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Irene Pimentel
Home Archive by Category "Irene Pimentel"

Category: Irene Pimentel

25 anos (1987-2012)DocumentáriosIrene PimentelJoaquim Vieira
11/02/2012By AJA

“Maior que o pensamento” na RTP1

A série documental em três episódios sobre José Afonso, com assinatura de Joaquim Vieira, será novamente apresentada na RTP1 no dia 23 de Fevereiro, pelas 22h30.

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BibliografiaFotobiografiaIrene Pimentel
02/12/2009By AJA

No restaurante “O Bispo”

Na próxima 5ª feira, dia 3 de Dezembro, a historiadora Irene Flunser Pimentel estará no restaurante “O Bispo”, no Seixal, para mais uma rubrica “À conversa com…”.
O tema será a recente publicação da fotobiografia de José Afonso, cujo texto é da sua responsabilidade.
Nessa noite estarão presentes o editor do livro, Joaquim Vieira, bem como Francisco Fanhais, presidente da Associação José Afonso e cantor.
No final da apresentação haverá oportunidade para se cantarem alguns temas de José Afonso.

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FotobiografiaGrândolaIrene Pimentel
27/11/2009By AJA

Irene Pimentel apresenta a fotobiografia de José Afonso em Grândola

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Irene Pimentel
14/08/2009By AJA

“O Zeca é o Estado Novo e o século XX”

Irene Pimentel, investigadora distinguida com o Prémio Pessoa de 2007 pelo seu trabalho sobre o Estado Novo, escreveu agora os textos para a ‘Fotobiografia de José Afonso’, uma surpresa para muitos que, nas palavras da autora, não passa de “mais do mesmo”.

“Escrever sobre o Zeca continua a ser escrever sobre o Estado Novo, agora numa perspectiva global: havia o lado do regime e o da resistência, o da arte e o da cultura. Diria mesmo que o Zeca é o Estado Novo e o século XX porque ele tanto viveu o regime como o contra-regime, a revolução como o pós-revolução, e todo o processo de transição para a democracia até aos anos 80, quando ele morreu”, diz Irene Pimentel.
Há anos a “tratar por tu” as instituições do Estado Novo e as figuras que as mantinham, faltava contar a história da Oposição e de quem a apoiava. Desafio aceite.
“A maior dificuldade foi o facto de ter tido uma relação de grande proximidade e simpatia com o objecto de estudo… Comecei por ouvi-lo e comprar os seus discos até que o conheci no grupo de teatro A Barraca, onde trabalhámos juntos. Eu como secretária, ele como músico. Para passar destas memórias para a neutralidade que nunca existe – mas da qual, como historiadora, não posso desistir – optei por ver como é que tinha sido visto por aqueles que conviveram e cantaram com ele e, sobretudo, pela imprensa da época”, conta.
Nesta “biografia-súmula”, uma de muitas, há novidades: “Esteve na Mocidade Portuguesa, foi apoiante do regime até determinada fase da sua vida e teve na Guerra Colonial a revelação da miséria do País e do racismo do povo.” Mas, maior surpresa encontrou a autora num acto de censura na origem de um ícone do 25 de Abril: “Ao expulsá-lo do ensino, o regime fez dele cantor e imortalizou-o.”
PESSOAL
UMA BIOGRAFIA
“Como leitora, a minha preferida é talvez aquela biografia monumental de dois volumes sobre Hitler, da autoria de Ian Kershaw. Muito, muito boa.”
UMA MÚSICA
“Do Zeca Afonso difícil é escolher e depende do momento. São tantas e todas tão boas. Gosto de ‘Venham Mais Cinco’ pelo texto lindíssimo e pelo ritmo extraordinário mas ‘Utopia’ é outra grande canção.”
UMA MÁGOA
“Quando escrevi ‘Biografia de um Inspector da PIDE’, fui ‘crucificada’ na internet antes mesmo de o livro ter chegado às livrarias. E isso magoou-me muito. Depois, aprendi a defender-me. Não tenho tabus mas há quem tenha!”
Dina Gusmão in Correio da Manhã

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FotobiografiaImprensaIrene Pimentel
18/07/2009By AJA

João Lisboa sobre a fotobiografia de José Afonso, hoje, no Expresso

Mesmo no final do capítulo introdutório desta fotobiografia de José Afonso, salta uma interrogação: “Mas será que hoje a sua obra é conhecida?” E, pela voz de Júlio Pereira, vem a resposta/lamento: ele ainda será apenas encarado “como uma figura muito polémica e ligada a actividades políticas”, o que terá tido como consequência que, “por isso, muita gente ainda não ouviu o seu trabalho”. Permitamo-nos duvidar: se é verdade que, para o bem e para o mal, José Afonso ficará sempre como o autor de ‘Grândola’, que, ainda durante muitos anos, continuaremos, anualmente, a escutar em todas as comemorações do 25 de Abril, isso não é destino muito diferente dos de – em planos e circunstâncias diferentes – Jacques Brel como ‘o autor de ‘Ne Me Quitte Pas”, de Serge Gainsbourg como ‘o tipo que cantava ‘Je T’Aime Moi Non Plus’ com Jane Birkin’ ou de Woody Guthrie na condição de criador de ‘This Land Is Your Land’. Por outras palavras, haverá, inevitavelmente, quem nunca passará desse alpendre, mas isso não impede que muitos outros possam ir mais longe e mais fundo. O texto de Irene Pimentel vem contribuir de forma importante para que virtualmente tudo o que foi dito e escrito acerca de Afonso (e por ele próprio) fique, agora, reunido e disponível; o que, se constitui uma imensa riqueza biográfica, também perturba por vezes a fluência da leitura, de tal modo obriga a uma esgotante prova de obstáculos por entre sucessivas citações. Mas que acaba por se ultrapassar com o prazer que decorre de depararmos com nacos de prosa afonsina, como aquele em que o músico, preparando-se para regressar do Algarve a Coimbra, anseia por que alguém lhe pague “de vez em quando um almoço” e espuma contra a sina dos “monstros sagrados tristemente burocratizados em profissões indignas e ignorados por todos os brutamontes deste ignóbil e pírrico music-hall português”. Ele a quem, como recorda o irmão João, tanto seduzia “o hábito do jogo e dos disparates (…), improvisações de discursos macarrónicos, frases feitas, coisas sem nexo e surrealizantes”.

João Lisboa

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FotobiografiaIrene Pimentel
16/07/2009By AJA

Casa cheia para assistir ao lançamento da fotobiografia de José Afonso

Música de José Afonso continua viva nas muitas versões dos seus temas

Lisboa, 15 Jul (Lusa) – A música de José Afonso continua viva nas muitas versões de temas do cantor que continuam a ser feitas “por diversos intérpretes, portugueses e estrangeiros, e nos mais variados registos musicais”, afirmou hoje a historiadora Irene Flunser Pimentel.
A autora da fotobiografia de José Afonso falava na Casa da Imprensa, onde teve lugar a apresentação da obra, publicada pelo Círculo de Leitores e pela Temas e Debates.
Segundo Irene Pimentel, “dos anos 60 até ao presente existe mais de uma centena de versões de temas cantados originalmente por José Afonso, inclusive uma versão do ‘Grândola, Vila Morena’ em sueco” e, segundo Joaquim Vieira, “uma outra em jazz, um estilo de que o Zeca até nem gostava”.
Na sessão, a historiadora explicou ter tido algumas dúvidas em aceitar escrever a biografia: “Temia não ter o distanciamento necessário face ao ‘objecto de estudo’ – porque esta é uma figura que eu amei!”, contou.
“Ainda hoje, basta ouvir uma palavra de uma música do Zeca e lá me vem logo a canção toda”, afirmou a vencedora do Prémio Pessoa 2007, que dedicou grande parte da sua intervenção à leitura de textos das jornalistas Regina Louro – que escreveu sobre um concerto de Março de 1974 em que participou Zeca Afonso – e Clara Ferreira Alves, que fez a crónica da última actuação do cantor, no Coliseu dos Recreios, em 1983.
Segundo Irene Pimentel, a elaboração do volume não implicou um grande recurso a fontes orais mas muita leitura da imprensa – “essa grande historiadora dos séculos XIX e XX” – e de livros como ‘José Afonso – O Rosto da Utopia’, de José A. Salvador, e “José Afonso – Um Olhar Fraterno”, de João Afonso dos Santos, irmão do músico.
As fotos foram recolhidas em arquivos, alguns particulares, tendo a autora contado com o auxílio de vários familiares, nomeadamente os irmãos de Zeca, João Afonso e Mariazinha, e a filha Maria Helena.
A obra hoje apresentada insere-se na colecção Fotobiografias Século XX, dirigida por Joaquim Vieira e composta por oito volumes dedicados a oito figuras da cultura portuguesa. Acompanham José Afonso, a fadista Amália Rodrigues, o poeta Fernando Pessoa, os actores Vasco Santana e Amélia Rey Colaço, o pintor Amadeo de Souza-Cardoso, o fotógrafo Joshua Benoliel e o arquitecto Pardal Monteiro.
“Algumas pessoas estranharão ver José Afonso ao lado de Fernando Pessoa ou de Amadeo de Souza-Cardoso pois, embora ele tenha partido antes de outras figuras que também integram a colecção, como Amália Rodrigues, a sua obra consolidou-se mais tarde, o que nos dá uma sensação de falta de distanciamento”, explicou Joaquim Vieira.
“Mas tinha de incluí-lo porque é um ícone, uma figura fundamental pelo seu trabalho na música e pelo alento que deu aos que acreditavam que a Ditadura não ia durar para sempre”, acrescentou o jornalista e documentarista, para quem este segundo motivo “justifica o nome do capítulo que abre o livro: ‘O porta-voz da esperança'”.
Na sessão de apresentação, o director da colecção declarou que “José Afonso ultrapassa a ala política em que se inseria” e destacou alguns aspectos da biografia de Zeca Afonso que considera interessantes, “como o facto de ele não saber uma nota de música”.
“Ele criava as melodias na cabeça mas não sabia passá-las para uma pauta”, afirmou, insistindo também em que “não sejam esquecidas a poesia e a forma como José Afonso trabalhava as palavras”.
“Aliás, muitos títulos e frases das suas canções foram ficando e continuam a ser utilizados, como ‘venham mais cinco’, ‘traz outro amigo também’ ou ‘eles comem tudo'”, exemplificou Joaquim Vieira.
A propósito das canções, Joaquim Vieira – que foi preso político – recordou que “não era permitida a entrada de discos de José Afonso na prisão de Caxias, onde só se conseguiu aceder a um porque foi escondido dentro da capa de um disco música clássica”.
O responsável revelou ainda, a fechar a sessão, que a data da apresentação da fotobiografia foi escolhida pela proximidade com o dia 2 de Agosto, em que Zeca Afonso faria 80 anos se fosse vivo, enquanto a opção pela Casa da Imprensa visou evocar a conferência de imprensa que o cantor deu, em 1982, para informar sobre o seu estado de saúde e que decorreu precisamente na sala onde hoje teve lugar o lançamento.
A fotobiografia de José Afonso acompanha o percurso do cantor e autor, do nascimento (Aveiro, 1929) à morte (Setúbal, 1987), incluindo as suas passagens por Angola e Moçambique, os tempos de estudante em Coimbra, a expulsão do ensino e o sucesso na música, detendo-se em datas emblemáticas como o ano de 1953, em que nasceram os seus dois primeiros filhos e saíram os dois primeiros discos.
O livro é ilustrado por fotos do cantor em família e com amigos ou em actuações ao vivo mas também por reproduções das capas dos discos e de cartazes a anunciar espectáculos e por ‘facsimiles’ de poemas.
Irene Flunser Pimentel é licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, mestre em História Contemporânea (século XX) e doutorada em História Institucional e Política Contemporânea pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Investigadora do Instituto de História Contemporânea, é autora de “História das Organizações Femininas do Estado Novo” (2000, Prémio Carolina Michaelis), “Fotobiografia de Manuel Gonçalves Cerejeira” (2002), “Judeus em Portugal durante a Segunda Guerra Mundial. Em Fuga de Hitler e do Holocausto” (2006, Prémio Adérito Sedas Nunes, ex-aequo), “A História da PIDE” (2007) e “Mocidade Portuguesa Feminina” (2007), entre outros.
Joaquim Vieira foi repórter e director-adjunto do Expresso, redactor principal da Visão, director da revista Grande Reportagem e director-adjunto para os programas da RTP, além de professor convidado do curso de Ciências da Comunicação da Universidade Independente.
Presidente do Observatório da Imprensa – Centro de Estudos Avançados de Jornalismo, tem produzido e realizado documentários como “Álvaro Cunhal” (2005), “A Voz da Saudade” (2007) e “Por Amor ao Piano” (2008).
Autor de obras como “Jornalismo Contemporâneo – Os Media entre a Era Gutenberg e o Paradigma Digital” e “Os Meus 35 anos com Salazar” (ambos de 2007), tem dirigido diversas colecções e já foi distinguido com o Prémio de Reportagem do Clube Português de Imprensa (1988), o Prémio Fernando Pessoa de Jornalismo (1994) e o Troféu Afonso Lopes Vieira de Jornalismo (2007), entre outros galardões.
HSF.
Lusa/fim

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FotobiografiaImprensaIrene Pimentel
13/07/2009By AJA

Ontem, no jornal Público


A primeira imagem, no rosto do livro, é de uma caricatura: José Afonso por Vasco de Castro, viola a tiracolo e uma pomba no ombro direito com uma nota musical no bico. Lá estão o cabelo revolto, figurado em fortes salpicos de tinta, e os óculos de massa escura que lhe haveriam de moldar o rosto. O rosto de alguém que “ousou anunciar a possibilidade de um mundo diferente, mais justo, fraterno e equilibrado”, como escreve Irene Flunser Pimentel na Fotobiografia de José Afonso, o título mais recente da série de álbuns do Círculo de Leitores dedicada a personalidades marcantes do século XX português. Voz única, límpida, misteriosa, expressão de um trovador moderno sem par na nossa história recente, o cantor faria 80 anos a 2 de Agosto de 2009 se uma doença degenerativa incurável não lhe tivesse tolhido o caminho a 23 de Fevereiro de 1987.O livro mostra-nos, a par de imagens já tornadas iconográficas, muitas outras, inéditas ou reproduzidas pela primeira vez com a qualidade desejável: bebé de caracóis, com um ano, na Aveiro onde nasceu; de calções e tambor nas mãos, aos 3 anos; com os irmãos João e Mariazinha em Luanda nos anos 30; com a farda da mais tarde odiada Mocidade Portuguesa; com o primeiro filho ao colo, em 53; ainda jovem, entre Coimbra e África. E depois os fados de estudante, o despontar da balada, os tempos de professor em Faro (onde conheceu Zélia e se casou pela segunda vez), o nascer de Grândola em 1964.
E tudo o mais que havia de vir: o cantar quase às escondidas, discos riscados com um prego pela censura para não tocarem na rádio, Moçambique como trampolim para novos voos. Ironicamente, foi a ditadura que o empurrou em definitivo para as canções, ao negar-lhe, a partir de 1968, o regresso ao ensino. Gravar disco seria o seu ganha-pão. Mas só uma editora não lhe fechou as portas: a Orfeu de Arnaldo Trindade, no Porto.
O livro percorre em fotografias, cartazes, capas de discos, livros e revistas tudo o que se seguiu até ao 25 de Abril e para lá dele. Para a história de José Afonso, depois do que já fora publicado por José António Salvador, Viriato Teles, João Afonso dos Santos, Elfriede Engelmayer e muitos outros, este será como que um livro dos livros, compondo pela primeira vez um retrato cronológico transversal às muitas resenhas biográficas já escritas. Tal como nos anteriores volumes da série, também este inclui uma árvore genealógica, cronologia, bibliografia e abundantes notas. N.P.

José Afonso
Fotobiografias Século XX

Direcção de Joaquim Vieira
Texto de Irene Flunser Pimentel
Edição Círculo de Leitores / Temas e Debates

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FotobiografiaImprensaIrene Pimentel
28/10/2008By AJA

Irene Pimentel vai lançar fotobiografia de Zeca Afonso

A historiadora Irene Pimentel, autora de várias obras sobre o século XX português, vai lançar até ao final do ano uma fotobiografia do cantor e compositor José Afonso, o que considerou “uma ousadia”.
“Eu comecei por estudar pessoas que não tinham nada a ver comigo”, afirmou em declarações à Lusa a investigadora, que acaba de publicar um livro sobre o inspector da PIDE Fernando Gouveia e também é autora de uma fotobiografia do cardeal Cerejeira.
Agora, a historiadora foi desafiada a fazer um trabalho sobre uma figura da cultura e a escolha recaiu em Zeca Afonso.
“Mas aí foi uma ousadia, porque eu conheci o Zeca Afonso, tenho os discos todos, ouvi a música dele, fui marcada por ela”, revelou.
Irene Pimentel considerou que Zeca Afonso “é uma figura altamente contraditória”.
“Isso fascinou-me”, confessou, sublinhando que era uma pessoa “muito individualista” e “muito marcada pelo surrealismo”.
A investigadora, que venceu o Prémio Pessoa em 2007, está também a trabalhar numa série documental sobre a PIDE, para a RTP, com Jacinto Godinho.
“Estamos na fase de entrevistas, sem preocupações com o tempo para que também fique em arquivo”, disse Irene Pimentel, que está também “à procura de pides”, convicta de que os mais importantes já desapareceram, mas alguns “agentes de segunda” ainda cá estão.

EO. | Lusa

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