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25 anos (1987-2012)
Home Archive by Category "25 anos (1987-2012)"

Category: 25 anos (1987-2012)

25 anos (1987-2012)Associação José Afonso
01/01/2013By AJA

Almoço dos 25 anos da AJA

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25 anos (1987-2012)Associação José Afonso
19/11/2012By AJA

Imagens do concerto dos 25 anos da AJA

Imagens do concerto comemorativo dos 25 anos da AJA “Às vezes não tenho jeito para falar de amigos”. Mais imagens na página do Facebook da AJA:

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25 anos (1987-2012)AJA SetúbalAssociação José Afonso
28/10/2012By AJA

Concerto 25 anos da AJA


Os bilhetes são a 10€ (plateia) e 7,5€ (balcão) e estão já disponíveis para venda no Fórum Luísa Todi e na sede da AJA, sita na Casa da Cultura de Setúbal.

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25 anos (1987-2012)Associação José Afonso
12/06/2012By AJA

Já à venda

A brochura comemorativa dos 25 anos da AJA encontra-se já disponível pelo preço de 5€.
Encomendem a vossa enviando um email para associacaojoseafonso@gmail.com.
Rápido, antes que esgote.

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25 anos (1987-2012)Homenagens e tributos 2012
27/02/2012By AJA

Imagens de mais um espectáculo lotado

Casa cheia para assistir ao espectáculo “Cantares do Andarilho – tributo a José Afonso”, com Ivo Machado e convidados, na Casa das Artes de V. N. de Famalicão.

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25 anos (1987-2012)AJA LisboaHomenagens e tributos 2012Núcleos AJA
27/02/2012By AJA

Imagens do espectáculo “Zeca, 25 anos depois”

Mais fotos na página da AJA no Facebook

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25 anos (1987-2012)BiografiaCoimbraTestemunhos
27/02/2012By AJA

Recordar José Afonso


Diário de Coimbra | 27.2.2012
Via blogue de Octávio Sérgio

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25 anos (1987-2012)TestemunhosViriato Teles
25/02/2012By AJA

25 anos com Zeca

Nestes dias em que tanto se fala de José Afonso e do seu génio, gosto sobretudo de recordar que, para além da música, o Zeca era acima de tudo um homem. Um homem empenhado nas grandes lutas do seu tempo, com certeza, que procurou viver de modo integral – o que só se alcança quando se assume viver com as fragilidades, as virtudes, os defeitos, as grandezas e as contradições comuns a todos os homens.

Há hoje uma tendência, por parte de alguns dos seus/meus amigos (e porventura ainda mais dos que nunca o conheceram, à parte umas quantas adultas e descompassadas bestas que ainda não desistiram de demonizá-lo como perigoso agitador comunista), uma tendência, dizia, para um certo culto da memória de Zeca Afonso que tende a transformá-lo numa «unanimidade nacional» ou, pior ainda, numa espécie de «santo de madeira», como diria Nicanor Parra. E isso é mau e injusto – uma inverdade, como agora se diz em linguagem jornalístico-parlamentar – porque o Zeca nunca quis ser unânime. Ele escolheu conscientemente o lado da vida onde queria estar, mesmo sabendo que isso implicava um preço a pagar. E pagou-o, com juros elevadíssimos, como bem sabemos.

O Zeca era um homem preocupado como poucos com os problemas dos seus iguais. O que não o impedia de ter um sentido de humor frequentemente sibilino, de que aliás há testemunho em várias das suas canções ou em pormenores que fazia incluir nos discos – fossem as estrambólicas introduções improvisadas de temas como Senhor Arcanjo ou Rio Largo de Profundis, ou detalhes imperceptíveis a olhares menos atentos – e deixem só que lembre, de passagem e porque a propósito, a ficha técnica da edição original do álbum Coro dos Tribunais (Orfeu, 1974) onde, a par dos vários instrumentos, incluiu uma subtil referência aos «gases e flatulências» executados, digamos assim, no estúdio por ele próprio, pelo Adriano, o Fausto e o Carlos Moniz – o que ainda hoje é recordação gaudiosa, como bem se entende…

O José Afonso que conheci era um homem que conjugava uma grande aptidão para o diálogo com uma inamovível capacidade de indignação. E era, claro, um indivíduo complexo, por vezes difícil, intransigente consigo mesmo e com os outros, mas também capaz da complacência, com muito mais dúvidas do que certezas. E é essa dimensão que faz dele um ser de excepção, para lá do genial poeta e compositor e cantor que foi – e continua a ser. Ou, se quisermos, como escreveu Baptista-Bastos sobre Che Guevara: «havia nele qualquer coisa de divino porque era simplesmente um homem».
Recordemo-lo assim, então, porque é assim que se mantém vivo tudo aquilo que nos legou.

Viriato Teles

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25 anos (1987-2012)Homenagens e tributos 2012
23/02/2012By AJA

Em Famalicão.

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25 anos (1987-2012)Imprensa
23/02/2012By AJA

Zeca, o génio humano


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25 anos (1987-2012)Arnaldo TrindadeImprensa
23/02/2012By AJA

Entrevista a Arnaldo Trindade

Arnaldo Trindade.“O Zeca era um ‘charmeur’ com um humor extraodinário”

Em 1968, contra tudo e todos, o criador da editora Orfeu arriscou editar “um génio sensacional”. José Afonso morreu há 25 anos

Na efervescência da Invicta, um jovem Arnaldo Trindade, grande coleccionador de discos, associou à importação da marca de electrodomésticos Philco a edição discográfica própria, depois de o pai ter criado uma editora que lançava discos da Polydor. Da etiqueta Orfeu sairiam muito mais que mitos, com a edição fonográfica assente na vertente comercial e divulgação artística. Dos anos 40 para finais de 60, quando a editora da Rua da Santa Catarina arriscou engrossar o catálogo da “música de tema” com um cantor “nervoso”, que à falta da caixa de calmantes só gravou “Cantigas do Maio” graças a um truque do judo.

Como começou a sua relação com o José Afonso?

Na altura ele tinha acabado de fazer o EP com os “Vampiros” [1963], que foi o primeiro disco dele proibido. Passado uns tempos fez outra obra, o “Cantares de Andarilho”, e nenhuma editora quis gravar, por receio de o proibirem. Chegaram à minha firma através do Rui Pato, que tocava e produzia. O disco era uma maravilha.

Não teve receio de avançar?

Era um jovem e achava que se deviam fazer as coisas. Tive uma educação nos EUA, tinha a ideia do que era a liberdade, de toda a gente ter uma voz, mesmo que as ideias fossem contrárias. Não comungava totalmente com as ideias do José Afonso. Claro que também não era a favor da situação vigente. Sempre fui um social democrata. Como o José Afonso, era adepto de um mundo melhor. Aceitei gravar o álbum, contra tudo. Era tão bom que não devia ficar encalhado. Ele foi logo passar uns dias ao Porto. Era uma pessoa extraordinária, de um grande charme. Contra tudo o que possam dizer hoje, o José Afonso era um “charmeur”.

Apesar de dizerem que não tinha um feitio sempre fácil?

Tinha um feitio um bocadinho complicado, mas quando tinha um interlocutor como eu, também com um feitio complicado, era mais fácil. Gostávamos ambos de boas músicas e ele vinha de uma classe social alta, era filho de juízes. Tinha berço, educação, muito bons termos e um humor extraordinário. Disse-lhe para fazermos um contrato a sério. Ele na altura não tinha meios de sobrevivência. Tinha sido expulso da escola em que ensinava.

Estamos a falar de 1968, depois do álbum “Baladas e Canções”?

Exactamente. Esse, de 1964, não é nosso. Era inócuo, podia-se gravar porque eram só baladas. Depois com o “Andarilho” é que começou a mexer com tudo. Criei um sistema engraçado que já tinha com o Adriano Correia de Oliveira, que foi uma das pessoas que insistiu muito para fazer contrato com o Zeca.

É verdade que foi um contrato olhos nos olhos, sem papéis?

Sim, mas depois foi escrito. Eu dava um x ao Zeca, que na altura já era bastante. O José Niza, que também entrou na nossa firma, muito amigo do Zeca e do Adriano, tinha a obrigação de me trazer cantores novos. Trouxeram o Fausto, o Sérgio Godinho, o Padre Fanhais. Dessa época, só não gravei o José Mário Branco. Fez um pedido muito elevado nas condições, superior ao do Zeca, e considerei que não dava.

Quanto ganhava o José Afonso?

Era o equivalente a poder comprar três automóveis novos por ano. Quem fez esse cálculo foi o José Niza, que estava a fazer a minha biografia quando morreu.

Recorda-se de episódios durante a gravação do “Cantares de Andarilho”?

Já o tinham gravado, mas profissionalmente fomos ao Monte da Virgem, no estúdio da RTP. O Zeca era uma pessoa muito nervosa e levava sempre uma caixa de comprimidos para os nervos. Só que tinha-se esquecido da caixa. Dizia que não ia gravar. O Adriano disse-lhe para ele tirar os sapatos e começou a dar-lhe uns toques de judoca nas palmas dos pés.

Funcionou?

Ficou bom e lá gravou. O Zeca era uma pessoa muito engraçada. Era obrigação dele, e de outros contratados, vir ao Porto uma vez por mês. Deviam gravar um disco por ano para poderem receber x, e depois, claro, eram pagos pelas gravações, direitos de autor, etc.

Cumpria a visita mensal?

O Zeca nunca me falhou em nada. Era um profissional autêntico.

Conviviam fora do trabalho?

Éramos amigos. A primeira coisa que ele me ofereceu foi o “Cem anos de Solidão”, do García Marquez. Depois vinha para a minha discoteca, ouvir e comprar discos.

O que gostava de comprar?

Adorava canto gregoriano, Bach, Debussy, Stravinsky. Há um mês, em Lisboa, conheci um professor de música da Universidade de Évora que o conheceu muito bem na Holanda. Mostrou como no Zeca, não sabendo nada de música, todas as canções são musicalmente correctas. Perguntou-me se eu sabia se ele gostava de canto gregoriano. Gostava e muito! Há coisas dele que são canto gregoriano puro.

Chegou a ser incomodado pela PIDE?

Não, convivíamos bem com o problema. As letras eram subentendidas e eles eram muito iludidos. Depois, o José Niza era muito amigo do indivíduo que estava à frente do SNI [Pedro Feytor Pinto, do Secretariado Nacional de Informação]. Propúnhamos-lhe as letras que podiam levantar dúvidas e eles faziam uma pré-selecção, para evitarmos gastos e depois ir tudo para o galheiro. Nunca tivemos um disco proibido do Zeca.

Os discos vendiam-se bem?

Não se vendia bem. Começou-se a vender sobretudo a partir da pedrada no charco, com o “Cantigas do Maio”, por causa do “Grândola”. O Zeca era um cantor de elite. A qualidade dele é extraordinária e é dos melhores poetas portugueses. Estamos a falar de um tempo em que o que vendia era fado e folclore.

A que juntou a “música de tema”.

Tivemos a sorte da nossa firma não viver só da música. Era das mais importantes distribuidoras de electrodomésticos do país, da Philco, e a secção de discos fui eu que a criei, porque o meu pai e o meu tio, os proprietários, tinham mais que fazer. Gravei os maiores poetas portugueses ditos por eles mesmos. Comecei com o Miguel Torga, o José Régio, a Agustina.

Tinha noção do impacto que o “Grândola” teria?

Não. Gravei o “Cantigas do Maio” porque achei que era o melhor disco feito em Portugal. Foi o nosso maior investimento. Custou-me mil contos, o que na altura era um balúrdio, e fomos gravar aos Strawberry Studios, o maior estúdio da Europa, onde na véspera tinham estado os Stones. A produção foi do José Mário Branco e foram todos lá cantar, o Adriano, o Fausto, o Vitorino. Um detalhe engraçado foi como foi feito o som da marcha. Os pés dos músicos a deslizar no saibro do castelo, que deram aquele som importantíssimo. É uma obra-prima da música portuguesa e foi o que vendeu mais.

Sobretudo depois do “Grândola”?

Sim, fez-se um single e tudo, vendeu-se para todo o mundo, excepto para os países de leste. Como é que podiam gostar de uma música onde se dizia que “o povo é quem mais ordena”?!

Como foi o trajecto na editora depois do 25 de Abril?

Acabou-se aquela linguagem subentendida, poeticamente muito mais bonita. O Zeca envolveu-se na parte política. Mas atenção que o Zeca nunca foi nem quis ser do PCP.

Falavam sobre política?

Não discuti política com ele, mas conversávamos. Perguntava-lhe como é que ele se dava comigo não sendo eu comunista. “Também não sou comunista”, dizia-me ele. “Sou um revolucionário, e a revolução não se pode fazer sem a burguesia liberal”. Entediamo-nos muito bem. Aliás, a última coisa que ele me deixou foi um autógrafo. “Ao Arnaldo Trindade, politicamente adversários, mas amigos”. E até acrescentou “O Porto é uma nação”.

Manteve-se consigo até aos últimos álbuns?

Depois do 25 de Abril as pessoas começaram a comprar os discos não pelo que eles eram, mas sim a conotá-los politicamente. Muitos não gostavam do Zeca por ser de esquerda. Isso reflectiu-se nas vendas. O contrato dele era muitíssimo caro, para ser comercialmente possível tínhamos que vender. Disse-lhe que ele estava a encaminhar-se para coisas mais violentas e que certa parte do mercado não gostava.

Costumava dar-lhe indicações?

Nunca interferi em nada na criação, só recusei um disco que ele fez sobre a tomada da sede do PPD em Setúbal, um single editado pela LUAR [Liga de Unidade e Acção Revolucionária]. Deve ter sido por volta de 75. Aquilo era um panfleto e eu panfletos não gravo. Gravo poesia e ideias, agora mata e esfola não é comigo, nem de um lado nem de outro. Ficámos amigos na mesma. O “Fados de Coimbra” [1981] foi o último que gravei, para poder recuperar investimentos que não estavam a dar frutos.

Foi pacífico o afastamento?

Sim. Ele já andava perturbado com a doença. Quiseram fazer uma editora com todos os cantores mas não deu nada. Não existem discos sem editores e um editor tem que ser independente, como um juiz imparcial. Descobrir o que é bom, o que se vende e o que é bom mesmo que não se venda. Gravámos o José Calvário com a Orquestra Sinfónica de Londres. Veja o balúrdio. Tínhamos o melhor que havia. Só nos faltava a Amália.

Quando esteve com o José Afonso pela última vez?

Não me recordo. Ainda o via mas ele andava ocupado com a parte revolucionária. Penso que vivia numa luta íntima entre o belo da poesia e o sentido social que tinha. Era um génio sensacional desinteressado de tudo. Ia cantar a todo o lado sem levar um tostão e nem sei se não terá passado dificuldades quando deixou de gravar, com o turbilhão do PREC. Perdeu-se a utopia do início, em que ele era grande.

Por Maria Ramos Silva | Jornal i

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25 anos (1987-2012)Imprensa
22/02/2012By AJA

Zeca Afonso: os 25 anos da morte do cantor que ‘teve azar de nascer português’

A reedição de 11 discos de José Afonso e espectáculos musicais em várias cidades portuguesas e no estrangeiro contam-se entre as iniciativas a realizar, na quarta-feira, para assinalar os 25 anos da morte do cantor.

Lisboa, Grândola, Barreiro, Coimbra, Açores, Barcelona e Newark são alguns dos locais onde os 25 anos da morte de José Afonso são lembrados na quarta-feira, para manter «vivo o espírito do Zeca e a lição de dignidade» que transmitiu a todos, como disse à agência Lusa Francisco Fanhais, companheiro de cantigas e de estrada de José Afonso, no período antes do 25 de Abril de 1974 e actualmente dirigente da Associação José Afonso.
Considerado durante muito tempo um músico de intervenção, José Afonso é, para Francisco Fanhais e para o jornalista Viriato Teles, «muito mais do que um cantor ou um músico de intervenção».
Essa designação serve mesmo, para Francisco Fanhais, «para menosprezar toda a parte poética e musical que José Afonso revelou e é um álibi muito bom para que os divulgadores de música o possam banir com toda a tranquilidade».
«Cada uma das canções de José Afonso faz parte de um conjunto de grande valor musical e poético que, penso, está ainda por descobrir», disse Francisco Fanhais.
Também o jornalista Viriato Teles, autor do livro As voltas de um andarilho – Fragmentos da vida e obra de José Afonso, considera que José Afonso «está ao nível de um dos grandes criadores musicais do mundo».
«Ao contrário do que habitualmente fazemos, que é comprarmos os portugueses com artistas estrangeiros, eu acho que o Pete Seeger é o Zeca Afonso norte-americano», disse o jornalista, sublinhando que José Afonso «está ao nível de um Bob Dylan, John Lennon, Léo Ferré ou mesmo de um Jacques Brel».
Considerar a obra de José Afonso apenas do ponto de vista da cantiga de intervenção «é do mais redutor que existe, até porque mesmo nesse campo ele esteve sempre à frente do tempo dele», disse Viriato Teles à Lusa, acrescentando que a obra musical de José Afonso era «tão complexa do ponto de vista poético como musical».
«Talvez por não ter formação musical, a obra de José Afonso era bastante complexa, já que ela mudava de compasso a meio das cantigas e isso tornava tudo bastante difícil e especial», frisou.
Viriato Teles não hesita mesmo em afirmar que José Afonso era «um génio, tal como Carlos Paredes» e que, por isso mesmo, quando José Afonso morreu «Paco Ibañez disse que Zeca teve azar de ter nascido português».
«Se tivesse nascido nos Estados Unidos estaria ao nível desses grandes criadores mundiais», disse, na altura, Paco Ibañez, lembrou Viriato Teles.
O jornalista invoca mesmo o facto de a obra de José Afonso ser a obra de um cantor português «mais divulgada a nível mundial».
«Basta ver a quantidade de versões de canções do Zeca, e não apenas a de Grândola vila morena, que existem no estrangeiro», disse, exemplificando com os casos de Charlie Haden e Carla Bley, Nara Leão ou as de Pi de la Serra e Luis Pastor.
«Pi de La Serra e Luis Pastor consideram mesmo que José Afonso foi o pai da nova música espanhola», sublinhou.
«Se há de facto um músico português que se universalizou foi o Zeca, se calhar tanto ou mais do que Amália, embora esta tenha tido mais visibilidade», frisou Viriato Teles.
Viriato Teles e Francisco Fanhais concordam ainda num outro ponto: «Apesar de reconhecido, José Afonso não tem ainda hoje o estatuto que devia ter na música».
Para assinalar os 25 anos da morte de José Afonso, a Movieplay vai editar agora – com a etiqueta Art’Orfeumedia – versões remasterizadas, com notas adicionais aos originais, assinadas pelo jornalista Gonçalo Frota, os onze álbuns que José Afonso editou para a Orfeu, disse à Lusa fonte da editora.
Na primeira semana de Abril sairão Cantares do andarilho e Contos velhos, novos rumos, enquanto na primeira semana de Maio sairão Traz outro amigo também, Cantigas do Maio e Eu vou ser como a toupeira.
Em Outubro regressam Venham mais cinco, Coro dos tribunais e Com as minhas tamanquinhas e, em Abril de 2013, será a vez de Enquanto há força, Fura, fura e Fados de Coimbra.
Entre os espetáculos que, um pouco por todo o país, assinalam o quarto de século da morte de José Afonso, destaca-se o que decorre na quarta-feira na Academia de Santo Amaro, em Lisboa. Organizado pelo núcleo de Lisboa da Associação José Afonso, o reúne, entre outros, cantores como Zeca Medeiros, Francisco Naia e Francisco Fanhais ou o duo Couple Coffee, que recria temas de José Afonso.
Nascido a 2 de Agosto de 1929, em Aveiro, José Afonso morreu a 23 de Fevereiro de 1987, em Setúbal, aos 57 anos, vítima de esclerose lateral amiotrófica.

Lusa/SOL

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25 anos (1987-2012)CoimbraImprensa
22/02/2012By AJA

Ontem no “À conversa com o rosto da utopia”


in Diário de Coimbra | 22.2.2012 (Clicar para aumentar)
Via: Blogue de Octávio Sérgio

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25 anos (1987-2012)Testemunhos
22/02/2012By AJA

Tributo ao Zeca 25 Anos sobre a sua morte, por Alfredo Matos

A 22 de Julho de 1970, Zeca dedicou-me Por Trás Daquela Janela, Poema, por si criado e manuscrito, que posteriormente mo entregou.

Estava eu, então, preso no Forte de Caxias. Foi em Maio daquele ano, no dia 3, que a PIDE assaltou, simultaneamente, no Distrito de Setúbal, de madrugada, oito casas, prendendo oito cidadãos: quatro, em Setúbal – Carlos Lopes, António Gonçalves, Fernando Carlos e Zacarias Fernandes. Um, na Moita – Staline Rodrigues. Um, em Alhos Vedros – Leonel Coelho. Dois, no Barreiro – Álvaro Monteiro e Alfredo de Matos.

Foi um momento particularmente emocionante quando o Zeca, perante insistência continuada, a que não resistiu, interpretou, no Barreiro, naquele local, naquele ano, àquela hora e para aquela imensa multidão, aquele libelo acusatório temível e sempre actual – “os Vampiros”. Que noite inesquecível!

Conhecemo-nos no início de 1967. Com frequência nos visitámos. Eu, na sua primeira casa, em Setúbal, o Zeca, na minha casa, no Barreiro e, aqui, conviveram, connosco, algumas vezes, dois grandes amigos comuns – o Carlos Paredes e o Adriano Correia de Oliveira. Momentos de conversa livre e amiga.

Desenvolvemos uma amizade sólida, na base de imensas cumplicidades, à volta dos nossos ideais, principalmente. Esta relação levou a que o Zeca tenha aderido e participado, com grande entusiasmo, naquele memorável espectáculo, um autêntico concerto, talvez a maior e mais vibrante sessão de poesia e canto que encheu como um ovo o ginásio do Luso do Barreiro, no dia 11 de Novembro de 1967, um sábado, da iniciativa do Cineclube do Barreiro – cuja direcção, liderada por Álvaro Monteiro, viria, por esse motivo, a ser presa pela PIDE – e da Comissão Cultural do Luso. Este foi mais um dos momentos em que tomámos nas nossas mãos a procura da liberdade que o poder fascista nos negava.
Adriano Correia de Oliveira não cantou porque, como explicou, estava na tropa. Odete Santos declamou poetas como António Gedeão e Manuel da Fonseca. Teresa Paula Brito interpretou Para Não Dizer Que Não Falei De Flores e espirituais negros. O virtuosismo de Carlos Paredes e Fernando Alvim em temas como Verdes Anos. Por fim, Zeca Afonso acompanhado à viola por Rui Pato. A apresentação, improvisada mas conseguida, esteve a cargo do barreirense Manuel Teixeira Gomes. Serviu de apoio à partitura com os textos do Zeca, o muito jovem, e meu filho, Vítor de Matos.
Uma multidão, impensável, naqueles tempos e naquelas condições, repetia com insistência: “Vam-pi-ros”, “Vam-pi-ros”, “Vam-pi-ros”, “Vam-pi-ros”.

O Zeca não queria, resistiu até ao limite, mas era impossível não ceder ao pedido incessante da multidão. Todas as emoções transbordaram quando, aquela Voz rompeu, como um grito, o momento de silêncio:
“No céu cinzento/Sob o astro mudo/Batendo as asas/Pela noite calada/Vêm em bandos/Com pés de veludo/Chupar o sangue/Fresco da manada”.

Ovação poderosa estalou na sala. Em coro, todos, a uma voz, sublinham:

“Eles comem tudo/Eles comem tudo/Eles comem tudo/E não deixam nada”.

Estava a viver-se um impressionante e indescritível acontecimento, de grande impacto na região que, num período de crescentes acções políticas oposicionistas, empolgou o começo da movimentação dos democratas para o intenso período eleitoral de 1969, em que, no Concelho do Barreiro, a CDE venceu, nas urnas, a União Nacional.
A 22 de Julho de 1970, Zeca dedicou-me Por Trás Daquela Janela, Poema, por si criado e manuscrito, que posteriormente mo entregou.
Estava eu, então, preso no Forte de Caxias. Foi em Maio daquele ano, no dia 3, que a PIDE assaltou, simultaneamente, no Distrito de Setúbal, de madrugada, oito casas, prendendo oito cidadãos: quatro, em Setúbal – Carlos Lopes, António Gonçalves, Fernando Carlos e Zacarias Fernandes. Um, na Moita – Staline Rodrigues. Um, em Alhos Vedros – Leonel Coelho. Dois, no Barreiro – Álvaro Monteiro e Alfredo de Matos.

Pelo Natal de 1972, este Poema, também com música do Zeca, de interpretação difícil como o próprio o referia, foi editado em disco, sob o título, Eu Vou Ser Como a Toupeira, que também incluiu a canção A Morte Saiu à Rua, dedicada ao escultor Dias Coelho, dirigente do PCP, assassinado pela PIDE, em 19 de Dezembro de 1961. Eis o que diz o manuscrito:

Ao Alfredo Matos

Por trás daquela janela
Por trás daquela janela
Faz anos o meu amigo
E irmão

Não pôs cravos na lapela
Por trás daquela janela
Nem se ouve nenhuma estrela
Por trás daquele portão

Se aquela parede andasse
Se aquela parede andasse
Eu não sei o que faria
Não sei

Se o mundo agora acordasse
Se aquela parede andasse
Se um grito enorme se ouvisse
Duma criança ao nascer

Talvez o tempo corresse
Talvez o tempo corresse
E a tua voz me ajudasse
A cantar

Mais dura a pedra moleira
E a fé, tua companheira
Mais pode a flecha certeira
E os rios que vão pró mar

Por trás daquela janela
Por trás daquela janela
Faz anos o meu amigo
E irmão

Na noite que segue ao dia
Na noite que segue ao dia
O meu amigo lá dorme
De pé

E o seu perfil anuncia
Naquela parede fria
Uma canção de alegria
No vai e vem da maré

Assina: José Afonso A

Nas minhas cartas da prisão, à Eve, a minha companheira, dou-lhe conta das emoções, ao ouvir aquela Voz, vinda de um gira-discos, que uma vez por semana, durante escassas horas, intercalada com a voz de Paco Ibañez, de Jean Ferrat, de Léo Ferré, de Adriano Correia de Oliveira, de Beethoven… É a Voz. Aquela Voz. Nas cartas, eu ia escrevendo, frases espalhadas pelo texto que lá iam passando “… ondas eléctricas percorrem todo corpo, eriçando-lhe os pelos, tal pele de galinha, sensação que se vai repetindo, quando o nosso Zeca arranca o São Macaio… e, o Menino do Bairro Negro – Bairro, bairro negro onde não há pão não há sossego… e, Vejam bem que não há só gaivotas em terra quando um homem se põe a pensar… e, Os Vampiros – No céu cinzento sob um astro mudo. Ao ecoar Maio Maduro Maio, o silêncio suspende a nossa respiração”
No 1º de Dezembro de 1970, no Forte de Caxias, escrevinhei um texto como se fosse um poema, dedicado ao Zeca, que dele nunca teve conhecimento, talvez porque o achei de valor muito reduzido, mesmo pobre, embora com algum simbolismo pelo lugar e condições em que foi criado. Ei-lo:

Um dia golpearam o pé da flor
Mas a criança agarrou a flor
Que voltou a dar pétalas garridas
Com um perfume ainda mais doce
E a flor se fez árvore

Depois negro vendaval
Arrancou seu forte tronco…
Mas vieram as crianças
As Mulheres e os homens
Que voltaram a plantar a árvore
Que voltou a dar flores e frutos
Para as crianças
As mulheres e os homens.
E a árvore se fez bosque…

Aqui chegou o poeta…
Não há melhor melodia
Que esta faca afiada
Que este golpe de martelo
Que um vagido de criança

Treme a terra bem no fundo de nós
Acordam os Poetas
Os soldados erguem as armas
Galgam as águas dos rios
Rasgam as aves o céu…

Ouvi a sua voz
É Portugal que canta
É Portugal que está no seu poema
E a alegria volta cheia de música
Trova. Balada. Canção
O Poeta canta a vida da gente
Pescador. Camponês. Resineiro. Soldado
Poeta. Operário. Ceifeira. Doutor

Tudo é vida no seu canto
Flor. Árvore. Fruto. Pedra
Tudo em ti é movimento
Rei que tu não foste sendo
Ao teu País dás o teu grito
Há uma nuvem de gente no teu canto

Na tua voz há festa
Tem raiva o teu cantar
Há amor e esperança nas tuas Palavras
É Portugal que está no teu Poema
É Portugal que está na tua voz

Dedicado à minha irmã, Conceição – presa em 1965, depois em 1968, activista

política clandestina, membro do PCP, torturada pela PIDE de forma particularmente cruel – o Zeca escreveu um poema, oferecendo-lhe o texto por si manuscrito, na versão original. A letra, que ataca explicitamente a PIDE em homenagem a uma Combatente expressamente nomeada, nunca chegou a ser gravada. Ei-la:

À Conceição Matos

Na Rua António Maria
Da Primaz Instituição
Vive a Maior Confraria
Desta válida Nação

E muita matula brava
Ainda pensava
Que havia de vir
Um dia assim de repente
Para toda a gente
Voltar a sorrir

Mas eles, Conceição, vão
Lamber as botas
Comer à mão
Dum novo Pina Manique
Com outra lábia
Com outro tique

Na Rua António Maria
Convenha a todos saber
A patriótica espia
Sabe bem onde morder

Vela pela vossa morada
No vão duma escada
Sem se anunciar
E oferece a quem bem destina
Um quarto de esquina
Com vistas pr`ó mar

Mas eles, Conceição, vão
Lamber as botas
Comer à mão
Dum novo Pina Manique
Com outra lábia
Com outro tique
Tem quatro letras apenas
Mas outro nome lhe dão
Nesta Fortaleza antiga
Só não muda a guarnição
E muita matula ufana
Cuidado que a mana
Morrera de vez
Deu graças à Dª. Urraca
Ao som da ressaca
Que o pagode fez

Mas eles, Conceição, vão
Lamber as botas
Comer à mão
Dum novo Pina Manique
Com outra lábia
Com outro tique

Aldeia da roupa branca
Suja de já não corar
O Zé Povo foi pr`á França
Não se cansa de esperar

O capataz de fazenda
Pôs a quinta à venda
Para quem mais der

E os donos marcaram tentos
Com novos inventos
Doa a quem doer

Assina, Zeca Afonso

A minha admiração pelo Zeca assenta, ainda, na sua qualidade impar de criador de poesia e de músico, de compositor de génio, sempre irrepetível, de ser o seu próprio e maior intérprete e também pelo seu carácter íntegro, generoso, leal, solidário. Zeca, grande amigo do Barreiro, um verdadeiro camarada, no sentido mais sublime da expressão.

Alfredo de Matos

Publicado no Rostos On-line

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Intervenções em memória de Zeca Afonso

«Os Departamentos de Português, Artes Visuais e Educação Musical da Escola Superior de Educação de Bragança estão a organizar uma série de “Intervenções em memória de Zeca Afonso”. A primeira intervenção, cujo tema é TRAZ OUTRO AMIGO TAMBÉM, ocorrerá no dia 23 de fevereiro de 2012, evocando os 25 anos da morte do cantautor, e será constituída pelo seguinte programa:

15.00h. – Início da sessão

15.15h. – Momento musical (António Ribeiro e alunos do curso de Música)

15.30 – JOSÉ AFONSO – Antecipar o futuro (re)criando”, por Mário Correia
(Associação José Afonso)

16.30 – Debate

16.45 – Manifesto por Zeca Afonso-poeta-revolução-já (texto de Carlos
Teixeira)

16.50 – Momento musical (António Ribeiro e alunos do curso de música)

17.00 – Intervenções dos alunos de Línguas para Relações Internacionais»

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“Animar a malta” em Santa Maria, nos Açores

Programa completo

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“O Rosto da Utopia” | Semana Zeca Afonso em Coimbra

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José Afonso em Fevereiro

 

Durante todo o mês de Fevereiro

“Zeca em Fevereiro” em Newark, E.U.A. Ver +

 

De 20 a 24 de Fevereiro

Semana dedicada a José Afonso promovida pela A. A. C. Ver +

 

Dia 23.2.2012

A TSF lembra José Afonso. Ver +

Uma aula sobre José Afonso em Grândola. Ver +

Tributo a José Afonso e Adriano C. de Oliveira no Teatro Circo em Braga. Ver +

Concerto “Zeca, 25 anos depois”, em Lisboa. Ver +

“Relembrar Zeca Afonso” na Biblioteca-Museu República e Resistência. Ver+

Tertúlia em Coimbra. Ver +

Convívio para recordar Zeca Afonso, no Barreiro. Ver +

25 poemas de José Afonso ditos em Setúbal. Ver +

“Intervenções em memória de Zeca Afonso”, em Bragança. Ver +

Cantares do Andarilho, em Famalicão. Ver +

Evocação de José Afonso pela Academia M.R. 8 de Janeiro. Ver +

Documentário “Maior que o pensamento” na RTP1. Ver +

“José Afonso ao vivo no Coliseu” na RTP Memória. Ver +

Poesia de José Afonso na Antena 1. Ver +

 

Dia 24.2.2012

Transmissão, em directo (21h30), do concerto de 6ª-feira, do tributo a José Afonso e Adriano C. de Oliveira no Teatro Circo em Braga. Ver +

“Venha cantar o Zeca” no Seixal. Ver +

Jantar-homenagem no Barreiro. Ver +

“Animar a malta” em Santa Maria, Açores. Ver +

 

Dia 25.2.2012

Concerto de homenagem a José Afonso, em Barcelona, pelos Drumming. Ver +

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25 anos (1987-2012)CoimbraDiscografiaExposições
20/02/2012By AJA

Abertura da exposição discográfica esta manhã em Coimbra

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25 anos (1987-2012)BiografiaHelena AfonsoImprensa
19/02/2012By AJA

O poeta da música morreu há 25 anos

Artigo na revista Domingo, do jornal Correio da Manhã, de 19.02.2012

Do homem para quem um amigo era “maior que o pensamento” ficaram mais do que belas canções. “Confesso que o que me marcou foi o calor humano. Ele estava sempre rodeado de gente e a possibilidade de se crescer com debates contraditórios, que ele promovia, sobre temas que envolviam a nata da música e da literatura, arquitectos, operários e pastores, foi um privilégio”, recorda Helena Afonso.
A segunda dos quatro filhos de Zeca ainda se emociona ao falar do legado que supera em muito as ausências forçadas de um pai que, no tempo do antigo regime, decidiu cantar à esquerda. “O essencial era a transmissão através de afectos, conhecer pessoas, afastar o medo… Havia quem passasse lá por casa em períodos difíceis, na clandestinidade, e deixasse umas notas”, diz.
Vinte e cinco anos depois da morte, o cantor que se tornou o arauto da revolução de Abril ascendeu ao estatuto de lenda. A mensagem política superou o músico e o poeta. Mas essa faceta ficou nos mais próximos, que retêm na memória “a pessoa com enorme empenhamento humano, acentuada empatia pelos outros e sensível ao que se passava à sua volta”.
O tio, “que tirava do frigorífico um caril de frango e comia sem aquecer, que passou uma fase vidrado na macrobiótica e recebia com imensa alegria na casa branca de Azeitão” influenciou o sobrinho João Afonso, o único da família que também seguiu a música.
Já doente com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), nos últimos anos, José Afonso lamentava “que o reduzissem a cantor de intervenção, panfletário”, lembra Helena.

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25 anos (1987-2012)AJA GrândolaNúcleos AJA
19/02/2012By AJA

Uma aula sobre José Afonso

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25 anos (1987-2012)Exposições
19/02/2012By AJA

Exposição discográfica “Desta canção que apeteço” inaugura amanhã em Coimbra


A exposição discográfica “Desta canção que apeteço – Obra discográfica de José Afonso 1953//1985” estará patente durante a próxima semana em Coimbra, mais especificamente no nº 10 da Praça do Comércio (junto ao Pelourinho).
A inauguração está prevista para as 11h00 do dia 20.

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25 anos (1987-2012)Homenagens e tributos 2012
19/02/2012By AJA

Barcelona acolhe 2 concertos dedicados a José Afonso


O L’Auditori, em Barcelona, acolhe dois concertos dedicados a José Afonso. O primeiro, no dia 25 de Fevereiro, fica a cargo do grupo Drumming. O segundo concerto, a 3 de Março, é do projecto “20 canções para Zeca Afonso”.

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25 anos (1987-2012)
19/02/2012By AJA

Recordando José Afonso, em Setúbal

O La Bohème Bar fica na Rua Pereira Cão nº11, em Setúbal
Mais informação aqui.

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25 anos (1987-2012)Homenagens e tributos 2012
18/02/2012By AJA

Dia 24 de Fevereiro, no Seixal

Mais informações aqui.

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25 anos (1987-2012)
17/02/2012By AJA

Zeca Afonso homenageado no Barreiro

A Associação “Grupo dos Amigos do Barreiro Velho” homenageia Zeca Afonso, por ocasião da data dos 25 anos da sua morte.
Zeca Afonso sempre esteve e continua a estar com os que lutam por um mundo melhor.
Passados 25 anos, as suas canções mantêm toda a atualidade.
Por isso, no dia 24 de Fevereiro, pelas 20h, no restaurante “O Pial”, vamos jantar e juntar as vozes, para lembrar o Zeca.
Se quiser juntar-se ao evento, terá de se inscrever.
Deverá fazê-lo para o 914523568, até dia 23 de Fevereiro.
Esperamos por si!
Que “venham mais cinco”!

Até lá!
Rosário Vaz

Rostos on-line

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25 anos (1987-2012)CoimbraImprensaRui Pato
17/02/2012By AJA

José Afonso: Memória do cantor resiste em Coimbra 25 anos depois

A memória do cantor José Afonso resiste em Coimbra 25 anos depois da morte, mas também a sua música ecoa em cada esquina da cidade onde os amigos o recordam com emoção.
O médico Rui Pato tinha 16 anos quando, em 1961, começou a acompanhar José Afonso à viola, participando na gravação dos primeiros discos e em muitos espetáculos.
“As recordações que tenho desse tempo são a incompreensão e a repressão que rodeavam toda a arte que o Zeca fazia, uma coisa que eu não vejo muito descrita”, declarou Rui Pato à agência Lusa.
Nesse “período difícil”, na década de 60, “o núcleo que apoiava o Zeca era pequeno”, disse.
“Foi o período em que mais contactei com ele e que mais me marcou”, acrescentou.
O futuro pneumologista acompanhava outros cantores de Coimbra, designadamente Adriano Correia de Oliveira e António Bernardino, e os guitarristas Pinho Brojo e António Bernardino.
Pato testemunhou a “extrema penúria” em que vivia o autor de “Grândola Vila Morena”. Mesmo assim, “o Zeca não perdia o seu bom humor”.
Para o médico, “a matriz cultural e artística do Zeca Afonso é Coimbra”, onde o cantor realizou apenas dois concertos entre 1961 e 1969, quando já não vivia na cidade.
A maior parte dos seus espetáculos, com a participação de Rui Pato, realizavam-se sobretudo na zona de Lisboa, sobretudo na Margem Sul, a convite de organizações estudantis e operárias.
“Coimbra era uma terra ainda muito conservadora e o Zeca tinha traído um pouco a tradição da canção de Coimbra”, além de ser “um homem conotado com a esquerda”.
Na sua opinião, “há hoje um grande respeito pelo Zeca, como homem, músico e poeta. Tarde, mas felizmente ainda a tempo, é uma figura já metida no ADN da música portuguesa”.
Em 1961, quando Pato começou a tocar com ele, “não se imaginava que, em grande parte dos acampamentos da guerra colonial, os oficiais ouviriam as músicas” de Zeca.
“Nem ele próprio tinha a noção da importância que tudo isso viria a ter na própria evolução sócio-política” em Portugal.
Teresa Alegre Portugal, antiga professora e ex-deputada socialista, conheceu José Afonso de quem recorda “uma voz muito serena que chegava lá ao ponto impossível”.
Nos anos 50, então aluno do curso de Histórico-Filosóficas, na Universidade de Coimbra, o cantor era visita frequente da casa da então namorada do guitarrista António Portugal.
“Achei que devia reclamar uma serenata ao António. Mas foi o Zeca que a cantou, com o António a acompanhar”, contou a ex-deputada.
José Afonso “tinha um sentido de humor verdadeiramente original”, sempre “com aquela postura fora do sistema”.
Acima de tudo, “Zeca é uma das primeiras figuras de um tipo de música muito difícil de classificar”, afirmou Teresa Portugal.
Quem fala dele “como um cantor de intervenção está a limitá-lo muito. Ele vai muito para além disso”, defendeu.
“A sua obra perdura hoje e com muita força”, disse Jorge Cravo, autor do livro “José Afonso: da boémia coimbrã à solidariedade utópica (1940-1969)”.
Para este investigador, “vai havendo cada vez menos um divórcio entre José Afonso e a cidade” onde “teve uma vida um bocado ingrata”.
Afinal, foi em Coimbra “que ele começou”. Um facto reconhecido “em qualquer parte do mundo”, concluiu.

Reportagem de Casimiro Simões, Agência Lusa



Placa de azulejos na casa onde viveu José Afonso na década de 40 do século passado – um segundo andar no prédio contíguo à pastelaria Zizânia, na Avenida Dias da Silva em Coimbra. Já mostrada aqui

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25 anos (1987-2012)ColóquiosViriato Teles
17/02/2012By AJA

Relembrar Zeca Afonso

Relembrar Zeca Afonso

No dia 23 Fevereiro às 18h, a BMRR/ espaço Cidade Universitária vai “Relembrar Zeca Afonso” por Viriato Teles, jornalista e escritor.

Sessão de evocação de Zeca Afonso pelo 25º aniversário do seu desaparecimento.

Biblioteca-Museu República e Resistência – Espaço Cidade Universitária
Ver Morada
Local: Auditório
Data: 2012-02-23 às 18:00
Contactos: Tel: 21 780 27 60
bib.galveias@cm-lisboa.pt

Observações: Entrada livre.
 

Viriato Teles com José Afonso

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25 anos (1987-2012)CoimbraHomenagens e tributos 2012Imprensa
16/02/2012By AJA

Semana dedicada a José Afonso promovida pela A.A.C.


Via: Blogue de Octávio Sérgio

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25 anos (1987-2012)DocumentáriosIrene PimentelJoaquim Vieira
11/02/2012By AJA

“Maior que o pensamento” na RTP1

A série documental em três episódios sobre José Afonso, com assinatura de Joaquim Vieira, será novamente apresentada na RTP1 no dia 23 de Fevereiro, pelas 22h30.

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25 anos (1987-2012)Amigos maiores que o pensamentoHomenagens e tributos 2012José Luis Iglésias
09/02/2012By AJA

“Zeca em Fevereiro” em Newark, E.U.A

Vão decorrer em Newark, durante todos os sábados de Fevereiro, espectáculos de homenagem e divulgação da obra de Zeca Afonso, vulto maior da cultura musical portuguesa. Estes eventos são produzidos em colaboração com o projecto “Amigos Maiores que o Pensamento”, destinado a prestar tributo à memória de Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira, quando passam respectivamente 25 e 30 anos do desaparecimento físico destes intérpretes e compositores. O projecto “Amigos Maiores que o Pensamento” pretende “contribuir activamente para a divulgação da vida e obra destes homens, não numa perspectiva saudosista, porque percebemos a necessidade de redefinir e diversificar as formas de acção, mas como ponto de partida consensual: a cultura é uma arma e o legado cívico e cultural que nos deixaram estes amigos são exemplo e estímulo para a estrada que temos de percorrer.” Conhecidos cantores e poetas da nossa comunidade vão estar presentes nos dias 4, 11, 18 e 25 de Fevereiro, a partir da 8:30 PM, na St. Stephan’s Grace Community – Igreja Luterana, 7 Wilson Avenue, em Newark, NJ. (Cinco Esquinas, entrada pela Wilson Ave.). Estarão em palco André Corrêa d’Almeida, Bruno Costa, David Couto, Fátima Santos, João S. Martins, Jorge Quaresma, José Luis Iglésias e Paula Seca. Entrada livre.
Informações: 908-403-2609

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