AJA

  • início
  • a associação
    • quem somos
    • núcleos
    • centro de documentação
    • escolas
    • exposições
    • encontros
    • donativos
  • josé afonso
    • biografia
    • cronologia
    • discografia
    • letras
    • bibliografia
    • multimédia
    • versões
  • Zeca 100
  • blogue
  • loja
    • livros
    • discos
    • revistas
    • outros
    • ver tudo
  • contactos

Type [To] Search

AJA

  • início
  • a associação
    • quem somos
    • núcleos
    • centro de documentação
    • escolas
    • exposições
    • encontros
    • donativos
  • josé afonso
    • biografia
    • cronologia
    • discografia
    • letras
    • bibliografia
    • multimédia
    • versões
  • Zeca 100
  • blogue
  • loja
    • livros
    • discos
    • revistas
    • outros
    • ver tudo
  • contactos
  • início
  • a associação
    • quem somos
    • núcleos
    • centro de documentação
    • escolas
    • exposições
    • encontros
    • donativos
  • josé afonso
    • biografia
    • cronologia
    • discografia
    • letras
    • bibliografia
    • multimédia
    • versões
  • Zeca 100
  • blogue
  • loja
    • livros
    • discos
    • revistas
    • outros
    • ver tudo
  • contactos

AJA

Type [To] Search

AJA

  • início
  • a associação
    • quem somos
    • núcleos
    • centro de documentação
    • escolas
    • exposições
    • encontros
    • donativos
  • josé afonso
    • biografia
    • cronologia
    • discografia
    • letras
    • bibliografia
    • multimédia
    • versões
  • Zeca 100
  • blogue
  • loja
    • livros
    • discos
    • revistas
    • outros
    • ver tudo
  • contactos
Coimbra
Home Archive by Category "Coimbra"

Category: Coimbra

Associação José AfonsoCoimbraPartituras e tablaturas
11/12/2021By AJA

Apresentação em Coimbra

Coimbra

Atenção, Coimbra e arredores.
O Núcleo AJA Coimbra – Associação José Afonso tem o prazer de vos convidar para a apresentação do livro «José Afonso – Todas as Canções», que irá ter lugar no dia 18 de Dezembro, pelas 16h30, na Bruaá / Livraria do Convento São Francisco, em Coimbra.

A apresentação estará a cargo de Paulo Esperança, da AJA, Octávio Fonseca, co-autor/transcritor e por um convidado muito especial, que dispensa apresentações: Rui Pato.

READ MORE
25 anos (1987-2012)BiografiaCoimbraTestemunhos
27/02/2012By AJA

Recordar José Afonso


Diário de Coimbra | 27.2.2012
Via blogue de Octávio Sérgio

READ MORE
CoimbraFestival José Afonso (Coimbra)
25/02/2012By AJA

Festival José Afonso


Via blogue de Octávio Sérgio

READ MORE
CoimbraFestival José Afonso (Coimbra)Imprensa
24/02/2012By AJA

Festival José Afonso regressa em Setembro

PROGRAMA:

27 de Setembro – Centro Cultural D. Dinis
Banda Biópsia
Grupo de Cordas Castiças do Centro Cultural, Desportivo e Social de S. Frutuoso
Coro Misto da Universidade de Coimbra
João Queirós | Guitarra e Voz
Rui Damasceno | Poesia

28 de Setembro – Auditório do Conservatório de Música de Coimbra
Cordis e Convidados
Luís Formiga | Bateria
Luís Oliveira | Contrabaixo
João Gentil | Acordeão
Vasco Alves | Violoncelo
Edjam | Saxofone e Flautas
Nuno Silva | Voz
Quarteto de Cordas da Orquestra Clássica do Centro
Ana Varela | Voz
Sofia Vitória | Voz
Cuca Roseta | Voz
Paula Fidalgo | Coreografia

29 de Setembro – Teatro Académico Gil Vicente
Antigos Orfeonistas de Coimbra e Convidados
Octávio Sérgio | Guitarra Portuguesa
Rui Pato | Guitarra
Vitorino | Voz
Janita Salomé | Voz

À excepção da primeira noite que será de entrada gratuita, as duas seguintes, 28 e 29, serão sujeitas a entrada de 2.50€ para estudantes e 5€ para o restante público.

Mais informação

READ MORE
25 anos (1987-2012)CoimbraImprensa
22/02/2012By AJA

Ontem no “À conversa com o rosto da utopia”


in Diário de Coimbra | 22.2.2012 (Clicar para aumentar)
Via: Blogue de Octávio Sérgio

READ MORE
25 anos (1987-2012)CoimbraHomenagens e tributos 2012
21/02/2012By AJA

“O Rosto da Utopia” | Semana Zeca Afonso em Coimbra

READ MORE
25 anos (1987-2012)CoimbraDiscografiaExposições
20/02/2012By AJA

Abertura da exposição discográfica esta manhã em Coimbra

READ MORE
25 anos (1987-2012)CoimbraImprensaRui Pato
17/02/2012By AJA

José Afonso: Memória do cantor resiste em Coimbra 25 anos depois

A memória do cantor José Afonso resiste em Coimbra 25 anos depois da morte, mas também a sua música ecoa em cada esquina da cidade onde os amigos o recordam com emoção.
O médico Rui Pato tinha 16 anos quando, em 1961, começou a acompanhar José Afonso à viola, participando na gravação dos primeiros discos e em muitos espetáculos.
“As recordações que tenho desse tempo são a incompreensão e a repressão que rodeavam toda a arte que o Zeca fazia, uma coisa que eu não vejo muito descrita”, declarou Rui Pato à agência Lusa.
Nesse “período difícil”, na década de 60, “o núcleo que apoiava o Zeca era pequeno”, disse.
“Foi o período em que mais contactei com ele e que mais me marcou”, acrescentou.
O futuro pneumologista acompanhava outros cantores de Coimbra, designadamente Adriano Correia de Oliveira e António Bernardino, e os guitarristas Pinho Brojo e António Bernardino.
Pato testemunhou a “extrema penúria” em que vivia o autor de “Grândola Vila Morena”. Mesmo assim, “o Zeca não perdia o seu bom humor”.
Para o médico, “a matriz cultural e artística do Zeca Afonso é Coimbra”, onde o cantor realizou apenas dois concertos entre 1961 e 1969, quando já não vivia na cidade.
A maior parte dos seus espetáculos, com a participação de Rui Pato, realizavam-se sobretudo na zona de Lisboa, sobretudo na Margem Sul, a convite de organizações estudantis e operárias.
“Coimbra era uma terra ainda muito conservadora e o Zeca tinha traído um pouco a tradição da canção de Coimbra”, além de ser “um homem conotado com a esquerda”.
Na sua opinião, “há hoje um grande respeito pelo Zeca, como homem, músico e poeta. Tarde, mas felizmente ainda a tempo, é uma figura já metida no ADN da música portuguesa”.
Em 1961, quando Pato começou a tocar com ele, “não se imaginava que, em grande parte dos acampamentos da guerra colonial, os oficiais ouviriam as músicas” de Zeca.
“Nem ele próprio tinha a noção da importância que tudo isso viria a ter na própria evolução sócio-política” em Portugal.
Teresa Alegre Portugal, antiga professora e ex-deputada socialista, conheceu José Afonso de quem recorda “uma voz muito serena que chegava lá ao ponto impossível”.
Nos anos 50, então aluno do curso de Histórico-Filosóficas, na Universidade de Coimbra, o cantor era visita frequente da casa da então namorada do guitarrista António Portugal.
“Achei que devia reclamar uma serenata ao António. Mas foi o Zeca que a cantou, com o António a acompanhar”, contou a ex-deputada.
José Afonso “tinha um sentido de humor verdadeiramente original”, sempre “com aquela postura fora do sistema”.
Acima de tudo, “Zeca é uma das primeiras figuras de um tipo de música muito difícil de classificar”, afirmou Teresa Portugal.
Quem fala dele “como um cantor de intervenção está a limitá-lo muito. Ele vai muito para além disso”, defendeu.
“A sua obra perdura hoje e com muita força”, disse Jorge Cravo, autor do livro “José Afonso: da boémia coimbrã à solidariedade utópica (1940-1969)”.
Para este investigador, “vai havendo cada vez menos um divórcio entre José Afonso e a cidade” onde “teve uma vida um bocado ingrata”.
Afinal, foi em Coimbra “que ele começou”. Um facto reconhecido “em qualquer parte do mundo”, concluiu.

Reportagem de Casimiro Simões, Agência Lusa



Placa de azulejos na casa onde viveu José Afonso na década de 40 do século passado – um segundo andar no prédio contíguo à pastelaria Zizânia, na Avenida Dias da Silva em Coimbra. Já mostrada aqui

READ MORE
25 anos (1987-2012)CoimbraHomenagens e tributos 2012Imprensa
16/02/2012By AJA

Semana dedicada a José Afonso promovida pela A.A.C.


Via: Blogue de Octávio Sérgio

READ MORE
CoimbraConcertos de José AfonsoRui Pato
18/10/2010By AJA

1ª actuação de José Afonso em Coimbra, no Teatro Avenida


As pombas - José Afonso (ao vivo) com Rui Pato sound clip

Foi em 1968, no Teatro Avenida, numa tarde de arte da Queima das Fitas. Nunca antes o Zeca tinha actuado em Coimbra depois de ter criado o seu repertório de Baladas em 1962. Foram necessários seis anos para que Coimbra o quisesse ouvir. Graças ao precioso arquivo fonográfico do meu amigo Prof. Jorge Rino, a gravação desse concerto está todo registado. Ele, gentilmente, cedeu-me esse registo, da qual destaco o primeiro tema do espectáculo – As Pombas, de José Afonso e Luis Pignatelli Andrade. A foto, é desse espectáculo.
Rui Pato

Via Guitarra de Coimbra

READ MORE
Coimbra
19/09/2009By AJA

Hoje, em Coimbra

Pelas 15:30 na Casa Municipal da Cultura, podemos assistir às conversas sobre “A vivência coimbrã de José Afonso” por Carlos Couceiro, Durval Moreirinhas e Luiz Goes.

Informações: Casa Municipal da Cultura (telef. 239 702 630)

READ MORE
CoimbraHomenagens e tributos (2009)
10/09/2009By AJA

Cartaz alusivo ao Memorial José Afonso

READ MORE
Coimbra
08/09/2009By AJA

Zeca Afonso evocado na Casa Municipal da Cultura, em Coimbra

READ MORE
Coimbra
04/09/2009By AJA

Hoje, na Casa Municipal da Cultura de Coimbra

Fomos hoje até Coimbra na esperança de ver e ouvir o concerto “Baladas do Zeca”, pelo Quarteto de Cordas da Orquestra Clássica Centro, algo que não aconteceu, pois tinha sido adiado para data incerta. Ficou o consolo e o privilégio de uma pequena visita guiada pelo Dr. Jorge Cravo à exposição biodiscográfica “José Afonso: o solidário utópico”, patente até 28 de Setembro, assim como dois dedos de conversa com Rui Pato.
Esta exposição, que documenta a geografia coimbrã de José Afonso, esteve já patente ao público há dois anos, no entanto, elementos novos, como por exemplo a caricatura de José Afonso no seu livro de curso, justificaram a sua reposição.

READ MORE
CoimbraImprensa
31/08/2009By AJA

2 recortes do Diário de Coimbra



3-8-2009

2-8-2009
Retirados do blogue de Octávio Sérgio

READ MORE
CoimbraHomenagens e tributos (2009)
18/08/2009By AJA

Datas para as vossas agendas

Até ao próximo dia 3 de Outubro, Coimbra evoca Zeca Afonso com um conjunto de iniciativas, nomeadamente, espectáculos de música, dança, recitais de poesia, um ciclo de Conversas a meio da tarde e uma exposição biodiscográfica.

SETEMBRO
Dia 2 (quarta-feira)
18h00
Casa Municipal da Cultura
Música “Baladas do Zeca”, Quarteto de Cordas da Orquestra Clássica Centro
Exposição Biodiscográfica “José Afonso: o solidário utópico” Galeria Pinho Dinis – Patente até 28 de Setembro

Dia 5 (sábado)
15h30
Casa Municipal da Cultura
Conversas a meio da tarde
“A Música de José Afonso”: Manuel Rocha, Rui Pato, José Mário Branco

Dia 12 (sábado)
15h30
Casa Municipal da Cultura
Conversas a meio da tarde
“A poesia de José Afonso”: José Manuel Mendes, Rui Namorado (a confirmar), António Vilhena
Poesia | Recital de poesia de José Afonso, pela Bonifrates
21h30
Teatro Académico de Gil Vicente
Dança “Dançar Zeca Afonso”, CeDeCe – Companhia de Dança Contemporânea
Acesso gratuito

Dia 19 (sábado)
15h30
Casa Municipal da Cultura
Conversas a meio da tarde
“A vivência coimbrã de José Afonso”: Carlos Couceiro (a confirmar), Durval Moreirinhas, Luiz Goes

Dia 26 (sábado)
21h30
Teatro Académico de Gil Vicente
Música | “Meditherranios”
Luísa Amaro (guitarra portuguesa)
António Eustáquio (guitolão)
Gonçalo Lopes (clarinete soprano e baixo)
Fernando Molina (percussão)
Participação especial: Mário Laginha (piano)
Acesso gratuito

OUTUBRO
Dia 3 (sábado)
21h45
Pavilhão Centro de Portugal
Música | “Tributo a José Afonso”, Grupo Canção de Coimbra

Organização: Câmara Municipal de Coimbra

READ MORE
CoimbraHomenagens e tributos (2009)
04/08/2009By AJA

Primeira casa de José Afonso em Coimbra

A casa onde viveu José Afonso na década de 40 do século passado – um segundo andar no prédio contíguo à pastelaria Zizânia, na Avenida Dias da Silva em Coimbra.

READ MORE
CoimbraImprensa
03/08/2009By AJA

Coimbra “resolve” relação com Zeca Afonso

A casa onde viveu José Afonso na década de 40 do século passado – um segundo andar no prédio contíguo à pastelaria Zizânia, na Avenida Dias da Silva – recebeu ontem uma placa evocativa da passagem do “estudante e cantor” que havia de marcar decisivamente a Canção de Coimbra e mais tarde o panorama nacional com a sua música de intervenção. Nos seus tempos de estudante «era igual a tantos outros», talvez «um pouco mais distraído, sarcástico, irónico e sonhador», mas nunca se considerou um mito.
Desmitificar a figura e dá-la a compreender às gerações mais novas, foi o que tentou fazer Jorge Cravo, na obra “José Afonso – Da boémia coimbrã à fraternidade utópica”, também ontem apresentada, numa iniciativa da Câmara Municipal para assinalar os 80 anos sobre o nascimento do compositor.
Um «acto de aparente simplicidade», admite o vereador da Cultura, Mário Nunes, considerando José Afonso parte importante do património da cidade e do país, cuja «memória deve ser perpetuada no tempo e no espaço».
Numa obra em que retrata a vida e obra deste cantor da resistência na sua passagem e na sua ligação a Coimbra – saiu em 1956, mas a ela continuou ligado até 1969 -, Jorge Cravo, também ele cultor da Canção de Coimbra, fala de um «estudante igual a milhares de estudantes, embora figura emblemática, grande defensor dos seus sonhos e ideias, com algumas manias e excentricidades».
Pretende o livro que «esta malta nova veja em Zeca Afonso uma referência e sigam as suas pisadas na balada de Coimbra», disse Jorge Cravo, sublinhando a inteligência e a criatividade, mas também o sarcasmo do cantor, «o pequeno génio a quem tudo se perdoava».
Rui Pato, a quem Jorge Cravo dedica o livro – «memória viva das baladas coimbrãs de José Afonso» -, admitiu ser «difícil falar de Zeca sem emoção». O médico, também figura importante da Canção Coimbra, acompanhou José Afonso entre os 15 e os 23 anos. «Uma fase muito importante da minha vida».
Homenagem é cantar
A propósito do dia de ontem, Rui Pato considerou que «a maior homenagem que pode ser feita a Zeca Afonso é continuar a cantar as suas canções, a pôr as suas músicas». «Que as homenagens não se fiquem apenas pelas placas e pelos nomes nas ruas. José Afonso devia figurar nos compêndios das escolas portuguesas, como o Chico Buarque figura nos das escolas brasileiras. As crianças deviam aprender a cantar músicas do Zeca», declarou.
Rui Pato não quis, ainda assim, retirar importância à iniciativa da cidade, através da autarquia, que vem finalmente «prestar o tributo que é devido» ao cantor. «Passou um período em que era mal amado. A primeira vez que cantou aqui foi em 1969. Hoje todos gostam de ouvir, mas na altura andava nas colectividades operárias, nos comícios e onde havia núcleos de esquerda». Para a cidade, José Afonso estava a pôr em causa as tradições, «cantava sem usar capa e batina, e ainda por cima aqueles poemas tão bizarros». Hoje, é fundamental que a cidade «resolva a sua relação com Zeca Afonso», reiterou.
No final da sessão, dois elementos do grupo Verdes Anos, António Dinis (voz) e João Martins (viola), interpretaram algumas baladas da autoria de José Afonso, que amigos, apreciadores da sua obra e cultores da Canção de Coimbra escutaram com atenção.
A cerimónia de ontem marcou o arranque de um programa de memorial, organizado pela autarquia de Coimbra, que se prolonga até dia 3 de Outubro, com acções nas áreas da música, dança, poesia, exposição biodiscográfica e um ciclo de conversas. Também ontem, dia em que cantor faria 80 anos, subiu ao palco do Teatro da Cerca de S. Bernardo o espectáculo “Tributo a Zeca Afonso”, pela Companhia Bengala.
Andrea Trindade Diário de Coimbra

READ MORE
CoimbraHomenagens e tributos (2009)
03/08/2009By AJA

Zeca Afonso homenageado em Coimbra

A autarquia de Coimbra prestou hoje homenagem a Zeca Afonso, quando passam 80 anos sobre o nascimento do músico, com o descerramento de uma placa numa das casas onde o cantor viveu e a apresentação de um livro.
Zeca Afonso, que nasceu em Aveiro a 2 de Agosto de 1929, estudou em Coimbra, cidade à qual manteve uma forte ligação entre 1940 e 1969, tendo sido um dos mais emblemáticos compositores e cantores da canção de Coimbra.
Considerando que “Zeca Afonso é património de Portugal”, o vereador da cultura da Câmara de Coimbra, Mário Nunes, salientou que o descerramento de uma placa na casa onde o cantor de intervenção residiu é uma forma de “preservar a memória e perpetuar a sua memória no tempo e no espaço”.
“Este acto faz parte do património herdado que é Zeca Afonso. Aqui germinou parte da sua obra, construíram-se um ou mais pilares de uma herança que deixou”, afirmou o autarca, referindo-se ao segundo andar de um prédio na Avenida Dias da Silva, com o actual número 112.
Mário Nunes salientou a ligação do cantor à Canção de Coimbra e a “obra imperecível que deixou”, considerando “indispensável que a cidade o homenageasse, semeando pilares que sustentam esse valioso património de Portugal que se chama Zeca Afonso”.
Seguiu-se a apresentação do livro “José Afonso: da boémia coimbrã à solidariedade utópica”, da autoria de Jorge Cravo, editado pela Câmara Municipal de Coimbra, sobre a vida e a obra do cantautor na cidade.
“Pretendo desmistificar Zeca Afonso, que não se considerava um mito. Era uma pessoa igual às outras, mas, por ser poeta, era um geniozinho no campo musical”, afirmou o autor na apresentação do livro, que foi distribuído gratuitamente pela autarquia.
“O que se pretende é desmistificar o homem/estudante e o músico, sugerindo o aparecimento, não de novos Zecas – Zeca há só um (…) – mas de uma renovada atitude coimbrã no cantar a estética poético-musical que José Afonso trouxe para a Canção de Coimbra através da revitalização da balada”, escreve Jorge Cravo, na introdução.
Presente na cerimónia, o pneumologista Rui Pato, que acompanhou Zeca Afonso à viola, descreveu o cantor como “uma figura imortal na poesia e na música portuguesa”.
“Gostava que as homenagens não se ficassem pelas placas e comemorações, mas que o Zeca seja considerado uma figura de grande importância e figure nos compêndios das escolas portugueses, como Chico Buarque no Brasil”, disse o médico, presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Coimbra.
A iniciativa desta tarde deu início a um programa de comemorações que se estende até 3 de Outubro.
Esta noite, a Companhia Bengala – Teatro Cerca de S. Bernardo, apresentou um espectáculo intitulado “Tributo a Zeca Afonso”.
02.08.2009 – 21h48 Lusa

READ MORE
CoimbraHomenagens e tributos
02/08/2009By admin-aja

Zeca Afonso homenageado em Coimbra

READ MORE
CoimbraImprensa
31/07/2009By AJA

Família de José Afonso indignada com vereador da Cultura

Na apresentação de uma homenagem ao cantor, por ocasião do 80º aniversário do seu nascimento, Mário Nunes, vereador da Cultura, disse que José Afonso “devia ter morrido num lar” e que “até medicamentos lhe faltaram” no fim da vida. A família de José Afonso diz que é uma afirmação infeliz.

“Um homem que devia ter morrido num lar ou numa cama em condições e a quem até os medicamentos lhe faltaram no final da vida”. É esta afirmação, feita pelo vereador da Cultura de Coimbra, Mário Nunes, que indignou a família de José Afonso.

“Lamento profundamente a infelicidade da afirmação que fez. Quero crer que não foi proferida com má-fé, mas apenas por falta de sentido de perspectiva e de conhecimento do assunto”, refere a filha do cantor, Helena Afonso, numa nota enviada ao JN, sublinhando que se trata de “um autarca com responsabilidades na área da Cultura”.

O vereador falava no passado dia 22 de Julho, na apresentação do “Memorial” em homenagem ao cantor e compositor, que inclui música, dança e poesia, a realizar na cidade dos estudantes dia 2 de Agosto, por ocasião do 80º aniversário do nascimento de José Afonso (Zeca Afonso).

Helena Afonso explica que o internamento do pai num lar “seria um acto indigno do próprio e dos parentes e amigos que o acompanharam e lhe prestaram a assistência possível, além de ser inapropriado para a sua patologia progressiva”.

Refere ainda que o célebre cantor que deu voz a “Grândola, vila morena”, falecido a 23 de Fevereiro de 1987, esteve “sempre rodeado pela família e amigos”.

Helena Afonso garante que “é redondamente falsa” a afirmação de que “até os medicamentos lhe faltaram no final da vida”, feita por Mário Nunes.

“Uma vasta rede solidária, em Portugal e no estrangeiro (onde gozava de enorme reputação e respeito), constituída por gente de muitos quadrantes, permitiu a José Afonso o acesso à medicamentação mais actualizada na época”, assegura ao JN.

Sandra Alves » Jornal de Notícias

READ MORE
CoimbraHomenagens e tributos (2009)
25/07/2009By AJA

Coimbra homenageia Zeca Afonso

Coimbra vai homenagear, de 2 de agosto a 5 de outubro, um dos homens que mais marcou e que continua a marcar a cidade. Zeca Afonso vai ser assim recordado com um programa intenso que marca os 80 anos do nascimento do cantor. A Câmara espera que a cidade se una nesta homenagem singela mas sentida que “faz justiça” à grandiosidade do homem que foi Zeca Afonso, “uma pessoa normal, que era um pequeno génio”. “O Memorial a José Afonso é uma forma da cidade fazer justiça a um homem que tanto fez por Coimbra”. Mário Nunes, vereador da Cultura, lamenta que a cidade não tenha sabido reconhecer o seu valor e não lhe tenha dado o que merecia no final da sua vida. Entende, no entanto, que nunca é tarde para voltar a enaltecer o valor do homem e do artista que, não tendo nascido na cidade, tão longe levou o seu nome e a sua música.Este Memorial procura abordar as diferentes panorâmicas da música de Zeca Afonso, através de um programa diversificado que procura.O programa começa a 2 de agosto, às 18h00 com a colocação de uma placa na casa onde viveu José Afonso, na Avenida Dias da Silva. Prossegue na Pastelaria Zizânia (situada no prédio onde viveu o músico), com o lançamento da obra “José Afonso: da boémia coimbrã à solidariedade utópica (1940-1969)”, de autoria de Jorge Cravo; sendo também interpretadas algumas baladas de José Afonso, por António Dinis (voz) e João Martins (viola), elementos do Grupo “Verdes Anos”.O lançamento deste livro assume-se como um dos pontos altos deste programa, já que procura dar a conhecer melhor o músico e o homem. Segundo Jorge Cravo, da Biblioteca e Arquivo da autarquia, procura “desmistificar um pouco o Zeca Afonso, mostrando o homem de ‘carne e osso’, com as suas ideias, manias e sonhos, levando os mais novos a interessar-se pela canção de Coimbra e a ver o Zeca como um colega e como um testemunho de que qualquer um deles pode pegar na canção de Coimbra e dar-lhe a volta que entender”.Nesta obra, que será oferecida a todos os presentes e que será posteriormente colocada à venda a um preço simbólico, o público poderá descobrir alguns dos “hábitos e manias” desde homem que, como realça Jorge Cravo, “sendo uma pessoa normal era um pequeno génio”. Assim, poderá descobrir, por exemplo, que “era normal Zeca Afonso andar sempre com uma saca de comprimidos para dormir e outra para acordar, que era normal calçar um sapato castanho e um preto e que era normal em vez da batina vestir a saia da mulher”. Depois da apresentação desta obra, o programa prossegue, às 21h30, no Teatro da Cerca de S. Bernardo, com um espetáculo musical, intitulado “Tributo a Zeca Afonso”, pela Companhia Bengala. Os ingressos têm um custo de 5 euros, sendo que os estudantes e as pessoas com mais de 65 anos pagam apenas 3 euros e os funcionários da Câmara Municipal de Coimbra, Serviços Municipalizados e Empresas Municipais 2,50 euros.O Memorial continua a 2 de setembro, às 18h00, na Casa Municipal da Cultura, com as “Baladas do Zeca”, pelo Quarteto de Cordas da Orquestra Clássica Centro; e com a inauguração da exposição Biodiscográfica “José Afonso: o solidário utópico”.No dia 5 de setembro, às 15h30, também na Casa da Cultura, decorrem as “Conversas a meio da tarde”, sobre o tema “A Música de José Afonso”, que terá como intervenientes Manuel Rocha, Rui Pato, José Mário Branco. A segunda sessão destas conversas, agendada para dia 12 de setembro, à mesma hora e no mesmo local, terá como temática “A poesia de José Afonso”, e terá como intervenientes José Manuel Mendes, Rui Namorado (a confirmar), António Vilhena. Segue-se um recital de poesia de José Afonso, pela companhia Bonifrates.Também no dia 12 decorre no Teatro Académico de Gil Vicente, às 21h30, o espetáculo de dança “Dançar Zeca Afonso” (de António Rodrigues), pela CeDeCe – Companhia de Dança Contemporânea. O acesso é gratuito.O programa prossegue a 19 de setembro, com nova sessão das “Conversas a meio da tarde”, sob o tema “A vivência coimbrã de José Afonso”, por Carlos Couceiro (a confirmar), Durval Moreirinhas, Luiz Goes.No dia 26 o TAGV acolhe, às 21h30, o espetáculo “Meditherranios”, com Luísa Amaro (guitarra portuguesa), António Eustáquio (guitolão), Gonçalo Lopes (clarinete soprano e baixo), Baltazar Molina (percussão oriental) e que conta com a participação especial de Mário Laginha (piano). A entrada é gratuita. O Memorial termina a 3 de outubro, às 21h30, no Pavilhão Centro de Portugal, com o espetáculo “Tributo a José Afonso”, pelo Grupo Canção de Coimbra.
Zilda Monteiro | O Despertar

READ MORE
CoimbraHomenagens e tributos (2009)
22/07/2009By AJA

Memorial José Afonso

Zeca Afonso vai ser eternizado no prédio onde viveu em Coimbra, na Avenida Dias da Silva, através de uma placa na parede em jeito de homenagem.
A iniciativa integra-se nas comemorações do octogésimo aniversário do cantor ( caso estivesse ainda entre nós) levadas a cabo pela Câmara Municipal de Coimbra. A autarquia não quis deixar de assinalar a data e homenagear o cantor que consagrou a cidade e a leva ainda a todo lado referiu o vereador da cultura, Mário Nunes, hoje na apresentação do programa na Casa Municipal da Cultura.
No mesmo dia é lançado o livro “José Afonso: da boémia coimbrã à solidariedade utópica (1940 – 1969) ” na pastelaria Zizânia. Uma obra que consagra a herança do artista em formato de monografia e vai ser distribuída gratuitamente às pessoas presentes.
O grupo Verdes Anos termina com a interpretação de algumas baladas do cantor.
Uma exposição biodiscográfica, espectáculos de poesia, dança e música são outras das iniciativas agendadas… nomes como Luísa Amaro ou Mário Laginha vão também prestar tributo a Zeca Afonso.
As comemorações dos oitenta anos do artista prosseguem até Outubro.
in Rádio Clube Coimbra

READ MORE
CoimbraHomenagens e tributos (2009)Imprensa
22/07/2009By AJA

Coimbra organiza “Memorial José Afonso”

A Câmara de Coimbra vai lançar um livro que pretende alterar a imagem mítica em torno de Zeca Afonso, durante um “Memorial” em homenagem ao cantor e compositor, que inclui música, dança e poesia.
Da autoria de Jorge Cravo, a obra “José Afonso: da boémia coimbrã à solidariedade utópica (1940-1969)” aborda do vida do cantor enquanto viveu em Coimbra.
A apresentação será feita a 02 de Agosto, dia em que o cantor faria 80 anos se fosse vivo, marcando o arranque do “Memorial José Afonso (1929-2009)”, a decorrer até 05 de Outubro.
“O que pretendi (com o livro) foi desmistificar o Zeca Afonso. Ele não era aquele mito que muitas pessoas fazem crer, era uma pessoa normal, mas um pequeno génio que só aparece de cem em cem anos”, disse hoje, em conferência de imprensa, Jorge Cravo.
O cultor da Canção de Coimbra retrata Zeca Afonso como uma “uma pessoa de carne e osso igual a milhares de estudantes que passam por Coimbra, com as suas ideias, manias e sonhos”.
“Andar sempre atrás de si com um saco de comprimidos para dormir e outro de comprimidos para acordar, sair de casa sem uma meia calçada, com um sapato castanho e outro preto ou levar a saia preta da mulher pensando que era a capa (de estudante)” são algumas das “manias” de Zeca Afonso referidas por Jorge Cravo.
Zeca Afonso “era excêntrico, com uma grande veia poética e aos poetas tudo se desculpa”, disse.
“Em Coimbra, ele era considerado um pouco doido, mas não acho. Com este livro pretendo demonstrar a esta gente mais nova que pode fazer o que o Zeca fez à Canção de Coimbra, dar-lhe a volta que entender, com viola ou sem viola, com guitarra ou sem guitarra”, afirmou Jorge Cravo.
Com o “Memorial”, a autarquia de Coimbra pretende demonstrar “a gratidão da cidade” a Zeca Afonso e “enaltecer aquele que tem sido muitas vezes esquecido”, segundo o vereador da Cultura, Mário Nunes.
“Um homem que devia ter morrido num lar ou numa cama em condições e a quem até os medicamentos lhe faltaram no final da vida”, lamenta o autarca.
Enquanto esteve em Coimbra, Zeca Afonso viveu em várias casas, entre as quais uma na Av. Dias da Silva, onde será descerrada uma placa identificativa, a 02 de Agosto.
O programa hoje anunciado inclui uma exposição biodiscográfica de Zeca Afonso e espectáculos com a participação da Companhia Bengala, Grupo Canção de Coimbra, Companhia de Dança Contemporânea, Quarteto de Cordas da Orquestra Clássica do Centro, Luísa Amaro (guitarra portuguesa) e Mário Laginha (piano), entre outros.
Em “conversas a meio da tarde” serão abordados a vivência coimbrã, a música e a poesia de Zeca Afonso.

in Jornal de Notícias

READ MORE
CoimbraVídeo
23/05/2009By AJA

Coimbra Musical

Programa de 1978 dedicado ao Fado de Coimbra enquanto património da cidade, desde as suas origens até ao final dos anos 70.
Ao longo dos anos 60, com raízes no fado de Coimbra, foi-se desenvolvendo um novo tipo de canção de protesto. É neste contexto sócio-cultural que ocorreram os movimentos de contestação estudantil, que culminaram na crise académica de 1969.
Neste programa poderemos ver e ouvir os testemunhos de: Manuel Alegre, Rui Pato, José Afonso, António Portugal e Fernando Machado Soares.
José Afonso interpreta os temas: Balada de Outono, Vampiros e Menino do bairro negro. Adriano Correia de Oliveira interpreta a “Trova do vento que passa” e António Bernardino canta “Flores para Coimbra” e “Trovador”.
Os temas da banda sonora pertencem a António Brojo, António Portugal, Jorge Tuna e Álvaro Aroso
Texto e locução: Sansão Coelho
Realização: Rui Ramos

READ MORE
CoimbraImprensa
30/07/2007By AJA

“José Afonso e Coimbra” na Casa Municipal da Cultura de Coimbra

A Galeria Ferrer Correia, da Casa Municipal da Cultura acolhe, a partir do próximo dia 2, uma exposição fotográfica e biodiscográfica evocativa de José Afonso.
O período evocado na mostra que será inagurada quinta-feira, pelas 18H30, compreende o tempo em que Zeca Afonso esteve em Coimbra, quer como estudante do liceu e da Faculdade de Letras, quer como cantor, autor e compositor musicalmente ligado aos sons matricialmente identificáveis com a canção de Coimbra.
José Afonso nasceu em Aveiro, a 2 de Agosto de 1929, e faleceu em Setúbal, a 23 de Fevereiro de 1987, com 57 anos de idade.
Chegou a Coimbra em 1940 para frequentar o ensino liceal e, no ano lectivo de 1949/50, matriculou-se na Universidade de Coimbra, vindo a licenciar-se em Histórico-filosóficas, em 3 de Novembro de 1961.
Começou a cantar ainda estudante de liceu e, em 1953, gravou os seus dois primeiros discos de 78 rpm para a editora “Alvorada”.
Depois de algumas gravações de temas mais tradicionais de Coimbra revitaliza, a partir de 1961, a Balada como género musical ligado à Canção Coimbrã.
É com o viola Rui Pato que grava a sua fase mais lírica das baladas, embora surja, em 1963, o seu primeiro tema de forte intervenção musical, “Menino do Bairro Negro”. Até 1969, gravou sempre acompanhado por Rui Pato.
É este período que agora será alvo de evocação por vários núcleos de serviços que compõem a Biblioteca Municipal de Coimbra. A exposição vai estar patente até ao dia 8 de Setembro, de segunda a sexta-feira, entre as 09H00 e as 18H30.

Retirado do Diário “As Beiras”

READ MORE
Canção de CoimbraCoimbra
12/07/2007By AJA

José Afonso e a canção de Coimbra

José Afonso, Coimbra, 1950

José Afonso começou a cantar fados quando frequentava o liceu D. Joao III, em Coimbra. Aí conheceu Luís Goes e António Portugal, ambos um pouco mais novos do que ele, e ai se iniciou um rico percurso musical comum, só interrompido quando rompeu com o acompanhamento da guitarra e evoluiu para outro género de cançao: a “balada”. José Afonso matricula-se em 1949 na Faculdade de Letras, em Ciências Histórico-Filosóficas, e, simultaneamente, é convidado por António Brojo para o seu grupo de fados. Este grupo, depois da “geração de oiro” dos anos 20-30 (António Menano, Edmundo Bettencourt, Lucas Junot, Paradela de Oliveira, Armando Goes, Artur Paredes!) recolocou o fado e a guitarra de Coimbra ao seu mais alto nível de sempre. Para além de António Brojo e António Portugal (guitarras) e de Aurélio Reis e Mário de Castro (violas) integraram este grupo Luís Goes, José Afonso, Femando Machado Soares, Femando Rolim, Sutil Roque e Florêncio de Carvalho, entre outros. . Em 1953, e depois de muitos anos em que não se tinham realizado quaisquer gravações de fados ou guitarradas de Coimbra, foi registado um conjunto de 8 discos de 78 rotações por minuto (isto é, 16 titulos no total), onde a voz de José Afonso foi pela primeira vez fixada em fonogramas, o mesmo acontecendo, aliás, com Luís Goes e Femando Rolim. Posteriormente, em 1956, José Afonso voltou a gravar mais fados de Coimbra. E só nao terá gravado mais porque, mesmo antes de terminar o curso, já casado e com dois filhos, teve de deixar Coimbra para ganhar a vida como professor do ensino secundário. Em 1981 – 28 anos depois de ter registado os seus primeiros fados de Coimbra – José Afonso reconcilia-se com a cançao coimbrã. Grava, entao, o LP ‘Fados de CoImbra e outras canções”, que de­dica a seu pai e a Edmundo Betten­court. (Refira-se que o Juiz Nepomuceno, pai do cantor, foi contem­porâneo e amigo de Bettencourt). Na realidade, este cantor-poeta da geraçao da Presença, a par de José Régio, Joao Gaspar Simões, Vltorino Nemésio e outros, é, de todos os cantores de Coimbra, o melhor para José Afonso: “O Edmundo Bettencourt foi o maior cantor de fados de todos os tempos. Ele marcou uma época, foi um elemento decisivo para a melhoría do gosto coimbrão, tendo sido, acima de tudo, um grande poeta” (Entrevista de José Afonso a António Macedo, “Sete”, 1979). Numa modesta autobiografia, incluida no livro de José Viale Moutinho sobre o cantor (Vozes Livres – Livraria Paisagem – 1972), José Afonso recorda a sua iniciaçao no fado de Coimbra: “As minhas primeiras veleidades de cantor surgiram quando andava no 6º ano do liceu. As noites passava-as em deambulações secretas pela cidade, acompanhado de meia dúzia de meliantes da minha idade, amantes inconsequentes da noite. Com uma guitarra e uma viola fazíamos a festa. Estávamos ainda longe do hieratismo triunfal das serenatas na Sé Velha diante de multidões atentas e respeitosas. O velho Flávio Rodrigues conti­nuava a ser o Mestre, venerado por um pequeno discipulado de guitarristas e acompa­nhadores que com ele se reuniam numa pequena casa do bairro de Celas, onde acabou os seus dias minado por uma doença fatal (…). Seguiu-se um período de promoçao fadista em que acabaram por me colocar no palanque das estrelas de primeira grandeza. Outros acompanhadores (peritos e sisudos) e outras oportunidades em viagens pro­movidas pela Tuna e pelo Orfeon. São dessa época as minhas idas a África e as tournées através da província. Recordo-me de ter participado na inauguraçao de uma auto-maca, para os Bombeiros Voluntários de Pádua e de, por diversas vezes, ter dormido ao relen­to nos pinhais do rei.” Mas, a certa altura, no final dos anos 60, José Afonso rompe com o fado de Coimbra e inventa (reinventa?) a balada. Numa entrevista a José Armando Carvalho (“Comércio do Funchal”, em 1970) o can­tor explica- -se: “Designei as minhas cançoes por baladas não porque soubesse exactamente o significado deste termo, mas para as distinguir do fado de Coimbra, que comecei por can­tar e que, quanto a mim, atingiu uma fase de saturação. Achava-o muito sebentarizado, como que uma liçao que se receita de cor, pouco amplo nos termos e nos propósitos, um condimento mais na panóplia turística coimbrã”. Anos depois, noutra entrevista (a Fernando Assis Pacheco, “Jornal de Letras”, 1982), José Afonso afirma: “O fado de Coimbra era um folclore de elite, apesar de popularizado. Atraía irresistívelmente os futricas com quem os estudantes tinham uma relaçao simultânea de carinho e ressentimento.” Com a gravação de “Fados de Coimbra e outras canções”, em 1981, José Afonso re­concilia-se com o fado de Coimbra. Numa entrevista concedida a Belino Costa (“Sete”, de 25/11/81), o cantor reconsidera alguns excessos anteriores: “O fado de Coimbra nao é de direita nem de esquerda: é um depósito de carácter cultural (…). Quando fui fazendo cançoes que me afastaram do fado de Coimbra nunca tive a atitude condenatória de dizer que o fado de Coimbra é uma grande merda, por isso acabou, ponto final. Naquela altura vivia-se um intenso periodo de actividade antifascista e tudo o que fosse tradlçao tinha de ser rejeitado. Foi uma atitude absolutista, de certo modo despótica, que foi necessário corrigir com o tempo e hoje está a ser corrigida” . Texto de José Niza

José Afonso no liceu D. João III com Manuel Nemésio, Carlos Couceiro,
António Santos Silva, entre outros. Coimbra, 1948

José Afonso no grupo de António Brojo com Mário Mendes, Fernando Rolim,
Carlos Figueiredo, João Melo e Mário Castro

José Afonso com Carlos Couceiro (espreitando) entre outros.

Sessão de fados em Casa do Dr. Carlos de Figueiredo em Nova Lisboa, 1960.
David Leandro, Jorge de Morais(Xabregas), José Niza, Sutil Roque e José Afonso.

José Afonso canta “Adeus Mouraria” com a Orquestra Ligeira da Tuna Académica. Angola, 1958.

José Afonso com David Leandro, José Niza, Levy Baptista e Sousa Rafael
no Cine-Teatro Restauração, Luanda, 1958.

José Afonso com Gouveia e Melo, César Faustino, Adriano C. de Oliveira,
Jorge Godinho e José Niza, em Estocolmo

José Afonso com Lopes de Almeida, Júlio Ribeiro, José Tito Mackay,
Álvaro Bandeira, José Niza e Machado Soares, entre outros.

Canta Luis Goes acompanhado por Fernando Xavier, António Portugal e Manuel Pepe.
Ao fundo, Rui Neto, Machado Soares e José Afonso.

De pé: Fernando Rolim, José Afonso, Florêncio de Carvalho, Luis Goes, Augusto Camacho e Machado Soares

Sentados: Aurélio Reis, António Brojo, António Portugal e Mário de Castro. 1952

José Afonso com Durval Moreirinhas e Octávio Sérgio, aquando da gravação do disco “Fados de Coimbra e outras canções” 1981.

READ MORE
CoimbraTertúlias
21/02/2007By AJA

José Afonso em Coimbra

TERTÚLIAS D’ALMEDINA | FALAR DO ZECA AFONSO | 24 de Fevereiro | 21h

Abílio Hernandez, Carlos Correia, José Jorge Letria, José Mesquita, Manuel Freire, Rui Pato.

Nos 20 anos sobre a morte do Zeca Afonso vamos falar do homem, do poeta, do cantor.

Durante a sessão irá ser passada uma gravação audio inédita.

Livraria Almedina
Estádio Cidade de Coimbra
Rua D. Manuel I, n.° 26 e 28
Coimbra

READ MORE
CoimbraHomenagens e tributos (artes plásticas)
23/01/2007By AJA

Pintura do Zeca na Real República do Bota Abaixo

Os repúblicos da Bota Abaixo preparam-se para soprar o bolo do Centenário de 1989. Ao fundo, vê-se o retrato de José Afonso numa das pinturas murais pós-1974. Coincidência curiosa, o Centenário da casa celebra-se a 06 de Fevereiro e José Afonso faleceu a 27 de Fevereiro. O cantor pernoitou várias vezes nesta República nas suas idas a Coimbra pelos inícios da década de 1960. O motivo de capa do LP “Baladas e Canções”, Ofir, 1964, mostra José Afonso sentado no interior de um quarto da Bota Abaixo, com viola na mão.
A Bota Abaixo foi a 1ª antiga República da Velha Alta a dignificar o regresso da Canção de Coimbra: no Centenário de 06/02/1988 promoveu uma serenata com as formações Praxis Nova e Tertúlia do Fado de Coimbra.
AMNunes
Informação retirada do blog http://guitarradecoimbra.blogspot.com

READ MORE
CoimbraHomenagens e tributos (artes plásticas)
11/11/2006By AJA

Zeca em Coimbra…

Painel de azulejo colocado na casa onde viveu Zeca em Coimbra, junto à Sé Velha.

READ MORE
CoimbraNo verso dos versos
30/01/2006By AJA

Tecto do Mendigo

O “Tecto do Mendigo”, de José Afonso, nas paredes da república Boa-Bay-Ela. Notícia do Diário das Beiras de hoje. Foto de Rui Semedo.
Aqui só estão as quatro primeiras quadras, numa versão ligeiramente diferente da que consta do livro “José Afonso – Textos e Canções”, da editora Assírio e Alvim, de 1983, com coordenação e notas de J. H. Santos Barros.

Num lugar ermo
Só no meu abrigo
Aí terei meu tecto
E meu postigo

De longe em longe
À luz das madrugadas
Duas camisas
Quem não tem lavadas?

Aí serei meu dono
E companheiro
Dizei amigos
Se não sou solteiro

E se eu morrer
O tecto que não caia
Porque um mendigo
Dorme de atalaia

Fonte: guitarradecoimbra.blogspot.com

READ MORE
PESQUISA DE CATEGORIAS

CONSULTAR ARQUIVO

Newsletter

loader
Email*

Nome

Apelido

O seu endereço de e-mail será usado apenas para enviar newsletters sobre as atividades da Associação José Afonso e da iniciativa do Centenário de José Afonso. Pode sempre escolher deixar de receber estes e-mails clicando link na newsletter.

Copyright © 2021 Thepascal by WebGeniusLab. All Rights Reserved

BACK TO TOP