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Carlos Paredes
Home Archive by Category "Carlos Paredes"

Category: Carlos Paredes

AJA SetúbalCarlos Paredes
02/02/2014By AJA

Exposição Carlos Paredes

2

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Associação José AfonsoCarlos Paredes
17/10/2012By AJA

Homenagem a Carlos Paredes

TERTÚLIAS ITINERANTES – FELGUEIRAS
“Sangue, suor e lágrimas” na homenagem a Carlos Paredes

Centenas de pessoas encheram por completo a igreja de Airães, na tarde do passado domingo, para receberem a guitarrista Luísa Amaro na tertúlia-concerto de homenagem a Carlos Paredes, realizada pelas Tertúlias Itinerantes. A iniciativa contou com a parceria da Junta de Freguesia local, da Rota do Românico e da Associação José Afonso.

Luísa Amaro, que foi companheira de Carlos Paredes, e os, também, jovens guitarristas Henrique Fraga e Marco Matos tocaram e encantaram os presentes. Octávio Fonseca, crítico musical, falou da obra do homenageado.
Mas este evento (sem dúvida, de rara beleza) ganhou ainda maior encanto quando professores e alunos das escolas do concelho, uma da escola de Recarei (Paredes) e do Colégio Júlio Dinis (Porto) foram oferecer a Luísa Amaro os trabalhos de artes plásticas e escrita criativa que trabalharam nas aulas em apenas duas semanas. Luísa Amaro emocionou-se, em lágrimas, com o gesto da comunidade escolar. Também, alguns dos consagrados artistas plásticos participantes nesta homenagem acabaram por lhe oferecer as suas obras.
“Estou surpreendida e comovida com esta iniciativa, recheada de afectos, de emoção, de muito calor humano. Uma iniciativa destas só se torna possível com este trabalho de base, feito com sangue, suor e lágrimas”.
José Carlos Pereira, da organização, referiu: “Este é um tempo de resistência, em que não queremos doutrinar ninguém, mas vamos contra a linha dominante deste país, que é a cultura da Casa dos Segredos”

Mais fotografias na página do Facebook

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Carlos Paredes
01/10/2012By AJA

Felgueiras homenageia Carlos Paredes

Luísa Amaro encerra o evento no dia 14, na igreja de Airães

As Tertúlias Itinerantes, movimento cultural nascido em Felgueiras há menos de dois anos e que tem conhecido um crescente êxito e adesão do público, vai realizar, em Airães, naquele concelho, entre os dias 6 e 14, uma homenagem a Carlos Paredes, o mais proeminente mestre da guitarra portuguesa. A
organização conta, como entidades parceiras, com a Junta de Freguesia local, a Rota do Românico e a Associação José Afonso.
O ponto alto da homenagem acontecerá pelas 16 horas do dia 14, segundo domingo deste mês, na igreja românica de Airães, com uma tertúlia-concerto, que contará com Luísa Amaro (que foi companheira de Carlos Paredes e conhecida guitarrista do panorama nacional), Henrique Fraga e Marco Matos (guitarristas da zona de Coimbra) e com o crítico musical Octávio Fonseca. A entrada é livre.
Esta homenagem, sem propósitos saudosistas, não pode nem deve resumir-se a uma sessão cultural, mas, em vez disso, a um projecto sincero de divulgação do Homem, do Cidadão e do Artista que foi (e é) Carlos Paredes, principalmente junto dos mais novos.
Assim sendo, a homenagem abrirá no dia 6 (próximo sábado), pelas 16 horas, no salão da Junta de Freguesia de Airães, com a inauguração de três certames: Artes Plásticas e Escrita Criativa À Volta de Carlos Paredes, elaborada pelas escolas básicas e secundarias do concelho, do Colégio Júlio Dinis (Porto), entre outras; uma segunda exposição de mais de 20 painéis (fotográfica e documental), da Associação José Afonso, sobre o mestre da guitarra; e uma mostra de pintura, por Margarida Santos, Helena Branco, Ângelo Vaz, Fátima Ferreira e Ricardo Campus.
Este momento será abrilhantado com poemas de Anabela Borges, Ângelo Vaz, José Carlos Pereira, Paulo César Gonçalves e Ricardo Campus, ditos pelos próprios. Participarão ainda os guitarristas felgueirenses Luciano e Sérgio Amorim.
Esta iniciativa conta com o apoio da Paróquia de Santa Maria de Airães, do IESF – Instituto de Estudos Superiores de Fafe, Associação Nacional de Professores e, para além das escolas participantes na exposição, da Escola Profissional de Felgueiras.

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Carlos ParedesHomenagens e tributos (2011)
13/07/2011By AJA

José Afonso e Carlos Paredes pelo grupo Cantos & Variações

    No próximo dia 15 de Julho, a partir das 20h, o grupo Cantos & Variações estará no Marco de Canaveses para fazer uma homenagem a José Afonso e Carlos Paredes, na Estação Arqueológica do Freixo.

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      Carlos Paredes
      24/07/2006By AJA

      Por estes dias, vamos lembrando Carlos Paredes

      Desenho de RIB http://www.rib-acaso.com

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      Carlos Paredes
      23/07/2006By AJA

      Carlos Paredes – A magia da guitarra aliada à lúcida memória das coisas

      A proposta era a de Carlos Paredes nos falar do seu album ES­PELHO DE SONS, recentemente editado e ao mesmo tempo relembrar José Afonso através da memória, das pequenas e gran­des histórias vividas em comum.
      Carlos Paredes não aceitou o jogo. Quis falar e falou, quase só sobre José Afonso – “um grande amigo, um homem que marcou a sua geração” – relembrando momentos, acentuando facetas menos conhecidas.
      “O José Afonso era um cantor ambulante, um músico ambulante no melhor sentido da palavra. Era um homem que oferecia a sua música aqui e além, onde era possível ter público. O José Afonso chegou a cantar em cima duma árvore, em cima dum camião. O que ele se propunha dar às pessoas não era só a sua arte de cantor. Tinha também por objectivo divulgar ideias, esclarecer as pessoas, levá-Ias a conversar sobre a vida”.
      A guitarra portuguesa aparece quase sempre ligada ao fado. Carlos Paredes é um homem cuja tradição entronca na do fado de Coimbra. José Afonso bebeu dessa mesma fonte, como de muitas outras, mas, no dizer de Carlos Paredes, ele realizou-se muito melhor na balada.
      “As apreciações que se faziam em Coimbra eram à voz, à ampli­tude da voz, à força da voz. Dizia-se que fulano tinha uma voz extensa, uma voz forte. Ora o José Afonso não era bem um cantor que correspondesse a estas características e precisamente por isso, saiu-se muito melhor nas suas baladas do que no fado. Mas as suas ligações a Coimbra eram bem fortes. Ocasião houve em que achou que havia figuras do fado de Coimbra que lhe mereciam todo o respeito e que, em certa medida, estavam na mesma linha que ele trilhara. Foi o caso de Edmundo de Betten­court do qual dizia sér um cantor progressista e inovador, e do meu pai que ele gostava muito de ouvir tocar. Acabou por gravar um disco de fados de Coimbra que foi uma forma de mergulhar nas origens, homenageando ao mesmo tempo uma tradição fa­dista que o havia inspirado, lírica mas não piegas.
      O acompanhamento preferencial de José Afonso era a viola; Carlos Paredes vê nisso uma atitude inovadora, dado que a gui­tarra portuguesa limita o cantor.
      “Eu não sou contra a guitarra portuguesa, como é lógico, visto que a toco, mas José Afonso tinha absoluta razão. Eu penso que a guitarra portuguesa molda o cantor. O cantor que canta ao som da guitarra portuguesa, quer queira quer não, acaba por ser in­tegrado num certo estilo. O José Afonso saíu disso. Compreendeu que a guitarra portuguesa o desviaria da busca de uma canção que correspondesse à sua própria personalidade. Suprimiu por­tanto a guitarra e sentiu-se mais liberto acompanhado pela vio­la”. E, aparentemente, mudando de assunto:
      “José Afonso foi o marco de toda uma geração de cantores, num tempo em que a canção de protesto, a balada, foram bandeira e estandarte dos que procuravam a ruptura com o nacional-cin­zentismo” .
      “Levou atrás de si outros cantores, e pode dizer-se que toda uma geração foi por ele inspirada. Surgiram assim nomes que dignifi­caram a canção em Portugal, a ponto de se ter criado esta divisão: os que correspondiam ao nacional-cançonetismo e os cantores de intervenção.
      O nacional-cançonetismo era entendido como uma forma de comodamente se ignorarem os problemas, de se cantarem coisas que não fossem incómodas. A canção de intervenção, essa tinha uma capacidade de análise da realidade portuguesa, uma reali­dade dramática naquela altura”.
      Para Carlos Paredes, em José Afonso as rotas da vida e da canção misturaram-se de forma exemplar.
      “Nós nunca saberemos se foi através do percurso que escolheu para a canção que José Afonso encontrou o seu caminho da vida, ou se foi por ter escolhido um determinado sentido da vida que optou por um determinado tipo de canção. Parece-me que as duas coisas estão bastante ligadas. O José Afonso procurou a verdade e a verdade, naquela época, obrigava a trilhar esse ca­minho de denúncia com muita coragem, confrontando-se com perigos constantes. Mas ele era um homem de coragem, inteli­gente, interessado no futuro das pessoas, no mundo que o ro­deava e tudo isso traduzia nas suas canções. Algumas delas tor­naram-se autênticos símbolos que todos nós trauteávamos em determinadas ocasiões, porque tinham a ver com a existência de todos nós”.
      “Penso – diz, rematando com um gesto a afirmação – que, com os anos, muitas das suas canções virão à memória a propósito de qualquer coisa”. E acrescenta:
      “Ele disse-me um dia que gostava das minhas músicas, do meu reportório. Apreciava a alegria daquelas músicas, sentia profun­damente a vivacidade popular das canções.
      Nesta conversa com o José Afonso pressenti que ele, já naquela altura, procurava fugir à melancolia do fado de Coimbra, àquele saudosismo a que era avesso, e fugindo da melancolia encontra­va-se com o povo, com o folclore. Talvez tenha sido por isso que a sua música se tornou tão universal.”
      E Carlos Paredes dá conta do apreço com que eram ouvidas as canções do Zeca em alguns países por onde andou.
      Três dedos mais de conversa. Para o entrevistado já é tempo de dar a José Afonso o lugar devido, como figura nacional, ímpar na história da canção portuguesa.
      “Eu participei em algumas festas de homenagem a José Afonso, mas devo-lhe dizer que essas homenagens deviam partir do pró­prio Estado, das próprias entidades oficiais. Independentemente de se ter ou não princípios idênticos aos seus, as pessoas devem reconhecer que José Afonso lutou por qualquer coisa que interes­sava a todos e que, criticando a vida nacional, estava a fornecer matéria para que se formasse uma ideia mais concreta das reali­dades. E isso beneficiou toda a gente, de esquerda como de di­reita. Nem sempre se entende assim, as pessoas estão fanatica­mente agarradas às suas idiossincrasias e não pensam que a ver­dade possa ser útil.”
      A conversa flui. Um olhar ainda para “Espelho de Sons”, disco de Carlos Paredes recentemente editado, quebrando um “jejum” de quinze anos. “Espelho de Sons” é uma espécie de apanhado de ligações – diz – de circunstâncias, e sobretudo a presença do rio. “Com o meu conhecimento de Lisboa posso dizer que o Tejo é uma evidência constante na cidade (tal como o Mondego em Coimbra), que fatalmente acaba por influenciar os seus mú­sicos e que me.influenciou a mim.
      O “Espelho de Sons” é esta relação da guitarra ou do guitarrista com o seu mundo, o mundo em que vive, com quem convive, os seus problemas, as suas queixas.”
      A conversa chegou ao fim. Uma última observação: “A obra de José Afonso é para ouvir no seu conjunto.
      Cada canção corresponde a uma faceta, a uma característica diferente da sua maneira de ser. É uma obra virada para o futuro” .
      Carlos Júlio in Revista nº2 da AJA, 1988

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      Carlos Paredes
      23/07/2006By AJA

      Cine-tributo a Carlos Paredes de Edgar Pêra

      Movimentos Perpétuos – Tributo a Carlos Paredes
      “Movimentos Perpétuos – Tributo a Carlos Paredes” é um documentário em 17 movimentos, em que os testemunhos e a guitarra definem o génio, a bravura, e a modéstia deste grandioso músico.Evocando a memória dos velhos filmes de família, plenos de intimidade, estabelece um diálogo entre uma guitarra e uma câmara de Super8, enquanto vai partilhando pequenas histórias da vida de Carlos Paredes.O concerto que o guitarrista deu no Auditório Carlos Alberto, no Porto, em 1984 – onde antecedia cada interpretação com longas explicações sobre o seu método de trabalho – é o ponto de partida para o desenrolar de histórias de prisão, resistência, sucessos e amadorismo, todas elas relatos marcados pela simplicidade e pela paixão.Imagens, sons de arquivo e depoimentos (de Rui Vieira Nery, José Jorge Letria, Paulo Rocha, Malangatana e José Carlos Vasconcelos), contextualizam a importância do músico, não se sobrepondo nunca à própria voz de Paredes. Obviamente que falando-se de Edgar Pêra, tudo isto aparece fragmentado, estilhaçado, multiplicado e reinventado a seu bel-prazer.Como quase sempre faz, o cineasta constrói um “mundo paralelo”, onde o passado e o presente se confundem, como se a portugalidade indefinível que constitui a essência da música de Paredes continuasse presente e não nos tivesse abandonado.Sobre este filme-tributo, confessa-se surpreendido pelas afinidades que encontrou com o músico. “Sinto-me pouco à vontade com ícones como o Carlos Paredes. Não por não gostar do trabalho deles – exactamente por gostar e achar que é uma armadilha prestar homenagens. Mas há ali muitas frases que subscrevo… Ele e os que falam dele levantam questões que afectam qualquer pessoa que tenha um percurso independente em Portugal – que conduz na maior parte das vezes a uma marginalização”, explicou numa entrevista concedida ao ‘Público’. Para além de uma tocante homenagem ao músico, e à pessoa que se escondia por detrás dele, este é também o filme mais bem conseguido e acessível de Edgar Pêra. De resto, o cineasta reconheceu, na mesma entrevista, que a linguagem que habitualmente usa lhe tem tolhido os movimentos. “A realidade é que para fazer ficção em Portugal é complicadíssimo convencer um produtor a investir num filme. As pessoas não me dão dinheiro porque devem ter medo que eu faça uma coisa esquisita. Ora, quando cheguei a 2001 e vi ‘A Janela’, ‘O Homem-Teatro’ [documentário sobre o encenador e actor António Pedro] e ‘Oito, Oito’ a estrear, tudo no mesmo ano, apercebi-me de que podia lidar com matéria ficcional linear com destreza”, diz, acrescentando “mas tenho esbarrado naquela coisa chamada júris…”.Neste momento, está a ultimar “Rio Turvo”, adaptação de um conto de Aquilino Ribeiro, filmado em regime de produção independente, sem subsídio.

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      Carlos ParedesCartasGrândola
      22/07/2006By AJA

      «O Carlos Paredes é um grandalhão»

      Em carta dirigida a seus pais, datada de Faro a 23 de Maio de1964, Zeca Afonso refere-se nestes termos à sua passagem pela colectividade grandolense:

      Eu e a Zélia estivemos em Grândola numa sociedade operária. Aí actuámos, eu e o Paredes (o filho é ainda melhor que o pai) no meio de uma assistência atenta e compenetrada, toda ela de operários e mulheres de xaile e lenço. Ofereci-lhes uma canção feita na véspera (16-5-64), uma espécie de evocação da terra alentejana e do seu símbolo ainda vivo na lembrança do homem do povo: a Catarina Eufémia, uma ceifeira de Baleizão morta pela Guarda Republicana em circunstâncias, que forneceriam matéria para uma canção de gesta. É claro, que não é isto que interessa manter nestes contactos efémeros com os «mujiks» do nosso tempo. Se alguma vez tiver de deixar esta terra é a lembrança dos homens que conheci em Grândola e noutros lugares semelhantes que me fará voltar. A sociedade grandolense é um casinhoto antigo com meia dúzia de divisões, uma orquestra, um grupo cénico e uma bibloteca. A direcção, toda ela constituída por operários, já promoveu a realização de palestras e concertos em que colaboraram o Alves Redol, o Romeu Correia, o Lopes Graça e o Rogério Paulo. As auroridades não só lhes têm recusado o mínimo apoio com têm entravado outras tantas iniciativas deste género. Em compensação os grupos puramente destinados a actividades recreativas (e são os que existem em maior número) funcionam permanentemente e com carta branca para realizar bailes e biscas lambidas. O Carlos Paredes é um grandalhão com aspecto simplório, mas o que esse bicho faz da guitarra é inacreditável! Nas mãos dele, este instrumento assume uma altura comparável à dos instru­mentos para música de concerto. Nada de trinadinhos à maneira do Armandinho. O exemplo do pai, o Artur Paredes, foi continuado pelo filho mas de uma forma diferente: só ouvido! O fulano consegue abranger duas séries de escalas exactamente como fazem os tocadores do flamengo e os grandes concertistas de guitarra espanhola.
      Cartaz anunciando o espectáculo de Zeca Afonso e Carlos Paredes na Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense. Quem acompanhou o Paredes foi o Fernando Alvim e não o Júlio Abreu, ciclista da época, que só Deus sabe como aparece ali!

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