Arnaldo Trindade, 1934-2024
Arnaldo Trindade, 1934 – 2024
A Associação José Afonso vem desta forma endereçar à sua família as mais sentidas condolências e uma palavra de profunda admiração pelo seu riquíssimo legado. Como tão bem disse Rui Pato: “Sem o Arnaldo Trindade, a música e a poesia portuguesa não teriam certamente chegado ao patamar a que chegaram. Foi ele quem alavancou a divulgação de grande parte da nossa poesia e da nossa música nos anos 1950 e 1960, e que ainda hoje ouvimos.”
📷 Arnaldo Trindade no colóquio/debate “O Mundo Que ViVi”, na Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto.







Arnaldo Trindade mostra-nos uma dedicatória: “Adversariamente, mas com admiração, José Afonso”. Afonso, tal como Adriano Correia de Oliveira, tal como muitos dos autores editados por Arnaldo Trindade, defendia a esquerda revolucionária. Trindade, por sua vez, tinha em mente “uma ideia democrática americana” – hoje, confessa, não sabe como se há-de definir. Estavam, porém, do mesmo lado da barricada. Claramente: “Era preciso ir mais à frente para conseguir mudar o sistema, para conseguir a utopia que sempre defendi, tal como Zeca Afonso, de uma sociedade mais igualitária. A nossa política era a utopia”.