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Partituras e tablaturas
Home Archive by Category "Partituras e tablaturas"

Category: Partituras e tablaturas

Associação José AfonsoPartituras e tablaturas
28/12/2021By AJA

Livro de partituras

«José Afonso – Todas as Canções»

15€ + portes | Encomende aqui

O livro «José Afonso – Todas as Canções», obra imprescindível da autoria de Guilhermino Monteiro, José Mário Branco, João Lóio e Octávio Fonseca, reúne as partituras, letras e diagramas de acordes de 159 canções de José Afonso. Depois de em 2010 ter sido dado à estampa pela “Assírio & Alvim”, onde teve duas edições, volta agora a estar disponível com edição / distribuição da Associação José Afonso.

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Associação José AfonsoCoimbraPartituras e tablaturas
11/12/2021By AJA

Apresentação em Coimbra

Coimbra

Atenção, Coimbra e arredores.
O Núcleo AJA Coimbra – Associação José Afonso tem o prazer de vos convidar para a apresentação do livro «José Afonso – Todas as Canções», que irá ter lugar no dia 18 de Dezembro, pelas 16h30, na Bruaá / Livraria do Convento São Francisco, em Coimbra.

A apresentação estará a cargo de Paulo Esperança, da AJA, Octávio Fonseca, co-autor/transcritor e por um convidado muito especial, que dispensa apresentações: Rui Pato.

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Associação José AfonsoBibliografiaPartituras e tablaturas
04/12/2021By AJA

Apresentação em Setúbal

Setúbal

Atenção, Setúbal e arredores. Dia 17 de Dezembro, às 21h30, teremos a apresentação do livro «José Afonso – Todas as Canções» na Casa Da Cultura | Setúbal.

A apresentação será feita pelo autor/transcritor Guilhermino Monteiro, Pedro Branco (filho de José Mário Branco) e Francisco Fanhais (Presidente da Direção da AJA).

Esta obra imprescindível, da autoria de Guilhermino Monteiro, José Mário Branco, João Lóio e Octávio Fonseca, reúne as partituras, letras e diagramas de acordes de 159 canções de José Afonso. Depois de em 2010 ter sido dado à estampa pela “Assírio & Alvim”, onde teve duas edições, volta agora a estar disponível com edição / distribuição da Associação José Afonso.

O livro pode ser comprado aqui.

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Associação José AfonsoPartituras e tablaturas
11/11/2021By AJA

José Afonso – Todas as Canções

PRÉ-VENDA do livro «José Afonso – Todas as canções»
( Envios a partir de dia 22 de novembro )
 
15€ + portes | Encomende aqui
 
O livro «José Afonso – Todas as Canções», obra imprescindível da autoria de Guilhermino Monteiro, José Mário Branco, João Lóio e Octávio Fonseca, reúne as partituras, letras e diagramas de acordes de 159 canções de José Afonso. Depois de em 2010 ter sido dado à estampa pela “Assírio & Alvim”, onde teve duas edições, volta agora a estar disponível com edição / distribuição da Associação José Afonso. Viva!
 

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Associação José AfonsoFernando CouceiroPartituras e tablaturas
14/10/2011By AJA

Novo livro de partituras. Encomende já o seu!

A AJA tem o prazer de anunciar nova parceria com a editora Metriround no lançamento de mais um livro de partituras para guitarra clássica. Depois de um 1º volume inteiramente dedicado a José Afonso, o 2º volume, novamente graças ao trabalho de Fernando Couceiro, traz-nos 10 arranjos para guitarra clássica de temas intemporais da música portuguesa (Ver capa).

À semelhança do 1º volume, o livro vem acompanhado de um CD didáctico com todas as músicas interpretadas por Fernando Couceiro.

 

Ouça aqui o 1º tema: “Queda do Império” de Vitorino [audio:https://aja.pt/audio/queda.mp3]

 

PREÇO: 15€ + portes

Encomende já o seu enviando um email para a AJA.

 


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Partituras e tablaturas
30/05/2011By AJA

“Cantares de José Afonso” já disponível

    10 partituras para Canto e Guitarra Clássica (3ª Edição)
    António Carrilho R. Marques

    11€ | À venda na AJA

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    Partituras e tablaturasVídeo
    19/05/2011By AJA

    10 temas de José Afonso reunidos em livro de partituras e tablaturas para guitarra clássica

    A editora Metriround, em parceria com a Associação José Afonso lançou o 1º volume de uma colecção dedicada a partituras e tablaturas para guitarra acústica de temas de música portuguesa.
    Dedicado na íntegra a José Afonso, o 1º volume reúne 10 arranjos da autoria do guitarrista Fernando Couceiro e é acompanhado por um CD didáctico onde o próprio guitarrista executa as 10 obras.
    À venda na AJA.

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    BibliografiaPartituras e tablaturas
    18/05/2011By AJA

    2ª edição já disponível

     

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    AJA NorteNúcleos AJAPartituras e tablaturas
    29/01/2011By AJA

    Lançamento do livro “José Afonso – Todas as canções” na Fundação José Rodrigues

    Fotos Aja norte

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    ImprensaPartituras e tablaturas
    31/12/2010By AJA

    Tudo o que Zeca compôs – JN

    “José Afonso – todas as canções” é a prova de que Zeca não foi apenas um cantor de intervenção. Essa é a convicção dos autores do livro que dá a conhecer a totalidade da obra do cantor e compositor. Uma obra construída ao longo de 32 anos.
    A edição deste livro serve para “lutar contra a tendência de colocar Zeca Afonso na gaveta do canto de intervenção”, justifica José Mário Branco, co-autor da obra, em declarações à Lusa. Em causa, uma publicação em que, pela primeira vez, se reuniram letras, partituras e cifras de todos os temas por ele compostos.
    O livro contém material referente a 159 canções que Zeca Afonso compôs e gravou. Estava pronto desde 2004, mas só recentemente se conseguiu autorização da família para publicação, da responsabilidade da editora Assírio & Alvim.
    Além de José Mário Branco, participaram na compilação João Lóio, Guilhermino Monteiro e Octávio Fonseca. No prefácio, os autores referem que falar de Zeca só como o maior cantor português de intervenção “é a forma mais eficaz de liquidar a obra do grande mestre da música popular portuguesa” e, ao mesmo tempo, “é induzir no grande contingente de distraídos a ideia de menoridade artística, (mal) associada à canção política”.
    Nesse sentido, sublinham que as “canções de conteúdo expressamente político são até minoritárias no conjunto da sua obra”, pelo que arrumar Zeca na “gaveta” da canção de intervenção “é não compreender que a dimensão da sua obra está ao nível do que de mais importante se fez na música popular universal do século XX”, dizem. E lamentam: “Se não teve o impacto mundial que merecia, foi tão-somente porque ele nasceu onde nasceu”.
    Referindo que, de há uns anos a esta parte, o compositor “passou a ser o autor mais cantado por todas as gerações e diferentes escolas de músicos”, os autores lembram também que Zeca “renovou a nossa canção popular a partir da tradição musical coimbrã em que se iniciou, integrando novas influências e marcando decisivamente as gerações seguintes”.
    “Há toda uma geração de músicos e estudantes de música que podem descobrir e o repertório de Zeca Afonso, sem a carga política dos tempos logo a seguir ao 25 de Abril”, disse ainda José Mario Branco, acrescentando que quem quiser aprender a tocar os temas do compositor pode fazê-lo “com a certeza de que tem a transcrição fiel” dos mesmos. A este propósito, os autores referem no prefácio que apenas se permitiram “alterar a tonalidade de algumas canções na transcrição” em três casos específicos.
    A vasta obra discográfica de José Afonso iniciou-se em 1953 e terminou em 1985, ano em que foi editado o seu último álbum de originais, “Galinhas do mato”. Devido ao seu estado de saúde, Zeca já não conseguiu cantar todas os temas desse disco. Dois anos antes, o cantor actuou pela úlima vez. O derradeiro concerto, realizado no Coliseu de Lisboa, foi agora editado pela primeira vez em DVD, jutamente com o CD “Galinhas do mato”.

    Isabel Peixoto | Jornal de Notícias

    Nota da AJA: O derradeiro concerto de José Afonso não foi no Coliseu de Lisboa, como é hábito referir-se. Depois de Lisboa, José Afonso actuou nas Caldas da Rainha, no Coliseu do Porto, Coimbra, Évora e Barreiro. Em breve, colocaremos aqui no blogue um artigo sobre este assunto.

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    ImprensaPartituras e tablaturas
    07/12/2010By AJA

    Livro “José Afonso – Todas as canções” desvenda o cantor para lá da intervenção

    “José Afonso – Todas as canções” reúne as letras e os diagramas de acordes de 159 canções da autoria de Zeca Afonso, compiladas por José Mário Branco, João Lóio, Guilhermino Monteiro e Octávio Fonseca.
    O livro está pronto desde 2004, mas a família de José Afonso não autorizou a publicação, tendo a situação sido desbloqueada agora com a editora Assírio & Alvim.
    Em declarações à agência Lusa, o músico José Mário Branco explicou que a edição deste livro servirá para “lutar contra a tendência de colocar Zeca Afonso na gaveta do canto de intervenção”.
    “É também para quem quiser aprender [a tocar as canções do compositor] com a certeza de que tem a transcrição fiel”, disse José Mário Branco.
    “José Afonso – Todas as canções” será editado na colecção “Rei Lagarto”, que reúne livros sobre música e edições semelhantes, como o “songbook” e a biografia “Retrovisor” de Sérgio Godinho e o livro de canções de Tozé Brito.
    O livro de José Afonso reúne baladas, trovas, chulas, cantigas populares e cantares de intervenção, mas “as canções de conteúdo expressamente político são até minoritárias no conjunto da sua obra”, referem os organizadores no prefácio.
    “Arrumar José Afonso na gaveta da canção de intervenção é não compreender que a dimensão da sua obra está ao nível do que de mais importante se fez na música popular universal do século XX. E se não teve o impacto mundial que merecia, foi tão-somente porque ele nasceu onde nasceu”, lamentam.
    Há toda uma geração que músicos e estudantes de música que podem descobrir e aprender o repertório de Zeca Afonso, sem a carga política dos tempos logo a seguir ao 25 de Abril, referiu José Mário Branco à Lusa.
    No livro lá estão “Grândola, vila morena”, “Os vampiros”, “O que faz falta”, “Coro dos tribunais”, mas também “Verdes são os campos”, “Canção de embalar” e “Adeus ó serra da Lapa”.
    No prefácio, os quatro autores criticam o “analfabetismo musical” e o “mau gosto” de directores de programas de rádio e de televisão que ignoram a obra de José Afonso e enaltecem o facto de “ser o autor mais cantado por todas as gerações e diferentes escolas de músicos”.
    Zeca Afonso morreu em 1987 e deixou uma obra discográfica que “constitui um manancial inesgotável de inspiração e de aprendizagem”, concluem os organizadores de “José Afonso – Todas as Canções”.
    À venda está já, pela primeira vez, a edição em DVD que regista a actuação de José Afonso no Coliseu de Lisboa a 29 de Janeiro de 1983, e que inclui ainda o álbum “Galinhas do mato” e textos de Adelino Gomes e Viriato Teles.

    Lusa

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    Guilhermino MonteiroJoão LóioJosé Mário BrancoOctávio FonsecaPartituras e tablaturas
    28/11/2010By AJA

    Texto de apresentação da obra “José Afonso – Todas as canções”

    «”José Afonso é o nosso maior cantor de intervenção!”
    Este elogio tão consensual e aparentemente tão generoso é a forma mais eficaz de liquidar a obra do grande mestre da música popular portuguesa no que ela tem de universal e de artisticamente superior.
    Não é sequer uma meia verdade. É, de facto, uma «falsa» verdade.
    Reduzir José Afonso ao cantor de intervenção, que ele também foi, é induzir no grande contingente de distraídos a ideia de menoridade artística, (mal) associada à canção política.
    É claro que, numa análise larga, podemos considerar cada cantiga de José Afonso uma canção de intervenção, na medida em que todas elas reflectem a sua forma de estar na vida e de a observar. Desse ponto de vista, cada uma das suas cantigas foi concebida deliberadamente à revelia da ideologia dominante e contra ela.
    Na realidade, porém, as canções de conteúdo expressamente político são até minoritárias no conjunto da sua obra.
    Arrumar José Afonso na gaveta da canção de intervenção, é não compreender que a dimensão da sua obra está ao nível do que de mais importante se fez na música popular universal do século XX. E se não teve o impacto mundial que merecia, foi tão-somente porque ele nasceu onde nasceu.
    Além disso, essa etiqueta é um óptimo álibi para que os divulgadores musicais o possam banir com toda a tranquilidade. Porque “a música de intervenção já teve o seu tempo e já não interessa ao grande público”.
    Mas sejamos justos: se a rádio e a televisão ignoram a obra de José Afonso, esse facto não se deve apenas ao analfabetismo musical e ao mau gosto de muitos dos seus directores de programas. Deve-se também às imposições do mercado, para o qual e com o qual esses directores trabalham.
    Sintomaticamente, essa marginalização não tem hoje reflexo no meio musical. Pelo contrário, de há uns anos a esta parte, José Afonso passou a ser o autor mais cantado por todas as gerações e diferentes escolas de músicos.
    Este facto atesta bem a sua importância na história da música popular portuguesa. Graças ao seu talento excepcional, renovou a nossa canção popular a partir da tradição musical coimbrã em que se iniciou, integrando novas influências e marcando decisivamente as gerações seguintes. A esse papel não são estranhos três factores resultantes da sua própria vivência: o meio universitário coimbrão, culto e boémio, onde estudavam jovens oriundos de zonas rurais ou semi-rurais, que integrava já, na tipicidade das suas baladas, fortes influências da poesia e da música tradicionais de várias regiões do país, sobretudo das Beiras e dos Açores; a instabilidade, pouco normal para a época, da sua infância e da sua adolescência, que muito cedo o levou a contactar com meios socioculturais muito diferentes; uma cultura literária acima da média, adquirida sobretudo em Coimbra, que contribuiu para elevar os seus padrões de qualidade no uso da palavra cantada.
    Mestre incontestado da canção popular portuguesa, simultaneamente um genial autor e intérprete de canções, cidadão exemplar e incansável lutador pela liberdade e pela justiça no contexto da ditadura salazarista, mas também no pós 25 de Abril, a sua vasta obra discográfica, iniciada em 1953 e terminada em 1985, constitui um manancial inesgotável de inspiração e de aprendizagem.
    José Afonso deixou-nos em 1987. Num país tremendamente desculturado e desatento foi preciso esperar quase um quarto de século para ver aparecer o presente trabalho, que reúne as partituras de todas as 159 canções que gravou, com as respectivas letras e cifras, exceptuando apenas os fados de Coimbra de autoria alheia que interpretou.
    Para que este livro possa constituir um complemento de alguma utilidade para quem pretender conhecer e estudar a sua obra, optámos pela transcrição fidedigna do que está registado nos fonogramas, independentemente de pensarmos, num ou outro caso, que poderia haver outras soluções ao nível da estrutura ou da harmonia. Pela mesma razão, não sugerimos qualquer hipótese de harmonização, quando a harmonia não é evidente no arranjo.
    Apenas nos permitimos alterar a tonalidade de algumas canções na transcrição, nos seguintes três casos:
    — Para que a partitura reflicta a digitação utilizada, nas situações em que a afinação habitual das violas foi alterada;
    — Quando os instrumentistas utilizaram um transpositor;
    — No limite, quando a tonalidade da gravação, com pequena diferença de tessitura, poderia dificultar desnecessariamente a leitura e a execução.
    A autoria das letras e das músicas é de José Afonso, excepto quando são indicados outros autores.
    Esperamos que este José Afonso — Todas as canções possa contribuir para um melhor conhecimento e estudo deste precioso património.»

    Guilhermino Monteiro
    João Lóio
    José Mário Branco
    Octávio Fonseca

    Retirado do blogue da Assíro & Alvim

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    Partituras e tablaturas
    21/11/2010By AJA

    FINALMENTE! As partituras e acordes de todas as músicas de José Afonso

    Encomendem já o vosso exemplar. Enviem-nos um email com o vosso pedido.

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      António M. NunesJosé Anjos de CarvalhoNo verso dos versosOctávio SérgioPartituras e tablaturas
      13/02/2010By AJA

      Tenho barco, tenho remos

      Música: José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (1929-1987) Letra: popular (alentejana) Incipit: Tenho barcos, tenho remos Origem: Faro Data: 1962 Tenho barcos, tenho remos, Tenho navios no mar; Tenho o amor ali defronte E não lhe posso chegar. Tenho navios no mar, (bis) Tenho o amor ali defronte Não me posso consolar. (bis) Já fui nau, já fui navio Já fui chalupa, escaler; Já fui moço, já sou homem, Só me falta ter mulher. Só me falta ter mulher, (bis) Já fui moço, já sou homem Já fui chalupa, escaler. Os versos das quadras vocalizam-se sem repetições. Os tercetos são bisados no 1.º verso e o primeiro terceto é bisado também nos dois últimos versos.. Esquema do acompanhamento: Quadra: Sol, Sol Sol, 2ªSol Dó, Sol 2ªSol, Sol; Terceto: Dó, Sol Dó Sol Sol, Dó Sol, 2ªSol, Sol; Informação complementar Composição musical estrófica para 2.º tenor solista, com compasso indefinido, a pender para o quaternário, com desenvolvimento na tonalidade de Sol Maior. Nas vocalizações protagonizadas por José Afonso e António Bernardino afirma-se como uma obra literário-musical de grande beleza e intensidade dramática. A 1ª quadra, como popular que é, tem diversas variantes. No 1º dístico, uma delas é «… tenho redes», em vez de remos. Na gravação de José Afonso, estão implícitas no 2.º dístico duas variantes e uma outra encontra-se numa gravação do Rancho Coral e Etnográfico do Povo de Serpa (EP ALVORADA, AEP 60.920). A 2.ª quadra também tem variantes. No 1º verso, «Já fui nau,…» e parece-nos que “Já fui mar…” seja corruptela por deficiente aprendizagem de outiva. Também se encontram variantes no 2º e no 3º verso e, no 4º verso. A variante que se afigura de assinalar é a da substituição do verbo ser por ter, que parece ser mais apropriada (Só me falta ter mulher). Nas suas actuações orfeónicas e também na viagem com a TAUC ao Brasil, no Verão de 1925, o antigo estudante e aplaudidíssmo serenateiro Agostinho Fontes Pereira de Melo cantou a quadra jocosa: Já fui mar, já fui navio, Já fui chalupa e escaler, Já fui rapaz, já sou homem, Falta agora ser mulher. O tema popular alentejano, com solfa, foi recolhido por Pedro Fernandes Tomás, Canções portuguesas (do século XVIII à actualidade), Coimbra, Imprensa da Universidade, 1934, pág. 134. Esta é seguramente uma obra-referência do Movimento da Balada. José Afonso gravou esta canção em 1962, acompanhado exclusivamente à viola de cordas de nylon por Rui Pato (disco RAPSÓDIA, EPF 5.182, de 45 rpm). Em Cantares de José Afonso, Lisboa, 1969, AEIST, 1969, pág. 49, vem (incompletamente) a letra gravada por José Afonso e, em nota de rodapé, a indicação da existência de um barco que pertencia a uma pequena sociedade constituída por Manuel Pité, António Barahona, José Louro, António Bronze e José Afonso (ver também João Afonso dos Santos, José Afonso. Um olhar fraterno, Lisboa, Caminho, 2002, pág. 159). A 1ª e 2ª quadras são contudo muito anteriores à existência do dito barco e ao nascimento do próprio José Afonso. Disponível em long play: LP José Afonso – Baladas e fados de Coimbra, Edisco, EDL 18.020, editado em 1982. Espécime recuperado e gravado por António Bernardino, com acompanhamento de viola de cordas de nylon por Rui Pato, em 1983, na antologia Tempo(s) de Coimbra, editada em 1984 e reeditada em 1990. Na primeira metade da década de 1990 o tema é gravado pela Tertúlia do Fado de Coimbra, na voz de José Miguel Baptista que não canta exactamente como José Afonso, música e letra: CD Tertúlia do Fado de Coimbra – Amanhecer em Coimbra, Edisco, ECD 15, editado em 1993. Outra abordagem marcante da década de 1990 foi efectuada por Victor Almeida e Silva, acompanhado por Paulo Soares e Carlos Costa: CD Trova Lírica, Lisboa, Movieplay PE 51.013, ano de 1994, faixa nº 14, aqui com um arranjo guitarrístico peculiar de Paulo Soares. No registo referido vem omitida a autoria da música e apenas se indica “popular” para a letra. Há ainda notícia de outra gravação pelo grupo Guitarras do Mondego, sem indicação do nome do cantor: CD Gerações, ano de 2003, faixa nº 9, sendo seguido o arranjo de guitarra concebido por Paulo Soares em 1994. Esta formação é constituída por João Couceiro/Nuno Lages (cantores), Paulo Conceição/Pedro Manso (gg) e Pedro Gama (viola). Transcrição: Octávio Sérgio (2010), baseada na interpretação do autor Pesquisa e texto: José Anjos de Carvalho e António M Nunes Projecto: Recolha e preservação de temas da Canção de Coimbra.
      Comentário de Jorge Rino: Parte da letra é mais velha do que vento norte e é brasileira. Quase de certeza que não é de invenção do orfeonista que a cantou ou disse na digressão do Orfeon ao Brasil. Eis o que eu tinha de outiva e que confirmei com o livro dos anos 60 e que estava à mão: Ariano Suassuna – Auto da Compadecida “Versinho” de Canário Pardo que a mãe de João Grilo cantava para ele adormecer
      Já fui barco, fui navio, Mas hoje sou escaler. Já fui menino, fui homem, Só me falta ser mulher. Pode ouvir-se o autor, acompanhado por Rui Pato, na viola.

      Pesquisa e texto: José Anjos de Carvalho e António M. Nunes

      Tenho bnarcos, tenho remos - Canta José Afonso sound bite
      Retirado do blogue “Guitarra de Coimbra” de Octávio Sérgio

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      Partituras e tablaturas
      18/09/2009By AJA

      Saiba mais sobre o livro de partituras…

      A AJA convida-vos a ouvir um excerto do CD e saber mais sobre este livro de partituras. Venha daí

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      Fernando CouceiroPartituras e tablaturas
      17/09/2009By AJA

      Convite para lançamento de livro

      A editora Metriround, em parceria com a Associação José Afonso, irá realizar o lançamento do 1º volume de uma colecção dedicada a partituras e tablaturas para guitarra acústica de temas de música portuguesa.
      Dedicado na íntegra a José Afonso, o 1º volume reúne 10 arranjos da autoria do guitarrista Fernando Couceiro e é acompanhado por um CD didáctico onde o próprio guitarrista executa as 10 obras.
      A apresentação estará a cargo de Adelino Gomes.
      O lançamento terá lugar no dia 22 de Setembro, pelas 21h30, na Casa da Imprensa, Rua da Horta Seca, 20 (Junto ao Largo do Camões), em Lisboa.
      Apareçam e tragam outro amigo também.

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      Partituras e tablaturas
      16/07/2009By AJA

      Partituras e tablaturas de José Afonso para guitarra clássica. Reserve já o seu!

      A AJA tem o prazer de vos apresentar o 1º volume de uma colecção dedicada a partituras e tablaturas para guitarra acústica de temas de música portuguesa.
      Dedicado na íntegra a José Afonso, este 1º volume reúne 10 arranjos da autoria do guitarrista Fernando Couceiro e é acompanhado por um CD didáctico onde o próprio guitarrista executa as 10 obras.

      Com lançamento programado para Setembro, poderá, desde já, reservar já o seu.

      Saiba mais no sítio da AJA

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      Fernando CouceiroPartituras e tablaturas
      14/10/2007By AJA

      Novo livro de partituras e tablaturas para guitarra acústica

      Flyerpartituras
      Livro contendo 10 músicas de José Afonso em partitura e tablatura para guitarra acústica e acompanhado de CD áudio. Com arranjos inéditos de Fernando Couceiro. Esta é uma edição Metriround com o apoio da Associação José Afonso.

      Disponível através da Loja AJA. AGORA 15€

       

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      Partituras e tablaturas
      03/08/2007By AJA

      Partituras para metais de “Grândola, vila morena”

      Fomos encontrar estas partituras aqui.

      Seleccione os links

      Accordéon (Do)
      Basse (Sib – clef de Fa)
      Clarinettes (Sib)
      Flûtes (Do)
      Sax Soprano (Sib)
      Sax Alto (Mib)
      Sax Ténor (Sib)
      Sax Baryton (Mib)
      Trombones (Do)
      Trompettes (Sib)
      Tuba Baryton (Sib)
      Euphonium (Sib)

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      António M. NunesJosé Anjos de CarvalhoNo verso dos versosOctávio SérgioPartituras e tablaturas
      23/01/2007By AJA

      Verdes são os campos

      Música: José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (1929-1987)
      Letra: mote de autor desconhecido; voltas de Luis Vaz de Camões (ca. 1524-1580)
      Origem: Setúbal?Data: 1970

      Verdes são os campos
      Da cor de limão:
      Assim são os olhos
      Do meu coração.

      Campo, que te estendes
      Com verdura bela;
      Ovelhas, que nela
      Vosso pasto tendes,

      De erva vos mantendes
      Que traz o Verão,
      E eu das lembranças
      Do meu coração.(…)

      Isso que comeis
      Não são ervas, não:
      São graças dos olhos
      Do meu coração.

      De ervas vos mantendes
      Que traz o Verão,
      E eu das lembranças
      Do meu coração.

      Verdes são os campos
      Da cor de limão:
      Assim são os olhos
      Do meu coração.

      Campo, que te estendes
      Com verdura bela;
      Ovelhas, que nela
      Vosso pasto tendes,

      De ervas vos mantendes
      Que traz o Verão,
      E eu das lembranças
      Do meu coração.

      Isso que comeis
      Não são ervas, não:
      São graças dos olhos
      Do meu coração.

      Informação complementar:Canção melodia singela e agradável efeito auditivo, em compasso quaternário (4/4), originariamente no tom de Fá# Maior, com uma espécie de refrão atípico. Na presente transcrição adopta-se a afinação de Coimbra, ficando a melodia em Lá Bemol Maior.Uma das versões impressas mais recuada destas redondilhas com voltas e mote alheio, consta na edição de 1598, de Estêvão Lopes.“Verdes são…” foi gravada por José Afonso em Londres no ano de 1970, nos estúdios Pye Records. Integrou o LP “Traz Outro Amigo Também”, ORFEU STAT 055, do ano de 1970, tendo sido o cantor acampanhado em viola de cordas de nylon não por Rui Pato mas por Carlos Correia (Bóris).Na letra, José Afonso socorre-se de um mote alheio (Verdes são os campos), glosado por Luis de Camões em duas “voltas” de oitavas.O cantor pouco ou nada altera em termos de mote (quadra) ede 1ª volta. Contudo, nos versos dois e três do mote, moderniza “assi” para “assim” e toma “de” por “da”. Na 2ª volta suprime os primeiros quatros versos (Gados, que pasceis,/Com contentamento,/Vosso mantimento/Não o entendereis), construindo a oitava com os quatro versos finais da 1ª volta.Após terminar a 2ª oitava, o cantor volta a repetir o texto, mantendo-se dentro da melodia.Para acabar, canta apenas uma quadra (Isso que comeis), deixando incompleta a 2ª oitava. José Afonso segue uma dicção vincadamente conimbricense, onde merece destaque o dizer “ovêlhas”.Não se conhece notícia de cantores ligados à CC que tenham regravado este espécime, nem de translado em notação impressa. O seu repousado ar de salão como que se adequa a renovados tratamentos e a incursões de meias sopranos, possibilitando diversificações reportoriais. Embora o tema mais conhecido deste disco de 1970 seja “Traz Outro Amigo Também”, popularizado a partir de uma gravação feita ao vivo no Jardim de Santa Cruz de Coimbra (com o grupo de António Portugal, disco “Zeca em Coimbra”, Fotosonoro SPA 83), pode considerar-se que o tema “Verdes são…” é a chave de encerramento do Movimento da Balada.Original disponível no CD “Jose Afonso. Traz Outro Amigo Também”, Lisboa, Movieplay, JA 8003, ano de 1996, faixa nº 9, com discutível transcrição da letra em 4 quadras.

      Transcrição musical: Octávio Sérgio (2007)
      Texto: José Anjos de Carvalho e António Manuel Nunes

      Retirado do blog http://guitarradecoimbra.blogspot.com

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      Octávio SérgioPartituras e tablaturas
      21/07/2006By AJA

      Senhora do Almortão



      Pautas gentilmente cedidas pelo guitarrista Octávio Sérgio.

      Transcrição musical: Octávio Sérgio (2006)
      Arranjo para Guitarra de Coimbra: Octávio Sérgio (1981)

      Senhora do Almo(r)tão,
      Ó minha rosa encarnada,
      Ao cimo do Alentejo
      Chega a vossa nomeada.

      Senhora do Almo(r)tão
      Ó minha linda raiana,
      Virai costas a Castela,
      Não queirais ser castelhana!
      Não queirais ser castelhana (Ai)

      Nossa Senhora da Póvoa, (bis)
      Minha boquinha de riso,
      Minha maçã camoesa (bis)
      Criada no paraíso. (bis)

      Senhora do Almo(r)tão,
      A vossa capela cheira:
      Cheira a cravos, cheira a rosas,
      Cheira à flor da laranjeira.

      Cheira à flor da laranjeira (Ai)
      Nossa Senhora da Póvoa, (bis)
      Minha boquinha de riso,
      Minha maçã camoesa (bis)
      Criada no paraíso. (bis)

      Esquema do Acompanhamento:

      1ª quadra: Mi menor // Dó maior, Mi menor // 2ª Mi, Mi menor // Dó maior, 2ª Mi;
      2ªs quadras: Mi menor // 2ª Mi, Mi menor // Mi menor // 2ª Mi, Mi menor;Refrão: 2ª Sol, Sol maior; Si maior;SI maior, 2ª Si; 2ª Si, Si maior // 2ª Si, Si maior // Si menor, 2ª Si; 2ª Si, Si maior // 2ª Si, Si maior; 2ª Si, Si maior;

      Para mais informações sobre esta música de José Afonso, consultem “No verso dos versos” no site da AJA

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      Canção de CoimbraNo verso dos versosOctávio SérgioPartituras e tablaturas
      25/01/2006By AJA

      Balada do Outono

      Texto retirado do blog de Octávio Sérgio: guitarradecoimbra.blogspot.com



      Águas passadas do rio,
      Meu sono vazio
      Não vão acordar;
      Águas das fontes calai
      Ó ribeiras chorai
      Que eu não volto a cantar.

      Rios que vão dar ao mar
      Deixem meus olhos secar
      Águas das fontes calai
      Ó ribeiras chorai
      Que eu não volto a cantar.

      Águas do rio correndo
      Poentes morrendo
      Pràs bandas do mar;
      Águas das fontes calai
      Ó ribeiras chorai
      Que eu não volto a cantar.

      Rios que vão dar ao mar
      Deixem meus olhos secar
      Águas das fontes calai
      Ó ribeiras chorai
      Que eu não volto a cantar.

      No refrão, o terceto final canta-se e repete-se.
      Esquema do acompanhamento do canto:
      1º terceto: Lá menor, 2ª Lá, Lá menor /// Sol maior, Lá menor /// Sol maior, Lá menor;
      2º terceto: Lá menor, 2ª Lá, Lá menor /// Ré menor, Lá menor /// 2ª Lá, Lá menor;
      Refrão:
      1º dístico: Lá menor, Sol maior, Lá menor /// Lá menor, Sol maior, Lá menor;
      o terceto: Lá menor, 2ª Lá, Lá menor /// Ré menor, Lá menor /// 2ª Lá, Lá menor;

      Informação complementar:
      Balada com refrão, em compasso ¾ e tom de Lá Menor. Esta é a primeira composição verdadeiramente da autoria de José Afonso. Segundo ele próprio nos diz, passou a designar as suas primeiras canções por “baladas”, não porque soubesse o significado do termo, mas para as distinguir do “chamado Fado de Coimbra” que começara por cantar desde os anos do Liceu D. João III em meados da década de 1940. José Afonso fez a composição, mas faltava-lhe o título. Parece que terá pensado em designá-la inicialmente por BALADA DO RIO (MONDEGO). Em troca de ideias com o Dr. António Menano, recentemente regressado de Moçambique, José Afonso seguiu a sugestão de Balada do Outono (Cf. O Comércio do Funchal, 01/06/1970).
      A título explicativo, o próprio autor facultou os seguintes dados relevantes que nos permitem situar esta composição num período imediatamente anterior à ruptura estética que se intensificou após a campanha presidencial do General Humberto Delgado: “Mais propriamente Balada do Rio. Dominada ainda pelo velho espírito coimbrão, é o produto de um estado perpétuo de enamoramento ou como tal vivido, uma espécie de revivescência tardia da juventude. O trovador julga-se imprescindível, como um protagonista que a si próprio se interpela para convocar a presença das águas dos ribeiros e dos rios, testemunhas vivas do seu solitário cantar. A imagem do Basófias (nome porque é conhecido o Rio Mondego, na gíria coimbrã), que incha e desincha quando lhe apetece, deve ter influído na gestação da partitura. Uma certa disposição fisiológica propensa à melancolia explica o começo das dores sem falar na albumina anunciadora de futuras e promissoras partogéneses “ (Cf. “Cantares de José Afonso”, 2ª edição, Lisboa, AEIST, 1969, pág. 22). Na obra que acabamos de citar, a letra dos dois versos iniciais é Águas / E pedras do rio, letra essa que veio a ocorrer numa gravação realizada por José Mesquita em 1979.
      Balada gravada pela primeira vez nos inícios de 1960, por José Afonso, acompanhado à guitarra por António Portugal/Eduardo de Melo e, à viola, por Manuel Pepe/Paulo Alão: EP “Balada do Outono”, Rapsódia, EPF 5085 – EP0089F, de 12 de Março de 1960. O registo de 1960 tem sido profusamente reeditado: LP “Baladas e Fados de Coimbra. José Afonso”, Porto, Edisco, EDL 18. 020, ano de 1982, Lado B, Faixa nº 6; CD “Dr. José Afonso. Os Vampiros”, Porto, Edisco, ECD-001, ano de 1987, faixa nº 12. A referida remasterização é omissa quanto à matriz original, ano de gravação e instrumentistas. Na primeira gravação, o trabalho de guitarra protagonizado por António Portugal é francamente desinteressante, limitando-se a curtas intervenções na abertura e no meio da peça. Quase todo o acompanhamento é suportado pelas violas, certamente a insistências do próprio autor.
      Jorge Tuna aproveitou parte da melodia de “Balada do Outono” para trecho de abertura da sua “Rapsódia de Fados”, presente no EP “Coimbra à Noite”, RAPSÓDIA, EPF 5.179, de 13 de Agosto de 1962, gravado com Jorge Tuna/Jorge Godinho (gg) e Durval Moreirinhas/José Tito Mackay (vv). Este “pot pourri” encontra-se disponível no CD “Jorge Tuna. Coimbra”, Porto, Edisco, ECD 133, ano de 2000, faixa nº 1, sem quaisquer dados indicativos do ano de gravação ou da matriz fonográfica original.
      Em finais dos anos 60 foi editado um LP de “Baladas e Canções”, Porto, OFIR, MAS 301, ano de 1967, contendo uma versão instrumental em viola nylon tocada por Rui Pato, versão essa disponível no CD “Baladas e Canções. José Afonso acompanhado à viola por Rui Pato”, Lisboa, EMI-Valentim de Carvalho, 7243 8 36617 2 5, ano de 1996, faixa nº 4. Nos dois casos, as faixas foram retiradas da matriz EP “Baladas e Canções”, Porto, OFIR, MAS 4.016, ano de 1964.
      O autor voltou a gravar esta balada em 1981, acompanhado à guitarra por Octávio Sérgio e, à viola, por Durval Moreirinhas: LP “José Afonso – Fados de Coimbra”, Orfeu, FPAT 6011. O arranjo para guitarra de acompanhamento é de Octávio Sérgio, em tudo superior ao de 1960, de tal arte que passou a ser correntemente tocado por quase todas as formações activas nas décadas de 1980-1990.
      Das gravações de José Afonso são ainda conhecidas as seguintes remasterizações:
      -LP “José Afonso. Fados de Coimbra e outras canções”, Riso e Ritmo Discos, Lda., RR LP 2188, ano de 1987, Lado B, faixa nº 1, extraído do registo de 1960;
      -CD “Coimbra Serenade”, Edisco, ECD 5, editado em 1992, extraído do registo de 1960 (remasterização do LP “Coimbra Serenade”, RAPSÓDIA, LDF 006, Lado A, Faixa nº 5, sem data, que se vendia em 1987/1988 a 600$00);
      -CD “José Afonso – Fados de Coimbra”, Movieplay, SO 3003, editado em 1996, extraído do registo de 1960;
      -CD “Fados e Guitarradas de Coimbra”, Volume I, Lisboa, Movieplay, MOV. 30.332, 1996, disco nº 1, faixa nº 7, extraído do registo de 1981;
      -CD “José Afonso. Fados de Coimbra e outras Canções”, Movieplay, JÁ 8011, ano de 1996, faixa nº 6, com livreto assinado por José Niza, extraído do registo de 1981;
      -Col. “Um Século de Fado”/Ediclube, CD Nº 4/Coimbra, emi 7243 5 20638 2 6, editado em 1999, extraído do registo de 1960.
      José Afonso gravou a Balada do Outono uma 3ª vez, durante o concerto de 1983 no Coliseu de Lisboa, correndo no mercado tiragens provenientes desse espectáculo realizado no dia 29 de Janeiro de 1983:
      -LP duplo “José Afonso ao vivo no Coliseu”, DIAPASÃO, DIAP 16050/1, ano de 1983, LP 1, Lado A, Faixa nº 5, acompanhado por Octávio Sérgio/Lopes de Almeida (gg) e António Sérgio/Durval Moreirinhas (vv). Deste registo se fizeram as seguintes remasterizações:
      -CD “Zeca Afonso no Coliseu”, Strauss, ST 1021010035, ano de 1993;
      -cassete “Zeca Afonso no Coliseu”, Strauss, ST 1021010036, ano de 1993.
      Gravações disponíveis em compact disc de outros cantores:
      -CD “Fados e Baladas de Coimbra – Coimbra tem mais encanto”, Vidisco, 11-80-1304, editado em 1991, a partir das gravações efectuadas por José Mesquita no LP “Fados e Baladas de Coimbra por Antigos Estudantes, RODA, SSRL 9001, ano de 1979, Lado A, Faixa nº 3, com acompanhamento da formação António Brojo/Jorge Gomes (gg) e Manuel Dourado/Aurélio Reis (vv). José Mesquita canta na parte introdutória o texto original “Águas e pedras do rio, meu sono vazio não vão acordar.”;
      -CD “Fernando Machado Soares”, Philips, 838 108-2, sem data, compilação dos LP’s de 1986 e 1988, faixa nº 13. Remasterização efectuada a partir do LP “Serenata”, Polygram Discos, ano de 1988, faixa nº 3, acompanhado por José Fontes Rocha (g) e Durval Moreirinhas (v). Vocalização ultra-romântica, servida por um toque de guitarra banalíssimo;
      -CD “Amanhecer em Coimbra – Tertúlia do Fado de Coimbra”, Porto, Edisco, ECD 15, ano de 1993, faixa nº 6. Canta Victor Nunes, acompanhado por José dos Santos Paulo/Álvaro Aroso (gg), José Carlos Teixeira/Eduardo Aroso (vv). O arranjo é da autoria de José S. Paulo. Vocalização eficaz de Victor Nunes. No livreto de acompanhamento do disco conta-se uma pequena história sobre a origem desta peça, relacionando a sua feitura com a viagem de José Afonso a Angola integrado na digressão do Orfeon, em Agosto de 1960. No entanto, esta informação não sintoniza com a data da 1ª gravação da obra, cujo disco preparado meses antes, em 12 de Março de 1960;
      -CD “Meu Menino, Meu Anjo”, Porto, Fortes & Rangel, DCD 1038, ano de 1998, faixa nº 11. Grupo activo no Porto, com os cantores Nuno Oliveira e Delfim Lemos. Acompanhamento por Rui Vilas Boas (g) e Castro Lopes (v). A ficha técnica não identifica o cantor, sendo o arranjo transladado a partir de Octávio Sérgio (1981);
      -duplo CD “José Mesquita. Coimbra das Canções, Trovas e Baladas”, Coimbra, sem editor, Janeiro de 2000, disco nº 2, faixa nº 2. O acompanhamento é feito por Carlos Jesus (g), Luís Filipe/Humberto Matias (vv), traduzindo-se numa presença excessiva do som da guitarra. No livreto do CD nº 2, embora a letra transcrita inicie com “Águas e pedras do rio”, José Mesquita canta a mesma letra que foi gravada por José Afonso. Saliente-se que do ponto de vista da melodia José Mesquita não canta exactamente a versão do autor (José Afonso), mas sim uma adaptação do próprio José Mesquita sobre um arranjo do Maestro José Firmino;
      -CD “Quinteto de Coimbra. Guitarra e Canção de Coimbra”, Coimbra, Edição Quinteto de Coimbra/Casa de Fados, Lda., ano de 2001, faixa nº 3. A ficha técnica do disco não explicita quem seja o intérprete. A formação é constituída por Patrick Mendes/António Ataíde (vozes), Ricardo Dias (g) e Nuno Botelho/Pedro Lopes (vv). Predomina o trabalho instrumental das violas, salpicado nos separadores pela guitarra de Ricardo Dias, a seguir inequivocamente o arranjo de Octávio Sérgio (1981), embora tal se não mencione. O trabalho vocal é demasiado arrastado, com modulações em estilo soul ou até jazísticas e evitáveis esmorecimentos nas notas graves;
      Não confundir esta composição com outra de Carlos Carranca, com letra e música diferentes: “Balada de Outono” (Canto os raios do Sol), letra de Carlos Carranca, música de José Reis, CD “Poesia para Todos. Carlos Carranca”, Cascais, Edição da Câmara Municipal de Cascais, sem data (2004), faixa nº 9, datando a referida composição de 1998.
      “Balada do Outono” foi muito cantada a quatro vozes na década de 1990 pelo Coro dos Antigos Orfeonistas do OAC, tendo por base uma harmonização do Maestro José Firmino sobre o arranjo de Octávio Sérgio (1981). Esta versão foi gravada pelos Antigos Orfeonistas no Palácio de São Marcos, dias 30 de Abril e 1 de Maio de 1994, com regência de Augusto Mesquita e piano de Filipe Teixeira Dias, no CD “Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra, Polygram/Philips, 522662-2, de 1994.
      Transcrição musical: Octávio Sérgio (2006)
      Arranjo instrumental: Octávio Sérgio
      Pesquisa e texto: José Anjos de Carvalho e António M. Nunes
      Agradecimentos: Sandra Cerqueira (Edisco), SPA, Dr. José Reis (Pardalitos do Mondego), Dr. Rui Pato, Doutor José Mesquita

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      António M. NunesNo verso dos versosOctávio SérgioPartituras e tablaturas
      15/09/2005By AJA

      Menina dos olhos tristes

      Retirado do blog http://guitarradecoimbra.blogspot.com (Blog mantido por Octávio Sérgio, guitarrista de Coimbra que acompanhou inúmeras vezes José Afonso)


      MENINA DOS OLHOS TRISTES
      (versão fonográfica de José Afonso)

      Música: José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos, dito José Afonso (1929-1987)
      Letra: Reinaldo Edgar de Azevedo e Silva Ferreira, dito Reinaldo Fereira ((1922-1959)
      Incipit: Menina dos Olhos Tristes
      Origem: Algarve (Faro)
      Data: ca. 1962-1963

      Menina dos Olhos Tristes,
      O que tanto a faz chorar?
      -O soldadinho não volta
      Do outro lado do mar.

      Senhora de olhos cansados,
      Porque a fatiga o tear?
      -O soldadinho não volta
      Do outro lado do mar.

      Hum-Hum-Hum; Hum-Hum-Hum-Hum
      Hum-Hum-Hum; Hum-Hum-Hum-Hum

      Vamos, senhor pensativo,
      Olhe o cachimbo a apagar,
      -O soldadinho não volta
      Do outro lado do mar.

      Anda bem triste um amigo,
      Uma carta o fez chorar.
      -O soldadinho não volta
      Do outro lado do mar.

      Hum-Hum, etc.

      A Lua que é viajante,
      É que nos pode informar
      -O soldadinho não volta
      Do outro lado do mar.

      O soldadinho já volta,
      Está quase mesmo a chegar.
      Vem numa caixa de pinho.
      Desta vez o soldadinho
      Nunca mais se faz ao mar.

      Hum-Hum, etc.

      Cantam-se as quadras duas a duas, como se fossem oitavas, sem qualquer repetição de versos ou de dísticos. Remata-se cada grupo com um trauteio (Hum-Hum) que serve de coro, a duas vozes. Segue-se o mesmo esquema no grupo final, com a 5ª estrofe (quadra) e a 6ª que é uma quintilha.
      Canção musical de tipo estrófico, ilustrativa do Movimento da Balada, em compasso 6/8 e tom de Mi Menor, de melodia muito sentimental, como que a ilustrar o choro dos mortos regressados das frentes de combate em Angola, Guiné e Moçambique durante a Guerra Colonial (1961-1974). A 6ª estrofe (“O soldadinho já volta”) enforma mesmo de alguma morbidez na vocalização de José Afonso. O coro adquire uma coloração funérea.
      José Afonso gravou esta canção pela primeira vez em 1969, com um notável arranjo e acompanhamento de Rui Pato na viola nylon: EP “Menina dos Olhos Tristes”, Porto, Orfeu, STAT-803, ano de 1969. Remasterização no CD “José Afonso. De Capa e Batina”, Lisboa, Movieplay JA 8000, ano de 1996, Faixa nº 9. O livreto transcreve o poema, mas não exactamente como José Afonso o canta. José Afonso segue uma dicção escorreita, apenas adulterando no 2º verso da 3ª quadra “Olhe” para “Ólhó”, proeza notável num cantor que raramente respeitava a traça original dos textos alheios.
      Esta canção surge primeiramente fonografada por Adriano Correia de Oliveira, acompanhado na viola nylon por Rui Pato, em 1964. Adriano não respeita a sequência das estrofes, adultera a quintilha final e segue um trauteio diferente do adoptado por José Afonso. Altera a ordem das coplas, cantando a 3ª como se fosse a 2ª. Consultado sobre estas discrepâncias, Rui Pato sugere que a versão Adriano se encontra mais próxima da composição primitiva. Postas as coisas nestes termos, admitimos que José Afonso tenha corrigido e aperfeiçoado a sua composição com vista a uma versão definitiva que é a de 1969, tal qual a transcrevemos. Importa anotar que entre 1960-1964 Adriano gravou diversas obras ainda em fase de elaboração (de José Afonso e de Machado Soares), cujas versões ultimadas divergem das açodadas incursões de Adriano. Exemplificam estas situações peças como Canção Vai e Vem (cf. diferenças com Balada da Esperança), Senhora Partem Tão tristes (cf. registo de Fernando Gomes Alves), ou até mesmo adulterações intencionais de obras de autor como a Canção dos Malmequeres (de António Menano), passada a Balada do Estudante. Como é sabido, José Afonso radicou-se em Moçambique nos finais de Setembro de 1964, e talvez por isso mesmo não tenha então gravado a canção de sua autoria, abrindo assim a porta à versão Adriano.
      Transcrevemos seguidamente o texto cantado por Adriano Correia de Oliveira:
      Menina dos olhos tristes,
      O que tanto a faz chorar?
      O soldainho não volta
      Do outro lado do mar.
      Hum-Hum-Hum; Hum-.Hum; Hum-Hum
      Vamos, senhor pensativo,
      Olhe o cachimbo a apagar.
      O soldadinho não volta
      Do outro lado do mar.
      Hum-Hum, etc.
      Senhora de olhos cansados
      Porque a fatiga o tear?
      O soldadinho não volta
      Do outro lado do mar.
      Hum-Hum, etc.
      Anda bem triste um amigo,
      Uma carta o fez chorar.
      O soldadinho não volta
      Do outro lado do mar.
      Hum-Hum, etc.
      A lua que é viajante,
      É que nos pode informar.
      O soldadinho “já volta”
      “Está quase mesmo a chegar”.
      Hum-Hum, etc.
      “Vem numa caixa de pinho.
      Nunca mais se faz ao mar.
      Do outro lado do mar.
      Desta vez o soldadinho
      Nunca mais se faz ao mar”.
      Hum-Hum, etc.
      Coteje-se a letra interpretada por Adriano com a transcrição presente em Mário Correia, “Adriano Correia de Oliveira. Vida e Obra”, Coimbra, Centelha, 1987, pág. 103, pois na referida biografia consta apenas o poema integral original. Primeiro registo vinil presente no EP “Menina dos Olhos Tristes”, Porto, Orfeu, EP-ATEP 6275, ano de 1964, com arranjo e acompanhamento de Rui Pato na viola de cordas de nylon. Fez-se outra edição no LP “Adriano Correia de Oliveira”, LP-SB, ano de 1964; remasterização no duplo Lp vinil “Memória de Adriano Correia de Oliveira”, Porto, Orfeu/Riso e Ritmo Discos, ano de 1982, Disco 1, Face B, faixa 5. Na referida reedição constam as autorias correctas mas omitem-se o ano da gravação e o instrumentista. Remasterização compact disc na antologia “Adriano. Obra Completa”, Lisboa, Movieplay/Orfeu 35.003, ano de 1994 (CD “A Noite dos Poetas”, Orfeu 35.010, 1994, faixa 1), cuja coordenação esteva a cargo de José Niza. Neste caso omite-se a data da primeira gravação, mas identifica-se Rui Pato como instrumentista e arranjista.
      Quanto ao autor da letra, Reinaldo Ferreira, ou melhor, Reinaldo Edgar de Azevedo e Silva Ferreira, nasceu em Barcelona pelos idos de 20 de Março de 1922. Veio a falecer de cancro pulmonar em Lourenço Marques, Moçambique, em 30 de Junho de 1959. Era filho do famoso jornalista e romancista policial “Repórter X”. Radicou-se em Lourenço Marques (Maputo) em 1941, cidade onde terminou os estudos liceais. Trabalhou como funcionário público e animador de programas radiofónicos na Rádio Clube de Moçambique. Adoeceu em 1958 e após tentativa infrutífera de tratamente na África do Sul, faleceu em 1959. Era de sua autoria o delicioso e muito conservador texto “Uma casa portuguesa”, gravado em disco por Amália Rodrigues. Autor de poemas belíssimos, a obra de Ferreira, “Poemas”, foi editada em 1960 na cidade de Lourenço Marques, em 1962 na Portugália (com prefácio de José Régio) e em 1998 na Vega. Ignoramos em que data Ferreira compôs a sua linda e triste Menina, sendo de aceitar que tivesse por horizonte a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) mas nunca a Guerra Colonial que não chegou a conhecer. Também não sabemos quando e em que circunstâncias José Afonso acedeu ao poema. Pode ter conhecido uma versão em manuscrito ou de página de jornal nas suas idas a Moçambique em 1949 (Orfeon), 1956 (TAUC), 1958 (TAUC a Angola) e 1960 (Orfeon a Angola). O mais certo é que tenha adquirido a edição lisboeta de 1962, ligada ao nome de José Régio. A Guerra Colonial tinha rebentado no ano anterior em Luanda (04/02/1961) e estava na memória a Operação Dulcineia (assalto ao Santa Maria, 21/01/1961).
      Esta canção de José Afonso não mereceu qualquer trabalho de regravação após 1974 junto das vozes juvenis e respectivas formações activas em Coimbra. Eis um José Afonso timidamente recuperado e ternamente “perdoado” pelas alas conservantistas da CC, o mesmo não se podendo afirmar quanto à herança de Adriano. Aí a música é outra…
      Para saber mais sobre o poeta Reinaldo Ferreira consulte htt://alfarrabio.um.geira.pt/reinaldo/index.html

      Transcrição musical de Octávio Sérgio; pesquisa documental e texto de António M. Nunes

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