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Bibliografia
Home Archive by Category "Bibliografia"

Category: Bibliografia

Associação José AfonsoBibliografia
02/07/2024By admin-aja

Semeador de palavras

Já se encontra disponível na loja a mais recente edição da Associação José Afonso: “Semeador de palavras – Enrevistas a José Afonso”. Uma obra imprescindível que reúne perto de 120 entrevistas concedidas por José Afonso a diferentes órgãos de comunicação social.

Encontrem-no na loja da AJA.

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Associação José AfonsoBibliografia
18/04/2024By admin-aja

Tertúlia AJA

No próximo sábado, dia 20, às 16h30, acontece nova Tertúlia AJA na Casa Da Cultura | Setúbal, onde receberemos a apresentação do mais recente livro de Octávio Fonseca publicado pela Tradisom. Não faltem.

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Bibliografia
12/09/2023By admin-aja

BD sobre José Afonso

Já disponível na loja da AJA a banda desenhada sobre José Afonso criada por Teresa Moure e Maria João Worm (Editora Tradisom).

Podem encontrar o livro aqui.

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BibliografiaPaulo Esperança
05/07/2023By admin-aja

Lançamento no Intercéltico de Sendim

É já no próximo dia 5 de Agosto, no FESTIVAL INTERCELTICO DE SENDIM que se fará o lançamento do livro de Paulo Esperança: “José Afonso – O Triângulo mágico na sua vida e obra. Será às 17h na Casa da Cultura de Sendim. Uma edição do Centro de Música Tradicional Sons da Terra.

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Bibliografia
07/12/2022By admin-aja

Apresentação em Setúbal

Dia 9, às 18h, na Casa da Cultura de Setúbal, faz-se a apresentação do livro “José Afonso – Obra Poética“.

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Bibliografia
04/12/2022By admin-aja

Apresentação em Lisboa

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BibliografiaPoesia
18/11/2022By admin-aja

José Afonso – Obra Poética

Está a chegar o livro “José Afonso – Obra Poética” (Editora Relógio D’Água), 4ª edição do livro “José Afonso – Textos e canções”, publicado pela primeira vez em 1983, e que conta com quatro poemas inéditos em livro, escritos nos anos 50 e 60.

Podem já encontrá-lo na loja da AJA. Os envios serão feitos a partir de 28 de novembro.

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Associação José AfonsoBibliografia
12/04/2022By admin-aja

Apresentação em Monforte

É já no próximo dia 22 de Abril que nos lançamos à estrada para mais uma apresentação do livro «José Afonso – Todas as canções». Desta vez estaremos no auditório do Agrupamento de Escolas de Monforte (Rua Prof. Dr. Rosado Correia). Apareçam.

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Associação José AfonsoBibliografia
18/03/2022By admin-aja

Apresentação em Bragança

Brigantinos/as amigos/as, dia 9 de abril, todos ao Centro Ciência Viva de Bragança – Casa da Seda, na Rua dos Batoques, n.º 25.

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Associação José AfonsoBibliografia
18/03/2022By admin-aja

Apresentação em Vila Real

Depois da apresentação em Aveiro, o livro «José Afonso – Todas as canções», viaja até Vila Real para uma apresentação na livraria Traga-Mundos – livros e vinhos, coisas e loisas do Douro.

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AJA AveiroBibliografiaNúcleos AJA
16/03/2022By admin-aja

Apresentação em Aveiro

O livro «José Afonso – Todas as Canções», de autoria conjunta de Guilhermino Monteiro, José Mário Branco, João Lóio e Octávio Fonseca, imprescindível a quem queira compreender mais aprofundadamente a obra do Zeca, reúne as partituras, letras e diagramas de acordes de 159 canções.

A publicação será apresentada em Aveiro, no próximo dia 26 de março, em parceria promovida pela Associação José Afonso – Núcleo Região de Aveiro, com a Oficina de Música de Aveiro – OMA, nas instalações desta, na rua de São Roque, 59 (antigo cais de São Roque) em Aveiro, pelas 18 horas com a participação de Maria do Rosário Fardilha e Octávio Fonseca. O evento contará com um momento musical a cargo da OMA.

O livro “José Afonso – Todas as Canções”, depois de ter ficado esgotado, volta a estar disponível, com nova edição e distribuição, agora da responsabilidade da Associação José Afonso, com o apoio da Direção Geral das Artes.

Contamos com a vossa presença, no dia 26 de março pelas 18 horas, na OMA.

O Núcleo da Associação José Afonso Região de Aveiro.

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BibliografiaDiscografiaOctávio Fonseca
24/02/2022By admin-aja

Uma vontade de Zeca…

Este texto pode ser lido deslizando a página aqui em baixo ou, se preferir, pode ler na página original: Uma vontade de Zeca: Canções revolucionárias para o séc. XXI

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Bibliografia
22/02/2022By admin-aja

Apresentação em Idanha

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Associação José AfonsoBibliografia
14/02/2022By admin-aja

Apresentação em Grândola

A apresentação do livro «José Afonso – Todas as canções» continua a sua viagem pelo país. Desta vez será em Grândola, com o professor Domingos Morais. A moderação estará a cargo de Carlos Guerreiro e haverá um momento musical com Pedro Branco. Apareçam.

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AJA LisboaBibliografiaNúcleos AJA
26/01/2022By admin-aja

Apresentação em Lisboa

Aí está mais uma apresentação do livro «José Afonso – Todas as canções». Será no sábado, dia 5 de Fevereiro, às 16 horas, na sede do Núcleo AJA Lisboa. Vem e traz um amigo.

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AJA SantarémBibliografiaNúcleos AJA
19/01/2022By admin-aja

Apresentação em Santarém

Podem já marcar a próxima apresentação do livro «José Afonso – Todas as canções». Será no dia 5 de Fevereiro em Santarém. Uma iniciativa do núcleo AJA Santarém.O livro «José Afonso – Todas as Canções», obra imprescindível da autoria de Guilhermino Monteiro, José Mário Branco, João Lóio e Octávio Fonseca, reúne as partituras, letras e diagramas de acordes de 159 canções de José Afonso. Podem encontrá-lo aqui.

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AJA CoimbraAssociação José AfonsoBibliografia
19/01/2022By admin-aja

Apresentação em Coimbra

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Associação José AfonsoBibliografiaPartituras e tablaturas
04/12/2021By AJA

Apresentação em Setúbal

Setúbal

Atenção, Setúbal e arredores. Dia 17 de Dezembro, às 21h30, teremos a apresentação do livro «José Afonso – Todas as Canções» na Casa Da Cultura | Setúbal.

A apresentação será feita pelo autor/transcritor Guilhermino Monteiro, Pedro Branco (filho de José Mário Branco) e Francisco Fanhais (Presidente da Direção da AJA).

Esta obra imprescindível, da autoria de Guilhermino Monteiro, José Mário Branco, João Lóio e Octávio Fonseca, reúne as partituras, letras e diagramas de acordes de 159 canções de José Afonso. Depois de em 2010 ter sido dado à estampa pela “Assírio & Alvim”, onde teve duas edições, volta agora a estar disponível com edição / distribuição da Associação José Afonso.

O livro pode ser comprado aqui.

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BibliografiaNo verso dos versos
03/03/2017By admin-aja

Utopia e liberdade nas cantigas…

Este texto pode ser lido deslizando a página aqui em baixo ou, se preferir, pode ler na página original: “E o mar é tão grande”: Utopia e liberdade nas cantigas de José Afonso | Dulce Simões | Mural Sonoro

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BibliografiaJosé A. Salvador
27/05/2014By AJA

Apresentação em Setúbal

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BibliografiaEduardo Raposo
16/04/2014By AJA

2ª edição

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Bibliografia
07/04/2014By AJA

Reedição de livro de José Salvador

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Chega às livrarias no dia 17 de abril, numa edição Porto Editora, “Zeca Afonso – Livra-te do Medo”, de José A. Salvador. Trata-se de uma reedição, cremos que revista e aumentada, do livro já publicado em 1984 pela editora Regra do Jogo,”Livra-te do Medo – Estórias & Andanças do Zeca Afonso”.
Mais informação no site da Porto Editora.

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AJA AveiroBibliografiaNúcleos AJA
25/01/2013By AJA

Apresentação em Aveiro

provas

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Associação José AfonsoBibliografia
16/10/2012By AJA

Vá de folia!

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Adriano Correia de OliveiraAmigos maiores que o pensamentoBibliografiaLançamentosProvas de contacto
14/09/2012By AJA

Provas de contacto

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Associação José AfonsoBibliografia
28/05/2012By AJA

Às vezes não tenho jeito para falar de amigos

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BibliografiaPartituras e tablaturas
18/05/2011By AJA

2ª edição já disponível

 

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BibliografiaLançamentos
28/05/2010By AJA

Em Setúbal

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Bibliografia
22/01/2010By AJA

Enciclopédia da Música Portuguesa

A “Enciclopédia da Música em Portugal no século XX” é apresentada quinta-feira no Teatro S. Carlos em Lisboa, constituindo o corolário de “um afincado trabalho” de 13 anos sob a direcção da etnomusicóloga Salwa Castelo-Branco.
Segundo a investigadora da Universidade Nova de Lisboa, esta é uma obra fulcral e que fazia falta à bibliografia, mas “é antes de mais um ponto de partida para fazer mais e melhor”.
Anteriormente a esta obra citam-se três títulos, o mais recente de 1998, “mas nenhum não tão abragente como esta enciclopédia que integra o pop-rock, fado, jazz, música popular e erudita, resultado de um afincado trabalho de 13 anos, tendo levado três anos a decidir quais as entradas mais apropriadas”.
A enciclopédia em quatro volumes, num total de 15 000 páginas com 1250 entradas relativas a diferentes géneros musicais, artistas, revistas, compositores, instrumentos, institutos e escolas, entre outros.
O último volume, explicou à Lusa Salwa Castelo-Branco, tem um ensaio relativo aos grupos e artistas da década de 1990. “Este ensaio refere-se a um conjunto de artistas e grupos de grande proeminência na década de 1990, mas cuja perspectiva da importância da sua carreira só foi possível ver mais tarde, e este ensaio com entradas estruturantes como fado, Política Cultural e Música Popular, é assinado por vários especialistas, e dá conta desses desenvolvimentos”, explicou a investigadora.
Colaboraram nesta enciclopédia 155 especialistas, sendo o musicólogo Rui Vieira Nery consultor principal, além dos consultores internacionais Dieter Christensen e Gérad Béhague, que “dão um olhar mais crítico e ajudaram a ter uma perspectiva mais articulada da realidade em que se estava imerso”.
“O trabalho de Rui Vieira Nery foi essencial ao ajudar-nos a definir entradas, a validar e corrigir dados, a rever textos, etc..”, disse Castelo-Branco.
Por detrás da enciclopédia que será editada em conjunto pelo Círculo de Leitores e a Temas e Debates até ao final do ano, com a saída de um volume por trimestre, está uma “base de dados relacional” projectada e organizada por António Tilly, que inclui 5000 entradas com textos, bibliografia, biografias, iconografia, lista de obras e até discografia.
“Trata-se de uma base de dados relacional na medida em que possibilita ligações com outras bases, e permite não só armazenar dados como actualizar constantemente, e estará a cargo do Instituto de Etnomusicologia da Universidade Nova de Lisboa”, explicou Salwa Castelo-Branco.
O primeiro volume – da letra A à C – abre com Joaquim Azinhal Abelho, foclorista nascido na Orada (Borba) e que realizou várias campanhas de compilação de poesia e teatro populares, e termina com “Conservatórios de Música”.
Entre outras entradas, este primeiro volume integra Mara Abrantes, Laura Alves, António Brojo, Palmira Bastos, Pedro Barroso, Tomás Alcaide, José Afonso ou Pedro Abrunhosa.
Este volume inclui ainda um CD que “reúne alguns dos eixos fundamentais da produção musical da Emissora Nacional”, integrando, entre outros, Amália Rodrigues, a cançonetista Maria de Fátima Bravo, a Orquestra Ligeira da Emissora sob a direcção de Tavares Belo, o Sexteto Vocal Masculino da Emissora, o Coro do Liceu Camões, José Afonso e a Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional sob a direcção de Frederico de Freitas ou de Silva Pereira.
A “Enciclopédia da Música em Portugal no século XX” será apresentada quinta-feira a partir das 19:00 no Teatro São Carlos por Anthony Seeger, da Universidade da Califórnia, Rafael Menezes Bastos, da Universidade Federal de Santa Catarina (Brasil) e Rui Vieira Nery.
A sessão de apresentação inclui a participação musical Bernardo Sassetti, Sérgio Godinho, Tito Paris, e Carlos do Carmo.
Agência Lusa

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BibliografiaBiografiaEntrevistasViriato Teles
16/01/2010By AJA

“As Voltas de um Andarilho” na rádio

Viriato Teles entrevistado nos programas “À Volta dos Livros”, de Ana Aranha e “A Força das Coisas”, de Luís Caetano, a propósito da reedição do seu livro “As Voltas de um Andarilho”.

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BibliografiaBiografiaViriato Teles
10/12/2009By AJA

“As Voltas de um Andarilho” por Teresa Sá Couto

As Voltas de um Andarilho – Fragmentos da vida e obra de José Afonso de Viriato Teles: eis um documento raro sobre um sonho agarrado à vida concreta, firmado no telurismo português e braços estendidos a outros lugares do mundo onde despontava a utopia; uma voz sobre uma das vozes da resistência ao fascismo, que rasgou as sombras e iluminou quem nelas vivia; um diálogo entre gerações sobre «o que faz falta», o idealismo, a persistência na luta pela Liberdade.

Viriato Teles e José Afonso (1980)

«Mais uma vez, a luz. Mas aqui, desta vez, sem misticismo. Para o Viriato tratou-se só de erguer a lâmpada sobre as extraordinárias funções do Zeca, e nisso encontrar quem nós temos saudades de ser», diz Sérgio Godinho no Prefácio titulado «A que distância está o Zeca?». E luz é o substantivo genesíaco que nomeia esta obra alagada de memória, que palavras emissárias e imagens perpetuam, para grande felicidade nossa. Na base, uma segura, minuciosa e depurada investigação da vida de José Afonso, que casa factos reais com lugares interiores, só mensuráveis pelo tempo, porque é a narração do tempo que aqui encontramos, o tempo social, político, insurrecto. Depois, a mestria da composição, marca iniludível da escrita de Viriato Teles, que transforma entrevistas e reportagens em edifícios sensoriais e de comprometimento ímpar com o leitor.
Editada em 1999, e esgotadíssima, a obra é republicada pela Assírio & Alvim «com algumas actualizações, correcções e acrescentos», assim dito por Viriato Teles. Clara é também a missão que o jornalista e escritor cumpre soberanamente: «participar, tanto quanto possível, na luta contra o esquecimento, que é como se sabe um dos vícios portugueses mais comuns».
A voz e o legado
Além da história da vida de José Afonso, Viriato Teles transmite-nos um exemplo de vida de quem fez do compromisso com o seu tempo uma forma de se manter vivo. Um exemplo testemunhado por Viriato, pelo estreito contacto com Zeca, documentado nas entrevistas que lhe fez e nos encontros «sem marcação nem “agenda” prévia, ao sabor dos acasos e das lutas».
Desvenda-se na raiz o homem nascido para encarnar uma aspiração que tatuou numa existência andarilha, mobilizado pelo apelo solidário do Outro, na demanda da “irmandade”. O «trovador de muitos sonhos», que nos anos 60, em Coimbra, criava baladas e «abria uma revolução musical e poética que abalou a estrutura da canção ligeira portuguesa», cedo terá percebido que a música seria uma forma de chegar às populações. A esta juntou o gosto de «ensinar os filhos dos outros», com a leccionação em História e o envio de recados através das aulas.
«Um provocador, por instinto», refere Viriato Teles. «A música é comprometida quando o músico, como cidadão, é um homem comprometido», e «o que é preciso é criar desassossego»; «acima de tudo, é preciso agitar, não ficar parado, ter coragem, quer se trate de música ou de política. E nós, neste país, somos tão pouco corajosos que, qualquer dia, estamos reduzidos à condição de “homenzinhos” e “mulherzinhas”. Temos é que ser gente, pá!», diz Zeca, regista-o Viriato, dizendo-nos também que Zeca se esquivava constantemente a falar de música, sendo ela o ponto de partida para outras divagações:
«Praticamente nunca canto por gosto», diz Zeca em 1980, «Prefiro estudar, agradar-me-ia tirar outro curso, às vezes até me passa pela cabeça que gostava de mudar de personalidade, como as personagens de Pirandello». Eram (e são) caminhos de um homem livre que «vive na recusa do oportunismo, na análise permanente das suas posições, na interrogação constante», portador da consciência contra o conformismo, «um verdadeiro e incorrigível independente»; era o timbre de um homem livre, que afirmou ser o seu próprio “comité central”, que decidiu, em 1985, apoiar a candidatura de Maria de Lurdes Pintassilgo à Presidência da República, que apoiou as lutas anti-imperialistas na América Latina, que se ligou a «grupos de apoio à Reforma Agrária, nomeadamente na Alemanha e na Holanda» e fez parte do Comité Central de Apoio à Frente Polisário.
Com a destreza que lhe é característica, Viriato Teles capta e regista em breves linhas a síntese perfeita do homem José Afonso: Zeca, na sua casa em Azeitão, «simultaneamente bem-disposto e mordaz, por vezes até impiedoso”, perante o “perguntador”», entre a viola, a um canto, um retrato de Che Guevara, na parede e «uma faiança com o texto de Grândola Vila Morena», a encher o espaço todo.
É sobre este homem que, com alguma vergonha pela iniquidade lusa, vem a lição da Galiza: a grande homenaxe, uma «festa rubra, viva e alegre», em Maio de 1987, “um testemunho de solidariedade”, uma lição que culminou, em Maio de 2009, com a inauguração, em Santiago de Compostela, do Parque José Afonso, perto do local onde em 10 de Maio de 1972 Zeca cantou pela primeira vez em público Grândola Vila Morena.
Por cá, a intemporalidade das suas mensagens clareia-se no interesse das novas gerações de músicos e nas constantes versões das suas cantigas. Na Discografia Anotada do autor de “Os Filhos da Madrugada”, Viriato Teles mostra-nos o «Zeca para além de Zeca», o registo dos intérpretes de Zeca até à actualidade, desde Adriano Correia de Oliveira, que interpretou a Balada da Esperança, em 1961, até Rão Kyao, com os temas “Balada de Outono” e “Menino d’Oiro”, de 2009.
Teresa Sá Couto
As Voltas de um Andarilho – Fragmentos da vida e obra de José Afonso
Viriato Teles, Assírio & Alvim, 2009
Retirado do blogue Orgia Literária

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BibliografiaLançamentosViriato Teles
10/12/2009By AJA

Os lançamentos do livro “As voltas de um andarilho” de Viriato Teles

Ver fotos do lançamento em Lisboa

Ver fotos do lançamento no Porto

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BibliografiaFotobiografiaIrene Pimentel
02/12/2009By AJA

No restaurante “O Bispo”

Na próxima 5ª feira, dia 3 de Dezembro, a historiadora Irene Flunser Pimentel estará no restaurante “O Bispo”, no Seixal, para mais uma rubrica “À conversa com…”.
O tema será a recente publicação da fotobiografia de José Afonso, cujo texto é da sua responsabilidade.
Nessa noite estarão presentes o editor do livro, Joaquim Vieira, bem como Francisco Fanhais, presidente da Associação José Afonso e cantor.
No final da apresentação haverá oportunidade para se cantarem alguns temas de José Afonso.

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BibliografiaViriato Teles
06/11/2009By AJA

“As volta de um andarilho” – o sítio do livro

Visitem o sítio que acompanha o livro de Viriato Teles: “As voltas de um andarilho”.

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BibliografiaViriato Teles
09/10/2009By AJA

Reedição de “As voltas de um andarilho”

Uma das obras fundamentais sobre José Afonso: “As voltas de um andarilho” de Virato Teles, será reeditada, desta vez pela Assírio & Alvim. Esta edição, revista e aumentada, estará à venda no final deste mês. Até lá, poderão saber mais um pouco em: http://andarilho.viriatoteles.net/

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Bibliografia
04/08/2009By AJA

Já à venda na AJA

O livro “José Afonso – Da boémia coimbrã à fraternidade utópica”, da autoria de Jorge Cravo, já se encontra à venda na AJA.

Preço: 5 Euros.

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BibliografiaJorge Cravo
02/08/2009By AJA

Livro revela o outro lado de Zeca Afonso

“José Afonso: da boémia coimbrã à solidariedade utópica”, é o título do livro da autoria de Jorge Cravo, apresentado esta tarde pela Câmara Municipal de Coimbra, o qual revela o outro lado da vida do cantautor na cidade. Zeca Afonso, que faria este domingo 80 anos caso estivesse vivo, era tão distraído que era capaz de sair de casa com a saia da mulher a fazer de capa. Uma reportagem do jornalista Frederico Moreno.

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Bibliografia
23/10/2008By AJA

Apresentação do livro “Canto de Intervenção 1960-1974”

Obra apresentada pelo Jornalista Nuno Pacheco. Recital de música, sobre a obra em destaque, com o cantor Francisco Naia, acompanhado à guitarra clássica por José Carita e Ricardo Fonseca em que serão interpretados temas de José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Luís Cília, Sérgio Godinho, José Mário Branco, Manuel Freire, Francisco Fanhais e José Jorge Letria.
Canto de Intervenção 1960-1974 é uma viagem pela memória colectiva recente, que nos fala de Utopia, de Liberdade, de Poesia.
Poesia que é a essência do Canto de Intervenção. Dos poetas – Florbela Espanca, Sophia de Mello Breyner, Luís de Camões, Fernando Pessoa, Manuel Alegre, José Afonso – se chegou à intervenção; porque intervenção sem Poesia é apenas um panfleto, com o seu tempo próprio e histórico, mas que cai no esquecimento. Ao contrário de “Trova do Vento que Passa”, “Canção com Lágrimas”, “Menina dos Olhos Tristes”, “Menino do Bairro Negro”, “Vampiros”, “Redondo Vocábulo”, “Pedra Filosofal”, “Que Força é Essa”, “Vemos Ouvimos e Lemos”, ou “Cantigas do Maio”.

Canto de Intervenção 1960-1974, constitui-se assim “numa singular contribuição para uma história ainda por fazer: a da evolução da música popular portuguesa no século XX”.
(Nuno Pacheco, director-adjunto do Público)

Data : 14-11-2008
Local : Livraria Trama, Lisboa pelas 21:30
Livraria Trama – Rua S. Filipe Nery, nº25 B, ao Rato

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BibliografiaEscolasJosé Jorge Letria
23/09/2007By AJA

Análise do livro “Zeca Afonso – O andarilho da voz de ouro”

Autor: José Jorge Letria
Ilustrador: Evelina Oliveira
Editora: Campo das Letras – Editores, S.A., 2007
ISBN:978-989-625-154-3

José Jorge Letria regista neste percurso narrativo a memória biográfica de uma um homem que, tendo pertencido ao mundo empírico e histórico-factual, se transmuta num ideário ostentador dos valores emergentes, pertença de um tempo e de uma historicidade que urge preservar na nossa identidade colectiva.
O humano Zeca surge-nos, logo no início do livro, com particularidades que indiciam marcas de estranhamento que justificarão, mais tarde, uma demanda em torno da reflexão, da expressão e da divulgação de princípios axiológicos fundamentais ao reconhecimento da Alteridade, da Liberdade, da Igualdade como alicerces imprescindíveis ao constructo humano. Zeca “era distraído e (…) andava sempre com a cabeça no ar, nesse mesmo ar que dava asas à melodia que nunca lhe deixou seguir os passos e os sonhos” (2007:7); (…) tinha tempo de pensar em muita coisa, para ler livros e para sonhar” (2007:8); “(…) era diferente dos outros meninos, por passar muito tempo à volta das suas inquietações, brincadeiras, saudades e medos” (2007:8). Estes indícios, associados a dicotomias presentes na narrativa, tais como dúvida/certeza, inquietação/tranquilidade, guerra/paz, liberdade/opressão, riqueza/pobreza, bem como o dialogismo que estabelece com o Menino do Bairro Negro, símbolo de todos os que não são detentores de uma voz própria e livre, transpõem esta narrativa para patamares que se conotam com o mundo mítico e mágico, entre a corporeidade e o constructo da emergência espiritual e ideológica, um mundo simbólico. Neste, então poderemos cruzar-nos com a “sofreguidão dos vampiros, que atacavam pela noite calada (2007:30)” ou com o “Papão, que (…) mantinha o país encarcerado entre as grades do medo que mandava erguer por todo o lado” (2007:22). Assim, num tecido verbal reflectido, assistimos à força da Palavra inserida numa mimesis musical, encorpando a Liberdade na mediação e regeneração da força heróica que fará a metamorfose do caos em ordem, inscritos num espaço que oscila entre as marcas do registo factual e os demarcados percursos existenciais fantástico-maravilhosos, que assentam nas miragens do transcendental.
É por isso que, no final da narrativa, Zeca reconhece a Morte, não com o olhar temeroso dos que agonizam, mas como a Liberdade necessária, “perseguindo um sonho que só se acabará quando o último ser humano desaparecer deste planeta” (2007:39).
Esta narrativa, interagindo com o discurso semiótico doado pela excelente ilustração de Evelina Oliveira, reflecte a mundivivência de um escritor que, através da recriação biográfica desta personagem, destaca a memória como um processo afectivo-representativo complexo no qual as imagens-lembrança evocam a necessidade de assegurar a continuidade de um conjunto de valores que emergem nesta figuração da esperança essencial.

Teresa Macedo
macedo.mariateresa@gmail.com

Retirado de http://mediadores-livros-e-leitores.blogspot.com/

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Bibliografia
26/07/2007By AJA

Do fundo da arca: “Memória do canto livre” de Viale Moutinho

Memória do Canto Livre em Portugal

José Viale Moutinho Lisboa Futura 1975
Inclui um texto de Viale Moutinho, depoimentos de vários cantores, entre os quais José Afonso, e uma antologia de canções de intervenção.

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BibliografiaEscolasJosé Jorge Letria
26/04/2007By AJA

Zeca contado às crianças por José Jorge Letria


Quando passam 20 anos da morte de Zeca Afonso e no mês que se celebram os 33 anos da revolução dos cravos, chega às livrarias o livro infantil Zeca Afonso – O andarilho da voz de ouro. José Jorge Letria, munindo-se da pureza encantatória da linguagem infantil, reconstrói a história do menino ao homem, e Evelina Oliveira desenha a magia narrativa com cor e emoção.

Se Zeca foi a voz de ouro, sinónimo de riqueza humana e trigo do futuro, este livro dedicado ao grão do trigo novo é o instrumento que faltava para se passar esse testemunho às nossas crianças. Por isso, e já, «Que é já tempo /D’embalar a trouxa /E zarpar» em direcção ao futuro, «Venham mais cinco» e tragam outros amigos também para que se obtenha uma seara robusta. Assim, os miúdos de hoje poderão perceber mais tarde o que é ser-se maior que o pensamento, e porque as palavras e a voz de Zeca levam ao arrepio.
Homenagem às crianças, a Zeca Afonso e à Liberdade, este livro da soberba colecção «O Sol e a Lua», da Campo das Letras, veicula ensinamentos indizíveis de sonho, coragem, resistência às amarguras, mas também educa a sensibilidade e as emoções. São propriedades de uma escrita com poética singular, a que José Jorge Letria há muito nos habituou, que provoca no leitor adulto uma inaudita comoção. Um desafio de intimidades para pais e filhos, descoberta para os miúdos, redescoberta para os graúdos, num crescimento conjunto.

Conta-se a história do menino Zeca, nascido em Aveiro, que desde muito cedo «aprendeu o sentido da palavra longe». As grandes viagens de barco que fazia para estar junto dos pais em territórios que «Portugal então dominava noutros continentes», davam-lhe tempo para sonhar, mas também para escutar as suas primeiras inquietações e medos. Em África fazia amigos, meninos negros com quem brincava numa fraternidade que o acompanharia toda a vida. Por isso, o menino Zeca não percebia a razão dos «adultos brancos», com a marca do poder e da autoridade, distinguirem as duas raças. Escolhia então ser rebelde, «porque era essa a sua maneira de ser livre». Dividido entre África e Portugal, dois mundos onde tinha amigos, «sempre com o coração a bater em dois lados ao mesmo tempo», o menino andarilho crescia nesse desassossego que lhe traçava o rumo futuro, e que seria a sua sina e o seu drama.

Refere-se que desde menino «Zeca aprendeu o valor que têm as ideias, coisas esquivas e imateriais que não se compram nem se vendem nas bancas do comércio, nos supermercados ou nas feiras». Quando em Timor os pais foram feitos prisioneiros pelos japoneses e levados para um campo de concentração, «o menino, contendo as lágrimas da tristeza e da indignação, aprendeu a não gostar da palavra “guerra”, a mesma que, mais tarde, o inquietaria e o levaria a fazer canções que falassem só de paz».

Por outro lado, se as ideias que ouvia aos tios de Aveiro eram de liberdade, outras ideias corriam em Belmonte, onde viveu, na casa do tio Filomeno que «gostava de Salazar», pelo qual foi obrigado a vestir a farda da mocidade portuguesa. Foi também lá que aprendeu o outro nome para o Papão: Salazar. Mas o papão tinha um grande ponto fraco: não conseguia lidar com a força da palavra e encarcerava o país «entre as grades do medo que mandara erguer por todo o lado». Todavia, Zeca já tinha aprendido a rebeldia e, por isso, erradicado o desânimo e o medo.

É em Coimbra, cidade que o formou e ouviu, que Zeca faz novas amizades e começa a usar a voz de ouro para cantar. É lá que encontra Humberto Delgado, general sem medo da «sofreguidão dos vampiros», que acabou por «perder as eleições que ganhou», ousadia que lhe tirou a vida. É também lá que percebe que «as grades piores até eram as que cada um deixava erguer no interior do que pensava e sonhava, tornando cada vez mais difícil a livre partilha de ideias.» Por isso, estudava e cantava procurando actualizar as mensagens dos antigos fados de Coimbra, cultivando com palavras «certeiras», «preocupadas com a vida das pessoas e com os seus problemas», palavras de união, porque «casadas com o sofrimento dos que menos tinham» para «acordar os que o ouviam do sono resignado em que se tinham deixado cair sem quase se aperceberem disso».

Surgia naturalmente a definição de «Cantor político». «Os vampiros querem calar a voz que os desmascara e condena. Mas o cantor não se cala. E já não está só. Estão com ele outros, como Adriano Correia de Oliveira, Manuel Freire ou Francisco Fanhais», entre muitos outros. Na página 36 irrompe a narração contígua à ilustração do último concerto de Zeca, em 1983, no Coliseu dos Recreios em Lisboa, uma fremente catarse, ainda hoje sem explicação racional.

O homem de errâncias, criador do soberbo tema «Era um redondo vocábulo» – escrito na prisão de Caxias – via fechar-se-lhe o seu ciclo de vida. José Jorge Letria descreve esse momento, da forma que se segue:

Era uma madrugada de Fevereiro, fria e húmida, e o ar começava a minguar-lhe nos pulmões. Tinha chegado a hora de partir. Nessa madrugada, uma mulher de rosto luminoso e sorridente acercou-se dele e perguntou-lhe se queria a sua companhia. Respondeu-lhe que sim, reconhecendo nela a jovem que caminhara a seu lado em Coimbra, nos dias em que Humberto Delgado era nome da esperança portuguesa. Perguntou-lhe docemente:

– És tu que me vens buscar?

E ela respondeu, apertando-lhe a mão contra o peito:

– Sim, é comigo que vais partir, mas não penses que sou a Morte. Eu sou a Liberdade, aquela que sempre amaste e seguiste e que agora se erguerá contigo nos ares, perseguindo um sonho que só acabará quando o último ser humano desaparecer deste planeta.

Texto de Teresa Sá Couto

Zeca Afonso – O andarilho da voz de ouro, texto de José Jorge Letria e ilustrações de Evelina Oliveira; Editorial Campo das Letras, Porto, Abril de 2007

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BibliografiaViriato Teles
12/04/2006By AJA

O humor na Música popular portuguesa

Obra de Viriato Teles, onde se incluem os temas de José Afonso: “Gastão era perfeito”, “Nefretite não tinha papeira”, “O homem da gaita”, “Os meninos nazis”, “Viva o poder popular”.
Esta obra pode ser consultada na AJA e, à semelhança d’ “A música popular na obra de José Afonso” de Mário Correia, fazem parte da colecção “Cadernos de música popular portuguesa” da Câmara Municipal da Amadora.

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BibliografiaMário Correia
12/04/2006By AJA

A música tradicional na obra de José Afonso

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Bibliografia
16/01/2006By AJA

José Afonso na História


(Retirado do blog de Octávio Sérgio “guitarradecoimbra.blogspot.com”)

Página de abertura de um dos capítulos da obra colectiva coordenada por António Reis, “Portugal Contemprâneo (1958-1974)”, Volume 5, Lisboa, Publicações Alfa, 1990, pág. 337. Trata-se de uma obra muito desigual e fragmentária, dependendo a valia de cada capítulo do engenho e arte de cada um dos articulistas convidados. De facto, esta obra tem os seus historiadores, os seus curiosos, os seus articulistas e os seus croniqueiros. Não obstante alguns erros desculpáveis (mormente, 1ª coluna central, linhas 3-5), pela pena de António Duarte, José Afonso entra timidamente na História de Portugal.
Em termos de obras especializadas e de monografias, José Afonso sabe a pouco nas bibliotecas escolares portuguesas. Todas as vezes que se aproximam as comemorações da Revolução de 1974 e do Feriado de 25 de Abril, os alunos de História de 9º Ano em vão pedem a biografia de José Afonso e um “livro de letras” com a “Grândola”. Pois sim! O que nos vai valendo é o site da Associação José Afonso.
António M. Nunes

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