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Canção de Coimbra
Home Archive by Category "Canção de Coimbra"

Category: Canção de Coimbra

Canção de CoimbraHomenagens e tributos 2012
15/10/2012By AJA

Em Almada

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Canção de CoimbraHomenagens e tributos 2012
04/05/2012By AJA

Tributo na Faculdade de Engenharia do Porto


 

O Grupo de Fados de Engenharia (Porto) convida-vos para “Variações sobre um Fado”. Um espectáculo evocativo da Canção de Coimbra, e inédito na FEUP, onde será feito tributo a José Afonso.
Realizar-se-á no dia 19 de Maio, pelas 21.30h, no Auditório da FEUP, e contará com a presença da antiga e actual formação do Grupo de Fados de Engenharia.
Não faltes a este evento único… e “traz outro amigo também”!”

Contacto para reservas: 913391624 / fados@fe.up.pt
Entrada: 5€

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Canção de CoimbraLuiz Goes
16/12/2009By AJA

Lançamento do livro “Luiz Goes: O Neo-Modernismo na Canção de Coimbra ou o Advento da Escola Goesiana”

Depois do lançamento do livro “José Afonso – Da Boémia Coimbrã à Fraternidade Utópica”, Jorge Cravo surpreende-nos agora com mais uma publicação, desta feita sobre o mais representativo cultor do Canto de Coimbra, com o título “Luiz Goes – O Neo-Modernismo na Canção de Coimbra ou o Advento da Escola Goesiana”.
Luiz Goes é, a partir da segunda metade do século XX, uma figura incontornável e acima de quaisquer suspeitas quanto à importância que tem na evolução da Canção de Coimbra.
Ideologicamente a partir da escola modernista de Edmundo de Bettencourt, Goes encetou uma renovação na Canção de Coimbra que o guindou à posição de legítimo e único sucessor daquele poeta-cantor presencista na afirmação de uma Nova Canção de Coimbra. Ou seja, o Neo-Modernismo chega à Canção de Coimbra através da escola Goesiana.
Demonstrando uma grande generosidade e disponibilidade, Goes tem revelado, nos últimos anos, um envolvimento, um amor e uma ternura por esta Canção que o permitem indexar como um Mestre, na acepção plena da palavra. Com ele se aprende todo um imaginário a preservar e a actualizar para que se não perca a Canção de Coimbra.
Uma Canção que muito deve à sua profunda veia artística como autor, compositor, poeta e, fundamentalmente, cultor inimitável.
Retirado do blogue Guitarra de Coimbra

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Canção de CoimbraCoimbra
12/07/2007By AJA

José Afonso e a canção de Coimbra

José Afonso, Coimbra, 1950

José Afonso começou a cantar fados quando frequentava o liceu D. Joao III, em Coimbra. Aí conheceu Luís Goes e António Portugal, ambos um pouco mais novos do que ele, e ai se iniciou um rico percurso musical comum, só interrompido quando rompeu com o acompanhamento da guitarra e evoluiu para outro género de cançao: a “balada”. José Afonso matricula-se em 1949 na Faculdade de Letras, em Ciências Histórico-Filosóficas, e, simultaneamente, é convidado por António Brojo para o seu grupo de fados. Este grupo, depois da “geração de oiro” dos anos 20-30 (António Menano, Edmundo Bettencourt, Lucas Junot, Paradela de Oliveira, Armando Goes, Artur Paredes!) recolocou o fado e a guitarra de Coimbra ao seu mais alto nível de sempre. Para além de António Brojo e António Portugal (guitarras) e de Aurélio Reis e Mário de Castro (violas) integraram este grupo Luís Goes, José Afonso, Femando Machado Soares, Femando Rolim, Sutil Roque e Florêncio de Carvalho, entre outros. . Em 1953, e depois de muitos anos em que não se tinham realizado quaisquer gravações de fados ou guitarradas de Coimbra, foi registado um conjunto de 8 discos de 78 rotações por minuto (isto é, 16 titulos no total), onde a voz de José Afonso foi pela primeira vez fixada em fonogramas, o mesmo acontecendo, aliás, com Luís Goes e Femando Rolim. Posteriormente, em 1956, José Afonso voltou a gravar mais fados de Coimbra. E só nao terá gravado mais porque, mesmo antes de terminar o curso, já casado e com dois filhos, teve de deixar Coimbra para ganhar a vida como professor do ensino secundário. Em 1981 – 28 anos depois de ter registado os seus primeiros fados de Coimbra – José Afonso reconcilia-se com a cançao coimbrã. Grava, entao, o LP ‘Fados de CoImbra e outras canções”, que de­dica a seu pai e a Edmundo Betten­court. (Refira-se que o Juiz Nepomuceno, pai do cantor, foi contem­porâneo e amigo de Bettencourt). Na realidade, este cantor-poeta da geraçao da Presença, a par de José Régio, Joao Gaspar Simões, Vltorino Nemésio e outros, é, de todos os cantores de Coimbra, o melhor para José Afonso: “O Edmundo Bettencourt foi o maior cantor de fados de todos os tempos. Ele marcou uma época, foi um elemento decisivo para a melhoría do gosto coimbrão, tendo sido, acima de tudo, um grande poeta” (Entrevista de José Afonso a António Macedo, “Sete”, 1979). Numa modesta autobiografia, incluida no livro de José Viale Moutinho sobre o cantor (Vozes Livres – Livraria Paisagem – 1972), José Afonso recorda a sua iniciaçao no fado de Coimbra: “As minhas primeiras veleidades de cantor surgiram quando andava no 6º ano do liceu. As noites passava-as em deambulações secretas pela cidade, acompanhado de meia dúzia de meliantes da minha idade, amantes inconsequentes da noite. Com uma guitarra e uma viola fazíamos a festa. Estávamos ainda longe do hieratismo triunfal das serenatas na Sé Velha diante de multidões atentas e respeitosas. O velho Flávio Rodrigues conti­nuava a ser o Mestre, venerado por um pequeno discipulado de guitarristas e acompa­nhadores que com ele se reuniam numa pequena casa do bairro de Celas, onde acabou os seus dias minado por uma doença fatal (…). Seguiu-se um período de promoçao fadista em que acabaram por me colocar no palanque das estrelas de primeira grandeza. Outros acompanhadores (peritos e sisudos) e outras oportunidades em viagens pro­movidas pela Tuna e pelo Orfeon. São dessa época as minhas idas a África e as tournées através da província. Recordo-me de ter participado na inauguraçao de uma auto-maca, para os Bombeiros Voluntários de Pádua e de, por diversas vezes, ter dormido ao relen­to nos pinhais do rei.” Mas, a certa altura, no final dos anos 60, José Afonso rompe com o fado de Coimbra e inventa (reinventa?) a balada. Numa entrevista a José Armando Carvalho (“Comércio do Funchal”, em 1970) o can­tor explica- -se: “Designei as minhas cançoes por baladas não porque soubesse exactamente o significado deste termo, mas para as distinguir do fado de Coimbra, que comecei por can­tar e que, quanto a mim, atingiu uma fase de saturação. Achava-o muito sebentarizado, como que uma liçao que se receita de cor, pouco amplo nos termos e nos propósitos, um condimento mais na panóplia turística coimbrã”. Anos depois, noutra entrevista (a Fernando Assis Pacheco, “Jornal de Letras”, 1982), José Afonso afirma: “O fado de Coimbra era um folclore de elite, apesar de popularizado. Atraía irresistívelmente os futricas com quem os estudantes tinham uma relaçao simultânea de carinho e ressentimento.” Com a gravação de “Fados de Coimbra e outras canções”, em 1981, José Afonso re­concilia-se com o fado de Coimbra. Numa entrevista concedida a Belino Costa (“Sete”, de 25/11/81), o cantor reconsidera alguns excessos anteriores: “O fado de Coimbra nao é de direita nem de esquerda: é um depósito de carácter cultural (…). Quando fui fazendo cançoes que me afastaram do fado de Coimbra nunca tive a atitude condenatória de dizer que o fado de Coimbra é uma grande merda, por isso acabou, ponto final. Naquela altura vivia-se um intenso periodo de actividade antifascista e tudo o que fosse tradlçao tinha de ser rejeitado. Foi uma atitude absolutista, de certo modo despótica, que foi necessário corrigir com o tempo e hoje está a ser corrigida” . Texto de José Niza

José Afonso no liceu D. João III com Manuel Nemésio, Carlos Couceiro,
António Santos Silva, entre outros. Coimbra, 1948

José Afonso no grupo de António Brojo com Mário Mendes, Fernando Rolim,
Carlos Figueiredo, João Melo e Mário Castro

José Afonso com Carlos Couceiro (espreitando) entre outros.

Sessão de fados em Casa do Dr. Carlos de Figueiredo em Nova Lisboa, 1960.
David Leandro, Jorge de Morais(Xabregas), José Niza, Sutil Roque e José Afonso.

José Afonso canta “Adeus Mouraria” com a Orquestra Ligeira da Tuna Académica. Angola, 1958.

José Afonso com David Leandro, José Niza, Levy Baptista e Sousa Rafael
no Cine-Teatro Restauração, Luanda, 1958.

José Afonso com Gouveia e Melo, César Faustino, Adriano C. de Oliveira,
Jorge Godinho e José Niza, em Estocolmo

José Afonso com Lopes de Almeida, Júlio Ribeiro, José Tito Mackay,
Álvaro Bandeira, José Niza e Machado Soares, entre outros.

Canta Luis Goes acompanhado por Fernando Xavier, António Portugal e Manuel Pepe.
Ao fundo, Rui Neto, Machado Soares e José Afonso.

De pé: Fernando Rolim, José Afonso, Florêncio de Carvalho, Luis Goes, Augusto Camacho e Machado Soares

Sentados: Aurélio Reis, António Brojo, António Portugal e Mário de Castro. 1952

José Afonso com Durval Moreirinhas e Octávio Sérgio, aquando da gravação do disco “Fados de Coimbra e outras canções” 1981.

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Canção de Coimbra
12/04/2006By AJA

Colecção “Um século de fado” – Ediclube

Estes dois volumes fazem parte de uma colecção mais alargada dedicada ao fado. Nesta colecção, foram dedicados ao fado de Coimbra estes dois volumes em conjunto com 7 CD’s, tendo cabido a José Niza a sua coordenação.

As referências a José Afonso podem ser encontradas no final do primeiro volume, o qual termina com estórias de estudantes onde se podem encontrar algumas peripécias vividas por estes. José Afonso aparece nas histórias “Contrabando de ouro”, “Contraplacado furado”, “O senhor comendador e a sua generosidade”, ” De como os sapatos do Zeca Afonso dobraram o Bojador” e fora dos tempos de estudante ” Coro dos tribunais, chouriço e vinho”.

No segundo volume, dedicado a biografias de cantores e guitarristas desde o século XIX, a biografia de José Afonso encontra-se nas páginas 174 a 188.

Para mais informações sobre esta colecção podem contactar a “Casa do fado e guitarra portuguesa”.

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Canção de CoimbraNo verso dos versosOctávio SérgioPartituras e tablaturas
25/01/2006By AJA

Balada do Outono

Texto retirado do blog de Octávio Sérgio: guitarradecoimbra.blogspot.com



Águas passadas do rio,
Meu sono vazio
Não vão acordar;
Águas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto a cantar.

Rios que vão dar ao mar
Deixem meus olhos secar
Águas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto a cantar.

Águas do rio correndo
Poentes morrendo
Pràs bandas do mar;
Águas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto a cantar.

Rios que vão dar ao mar
Deixem meus olhos secar
Águas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto a cantar.

No refrão, o terceto final canta-se e repete-se.
Esquema do acompanhamento do canto:
1º terceto: Lá menor, 2ª Lá, Lá menor /// Sol maior, Lá menor /// Sol maior, Lá menor;
2º terceto: Lá menor, 2ª Lá, Lá menor /// Ré menor, Lá menor /// 2ª Lá, Lá menor;
Refrão:
1º dístico: Lá menor, Sol maior, Lá menor /// Lá menor, Sol maior, Lá menor;
o terceto: Lá menor, 2ª Lá, Lá menor /// Ré menor, Lá menor /// 2ª Lá, Lá menor;

Informação complementar:
Balada com refrão, em compasso ¾ e tom de Lá Menor. Esta é a primeira composição verdadeiramente da autoria de José Afonso. Segundo ele próprio nos diz, passou a designar as suas primeiras canções por “baladas”, não porque soubesse o significado do termo, mas para as distinguir do “chamado Fado de Coimbra” que começara por cantar desde os anos do Liceu D. João III em meados da década de 1940. José Afonso fez a composição, mas faltava-lhe o título. Parece que terá pensado em designá-la inicialmente por BALADA DO RIO (MONDEGO). Em troca de ideias com o Dr. António Menano, recentemente regressado de Moçambique, José Afonso seguiu a sugestão de Balada do Outono (Cf. O Comércio do Funchal, 01/06/1970).
A título explicativo, o próprio autor facultou os seguintes dados relevantes que nos permitem situar esta composição num período imediatamente anterior à ruptura estética que se intensificou após a campanha presidencial do General Humberto Delgado: “Mais propriamente Balada do Rio. Dominada ainda pelo velho espírito coimbrão, é o produto de um estado perpétuo de enamoramento ou como tal vivido, uma espécie de revivescência tardia da juventude. O trovador julga-se imprescindível, como um protagonista que a si próprio se interpela para convocar a presença das águas dos ribeiros e dos rios, testemunhas vivas do seu solitário cantar. A imagem do Basófias (nome porque é conhecido o Rio Mondego, na gíria coimbrã), que incha e desincha quando lhe apetece, deve ter influído na gestação da partitura. Uma certa disposição fisiológica propensa à melancolia explica o começo das dores sem falar na albumina anunciadora de futuras e promissoras partogéneses “ (Cf. “Cantares de José Afonso”, 2ª edição, Lisboa, AEIST, 1969, pág. 22). Na obra que acabamos de citar, a letra dos dois versos iniciais é Águas / E pedras do rio, letra essa que veio a ocorrer numa gravação realizada por José Mesquita em 1979.
Balada gravada pela primeira vez nos inícios de 1960, por José Afonso, acompanhado à guitarra por António Portugal/Eduardo de Melo e, à viola, por Manuel Pepe/Paulo Alão: EP “Balada do Outono”, Rapsódia, EPF 5085 – EP0089F, de 12 de Março de 1960. O registo de 1960 tem sido profusamente reeditado: LP “Baladas e Fados de Coimbra. José Afonso”, Porto, Edisco, EDL 18. 020, ano de 1982, Lado B, Faixa nº 6; CD “Dr. José Afonso. Os Vampiros”, Porto, Edisco, ECD-001, ano de 1987, faixa nº 12. A referida remasterização é omissa quanto à matriz original, ano de gravação e instrumentistas. Na primeira gravação, o trabalho de guitarra protagonizado por António Portugal é francamente desinteressante, limitando-se a curtas intervenções na abertura e no meio da peça. Quase todo o acompanhamento é suportado pelas violas, certamente a insistências do próprio autor.
Jorge Tuna aproveitou parte da melodia de “Balada do Outono” para trecho de abertura da sua “Rapsódia de Fados”, presente no EP “Coimbra à Noite”, RAPSÓDIA, EPF 5.179, de 13 de Agosto de 1962, gravado com Jorge Tuna/Jorge Godinho (gg) e Durval Moreirinhas/José Tito Mackay (vv). Este “pot pourri” encontra-se disponível no CD “Jorge Tuna. Coimbra”, Porto, Edisco, ECD 133, ano de 2000, faixa nº 1, sem quaisquer dados indicativos do ano de gravação ou da matriz fonográfica original.
Em finais dos anos 60 foi editado um LP de “Baladas e Canções”, Porto, OFIR, MAS 301, ano de 1967, contendo uma versão instrumental em viola nylon tocada por Rui Pato, versão essa disponível no CD “Baladas e Canções. José Afonso acompanhado à viola por Rui Pato”, Lisboa, EMI-Valentim de Carvalho, 7243 8 36617 2 5, ano de 1996, faixa nº 4. Nos dois casos, as faixas foram retiradas da matriz EP “Baladas e Canções”, Porto, OFIR, MAS 4.016, ano de 1964.
O autor voltou a gravar esta balada em 1981, acompanhado à guitarra por Octávio Sérgio e, à viola, por Durval Moreirinhas: LP “José Afonso – Fados de Coimbra”, Orfeu, FPAT 6011. O arranjo para guitarra de acompanhamento é de Octávio Sérgio, em tudo superior ao de 1960, de tal arte que passou a ser correntemente tocado por quase todas as formações activas nas décadas de 1980-1990.
Das gravações de José Afonso são ainda conhecidas as seguintes remasterizações:
-LP “José Afonso. Fados de Coimbra e outras canções”, Riso e Ritmo Discos, Lda., RR LP 2188, ano de 1987, Lado B, faixa nº 1, extraído do registo de 1960;
-CD “Coimbra Serenade”, Edisco, ECD 5, editado em 1992, extraído do registo de 1960 (remasterização do LP “Coimbra Serenade”, RAPSÓDIA, LDF 006, Lado A, Faixa nº 5, sem data, que se vendia em 1987/1988 a 600$00);
-CD “José Afonso – Fados de Coimbra”, Movieplay, SO 3003, editado em 1996, extraído do registo de 1960;
-CD “Fados e Guitarradas de Coimbra”, Volume I, Lisboa, Movieplay, MOV. 30.332, 1996, disco nº 1, faixa nº 7, extraído do registo de 1981;
-CD “José Afonso. Fados de Coimbra e outras Canções”, Movieplay, JÁ 8011, ano de 1996, faixa nº 6, com livreto assinado por José Niza, extraído do registo de 1981;
-Col. “Um Século de Fado”/Ediclube, CD Nº 4/Coimbra, emi 7243 5 20638 2 6, editado em 1999, extraído do registo de 1960.
José Afonso gravou a Balada do Outono uma 3ª vez, durante o concerto de 1983 no Coliseu de Lisboa, correndo no mercado tiragens provenientes desse espectáculo realizado no dia 29 de Janeiro de 1983:
-LP duplo “José Afonso ao vivo no Coliseu”, DIAPASÃO, DIAP 16050/1, ano de 1983, LP 1, Lado A, Faixa nº 5, acompanhado por Octávio Sérgio/Lopes de Almeida (gg) e António Sérgio/Durval Moreirinhas (vv). Deste registo se fizeram as seguintes remasterizações:
-CD “Zeca Afonso no Coliseu”, Strauss, ST 1021010035, ano de 1993;
-cassete “Zeca Afonso no Coliseu”, Strauss, ST 1021010036, ano de 1993.
Gravações disponíveis em compact disc de outros cantores:
-CD “Fados e Baladas de Coimbra – Coimbra tem mais encanto”, Vidisco, 11-80-1304, editado em 1991, a partir das gravações efectuadas por José Mesquita no LP “Fados e Baladas de Coimbra por Antigos Estudantes, RODA, SSRL 9001, ano de 1979, Lado A, Faixa nº 3, com acompanhamento da formação António Brojo/Jorge Gomes (gg) e Manuel Dourado/Aurélio Reis (vv). José Mesquita canta na parte introdutória o texto original “Águas e pedras do rio, meu sono vazio não vão acordar.”;
-CD “Fernando Machado Soares”, Philips, 838 108-2, sem data, compilação dos LP’s de 1986 e 1988, faixa nº 13. Remasterização efectuada a partir do LP “Serenata”, Polygram Discos, ano de 1988, faixa nº 3, acompanhado por José Fontes Rocha (g) e Durval Moreirinhas (v). Vocalização ultra-romântica, servida por um toque de guitarra banalíssimo;
-CD “Amanhecer em Coimbra – Tertúlia do Fado de Coimbra”, Porto, Edisco, ECD 15, ano de 1993, faixa nº 6. Canta Victor Nunes, acompanhado por José dos Santos Paulo/Álvaro Aroso (gg), José Carlos Teixeira/Eduardo Aroso (vv). O arranjo é da autoria de José S. Paulo. Vocalização eficaz de Victor Nunes. No livreto de acompanhamento do disco conta-se uma pequena história sobre a origem desta peça, relacionando a sua feitura com a viagem de José Afonso a Angola integrado na digressão do Orfeon, em Agosto de 1960. No entanto, esta informação não sintoniza com a data da 1ª gravação da obra, cujo disco preparado meses antes, em 12 de Março de 1960;
-CD “Meu Menino, Meu Anjo”, Porto, Fortes & Rangel, DCD 1038, ano de 1998, faixa nº 11. Grupo activo no Porto, com os cantores Nuno Oliveira e Delfim Lemos. Acompanhamento por Rui Vilas Boas (g) e Castro Lopes (v). A ficha técnica não identifica o cantor, sendo o arranjo transladado a partir de Octávio Sérgio (1981);
-duplo CD “José Mesquita. Coimbra das Canções, Trovas e Baladas”, Coimbra, sem editor, Janeiro de 2000, disco nº 2, faixa nº 2. O acompanhamento é feito por Carlos Jesus (g), Luís Filipe/Humberto Matias (vv), traduzindo-se numa presença excessiva do som da guitarra. No livreto do CD nº 2, embora a letra transcrita inicie com “Águas e pedras do rio”, José Mesquita canta a mesma letra que foi gravada por José Afonso. Saliente-se que do ponto de vista da melodia José Mesquita não canta exactamente a versão do autor (José Afonso), mas sim uma adaptação do próprio José Mesquita sobre um arranjo do Maestro José Firmino;
-CD “Quinteto de Coimbra. Guitarra e Canção de Coimbra”, Coimbra, Edição Quinteto de Coimbra/Casa de Fados, Lda., ano de 2001, faixa nº 3. A ficha técnica do disco não explicita quem seja o intérprete. A formação é constituída por Patrick Mendes/António Ataíde (vozes), Ricardo Dias (g) e Nuno Botelho/Pedro Lopes (vv). Predomina o trabalho instrumental das violas, salpicado nos separadores pela guitarra de Ricardo Dias, a seguir inequivocamente o arranjo de Octávio Sérgio (1981), embora tal se não mencione. O trabalho vocal é demasiado arrastado, com modulações em estilo soul ou até jazísticas e evitáveis esmorecimentos nas notas graves;
Não confundir esta composição com outra de Carlos Carranca, com letra e música diferentes: “Balada de Outono” (Canto os raios do Sol), letra de Carlos Carranca, música de José Reis, CD “Poesia para Todos. Carlos Carranca”, Cascais, Edição da Câmara Municipal de Cascais, sem data (2004), faixa nº 9, datando a referida composição de 1998.
“Balada do Outono” foi muito cantada a quatro vozes na década de 1990 pelo Coro dos Antigos Orfeonistas do OAC, tendo por base uma harmonização do Maestro José Firmino sobre o arranjo de Octávio Sérgio (1981). Esta versão foi gravada pelos Antigos Orfeonistas no Palácio de São Marcos, dias 30 de Abril e 1 de Maio de 1994, com regência de Augusto Mesquita e piano de Filipe Teixeira Dias, no CD “Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra, Polygram/Philips, 522662-2, de 1994.
Transcrição musical: Octávio Sérgio (2006)
Arranjo instrumental: Octávio Sérgio
Pesquisa e texto: José Anjos de Carvalho e António M. Nunes
Agradecimentos: Sandra Cerqueira (Edisco), SPA, Dr. José Reis (Pardalitos do Mondego), Dr. Rui Pato, Doutor José Mesquita

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