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Grândola
Home Archive by Category "Grândola"

Category: Grândola

ExposiçõesGrândolaNúcleo Museológico Grândola, Vila Morena
21/04/2024By admin-aja

Núcleo Museológico Grândola…

Acaba de ser inaugurado o Núcleo Museológico Grândola, Vila Morena, um espaço interativo e imersivo dedicado ao tema de José Afonso.
O novo espaço de história e cultura do município de Grândola está instalado no 1.º andar do edifício dos antigos Paços do Concelho, na praça D. Jorge em Grândola.

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Associação José AfonsoEncontro da Canção de ProtestoGrândola
08/06/2023By admin-aja

Encontro da Canção de Protesto’ 23

Grândola acolhe, uma vez mais, entre 9 e 11 de junho, o Encontro da Canção de Protesto, este ano dedicado à música produzida contra as ditaduras do espaço ibero-americano.

Toda a informação aqui.

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Associação José AfonsoEncontro da Canção de ProtestoGrândola
11/09/2022By admin-aja

Encontro da Canção de Protesto

Uma nova edição do 𝗘𝗻𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗱𝗮 𝗖𝗮𝗻𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗣𝗿𝗼𝘁𝗲𝘀𝘁𝗼 vai realizar-se de 16 a 18 de setembro em Grândola, no âmbito da atividade do Observatório da Canção de Protesto.

O Observatório da Canção de Protesto (OCP) resulta da parceria entre o Município de Grândola, entidade promotora, a Associação José Afonso, a SMFOG – Música Velha, e os institutos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa CESEM – Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical, Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos de Música e Dança, e o Instituto de História Contemporânea.


Programa completo
Mais informações

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Associação José AfonsoGrândola
26/08/2022By admin-aja

A AJA na Feira de Agosto

Arrancou ontem a Feira de Agosto – Grândola, onde a Associação José Afonso marca presença com um pavilhão repleto de discos, livros e outros artigos. Se estiverem por perto, não deixem de nos visitar até dia 29.

Programa completo da Feira.

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Associação José AfonsoGrândolaObservatório da Canção de Protesto.
22/08/2022By admin-aja

Encontro da Canção de Protesto

Uma nova edição do Encontro da Canção de Protesto vai realizar-se de 16 a 18 de setembro em Grândola, no âmbito da atividade do Observatório da Canção de Protesto.

𝗖𝗼𝗻𝘀𝘂𝗹𝘁𝗲 𝗮𝗾𝘂𝗶 𝗼 𝗽𝗿𝗼𝗴𝗿𝗮𝗺𝗮

O Observatório da Canção de Protesto (OCP) resulta da parceria entre o Município de Grândola, entidade promotora, a Associação José Afonso, a Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, e os institutos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa CESEM – Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical, Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos de Música e Dança, e Instituto de História Contemporânea.

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GrândolaRui Pato
11/05/2022By admin-aja

Em Grândola

“O Município de Grândola irá acolher dia 17 de Maio, às 21h30, no Cineteatro Grandolense, um concerto evocativo do dia em que as histórias de Grândola e de José Afonso se cruzaram pela primeira vez, em 1964, protagonizado por António Ataíde, Bruno Costa, Nuno Miguel Botelho, e Rui Pato, músico que acompanhou José Afonso durante a década de sessenta.”

Notícia completa aqui.

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GalizaGrândola
10/05/2022By admin-aja

Grândola volta a soar na Galiza…

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AJA GalizaGalizaGrândola
17/04/2021By admin-aja

Zeca Afonso além do Grândola

O 10 de maio de 1972, o Zeca tocou pela primeira vez em Compostela o Grândola. José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos faz parte da nossa história. O Zeca forjou um vínculo com o povo galego que vai além dos concertos e das amizades.
1972 tambem não é uma data qualquer para a Galiza. Este ano está cheio de força e de memória no movimento operário galego, tanto pelo assassinato dos sindicalistas Amador Rey e Daniel Niebla cometido o 10 de março a maõs da polícia franquista como pela força da classe trabalhadora na reivindicação melhoras sociais e laborais.
Este documentário, produzido por Nós Televisión, aprofunda tanto no Zeca, quanto em 1972 e na Galiza. Esta produção não tería sido possível sem a colaboração de Xarda Cooperativa Galega de Comunicación e a Associaçom José Afonso Galiza.

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Amália RodriguesGrândola
25/07/2020By admin-aja

A Grândola que Amália quis gravar, não quis gravar e finalmente gravou

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DiscografiaGrândolaImprensaJosé Mário Branco
19/11/2019By admin-aja

Grândola, vila morena: como um erro tecnológico determinou o futuro histórico de uma canção

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Grândola
11/10/2018By AJA

SEM MUROS NEM AMEIAS – Encontro da canção de protesto em Grândola

Web

Organização: Município de Grândola | Observatório da Canção de Protesto

11 a 14 de Outubro 2018 | Grândola

A iniciativa SEM MUROS NEM AMEIAS – Encontro da canção de protesto, organizada pelo Município de Grândola e o Observatório da Canção de Protesto, irá decorrer em Grândola, ao longo de quatro dias dedicados à música de intervenção e de resistência.

Começa no dia 11 com a exibição, no pátio da SMFOG – Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, do DVD referente ao espetáculo José Afonso ao vivo no Coliseu. No dia 12, no Parque de Feiras e Exposições de Grândola, há concerto com o rapper Allen Hallowen. No dia 13, o Cineteatro Grandolense recebe o concerto Luso-Russo “A Música e a Revolução” com o barítono Alexandr Jerebtzov, o baixo João Miranda e o pianista Duncan Fox.

O dia 14, último do encontro, é dedicado às exposições de pintura de Fátima Madruga, “Pequeno é Bonito – O país de Zeca Afonso” e “Pequeno é Bonito — Exposição Andarilha”, que estarão patentes ao público, das 15h00 às 21h00, no Cineteatro Grandolense.

No mesmo dia às 16:00 realiza-se a apresentação do CD- Livreto «Grândola, vila morena – Para sempre, José Afonso», editado pela Câmara Municipal de Grândola com conteúdo documental dedicado à canção «Grândola Vila Morena» e ao seu autor, bem como um CD áudio que, para além das versões originais de José Afonso, em «Cantigas do Maio» e no concerto de 1972 na Galiza, conta com versões de artistas de vários países e de artistas locais que prestaram o seu tributo ao Músico e Poeta que ligou, para sempre, o nome de Grândola aos ideais de liberdade, de democracia e de solidariedade. A apresentação conta com a presença de alguns dos colaboradores neste projecto: José Mário Branco, Francisco Fanhais, Arturo Reguera, António Manuel Ribeiro e músicos dos UHF, Carlos Martins e Rui Vieira Nery.

A seguir à apresentação do CD, Francisco Fanhais, os UHF, um Ensemble de sopros e percussão da Sociedade Músical Fraternidade Operária Grandolense – “Música Velha” e o Grupo Coral Etnográfico Vila Morena sobem ao palco para interpretarem algumas versões do CD e outras músicas.

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Associação José AfonsoGrândola
27/05/2014By AJA

Grândola a tua vontade

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Concerto: “GRÂNDOLA A TUA VONTADE”
31 de Maio – 21h30 – Memorial ao 25 de Abril

Concerto Comemorativos dos 50 anos do poema “Grândola Vila Morena” com a participação da Orquestra da SMFOG, Coro de Alunos da EB D. Jorge de Lencastre; Francisco Fanhais, Rui Pato, Voct Emsemble, Luis Pastor , Lourdes Guerra e HEZBO MC
*Entrada livre

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Grândola
11/05/2014By AJA

50 anos de Grândola Vila Morena

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Comemorações - 50 anos do poema Grândola Vila Morena

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Grândola
29/04/2014By AJA

Parabéns à SMFOG

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BiografiaGrândolaTestemunhos
24/04/2013By admin-aja

Zeca Afonso e Grândola Vila Morena…

Zeca Afonso passou pela Estudantina de S. Domingos de Rana antes do 25 de abril. Atraves de testemunhos de Arnaldo Trindade, José Jorge Letria, Jose Manuel Tengarrinha, Tozé Brito e José Rodrigues, recordamos esses tempos da censura e a escolha de “Grândola Vila Morena” para ser a senha da Revolucao.

Reportagem: Laís Castro e Ana Laura Imagem e Edição: Ana Laura

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Associação José AfonsoFrancisco FanhaisGrândolaImprensaZélia Afonso
02/03/2013By AJA

Senha de Abril…

tsf Clicar na imagem para ouvir
 

Senha de Abril só regressou para quem a esqueceu

Na manifestação de hoje vai voltar a ouvir-se “Grândola Vila Morena”. A TSF conversou com Zélia Afonso e com o presidente da Associação José Afonso, que sublinham que é preciso lutar.
Zélia Afonso não tem dúvidas e defende que é necessário «combater o que nos está a acontecer e se for com a “Grândola Vila Morena” acho que pode ser uma voz de luta e de protesto».
A viúva de Zeca Afonso lembra que a música não nasceu para ser hino de luta, mas não considera «desajustado» o uso de “Grândola Vila Morena” nas manifestações.
Zélia Afonso diz ainda à TSF que «gostaria que ele [Zeca Afonso] estivesse presente. Sou capaz de imaginar, mas não quero pronunciar-me sobre isso, acho que não é honesto».
O presidente da Associação José Afonso, Francisco Fanhais, que gravou o original com o músico, diz à TSF que só pode lamentar que «nos queiram quebrar o sonho e condenar à tristeza».
Francisco Fanhais destaca a necessidade de lutar e manifesta «um apoio incondicional a esta manifestação popular, que ultrapassa as convocatórias dos partidos e das sindicais».
Quanto ao facto da música “Grândola Vila Morena” ser, nos últimos tempos, a canção escolhida para diversos protestos, o presidente da Associação José Afonso sublinha que este «só pode ser um regresso para aqueles que ao longo todos estes anos esqueceram que a fraternidade tem de se construir todos os dias».

Cristina Santos | TSF

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GrândolaImprensa
02/03/2013By AJA

Grândola, a caminhada…

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Grândola, a caminhada de um poema

A Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, na continuação dos festejos do seu 52.º aniversário, promove “um espectáculo de fino gosto musical com que deliciará o público”. Na primeira parte, o guitarrista Carlos Paredes, acompanhado à viola por Fernando Alvim, e não, como anunciado no cartaz, pelo ciclista Júlio Abreu. Depois dele, o “Dr. Zeca Afonso”, descrito como um “inovador” com “belas e estranhas baladas”.
Era impossível sabê-lo então, mas aquele concerto em Grândola foi uma data marcante para José Afonso. Foi ali que conheceu Carlos Paredes e se impressionou com o seu talento. E foi o contacto com a colectividade e o convívio com os grandolenses que o inspiraram a escrever um poema de homenagem à cidade. Quatro dias depois do concerto, remeteu-o a um dos dirigentes da colectividade. Tratava-se, como não será difícil de adivinhar, de Grândola, Vila Morena.

Passos no saibro do castelo

Sete anos depois, o poema vagueava pela Normandia, um entre os que seriam seleccionados para o novo álbum de José Afonso. No Strawberry Studio, montado num castelo em Herouville e por onde tinham passado os Pink Floyd e os Rolling Stones, José Afonso, que contava pela primeira vez com a direcção musical de José Mário Branco, gravava Cantigas do Maio.
Disco maior na história da música portuguesa, abrindo-a a novas influências e nova instrumentação, teve no seu centro uma canção despojada a nada mais que vozes e ritmo marcado por passos arrastados.
Grândola, Vila Morena, que desde 1964 tinha perdido uma estrofe (“Capital da cortesia / Não se teme de oferecer / Quem for a Grândola um dia / Muita coisa há-de trazer”) e ganho outra (“À sombra de uma azinheira / Que já não sabia a idade / Jurei ter por companheira / Grândola, a tua vontade”), transpôs para som a homenagem do poema.
Como descrito no livro José Afonso – O Rosto da Utopia, de José A. Salvador, José Mário Branco sugeriu que fosse cantada à moda dos coros masculinos alentejanos, com cada quadra repetida por ordem inversa dos versos. Como acompanhamento, o som de pés arrastando-se pelo chão, aquele que os membros dos coros produziam no balanço que lhes marca o cantar.
Eis então, numa madrugada de Outubro de 1971, José Afonso, José Mário Branco, o guitarrista Carlos Correia (Bóris), Francisco Fanhais e restante equipa, “armados” com oito microfones, caminhando sobre o saibro que rodeava o castelo.
O poema tornava-se canção e, três anos depois, a canção tornava-se senha. Os passos gravados num castelo francês já eram outra coisa. A marcha dos militares no dia 25 de Abril.

A letra

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

Texto publicado na edição impressa de 25 de Abril de 2010
Mário Lopes | Público

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DiscografiaGrândolaImprensaNo verso dos versos
20/02/2013By admin-aja

Grândola, a caminhada de um poema

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Grândola
28/10/2012By AJA

Manifestantes espanhóis cantam Grândola

VER VÍDEO

Ontem, 27 de Outubro, o “mundo” que se reuniu em Madrid gritava o “seu ódio ao vazio”, como escreveu o Zé Mário no seu “FMI”.
“Grândola Vila Morena” foi entoada como forma de dar voz à luta e à esperança.
Quem nos mostrou isso foi a “TVI-24”.
Em 10 de Maio de 1972, no Burgo das Naçõns, em Santiago de Compostela – nessa Galiza de Castelao, Bóveda e Rosalia – José Afonso cantou pela primeira vez a “Grândola”.
40 anos depois o Zeca continua a dar voz ao inconformismo e à vontade de mudar o mundo.
Da nossa parte, venham mais, muito mais, “Grândolas” de indignação!

Direcção da Associação José Afonso

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Associação José AfonsoComo se fora seu filhoGrândola
22/07/2012By AJA

Como se fora seu filho

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AJA GrândolaGrândolaJosé da ConceiçãoNúcleos AJA
28/05/2012By AJA

Tributo a Zé da Conceição

Tributo a Zé da Conceição evocando Zeca, na 1ª visita em 17 de Maio de 1964 à Música Velha em Grândola. Uma Iniciativa do Núcleo AJA Grândola.

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GrândolaImprensaTerra da fraternidad (Galiza)
11/05/2012By AJA

40 anos depois

O 40.º aniversário da primeira interpretação pública de “Gândola, vila morena”, por José Afonso, é assinalado na quinta-feira, em Santiago de Compostela, na Galiza, Espanha, numa iniciativa de homenagem ao “cantautor” português.
O tema cantado por Zeca no Burgo das Nações, em Santiago de Compostela, a 10 de maio de 1972, será agora levado ao Auditório da Galiza, na mesma cidade, por um grupo de músicos que se junta para homenagear o autor e cantor português, falecido em Setúbal há 25 anos.
O músico João Afonso, as cantoras galegas Uxía e Ugia Pedreira, a angolana Aline Frazão, o ator e encenador galego Quico Cadaval e o compositor brasileiro Fred Martins integram o cartaz do espetáculo.
A associação de percussão de Santiago de Compostela Trópico de Grelos, o etnomusicólogo galego Xico de Cariño, a cantora galega Guadi Galego, o cantor Tiago Gomes, voz do grupo Os Inspectores e letrista de A Naifa, são outros dos músicos que se associaram ao espetáculo que assinala a primeira vez que a canção foi interpretada em público, por Zeca Afonso, na primeira digressão do músico português pela Galiza, que passou então por Ourense, Lugo e Santiago de Compostela.
Trinta é o número total de músicos e compositores que se associaram à iniciativa integrada no festival “Terra da Fraternidade – Galiza a Zeca Afonso”, a decorrer em Santiago de Compostela.
O espetáculo conta ainda com a participação do ator e humorista galego Carlos Blanco, do ator, dramaturgo e fundador do Trigo Lilmpo/Acert José Rui Martins, do argumentista e diretor de cinema Pablo Portero, da companhia de teatro Chevère e da companhia galega de palhaços “Os sete magníficos más 1”.
Num testemunho sobre a primeira digressão de José Afonso à Galiza, o músico Artur Reguera, que acompanhou o compositor português naquela ronda, recorda a primeira vez que José Afonso cantou em público a canção que, dois anos mais tarde, se tornaria a senha do Movimento das Forças Armadas (MFA), na Revolução do 25 de Abril de 1974.
“Grândola, vila morena” integra o álbum “Cantigas do Maio”, gravado em França, em finais de 1971, com arranjos de José Mário Branco.
Inspirada em pessoas que José Afonso conhecera na Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, encerrada pela PIDE, a polícia política do regime, a canção viria a ser interpretada em Portugal apenas a 29 de março de 1974, num espetáculo no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, ao qual assistiram militares das Forças Armadas que, por isso, a escolheram para segunda senha da “Revolução dos cravos”.
“Grândola, vila morena” foi transmitida às 00:20 de 25 de Abril de 1974, no programa Limite, da Rádio Renascença, como sinal de saída dos militares dos quartéis, cerca de hora e meia após a emissão da primeira senha da Revolução, “E depois do adeus”, ouvida às 22:55 de 24 de abril, nos Emissores Associados de Lisboa.
O festival “Terra da Fraternidade – Galiza a Zeca Afonso” começou na segunda-feira, no Burgo das Nações, e termina na sexta-feira com a realização de uma mesa redonda sobre “O génio de Zeca”, na qual participa o cantor português e presidente da Associação José Afonso, Francisco Fanhais, com músicos galegos que trabalharam com o “cantautor” português.

Agência Lusa

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GrândolaHomenagens e tributos (música)Homenagens e tributos 2012
22/04/2012By AJA

“Banda de tributo a Zeca Afonso” em Grândola


Mais informações
Myspace da banda

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Associação José AfonsoComo se fora seu filhoGrândola
23/07/2010By AJA

“Como se fora seu filho” em Grândola

À semelhança de anos anteriores, a AJA, em colaboração com a Câmara Municipa de Grândola, organizará no dia 1 de Agosto, no Jardim Municipal, a partir das 21 horas, o espectáculo “Como se fora seu filho” que contará este ano com uma arruada do Grupo de Bombos de Souto da Casa – Fundão e um concerto da “Ronda dos Quatro Caminhos”.

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GrândolaJoan BaezVídeo
01/04/2010By AJA

Coliseu dos Recreios, Lisboa, Março 2010

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GrândolaJosé da ConceiçãoTestemunhos
08/12/2009By AJA

José da Conceição

José da Conceição, um dos organizadores do histórico concerto de José Afonso e Carlos Paredes a 17 de Maio de 1964, em Grândola, relembra aqui essa noite e outras histórias.

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FotobiografiaGrândolaIrene Pimentel
27/11/2009By AJA

Irene Pimentel apresenta a fotobiografia de José Afonso em Grândola

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GalizaGrândola
08/05/2009By AJA

O concerto na Galiza em que Zeca Afonso cantou pela primeira vez em público “Grândola, Vila Morena” está gravado em cassete

O concerto em Santiago de Compostela, na Galiza, em que Zeca Afonso cantou pela primeira vez em público “Grândola, Vila Morena” está gravado em cassete e poderá ser editado, para perpetuar esse movimento histórico.
“Escuta-se perfeitamente todo o recital, as suas palavras, a canção [Grândola, Vila Morena]”, disse, à Lusa, o galego Xoan Guitian, um dos principais responsáveis pela homenagem que domingo vai ser feita a Zeca Afonso em Santiago de Compostela.

Segundo Guitian, a cassete daquele concerto, o qual ocorreu a 10 de Maio de 1972 no Burgo das Nações, está “religiosamente guardada”, para que um dia “possa ser feita uma edição”, de forma a que “não se perca” aquele registo único.

Santiago de Compostela, Espanha, 08 Mai (Lusa)

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GrândolaImprensa
20/04/2009By AJA

Onde está a Grândola de José Afonso?

Ainda é a terra da Sociedade fraternidade operária grandolense, mas O edifício está encerrado há dois anos

Havia duzentas pessoas na sala. Entre elas um agente da PSP. Fardado. Homem para não se abespinhar quando José Afonso cantou ‘Os Vampiros’, senhores à força e mandadores sem Lei. Escondidos sob o palco palpitavam os livros que a Censura proibira – ‘Subterrâneos da Liberdade’, de Jorge Amado, partilhando páginas com ‘O Caminho Fica Longe’, de Vergílio Ferreira.

Na noite de 17 de Maio 1964, no salão de festas da Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, José Afonso cantou para trabalhadores da indústria corticeira, camponeses, militantes do PCP na clandestinidade e um polícia pouco convicto. O apreço, mútuo, foi tal que, no fim do espectáculo, escreveu, numa folha de papel almaço, ‘Grândola, vila morena, terra da fraternidade’ – operária grandolense.

Ninguém sabe onde pára a folha com o poema original da canção que seria senha do 25 de Abril de 1974. ‘Desapareceu’, lamenta Maria José Pucarinho, professora de Música na escola secundária e actual presidente da colectividade, também conhecida por ‘Música Velha’, que José Afonso descreveu como ‘um local obscuro, quase sem estruturas, com uma biblioteca de evidentes objectivos revolucionários e uma disciplina aceite entre todos os membros, revelando já uma grande consciência e maturidade políticas’.

Os livros que faziam parte da biblioteca estão encaixotados. O salão onde naquela noite, há quase 45 anos, Zeca esboçou ‘Grândola’ está vazio. Esquecidas no chão ficaram folhas de pauta onde saltitam semicolcheias de mãos dadas. Já parou de chover lá fora. Há esperança de que a água cesse de correr cá dentro. Maria José Pucarinho não disfarça o desalento. ‘É uma pena. Temos a escola de música, com 72 alunos, a funcionar aos sábados na Universidade da Terceira Idade e a banda filarmónica, com 47 músicos, ensaia num antigo restaurante chinês.’ É assim há quase dois anos, desde que o edifício, um antigo hospital, construído no século XVII, encerrou para obras.

Nada e criada em Grândola, Maria José não conheceu pessoalmente José Afonso. Tinha oito anos quando se deu o 25 de Abril. ‘O meu pai estava em Marrocos. Eu tinha ficado com a minha mãe em casa. Lembro-me da euforia e do pânico dela. Não sabíamos o que ia acontecer a partir daí.’ Quando, de manhã, mãe e filha acordaram, o País insone já tinha ouvido ‘Grândola, vila morena, terra da fraternidade’. Passou às 02h00 no programa ‘Limite’, da Rádio Renascença. Era o sinal de arranque para as tropas revoltosas mais distantes de Lisboa. O golpe corria bem.

Na altura, Celso Nunes trabalhava como pintor em Paris, para onde emigrara em busca de melhor vida em 1964. ‘Fui à banca comprar jornais e soube do que tinha acontecido, talvez mesmo antes de muitos portugueses que aqui estavam.’ Regressou em 1979, ainda a tempo de conhecer o homem que celebrizara Grândola. ‘Encontrei-o em Évora e depois em Setúbal. Ele já estava doente.’ Tanto tempo depois, ouvir ‘Grândola’ continua a arrepiá-lo. ‘É diferente para nós, que sabemos porquê e para quem ele escreveu aquele poema’, emociona-se Celso, que voltou para reparar calçado num estabelecimento aberto na rua das lojas.

Há-de ser diferente também para Pedro Martins da Costa, de 66 anos, ex-vice-presidente da Câmara, que trouxe José Afonso à vila. ‘Em 1964, eu estava em Lisboa, na tropa, e como eu havia mais gente da Fraternidade Operária que lá estava. Reuníamos em tertúlia no café Gelo e no Martinho, não o da Arcada, um estabelecimento com bilhar que havia nos Restauradores.’ Entre o Gelo e o Martinho surgiu a ideia de convidar Carlos Paredes e José Afonso para um concerto. Escreveram-lhe para Faro, onde José Afonso era professor. ‘Em 1965 voltou e muitas vezes depois – gostava do convívio e do ambiente igualitário da colectividade. Tão igualitário, dizia ele, que não se percebia quem era o vogal e quem era o presidente.’

Na praça para onde se inclina a Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense existe actualmente um hotel de três estrelas, uma ludoteca e um centro de estética canina. Os tempos de fervor revolucionário parecem encontrar eco apenas no centro de trabalho do PCP, ameaçado de despejo, como reza uma faixa colocada a quase toda a largura.

Montado na sua bicicleta, com caixote de plástico atado atrás, Adriano António Damasceno está de visita à vila. ‘Moro numa fazenda lá em baixo, onde tenho um gadozinho e os meus canitos.’ O cantoneiro de limpeza reformado almoça todos os dias no refeitório da Câmara Municipal de Grândola. ‘Têm lá mulheres antigas a fazer o comer e eu gosto da comida antiga, com carne e couves’, explica, franzindo os olhos sob o boné de fazenda. Não lhe faltam as palavras, capazes de enfrentar o silêncio mantido pelo trio de idosos que, ao longo da tarde, se desloca lentamente atrás dos raios de Sol. ‘Há aqui muitos velhotes. Em algumas aldeias já só há antigos’, nota Adriano. Era nesses tempos – ‘antigos’ – que ‘a ‘Grândola’ se ouvia muito’. Hoje não. ‘Hoje só se ouvem os cantores modernos.’

Depois do 25 de Abril houve ocupação de herdades. Formaram-se cooperativas de produção – uma das quais corticeira, ligada à Reforma Agrária. Mas, mais do que camponeses, os grandolenses sempre foram comerciantes e operários corticeiros. É ainda evidente o peso do comércio, agora com um toque multicultural resultante da instalação de lojas de chineses. O futuro parece, contudo, escrito nas agências imobiliárias. ‘Agora é a indústria da construção civil que mais emprego dá’, observa Pedro Martins da Costa, que até há bem pouco tempo manteve aberta uma loja de relojoaria. Grândola está à espera dos grande empreendimentos imobiliários e turísticos que prometem fazer render a beleza da Costa Azul. Tróia (Grupo Sonae) é ali ao pé. O Carvalhal (Grupo Espírito Santo) não fica longe. Melides (grupo suíço Volkart) é a dois passos.

Fim de tarde em Grândola.Tocou para a saída. Pelo Jardim 1º de Maio, que já foi 28 de Maio, caminham jovens em grupos. Balançam os livros com despreocupação. Sara, aluna do 11º ano, já soube a história de ‘Grândola, Vila Morena’. ‘Era tipo código, uma coisa esquisita.’ Nem de propósito, passa perto o professor de História. Ela encolhe-se e brinca: ‘Ai se ele soubesse que eu já não me lembro…’ Mesmo sem saber exactamente o significado da canção, sente um certo orgulho pois é por causa dela que ‘o pessoal de Setúbal conhece Grândola’ e para lá ruma a fim de celebrar o 25 de Abril. De qualquer forma, do que Sara, franja morena e unhas vermelhas, mais gostava era que houvesse uma discoteca na vila que deu nome à canção. ‘Temos de ir a Alcácer ou a Santiago… só lá é que há discotecas.’ Em 1964, quando pela primeira vez lá esteve, José Afonso viu em cada esquina de Grândola um amigo e em cada rosto igualdade. Em Abril de 2009, Sara assume que só está desejando sair dali.

Isabel Ramos – Correio da Manhã

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GrândolaJoão AfonsoJosé SaramagoLuís PastorVídeo
07/08/2006By AJA

Na biblioteca de Saramago

El sábado de la semana pasada tuvimos la fortuna de conocer a Joao Afonso, el sobrino de José Alfonso. Fué en la biblioteca de Saramago en Tías -Lanzarote-. Allí coincidió el grupo de artistas que visitaba la isla con motivo del concierto de Luis Pastor y su nuevo disco Duos. Fue una reunión íntima que terminó acariciada por poemas y canciones. Y no pude evitar coger la cámara y ponerme a grabar para socializar el pasaje.

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Carlos ParedesCartasGrândola
22/07/2006By AJA

«O Carlos Paredes é um grandalhão»

Em carta dirigida a seus pais, datada de Faro a 23 de Maio de1964, Zeca Afonso refere-se nestes termos à sua passagem pela colectividade grandolense:

Eu e a Zélia estivemos em Grândola numa sociedade operária. Aí actuámos, eu e o Paredes (o filho é ainda melhor que o pai) no meio de uma assistência atenta e compenetrada, toda ela de operários e mulheres de xaile e lenço. Ofereci-lhes uma canção feita na véspera (16-5-64), uma espécie de evocação da terra alentejana e do seu símbolo ainda vivo na lembrança do homem do povo: a Catarina Eufémia, uma ceifeira de Baleizão morta pela Guarda Republicana em circunstâncias, que forneceriam matéria para uma canção de gesta. É claro, que não é isto que interessa manter nestes contactos efémeros com os «mujiks» do nosso tempo. Se alguma vez tiver de deixar esta terra é a lembrança dos homens que conheci em Grândola e noutros lugares semelhantes que me fará voltar. A sociedade grandolense é um casinhoto antigo com meia dúzia de divisões, uma orquestra, um grupo cénico e uma bibloteca. A direcção, toda ela constituída por operários, já promoveu a realização de palestras e concertos em que colaboraram o Alves Redol, o Romeu Correia, o Lopes Graça e o Rogério Paulo. As auroridades não só lhes têm recusado o mínimo apoio com têm entravado outras tantas iniciativas deste género. Em compensação os grupos puramente destinados a actividades recreativas (e são os que existem em maior número) funcionam permanentemente e com carta branca para realizar bailes e biscas lambidas. O Carlos Paredes é um grandalhão com aspecto simplório, mas o que esse bicho faz da guitarra é inacreditável! Nas mãos dele, este instrumento assume uma altura comparável à dos instru­mentos para música de concerto. Nada de trinadinhos à maneira do Armandinho. O exemplo do pai, o Artur Paredes, foi continuado pelo filho mas de uma forma diferente: só ouvido! O fulano consegue abranger duas séries de escalas exactamente como fazem os tocadores do flamengo e os grandes concertistas de guitarra espanhola.
Cartaz anunciando o espectáculo de Zeca Afonso e Carlos Paredes na Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense. Quem acompanhou o Paredes foi o Fernando Alvim e não o Júlio Abreu, ciclista da época, que só Deus sabe como aparece ali!

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GrândolaTraduções
23/03/2006By AJA

Grândola traduzida

Retirado do site (http://www.prato.linux.it/~lmasetti/antiwarsongs/)

(Aqui podemos também encontrar 10 músicas de José Afonso traduzidas para italiano.)
GRÂNDOLA VILA MORENA
José “Zeca” Afonso(1950)
Se mai esiste una canzone “storica” nel senso più completo del termine, questa è “Grândola vila morena”. Fu infatti la trasmissione per tre volte consecutive di questa canzone di José Afonso (fino ad allora assolutamente proibita) dalle onde di Radio Renascença, che diede il segnale d’inizio, alla mezzanotte del 25 aprile 1974, ala “Revolução dos cravos”, la “Rivoluzione dei garofani” che mise fine alla dittatura fascista portoghese. Una canzone che parla di fraternità, di pace e di uguaglianza presa a simbolo da delle forze armate che, una volta tanto, fecero veramente il bene del loro popolo (interrompendo, tra le altre cose, le sanguinose guerre coloniali che stavano letteralmente dissanguando il Portogallo).
Grândola è una città del sud del Portogallo che, alla fine degli anni ’40, vide un tentativo di cooperativa agricola popolare del tutto inviso al regime salazarista. Da qui la proibizione della canzone.
GRÂNDOLA BRUNA CITTA’
Versione italiana di Riccardo Venturi
Grândola, bruna città
terra di fratellanza
è il popolo che più comanda
dentro di te, o città.
Dentro di te, o città
è il popolo che più comanda
terra di fratellanza,
Grândola bruna città.
A ogni angolo un amico,
su ogni volto l’uguaglianza
Grândola bruna città
terra di fratellanza
terra di fratellanza,
Grândola bruna città
su ogni volto l’uguaglianza,
è il popolo che più comanda.
Ed all’ombra d’una quercia
di cui non so più l’età
giurai d’aver per compagna,
Grândola, la tua volontà.
Grândola, la tua volontà
giurai d’aver per compagna
all’ombra d’una quercia
di cui non so più l’età.
GRÂNDOLA VILA MORENA
(Stadt der Sonne, Stadt der Brüder)
Versione tedesca di Franz-Josef Degenhardt
Grândola, vila morena
Stadt der Sonne, Stadt der Brüder,
Grândola, vila morena,
Grândola, du Stadt der Lieder.
Grândola, du Stadt der Lieder,
auf den Plätzen, in den Straßen
gehen Freunde, stehen Brüder,
Grândola gehört den Massen.
Grândola, vila morena,
viele Hände, die dich fassen,
Solidarität und Freiheit
geht der Ruf durch deine Straßen.
Geht das Lied durch deine Straßen,
gleich und gleich sind uns’re Schritte,
Grândola, vila morena
gleich und gleich durch deine Mitte.
Deine Kraft und euer Wille
sind so alt wie uns’re Träume,
Grândola, vila morena
alt wie deine Schattenbäume.
Alt wie deine Schattenbäume
Grândola, die Stadt der Brüder,
Grândola, und deine Lieder
sind jetzt nicht mehr nur noch Träume.
GRÂNDOLA LA VILLE BRUNE
Versione francese di Riccardo Venturi
Grândola, la ville brune
terre de fraternité
c’est le peuple qui s’impose
dans toi, ô vieille cité.
Dabs toi, ô vieille cité
c’est le peuple qui s’impose
terre de fraternité,
Grândola, la ville brune.
A chaque coin y a un ami,
dans les yeux l’égalité,
Grândola, la ville brune
terre de fraternité.
Terre de fraternité
Grândola, la ville brune,
dans les yeux l’égalité,
C’est le peuple qui s’impose.
C’est à l’ombre d’une yeuse
dont j’ignore encore l’âge
que j’ai pris ta volonté
comme compagne de voyage.
Comme compagne de voyage
oui, j’ai pris ta volonté

Grândola, sous une yeuse
dont j’ignore encore l’âge.

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Carlos Correia (Bóris)DiscografiaGrândolaTestemunhos
10/02/2006By AJA

«Grândola» gravada às 3 da manhã

Quando, naquela manhã de Abril de 1970, entrei no avião com destino a Londres, para gravar com o Zeca nos estádios da Pye, apenas sabia trautear alguns dos temas que, no conjunto, formariam o álbum intitulado Traz Outro Amigo Também.
De facto, a minha inclusão naquele trabalho tinha sido decidida poucos dias antes e por razões (como era hábito) um pouco fortuitas. O meu passado musical, muito mais ligado à guitarra eléctrica e ao rock (exercido em conjuntos «à Shadow» ou «à Beatle» como foram os HI-FI e os Álamos), tinha apenas uma única experiência na arca da MPP (Música Popular Portuguesa!) com o disco que tinha gravado com o Duarte e Ciríaco.
Assim, apesar de pouco credenciado para a tarefa, entrei facilmente nos temas e, recordo claramente, nunca receei falhar na sua execução em estúdio. Sei agora que esta confiança derivava directamente da universalidade da música do Zeca.
Acontecia-me afinal o que acontece quando contactamos com uma obra tão consistente como a do Zeca: parece-nos que já a conhecíamos há muito tempo e que, mais do que isso, ela já estava dentro de nós. Foi sempre assim com a música dele. Quando ele a expunha pela primeiríssima vez (às vezes ao telefone e a desoras) vinha a sensação inevitável de «eu já senti isto». E já. Só que o Zeca sabia traduzir tudo isso para um formato exteriormente inteligível.
À partida do aeroporto, a primeira surpresa: o Luís Filipe Colaço (homem da rádio, companheiro de Coimbra e ex-guitarrista dos Álamos), já dentro do avião, é chamado pelo comandante, mandado sair e retido em Lisboa pela DGS por dois ou três dias. Conseguiu juntar-se a nós em Londres, mais tarde, recorrendo sei lá a que expedientes para convencer os zelosos Pides da inocuidade da sua viagem.
À chegada, a segunda surpresa. A guitarra que, muito profissionalmente, levava sob o assento e sem caixa protectora, apresentava uma rachadela monumental que a tomava, para sempre, inútil.
Só os bons ofícios dos amigos que o Zeca tinha em Londres (o Zeca tinha amigos em toda a parte) permitiram arranjar uma guitarra decente para a gravação.
As sessões no estúdio começaram com o «Maria Faia» e com a delícia de trabalhar com uma máquina de 4 (quatro!) pistas. A abundância de meios técnicos, superiores aos que conhecíamos, foi inspiradora. Pude sobrepor várias faixas de guitarra, obtendo efeitos orquestrais que, na época, pareciam interessantes.
As onze faixas foram gravadas sem sacrifício em várias sessões diurnas, ao longo de duas semanas ponteadas por passeios pela grande capital que parecia, então, tão diferente do nosso meio natal.
Nos corredores alcatifados do hotel, o Zeca colocava a sua energia em demonstrações amigáveis de judo (modalidade que abraçara recentemente).
Dos muitos amigos que apareciam no estúdio para ver o grande autor-intérprete, como já era reconhecido, recordo o brasileiro tropicalista Gilberto Gil, exilado pela ditadura. Esteve presente na gravação de «Verdes São os Campos» e a introdução de guitarra – inventada na hora – teve a sua aprovação.
Terminado o trabalho e quando, já em Portugal, recebemos um exemplar do disco para avaliação, o Zeca reprovou-o por não gostar da mistura e deu instruções para esta ser feita de maneira diferente. Se havia (e havia) zonas em que o Zeca não fazia concessões, uma era de certeza a que dizia respeito ao ambiente musical das suas canções, especialmente se eram para colocar em disco.
Nos dois discos que gravei com ele, testemunhei esse perfeccionismo, inesperado num homem tão simples e que não era, de modo nenhum, um instrumentista, nem um conhecedor das subtilezas técnicas dos estúdios de gravação. Nem precisava ser.
Ainda conservo o protótipo rejeitado (um vinil). A venda do disco, editado pela Arnaldo Trindade, decorrera como era costume: um ou dois dias nas montras das lojas e, depois da proibição pela censura, clandestinamente e ao mesmo ritmo. Ficámos, provavelmente, a dever ao Sr. Arnaldo Trindade a edição de autores como o Zeca e o Adriano, em condições comercialmente tão adversas.
No ano seguinte – em Outubro/Novembro a minha segunda experiência discográfica com o Zeca. Aqui, já ele tinha ouvido as duas vozes portuguesas no exílio em Paris que traziam os sons novos que ele constantemente procurava. O José Mário Branco foi incumbido da direcção musical desse novo disco que viria a chamar-se Cantigas do Maio. Foi ele que enquadrou o Zeca num ambiente de trabalho bem estruturado e com o tacto humano adequado a não fazer o Zeca sentir-se engaiolado e artisticamente diminuído.A gravação decorreu num castelo-estúdio dos arredores de Paris e teve a colaboração (bem audível em algumas faixas) do Francisco Fanhais.
A direcção musical e a presença humana do Zé Mário Branco revelaram-se fundamentais para o bom sucesso do trabalho. O seu conhecimento do meio musical parisiense conseguiu trazer ao estúdio músicos de primeira categoria -como é o caso do percussionista Michel Delaport, com os seus sons indianos tão bem aproveitados no «Senhor Arcanjo».Foi aí que gravámos (em sessões, desta vez, nocturnas) o «Grândola» com o som dos passos obtido no exterior do castelo às três da manhã.A mistura final foi feita no estúdio e desta vez (abençoado Zé Mário) não foi rejeitada.Foi o meu segundo e último disco com o Zeca. A minha vida profissional afastou-me irremediavelmente do meio e só volto a vê-lo, anos mais tarde, no quarto de urna clínica em Coimbra. Já estava ferido de morte pela doença, mas pensava ainda em mais canções e tinha esperança.
Carlos Correia (Bóris)

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