ Está preso Alípio de Freitas/ Homem de grande firmeza. Merecida canción e merecida homenaxe.

Benedicto García Villar 19/II/07

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