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Author: AJA
Home AJA Page 12
DiscografiaExposições
17/04/2011By AJA

Imagens da inauguração da exposição discográfica

Realizou-se ontem, na Biblioteca Municipal de Grândola, a inauguração da exposição discográfica “Desta Canção que Apeteço – Obra discográfica de José Afonso 1953//1985”.
Aqui vos deixamos algumas imagens que mostram os bons momentos passados pelos muitos amigos que marcaram presença ontem à noite, a qual terminou com um emotivo concerto de Rui Pato e António Ataíde que interpretaram alguns dos temas mais marcantes de José Afonso da década de 60.
Para todos aqueles que não puderam estar presentes, boas notícias: a exposição estará patente ao público até dia 2 de Agosto.

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Documentários
12/04/2011By AJA

Documentário ‘Foi na cidade do Sado’ estreia a 20 de Abril

No próximo dia 20 de Abril, pelas 14h00, no Anfiteatro da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal (ESE/IPS), decorre a estreia do documentário “Foi na cidade do Sado”, relativo a Zeca Afonso e à sua vivência em Setúbal, com depoimentos de amigos e ex-alunos.
Em seguida, realiza-se um debate com a presença dos representantes da Associação José Afonso, Francisco Fanhais e Adelino Gomes, o autor do documentário, João Pires, e os participantes no documentário, Alice Brito, Henrique Guerreiro e Luísa Ramos.
Esta iniciativa, da responsabilidade do Conselho Pedagógico da ESE/IPS, tem como objectivo «comemorar e recordar o 25 de Abril de 1974, em período actual tão difícil para a sociedade portuguesa, e permitir um debate salutar sobre política e civismo, intervenção e cidadania.»
Segundo a organização é «fundamental recordar o cantor que simbolizou a revolução, nas comemorações do 25 de Abril. Falar e recordar Zeca Afonso é avivar memórias, lutas e acções que marcaram mais do que uma geração, marcaram um povo e a sua identidade.»

Jornal do Barreiro

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AJA Norte
11/04/2011By AJA

Imagens do concerto “Canto de Intervenção” no Café Abril na SOIR Joaquim António D’Aguiar

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DiscografiaExposições
10/04/2011By AJA

Nota sobre a exposição discográfica

A exposição “Desta canção que apeteço – Obra discográfica de José Afonso 1953//1985”, que se inaugurará na próxima semana em Grândola, é o resultado da pesquisa levada a cabo pela Associação José Afonso sobre toda a obra discográfica de José Afonso, desde a edição, em 1953, do seu primeiro registo fonográfico, nos estúdios da Emissora Regional de Coimbra, até 1985, data do seu último disco: Galinhas do Mato.
O que se apresentará, resulta então do trabalho possível perante um objecto de estudo revestido de alguma complexidade. Complexidade essa que advém do facto de estarmos perante uma obra que atravessa períodos onde o rigor informativo que as editoras colocavam nos seus discos, em particular nos EP, deixa bastante a desejar. Assim, tentar recuperar esse rigor a tantos anos de distância não foi, de facto, tarefa fácil, exigindo um aturado esforço de investigação e, sobretudo, de comparação de fontes, embora muitas delas atraiçoadas pela memória e pela perpetuação de erros na atribuição de datas e autorias de letras e músicas.
Consideramos, no entanto, que a panorâmica que se apresentará não deixa de se constituir como uma base sólida para o estudo e discussão de uma das obras mais marcantes da música popular mundial.
Entre outros motivos de interesse, dos quais destacamos, desde logo, o concerto de inaugural com Rui Pato e António Ataíde,  a exposição contará com alguns testemunhos inéditos de alguns companheiros que gravaram com José Afonso: Levy Baptista, Rui Pato, Paulo Alão, José Mário Branco, Michel Delaporte, José Luís Iglésias, Octávio Sérgio, Carlos Zíngaro, Júlio Pereira, etc.
Por isso, não faltem. Contamos convosco no dia 16, pelas 21h30, na Biblioteca Municipal de Grândola. Até lá.

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Associação José AfonsoDiscografiaExposições
06/04/2011By AJA

Exposição da obra discográfica de José Afonso

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AJA NorteNúcleos AJA
06/04/2011By AJA

Agenda do projecto “Ocupar Abril, tomar de assalto o mês de Maio”

Para consultar a agenda deste projecto, cliquem na imagem.

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AJA NorteEm cada rosto igualdadeNúcleos AJA
05/04/2011By AJA

Em cada rosto igualdade

Clicar na imagem

“Ocupar Abril, tomar de assalto o mês de Maio” é o desafio lançado pelo Núcleo do Norte da Associação José Afonso.
Dentro deste espírito, as Associações “A Cadeira de Van Gogh”, “Os Cadernos do Caos” e a AJA Norte são parceiros no projecto “Em Cada Rosto Igualdade”, através do qual se pretende reafirmar os valores Humanos de Fraternidade, Igualdade e Liberdade que José Afonso sempre defendeu tanto através da sua música, como pela sua postura de Homem perante o Mundo.
O projecto, alicerçado num manifesto, é dirigido a todos quantos se reconheçam na sua universalidade. Será um espaço de convivência, antecipando desde já o mundo melhor que todos desejamos.
Concretizar-se-á através da realização de uma exposição de fotografia apresentada em dois formatos: um on-line numa página web e outro multimedia a projectar em espaços públicos.
Abrimos este projecto à subscrição de todos os que se assumam iguais entre gente igual, e se revejam no seu manifesto.
A subscrição não se realiza através de simples assinatura, mas sim através do envio de uma foto do seu rosto (dimensões: ), acompanhada de uma frase, um pequeno texto ou poema (que poderá ser ou não da autoria do subscritor) que ilustre a ideia subjacente ao projecto.
Assim, pedimos a todos o s que se queiram associar a este projecto para enviar os elementos referidos e também o seu nome e local onde habita para o email emcadarostoigualdade@gmail.com até 31 de Maio de 2011.
A qualquer momento poderá retirar a sua foto, se assim o desejar, bastando para isso comunicar-nos essa vontade através do mesmo email.
A exposição manter-se-á acessível ao público entre Abril e Maio de 2011, e a sua divulgação será feita através da web e iniciativas públicas das entidades organizadoras e de outras entidades que solicitem a sua cedência.

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Homenagens e tributos (2011)
05/04/2011By AJA

Tributo em Valença

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AJA AveiroNúcleos AJA
04/04/2011By AJA

Ainda a festa de inauguração do núcleo de Aveiro

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AJA AveiroNúcleos AJA
03/04/2011By AJA

Ontem, em Aveiro, nasceu o segundo núcleo da AJA.

Culminando um processo de discussão que durou alguns meses um grupo de sócios e amigos da Associação José Afonso, da região de Aveiro, organizou no dia 2 de Abril, sábado, uma iniciativa destinada a formalizar a existência do núcleo de Aveiro.
Pelas 17h, na “Sala Vermelha” da Associação Cultural “Mercado Negro”, com a presença do Presidente da Direcção da AJA, Francisco Fanhais , mais de 30 pessoas falaram, discutiram, testemunharam experiências em torno do imaginário de José Afonso. Jaime Gralheiro, Mário Correia e outros foram desfiando memórias e recordações que serviram para transmitir às pessoas mais novas esse mesmo imaginário.
No final dessa reunião circulou uma lista que, ao final, continha mais de uma dúzia de nomes de gente disponível para integrar e trabalhar no núcleo de Aveiro.
Ao jantar – no “Morpheus” do sempre solidário Mário – a “cachupa” encheu os pratos e amenizou o apetite.
No regresso ao “Mercado Negro” soltaram-se as músicas e as palavras: Adelino Sobral, Ana Afonso, Ana Ribeiro, Emanuel Pereira, Francisco Fanhais, Gabriela Marques, Luis Almeida, Micaela, Rui Pedro e Tino Flores cantaram e disseram que o que faz falta é agitar a malta.
Está assim dado mais um enorme passo para ajudar a consolidar a Associação José Afonso a nível nacional.
Depois do núcleo do norte, de Grândola e de Aveiro… venham mais cinco!

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    Associação José AfonsoLançamentos
    02/04/2011By AJA

    Casa cheia, hoje à tarde, na apresentação do livro “José Afonso – Todas as canções”

     
    Rui Mota, da AJA, e José Mário Branco, um dos autores do livro “José Afonso – Todas as canções”

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    Imprensa
    31/03/2011By AJA

    “30 canções que agitaram Portugal” na revista Blitz

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    A revista BLITZ de abril (com os Clash na capa) debruça-se sobre a canção enquanto arma, apresentando-lhe uma breve história da canção de protesto; as respostas de artistas como Sérgio Godinho, Legendary Tigerman, Márcia, Fernando Ribeiro e Tiago Guillul, entre muitos outros, a um questionário político (mas não só), e uma longa entrevista com José Mário Branco .

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    AJA NorteNúcleos AJA
    30/03/2011By AJA

    Sessões de cinema a norte

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    Adriano Correia de Oliveira
    28/03/2011By AJA

    Novo livro sobre Adriano Correia de Oliveira

    Aproximando-se as datas em que o Adriano faria 70 anos se fosse vivo e 30 anos da sua morte, parece oportuno, com este livro, revelar outras facetas da sua personalidade, que poucos tiveram a oportunidade de conhecer. Tendo acompanhado o Adriano durante mais de 15 anos a partir da sua juventude, incluindo um ano de convivência na mesma residência em Coimbra, o autor pretende dar a conhecer a “ outra face “ do Adriano, pouco divulgada.

    Pinto Soares | Mais Leituras Editora

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    Rui PatoVídeo
    25/03/2011By AJA

    Rui Pato

    Rui Pato – “Selecção de baladas do Zeca” from MPAGDP on Vimeo.

    Filmado em Coimbra | 24 de Março de 2011

    De uma visita que fizemos hoje a Rui Pato, trouxemos, para além de uma entrevista que em breve partilharemos com todos vós, esta pequena preciosidade: um tema instrumental interpretado na guitarra que usou para gravar os primeiros EP e LP com José Afonso.

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    AJA NorteNúcleos AJA
    23/03/2011By AJA

    A AJA norte levou José Afonso à Faculdade de Direito da Universidade do Porto

     
     
     

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    Associação José Afonso
    20/03/2011By AJA

    Apresentação em Setúbal

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    Homenagens e tributos (2011)
    19/03/2011By AJA

    Vem celebrar o Zeca

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    AJA NorteNúcleos AJA
    17/03/2011By AJA

    Noites de inquietação | Afinal o que é que faz falta?

    DEBATE. Sexta-feira, 18 de Março, 21.30.
    Núcleo do Norte da Associação José Afonso, Porto.

    No passado sábado milhares de pessoas vieram à Praça da Liberdade no Porto, milhares desceram a Avenida da Liberdade em Lisboa, milhares estiveram noutras cidades portuguesas para mostrar o seu descontentamento.
    Mas… e depois do protesto? O que se segue? Afinal, quais são as sementes lançadas?
    Estas manifestações foram invariavelmente acompanhadas por músicas apresentadas por novos sons e novas personagens onde se destacam a Luta é Alegria dos Homens da Luta ou a Parva que Sou dos Deolinda.
    São músicas de intervenção? Ou meras “funçanatas divertidas e trôpegas”, como dizia o Baptista Bastos?
    Para debater estas e outras questões, o Núcleo do Norte da Associação José Afonso abre as suas portas na próxima sexta-feira, 18 de Março, a partir das 21.30.

    Aparece.
    Rua do Bonjardim, 635 1º Tr. (acima do JN)

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    Rui Pato
    16/03/2011By AJA

    Rui Pato e António Ataíde


    Canção de embalar


    O Pastor de Bensafrim

    Concerto realizado no CAE de Portalegre no dia 04-03-2011

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    AJA NorteNúcleos AJA
    15/03/2011By AJA

    Às Entidades interessadas em participar no projecto “Ocupar Abril, tomar de assalto o mês de Maio”:

    O projecto “Ocupar Abril, tomar de assalto o mês de Maio” arrancará daqui a poucas semanas.
    Estamos a trabalhar na elaboração de uma agenda cultural alternativa onde constem todas as iniciativas que as entidades que a ele queiram aderir pretendem realizar.
    Para que possamos começar atempadamente a divulgar essa agenda, necessitamos que nos façam chegar, até 25 de Março, toda a informação respeitante às iniciativas que têm programadas (ou querem programar) para estes dois meses.
    DESCARREGAR FICHEIROS: Apresentação + Projecto

    Aguardando as vossas respostas,
    Saudações cordiais,
    AJA norte (núcleo do norte da Associação José Afonso)
    ajanorte@gmail.com

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    Associação José Afonso
    14/03/2011By AJA

    Fotos da Sessão com Irene Pimentel e Eduardo Raposo

    Helena Carmo, Irene Pimentel e Eduardo Raposo

    Francisco Naia

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    Associação José Afonso
    12/03/2011By AJA

    Março e Abril na AJA

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    AJA NorteNúcleos AJA
    11/03/2011By AJA

    II Jornadas Galego-Portuguesas de Edição Independente

    Imagens do concerto que teve lugar ontem, no Gato Vadio, e que encerrou a 1ª parte das II Jornadas Galego-Portuguesas de Edição Independente.  O concerto, com temas de José Afonso e tradicionais galegos, teve a participação do músico galego Xico de Carinho e elementos da AJA norte.

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    Associação José Afonso
    10/03/2011By AJA

    O centenário dos “fuzilamentos” de Setúbal

    A CULTRA – Cooperativa das Culturas do Trabalho e do Socialismo, em parceria com a AJA – Associação José Afonso, vão promover um conjunto de iniciativas em Setúbal, evocando o centenário dos “fuzilamentos” de Setúbal, que marcam na História da República o momento simbólico em que se iniciou o profundo movimento de divórcio do movimento operário com o regime republicano.

    Data: Domingo, 13 de Março • 15:00 – 17:00
    Local:  Clube de Amadores de Pesca de Setúbal Rua Augusto Cardoso, nº 37, Setúbal

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    AJA NorteNúcleos AJA
    10/03/2011By AJA

    A AJA norte festejou ontem o Dia Internacional da Mulher em parceria com o SINAPSA (Sindicato dos Seguros)

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    Associação José AfonsoColóquios
    09/03/2011By AJA

    Não esquecer. É já este Sábado.

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    Homenagens e tributos (2011)
    08/03/2011By AJA

    Tributo a José Afonso pela Filarmónica Idanhense

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    AJA AveiroNúcleos AJA
    07/03/2011By AJA

    Núcleo da AJA (Aveiro) em construção. Mais notícias em breve.

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    AJA Norte
    03/03/2011By AJA

    II Jornadas Galego Portuguesas de Edição Independente com a presença da AJA norte

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    Rui Pato
    02/03/2011By AJA

    Rui Pato e António Ataíde levam música de José Afonso até ao CAE de Portalegre

    Mais informações

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    ImprensaManuel António PinaTestemunhos
    01/03/2011By AJA

    Vampiros e eunucos

    Há 24 anos, feitos ontem, morreu José Afonso. Entretanto, vindos “em bandos, com pés de veludo”, os vampiros foram progressivamente ocupando todos os lugares de esperança inaugurados em 1974, e hoje (basta olhar em volta) os “mordomos do universo todo/ senhores à força, mandadores sem lei”, enchem de novo “as tulhas, bebem vinho novo” e “dançam a ronda no pinhal do rei”, tendo, em tempos afrontosamente desiguais, ganho inaceitável literalidade o refrão “eles comem tudo, eles comem tudo/ eles comem tudo e não deixam nada”.
    Talvez, mais do que legisladores, artistas como José Afonso sejam, convocando Pound, “antenas de raça”. Ou talvez apenas olhem com olhos mais transparentes e mais fundos. Ou então talvez a sua voz coincida com a voz colectiva por transportar alguma espécie singular de verdade. Pois, completando Novalis, também o mais verdadeiro é necessariamente mais poético.
    O certo é que a “fauna hipernutrida” de “parasitas do sangue alheio” que José Afonso entreviu na sociedade portuguesa de há mais de meio século está aí de novo, nem sequer com diferentes vestes; se é que alguma vez os seus vultos deixaram de estar “pousa[dos] nos prédios, pousa[dos] nas calçadas”. E, com ela, o cortejo venal dos “eunucos” que “em vénias malabares à luz do dia/ lambuzam da saliva os maiorais”.
    Lembrar hoje José Afonso pode ser, mais do que um ritual melancólico, um gesto de fidelidade e inconformismo.

      Manuel António Pina | Jornal de Notícias
      24.2.2011

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        ImprensaTestemunhos
        25/02/2011By AJA

        Para que o não esqueçamos

        Tinha 57 anos e manteve, até ao remate dos dias, aquele sorriso meio-cândido, meio-malicioso, que lhe conferia o ar de menino de sempre. Pouco tempo antes conversámos numa leitaria à entrada das Escadinhas do Duque, das duas ou três tertúlias da zona a que chamávamos o Triângulo das Bermudas. Não era um local de perdição, ao contrário do que a alcunha pode querer dizer. Mas os encontros poderiam levar-nos pela noite adiante.
        Os mesários dessas reuniões eram, entre muito outros, fixantes e passantes, Herberto Hélder, António José Forte, António Carmo, Aldina Costa, José Carlos González, Ricarte-Dácio de Sousa, Adriano de Carvalho, Serafim Ferreira, Teresa Roby, Luiz Pacheco, os actores Fernando Gusmão e António Assunção, e por aí fora. Olho para trás e reconheço que esses encontros são irrepetíveis, não só porque a morte já fez a sua ceifa como pelo facto de a atmosfera moral e afectuosa ser, agora, muito diferente.
        Frequentei aqueles grupos durante anos. O “Diário Popular” era ali perto e dava-me jeito ir à bebida e à conversa com amigos, alguns dos quais (o Herberto, por exemplo) vinham dos bulícios da adolescência. O Zeca Afonso não era habitual; mas, naquele fim de tarde, sentou-se para conversar sonhos e esperanças tão antigos como o homem. “Estou a morrer devagarinho”, disse-me. E a voz era como se viesse do fundo do corpo. A frase impressionou-me pela coragem. Ele sabia que estava condenado e talvez quisesse dizer-me que o sabia. Falou, logo a seguir, de outras coisas. Olhava para este homem novo, atingido por uma doença medonha, e recordava a generosidade limpa e aberta de alguém que dera tudo a todos e oferecera à Revolução o seu hino definitivo.
        O Viriato Teles, grande jornalista que os senhores dos jornais têm laminado mas não destruído, escreveu, sobre o amigo e companheiro, páginas definitivas, e conhece, como ninguém, a dimensão da grandeza de uma pessoa rara. Mas o País ainda não homenageou o poeta admirável e o cantor de palavras claras que esteve sempre com as causas justas, as batalhas necessárias e as urgências que a História exigia. Melhor do que nós, fazem-no os galegos, para os quais José Afonso é um marco e um símbolo da dignidade e da probidade humanas.

        Os textos de “intervenção” que escreveu pertencem à mais rigorosa selecta da lírica portuguesa.
        Provêm, directamente, das fontes medievais e da tradição de combate e crítica da grande poesia. Zeca Afonso não facilitava a interpretação dos seus poemas. A diversidade de leituras que propõem sugeriu muitos estudos no estrangeiro e o respeito de duas ou três gerações que ele distinguiu com a lição de um desprendimento total.
        Comparar a obra do poeta às “cançonetas” “dos” Deolinda, como por aí se tenta, é um ultraje e uma demonstrada ignorância. Mas estas comparações não são ingénuas. Fazem parte do arsenal de apoucamento do Zeca, que um sector da vida portuguesa deseja, há muito promover. É desnecessário. A força, a qualidade do imenso trabalho criador do autor de “Traz outro amigo também” não sofre paralelismo com outro qualquer. O que não passa de uma funçanata divertida e trôpega dificilmente poderá ser levada a sério e entendida como “intervenção social e ideológica.” As comparações são propositadamente estabelecidas (inclusive por alguma Imprensa desprezível) para fomentar a confusão e enganar tolos. A estratégia não é nova. Ainda há quem não perdoe a Zeca Afonso a magnitude do seu talento e o cariz de uma arte que sempre recusou o panfleto sem desprezar a intenção de revolta.
        No dia 23 de Fevereiro completaram-se 24 anos sobre a data da morte de um grande poeta português. É muito bom que, sob outras roupagens, a sua música e as suas palavras sejam cantadas pelo pessoal mais novo e ouvidas por todos aqueles que possuem da arte um conceito diferente porque superior. Quanto a mim, que fui amigo deste português incomum, deste artista sem paralelo, recordo-o com emoção, encantamento e orgulho. Ele faz parte do nosso comum património moral, ética e estético.
        Baptista-Bastos | Jornal de Negócios

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        Homenagens e tributos (2011)
        25/02/2011By AJA

        Algumas imagens do café Pedra Nova, no Porto, onde se celebrou José Afonso durante este mês

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        Associação José AfonsoColóquios
        25/02/2011By AJA

        Colóquio na AJA com Irene Pimentel e Eduardo Raposo

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        Homenagens e tributos (2011)Imprensa
        25/02/2011By AJA

        Theatro Circo lotado relembra Zeca Afonso

        Foi ontem revivida, no Theatro Circo, a obra do músico Zeca Afonso, num concerto de evocação do 24º aniversário da sua morte. A organização do concerto foi da responsabilidade do grupo “Canto D’Aqui”.
        As conhecidas músicas de Zeca Afonso foram reinterpretadas por elementos, não só dos “Canto D’Aqui”, mas também do grupo “Sopros de Zeca”e do Coro da Associação de Pais do Conservatório Calouste Gulbenkian, e ainda por alguns músicos e solistas convidados.
        Tal como o trabalho desenvolvido por Zeca, o concerto apresentou muita versatilidade, indo da sonoridade dos sopros, ou dos bandolins e cavaquinhos da música tradicional até à guitarra portuguesa do fado de Coimbra.
        As quadras e canções de Zeca Afonso, levaram a sala esgotadíssima do Theatro Circo a aplaudir inúmeras vezes de pé, reafirmando-se como verdadeiros hinos, sobretudo das gerações de 60 e 70, mas que se mantêm vivas até hoje.
        No final do concerto, o público foi convidado a acompanharcom a voz “Grândola Vila Morena”, em conjunto com todos os músicos que passarampelo palco ao longo da noite, prestando assim uma última homenagem ao cantor de Abril.
        Esta não foi a primeira vez que os Canto D’Aqui organizaramum concerto de Tributo a Zeca Afonso, cujo repertório faz parte do seu vasto trabalhode recolha de música tradicional portuguesa.
        24/02/2011
        Ana Luísa Azevedo | Comum online

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        Arranjos instrumentais
        25/02/2011By AJA

        2 arranjos para guitarra de Eduardo Pereira

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        AJA NorteNúcleos AJA
        22/02/2011By AJA

        Em Cada Rosto Igualdade

        Apresentação
        “Ocupar Abril, tomar de assalto o mês de Maio” é o desafio lançado pelo Núcleo do Norte da Associação José Afonso.
        Dentro deste espírito, as Associações “A Cadeira de Van Gogh”, “Os Cadernos do Caos” e a AJA Norte são parceiros no projecto “Em Cada Rosto Igualdade”, através do qual se pretende reafirmar os valores Humanos de Fraternidade, Igualdade e Liberdade que José Afonso sempre defendeu tanto através da sua música, como pela sua postura de Homem perante o Mundo.
        O projecto, alicerçado num manifesto, é dirigido a todos quantos se reconheçam na sua universalidade. Será um espaço de convivência, antecipando desde já o mundo melhor que todos desejamos.
        Concretizar-se-á através da realização de uma exposição de fotografia apresentada em dois formatos: um on-line numa página web e outro multimédia a projectar em espaços públicos.
        Abrimos este projecto à subscrição de todos os que se assumam iguais entre gente igual, e se revejam no seu manifesto.
        A subscrição não se realiza através de simples assinatura, mas sim através do envio de uma foto do seu rosto (de resolução alta e formato vertical), acompanhada de uma frase, um pequeno texto ou poema (que poderá ser ou não da autoria do subscritor) que ilustre a ideia subjacente ao projecto. Assim, pedimos a todos os que se queiram associar a este projecto para enviar até 31 de Maio de 2011 os elementos referidos e também o seu nome e local onde habita para o email emcadarostoigualdade@gmail.com
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        A exposição manter-se-á acessível ao público entre Abril e Maio de 2011, e a sua divulgação será feita através da web e iniciativas públicas das entidades organizadoras e de outras entidades que solicitem a sua cedência.
        Manifesto
        Vivemos num mundo doente!
        Doente, um mundo que circula indiferente perante Seres Humanos que vivem no chão da rua e comem de uma sopa nada mais que caridosa.
        Doente, um mundo que assume como lei natural meia dúzia possuírem algarismos virtuais que os torna bem alimentados, bem vestidos, bem vividos, perante milhões de outros que, sem algarismos virtuais, sobrevivem de uma fome bem real.
        Doente, um mundo em que a propriedade do Ter, roubou a dignidade de Ser.
        Doente, um mundo que ajuíza o que cada um é pelo que cada qual possui, assim pretendendo fazer crer que entre seres iguais um possa ser mais e outro menos.
        Não!
        Não chegamos ao fim da História!
        Porque o sabemos reclamamos um outro mundo!
        Nós ousamos contrariar as regras com que nos tentam ajoelhar todos os dias.
        Nós queremos construir um Mundo mais são, justo e digno para todos os seres.
        Nós assumimos que o que nos estrutura enquanto Seres Humanos é a forma como vemos o outro.
        E em cada rosto desconhecido, triste ou feliz, rude ou amável, amargo ou gentil vemos um Ser Humano Igual.
        O Mundo que queremos é outro!
        O que queremos é um Mundo de gente igual por dentro e gente igual por fora!
        O Mundo que queremos é a Terra da Fraternidade – sentida, vivida e contada por José Afonso.
        Em cada esquina um amigo
        Em cada rosto igualdade

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        Associação José Afonso
        20/02/2011By AJA

        Mensagem aos sócios e amigos da AJA

        Caro(a)s Sócio(a)s e Amigo(a)s da Associação José Afonso:

        Como sabem a nossa Associação não está dependente de qualquer atitude de subserviência ou dependência. Isso permito-nos ser livres e adoptarmos, em cada situação, a atitude que consideremos, estatutariamente, mais justa e correcta!

        Daí que vos venhamos alertar para o seguinte:

        1 – Aos sócios pedimos que não se esqueçam de pagar as cotas (15€) referentes ao ano de 2011. Aos que têm cotas em atraso… haverá sempre a possibilidade de uma solução de pagamento faseado, como é óbvio!

        2 – À AJA foi reconhecido (finalmente) o estatuto de “Pessoa Colectiva de Utilidade Pública”. Isto quer dizer que os donativos feitos à Associação poderão ser deduzidos (majorados em 30%) na declaração de IRS a apresentar em 2012.

        Para uma Associação José Afonso cada vez mais livre e mais actuante… contamos com o vosso apoio solidário!

        A Direcção da AJA

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        Homenagens e tributos (2011)
        18/02/2011By AJA

        No restaurante “O Bispo”, no Seixal

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        Homenagens e tributos (2011)
        18/02/2011By AJA

        Vamos cantar o Zeca em Alcântara, Lisboa

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        AJA NorteNúcleos AJA
        12/02/2011By AJA

        Relatório de actividades da AJA norte 2010-2011

        Seleccionar imagem para aceder ao relatório

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        Arranjos instrumentaisHomenagens e tributos (2010)
        12/02/2011By AJA

        Zecafonia: um projecto de homenagem a José Afonso


        Concerto realizado no Verão de 2010 em Montemor-o-Novo

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        Homenagens e tributos (2011)
        12/02/2011By AJA

        Uma homenagem a José Afonso vinda do outro lado do Atlântico

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        AJA NorteNúcleos AJA
        09/02/2011By AJA

        “Ocupar Abril, tomar de assalto o mês de Maio”

        Caro(a)s Amigo(a)s;

        Vimos por este meio relembrar-vos a próxima reunião do projecto “OCUPAR ABRIL, TOMAR DE ASSALTO O MÊS DE MAIO”.

        10 de Fevereiro – 5ª feira – 21h30- Sede da Aja norte ( Rua do Bonjardim 635, 1º Tras.- Porto)

        Propomos-vos como Ordem de Trabalhos:
        1-ponto de situação quanto a adesões e iniciativas programadas,
        2- mais ideias para iniciativas.
        Como sempre e sabendo que nem todo(a)s podem participar presencialmente pedimos-vos que nos façam chegar o que têm programado e sugestões a integrar neste projecto.

        Saudações Solidárias,
        Pela AJA norte,
        Gabriela Marques
        Paulo Esperança

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        AJA NorteNúcleos AJA
        09/02/2011By AJA

        Fotos do debate sobre a Guerra Colonial na AJA norte

        Mesa: Ana Ribeiro, Tino Flores, Coronel Antero Ribeiro Silva e Jaime Froufe Andrade.

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        Homenagens e tributos (2011)
        01/02/2011By AJA

        Fevereiro é o mês do Zeca no espaço Pedra Nova, no Porto

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        AJA NorteNúcleos AJA
        30/01/2011By AJA

        A Guerra Colonial em debate na AJA norte

        No dia em que passam exactamente 50 anos (4 de Fevereiro de 1961) dos primeiros ataques a uma prisão e a uma esquadra da polícia, em Luanda, por forças do MPLA. – desencadeando-se assim, a “Guerra Colonial” – a AJA norte inicia um ciclo de debates e análises sobre uma facto e uma época que marcou a sociedade portuguesa.

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        AJA NorteNúcleos AJAPartituras e tablaturas
        29/01/2011By AJA

        Lançamento do livro “José Afonso – Todas as canções” na Fundação José Rodrigues

        Fotos Aja norte

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        AJA NorteLançamentosNúcleos AJA
        24/01/2011By AJA

        Apresentação do livro “José Afonso – Todas as canções”

        Mais informações

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        Homenagens e tributos (2011)
        18/01/2011By AJA

        Projecto de Tributo a Zeca Afonso

        Projecto de Tributo a Zeca Afonso, nasceu em 2009, na Escola EB 2,3 de Júdice Fialho, a partir do Clube de Expressões, formado por alunos e professores e liderado pelos Professores Luís Antunes, Marco Diogo, Nuno Batista e José Vieira e desde o início baseou-se no desejo claro de homenagear Zeca Afonso como um todo e de o levar aos jovens da nossa região.
        A homenagem que fazemos é um elevar abrangente, do Homem, do Músico, do Poeta e do Idealista.
        Deste Projecto constam um CD de Tributo a Zeca Afonso, vários momentos de partilha e homenagem envolvendo alunos e 10 concertos, que já percorreram cidades como Portimão, Lagoa, Salir, Alcácer do Sal e Vila Real de Santo António.

        + info

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        Homenagens e tributos (2011)
        17/01/2011By AJA

        Grupo Canto D´Aqui presta tributo a Zeca Afonso

        Mais uma vez o Grupo Canto D´Aqui presta tributo a Zeca Afonso, desta vez na sala mais nobre da cidade de Braga, o Theatro Circo.
        + info

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        AJA NorteNúcleos AJA
        16/01/2011By AJA

        Foi linda a festa, pá!

        …E de repente, na última 6ª feira, 14 de Janeiro, a sede do núcleo do norte da AJA ficou a abarrotar!
        Gente do costume e outros que, pela primeira vez, tomaram contacto com a Associação.
        Cantaram, tocaram, disseram poesia, enfim, celebraram a vida, o Zeca e a vontade de lutar pela construção de um mundo novo.
        Foi linda a festa, pá!
        AJA norte

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        Associação José AfonsoPrémio José Afonso
        11/01/2011By AJA

        Prémio José Afonso – Câmara da Amadora

        TOMADA DE POSIÇÃO
        A Direcção da Associação José Afonso tem sido questionada no sentido de tomar uma posição no que toca ao “desaparecimento” do “Prémio José Afonso” instituído pelo Município da Amadora.
        A Direcção da AJA considera que – sendo a institucionalização e organização daquele prémio da única responsabilidade daquela autarquia – não tem qualquer direito de ser pronunciar sobre uma medida que lhe é exterior.
        A Direcção da Associação José Afonso não pode, porém, deixar de lamentar que iniciativas destinadas a celebrar a vida e obra do “poeta, andarilho e cantor” “caiam no esquecimento” ou, pura e simplesmente, sejam eliminadas dos vários projectos culturais que as consubstanciavam com regularidade.
        A Direcção da AJA

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        AJA NorteNúcleos AJA
        09/01/2011By AJA

        Estão todos convidados a aparecer na AJA norte

        AJA norte
        Rua do Bonjardim 635 1º Trás
        4000-028 Porto

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        Homenagens e tributos (2011)
        06/01/2011By AJA

        Em Penela

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        Associação José Afonso
        06/01/2011By AJA

        Declaração de utilidade pública para a AJA

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        ImprensaPartituras e tablaturas
        31/12/2010By AJA

        Tudo o que Zeca compôs – JN

        “José Afonso – todas as canções” é a prova de que Zeca não foi apenas um cantor de intervenção. Essa é a convicção dos autores do livro que dá a conhecer a totalidade da obra do cantor e compositor. Uma obra construída ao longo de 32 anos.
        A edição deste livro serve para “lutar contra a tendência de colocar Zeca Afonso na gaveta do canto de intervenção”, justifica José Mário Branco, co-autor da obra, em declarações à Lusa. Em causa, uma publicação em que, pela primeira vez, se reuniram letras, partituras e cifras de todos os temas por ele compostos.
        O livro contém material referente a 159 canções que Zeca Afonso compôs e gravou. Estava pronto desde 2004, mas só recentemente se conseguiu autorização da família para publicação, da responsabilidade da editora Assírio & Alvim.
        Além de José Mário Branco, participaram na compilação João Lóio, Guilhermino Monteiro e Octávio Fonseca. No prefácio, os autores referem que falar de Zeca só como o maior cantor português de intervenção “é a forma mais eficaz de liquidar a obra do grande mestre da música popular portuguesa” e, ao mesmo tempo, “é induzir no grande contingente de distraídos a ideia de menoridade artística, (mal) associada à canção política”.
        Nesse sentido, sublinham que as “canções de conteúdo expressamente político são até minoritárias no conjunto da sua obra”, pelo que arrumar Zeca na “gaveta” da canção de intervenção “é não compreender que a dimensão da sua obra está ao nível do que de mais importante se fez na música popular universal do século XX”, dizem. E lamentam: “Se não teve o impacto mundial que merecia, foi tão-somente porque ele nasceu onde nasceu”.
        Referindo que, de há uns anos a esta parte, o compositor “passou a ser o autor mais cantado por todas as gerações e diferentes escolas de músicos”, os autores lembram também que Zeca “renovou a nossa canção popular a partir da tradição musical coimbrã em que se iniciou, integrando novas influências e marcando decisivamente as gerações seguintes”.
        “Há toda uma geração de músicos e estudantes de música que podem descobrir e o repertório de Zeca Afonso, sem a carga política dos tempos logo a seguir ao 25 de Abril”, disse ainda José Mario Branco, acrescentando que quem quiser aprender a tocar os temas do compositor pode fazê-lo “com a certeza de que tem a transcrição fiel” dos mesmos. A este propósito, os autores referem no prefácio que apenas se permitiram “alterar a tonalidade de algumas canções na transcrição” em três casos específicos.
        A vasta obra discográfica de José Afonso iniciou-se em 1953 e terminou em 1985, ano em que foi editado o seu último álbum de originais, “Galinhas do mato”. Devido ao seu estado de saúde, Zeca já não conseguiu cantar todas os temas desse disco. Dois anos antes, o cantor actuou pela úlima vez. O derradeiro concerto, realizado no Coliseu de Lisboa, foi agora editado pela primeira vez em DVD, jutamente com o CD “Galinhas do mato”.

        Isabel Peixoto | Jornal de Notícias

        Nota da AJA: O derradeiro concerto de José Afonso não foi no Coliseu de Lisboa, como é hábito referir-se. Depois de Lisboa, José Afonso actuou nas Caldas da Rainha, no Coliseu do Porto, Coimbra, Évora e Barreiro. Em breve, colocaremos aqui no blogue um artigo sobre este assunto.

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        Concertos de José AfonsoDVD
        27/12/2010By AJA

        DVD do concerto do Coliseu de Lisboa já à venda na AJA

        15€ + portes

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        Associação José Afonso
        24/12/2010By AJA

        A Associação José Afonso deseja a todos felizes festas e um bom ano novo.

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        AJA NorteNúcleos AJA
        22/12/2010By AJA

        Assim foi a sessão sobre a experiência SAAL no Porto.

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        AJA NorteNúcleos AJA
        13/12/2010By AJA

        Feira de Natal na AJA norte. Apareçam.

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        Prémio José Afonso
        09/12/2010By AJA

        Que se passa com o Prémio José Afonso? Uma pergunta de Álvaro José Ferreira

        «Com o objectivo de homenagear José Afonso, incentivar a criação musical de raiz portuguesa e animar turística e culturalmente a cidade da Amadora, organizará a autarquia anualmente um Festival de Música Popular Portuguesa, o qual terá como ponto alto a atribuição do Prémio José Afonso.
        O Prémio José Afonso destina-se a galardoar um álbum inédito editado durante o ano anterior ao da realização do Festival de Música Popular Portuguesa, cujos temas tenham como referência a Cultura e a História portuguesas, tal como a obra do autor de “Grândola, Vila Morena”.»
        Assim reza o regulamento do Prémio José Afonso, criado em 1988, pela Câmara Municipal da Amadora, era então presidente Orlando de Almeida, e vereador da Cultura e Turismo Fernando Pereira, dando seguimento a proposta do Sr. Júlio Murraças, o funcionário da edilidade que até 2005 teve a seu cargo a pré-selecção dos discos, a organização do festival e a direcção da revista “MPP”.
        Depois do episódio insólito ocorrido em 2006, em que o prémio não foi atribuído, não por falta de discos de qualidade editados no ano anterior (um dos quais “Faluas do Tejo”, dos Madredeus, o grupo que, depois de Amália, mais fez pela difusão da música portuguesa além-fronteiras e que acabou por se extinguir sem nunca receber a distinção), mas devido a incompetência do executivo camarário na elaboração da lista sujeita à apreciação do júri, as coisas pareciam ter voltado a uma relativa normalidade. Em 2007, a Brigada Victor Jara seria a feliz contemplada, pelo álbum “Ceia Louca” (há muito que o histórico grupo de Coimbra era credor do prémio) e no ano seguinte sorriria a sorte ao grupo Frei Fado d’El Rei, pelo disco “Senhor Poeta: Um Tributo a José Afonso”. Sábias e fora de questionamento ambas as decisões do júri.

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        ImprensaPartituras e tablaturas
        07/12/2010By AJA

        Livro “José Afonso – Todas as canções” desvenda o cantor para lá da intervenção

        “José Afonso – Todas as canções” reúne as letras e os diagramas de acordes de 159 canções da autoria de Zeca Afonso, compiladas por José Mário Branco, João Lóio, Guilhermino Monteiro e Octávio Fonseca.
        O livro está pronto desde 2004, mas a família de José Afonso não autorizou a publicação, tendo a situação sido desbloqueada agora com a editora Assírio & Alvim.
        Em declarações à agência Lusa, o músico José Mário Branco explicou que a edição deste livro servirá para “lutar contra a tendência de colocar Zeca Afonso na gaveta do canto de intervenção”.
        “É também para quem quiser aprender [a tocar as canções do compositor] com a certeza de que tem a transcrição fiel”, disse José Mário Branco.
        “José Afonso – Todas as canções” será editado na colecção “Rei Lagarto”, que reúne livros sobre música e edições semelhantes, como o “songbook” e a biografia “Retrovisor” de Sérgio Godinho e o livro de canções de Tozé Brito.
        O livro de José Afonso reúne baladas, trovas, chulas, cantigas populares e cantares de intervenção, mas “as canções de conteúdo expressamente político são até minoritárias no conjunto da sua obra”, referem os organizadores no prefácio.
        “Arrumar José Afonso na gaveta da canção de intervenção é não compreender que a dimensão da sua obra está ao nível do que de mais importante se fez na música popular universal do século XX. E se não teve o impacto mundial que merecia, foi tão-somente porque ele nasceu onde nasceu”, lamentam.
        Há toda uma geração que músicos e estudantes de música que podem descobrir e aprender o repertório de Zeca Afonso, sem a carga política dos tempos logo a seguir ao 25 de Abril, referiu José Mário Branco à Lusa.
        No livro lá estão “Grândola, vila morena”, “Os vampiros”, “O que faz falta”, “Coro dos tribunais”, mas também “Verdes são os campos”, “Canção de embalar” e “Adeus ó serra da Lapa”.
        No prefácio, os quatro autores criticam o “analfabetismo musical” e o “mau gosto” de directores de programas de rádio e de televisão que ignoram a obra de José Afonso e enaltecem o facto de “ser o autor mais cantado por todas as gerações e diferentes escolas de músicos”.
        Zeca Afonso morreu em 1987 e deixou uma obra discográfica que “constitui um manancial inesgotável de inspiração e de aprendizagem”, concluem os organizadores de “José Afonso – Todas as Canções”.
        À venda está já, pela primeira vez, a edição em DVD que regista a actuação de José Afonso no Coliseu de Lisboa a 29 de Janeiro de 1983, e que inclui ainda o álbum “Galinhas do mato” e textos de Adelino Gomes e Viriato Teles.

        Lusa

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        DiscografiaNo verso dos versos
        03/12/2010By AJA

        Teresa Torga II

        O artigo de Rogério Rodrigues que serviu de matéria-prima a José Afonso.
        Artigo sobre Teresa Torga na revista Plateia.
        Encontrado aqui

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        AJA Norte
        02/12/2010By AJA

        SAAL no Porto

        Focando as temáticas da participação, do direito à habitação e do direito à cidade, o Núcleo do Norte da Associação José Afonso irá organizar uma sessão sobre a experiência SAAL no Porto. A sessão terá lugar nas instalações da Fundação José Rodrigues, no próximo dia 11 de Dezembro pelas 16.00.
        Nas músicas do Zeca, todos nos lembramos facilmente da cidade onde o povo é quem mais ordena, da cidade sem muros nem ameias, ou daqueles “índios” que ousaram construir as suas casas para os lados da Meia-Praia. Talvez tenha sido esta “cidade sonhada” que o SAAL procurou materializar.
        O SAAL – Serviço Ambulatório de Apoio Local – foi o serviço de apoio a processos de realojamento criado logo após o 25 de Abril para enfrentar as graves carências habitacionais da população portuguesa.
        Focando as temáticas da participação, do direito à habitação e do direito à cidade, o Núcleo do Norte da Associação José Afonso irá organizar uma sessão sobre a experiência SAAL no Porto. A sessão terá lugar nas instalações da Fundação José Rodrigues, no próximo dia 11 de Dezembro pelas 16.00.
        No Porto, onde um quarto da população vivia em ilhas, barracas, ou casas degradadas, o SAAL foi uma intensa experiência de reivindicação, de democracia e de intervenção participativa nas áreas da habitação e da construção da cidade.
        Ainda hoje o SAAL continua a ser uma referência pela forma como envolveu brigadas técnicas multidisciplinares e, sobretudo, os próprios moradores, num esforço colectivo por uma habitação condigna e pelo direito à cidade.
        Integrada no ciclo Cidade sem muros nem ameias, o Núcleo do Norte da Associação José Afonso organiza a sessão SAAL no Porto, em que moradores, arquitectos, sociólogos, dirigentes associativos, juristas e outros intervenientes irão recordar a experiência do SAAL através dos seus testemunhos pessoais.
        A partir destes relatos será feita uma ponte para os dias de hoje, reflectindo sobre os caminhos que a sociedade, a política, ou a arquitectura têm percorrido desde essa altura e sobre a utopia da construção de uma cidade sem muros nem ameias, capital da alegria.

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        Guilhermino MonteiroJoão LóioJosé Mário BrancoOctávio FonsecaPartituras e tablaturas
        28/11/2010By AJA

        Texto de apresentação da obra “José Afonso – Todas as canções”

        «”José Afonso é o nosso maior cantor de intervenção!”
        Este elogio tão consensual e aparentemente tão generoso é a forma mais eficaz de liquidar a obra do grande mestre da música popular portuguesa no que ela tem de universal e de artisticamente superior.
        Não é sequer uma meia verdade. É, de facto, uma «falsa» verdade.
        Reduzir José Afonso ao cantor de intervenção, que ele também foi, é induzir no grande contingente de distraídos a ideia de menoridade artística, (mal) associada à canção política.
        É claro que, numa análise larga, podemos considerar cada cantiga de José Afonso uma canção de intervenção, na medida em que todas elas reflectem a sua forma de estar na vida e de a observar. Desse ponto de vista, cada uma das suas cantigas foi concebida deliberadamente à revelia da ideologia dominante e contra ela.
        Na realidade, porém, as canções de conteúdo expressamente político são até minoritárias no conjunto da sua obra.
        Arrumar José Afonso na gaveta da canção de intervenção, é não compreender que a dimensão da sua obra está ao nível do que de mais importante se fez na música popular universal do século XX. E se não teve o impacto mundial que merecia, foi tão-somente porque ele nasceu onde nasceu.
        Além disso, essa etiqueta é um óptimo álibi para que os divulgadores musicais o possam banir com toda a tranquilidade. Porque “a música de intervenção já teve o seu tempo e já não interessa ao grande público”.
        Mas sejamos justos: se a rádio e a televisão ignoram a obra de José Afonso, esse facto não se deve apenas ao analfabetismo musical e ao mau gosto de muitos dos seus directores de programas. Deve-se também às imposições do mercado, para o qual e com o qual esses directores trabalham.
        Sintomaticamente, essa marginalização não tem hoje reflexo no meio musical. Pelo contrário, de há uns anos a esta parte, José Afonso passou a ser o autor mais cantado por todas as gerações e diferentes escolas de músicos.
        Este facto atesta bem a sua importância na história da música popular portuguesa. Graças ao seu talento excepcional, renovou a nossa canção popular a partir da tradição musical coimbrã em que se iniciou, integrando novas influências e marcando decisivamente as gerações seguintes. A esse papel não são estranhos três factores resultantes da sua própria vivência: o meio universitário coimbrão, culto e boémio, onde estudavam jovens oriundos de zonas rurais ou semi-rurais, que integrava já, na tipicidade das suas baladas, fortes influências da poesia e da música tradicionais de várias regiões do país, sobretudo das Beiras e dos Açores; a instabilidade, pouco normal para a época, da sua infância e da sua adolescência, que muito cedo o levou a contactar com meios socioculturais muito diferentes; uma cultura literária acima da média, adquirida sobretudo em Coimbra, que contribuiu para elevar os seus padrões de qualidade no uso da palavra cantada.
        Mestre incontestado da canção popular portuguesa, simultaneamente um genial autor e intérprete de canções, cidadão exemplar e incansável lutador pela liberdade e pela justiça no contexto da ditadura salazarista, mas também no pós 25 de Abril, a sua vasta obra discográfica, iniciada em 1953 e terminada em 1985, constitui um manancial inesgotável de inspiração e de aprendizagem.
        José Afonso deixou-nos em 1987. Num país tremendamente desculturado e desatento foi preciso esperar quase um quarto de século para ver aparecer o presente trabalho, que reúne as partituras de todas as 159 canções que gravou, com as respectivas letras e cifras, exceptuando apenas os fados de Coimbra de autoria alheia que interpretou.
        Para que este livro possa constituir um complemento de alguma utilidade para quem pretender conhecer e estudar a sua obra, optámos pela transcrição fidedigna do que está registado nos fonogramas, independentemente de pensarmos, num ou outro caso, que poderia haver outras soluções ao nível da estrutura ou da harmonia. Pela mesma razão, não sugerimos qualquer hipótese de harmonização, quando a harmonia não é evidente no arranjo.
        Apenas nos permitimos alterar a tonalidade de algumas canções na transcrição, nos seguintes três casos:
        — Para que a partitura reflicta a digitação utilizada, nas situações em que a afinação habitual das violas foi alterada;
        — Quando os instrumentistas utilizaram um transpositor;
        — No limite, quando a tonalidade da gravação, com pequena diferença de tessitura, poderia dificultar desnecessariamente a leitura e a execução.
        A autoria das letras e das músicas é de José Afonso, excepto quando são indicados outros autores.
        Esperamos que este José Afonso — Todas as canções possa contribuir para um melhor conhecimento e estudo deste precioso património.»

        Guilhermino Monteiro
        João Lóio
        José Mário Branco
        Octávio Fonseca

        Retirado do blogue da Assíro & Alvim

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        Associação José Afonso
        28/11/2010By AJA

        Fotos do jantar de aniversário da AJA, em Grândola, que juntou mais de 50 amigos

        Poema de Graça Dias que aparece a lê-lo em cima.
        Helena Carmo

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        AJA NorteNúcleos AJA
        24/11/2010By AJA

        Convite para projecto “OCUPAR ABRIL, TOMAR DE ASSALTO O MÊS DE MAIO”

        Caro(a)s Amigo(a)s: no próximo dia 29, 2ª feira, pelas 21h 30 m, na sede do núcleo do norte da Associação José Afonso iremos dar o “pontapé de saída” ao projecto “OCUPAR ABRIL, TOMAR DE ASSALTO O MÊS DE MAIO”.
        Será um encontro exploratório, sem qualquer decisão previamente tomada uma vez que, como sempre, defendemos que TUDO deve ser decidido por TODOS.
        Pretende-se com este projecto “encher” os meses de Abril e Maio de 2011 com iniciativas descentralizadas a nível mundial que celebrem datas, eventos, acontecimentos, homens, mulheres, factos, épocas, etc, que tenham contribuído para o desenvolvimento da humanidade, para tornar o mundo mais livre, mais justo, mais fraterno e solidário.
        Desafiamos-vos, por isso, a estarem presentes ( ou a demonstrarem a vossa adesão da melhor forma que entenderem) de modo a que este projecto possa ser partilhado o mais amplamente possível.
        Saudações,

        AJA norte

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        AJA NorteNúcleos AJA
        23/11/2010By AJA

        AJA norte | venda de Natal dias 4, 11 e 18 de Dezembro

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        Associação José Afonso
        22/11/2010By AJA

        Jantar comemorativo dos 23 anos da AJA em Grândola

        Jantar comemorativo dos 23 anos da aja, dia 27 de Novembro de 2010, com a presença dos companheiros da direcção, tendo como objectivo angariar novos sócios para a promoção de um núcleo da AJA em Grândola.

        Data: 27/11/2010
        Local: Tasquinha do Zé de Moura no largo da República (largo das palmeiras), pelas 20horas.
        Preço: 10€

        Contactos para marcações:
        José Ramos – 918367598
        Carlos Pires – 912720394
        Josefina Batista -916799249

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        Partituras e tablaturas
        21/11/2010By AJA

        FINALMENTE! As partituras e acordes de todas as músicas de José Afonso

        Encomendem já o vosso exemplar. Enviem-nos um email com o vosso pedido.

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          Associação José Afonso
          20/11/2010By AJA

          Casa cheia para celebrar o 23º aniversário da AJA

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          Associação José Afonso
          16/11/2010By AJA

          Comunicado da AJA

          …“O que é preciso é criar desassossego. Quando começamos a criar alibís para justificar o nosso conformismo, então está tudo lixado! (…) Acho que, acima de tudo, é preciso agitar, não ficar parado, ter coragem, quer se trate de música ou de política. E nós, neste país, somos tão pouco corajosos que, qualquer dia, estamos reduzidos à condição de “homenzinhos” e “mulherzinhas”. Temos é que ser gente, pá!”…
          José Afonso
          Entrevista realizada por Viriato Teles, In: Jornal Se7e, 27/Novembro/85
          A Associação José Afonso não pode ficar indiferente à realização da cimeira da NATO em Lisboa. Os senhores da guerra vão reunir-se…
          A AJA apoia o vasto movimento de cidadãos contra a Guerra, pela PAZ e contra a NATO. Assim, apelamos aos nossos associados e amigos para participarem nas iniciativas que vão decorrer em Lisboa, em particular na manifestação dia 20, no Marquês de Pombal, pelas 15 horas.
          A Associação José Afonso afirma-se solidária com a Greve Geral do próximo dia 24 de Novembro, convocada pelas centrais sindicais CGTP e UGT e também por sindicatos independentes.
          Teremos a nossa sede encerrada nesse dia e apelamos aos sócios e amigos da AJA que marquem presença nesta manifestação de repúdio à política do governo.
          Setúbal, 9 de Novembro de 2010
          O Presidente da AJA
          Francisco Fanhais

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          AJA NorteNúcleos AJA
          13/11/2010By AJA

          O Zeca no “Púcaros” com o núcleo do norte da AJA

          Ribeira do Porto
          Arcos de Miragaia
          “Púcaros Bar”

          Segunda-feira, 12 de Dezembro, 22 horas, 2005
          A porta abriu-se e achegaram-se dezenas de amigos do Zeca.
          Embalados pelo generoso cartaz da Gabi, uns vinham com a viola, outros com os filhos, outros, apenas, com a alma feita pelo reencontro .
          Éramos de Penafiel, de Famalicão, de Guimarães, de Ermesinde, de Gaia, de Matosinhos, da Maia… de muitos caminhos que se cruzaram, também, com o Zeca.
          Na apresentação do Núcleo do Norte da Associação José Afonso éramos mais de cinquenta entre “finos” , “cimbalinos” e “Português Suave”.
          Enquanto os “Maneis” e as “Marias” se acomodavam o Paulo e o Eduardo falavam dos objectivos , das iniciativas , dos próximos encontros, da AJA…e do Zeca. Correndo a sala o Jorge distribuía os últimos papeis do Tribunal Mundial sobre o Iraque e o discurso do Pinter/ Prémio Nobel da Literatura 2005.
          Na mesa da “conspiração” uns dos “Maneis” falava entusiasmado das andanças em Matosinhos para a realização de uma nova sessão.
          Noutra, o Tino explicava a iniciativa de Guimarães a 24 e 25 de Fevereiro do próximo ano. Até que outro dos “Maneis”, o Sampaio, agarrou na guitarra e cantou. E depois foi o Zé Luis e depois o Ramalho e depois o Pedro e o Carlos Jorge com poesia e depois o texto do José António e depois outra vez…foram muitos os que nos puseram o Zeca, de novo, em cima da mesa.
          Às três da manhã, depois do Zé Silva e amigos, do Tino e nós todos, terem cantado a alegria …a cerveja parou.
          Regressamos sabendo que da próxima virão mais cinco porque continua a ser preciso ver bem os cantares deste nosso andarilho. Enquanto há força.
          FEZ ONTEM 5 ANOS…e ainda tínhamos o Carlos por ali!

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          Michel Giacometti
          10/11/2010By AJA

          Filmografia completa de Michel Giacometti será editada este mês

          No ano em que se assinalam vinte anos do desaparecimento do etnomusicólogo Michel Giacometti, a Tradisom, Vídeos RTP e o jornal Público, com o apoio do Museu da Música Portuguesa que alberga parte substancial do seu espólio, editam a sua filmografia completa em 12 volumes. Para além da sua cinematografia, esta edição reúne contribuições de diversos investigadores, contando também com a participação especial do fotógrafo Augusto Brázio, que construiu um conjunto de portfolios sobre os objectos, os lugares e as pessoas que atravessam o trabalho de três décadas de Michel Giacometti. A colecção de 39 documentários, que estará disponível no mercado a 22 de Novembro, assume uma importância e interesse extraordinários, pois apresenta o primeiro levantamento em filme das práticas musicais de um povo feito de forma exaustiva, sendo que algumas delas já estão hoje extintas.

          A sessão de lançamento contará ainda com a primeira audição da obra Canticum, comentário sobre a melodia O Menino, de Peroguarda, para quarteto de cordas, da autoria de Christopher Bochmann, interpretada por um quarteto de cordas da Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras.
          Informações pelo tel.: 214815904 ou e-mail: mmp@cm-cascais.pt
          http://mmp.cm-cascais.pt
          MUSEU DA MÚSICA PORTUGUESA – CASA VERDADES DE FARIA
          6ª feira às 18h30

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          Michel Giacometti
          10/11/2010By AJA

          Em Évora até ao final do ano

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          AJA NorteNúcleos AJA
          09/11/2010By AJA

          Castanhas AJAdas no núcleo do norte

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          Associação José Afonso
          09/11/2010By AJA

          Contamos convosco.

          23 anos a divulgar a vida e a obra de José Afonso

          A Associação José Afonso, vai realizar, no dia 18 de Novembro de 2010, (quinta-feira), pelas 20 horas, no restaurante “O Solar do Lago” (Largo José Afonso / Setúbal), um jantar convívio comemorativo do 23ª Aniversário da sua criação.
          Vamos juntar à mesma mesa, sócios fundadores e amigos desta associação.
          Sócios fundadores confirmados:
          Francisco Fanhais
          Zélia Afonso
          Otelo Saraiva de Carvalho
          Alípio de Freitas
          Camilo Mortágua
          Francisco Naia
          Carlos Guerreiro
          Henrique Guerreiro
          Victor Serra
          Jorge Carlos Luz
          César Escumalha
          António Borges
          Henrique Marques
          Samuel Marques

          Esperamos a confirmação de mais sócios.

          Reservas pelos telefones:
          265185580 / 962439189 / Fax: 265185581

          Setúbal, 9 de Novembro de 2010
          O Presidente da AJA
          Francisco Fanhais

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          Concertos de José AfonsoFilmografia
          09/11/2010By AJA

          Concerto do Coliseu de Lisboa em DVD + CD “Galinhas do Mato”

          «Águas das fontes calai / ó ribeiras chorai / que eu não volto a cantar…» Por um instante, a voz de Zeca estremece e emociona a plateia, onde muitos não conseguem conter as lágrimas perante a crueza premonitória deste verso, aquele que ainda hoje em primeiro lugar me ocorre de cada vez que penso nessa noite mágica de 29 de Janeiro de 1983. Raras vezes um tema musical terá sido tão perturbador para um auditório como o foi essa Balada de Outono cantada por José Afonso no palco do Coliseu dos Recreios

          In A voz do desassossego
          (extracto do texto de Viriato Teles inserido no booklet que acompanha a edição em DVD de “José Afonso ao Vivo no Coliseu”)
          Edição FNAC/ CNM. Incluí DVD “Ao Vivo no Coliseu” + CD “Galinhas do Mato” + Booklet com textos de Adelino Gomes e Viriato Teles

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          Concertos de José AfonsoFilmografia
          09/11/2010By AJA

          José Afonso editado em DVD

          É hoje editado pela primeira vez em DVD o concerto que José Afonso realizou a 29 de Janeiro de 1983 no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Neste espectáculo o músico esteve acompanhado por artistas como Fausto, Júlio Pereira, Janita Salomé, Octávio Sérgio, Lopes de Almeida, entre outros. Este DVD, simplesmente intitulado Ao Vivo no Coliseu, conta com 12 temas interpretados nessa noite, entre os quais Balada de Outono, Vampiros, A Morte Saiu à Rua ou Era Um Redondo Vocábulo.

          Diário de Notícias, 8.11.2010

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          Discografia
          08/11/2010By AJA

          Excerto de uma comunicação proferida em 09Nov03, em Coimbra, no seminário A Canção de Coimbra e os seus Cultores, por José Anjos de Carvalho

          FADO DAS ÁGUIAS (Ó águia que vais tão alta)

          Deste fado existem numerosas gravações e reedições. A letra deste fado não é de José Afonso. A 1ª quadra é de Camilo de Castelo Branco, foi cantada por Custódio José Vieira na Récita de Despedida de 1906 e, tal como está a ser cantada desde os anos 50, não respeita a versão original (está estropiada).
          A 2ª quadra deste fado data de 1946, é da autoria de Fernando Quintela, o Poeta Quintela, de seu nome completo António Fernando Rodrigues de Lemos Quintela, que conviveu com Augusto Camacho na mesma República (o Palácio da Loucura) e que fez a quadra a pedido do próprio Augusto Camacho, que queria cantar este fado na 1ª Serenata de Coimbra que, em Dezembro de 1946, foi transmitida pela antiga Emissora Nacional; Augusto Camacho só conhecia a quadra de Camilo de Castelo Branco, pelo que precisava de uma 2ª quadra para poder cantar esse fado.

          Comunicação completa

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          Homenagens e tributos (2010)
          02/11/2010By AJA

          Algumas imagens da homenagem a José Afonso em Aubervilliers

          Lulendo, Fanhais e Octávio cantando Grândola Vila Morena
          Márcia Santos

          Lulendo

          Simon Berjeault

          Teófilo Chantre

          A tasca dos amigos
          Baile ao som da morna

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          AJA NorteNúcleos AJA
          01/11/2010By AJA

          Faleceu Carlos Pinto, um amigo da AJA

          O “rabujento” do Carlos Pinto, do “Púcaros-Bar”, no Porto, decidiu voar para outras paragens. Deixou-nos, como sempre, por sua conta e risco sabendo que nunca o esqueceremos.
          O núcleo do norte da Associação José Afonso deu no “Púcaros-Bar” alguns dos seus primeiros passos. Alguns de nós, conhecemos-nos aí e ainda por aqui andamos.
          Por isso, Carlos, já sabes, como no “Púcaros” não há chá, da próxima vez que lá formos vamos beber um copo de tinto por ti… e alguém há-de cantar ” A MORTE NUNCA EXISTIU” que o Zé Mário Branco tão bem interpreta no “SER SOLIDÁRIO”!
          Até sempre, companheiro!

          AJA norte

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          Concertos de José AfonsoRui Pato
          30/10/2010By AJA

          Mais músicas do concerto de 1968, no Teatro Avenida, em Coimbra


          José Afonso ao vivo, no Teatro Avenida, em 1967 "Cantares do Andarilho". Rui Pato na viola sound clip

          José Afonso ao vivo no Teatro Avenida em 1967. "Natal dos Simples". Rui Pato na viola. sound clip

          José Afonso ao vivo no Teatro Avenida em 1967. "Senhora dos Olhos Tristes". Rui Pato na viola. sound clip

          José Afonso ao vivo no Teatro Avenida em 1967. "Cantar Alentejano". Rui Pato na viola. sound clip

          José Afonso ao vivo no Teatro Avenida em 1967. "Elegia". Rui Pato na viola. sound clip

          José Afonso ao vivo no Teatro Avenida em 1967. "O que mais me prende ao Mundo". Rui Pato na viola. sound clip

          Eis o restante alinhamento do concerto no Teatro Avenida, que já aqui havíamos dado a conhecer. Uma generosa partilha de Jorge Rino, Rui Pato e Octávio Sérgio. 
          Resta-nos esperar que outros lhes sigam o exemplo e comecem a partilhar o conteúdo de velhas cassetes metidas em gavetas.

          José Afonso ao vivo no Teatro Avenida em 1967. "Tive o Diabo na Mão" sound clip

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          AJA Norte
          29/10/2010By AJA

          Mais uma noite de inquietação na AJA norte

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          AJA Norte
          26/10/2010By AJA

          Uma carta no núcleo do norte

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          Associação José AfonsoEscolas
          25/10/2010By AJA

          Materiais didácticos na Biblioteca de Setúbal

          Miguel Gouveia e Ana Sequeira

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          Francisco FanhaisHomenagens e tributos (2010)
          23/10/2010By AJA

          Entrevista a Francisco Fanhais, no Luso Jornal, aquando do seu recente concerto integrado na homenagem feita a José Afonso em Aubervilliers

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          CoimbraConcertos de José AfonsoRui Pato
          18/10/2010By AJA

          1ª actuação de José Afonso em Coimbra, no Teatro Avenida


          As pombas - José Afonso (ao vivo) com Rui Pato sound clip

          Foi em 1968, no Teatro Avenida, numa tarde de arte da Queima das Fitas. Nunca antes o Zeca tinha actuado em Coimbra depois de ter criado o seu repertório de Baladas em 1962. Foram necessários seis anos para que Coimbra o quisesse ouvir. Graças ao precioso arquivo fonográfico do meu amigo Prof. Jorge Rino, a gravação desse concerto está todo registado. Ele, gentilmente, cedeu-me esse registo, da qual destaco o primeiro tema do espectáculo – As Pombas, de José Afonso e Luis Pignatelli Andrade. A foto, é desse espectáculo.
          Rui Pato

          Via Guitarra de Coimbra

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          Associação José Afonso
          12/10/2010By AJA

          Venham celebrar connosco mais um aniversário

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          AJA Norte
          12/10/2010By AJA

          5 anos depois…

          No passado sábado, o núcleo do norte da AJA comemorou o seu 5º ano de existência. Na Cooperativa UNICEPE – onde se realizou a primeira reunião – foi descerrada, simbolicamente, uma placa comemorativa. Como sempre, em cada rosto igualdade…

          INTERVENÇÃO DE JOANA AFONSO EM NOME DO NÚCLEO DO NORTE DA AJA
          Companheiros,
          Registo com muito apreço a presença de representantes de algumas entidades que participaram com o núcleo do Norte da Associação José Afonso naquele que terá sido o nosso projecto mais querido até hoje: 80 anos de Zeca. Está aqui representada a Associação 25 de Abril, o CICP, a Cadeira de Van Gogh, o Círculo de Arte e Recreio e a Tane Timor. E é, também, com muita honra, que aqui temos o nosso “velho” companheiro Francisco Fanhais.
          Celebramos esta noite, nesta sala tão repleta de amigos (e tantos que ficaram de fora…), o quinto aniversário do núcleo do norte da Associação José Afonso. Festejamos não só o dia de anos, mas também todo o percurso deste núcleo, um percurso pautado pela adesão de pessoas tão diferentes nas vivências e trajectórias, quanto únicas na forma de pensar e agir. Aplaudimos todos aqueles que, através da sua presença e inegável carinho, tornaram esta jornada mais possível. Tantos amigos que trouxeram a força e a vitalidade, que tanta falta nos fazem. Festejamos o presente, mas também o passado (estes últimos 5 anos) e o futuro, que nos anuncia muitos desafios. E, como não podia deixar de ser, festejamos Zeca na sua plenitude e ousadia, que sempre fez prevalecer no seu percurso de vida a vontade de comunicar com os outros e a intenção de agitar.
          Cinco anos depois!
          Foram cinco anos de entrega a um projecto em cheio. Cinco anos de celebração, a norte, do legado de Zeca, que se foram concretizando através da difusão da sua palavra, música e exemplo cívico. Cinco anos repletos de inquietação e acção, que inspiraram muitas consciências para a luta e para a união, nunca olvidando o que realmente faz falta. Cinco anos de iniciativas, parcerias, desafios e contactos entre diversas entidades e organizações, que nunca esqueceram o espírito solidário, fomentado desde a criação deste núcleo. Cinco anos de ousadia e humildade, honestidade e coerência. Cinco anos que provam que a memória do Zeca é indelével e a força que esta nos transmite é incontestável.
          Hoje, eu, que ainda não era nascida à data da morte física do Zeca e me juntei a este projecto há pouco mais de um ano, partilho convosco a celebração do enriquecimento do espírito. Festejo o meu projecto de descoberta, não só do mundo, como de mim mesma, a asserção dos meus ideais e a reafirmação daquilo em que realmente acredito. Festejo um ano de crescimento, só possível através das figuras que aqui encontrei e com as quais fui convivendo e privando. Gente que tantas vezes me fez sentir pequenina, perante a densidade das suas vivências e memórias, e tão grande, tendo em conta tudo aquilo que me foi transmitindo. E, tal como eu, estou segura de que muitos dos que aqui estão se congratulam por pertencer a um projecto tão bonito, que ainda tem muito para avançar e tanto para crescer.
          E muitos mais anos virão. Porque acreditamos na concretização da Utopia, na criação da cidade do Homem, coroada pela palavra forte e justa. Porque cremos que um Novo Mundo, sem muros nem ameias, de gente igual por dentro e por fora, é possível. Juntos teremos a força e seremos muito mais do que apenas alguém, contra todos os ventos que nos venham virar as quilhas. Porque, mais que nunca, é preciso cantar e provocar agitação. É preciso avisar e animar a malta.
          Brindemos ao crescimento do núcleo nestes cinco anos, a todos aqueles que aqui se encontram e a todos os outros que a nós se juntaram e foram tornando possível o sonho e a acção, sempre com a pronúncia do norte. E brindemos ao Zeca… sempre!

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          ConferênciasEscolas
          09/10/2010By AJA

          Dia 23 de Outubro em Setúbal

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          Escritas do Maio
          06/10/2010By AJA

          Escritas do Maio em Angola

          O livro Escritas do Maio, em Angola, no Magistério Primário de Benguela, Outubro de 2010.

          Uma foto partilhada pela Ana Cristina e pelo António Sequeira.

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          AJA Norte
          30/09/2010By AJA

          Ontem, no Porto

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          AJA Norte
          24/09/2010By AJA

          A AJA norte está de parabéns.

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          Homenagens e tributos (2010)
          20/09/2010By AJA

          José Afonso homenageado em França

          De 14 a 17 de Outubro, a Associação Memória Viva irá promover uma homenagem a José Afonso, integrada no Festival des Villes des Musiques du Monde  em Aubervilliers. 

          Para mais informações:
          Sítio + Blogue da Associação Memória Viva/ Mémoire Vive

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          Manuscritos
          02/09/2010By AJA

          1ª edição do livro “Cantares” adquirida pela AJA

          Desenho de António Quadros e quadras de José Afonso que fazem parte da 1ª edição do livro “Cantares” adquirida pela AJA.

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          MoçambiqueTestemunhos
          01/09/2010By AJA

          Testemunho sobre uma colaboração de José Afonso com o Cineclube de Lourenço Marques

          (…) Com a sessão dos 400 Golpes, o cine clube arrebitou, mas era preciso mais um golpe para criar confiança nos associados e voltarmos aos 1600 a pagar quotas; era preciso avançarmos rapidamente para a 2ª alternativa da nossa estratégia,
          Por esses tempos encontrava-se em Lourenço Marques o Zeca Afonso, já no auge da sua carreira. Fui falar com ele, amigos, que éramos, contei-lhe das desgraças do cineciube e pedi-lhe que preenchesse metade de uma sessão do cineclube, à borla, claro estava, mas disso nem se falou, porque era óbvio. Disse logo que sim, sem por condições e marcou-se a data.
          A outra metade do programa era preenchida com um filme alemão, fornecido pelo consulado daquele país, do qual não tínhamos grandes referencias, mas já legendado em português e que se chamava, se a memória me não falha “Wir Wunderkinder”. Era um filme espantoso que tratava do renascer da especulação imobiliária na Alemanha Ocidental do pós-guerra de 1939/45. As manobras e corrupção dos especuladores eram denunciadas por um jornalista que, em consequência, era perseguido, sofria atentados e era objecto de tentativas de corrupção que sempre rejeitava. O filme acaba com uma cena em que os especuladores vão visitar o jornalista num andar elevado de um prédio. ainda em construção para tentar convence-lo a não publicar um artigo que os vai prejudicar, Sobem, para isso, num elevador que funciona, Perante a recusa do jornalista saem desvairados, jurando vinganças, e enfiam na primeira porta de elevador que encontram; mas, atrás desta não há elevador, só buraco e eles estatelam-se dezenas de pisos abaixo, definitivamente mortos, Um filme destes, com este final, depois de uma sessão com o Zeca Afonso onde se cantou a Grândola e os Vampiros acabou como só podia acabar: uma sala cheia, a abarrotar que já antes tinha aplaudido freneticamente o Zeca, rompeu numa generalizada salva de palmas, demonstrando que era gente pacífica mas detestando prepotências e atentados à liberdade.
          A sessão foi um sucesso; a sala estava cheia e entornava pelas costuras. O cineclube estabeleceu que cada associado devia pagar 3 quotas atrasadas. Muitos pagaram o ano inteiro só para verem e ouvirem o Zeca, Este foi aplaudido de pé, no fim de cada canção e obrigado a voltar ao palco e a cantar de novo várias vezes. Houve quem propusesse que continuasse o Zeca e não se exibisse o filme( mas depois gostaram dele) (…)

          Carlos Manuel Adrião Rodrigues

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          01/09/2010By AJA

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