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Galiza
Home Archive by Category "Galiza"

Category: Galiza

GalizaGrândola
10/05/2022By admin-aja

Grândola volta a soar na Galiza…

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Associação José AfonsoGalizaSem categoria
04/05/2022By admin-aja

50 anos de Grândola

O 10 de maio de 1972 no pavillón do comedor do complexo do Burgo, un grupo de estudantes da USC organizou o concerto no que o cantautor portugués Zeca Afonso interpretou, por primeira vez en público, a canción ‘Grândola, Vila Morena’, emblema da revolución que puxo fin á ditadura portuguesa. Cincuenta anos despois, os acordes deste tema volverán soar na USC grazas ao acto conmemorativo que o vindeiro martes 10 de maio acollerá o Auditorio da Facultade de Filoloxía a partir das 19.00 horas.

Ler notícia completa.

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AJA GalizaGalizaGrândola
17/04/2021By admin-aja

Zeca Afonso além do Grândola

O 10 de maio de 1972, o Zeca tocou pela primeira vez em Compostela o Grândola. José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos faz parte da nossa história. O Zeca forjou um vínculo com o povo galego que vai além dos concertos e das amizades.
1972 tambem não é uma data qualquer para a Galiza. Este ano está cheio de força e de memória no movimento operário galego, tanto pelo assassinato dos sindicalistas Amador Rey e Daniel Niebla cometido o 10 de março a maõs da polícia franquista como pela força da classe trabalhadora na reivindicação melhoras sociais e laborais.
Este documentário, produzido por Nós Televisión, aprofunda tanto no Zeca, quanto em 1972 e na Galiza. Esta produção não tería sido possível sem a colaboração de Xarda Cooperativa Galega de Comunicación e a Associaçom José Afonso Galiza.

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BiografiaGaliza
27/11/2019By admin-aja

Zeca Afonso – O Triângulo Mágico…

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GalizaHomenagens e tributos
10/05/2019By admin-aja

Parque em Santiago de Compostela baptizado com o nome de Zeca Afonso

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AJA GalizaGalizaImprensa
27/01/2018By admin-aja

O Zeca encontrou o seu lugar…

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AJA GalizaGalizaNúcleos AJA
25/01/2018By admin-aja

Associação José Afonso abre núcleo na Galiza e celebra 35 anos do concerto do Coliseu

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Galiza
17/01/2016By AJA

2ª Semana Cultural Portugal-Galiza

2_semana_cultural

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Galiza
06/08/2014By AJA

Fóisenos Agustín

Polos camiños de Cangas, a voz do vento xemía?

Neste trinta e un de xullo, cando as hervas do cacho máis arrecenden, fóisenos o gran amigo. Un amigo grande de verdade, grande pola súa talla física que converteu en moral, en solidaria, e no seu compromiso co seu pobo e con nós.

Fóisenos Agustín o “Xa Vou”, fóisenos, pero para quedarse entre nós. Os amigos e amigas que te coñecemos, que tanto vivimos contigo, os que tanto rimos e disfrutamos coa túa compaña, terémoste presente sempre.

Agustín, aprendendo a vivir sen a luz túa, contigo volveremos pisar as rúas de Cangas novamente. Contigo, con Isa e con Lía, volveremos outras mil veces a compartir a túa alegría, que nunca confundiches coa frivolidade. Volveremos ós furanchos e compartiremos os novos albariños e os tinta femia? Volveremos a Portugal da man do Zeca, e volveremos a vivir o que xa vivimos mil veces en tantos lugares e anos de amizade verdadeira, amizade do amigo “maior que o pensamento”?

Agus, amigo, os comareiros de Verín volverán a ser fértiles, as pontes do Pazo volverán anegarse, as viñas da Torre darán a mellor colleita, veremos de novo as rapetas no Areeiro, volveremos contigo ós mares de África, volveremos xuntos á batalla no camión solidario, volveremos á Habana das sábanas brancas, e iremos de novo a todos aqueles lugares que disfrutaches e disfrutamos, compartiches e compartimos, e tan ben recreaches.

Hoxe, baixo os tellados de Cangas, inevitablemente anda un terror de auga fría, porque somos así, porque nos aprendiches a ter corazón, por iso te sentimos tanto. Pero mañá, pasado, todos os días das nosas vidas estarás canda nós. Estarás presente na alegría, e contigo seguiremos reclamando a liberdade para o noso pobo, contigo seguirémonos a estremecer polos meniños saharauis e polos de Gaza, contigo seguiremos a compartir todas e cada unha das pequenas-grandes cousas que nos foron comúns desde sempre.

Agus, Isa e Lía, querémosvos!!

@s teus amig@s de Cangas | Faro de Vigo

Agustin, com blusa vermelha.Encontro AJA na Galiza
Agustin, de vermelho, num encontro da AJA na Galiza. (clicar na imagem para aumentar)

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AJA NorteGaliza
23/07/2013By AJA

“A Galiza e o Zeca” em Braga

cartaz

Na sequência da sessão de Junho “O Triângulo Mágico do Zeca – África, Portugal, Galiza” e em conjugação com a vontade já existente de dedicar uma “festa” à Galiza em particular; surgiu esta ideia “A Galiza e o Zeca”.
Este é o tema proposto para a “festa” de Julho, a realizar no dia 26/07/2013, já na próxima sexta -feira.
A nossa vontade é dar a conhecer o porquê da dedicação da Galiza ao Zeca, contar esta “história de amor” do ponto de vista galego. Ao mesmo tempo pretendemos dar a conhecer ao público de Braga um pouco mais da cultura, do idioma e da realidade galegas, através da apresentação de música e poesia. Acresce a isto o facto de a data ser tão próxima do 25 de Xullo Dia da Patria Galega; esta “festa” será também a nossa forma de celebrar e homenagear o dia e a Galiza.
Para falar em primeira mão sobre este tema, e também para animar a velada com música e poesia teremos a presença de amigos queridos vindos da Galiza: Rosa Gantes, Xico de Carinho e Xan López, eles trarão a palavra, a música e a poesia para esta noite!

Bar SVBVRA
Rua Dom Frei Caetano Brandão, 101
4700 Braga

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GalizaProjecto "O canto de intervenção"
09/06/2012By AJA

Concerto em Lugo…

Concerto do grupo de Canto de Intervenção do Núcleo Norte da AJA, integrado na comemoração dos 40 anos da primeira passagem de José Afonso por Lugo.
Paulo Esperança (presentación e narración), Ana Afonso (coros, declamación e percusión), Ana Ribeiro (guitarra e voz), Fernando Lacerda (voz) e Miguel Marinho (violín e bandolín).
5 de Maio de 2012 | Lugo

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Concertos de José AfonsoGalizaTestemunhos
19/05/2012By AJA

“Escandinávia Bar”: memórias de concerto em Lugo

‘Escandinávia Bar’, mesa redonda impulsada pola A.C. Cultura do País o pasado cinco de maio en Lugo, consistiu no diálogo entre persoas que asistiron a algún dos tres concertos do Zeca Afonso en Lugo nos anos 70, que expuxeron a súa memoria daquel tempo, do que representaba para eles o cantautor portugués nun contexto de ditadura fascista na que a persecución contra a oposición e o movemento estudantil era diaria e sistemática; contexto no que o ‘Grândola, Vila Morena’ se chegaría a converter nun himno da loita antifranquista.
Esta conversa serviunos para coñecer que houbo, cando menos, tres visitas do Zeca a Lugo desde o primeiro concerto, en 9 de maio de 1972 no Círculo das Artes, do que temos constancia a través do testemuño de Arturo Reguera, até o de 1975 no auditorio do barrio do Sagrado Corazón, acompañado por outros cantautores, entre eles o galego Benedicto (Voces Ceibes). Hai datos dunha outra presenza para realizar un concerto, probabelmente canda Luis Cilia, en marzo de 1973, que foi prohibida polas autoridades franquistas. No concerto do Sagrado Corazón, do que existe unha memoria máis nidia por parte das persoas asistentes, as e os militantes nacionalistas exhibiron diante do público unha faixa coa lenda «Viva Galiza Ceibe» cando o Zeca interpretaba o ‘Grândola’.
Este é o primeiro dos catro vídeos que GzVideos editou, en estreita colaboración coa A.C Cultura do País, responsábel da gravación do acto, e que recolle as distintas actividades que tiveron lugar na homenaxe a José Afonso. Os próximos iránse publicando sucesivamente.

Relacionados:
O que faz falta!… crónica da xornada Zeca Afonso en Lugo

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GalizaTerra da fraternidad (Galiza)Vídeo
11/05/2012By AJA

O vídeo da homenagem “Terra da Fraternidad – Galicia a Zeca Afonso”

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GalizaTestemunhosUxia Senlle
10/05/2012By AJA

O cantar galego do Zeca


 

Para min o Zeca é o máximo expoñente da Música Popular Portuguesa, un músico extraordinario e autodidacta cunha rara sensilibilidade para a poesía e para transmitir o sentir musical de todo un pobo. Coñecía ben o Fado de Coimbra, a música tradicional do seu país, da que bebeu en numerosas ocasións e da música africana, moi presente na súa discografía. Toda ela é un tesouro que se vai recuperar agora nunha nova edición que saeu coincidindo co 25 aniversario da súa morte. Morte…Non me gusta esta palabra cando falo do Zeca porque para min e para moit@s está máis vivo e de actualidade que nunca. As súas palabras e as súas cancións, como todas as grandes obras de arte, non pasan de moda. Nin siquera o repertorio máis comprometido é circunstancial. Hoxe podemos interpretar Grândola cun nó na gorxa ou Utopia ou calquera outra que ainda hoxe soa nas manis da ‘geração á rasca’.
Foi tamén un activista na relación coa nosa Galiza que para él era unha especie de patria espiritual.

El foi e segue a ser Un exemplo de cómo combinar as raíces e unha linguaxe propia. O compromiso e a beleza, o lirismo e a realidade. Poucos autores no mundo conseguiron dun xeito tan rotundo e natural esa conxunción irrepetíbel. A emoción e a precisión musical e esa voz fermosa e trémula que o seu sobriño João Afonso herdou. A súa sabiduría vital nunca me deixou indiferente, despois de anos e anos de escoitar e coñecer cada melodía, cada acorde, cada nota. E unha vocación de universisalidade da que procuro alimentarme, sempre. Nunca poderei agradecerlle bastante todo o que aprendín e sigo aprendendo. Cando interpreto ‘Verdes são os campos’ ou ‘Menino do Bairro Negro’, ou calquera do outra, sinto que estou en comunión con él.

De non nacer nun país pequeno como Portugal, o que lle resta visibilidade pública a nivel mundial, sería equiparable a Leonard Cohen, Bob Dylan, Brassens…Ainda así, creo que cos anos vaise recoñendo a súa figura en todo o mundo. Non en van é o compositor portugués máis divulgado de todos os tempos. É referencial e moi respectado entre a comunidade musical e literaria mais non é suficiente, tendo en conta que é o mellor escritor de cançións en portugués. Moi simples na súa forma, e moi ricas no seu contido, o retrato social dun país, un narrador de historias fantástico. VIVA O ZECA AFONSO!!!

Uxia Senlle

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Arturo RegueraBenedicto Garcia VillarGalizaTestemunhos
07/05/2012By AJA

Testemuña da primeira xira de Zeca Afonso na Galiza


José Afonso e Benedicto Garcia Villar

O 8 de maio de 1972, ás 12 da mañá, estabamos Benedicto, Maite e eu agardando puntualmente na Librería Tanco de Ourense, aquela librería que a hospitalidade cultural e política do seu dono Carlos Vázquez convertía en casa de acollida para todas as boas causas.
Eu estaba nunha impaciente espera, pois Benedicto e Maite xa estiveran na súa casa en Setúbal, pero eu non os coñecía persoalmente. Coñecía, e de non moito tempo, a súa música, que me entusiasmara, e pensar que o home capaz de cantar aquelas cousas ia logo aparecer en persoa, parecíame un soño, que de pronto se materializou ao apareceren as persoas que esperábamos, José Afonso e Zélia.
Dicía Vinicius de Moraes que “a gente não faz amigos, reconhece-os”, e iso foi o que aconteceu, pois aquel dia recoñecín un grande par de amigos.
Logo de comer, ós músicos urxíalles ensaiar, pois Benedicto ia acompañar o Zeca á guitarra, e nunca tiñan tocado xuntos. Pediron hospitalidade ó escultor Acisclo Manzano e, na súa casa, puideron comezar unha colaboración musical que ia durar anos.
O concerto foi no Ateneo de Ourense, e entre o público que enchía a sala, estaban o escritor Eduardo Blanco Amor, os artistas Acisclo, xa citado, e Xaime Quessada, e o médico Manuel Peña Rey, entre outros. O concerto correu moi ben, e ó fin todos aqueles amigos manifestáronnos a súa sorpresa por escoitar a aquele cantor tan bo e, para eles, tan descoñecido. Para máis detalles, pódese consultar o libro de memorias de Benedicto “Sonata de amigos” (Xerais, Vigo, 2008), tendo en conta que o Bene comete a pequena imprecisión de situar no día 9 o que realmente sucedeu o 8, e de aí salta para o 10 en Santiago, coméndose o concerto de Lugo.
Ó dia seguinte, 9 de maio, por tanto, estábamos en Lugo para celebrar o segundo concerto da xira, esta vez no Círculo das Artes, no salón grande, que non estaba nin medio cheo porque a publicidade fora moi mala. O noso querido amigo Luís Macía “Papís”, fora o encargado de facer a xestión no diario local El Progreso para que publicaran unha nota de anuncio para o acto, método gratuíto e normalmente suficiente para un acto cultural, pois na altura celebrábase tan pouca cousa que cando había algo asistía toda a xente que tiña un mínimo de interese por estas cousas. Pero aquel día El Progreso só publicou unha nota mínima e escondida, na que anunciaba un recital de música galaico-portuguesa, co que moita xente debeu de pensar que se trataba de música medieval. O resultado foi que a diferenza de Ourense, onde había unha sala mediana chea, en Lugo había un salón grande medio baldeiro. Con todo o concerto correu ben, a xente, como non podía ser de outra forma, tamén quedou encantada. Como curiosidade direi que foi a única vez que lle escoitei cantar en público a canción Menino d’oiro. Entre os asistentes estaba Xesús Alonso Montero, con quen logo iríamos cear, e que tamén aquí comezou unha fonda amizade co Zeca.
E por fin o dia 10 estamos en Santiago, no Burgo das Nacións, daquela sede da Facultade de Económicas. Remito tamén agora para o libro do Benedicto, que fai unha detallada descrición do multitudinario recital, no que, como é sabido, por primeira vez o Zeca cantou “Grândola vila morena” en público. Só quero engadir dúas cousas: unha é que ó día seguinte viaxei co Zeca e a Zélia no seu coche para Portugal, e fun testemuña do entusiasmo con que o Zeca contaba o concerto de Santiago ós seus amigos de Lisboa e Setúbal. Nunca tiña vivido unha experiencia semellante. A outra é que no verán de 1973, estando eu de visita, acompañeinos a Melides, unha pequena vila costeira onde pretendían alugar unha casa para as vacacións, e por casualidade cadrou de pararmos a comer en Grândola. Mentres o resto da xente facía tertulia co café, o Zeca acenoume para irmos pasear, e fomos ver a sede da Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, naquela altura pechada pola PIDE (policía política), o lugar onde coñecera a xente que lle inspirou a canción (em cada esquina um amigo, em cada rosto igualdade…), e comprendín por qué unha canción que nunca cantara en público sen embargo foina cantar a Santiago: porque volveu a encontrar aquel ambiente de solidariedade e fraternidade que o inspiraran en Grândola, e que contribuíu de xeito decisivo para a profunda relación que axiña o ligou a Galicia e aos galegos.
Aproveito a ocasión para aclarar unha lenda urbana que teño escoitado, referente ó disco Venham mais cinco, que comeza co dístico:

A garrafa vazia
de Manuel Maria

Segundo este bulo é unha referencia a unha botella de augardente que lle regalara ó Zeca e ao equipo de músicos, de viaxe para gravar o disco, Manuel María Fernández Teixeiro, o poeta da Terra Chá. Pois ben, podo afirmar que en outubro de 1973, data de gravación do disco, e pouco máis dun ano despois de comezar a súa fecunda relación con Galicia, o Zeca e o Manuel María non se coñecían, e ignoro si se coñeceron máis tarde, pero ata o 25 de abril (de 1974), tiven o pracer e o privilexio de acompañar ó Zeca as tres veces que nese período visitou Galicia (esta de 1972, marzo do 73 e poucos días antes do 25 de abril), falamos horas e horas en longos paseos por Santiago, e nunca mencionou a Manuel María. Por outra parte, o avión de Lisboa a París, onde se gravou o disco, non facía escala en Monforte de Lemos…
Para o Zeca “Manuel María”, de ser unha referencia a unha persoa concreta, sería ao gran poeta setubalense do século XVIII Manuel María Barbosa du Bocage. Lembro que no meu primeiro viaxe a aquelas terras, non ben chegamos a Setúbal, en canto subimos a equipaxe, levoume a coñecer a casa do poeta sadino, por quen sentía unha grande admiración.

Arturo Reguera | Sermos Galiza

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Galiza
07/05/2012By AJA

A festa do 40º aniversário do concerto de José Afonso em Lugo

Unha xornada de homenaxe ao cantautor portugués. Actuou en Lugo o 9 de maio de 1972, un día antes de que cantara o ‘Grândola, Vila Morena’ por primeira vez na Galiza.
 
Testemuña da primeira xira de Zeca Afonso na Galiza

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GalizaHomenagens e tributos 2012
18/04/2012By AJA

Em Lugo, na Galiza

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GalizaHomenagens e tributos 2012Xico de Cariño
10/04/2012By AJA

Homenagem na Galiza

Em Salvaterra de Minho, na Galiza.
Ver localização
 

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GalizaHomenagens e tributos 2012Terra da fraternidad (Galiza)
22/03/2012By AJA

Terra da fraternidade | Galiza a Zeca Afonso


Toda a informação sobre esta grande homenagem galega.

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GalizaNúcleos AJA
27/02/2012By AJA

Uxio-Breogám na AJA norte

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Galiza
01/09/2010By AJA

III Encontro na Lusofonia de Cangas, na Galiza

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80 anos de ZecaGalizaVídeo
09/08/2010By AJA

80 anos de Zeca: Fim de festa II


Judite Almeida lê um texto sobre as relações entre José Afonso e a Galiza.

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80 anos de ZecaGaliza
27/07/2010By AJA

Em Redondela, na Galiza

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GalizaHomenagens e tributos (2010)
20/04/2010By AJA

Homenagem a José Afonso em Ourense

Como parte das atividades lúdicas das III Jornadas de História da Galiza em Ourense e também como homenagem ao Zeca Afonso, a Esmorga organiza para este sábado, 24 de Abril às 22h30 um concerto de Terra Morena, banda local, com temas do Zeca Afonso e outros cantautores da altura, no C.S. A Esmorga precedido de um jantar português. A entrada do concerto será de 4€ (3€ para sóci@s da Esmorga).
Os que quiserdes cear no jantar português só é apontar-vos previamente no C.S. A Esmorga. O preço da ceia+concerto será de 5€ (4€ para sóci@s da Esmorga) e vai consistir principalmente em bacalhau com natas.

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GalizaHomenagens e tributos (2010)
08/03/2010By AJA

Vai um passeio até à Galiza?

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GalizaHomenagens e tributos (2010)
16/02/2010By AJA

Tributo galego a José Afonso

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80 anos de ZecaAJA NorteGalizaHomenagens e tributos (música)
17/11/2009By AJA

“O canto de intervenção” vai até Ferrol, Galiza

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Galiza
06/11/2009By AJA

Cartaz editado pela Gentalha do Pichel

Dentro das actividades que a Gentalha está a promover junto com outros colectivos galegos e portugueses, insire-se a ediçom deste cartaz que será distribuido de graça desde o nosso centro social.
O José Afonso é, para a maioria de galegos e galegas, o mais conhecido cantor de intervençom português. Em Portugal, esta figura representa o compromisso em estado puro com a transformaçom social através da música. Dum lado e outro da raia, a qualidade das suas músicas e poemas é celebrada com entusiasmo, e muitas bandas contemporáneas versionam as suas cançons quase 25 anos depois da sua morte. Pouca gente sabe, no entanto, que também foi um grande amigo Galiza. O José Afonso assumiu o papel de um duplo embaixador de luxo, da Revoluçom dos Cravos aquém Minho e da causa galega além Minho, onde dizia estar “farto de explicar por todo o lugar que a Galiza nom é Espanha”. Foi em Compostela que o Zeca tocou pola primeira vez o mítico hino ‘Grândola, Vila Morena’, e foi ele que deu a conhecer no mundo umha das mais bonitas cantigas populares galegas: ‘Achega-te a mim, Maruxa’. Em Agosto de 1985, quando já estava gravemente doente, o cantor português recebeu, no parque de Castrelos de Vigo, umha das mais emotivas homenagens que se lembram. Este ano, 80 desde o seu nascimento, voltamos a lembrar a quem nunca esquecemos.
A Gentalha do Pichel (Santiago de Compostela, Galiza)

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GalizaHomenagens e tributos (2009)
06/11/2009By AJA

Compostela homenageia Zeca Afonso nos 80 anos do seu nascimento

Músicos portugueses e espanhóis participam hoje num concerto de homenagem aos 80 anos do nascimento de Zeca Afonso, organizado pela associação A Gentalha do Pichel, de Santiago de Compostela (Galiza, Espanha)
O concerto, Traz um amigo também, contará com a participação de vários músicas que partilharam palcos com a voz mais famosa da canção de intervenção portuguesa, entre eles Xico de Carinho, que tocará com o seu grupo Na Virada, Luis Almeida, Juan Guitián, Arturo Regueira e Antom Labranha.
Participam ainda os músicos Uxía Senlle, José Pumar, e Benedito de Voces Ceibes.
Eduardo Maragoto, da associação que promove o concerto, explica que se trata de mais uma iniciativa no âmbito de encontros «entre a Galiza e os demais países de língua lusófona».
Maragoto explicou ainda que a associação galega tem vindo a colaborar cada vez mais com a Associação José Afonso, no intuito de «actualizar a vida e a obra do Zeca» que «sempre manteve uma relação especial com a Galiza e com a luta anti-fascista, dos dois lados do rio Minho».
Foi aliás em Santiago de Compostela, na praça do Burgo das Nações, onde Zeca cantou em público pela primeira vez, a 10 de Maio de 1972, a sua canção mais mediatiza, Grândola Vila Morena
«O Zeca estava muito vinculado à Galiza e muito comprometido com a causa galega», disse Maragoto que explicou que o músico incorporou vários temas tradicionais desta região espanhola no seu reportório.

Lusa / SOL

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GalizaHomenagens e tributos (2009)
27/10/2009By AJA

“Traz um amigo também” A gentalha traz os amigos do Zeca ao pichel


Esperamos ver-vos!
6 de novembro | 21h30 | Rua Santa Clara, 21 – Santiago de Compostela, Galiza

Na virada (gz)
José Pumar (gz)
Uxia Senlle (gz)
Luís Almeida (pt)

Estarám connosco Xico de Carinho, Benedito, Antom Labranha, Juan Guitián e Arturo Reguera.

Haverá petiscos.

Venda antecipada no Pichel (aforo limitado)

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GalizaHomenagens e tributos (2009)
19/05/2009By AJA

Actividades complementares à Exposição José Afonso


Atividades complementares à Exposição José Afonso no Verbum de Vigo , eis o programa que terá lugar no Verbum, dia 21 , 5ª feira, às 20 h.Entrada livre.

TRIBUTO A JOSÉ AFONSO
Recital poético musical
Quinta feira (xoves), 21 de Maio ás 20 h
VERBUM, Casa das Palabras
Avda de Samil,17 VIGO

PARTICIPANTES E REPERTÓRIO :
NA VIRADA
1. A garrafa vazia de Manuel Maria- Balada do sino (J.Afonso)
2. Vira de Coimbra (J.Afonso/Popular)
3. Achégate a mim Maruxa (Cancioneiro da Limia Baixa,Galiza/ J.Afonso)
4. A formiga no carreiro ((J. Afonso) Arr. J.Mário Branco

JOSÉ PUMAR, canto
1. Traz outro amigo também (( J. Afonso)
2. Menino d’oiro (J. Afonso)
3. Os vampiros (J. Afonso)
4. A morte saíu à rua (J. Afonso)

ADELAIDA GRAÇA, (Portugal),poesía
“ E outras flores virão…”

ANA RIBEIRO (Portugal), canto
1. Menino do Bairro Negro (J. Afonso)
2. Menina dos Olhos Tristes (J.Afonso)
3. Alípio de Freitas ( J. Afonso)
4. Fui à Beira do Mar (J. Afonso)

XOSÉ MARÍA ALVAREZ CÁCCAMO, poesía
“Nun lugar definitivo da conciencia”.

MARIA XOSÉ QUEIZÁN, poesía

TINO BAZ, canto
1. Canto moço (J. Afonso)
2. O cantador (Zeca Medeiros)
3. O minha amora madura ( Popular ) Arr.José Afonso
4. O mar ensoñado (Tino Baz)

MANUEL FORCADELA, poesía
“Vídeo poema”

COLECTIVO ZECA AFONSO: (Todos os anteriores):
-O que faz falta (J.Afonso) Arr. Fausto
– Grândola,vila morena (J. Afonso) Arr. J. Mário Branco

(PRÓXIMA ATUAÇÃO: COUPLE COFFEE
“Com as tamanquinhas do Zeca”
(Repertório tirado do seu CD do mesmo título)
Quinta feira, 28 de Maio às 20 h. Entrada livre

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AJA NorteGaliza
16/05/2009By AJA

Aja Norte no “Gentalha de Pichel”, em Santiago de Compostela, animando a malta com música de José Afonso

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GalizaHomenagens e tributos (2009)Toponímia
11/05/2009By AJA

As fotos da inauguração do parque José Afonso

Mais fotos
Mais informação
Muito obrigado, Xoán.

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GalizaHomenagens e tributos (2009)
10/05/2009By AJA

Programa de “Seremos muitos, seremos alguém. José Afonso, a voz da liberdade”


MESA REDONDA
Quinta-feira 14 de Maio às 20 horas.
Participantes:
Alipio de Freitas, ex-presidente da Associação José Afonso de Setúbal.
Henrique Marques, directivo e co-fundador da Associação José Afonso de Setúbal.
Francisco Fanhais, cantor e companheiro de José Afonso em múltiplas actividades.
Arturo Reguera, colaborador, juntamente com Benedicto, nas 1ªas actuações de José Afonso na Galiza (anos 70).
Apresenta: Xico de Carinho, músico, sócio da Associação José Afonso desde a sua fundação e coordenador das actividades.

TRIBUTO A JOSÉ AFONSO
Recital poético – musical
Quinta-feira 21 de Maio às 20 horas.
Participantes:

Poesia: Xosé María Álvarez Cáccamo, Mª Xosé Queizán, Manuel Forcadela, Adelaide Graça Grupo “Colectivo José Afonso” com Na Virada, Ana Ribeiro (Portugal), Tino Baz e José Pumar, interpretando cantigas do Zeca.

CONCERTO HOMENAGEM A JOSÉ AFONSO

Quinta-feira 28 de Maio às 20 horas.

Actuação de “COUPLE COFFEE” com Luanda Cozzeti (canto e percussão) e Norton Daniello (baixo eléctrico)

VERBUM 
Avda de Samil Nº 17 | 36212 Vigo| 
verbum@vigo.org
Teléfono +34 986 240 130 | Fax +34 986 240 63
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GalizaToponímia
10/05/2009By AJA

Parque com o nome de Zeca Afonso em Santiago de Compostela

Em pleno coração de Santiago de Compostela existe a partir de agora um parque com o nome de Zeca Afonso, onde em 1972, onde esta figura portuguesa cantou pela primeira vez, em público a «Grandola Vila Morena».
Há 37 anos, Zeca Afonso cantou pela primeira vez em público a «Grandola Vila Morena». Foi na Galiza, em Santiago de Compostela, que este domingo inaugura um Parque com o nome do cantor português.
Uma cerimónia a que assistiu a viúva de Zeca, mas que também emocionou o autarca local. José Sánchez Bugallo referiu o significado da intervenção do cantor na luta anti-fascista em Portugal, mas também em Espanha.
Zélia Afonso, a viúva deste cantor de intervenção, diz em declarações à TSF que esta é uma homenagem justa.

TSF

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Galiza
08/05/2009By AJA

Ao som de “Grândola, Vila Morena”

Um bar de Santiago de Compostela fecha sempre as portas ao som de “Grândola, Vila Morena”, numa prova da popularidade do cantautor português Zeca Afonso na região da Galiza.

“Grândola é sempre a última canção desse bar”, garante à Lusa Manuel Rodriguez, um jovem estudante universitário em Santiago de Compostela.

Envergando uma t’shirt com a imagem de Che Guevara, Manuel, 21 anos de idade, confessa que aprecia o “tipo de música” de Zeca Afonso e consegue mesmo trautear o arranque de “Grândola”.

Santiago de Compostela, Espanha, 08 Mai (Lusa)

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GalizaGrândola
08/05/2009By AJA

O concerto na Galiza em que Zeca Afonso cantou pela primeira vez em público “Grândola, Vila Morena” está gravado em cassete

O concerto em Santiago de Compostela, na Galiza, em que Zeca Afonso cantou pela primeira vez em público “Grândola, Vila Morena” está gravado em cassete e poderá ser editado, para perpetuar esse movimento histórico.
“Escuta-se perfeitamente todo o recital, as suas palavras, a canção [Grândola, Vila Morena]”, disse, à Lusa, o galego Xoan Guitian, um dos principais responsáveis pela homenagem que domingo vai ser feita a Zeca Afonso em Santiago de Compostela.

Segundo Guitian, a cassete daquele concerto, o qual ocorreu a 10 de Maio de 1972 no Burgo das Nações, está “religiosamente guardada”, para que um dia “possa ser feita uma edição”, de forma a que “não se perca” aquele registo único.

Santiago de Compostela, Espanha, 08 Mai (Lusa)

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GalizaHomenagens e tributos
30/04/2009By admin-aja

José Afonso é nome de Parque em Santiago de Compostela

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GalizaHomenagens e tributos (2009)ImprensaToponímia
30/04/2009By AJA

José Afonso é nome de Parque em Santiago de Compostela

Um “Parque José Afonso” vai ser inaugurado a 10 de Maio junto ao “Auditorio de Galicia”, em Santiago de Compostela, em homenagem ao autor de “Grândola, Vila Morena”, informou hoje o Núcleo do Norte da Associação José Afonso (AJA).

Situado numa lateral do Auditorio de Galicia, o parque é uma homenagem ao cantautor português promovida por um grupo de amigos, apoiada por cerca de três mil pessoas de todo o mundo e aprovada pela câmara de Santiago de Compostela, precisou à agência Lusa Paulo Esperança, daquele núcleo

O “Parque José Afonso” situa-se junto do complexo Burgo das Nácions (Burgo das Nações), onde actualmente se concentram várias residências universitárias e onde em 1972 Zeca Afonso cantou pela primeira vez em público “Grândola, Vila Morena” na sua primeira digressão pela Galiza, que integrou também espectáculos em Ourense e Lugo.

Notícia Lusa

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GalizaToponímia
29/04/2009By AJA

Inauguração de espaço dedicado a José Afonso em Santiago de Compostela

O próximo día 10 de maio ás 12 h. vaise proceder á inauguración dun espazo público na cidade de Santiago dedicado á José Afonso. O pequeno “Parque José Afonso” está situado nun lateral do Auditorio de Galicia, moi preto do pequeno lago.Ese día conmemoramos o 37 aniversario do 10 de maio de 1972, día no que o Zeca cantou por vez primeira en público “Grândola, vila morena” nun extraordinario recital que tivo lugar no desaparecido Burgo das Nacións, xusto onde hoxe está o Auditorio. Esta homenaxe da cidade a Jose Afonso foi promovida por un grupo de amigos do cantor, apoiada por tres mil persoas de todo o mundo e aprobada polo Pleno do Concello de Santiago.

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AJA NorteGaliza
29/04/2009By AJA

A AJA norte vai até à Galiza

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GalizaHomenagens e tributos (2009)
24/04/2009By AJA

“Seremos muitos, seremos alguem” em Vigo

LOCAL: Verbum, “A Casa das palabras”
Avda Samil,Vigo
Inauguración-clausura: Do 5 ao 31 de Maio
Cartazes: 64, material: pvc.
Autoría exposición: André F. Places
Organización:S.Cultural Na Virada
Coordinación actividades: Xico de Carinho
Producción: Verbum/Concelleria de Cultura de Vigo

INAUGURACIÓN
5 de Maio ás 20 h.
Presenta André F.Places

MESA REDONDA
Xoves 14 Maio ás 20 h.
Participantes:
• Alipio de Freitas, Ex-Presidente da Ass. José Afonso de Setúbal.
• Henrique Marques, directivo e cofundador da Ass.J.Afonso de Setúbal.
• Francisco Fanhais,Presidente da Ass. J. Afonso,cantor e compañeiro de J. Afonso en múltiples actividades .
• Arturo Reguera, colaborador con Benedicto nas 1ªas actuacións de J. Afonso na Galiza.
Presenta: Xico de Carinho, músico, socio da Ass.J.Afonso dende a súa fundación e coordinador das actividades.

TRIBUTO A JOSÉ AFONSO”
Xoves, 21 de Maio ás 20 h.
Participantes:
POESIA:
-Xosé María Alvarez Cáccamo
-Maria Xosé Queizán
-Manuel Forcadela
– Adelaide Graça (Portugal)
MÚSICA:
-Grupo Na Virada
-José Pumar
-Tino Baz
-Ana Ribeiro (Portugal)

CONCERTO HOMENAGEM A JOSÉ AFONSO
Xoves, 28 Maio ás 20 h.
Actuación de “COUPLE COFFEE” , con
Luanda Cozzeti, canto e percução
Norton Daniello, Baixo eléctrico.
Repertorio tirado do seu CD, “Com as tamanquinhas do Zeca” e outros.

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Gala Homenaxe Zeca AfonsoGalizaHomenagens e tributos (2007)
10/01/2009By AJA

Gala homenaxe Zeca Afonso – o programa completo



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GalizaHomenagens e tributos (2008)Xico de Cariño
19/08/2008By AJA

Zeca Afonso revive en Cangas

El primer Encontro na Lusofonía en Cangas, revivirá la figura de Zeca Afonso (1929-1987). El máximo representante de la canción protesta portuguesa que escribió la música sobre la dictadura de Salazar llega a la Casa da Cultura. Afonso es uno de los más conocidos y mejores músicos de Portugal, años después de su muerte sigue siendo protagonista. En este caso, la localidad acoge una exposición sobre el cantautor con motivo del encuentro lusófono a partir del jueves.Tras la inauguración de la muestra se celebrará una mesa redonda que contará con la presencia de Alipio de Freitas. El portugués es presidente de la Asociación José Afonso, profesor en la Universidad Lusófona de Lisboa y fundador de la Asociación “Lisboa, ponto de cultura”. El presidente es además, jurado del Tribunal Mundial sobre Iraq y activista del Movimento dos Sem Terra, de Brasil. Junto a Freitas se sentarán José Pumar, musicólogo y autor de la tesis sobre José Afonso, y Henrique Harguindey, escritor y coordinador de la actuación del cantautor protesta en Cangas en el año 1979. También estará presente en el coloquio el músico Xico de Carinho, coordinador del encuentro.Tras la celebración de la mesa redonda a las 19.00 horas en la Casa da Cultura, la Praza das Pontes acogerá la actuación de dos grupos a las 22.horas. Couple Coffee será el primero en subirse al escenario. El grupo hará homenaje a Zeca Afonso con las canciones de su último trabajo, “Com as tamaquinhas do Zeca”. La banda está formada por dos músicos brasileiros que crearon una original forma de abordar los grandes temas de la música tradicional de Brasil y Portugal. La formación cuenta con la experiencia técnica y creatividad de Norton Daiello en el bajo eléctrico. Acompañándolo está Luanda Cozzetti con su inconfundible y carismática voz. Después de los brasileños la Praza das Pontes regresará a la Galicia más pura con el grupo Follas Novas. Esta orquesta de baile sorprenderá con un repertorio lleno de foliadas, muiñeiras, polcas o mazurcas. Las actuaciones no acabarán con estos grupos.Este Encontro Lusófono trae también dos actuaciones más el viernes. Pé na Terra, de Portugal y el trío Euclydes Mattos, de Brasil con ritmos de jazz, samba y música tradicional.

Retirado daqui

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Benedicto Garcia VillarGaliza
30/11/2007By AJA

Unha rúa para o Zeca en Santiago

O concello de Santiago aprobou en sesión celebrada onte á tarde un conxunto de novos nomes para rúas e espacios públicos da cidade. Entre eses nomes está o de José Afonso. A proposta fora presentada ó Concello por unha comisión formada por Benedicto García Villar, Arturo Reguera e Xoán Guitián co apoio de máis de 2.900 persoas de diversos paises.
Un saúdo

Xoán Guitián Rivera

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GalizaHomenagens e tributos (2007)
14/07/2007By AJA

Concerto na Galiza homenageando José Afonso

Concerto do grupo “De outra margem” celebrando José Afonso em Chapela (perto de Vigo) no dia 20 de Julho, pelas 22 horas, na praia de Arealonga (Chapela-Redondela).

http://www.deoutramargem.com/

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Gala Homenaxe Zeca AfonsoGalizaHomenagens e tributos (2007)Vídeo
27/04/2007By AJA

Excertos do programa de homenagem a José Afonso

En catro días o equipo técnico da TVG convertía, con gran profesionalidade, o escenario do pazo de congresos de Pontevedra nun gran plató. Cables, vías, focos, decorado, etc. foron transformando aquel espazo.

E o día 13 gravábase alí un programa que, co título de Sempre Abril, será emitido polas televisións públicas de Portugal e Galicia o 25 de abril. Un espectáculo que trata de render homenaxe, tributo, a Zeca Afonso.

Baixo a dirección de Suso Iglesias e realización de Manolo Abad, o programa, magnífico, recolle vídeos con declaracións e entrevistas con persoas próximas ó Zeca, tanto galegos como portugueses.

O guión, moi coidado, de Andrés Mahía, que andou un mes nesta empresa e descubriu esa personalidade xenial, para el descoñecida. A directora de programas, Ana Cermeño, desde as bambolinas, controlaba con delicadeza ata o último detalle. Un total de vintedous cantores e grupos, moitos acompañados por un grupo base de oito músicos, dirixido polo azoriano Paulo Borges interpretaron temas de José Afonso. A dirección artística, impecable, da propia Uxía. Por alí pasaron os Cantadores do Redondo, Vitorino, Luis Pastor, Faltriqueira, Xico de Cariño, Manecas Costa, Treixadura, Víctor Coyote, João Afonso, Uxía, Júlio Pereira, Zeca Medeiros, Dulce Pontes, Miro Casabella, Tito París, os irmáns Salomé, Antón Reixa, Janita Salomé, Sergio Godinho e Narf. Contaron cun público cómplice que axudou a un gran espectáculo.

Nas traseiras, animando a todos, un incansable Luis Pastor, que a todos facía cantar, producindo un “bó rollito” entre todos, mentres no escenario se sucedían as actuacións enlazadas polas felices ocorrencias do presentador, Carlos Blanco.

En resume, un espectáculo e un programa digno de lembrar. Preparade os gravadores…

Benedicto García Villar
22 de abril de 2007

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GalizaHomenagens e tributos (2007)
19/04/2007By AJA

Zeca na Coruña

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GalizaJúlio PereiraTestemunhos
13/10/2006By AJA

Uma pequena história partilhada pelo Júlio Pereira

Era uma vez na Galiza, anos oitenta. Um concerto de José Afonso em Cangas de Morrazo (perto de Vigo) num velho teatro municipal. Acompanhava-o eu, Henri Tabot e Guilherme Inês. Chegados à hora do espectáculo, deparámo-nos com um público, a meio da plateia, de seis pessoas! A minha reacção (suponho que a dos meus colegas) foi a de não tocar. E o Zeca disse não! Tocados os 17 ou 18 temas ensaiados pelo grupo, José Afonso pegou na viola e sozinho, tocou cantando mais oito temas entre os quais “Catarina” – a primeira vez que o ouvi cantar assim. Estranho. As seis pessoas de pé aplaudiram incansavelmente José Afonso e durante muito tempo. Como se a sala estivesse cheia.
Só mais tarde percebi que o Zeca, nesse dia, tinha deixado seis amigos na Galiza.

Júlio Pereira
(Músico e amigo do Zeca)

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GalizaUnha rúa para Zeca Afonso
23/06/2006By AJA

UNHA RÚA PARA ZECA AFONSO

2.922 SINATURAS

Logo dunha minuciosa revisión e peinado das sinaturas, o total, salvo erro, é este: 2.922

E agora quedan os outros pasos,dos que vos iremos informando puntualmente e aqueles, en Portugal ou España, vaian tomando iniciativas similares saben que non teñen máis que dicilo e nos faremos eco delo por tódolos medios ó noso alcance.

Pensábamos concluí-lo envío de comentarios, pero hai un, particularmente singular que se resiste a quedar no listado. Aí vai:

Nome: Francisco Fernandes
Concello: Braga(Minho)/Portugal
Profesión: Contabilista

Comentarios:

Mais uma formiguinha para que o carreiro se torne uma rua.

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Benedicto Garcia VillarGalizaHomenagens e tributos (2006)Imprensa
29/04/2006By AJA

Notícia de “A Coruña Digital” sobre a homenagem feita a José Afonso

Benedicto e Miro Casabella, pertencentes ao movemento da nova canción galega, reúnense na Coruña para honrar a Jose Afonso.

A. R..A Coruña

“Durante os últimos vinte anos, ninguén cantou á palabra en Galicia”. É Miro Casabella, músico das Voces Ceibes que crearon en galego pola Galicia perseguida. Alto e sereno, aperta ao que fora un dos seus compañeiros no movemento musical da última década do franquismo, Benedicto, pequeno e de fala rápida.

Non é doado velos xuntos. Onte reuníronse na Coruña nunha homenaxe que o colectivo Urbano Lugrís rendeu á voz da Revolución dos Caraveis, Jose Afonso, na que tamén participaron, e cantaron, os fundadores de Fuxan os Ventos e actualmente integrantes de A Quenlla, Mini e Mero.

Recordan xuntos con paixón. Recordan as moitas veces que encheron o Pavillón de Deportes de A Coruña e como Jose Afonso reuniu auténticas masas entregadas na cidade herculina. E recordan a súa contribución a remover unha sociedade na que cantar canción social era perigoso.

Ambos foron amigos do cantante luso e Bendicto traballou con el na música durante dous anos. “Era un xenio, tremendamente nervioso, pero capaz de converter ese carácter nun acto de xenialidade creativa”, explica Benedicto, agora profesor en Ames. “Se fose inglés ou americano, nin Bob Dylan”, engade.

“Era unha voz crítica permanente e sempre pasaba lista”, lembra Benedicto. “E foi quen de, sen saírse das raíces, innovar; gozaba coa cultura popular”.

Miro Casabella e Benedicto explican ademais o amor que sentía o autor de Grandola, vila morena por Galicia. “Sempre dicía este era o lugar onde mellor lle entenderan”.

Casabella defende a vixencia de voces como a de Jose Afonso ou de movementos como Voces Ceibes. “É máis necesario ca nunca”, di.

“Houbo un tempo de sequía dende os oitenta ata agora”, afirma crendo que os tempos mudan. “Ningúen cantou palabra en Galicia, non estaba premiado dicir cousas”, considera o músico.

Ambos gustan da música que se fai agora en Galicia, dende o rap a o folk e admiran a todos os grupos que son quen de levar a cultura galega por todo o mundo, como Luar na lubre, Berrogüetto, Susana Seivane, Xosé Manuel Budiño ou Carlos Núñez.

Pero din que hai que facer máis. “Deixouse de axudar a xente que compón, toca ou canta”, lamenta Miro Casabella.

“Axudan ao audiviosual, axudan aos que practican balompé e crean a Selección Galega de fútbol, pero non aos músicos”, explica Casabella.

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GalizaHomenagens e tributos (2006)
29/04/2006By AJA

Aconteceu na Galiza…



No passado dia 25, na Fundación Caixa Galicia na Coruña, o Colectivo Urbano Lugrís rendeu uma homenagem a José Afonso e lembrou o 25 de Abril. Aqui fica o texto de apresentação desse evento. Embora nunca seja tarde para dar a conhecer estes eventos, pedimos desculpas pelas nossa distracção que nos impediu de publicitar este acontecimento a tempo e horas.

O 25 de Abril do ano 1974 mudou o panorama político e social de Portugal. Producíuse unha revolución liderada por capitáns do exercito que foi coñecida no mundo enteiro pola “Revolución dos caraveis”. Revolución apoiada polo pobo e que puso fin a 50 anos de dictadura. Deu paso non somentes á democracia, senón tamén á descolonización de Angola, Mozambique, Cabo Verde, Guinea Bissau, S. Tomé e Príncipe e Timor.

Ún dos protagonistas fundamentais neste proceso foron os cantautores e, particularmente, a voz e o compromiso de José Afonso.

Por elo o Colectivo Urbano Lugrís quere rendir homenaxe a José Afonso e lembrar os acontecementos do ano 74. A influencia que o cantautor tivo co movemento da canción galega e os seus integrantes.

E que millor que os proprios protagonistas para profundizar no tema. Contaremos coa presencia de dous dos fundadores e amigos de Jose Afonso, como foron Benedicto e Miro Casabella. Tamén estarán con nós os fundadores do grupo Fuxan os Ventos, actualmente integrantes do grupo A Quenlla; Mini e Mero.

Cada un deles contribuiu á toma de conciencia da nosa sociedade nuns momentos que cantar canción social era perigoso pola dictadura franquista. O seu compromiso servíu para que amplas capas sociais tomaran conciencia da represión imperante naqueles momentos e polo tanto convertéronse en “Voces Ceibes” que o pobo precisaba para seguir loitando contra as inxustizas.

Para saber mais sobre o Colectivo Urbano Lugris
http://www.colectivourbanolugris.org/

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Benedicto Garcia VillarGaliza
29/03/2006By AJA

José Afonso e a Galícia

A frialdade dunha reseña enciclopédica non pode, por moito que queira, representar todo o que significou o encontro mútuo e recíproco dun país (Galicia) e unha figura da magnitude humana, política e artística do Zeca. E eu tiven a fortuna de asistir e participar desde moi perto neste encontro.
Cando na primavera do 72 me presentei na súa casa en Setúbal, non podía nin remotamente imaxinar o que viría despois. Aquel home, tan vixiado pola PIDE, era todo preguntas para saber algo do lugar do que procediamos. Naquel momento, Galicia era un mundo xeográficamente distante e culturalmente descoñecido para as persoas máis informadas ó Sul do Miño. A pesar disto, J.A. tiña na súa biblioteca un libro de poemas de Rosalía de Castro, Aires da Miña Terra que me mostrou aquel día. Pero non pasaba de aí o seu coñecemento sobre o noso país. De modo que non foi difícil convencer a un home curioso como el do bó que sería organizar algunha actuación súa en Galicia.
O 8 de maio canta en Ourense, o 9 en Lugo e o 10 en Santiago. Eu, que por indicación súa tiña ensaiado algúns temas (voces e guitarra) véxome atrapado pois os títulos que decide a última hora non son os mesmos e temos que ensaiar rapidamente. En Santiago, na Facultade de CC. Económicas, dá o que sería o seu primeiro recital individual diante dun público tan numeroso (máis de 3.000 persoas) e canta por primeira vez en público Grândola, vila morena quedando impresionado pola receptividade do público galego e repetirá ó longo dos anos que foi un dos mellores recitais da súa vida. Toma contacto coa literatura galega e séntese especialmente atraído polos poetas Curros Enríquez e Celso Emilio Ferreiro. A partir de entón non faltará á cita anual con Galicia. En marzo do 73 traendo consigo a J. J. Letría, Manuel Freire e Francisco Fanhais, e en vísperas do 25 de abril canta en Santiago, alleo ó que se aveciñaba.
Pero mentres, a súa actividade, que comparte conmigo durante dous anos, é constante: actuacións en toda a “margem sul” (Barreiro, Almada, Moita, Alhos Vedros, Zarilhos, Baixa da Banheira, son nomes que se entremezclan na miña memoria) e por outras partes do país (Setúbal, Porto, Coimbra, Mafra, Caldas da Raínha, etc) e de fóra (Asturias en varias ocasións, París e Madrid, onde graba o disco Eu vou ser como a toupeira en decembro do 72) En tódolos recitais que facíamos en Portugal (nos que nos acompañábamos mutuamente) sempre facía “pasar a gorra” pero nunca foi un tostão para el; sempre dicía que o salario do Arnaldo Trindade (a súa discográfica) con ser miserable, era constante e polo tanto tiña que ser eu quen cobrara. Á parte da actividade musical estaba a outra, a de apoio e ánimo a todo o que se movera en contra da incívica dictadura: hoxe podía ser o censo para as eleccións (sumamente perigoso se se ten en conta que había que facelo diante das “carrinhas” da PSP ou da GNR) nas portas das fábricas de Setúbal; mañán, visita a algún preso político en Caxías; outro día, aproveitar unha viaxe a París ou Londres e levar “canetas” grabadas con textos de auxilio para Amnistía Internacional.
E a súa cabeza sempre activa, compoñendo. Nunha viaxe entre Santiago e París foi O que faz falta. “–E, pá, para, pega na viola. ¿Onde está o gravador?. Assim, com ese acorde”. Ó chegarmos a París a canción xa existía. E outra vez para Portugal; ou para Galicia, facéndose sempre acompañar por músicos novos e distintos, abrindo portas e ventanas. Ata o verán do 79 en que fai a súa última actuación por terras galegas, no Parque de Castrelos de Vigo. Viña con Júlio Pereira.
Repercusión de J.A. en Galicia. O 31 de agosto de 1985 celebrouse nese mesmo escenario unha homenaxe co título de Galiza a José Afonso, organizada pola Federación de Asociacións Culturais e Xuventudes Musicais e patrocinado polo semanario A Nosa Terra, no que participaron numerosos músicos e cantores, galegos, portugueses, africanos e de Timor-Leste. Para aquela ocasión o propio Zeca enviou unha gravación na que dicía: “… Aproveito esta oportunidade para unha vez máis afirma-la minha grande amizade pola terra e o pobo galegos, cos que ó longo dos anos mantiven as mellores relacións, e para manifestar tamén a miña enteira solidariedade coa loita polo recoñecemento efectivo da lingua e cultura galegas como unha das máis ricas da península…”
Do 25 de abril ó 23 de maio de 1987 celebráronse moi diversos actos (conferencias, concertos, recitais, publicacións, etc.) en toda Galicia baixo o título xenérico de Enquanto há força, organizados por un grupo de amigos e amigas do Zeca. Milleiros de persoas asistiron ós actos e milleiros de nenos e nenas galegos traballaron nas súas escolas unha unidade didáctica, José Afonso, preparada ó efecto.
No mes de decembro de 1994 a exposición José Afonso, andarilho, poeta e cantor estivo presente no Colexio de Fonseca de Santiago. A mostra foi coorganizada pola Associação José Afonso, a Fundación 10 de Marzo e a Universidade de Santiago. Unha exposición máis reducida e co mesmo título circula desde entón polos centros de ensino de Galicia.
O 8 de maio de 1997 celebráronse unha serie de actos para conmemora-los 25 anos de Grândola, vila morena, e descubriuse unha placa conmemorativa polo alcalde de Santiago, Xerardo Estévez, no Auditorio de Galicia, no lugar onde estivera o escenario da estrea da emblemática canción. Ademais, a Banda Municipal de Música volveu interpreta-lo tema, xunto co público asistente ó acto de homenaxe que se celebrou, e a Facultade de CC. Económicas decidiu pórlle o nome de José Afonso á súa Aula Magna.
Son innumerables os músicos e cantores galegos que interpretaron ou interpretan directamente temas de Zeca Afonso ou que admiten ter bebido na súa obra como inspiración directa, ademais de min, como Bibiano, Uxía, os grupos Candieira, Luar na Lubre e un longo etcétera.
Repercusión de Galicia en J.A. Nada mellor que as súas propias palabras para defini-lo que sentía por este país: “Galicia é para min tamén unha especie de patria espiritual…” “Foi a experiencia máis marabillosa. Algo especial. Tal vez ninguén me entendeu como en Galicia.”

¿Por qué existe en Portugal ese silencio espeso, ese descoñecemento casi total sobre esta páxina tan importante dunha historia que xa é a de todos nós?.

Benedicto García Villar

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GalizaHomenagens e tributos (2006)Homenagens e tributos (artes plásticas)
28/03/2006By AJA

Zeca na Galiza

Parte de um mural de mais de 12 metros de comprimento na Fac. Ciências Económicas e empresariais da Universidade de Santiago de Compostela, situado no corredor principal. Na esquerda da imagem vê-se o Zeca entre personalidades que tiveram, segundo o autor, J. Conde Corbal, interesse na Galiza do séc. XX.

Para visualizarem os restantes murais
http://www.usc.es/econo/Conde/Conde51.htm

Para visualizarem mais artistas
http://www.usc.es/econo/Planofac.htm

Texto e imagem enviados por Benedicto Vilar

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Benedicto Garcia VillarGaliza
23/03/2006By AJA

A nova canción galega e a transición

COMEZO EN MADRID
Para ser mínimamente rigoroso coa historia habería que empezar por dicir que esta parte desta historia empezou alá polos meses de febreiro-marzo do ano 67. Con máis pena que gloria estaba eu tratando de levar con algo de dignidade académica o 2º ano do 2º curso de telecomunicacións (que era así, con tódalas letras, como se lle chamaba) na única escola daquela especialidade que había daquela, ou sexa, a de Madrid. Non é estrano, por tanto, que coincidíramos, tanto na propia escola de enxeñeiros, como nos diferentes Colexios Maiores e os poucos pisos e algunhas pensións que había, con alumnos e, con algunha singularísima excepción, alumnas, doutros lugares de Galicia e moitos de Cataluña e do resto do país.
 
Naquela escola, e dado o carácter diríase “extravagante” dos estudios que se realizaban, pululaban os exemplares máis curiosos que un poidera imaxinar, aínda que non faltaban individuos normaliños de todo. A min, aprendiz de pelacables, admirábame a facilidade dun grupo que alí había para montar, da noite á mañán, unha emisora de radio, un estudio de grabación, ou calquera outro invento que se terciara. Naturalmente, aquel grupo foi o responsable de construír un trebello tal que actuando como “pantalla herziana” impedía ós coches-patrulla dos grises recibi-las órdenes de radio da D.G.S. (Dirección General de Seguridad) dándolles, en troques, órdenes totalmente disparatadas. Se aquel día tocaba manifestación en Paraninfo, na Cidade Universitaria, podíase ver ós coches dirixirse á praza das Ventas ónde tiñan sido astutamente enviados. A verdade é que aquelo durou pouco e no curso seguinte seica as cousas non foron tan doadas para os disuasores das ondas.
 
Pois foi que neses meses de febreiro e marzo tiven a oportunidade de escoitar, en vivo e en directo, primeiro a Joan Manuel Serrat e logo a Raimon. Os dous estaban realizando unha das súas primeiras xiras polos Colexios Maiores e Residencias de Madrid e pasaron por onde eu estaba. Alí deixaron as letras que daquela se repartían sempre nos recitais e máis dunha pegada nalgún de nós. Eu, que viña de disfrutar do latín en todo o gregoriano habido e por haber nunha infancia-adolescencia canora na coral do meu colexio de curas, non atopei demasiadas razóns para non face-lo propio en catalán, ¡por que non!. Se lle engadímo-lo morbo de facer algo que semellaba contestación, a ir contra corrente, non é difícil imaxinar ó rapaz, galego naquela confusión madrileña, a piques de cumpri-los 20 anos, cantando a todo pulmón “Som”, “Diguem no” e claro, “Al vent”, e con algo menos de pulmón “Ara que tinc vint anys” e algunha máis.
 
E seguindo a lóxica das cousas e do momento non é tampouco difícil imaxinar que de entre os colegas e amigos que me escoitaron naqueles días, con moita paciencia e algunha complacencia, algún tivera a xenialidade da pregunta do millón: ¿e por que non en galego?
 
Podo asegurar e aseguro que foi como se me meteran de corpo enteiro na “berenguela” no intre de da-las doce. Claro, era clarísimo, pero arrepiaba todo o corpo só de pensalo. Non se trataba de poñer en galego unha canción que xa estaba feita. O desafío era doble: tiña que ser en galego pero tiña ademais, para ben ser, que facerse ex professo , algo novo, non usando ningún poeta coñecido ou descoñecido; e logo estaba a música. Á parte da experiencia coral, non tiña máis, como algúns outros rapaces, que a da armónica ( Seductora-Honner ) que me regalaran ó cumpri-los 7 anos e o aporreo entusiasta pero de escasa cualificación da guitarra da “reválida de 4º”. Despois un fito poucas veces comentado: no verán dos quince anos, chegamos a formar un trío de piano, batería e guitarra eléctrica que se atrevía con temas dos Shadows como Apache e outros (poucos outros) que bailaban con prestancia os e as quinceañeros de entón no Salón Amarillo do Casino, na rúa do Villar. Na baterÍa estaba Juan Gelabert e no piano, Xerardo Estévez.
 
Con máis esforzo que fortuna o tema foi saíndo e quedou bautizado co título de “Un home” co beneplácito de tódolos presentes que abarrotaban aquel cuarto de estudiante que miraba á magnífica serra do Guadarrama.
 
Compañeiro no estudio da electrónica era Xavier Alcalá quen na primeira ocasión que tiven recibiu a boa nova. Xa que logo fíxome saber que tiña un amigo que empezaba a cantar e a quen nunca cheguei a coñecer: Andrés Lapique Dobarro. Puxemos de manifesto o interés común por “facer algo” e decidimos, entre os dous, que o mellor era botar a andar un grupo, cos tres, que se ía chamar “Os Novos Xoglares Galegos”. Non pasou do maxín pero foi bonito mentres durou.
 
 
NO INTERIOR, GALICIA
Dado o pouco resultado académico que os madriles tiñan para min e como en Santiago iniciábanse os estudios de Económicas, decidín que o mellor era quedar na casa e non seguir de “cara” pola vida. Pero aquel verán do 67 íame dar unha das mellores oportunidades da miña vida: o encontro con Celso Emilio Ferreiro. Coa súa obra, claro, porque el andaba entón polos lares venezolanos sufrindo no “país dos ananos”. Aquí deixara editado por Basilio Losada a “Longa Noite de Pedra”, en Ediciones El Bardo , con vinte exemplares, os da censura, sen prólogo, e os outros, toda a edición que foi ás librerías, con prólogo. O prólogo de marras tiña, entre outras lindezas, un poema tremendo, “Carta a Fuco Buxán”. Naquel intre, a situación do país era tal, que era considerado subversivo, non só o relato despiadado que o Celso facía da situación do “labrego esfarrapado”, senón que tamén o era a conclusión, a orientación, a consigna que se daba: emigrar mentres non pasara o tempo que denigraba, mentres non chegara o tempo da patria. Este magnífico panfleto poético foi posto nas miñas mans por Xan Facal, que asistira, xunto con moitos dos seus hirmáns e os meus primos García Devesa, á miña primeira cantada en Galicia: foi nos montes de Toba próximo a Corcubión. Aquelas terras, aquelas augas, sobre todo as de Sardiñeiro, inspirarían moitos dos meus traballos na canción.
 
Tiña agora diante de min outro reto: facerlle unha música apropiada a aquel poema. E puxémonos un plazo: a finais de verán voltaríamos falar. Dito e feito; claro que a influencia raimoniana poucas veces foi tan evidente. Pero se algo quedaba claro era a contundencia do resultado. Suso García Devesa, Maricarmen Sanleón e Xan Facal, xunto cun pequeno grupo de animadores e animadoras entenderon que aquelo era escoitable e podía ter continuidade co que alimentaron a miña ansia creadora que xa estaba devorando es versos do exemplar de “Longa Noite de Pedra” que conseguira.
 
No primeiro trimestre do curso 67-68, curso singular, plural e pluscuamperfecto, tivemos un fin de semana de reflexión un grupo da JEC (Juventud Estudiantil Católica) que daquela existía en Santiago. Que recorde, estivemos reunidos en Pontedeume o colectivo de “cristianos de base” formado, entre outros, por: Susana López Facal, Sindo Villar, Camino Noia, Tuco Cerviño, Mª Xosé Rodríguez Galdo, Xavier Castillo, Mariquiña Tomé, Enrique Moreno, Marisol Facal, Emilio Pérez Touriño e mais eu. Como non podía ser menos, na cea, ós postres, eu era requerido amablemente polo grupo para interpreta-los meus dous “temas”, cousa que facía sen chistar e con todo o aprecio do mundo por parte daquel auditorio de privilexio. De privilexio para o cantor, naturalmente, descoñecedor entón do papel que a historia do seu país ía adxudicar a moitos dos membros daquel grupo trinta anos máis tarde.
 
No primeiro curso da neonata Facultade de Económicas coincidín con homes e mulleres que tamén irían, como o grupo da JEC , algún tempo despois, a configurar boa parte do noso máis valioso activo político e cultural. De entre eles tivo nesta historia unha particular intervención Arturo Reguera, home sen fendas e amigo implacable da verdade e dos amigos, que me puxo en contacto cos alumnos “organizados” de Filosofía e Letras. Os alumnos de Letras organizaban por aqueles días unha “aula poética” na súa Facultade e fun convidado a cantar. Alí estaba con todo o seu esplendor revolucionario Blanca Caamaño, delegada e presentadora do acto. O cantor cantou as súas dúas cancións e o público fartouse de aplaudir. Era a primeira vez que tal cousa sucedía e serían moitas as “primeiras veces” que se producirían naqueles apretados e densos días. Entre os organizadores estaba Emilio Gregorio Fernández que forneceu a miña despensa poético-musical co texto de “O arte de amar”.
 
De xeito que de alí a pouco xa tiña na miña producción cancioneira tres temas cos que empezar a andar polo mundo. E un novo encontro ía ter lugar para definir máis o escenario. A verdade é que non podo lembrar exactamente as pezas da cadea que o fixeron posible pero o que si sei é que ós poucos días coñecín a Xavier de quen se me fixera unha sinopse como dun -“tipo raro” que anda por ahí tocando a harmónica ó Bob Dylan e cantando cousas do Celso- Con semellante presentación e coas ganas que eu tiña de colegas non era estrano que o panorama poidera adiviñarse prometedor. E abofé que non defraudou.
 
O “tipo raro” aquel tiña de estrano un nada desdeñable arsenal biblio e discográfico no cuarto da Pensión “Touriño” na Rúa Nova, cuarto que tantas veces visitaría eu ó longo daquel curso. Ademais como coincidencia ben explicable, xa tiña pasado polo repertorio máis incandescente de Raimon (convén lembrar que o de Xátiva cantara no Estadio da Residencia de Santiago en maio do 67) No primeiro encontro acordamos ir dar unha serenata ás mozas pola noite e, nin cortos nin perezosos, ahí imos polo Patio de Madres arriba e abaixo coa nosa producción galaica con todo o convencimento do mundo. Non sei realmente o que pasaría por dentro das contras que non se abrían; as poucas que se abriron nos ofreceron rostros que parecían pagar con máis paciencia que agrado o noso esforzo “renovador” do costume tan compostelano da serenata. Non está de máis sinalar aquí que naqueles momentos empezaba a ser de enorme importancia ofrecer unha alternativa a toda canta manifestación humana se produxera presentándose sempre propostas do máis variopinto a cada xesto, costume ou modelo de conducta que se presentara. Frente ó fenómeno da “tuna,” tan identificado naquel entón coa tradición universitaria máis reaccionaria e franquista, probaron sorte outras fórmulas. A nosa, dende logo, non estivo coroada polo éxito.
 
Así que probamos sorte nun mencer en Cambados, onde tiñamos costume de ir ver saí-lo sol, logo dalgunha intensa noite de estudio, cun grupo impagable de compañeiros e compañeiras da Facultade. As pedras milenarias escoitaron impertérritas e o sol saeu como tódolos días. Aínda menos mal.
 
 
DO “GAUDEAMUS” Ó “VENCEREMOS” 
Sempre hai persoas, as máis das veces anónimas, que aportan en intres da historia un aquel de xenialidade á hora de configurar escenografías que pasan a ser definitorias de determinados momentos. Estoume a lembrar, por exemplo, da figura dos barbudos cubanos subidos nos camións confiscados ó exército de Batista entrando na Habana ou a Lenin encaramado na tribuna de madeira arengando á multitude enfervorizada. Pero así como hai estes elementos de carácter plástico, tamén hai outros sonoros que arroupan e, en casos, definen aquelas ou outras escenas.
 
No fervor que a Universidade de Santiago tivo na súa primavera do 68, adianto do maio francés e non influencia daquel, como tantas veces se ten afirmado, houbo tamén un alguén xenial, descoñecido para os historiadores, que se preocupou de dar soporte musical ás concentracións que se realizaban. A primeira gran idea foi aproveitar un himno xa existente. O “Gaudeamos igitur” pasou de ser un himno tremendamente reaccionario, sobre todo naqueles días, coas súas loubanzas á Academia e ós profesores, a ser un elemento de aglutinamento do alumnado en pé de guerra, que o ofrecía como algo propio, exclusivo, inasequible para aqueles mortais que, debaixo dos uniformes de “grises” ou dos grises traxes de “sociais”, representaban o máis burdo do aparato represivo franquista. Pero quenes o cantaban non comprendían tampouco, por moita letra ciclostilada que se pasara, o que decía aquel demo de himno que semellaba na gorxa dos iracundos estudiantes o maior dos panfletos.
 
E claro, o himno tiña que ser sustituído por outro máis “presentable”. Vicente Araguas, que ten memoria de elefante, asegura no seu libro imprescindible, “Voces Ceibes”, publicado hai xa 8 anos por Ed. Xerais, que foi un domingo chuvioso en que se manifestaban os estudiantes frente ó intento do odiado decano de Ciencias, Ocón, de inaugurar un monumento a non sei quen no campus, cando apareceron copias, tamén ciclostiladas, do “Venceremos nós”. Para algún sector do estudiantado máis informado, non era descoñecida a canción gracias a que circulaba a versión orixinal “We shall overcome” cantada por Joan Baez. Por tanto, non foi difícil que os concentrados, antes da disolución pertinente por parte da policía, entonaran, aínda timidamente, a versión galega do himno.
 
A potencia animadora da canción, máxime cando se fai colectiva, empezou a quedar de manifesto e explicaría parte da ansia por ter unha manifestación propia e, ó mesmo tempo, a acollida que a nós se nos dispensou desde aqueles ámbitos.
 
Por aqueles días de finais de febreiro anunciouse profusamente polas facultades unha conferencia de Xesús Alonso Montero na Residencia de “El Pilar” , na Enseñanza. Alí fomos tódolos que podiamos entrar, Xesús falou de literatura e desacougo e ó remate díxosenos a Xavier e a min, que xa estabamos preavisados, que o “profesor” tiña moito interés por escoitarnos. E debeu quedar contento de veras porque o demostrou ben de veces. Ó caso é que fomos ó “Cosechero”, na rúa Nova, enfrente da pensión de Xavier onde tiñámo-las guitarras. Alí, non sei como porque o sitio era mínimo, meteuse unha morea de xente, do P.C. a meirande parte. Recordo a Marisa Melón e a Federico Ordax, ó abogado Manolo Rodríguez, a “Quiques” Montes, a Mario, lector de portugués, José Manuel Mille, Olga Iglesias, Vicente A. Areces, Rafa Bárez, a “Pancho” Fontenla, Eduardo Seijas “Palas”, Luz Rubiños e a Arturo Reguera, ademais dun montón que non podo reproducir. E alí, pingando suor polos catro costados, demos conta do noso repertorio. Xavier xa tiña un feixe importante de cancións, pero aínda que só foran a “María Soliña”, o “Monólogo do vello traballador” e o “Fuco Pérez”, todas elas de Celso, xa pagaba a pena. E claro, o “profesor” quedou encandilado e xa facendo plans para un recital en Lugo.
 
 
A PRIMEIRA, NA FRENTE
E de novo o Arturo Reguera fixo de “ponte”, esta vez con Manuel María a quen escribeu informándolle que en Santiago había un rapaz que cantaba en galego e que estaba precisando letras para cantar. O poeta, descoñecido totalmente para o rapaz, remitiu á volta de correo un “Cancioneiro” con textos para cancións del e mais de Lois Diéguez, quen gozou de mellor fortuna á hora de ver (ou mellor, escoitar) os seus versos convertidos en cancións: “No Vietnam”, “Eu son a voz do pobo” e “Loitemos” pasaron ó repertorio habitual a partir de ahí, aínda que a última correu a mesma sorte que a “Carta a Fuco Buxán” do Celso: a prohibición sistemática e tenaz.
 
Coa miña media ducia de cancións e a ducia larga de Xavier, sempre moito máis prolífico, estabamos en condicións de acepta-lo reto de cantar en público nun recital preparado en serio e así se lle comunicou a Alonso Montero que preparou todo para que poideramos cantar na Escola de Peritos Agrícolas de Lugo o 30 de marzo ás 7 da tarde. Solicitado e obtido o correspondente permiso da autoridade gubernativa, editáronse cancioneiros (os primeiros que tiñamos) cunha fermosísima e afiada presentación de Xesús titulada “Palabras para un recital de canciós” que reproduzo aquí:
 
“Coido que dentro de algús anos se falará de este recital como dun feito histórico. Penso, en verdade, que o feito ten corpo de acontecemento e, como tal, vai marcar, dun xeito ou de outro, a nosa cultura. Dende hoxe Galicia ten o que noutros ámbitos menos precarios teñen dende hai tempo: unha canción á altura do intre histórico, unha canción nascida para desacougar e alumear: unha canción pra acadarmos concencia dos nosos problemas reales.
 
A voz de estes dous mozos, Benedicto e Xavier, vai levar as mellores inquedanzas e as mellores carraxes a eidos deica agora alleos á literatura; por primeira vez tamén, centos e mais centos de homes e mulleres do noso país van escoitar a súa fala feita arte e feita cultura viva.
 
Este xeito de expresión xurde en Galicia un pouco tarde, pero tiña que xurdir porque os países endexamais renuncian á expresión operante. Estes mozos da Universidade Galega chegan a nós no tempo de desacougar, morto xa o tempo de calar e o tempo de falar por falar.”
 
Dende primeira hora da tarde foran chegando á casa de Xesús en Lugo, situada enfrente xusto da Escola de Peritos, do outro lado do xardín, amigos que foran convocados para o acto. Alí coñecimos a Manuel María e a Saleta, a Emilio Valadé, a Moncho Ramos e un longo etcétera que foi enchendo a casa. A iso das seis da tarde unha chamada telefónica poñía lívido o semblante de Xesús: un coñecido chamara para avisar que pola radio estaban dando unha nota do Gobernador Civil pola que se anunciaba a suspensión do recital. De seguido fixéronse chamadas a diversas instancias e a confirmación era unánime: o recital estaba prohibido. Para colmo de ignominia, como se de criminais perigosos se tratara, dous policías de uniforme custiaban a entrada da casa, evidentemente para impedi-la nosa saída da mesma. Asomámonos á ventana e comprobamos que na porta do lugar onde tiñamos que cantar había varios vehículos e furgonas ben recoñecibles. O recital fíxose na casa e quedamos roucos de canto e de carraxe.
 
 
RECITAIS “A EITO”
No mes de abril foi un non parar continuo, de convites que empezamos a recibir, e realizar, por toda a xeografía do país, que tantas veces recorreriamos despois.
O primeiro que si se realizou foi o organizado pola Asociación Cultural de Vigo, o día 4. Imaxino que o traballo correría a cargo de Xan Facal. El foi quen fixo de presentador e el quen me puxo os pelos de punta, por primeira vez, recitando aquelo de Atahualpa Yupanqui:
 
“Soy gaucho entre el gauchaje
y soy naide entre los sabios
y son para mí los agravios
que le hagan al paisanaje”

¡Que bárbaro! ¡Canto que aprender! ¡Canto mundo diante de nós! E do público que enchía a sala só recordo as súas caras amables, acolledoras. Bueno, menos aquel home do fondo, si, aquel de gris, que, cambiando só de rostro, nos acompañaría de recital en recital. Era o encargado de velar polo cumprimento da censura. Convén aclarar, para os que non o viviron, que era preceptivo enviar á censura cunha antelación determinada (normalmente bastantes días) os textos que se pretendía cantar. Alí (sempre imaxinamos que nun cuarto sórdido e sen luz) uns individuos extranos, a quen por certo nunca coñecín, dictaminaban o que se podía e o que non se podía cantar, afinando incluso se se autorizaba para maiores de 14 anos, ou de 18. Pero claro, como non estaba nada escrito nin determinado en norma algunha, os criterios eran totalmente cambiantes, podendo atopar que o que o censor de Vigo consideraba “non cantable” e, polo tanto, olímpicamente “prohibido”, pasaba por non ter o máis mínimo perigo para o censor de Pontevedra que daba o “nihil obstat” correspondente. Isto tamén animou a nosa capacidade creadora e ten habido verdadeiros especialistas na materia. A primeira adaptación, que eu recorde, foi a do final da “Carta a Fuco Buxán” que tiña, ó parecer, un dos principais problemas cando enunciaba:
 
“Fuco Buxán, ¿non sintes que na Iberia
feden a podre os homes e as paisaxes?
 
Debidamente “retocados”, estes versos pasaron a ser:
 
“Fuco Buxán, ¿non sintes que en Liberia
feden a podre os homes e as paisaxes?
¿Que raio nos importaría a nós o que pasaba en Liberia? Pensaría o probo funcionario. Pero pasar, pasou; claro que, na cantarela, cantábase en “versión orixinal” ¿Quen ía se-lo guapo de distingui-lo engano?
 
Otra, máis coñecida, sería a de Bibiano, anos máis tarde, co “Can de palleiro”. ¿Que censor era capaz de imaxina-lo efecto sonoro daqueles versos?:
 
“A túa forte dentadura
viráse abaixo, abaixo a dentadura,
abaixo a dentadura, abaixo a dentadura, …”
 
A complicidade cantores-público era tal quen non se precisaba de ningunha consigna pois xa o respetable se encargaba de face-la modificación pertinente: “dentadura” por “dictadura”; o resultado era espectacular.
 
Pero estabamos en Vigo, no local, en López de Neira e claro, entre o público da primeira fila estaba Camilo Nogueira, Paz e Xaquín Facal e moitos máis que nos fixeron cantar ata que quixeron.
 
O seguinte foi en Pontevedra o día 18 e era organizado pola Aula de Música do Ateneo. Se non recordo mal, alí estaba Xulio (daquela Julio) Pardellas de Blas, Fontenla, Alonso “o esperantista” e Alfredo Conde, que daquela xa era amigo de Xavier e con quen daría moitas paseadas polas rúas de Santiago, falando de poesía, política e do que se terciara.
 
Foi un recital moi “formal” con escenario e todo, nun salón moi señorial nun chaflán dunha tamén señorial rúa de Pontevedra (coido que era prestado por otra institución lerezana) Con “tarxeta-invitación” e todo que anunciaba:
 
 
A NOVA CANCIÓN GALEGA
Sobre poemas de Celso Emilio Ferreiro,
Lois Diéguez e Avelino Díaz
BENEDICTO GARCÍA – XAVIER DEL VALLE
 
Xa só polo feito de atreverse na Pontevedra de entón a organizar tal cousa merecía tódolos parabéns e o público asistente encheu con aplausos incluso as sillas baleiras. Foi o segundo do mes.
 
Ós tres días, é dicir, o domingo 21, para as 11,45, da mañán, claro, como quen di, á hora da misa e co frío correspondente, anunciábase no “Salón Parroquial do Couto”, deste lado do río porque en Ourense non había quen cedera un local para o evento. Pepe Conde Corbal despepitouse facendo os carteis, “un por un”, da súa man. E Carlos López Polo e os seus muchachos, baixo a tutela de Manolo Peña-Rei, despepitáronse repartido, pegando e facendo “boca a boca” para avisar á parroquia. Parroquianos e parroquianas, desde logo había bastantes e non faltou o avogado Alfonso Pazos, sempre seguidor do noso traballo. Era o terceiro da tanda.
 
 
MEDICINA: UN RECITAL PARA A HISTORIA
Do cuarto tense escrito e falado bastante. Foi a “posta de largo” do que se chamaba xa “A Nova Canción Galega”. E para ese día xa non eramos só dous a cantar.
 
Da asemblea de delegados saíra a necesidade de organizar un acto aglutinador para facer, digamos, o remate de campaña, pois a batalla estudiantil, logo de encerros e carreiras, tocaba ó seu fin. Recibímo-la invitación para celebrar un recital en Medicina, no local máis grande dos que habitualmente eran usados para as reunións masivas. Masivas, dunha universidade que daquela andaba polos 5.000 estudiantes.
 
Tamén recibímo-lo encargo de contactar con outros cantores que se estaban incorporando á tarefa. Así conectamos, por diferentes vías, con Xerardo Moscoso, Vicente Araguas e Guillermo Rojo. Coido que incluso tivémo-la ousadía de sometelos a algún tipo de “exame” para ver se podía ser; ¡que burrada! En fin que collímo-las follas cos textos e correndo para a Delegación de Estudiantes, sita nos baixos da Facultade de Medicina, para facer uns improvisados cancioneiros e outros tamén improvisados carteis que anunciaran o acto. Ademais, como sempre se facía, nos boletíns informativos deses días aparecía profusamente anunciado o recital para o venres 26, ás 7 da tarde.
 
E o éxito de asistencia foi manifesto. Penso que non esaxero moito se digo que había perto de 2.000 persoas; todos eran, menos tres ou catro, estudiantes. De entre os profes, claro, Carlos Alonso del Real e José Antonio González Casanova. O público ocupaba non só os asentos senón tamén ata o último centímetro cadrado que había de pasillo, de hoco de ventana,…, só non había xente nas lámpadas.
 
Con un único micrófono daqueles “de pataca” por todo despliegue técnico e co mesmo equipo que o profesor de turno usaba naquela aula, o recital deu comezo, logo dunha intervención chea de ganas e de medo por parte de Manolo Pombo (que debía ser daquela ou delegado do último ano ou responsable de actividades culturais) seguiron os cantantes, un a un. Sei que facía moitísima calor pero sei tamén que poucas veces sentín tremer o corpo daquel xeito. Co noso mal galego alá iamos facendo o que se podía nas presentacións. Cómpre dicir que ningún dos que alí cantamos, como a inmensa maioría dos que alí escoitaban, tiñamos no noso carnet de galegofalantes máis de uns días ou unhas horas. Algún fixo auténticos esforzos para endereitar unha frase medianamente aceptable. Quizais iso lle deu máis forza, máis encanto.
 
Alí cantamos todos coas nosas músicas. Con letras alleas, Xavier e mais eu, e con letras propias, Xerardo, Guillermo e Vicente. Este último, con varias músicas dun compañeiro seu, Antonio Seoane (despois foi Antón, e xa ven…) Ó Xerardo fixéronlle repetir aquel magnífico “Requiem II” adicado a Luther King e a min fixéronme o propio co “Fuco Buxán”, pero o intre máis arrepiante foi cando Xavier na súa “Longa Noite de Pedra” ataca coa súa ben timbrada voz de barítono os versos finais:
 
I eu morrendo …
Nese instante, como se se confabularan as fadas con todos nós, as campás da catedral (de novo discrepo da memoria de Vicente que di no seu libro que eran as de San Francisco, alí perto) empezan a soar, levando o compás
 
Nesta longa noite de pedra …
¡E facendo acorde coa melodía! ¿Pódese pedir máis?
 
A saída foi ordenada, pacífica, cantando, iso si, “Venceremos nós”, mentres se baixaban as escaleiras.
 
Se tiveramos paciencia para suma-las persoas que nos últimos trinta anos aseguran que “estaban alí aquel día” pasarían de 6.000 Curioso fenómeno de aritmética.
 
Ó día seguinte Xavier cantando e Alfredo Conde recitando, foron actuar a Negreira nunha sala de cine, nun acto máis ou menos improvisado por Xulio González, médico do lugar. A pesar da improvisación a Garda Civil deu un bó susto ós actuantes.
 
 
NACE “VOCES CEIBES”
Durante casi todo o mes de maio andivemos teimando en varias e importantes cousas e para tales menesteres nos metiamos nas catacumbas do “Bodegón” do “Compostela”. Non estaba Guillermo que abandonou por un período corto de tempo o grupo para reintegrarse despois e estaba Margariña Valderrama. Por un lado tiñámo-lo ideario, ou mellor, as bases mínimas de traballo que debían aglutinarnos. Estaba claro que o noso era un asunto de canción en galego , monolingüe (non se fora repeti-lo de Serrat co “La, la, la” eurovisivo) e con contido abertamente social (pobre eufemismo) Ademais non podía ter nada de folklore, no formal, polas connotacións inmediatas que aquel tiña cos grupos de Coros y Danzas de la Sección Femenina de Falanje. Por outra parte estaba o asunto dos discos. EDIGSA, editora catalana na que gravara Manuel María un disco de “Poemas ditos coa súa voz”, fermosísima, per certo, tiña interés, transmitido polo poeta, en nós, con grande contento pola nosa parte. A editora tiña por embaixador un toledano galegofalante, cun galego traballadísimo e requintado, Manolo Conde, que trouxo de Barcelona o “gran xefe” Claudi Martí. Na casa de Salvador García-Bodaño realizouse o primeiro contacto cara a cara, quedando para o outono a discusión de contratos e gravación de discos.
 
Pero logo de deixar claros principios e maneiras, ¿como raios chamármonos? Estaba claro que aquelo era un grupo (no que, por certo, tamén estaba incluído Alfredo Conde) e precisaba como agua de maio dun nome identificador porque o de “Nova Canción Galega” era demasiado xenérico. Estaba, ademais, o dos cataláns con “Els setze judges” e dos vascos con “Ez dok amairu” e aquí non podía ser menos. Vicente propuña nomes máis ou menos provocadores ou inverosímiles que non recordo e os demais non aportabamos moito. Ó fin Xavier deu coa clave ¡”Voces Ceibes”! Ademais soaba ben e significaba moito. Veña, aprobado; e ata hoxe. Bueno, ata decembro do 74
 
 
PRIMEIRA DETENCIÓN, PRIMEIRA MULTA
No mes de xullo tiña dúas convocatorias seguidas: unha o 17 no “Silos Club” de Pontevedra (sala de festas ó ar libre, hoxe desaparecida) para participar como convidado e xurado no “Festival Galego da Canción Moderna”, invento que argallara Xulio Pardellas cos seus colegas e outra o 18 que, co título de “Día da Xuventude”, organizaba a Xuventude Rural Católica da Diócesis de Santiago en Ribadumia.
 
Ó día 17, pola tarde, fomos chegando os membros do xurado, entre eles Xosé Luís Méndez Ferrín, que debería dilucidar sobre as cancións que se presentaban naquel incrible “Festival Galego da Canción Moderna” que non pretendía, segundo explicacións dos organizadores, máis que ser un pequeno “impulso” para aqueles que empezaban. Polo tanto, a min chamábaseme como “consagrado” para avalar e esas cousas e, de paso, que cantara. Cantar, cantei, a pesar de que, na interpretación do pobriño do “Fuco Buxán” tivera a un par de individuos, de gris, claro, que con xestos máis que evidentes trataban desde os laterais, tapados do público polas cortinas, de evitar que eu seguira cantando. Cando rematei o “tema” como puiden expliquei, tamén como puiden, que uns “señores” pretendían impedirme cantar. “Se non queres caldo, dúas cuncas”. O público, para que contar; e eles, con máis medo ca min, entran no escenario e … directo para o calabozo.
 
Surrealismo e esperpento déronse cita aquela noite para evidencia-lo que era clarísimo: eu sobráballes alí, queimáballes a miña presencia e non sabían que facer conmigo. E pola mañán, estaba almorzando nunha praza de Pontevedra co abano de periódicos de Galicia que sacaban a noticia. O 23 de xullo o Gobernador Civil comunicoume a multa de MIL PESETAS, daquela eran cartos, por “interpretar canciones prohibidas… y dirigir frases subversivas a los asistentes …”
 
O de Ribadumia ía contar coa presencia (con misa e homilía) do Sr.Cardeal (daquela Don Fernando Quiroga Palacios con quen teríamos un encontro “vis a vis”, non precisamente agradable, anos despois con motivo do “Xuízo dos 23 de Ferrol”) que foi, misou e homiliou. E tamén ía haber un cantante de “Voces Ceibes” (que era eu) que debería actuar no apartado “Canción do atardecer”. Atardecer atardeceu, pero sen canción. A “superioridade” aconsellou ós organizadores que se retirara do programa.
 
Tamén nese verán démo-lo primeiro recital en Ferrol. Sería na Sociedade Cultural e Deportiva “Bertón” en Caranza, aínda incipiente barrio-dormitorio dos traballadores dos asteleiros ferroláns. Naquel recital había, dentro do local, que de planta era un rectángulo non maior de 6×10 metros sen divisións, ademais do público (como medio cento de persoas) máis de vinte números dos “grises” uniformados ó mando dun oficial. A “forza pública” rodeaba á xente e nós tiñamos só dúas cancións autorizadas. Para cantar éramos Xavier, Vicente e mais eu. Sen cortármonos o máis mínimo empezou un de nós cantando os dous temas. Rematou e seguiulle o segundo outra vez cos mesmos temas e logo o terceiro. Cando íamos de novo a inicia-la ronda, o oficial, desencaixado, mandou parar aquilo inmediatamente “por subversivo”.
 
Tense repetido, casi sempre por persoas malintencionadas ou pouco reflexivas, que o noso “caldo de cultivo” foron as multas e prohibicións. Diante desta afirmación sempre contestamos e contestarémo-lo mesmo: ¿Que pasaría se lle deran a “Voces Ceibes” as facilidades que a calquera cantante digamos “comercial” ou de “canción lixeira” (por utilizar términos da época, tipo Juan Pardo) para actuar alí onde lle petara e sen consecuencias sancionadoras? ¿Que pasaría se, en vez do silencio sistemático dos medios de comunicación (a radio daquela, por exemplo) tiveran un espacio as cancións producidas aquí por nós? ¿Cantos posibles organizadores de recitais e outros actos culturais non se viron disuadidos de organizar nada polas posibles consecuencias negativas se levaban a “Voces Ceibes”? As respostas son tan rotundas que non teñen réplica.
 
 
BARCELONA: DISCOS, MIRO E A DEREITA CATALANA
Tal e como se acordara, en setembro fomos a Barcelona coa cabeza chea de boas intencións e ganas de traballar. Viaxamos xuntos Xerardo e mais eu e xuntos pasamos unhas poucas aventuras. A primeira foi a de discuti-lo contido dos contratos. Xa quedara claro en Santiago que estes tiñan que se-los mesmos para tódolos “Voces Ceibes”, que todos gravaríamos e que en tódalas portadas aparecería o nome do grupo ó lado do do cantante respectivo. Pero logo estaba a letra pequena. Para iso foi inestimable a axuda de Raimon, con quen se carteaba daquela Xavier, e que, como “gato escaldado” naquelas lides, nos propuña unha defensa cerrada do noso castelo de esencias inexpugnable. Algunhas torres quedaron en pé pero outras caeron frente ó asedio sistemático dos “homes da empresa”. Ó final gravamos, primeiro eu e logo Xerardo, nuns estudios, Gema, que tiñan unha mesa mezcladora ¡de catro canales!
 
Naquela viaxe contactamos e cantamos con Miro, que viña de graba-lo seu primeiro disco tamén, e entre aquela visita nosa e a que fixeron despois Xavier e máis tarde Vicente, o Miro quedou definitivamente integrado en “Voces Ceibes”.
 
 
TODOS XUNTOS: PRIMEIRA E ÚNICA VEZ
Guillermo tamén se reintegrara no grupo, de xeito que compría facer un recital “de altura”. A Agrupación Cultural “O Galo” de Santiago encargouse de organizar un espectáculo para o día 1 de nadal, domingo, pola mañán, no Cine “Capitol”. Encargouse do cartel Reimundo Patiño, que fixo o recado con mimo e a presentación, nun Capitol cheo ata a bandeira foi de Manuel María. Foi a primeira e última vez que estivemos todos xuntos no escenario e teño dese día o recordo de moitos panfletos voando (tirados desde o piso de arriba) e moitas persoas coñecidas de tódolos puntos de Galicia. Estaba Alfredo Conde, Salvador García-Bodaño, etc. Recordo que á saída, Xerardo Fernández Albor, ademais de felicitar, indicou as súas preferencias de entre as cancións que tiña cantado aquela mañán.
 
En xaneiro do 69 actuamos en Oviedo e Gijón. Era a primeira vez que saíamos (á parte de Barcelona) e alí fomos Xerardo, Guillermo, Xavier e mais eu a cantar a un público interesadísimo no que pasaba aquí ó lado; tan perto e tan lonxano. Universidade en Oviedo, con promotores como Mari Maseda e Moncho Neira, e público de Centro Galego en Gijón. O esquema de funcionamento ía ser sempre o mesmo: cada vez que un ou varios dos membros de “Voces Ceibes” actuase, anunciábase co nome do grupo, independentemente de quen fora (aínda que se podía especificar) Na actuación en si, todos estabamos sentados no escenario e, un a un, iamos saíndo para cantar alternativamente.
 
 
TEMPO DE SEQUÍA
A lista das actuacións autorizadas vai disminuíndo sospeitosamente para engordar a das prohibicións e das actuacións a “salto de mata” nas que, sen permiso previo, e expoñéndose ó que fora, cantábase onde e cando se podía. Cantamos en Colexios Maiores, en Residencias ou en iglesias. Empezamos a ser requeridos nalgunhas das pouquísimas Asociacións Culturais que había e que se atrevían a facer unha actuación salvaxe. Parecía como se cos discos no mercado as dificultades fosen maiores que antes. Non parece que a isto foran alleos o titular do Ministerio de Información y Turismo , Fraga Iribarne e o seu “segundo” Pío Cabanillas. A xogada era boa: por un lado amordazábase a canción operante de “Voces Ceibes” mentres por outro potenciábase a “alternativa Juan Pardo” e adláteres .
 
A finais dese ano fun chamado a filas e ¡adiós canción!, polo menos para min. E ós de aquí, polo que narra Vicente, non lles foi alá moi ben. Miro seguía en Barcelona, Xavier e Guillermo dicen “adeus” ese mesmo ano e o “Chuspe” (Xaime Barreiro) entra e sae do grupo coa velocidade do raio.
 
As mobilizacións contra o Consello de Guerra de Burgos e as penúltimas sentencias de morte do franquismo (decembro do 70) foron especialmente fortes en Madrid, onde remataba a mili en xaneiro do 71. A partir de ahí son chamado a colaborar cos cantantes do grupo de “Canción del Pueblo” de Madrid onde estaban Elisa Serna, Adolfo Celdrán, Hilario Camacho, etc. e cos que actuaba de “animador” o periodista Antonio Gómez, quen pasearía coa “Castañuela 70” de “Las Madres del Cordero” por toda España .
 
Mentres, o grupo ía cambiando algunhas caras. Moscoso, que traballaba nunha clínica en Pontevedra, introducía en “Voces Ceibes” a Suso Vaamonde, con quen non recordo ter cantado algunhas veces e Vicente Araguas facía o propio con Bibiano, incorporación esta procedente do singular mundo dos grupos de “pop-rock” do momento.
 
Nunha reunión celebrada en Santiago, no “Gaiola”, coa presencia de Xerardo, Vicente e Bibiano, indicóuseme que tiña que vir para Galicia se pretendía seguir formando parte de “Voces Ceibes”. Levantei a casa que tiña nos madriles e os proxectos que tiña alá e viñen para acó. Iso si que era “todo po-la patria” e o demais son pamplinas.
 
Desta segunda estadía en Madrid, teño necesariamente que facer mención do descubrimento dun amigo, o “Mañas” (home bondadosísimo, ¿que sería del?) quen nun ático ínfimo no Madrid dos Austrias onde vivía, me fixo escoitar un disco dun “tipo estrano”, portugués. O disco era “Traz outro amigo tambêm” e o “tipo estrano”, Xosé Afonso.
 
En xullo, xa instalado acá definitivamente, tiven oportunidade de estrear pasaporte e aproveitei para facer pinitos por ahí fóra. Tiven ocasión de coñecer xentes no exilio socialista en Toulouse onde cantei e outras do mundo da radio en Holanda, onde tamén cantei.
 
No 72 ían pasar cousas moi importantes, un fito á altura, noutro orden de cousas, do 68.
 
 
10 MARZO, FERROL E MILÁN
Para empezar, fumos chamados a prepara-la parte galega da “Exposición de Arte Contemporáneo” que, en solidariedade co movemento obreiro español antifranquista, se celebraría do 10 de marzo ó 20 de abril en Italia. Tratábase de reunir, e abofé que foi así, co “mascarón de proa” de Picasso e Joan Miró, unha parte importante das artes plásticas dos artistas comprometidos máis notables. Paralelamente iría a poesía, baixo a tutela de Rafael Alberti e a canción belixerante do momento onde estaría un pequeno grupo.
 
Os plásticos galegos non se fixeron de rogar e comprometeron obra, importante, Xosé Luís de Dios, Virxilio Fernández, Xulio Maside, Acisclo Manzano, Reimundo Patiño, Agustín Pérez-Bellas, Xaime Quessada e Mercedes Ruibal. Todo foi transportado, xunto con outros centos de obras que saíron do país, en vagóns “camuflados” polos ferroviarios, coa complicidade, claro, dos colegas franceses e italianos. Aquel acontecemento, impulsado por CC.OO. e co apoio solidario dos sindicatos italianos CGIL, CSIL e UIL e a CGT francesa, tivo como marco os inmensos salóns do Palacio das Cariátides ó pé do Duomo de Milán.
 
Ningún de nós (Bibiano e mais eu chegábamos alí o día 10) podía imaxina-lo que estaba a pasar en Ferrol. A consternación, máxime coa encomenda que levábamos, era total. Ós primeiros momentos de confusión e desconcerto seguiu un compromiso aínda máis evidente para da-lo “do de peito”. E traballamos arreo naqueles días, xunto con Xerardo Moscoso, Elisa Serna e Julia León.
 
Á volta, xa estábamos advertidos, era máis que probable que recibíramos algunha “visita” inoportuna. Efectivamente, ós dous días de chegar xa tiña a luz azul intermitente á porta da casa. Acompáñanos. E métenme no coche. A verdade é que aquel subcomisario, Armas, sempre segundón do poderoso e cínico Armada, non daba moito medo, ou non tiña outras instruccións máis que as de, unha vez máis, deixar claro que “aquí se sabe todo” , prometer unha chea de “hostias” e cerrar con “ya verás como cuando lleguen los tuyos quieres ser comisario de pueblo” . A algúns o subsconsciente xógalles malas pasadas ¿non?
 
 
XOSÉ AFONSO, CAPÍTULO APARTE
Aínda houbo tempo antes de rematar abril para chamar a Porto, a Discos Orfeu a pregunta-lo enderezo do Zeca Afonso, colle-lo coche e plantarnos na sala da súa casa. Por fin tiña diante de min a aquel “tipo estrano” que tanto teimara por coñecer. ¡Ah! Pero el non nos coñecía a ningún dos catro galegos que tiña diante del. E non era para andarse de coñas; a PIDE (Policía política de Salazar) rondaba a casa e calquera podía ser PIDE. Ademais estaba o do idioma. E voçês, ¿são mesmo galegos da Galiza? E logo, ¿fálase mesmo assim lá cima? E así dúas horas de duro “sondeo” ata que, atando cabos, entendeu que éramos “galegos da Galiza” e non PIDES. Despois foron outras dúas horas de conversa compulsiva e emocionada de quen acaba de albiscar un océano do outro lado da serra. E dous anos de casi continuo ir e vir estar aquí e estar alá, convivir traballar, cantar, aprender moito a cambio de casi nada. ¡Gracias amigo “Mañas” por facerme oír, no teu mínimo ático do Madrid dos Austrias aquel inesquecible Traz outro amigo tambêm !
 
Primeiro en Galicia (xa o 8, 9 e 10 de maio) Despois, Asturias, París, Bruxelas (cantando con Bibiano debaixo do Atomium no ano 72, ¡casi ná! ) Pero podo asegurar que o público, ás horas que nos tocou tocar, estaba máis interesado en botar unha “soneca” que en escoitarnos a nós.
 
Vicente estaba agora de profesor en Glasgow, e iniciamos Bibiano e mais eu unha serie de xiras (penso que foron 3 en total) por moitos lugares da emigración galega en Suíza.
 
O 73 colle a Bibiano na “mili” en Madrid, Moscoso fixera “abur” para Suíza e quedo máis solo que a unha. Aproveito para ir aprender algo de inglés alá cos nativos mentres paso brillo ós platos e mesas dun griego emprendedor por terras de Dick Turpin, en York, onde estaba Xaquín Álvarez Corbacho preparando o seu “master” . Dun saltiño vexo ó Araguas en Londres e o levo naquel Dyane-6 tolo que tiña a Glasgow.
 
De novo Portugal, Asturias, e Madrid. Todo con Xosé Afonso. Desa época é a gravación do seu L.P. “Eu vou ser como a toupeira” , en Madrid, onde nós, Maite e máis eu, tivemos unha participación moi grata.
 
E o 25 de abril. Para que logo digan. Esta xente, que non tiñan nin para un micro nun pabellón de deportes, teñen para comprar de saldo un xeneral con monóculo; os presos na rúa e os PIDES na trena . E os amigos, periodistas, músicos, escritores, etc., empezan a aparecer dirixindo periódicos, revistas, compañías de teatro, grupos de baile. E o Zeca que delira. ¡É incrible! Pero é verdade: a libertade está alí, daquel lado do río…
 
 
DE “VOCES CEIBES” Ó M.P.C.G.
En xuntanza que reúne a Vicente Araguas, Bibiano e a min dase por “finiquitado” o grupo formalmente no final do ano 74. Pero ¡teimudos que somos! Un mes antes iniciáramo-la constitución do “Movemento Popular da Canción Galega” que, baixo uns principios moito máis “transixentes” que os de “Voces Ceibes”, agrupou xentes tan variopintas como “Faiscas do Xiabre”, Pilocha, Antón Seoane e Rodrigo Romaní, Quintas Canella, Xurxo Mares, Xosé Manuel, Emilio Cao, Jei Noguerol, Miro, Luis Emilio Batallán, “Raíces da Terra”, Bibiano e Benedicto. A primeira e única gran ocasión foi o recital dado no Pabellón do Obradoiro de Santiago o 2 de marzo do 75 que congregou a máis de 5.000 persoas con ganas de canción.
 
Ese ano, o 20-N, todos dormimos máis esperanzados.
 
 
A CHAMADA TRANSICIÓN
Comeza formalmente para tódolos historiadores, coa morte do xeneral, a chamada Transición democrática: paso da dictadura a un sistema de libertades que, no ámbito que nos ocupa, tivo os seus máis e os menos. Padeceu a canción, como outros xeitos de expresión, o que se deu en chamar os “coletazos do franquismo”. Coletazos que non eran máis que a resistencia, a vida ou morte, da máquina enferruxada que nos deixou en herencia o ferrolán. Por unha banda, a canción, arroupada cada día por máis milleiros de seguidores; pola outra, o sistema que prohibía, censuraba e multaba.
 
O primeiro “bombazo” foi o “1º Festival dos Pobos Ibéricos”. A fórmula, moitas veces despois repetida consistía en buscar un cartel o máis amplo posible de cantores nun local, aberto ou pechado, no que poidera congregarse a meirande cantidade posible de público. No anfiteatro natural da Autónoma de Madrid cabían, e abofé que as había, unhas 40.000 persoas. E como se foran coidadores do redil, un cordón de grises e tricornios rodeando o lugar: a pé, a cabalo, en tanquetas e en helicóptero, que recibía os pertinentes asubíos do respetable cada vez que asomaba o fuciño.
 
Como aquelo funcionou mellor que ben, rapidamente se prepararon outros eventos similares noutras cidades con resultados variopintos: por exemplo, en Pamplona xa non se chegou a celebrar o que estaba previsto na Ciudadela e en Valencia, no estadio do Molinón, ateigado de público, fomos amablemente invitados polas porras a abandona-lo lugar.
 
En Galicia tivemos unha mostra que quedou gardada para a posteridade, polo menos na súa dimensión sonora: o 25 de xuño celebrouse unha “Homenaxe a Santiago Álvarez”, a la sazón na prisión de Carabanchel, xunto con Santiago Carrillo e outros dirixentes comunistas. O recital era no Pabellón de Deportes e ademais dos espectadores que enchían as gradas e boa parte do patio de butacas, había un cordón de uniformados que non pagaran entrada e que rodeaban, esta vez sen cabalos, a tódolos asistentes. Nun momento do acto, logo dos consabidos berros de “amnistía e libertá” , un mozo sae de entre o público das gradas cunha bandeira, non lembro se roxa ou tricolor, e inicia unha carreira cara o escenario onde Bibiano e máis eu mantiñamos un acorde rítmico coas guitarras en espera de inicia-lo canto de “Amador e Daniel”. Os policías de paisano preparados no patio de butacas lánzanse sobre o rapaz. Nese instante o graderío vense abaixo de berros e asubíos. Os polis desisten e o rapaz coloca a bandeira no escenario. Nós seguímo-la cantarela, logo doutra tanda de berros.
 
A racha prohibidora chega ata ben entrado o ano 77 dándose xustamente un récord nese tempo: de 12 recitais para os que se solicitara permiso nos meses de xaneiro, febreiro e marzo dese ano, só o concederan ¡para 4! é dicir, o 75 % de prohibicións.
 
 
A “NORMALIDADE”
Ese ano iníciase a “normalidade” profesional coa grabación dos primeiros discos L.P. e continúa cunha moi intensa actividade canora, moi importante no que se refire á presencia fóra de Galicia da canción galega. Cataluña, Navarra, País Basco, Valencia son destinos habituais e tamén Italia, Francia, Bélxica ou Venezuela reciben a visita dalgún de nós.
 
E como tódalas situacións ou actividades máis ou menos normalizadas, a de cantor galego tamén tivo os seus remates. Por agotamento, por outras perspectivas, nalgún momento por desencanto ou por incomprensión, o forno dos nosos bolos quedou no inicio dos 80 definitivamente pechado.
 
Se se fala do 23-F como remate formal da transición, a este menda pescoulle falando en Ribeira sobre instrumentos de música en Galicia a un animoso grupo de entusiastas que alí me levaron.
 
 
FINALE MA NON TROPPO
En tempos en que tantos “aprendices de bruxo” hai, ós que lles encanta o de “todo vale” e, polo tanto, fan a cotío totum revolutum na historia da canción galega, non está de máis botar unha ollada serena para atrás de verdade. Iso pretendín con estas notas, absolutamente subxectivas e apaixoadas ata o tormento e das que o único responsable é quen isto escribe, que exerce libérrimo o dereito da memoria conscientemente selectiva e neuróticamente teimuda.
 
Ós que seguen a pensar que todo vale e que todo é o mesmo dígolles que ¡que se lle vai facer! Algúns seguiremos estando deste lado da raia por moito que outros, gurús de aldea, sigan empeñados en despintala.
 
Para aqueles exploradores da historia que queiran reescribila sen refacela, e poder facer isto sen o peso da propia vivencia, están abertas as carpetas, os arquivos dos papeis e da memoria.
 
A tódolos interesados no tema recomendo vivamente, de novo, a lectura placentera e divertida do libro de Vicente Araguas, “Voces Ceibes”, editado por Edicións Xerais.
 
E os máis novos que, sen saber moi ben como, descubran un interés nisto, que saiban que os que participamos nesta gran aventura non o fixemos atándonos a nada nin a ninguén. Limitámonos a ser “dun tempo e dun país”.
 
 
Santiago, maio de 2001
Benedito García Villar

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GalizaImprensa estrangeira
10/02/2006By AJA

José Afonso, el alma de Portugal

Enigmático, escéptico, despistado… Creador con denominación de origen, este sencillo portugués encarnó, en vida, la simbiosis equilibrada de un dilema eterno: el arte por el arte y el arte por la idea.
En Portugal, la figura artística y humana de José Afonso viene siendo protagonista desde hace tiempo de una ya densa bibliografía (1), de la que es buena muestra “Zeca Afonso, as voltas de um andarilho”, libro escrito por el periodista Viriato Teles y avalado por sus tres ediciones en portugués. En esta ocasión, el autor basó su trabajo en una meticulosa pesquisa de hemeroteca para elaborar un volumen en el que compila una serie de entrevistas a través de las cuales se nos muestra en su conjunto la personalidad humana de este creador, ambivalente en su doble faceta artístico-social.
El título resulta de lo más elocuente, al tratarse de un trabajo basado en las vivencias del artista: andarín es el apelativo atribuido en esta ocasión a José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (tal es el nombre completo del cantor). Persona, más que personaje, nacida en Aveiro el 2 de agosto de 1929, trasladado de niño al continente africano, emprendió tiempo después un contínuo deambular geográfico, fruto del cual van surgiendo reflexiones sobre diversos temas que llenan de contenido los distintos apartados en los que está dividida la obra que se nos ofrece.
En su edición portuguesa, el también cantautor luso Sérgio Godinho escribe un breve prólogo en el que sintetiza la poliforme personalidad de su colega, a la sazón protagonista, en su capacidad para unir tantas referencias en una obra creativa única. Posteriormente, el propio Teles, en tanto que autor, se sincera en su intención cuando manifiesta participar en una lucha contra el olvido, hoy tan en boga. Y, ciertamente, ahora que los músicos y cantores portugueses contemplan una mayor facilidad para la difusión de su arte, bueno será historiar tiempos pasados que perviven en el presente, como prueban la cantidad de versiones que de un tiempo a esta parte vienen poniendo en solfa el cancionero del que fue precursor y líder aglutinante de la canción lusitana.
En la introducción del libro se reproduce una frase del propio Afonso: “La realidad es todo: es aquello que existe, aquello que nosotros suponemos que existe y aquello que nosotros inventamos. Hay más cosas en la realidad de las que mucha gente piensa”. Frase muy apropiada, por cierto, para su canción “Utopía” (del disco “Como se fora seu filho”, Sassetti / Ventilador Music, 1984).

ARTISTA CÍVICO

Es opinión común entre quienes trataron en vida a José Afonso su desinterés dialéctico por la propia actividad artística que desarrollaba. En sus encuentros con otros colegas, el artista era más dado a hablar de cualquier otro tema que no del estrictamente musical. Naturalmente, esta actitud está bien reflejada en las páginas de un libro en el que su autor manifiesta que “Zeca prefiere hablar de personas y de la vida, de las cosas que van aconteciendo aquí y allí a lo largo de los años”. El propio artista se refiere en reiteradas ocasiones a esta actitud vital: “Soy una decepción para los músicos”. Incluso recurre a una especie de desdoblamiento para diseccionar su rol artístico como cantor, por una parte, y su faceta cívica como persona, por la otra: “Una cosa es mi actividad musical, la función lúdica de la música; otra cosa es el hombre político que soy. Ahora, cómo armonizan las dos cosas aún lo estoy por saber”.
Lógicamente, su decantación ideológica por la izquierda en general es otro de los contenidos presentes a lo largo de la publicación, hasta el punto de que, a menudo, el lector puede encontrarse más ante un agitador social que ante un creador artístico. De hecho, llegó a afirmar que “prácticamente nunca canto por gusto”.
Los apuntes biográficos aparecen salpicados en el relato de Teles, que da cuenta de su época de estudiante en la Facultad de Letras de la Universidad de Coimbra, donde comenzó su incipiente actividad musical. Posteriormente ejerció la docencia como profesor ambulante en diversas localidades –Alcobaça, Lagos, Faro…– hasta que fue expulsado de la enseñanza –Setúbal, 1967–. Como quiera que estos episodios tienen lugar en plena dictadura salazarista, no es de extrañar que fuese encarcelado en el año 1970. Menos dramática fue la anécdota que el propio Afonso y su público padecieron en su día en la Facultad de Ciencias de la Universidad de Lisboa, donde tuvo que cantar a oscuras, sin micrófono, porque la instalación eléctrica fue saboteada por dos policías disfrazados de ¡electricistas!
Sin embargo, este clarísimo posicionamiento político no le impidió reflexionar y ser crítico con sus propios compañeros de viaje, cuando se refirió a algunos de ellos como “sujetos que ingresan en un partido como si estuviesen en un club o en una iglesia. Eso les lleva a rechazar a otros individuos que tienen una actividad convergente o semejante a la de ellos, pero que pertenecen a otro grupo distinto”.
Llegado el momento de recordar el hito histórico que se produjo en Portugal el 25 de abril de 1974, hay que hacer referencia forzosa a su canción “Grândola, vila morena”, utilizada como contraseña por los impulsores del golpe de estado que reconduciría el país a la democracia. Posteriormente, el periodo iniciado entonces permitió a la nueva canción una mayor difusión que la dispensada anteriormente, en que incluso era censurada. Esta normalidad incluía una mayor facilidad para grabar y difundir discos. De hecho, cualquier oyente que tuviera a su alcance ciertas emisoras de radio lusas durante el verano de 1974, bien podría hacer una especie de bachillerato acelerado en canción portuguesa. Al tiempo, regresaban algunos cantores exiliados, mientras que en el propio país una artista tan asociada al anterior régimen (sic) como la mismísima Amália Rodrigues grabaría en un single (Columbia, 1974; posteriormente incluida en “Fandangueiro”, Columbia, 1977) su propia versión de la emblemática pieza.
El momento histórico que vivió el país durante aquella época es reflejado en algunas páginas del libro, destacando al respecto el llamado processo revolucionário em curso –PREC–, término con el que se designó el clima de agitación política, social y cultural que se vivió durante los años 1974 y 1975. Fue un periodo que condicionó la semántica del cancionero, en el que predominaban palabras de orden como “paz”, “pan”, “habitación”, “salud” o “educación”. Coherentemente, los cantores, como activistas sociales que eran, asumieron con su colaboración una entrega a tareas pendientes, como varias campañas de alfabetización. Este enorme reto también tiene su correlación en el repertorio de Zeca Afonso cuando cantó “O que faz falta é agitar a malta” en el tema “O que faz falta” (del disco “Coro dos tribunais”, Orfeu, 1974).

ARTESANO DE LA CANCIÓN

Sorprenderá siempre a quien conozca la obra de José Afonso el tratamiento, a menudo exquisito, con que cuidó sus grabaciones, en contraste con ese aparente desinterés por su actividad artística. Se trasladó fuera de su Portugal vivencial cuando la ocasión requirió ir a estudios de Madrid, París o Londres. Claro que la desmitificación de su oficio encuentra el razonamiento del propio artista, cuando declara al autor del libro: “Hago música como quien hace un par de zapatos. Sólo intento alinear sonidos y volverlos coherentes entre sí como quien hace un utensilio”. A oídos del aficionado, resalta en su amplio repertorio la variedad tímbrica y de contenidos musicales con que enriquece buena parte de sus canciones. Aunque para el propio Zeca no parece tan importante: “Lo que nosotros hacemos es siempre una cosa muy periclitante: meter en tres minutos una canción y conseguir un efecto único”.
La primera grabación de Zeca Afonso data de 1953. Se titula “Baladas de Coimbra” (Rapsódia) y en ella incluía, entre otros temas, “Fado das águias”, considerada su primera composición. Era un disco con cuatro canciones, en formato ep y de 78 revoluciones por minuto, como otros varios que registró ya durante la siguiente década de los años sesenta. El formato de larga duración lo estrenaría en 1967 con “Baladas e cançoes” (Ofir) y un repertorio en el que se dejaba notar la influencia del músico Edmundo Bettencourt, hombre decisivo en aquella época.
Más adelante, en el apartado dedicado exclusivamente a la discografía, Viriato Teles va detallando el contenido de las distintas grabaciones, resultando una guía especialmente útil para aficionados incipientes, que deben saber de la importancia, e incluso vigencia, de discos como “Cantigas do Maio” (Movieplay Portuguesa), grabado a finales de 1971 y en el que los contenidos surrealistas, apuntados en anteriores registros, aparecen aquí asumidos en su plenitud, al tiempo que inmortalizaba la versión original del citado “Grândola, vila morena”. Mención especial hace el propio artista de su disco “Com as minhas tamanquinhas” (Movieplay Portuguesa, 1976), un trabajo, según el autor del libro, “de temática política pero claramente diferenciado de las tentaciones más primarias del llamado realismo socialista”.
Nuevas grabaciones van manteniendo la continuidad del artista: En “Fura fura” (Orfeu, 1979), Zeca Afonso se acompaña del joven grupo Trovante. Posteriormente, materializa una vuelta a sus orígenes en “Fados de Coimbra e outras cançoes” (Movieplay Portuguesa, 1982). En este disco incluyó otra de sus canciones emblemáticas: “Balada de outono”. Grabada originalmente en 1960, simbolizó la evolución que la música portuguesa comenzaba a experimentar en aquella época. Aunque el propio artista trató una vez más de desmitificar tal razonamiento, cuando declaró al respecto: “Designé mis primeras canciones como baladas no porque supiese exactamente el significado del término, si no para distinguirlas del fado de Coimbra que comenzara a cantar y con el que, personalmente, llegué a una fase de saturación”. Así y todo, esta empatía con el cancionero popular de su país permaneció perceptible a lo largo de toda su obra, al igual que la música procedente de las antiguas colonias –Angola y Mozambique–, destacando en este último aspecto su condición de precursor, habida cuenta de la vigencia actual de los sonidos africanos en el contexto de las músicas del mundo.

ZECA AFONSO, EL MITO

Los discos se sucedían en la carrera de José Afonso, quien, al margen de los estudios de grabación, registraría en directo el que sería su gran acontecimiento: un recital espectacular en el Coliseu de Lisboa el 29 de enero de 1983 –más tarde se reproduciría en Oporto–, organizado por la Cooperativa Artística Eranova y en el que se sucedieron acompañando al cantor una serie de colectivos e individualidades artísticas, al tiempo que desde el palco era recordado Adriano Correia de Oliveira, compañero de vivencias creativas y universitarias fallecido prematuramente en 1982 con tan sólo 40 años de edad. Entre los participantes en aquel histórico encuentro estaba el principal superviviente de los cantores allí presentes: el sin par Fausto, que precisamente en este 2003 verá publicado su nuevo disco, cuyo contenido se anuncia como evocador de aquella época.
Y es que, tal como refleja el libro, todo este movimiento de canción portuguesa se desarrolló durante este periodo con un claro espíritu colectivo. Zeca era el aglutinante, la persona en torno a la cual iba germinando toda una dinámica artístico-social. Algunos de aquellos compañeros de viaje volverían a reunirse en el que sería su último disco: “Galinhas do mato” (Transmédia, 1985), producción que recopiló material disperso que el artista tenía grabado en casetes, posteriormente trabajado en estudio por José Mário Branco y Júlio Pereira. En esta ocasión, además de canciones, también se incluyeron varios temas exclusivamente instrumentales. Una vez más, el artista combina ciertos experimentos sonoros con nuevos cánticos de temática social. Ironiza sobre la integración europea en “Década de Salomé” y se muestra lírico y tierno en “Benditos”. Versatilidad consubstancial a lo largo de su trayectoria que, quizá mejor que nadie, describió una perfecta desconocida entre nosotros. Se llama Elfriede Engelmayer y realizó al respecto una tesis de doctoramiento (“Utopie und vergangenheit: das liedwerk des portugiesischen sängers José Afonso”, Universidad de Viena, Austria, 1985) en la que se puede leer: “José Afonso, el poeta, vive en la sombra de Zeca Afonso, el cantor político”. La cita fue recogida también por Viriato Teles en su cuaderno “Música popular portuguesa, uma bibliografia” (Câmara Municipal de Amadora, Portugal, 2001).
Los homenajes que se le tributaron en vida completan el relato sobre su incidencia social. Éstos comenzaron a lo largo de todo Portugal y después continuaron tanto en Madrid como en Galicia. Especialmente espectacular fue el celebrado el 31 de agosto de 1985 en el auditorio del Parque de Castrelos, en Vigo, con la participación de un enorme elenco de artistas, tanto gallegos como portugueses, y en el que coincidieron algunos cantores de la época de Zeca junto a nombres de la entonces incipiente nómina folk. A saber: Jei Noguerol, Miro Casabella, Doa, Na Lúa, Fuxan os Ventos, Amélia Muge, Vitorino… Otros músicos, como el grupo Clunia Jazz, ampliaron el espectro artístico del homenajeado. El lema que encabezó el festival fue “Galiza a José Afonso”, quedando registrado para la posteridad en un compacto del mismo título editado por Edicións do Cumio en el año 1999.
Pero el autor se detiene especialmente en los actos póstumos celebrados simultáneamente en varias ciudades gallegas durante mayo de 1987, apenas tres meses después de su fallecimiento. Fue aquel un tributo en el que tuvo una especial responsabilidad organizativa el cantor gallego Benedicto, con quien Zeca compartió durante varios años cantidad de escenarios y que con el tiempo llegaría a ser su principal anfitrión galaico. En aquella ocasión, el múltiple homenaje consistió en una serie de conferencias y recitales sobre el cantor y su amplio mundo con la participación de nombres tan representativos como la coral De Ruada, Emilio Cao, Luis Pastor, Maria del Mar Bonet, Milladoiro o Pi de la Serra, entre otros. En esta ocasión, y como reclamo genérico de tan amplio despliegue, se utilizó el título de uno de sus discos: “Enquanto há força” (Orfeu, 1977). La solidaridad en torno al artista fue, pues, tan patente como necesaria, ante el delicado estado de salud en que se encontraba durante la década de los años ochenta, habida cuenta de su precaria situación económica.
Y llegado a este punto, el lector se preguntará, tal vez, cómo fue posible un final semejante para un creador de tan enorme talento. Quizá la respuesta adecuada sea la que se nos ofrece en palabras del periodista António Duarte: “José Afonso murió pobre porque nunca pactó con el sentido común, con la comercialidad, con el poder, con lo fácil y gratuito”. Por su parte, el propio intérprete declaró en su día que “somos un país de cantineros y de vendedores, que vendieron en las Africas, en Brasil, en Extremo Oriente… Ahora somos un país de pequeños comerciantes y estamos a vendernos los unos a los otros, aún apuntando al respecto que se dan excepciones que escapan a esta regla general”.
De su grave enfermedad y posterior fallecimiento el 23 de febrero de 1987, queda para el recuerdo la inmensa concurrencia a su entierro, que hizo del mismo una muestra póstuma de adhesión popular. Mientras, en Portugal las autoridades políticas no decretaron luto oficial.

Xoán Manuel Estévez
Publicado na revista Batonga! – Janeiro, 2003

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