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Teatro
Home Archive by Category "Teatro"

Category: Teatro

AJA LisboaNúcleos AJATeatro
16/01/2017By AJA

Coisas da Vida

Cartaz_Coisas_da_Vida

O​ Núcleo de Lisboa da Associação José Afonso acolhe​, com o maior gosto,​esta iniciativa do CASSB – Centro de Apoio Social de São Bento. O CENTRO DE APOIO SOCIAL DE SÃO BENTO é um equipamento da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa que trabalha com população vulnerável e com percurso sem abrigo na cidade de Lisboa. Uma das actividades deste Centro é o GRUPO DE TEATRO DO CASSB, que desenvolve uma actividade centrada noTeatro e na criação de espectáculos.

O espectáculo de teatro “Coisas da vida” é uma criação colectiva a partir de uma ideia de um dos elementos do grupo, Célia Gonzalez. A peça reflecte preocupações dos seus criadores, e a temática centra-se na comunicação com o Outro e também no desenvolvimento das tecnologias e em questões geracionais ligadas a estes assuntos.

O teatro é uma arte libertadora que congrega várias outras artes.
Dia 19 de janeiro, na sede da AJA Lisboa, às 19h00.​

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AJA LisboaNúcleos AJATeatro
25/01/2016By AJA

Teatro para crianças

Cartaz_AlpapéNo dia 30 de janeiro, às 16h00, na AJA Lisboa, há teatro para crianças.
ALPAPÉ é o título de um livro ilustrado a partir da peça de teatro com o mesmo nome, da autoria da encenadora e atriz Catarina Romão Gonçalves e imagens da ilustradora Mónica Marinho.
Adaptação do conto tradicional “Os 3 Porquinhos”, aqui o simples torna-se mágico; as pedras transformam-se em caminhos, o algodão em dragões, os paus em pontes e em bigodes.
Traga as suas crianças ao teatro e divirta-se como elas!

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Homenagens e tributos (2010)Teatro
16/02/2010By AJA

Ciclo BANALIDADES no Santiago Alquimista, em Lisboa

Na próxima 5ª feira, dia 18 de Fevereiro, haverá “Banalidades” com a presença de Vasco Lourenço – Capitão de Abril e o espectáculo “ZECA AFONSO – SEMPRE” pelo T I L / Teatro Independente de Loures.
Após o espectáculo, o habitual e indispensável convívio gastronómico.

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Homenagens e tributos (2009)Teatro
19/12/2009By AJA

Hoje, em Montalegre

O recém-criado Centro de Estudos do Barroso-Teatro e Tradições, em colaboração com o Centro de Criatividade de Póvoa de Lanhoso, apresenta no 19 de Dezembro o espectáculo Cantar o Menino d’Oiro, com encenação e dramaturgia de Moncho Rodriguez, a partir de músicas de Zeca Afonso, Fausto, José Mário Branco, Sérgio Godinho, entre outros.

O espectáculo decorre no Auditório Municipal de Montalegre às 15h30 e às 21h00, contando com a participação de actores profissionais e mais de 100 actores amadores, músicos e cantores.

Retirado daqui

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Teatro
03/05/2007By AJA

Nova peça de teatro para José Afonso pelo grupo “Os saltimbancos”

Há alguns anos disse a José Jorge Letria que gostaria de organizar um espectáculo com canções do Zeca Afonso.

Estou certo que ele reteve na memória este meu desejo e por isso me convidou para encenar esta peça. Sendo ele um amigo de longa data, um grande dramaturgo, e figura destacada da nossa cultura, senti-me muito honrado, e foi com entusiasmo e enorme prazer que meti mãos à obra.

Esta peça, para além de nos falar de Zeca Afonso, um dos maiores cantautores da canção política e da música popular portuguesa, faz também referência ao período conturbado da ditadura de Salazar e Caetano.

Fala-nos da falta de liberdade, da censura, da PIDE, da guerra colonial, dos que se opuseram ao regime através das canções, dos recitais de poesia, das sessões nos cineclubes e das peças de teatro. Dos que se exilaram, e dos que foram presos e enviados para as prisões de Caxias e Peniche, e para o Campo de Concentração do Tarrafal, também conhecido como campo da morte lenta.

Este espectáculo não é apenas uma homenagem a Zeca Afonso, mas a todos os que tiveram a coragem de erguer a sua voz e se opuseram ao regime deposto em 25 de Abril de 1974.

Recordar tudo isto, é não deixar que esquecimento nos apague a memória.

Benjamim Monteiro

Abril 2007

Contactos:
“Os Saltimbancos” Rua Angelina Vidal, 36-R/C, 1170-020 Lisboa. 968 099 698 e 914 132 418. Endereço electrónico: teatro.ossaltimbancos@gmail.com

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Teatro
03/04/2007By AJA

“Chamaram-te cigano” Teatro para José Afonso

Da Escola Secundária D. Inês de Castro (onde José Afonso foi professor) chegou-nos esta peça em um acto para José Afonso da autoria de Manuel Parrinha. Esperamos colocá-la em breve no sítio da AJA.

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João Afonso dos SantosMoçambiqueTeatro
21/12/2006By AJA

Lá no Xipangara

Aos fins de semana, saíamos pela tarde, aparelhados. O Alvaro Simões, que por lá ficou, moçambicano por opção, com a sua câmara fotográfica a tiracolo, eu armado da minha 8 mm. de filmar, e o Zeca. Com todos os comple­mentos da ordem: tripés, jogos de lentes e filtros, fotómetros, gravador, que sei eu. Isto depois de termos espiado o céu, medindo a olho a luminosidade e o “calor” da luz. E, quando o sol a meio do quadrante perdia o gume de aço, começava a projectar sombras e a desentranhar-se em cores, vagueáva­mos pelo “Xipangara”, essa outra cidade do caniço que envolve a Beira. Dos três, era Zeca o único que não dependia senão dele mesmo, num indeterminismo vagabundo que desde sempre foi uma sua segunda natureza, acrescentado da crónica aversão que sentia ou acreditava sentir pela máquina em geral, penso que para melhor defender o seu livre arbí­trio. Levava os olhos e o espírito para ver, naquela peculiar e muito pessoal maneira que era a sua de ver as coisas, captan­do-lhes por debaixo da pele, se assim me posso exprimir, os sinais duma verdade oculta. Via e, claro, cumulativamente, ouvia e registava os sons, o ritmo, a linguagem expressiva dos corpos. Posso bem dizer que mergulham nessas convivências os sincretismos musicais afro-europeus que depois aparece­ram dispersos por vários discos editados a partir de 1970, quer dizer, quatro anos mais tarde. Nessas e em outras expe­riências congéneres que já trouxera de Lourenço Marques, donde um despacho atrabiliário e despótico da administração o baniu, por causa desses mesmos convívios, especialmente os que mantinha com a Associação dos Negros de Moçam­bique. Diga-se de passagem, que sempre estranhei que can­ções como “Carta a Miguel Djéjé” ou “Lá no Xipangara”, por exemplo, não desfrutem dum favor pelos menos igual ao de outras mais notórias, pela frescura da inovação, o arranjo musical e a construção melódica. Voltando, porém, ao tempo a que estas breves memórias se referem, não me lembra de termos, na altura, notícia desses cantares de raíz moçambicana, cuja maturação se veio a desentranhar em obra provavelmente já depois do Zeca ter regressado a Portugal, em 1967. “Avenida de Angola”, que ele trouxe de Lourenço Marques com a bagagem, inspirada é certo por quadros dos subúrbios negros da capital, é ainda uma canção exclusivamente portuguesa, na estrutura melódi­ca e rítmica. Outras eram, pois, as composições que Zeca trazia no seu saco de segrel, criadas em momentos anteriores e editadas depois conjuntamente, com diferentes cronologias. Algumas vezes, ao anoitecer, depois que os dois marimbeiros do pé da porta calavam o seu diálogo demorado e perfeito, a toada onomatopaica e encantatória, era a vez do Zeca cantar para alguns amigos “intra-muros”, acompanhando-se tosca­mente à viola, com o auxílio de uma braçadeira que é assim como uma espécie de cábula de tocar. Guardo comigo a gra­vação dum desses momentos que o mesmo Álvaro Simões me enviou por portador, com tantas recomendações como se do velo de ouro se tratasse. Entre outras, lá estão registadas “O Cavaleiro e o Anjo”, “Traz Outro Amigo Também” e o “Cantar Alentejano”, que acabaram por figurar nos álbuns editados de sessenta e oito a setenta, um por cada ano. Em dada altura, uns tantos devotos saudosistas empreende­ram comemorar, ali nos limites do mangal africano, um feito académico celebrado em Coimbra sob a designação de “Tomada da Bastilha”. Ao tempo em que o grupo teatral da cidade se preparava para levar à cena “A Excepção e a Regra”, do Bertolt Brecht. Zeca encarregou-se de criar para a peça umas tantas canções destinadas a assegurar o necessário distanciamento brechtia­no da representação dramática. Duas delas vieram a ser incluídas, como se sabe, em discos mais tardios, “Eu Vou Ser Como a Toupeira” e o “Coro Dos Tribunais”. E ele mesmo ensaiou este último, tarefa que se verificou não ser menor, nem menos perseverante, do que a do acto de criação pro­priamente dito. Veio o dia em que surgiu, encostada a uma das faces da praça central, com o seu quê de imponente, a réplica em madeira do pórtico fronteiro da Sé Velha de Coimbra, tão semelhante à vista que apenas se poderia lamentar o desam­paro dos vetustos muros a que se encosta o original. A inten­ção era, claro, reproduzir o “clima” convencional duma serenata de Coimbra e Zeca e dois acompanhantes, mais o primeiro do que os segundos, eram dados como certos, até por serem os únicos disponíveis e, portanto, insubstituíveis. Enquanto isto, as provas teatrais enviadas à censura oficial regressaram tão retalhadas que ficava prejudicada qualquer representação. O Dr. Carvalheira – creio que assim se chama­va o censor – era ferocíssimo a empenhar o instrumento cen­sório, a caneta ou a tesoura, conforme as circunstâncias. Mas, ao mesmo tempo, escrupuloso, deu-se ao incómodo de recri­ar, à margem, algumas falas integrais e outras parciais das personagens, depuradas dos aspectos que mais o beliscavam. Logo ali foi mandatado um emissário para fazer saber ao censor que sem Brecht não haveria fados. Torceu-se o homem que, acima de ser censor convicto, era coimbrão ferrenho e empenhado concorrente. Subiu, pois, à cena a “Excepção e a Regra” e atrevo-me a dizer que pela primeira vez em todo o decrépito império.
– João Afonso dos Santos (irmão de José Afonso)
O programa onde se anunciavam canções inéditas de José Afonso
e algumas fotos da estreia da “Excepção e a Regra”






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