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Author: AJA
Home AJA Page 15
AJA Norte
20/10/2009By AJA

Rota das noites do Zeca

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80 anos de Zeca
18/10/2009By AJA

Rota das Noites do Zeca | Música e Poesia

Quinta-feira, dia 22 de Outubro, 22
GATO VADIO | Livraria, Atelier de Design, Café-bar
Rua do Rosário, 281 – Porto
t. 22 2026016
e. gatovadio.livraria@gmail.com
Org. AJA Norte, Gato Vadio, Império da Girafa | ” 80 Anos de Zeca “

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Adriano Correia de Oliveira
13/10/2009By AJA

Adriano C. de Oliveira no Clube Literário do Porto

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Arranjos instrumentaisRão Kyao
10/10/2009By AJA

Novo disco de Rão Kyao com 2 temas de José Afonso

Versões instrumentais de “O meu menino é d’oiro” e “Balada de Outono”.

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BibliografiaViriato Teles
09/10/2009By AJA

Reedição de “As voltas de um andarilho”

Uma das obras fundamentais sobre José Afonso: “As voltas de um andarilho” de Virato Teles, será reeditada, desta vez pela Assírio & Alvim. Esta edição, revista e aumentada, estará à venda no final deste mês. Até lá, poderão saber mais um pouco em: http://andarilho.viriatoteles.net/

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Sem categoria
07/10/2009By AJA

Concerto de homenagem a José Afonso pelo Voct Ensemble

O Voct Ensemble irá oferecer-nos um concerto de homenagem a José Afonso, no 80º aniversário do seu nascimento, com arranjos inéditos, à cappella, de Christopher Bochmann, Eurico Carrapatoso, Gonçalo Lourenço e Mário Ribeiro, entre outros.

Este concerto insere-se na iniciativa “Mês da Música”, da Câmara Municipal de Setúbal.

Um concerto a não perder.

Local: Salão Nobre da Câmara Municipal de Setúbal

Data: 17-10-2009
Hora: 21:30
Entrada livre

myspace.com/ensemblevoct | www.ensemblevoct.com

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80 anos de Zeca
05/10/2009By AJA

À noite… o Zeca

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80 anos de ZecaDocumentários
24/09/2009By AJA

2 de Outubro, no Clube Literário do Porto

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Coimbra
19/09/2009By AJA

Hoje, em Coimbra

Pelas 15:30 na Casa Municipal da Cultura, podemos assistir às conversas sobre “A vivência coimbrã de José Afonso” por Carlos Couceiro, Durval Moreirinhas e Luiz Goes.

Informações: Casa Municipal da Cultura (telef. 239 702 630)

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Partituras e tablaturas
18/09/2009By AJA

Saiba mais sobre o livro de partituras…

A AJA convida-vos a ouvir um excerto do CD e saber mais sobre este livro de partituras. Venha daí

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Fernando CouceiroPartituras e tablaturas
17/09/2009By AJA

Convite para lançamento de livro

A editora Metriround, em parceria com a Associação José Afonso, irá realizar o lançamento do 1º volume de uma colecção dedicada a partituras e tablaturas para guitarra acústica de temas de música portuguesa.
Dedicado na íntegra a José Afonso, o 1º volume reúne 10 arranjos da autoria do guitarrista Fernando Couceiro e é acompanhado por um CD didáctico onde o próprio guitarrista executa as 10 obras.
A apresentação estará a cargo de Adelino Gomes.
O lançamento terá lugar no dia 22 de Setembro, pelas 21h30, na Casa da Imprensa, Rua da Horta Seca, 20 (Junto ao Largo do Camões), em Lisboa.
Apareçam e tragam outro amigo também.

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Cristina Branco
17/09/2009By AJA

Mais um concerto de “Abril” por Cristina Branco

Cristina Branco tem em mãos o novo “Kronos”, mas, para este concerto, a viagem no tempo é outro. “Abril” é o nome da obra. Zeca Afonso, o alvo. Lisboa recebe o tributo da fadista no dia 2 de Outubro.
Apresentação de “Abril” – Tributo a Zeca Afonso.

Parque Mayer – Travessa do Salitre
Dia 02-10-2009, às 21h30, Preço 5€.

Informações: 707234234.

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Homenagens e tributos (2009)Poesia
15/09/2009By AJA

A poesia de José Afonso ouviu-se no canal de Aveiro

No dia 12 de Setembro, numa acção de parceria com a Livraria Buchholz, o Grupo Poético de Aveiro espalhou pela cidade a poesia de José Afonso.

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CoimbraHomenagens e tributos (2009)
10/09/2009By AJA

Cartaz alusivo ao Memorial José Afonso

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Homenagens e tributos (2009)
09/09/2009By AJA

Cartaxo revisita canções e vida de Zeca Afonso

Uma exposição fotográfica da vida e obra de José Afonso e uma evocação musical marcam mais uma edição das “Cantigas do Zeca”, dia 12 de Setembro, pelas 21h30, no Centro Cultural do Cartaxo. Em destaque vão estar as actuações de Pedro Barroso e do Grupo de Fado de Coimbra e Toada Coimbrã. Com entrada livre, as “Cantigas do Zeca” são uma organização da Associação José Afonso, com apoio da autarquia do Cartaxo.

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Homenagens e tributos (2009)Homenagens e tributos (dança)
08/09/2009By AJA

“Dançar Zeca Afonso”

Foto de Sérgio Claro
A CeDeCe – Companhia de Dança Contemporânea apresenta o espectáculo “Dançar Zeca Afonso” no dia 12 de Setembro, às 21h30, no TAGV. Este espectáculo, com concepção e coreografia de António Rodrigues sobre música de José Afonso cantada pelo próprio, originalmente criado em 1994, está integrado num conjunto de iniciativas a decorrerem em Coimbra, propostas pela CMC, entre Setembro e Outubro de 2009, com o objectivo de homenagear este importante artista português.

Concepção e Coreografia ANTÓNIO RODRIGUES
Música JOSÉ AFONSO
Colagem musical CARLOS MARTINS
Figurinos ANTÓNIO CARRETEIRO
Desenho de luzes ISABEL WORM
Slides ANTÓNIO BARROCAS
Duração ap. 60’ S/ INTERVALO
Espectáculo para M/ 3

Preçário Entrada Gratuita

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Coimbra
08/09/2009By AJA

Zeca Afonso evocado na Casa Municipal da Cultura, em Coimbra

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Coimbra
04/09/2009By AJA

Hoje, na Casa Municipal da Cultura de Coimbra

Fomos hoje até Coimbra na esperança de ver e ouvir o concerto “Baladas do Zeca”, pelo Quarteto de Cordas da Orquestra Clássica Centro, algo que não aconteceu, pois tinha sido adiado para data incerta. Ficou o consolo e o privilégio de uma pequena visita guiada pelo Dr. Jorge Cravo à exposição biodiscográfica “José Afonso: o solidário utópico”, patente até 28 de Setembro, assim como dois dedos de conversa com Rui Pato.
Esta exposição, que documenta a geografia coimbrã de José Afonso, esteve já patente ao público há dois anos, no entanto, elementos novos, como por exemplo a caricatura de José Afonso no seu livro de curso, justificaram a sua reposição.

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80 anos de Zeca
02/09/2009By AJA

Os subscritores colectivos do projecto “80 anos de Zeca”

A Cadeira de Van Gogh – Associação Cultural (Porto)
ABC – Piano BAr (S.Mamede Infesta)
ABRIL – Associação Regional para a Democracia e o Desenvolvimento (Lisboa)
ACERT (Tondela)
Ágorarte – Assoc. Cultural e Artística (Ermesinde)
Ana Margarida Fernandes (Guimarães)
Associação Cultural Mário Gomes Figueira [ACMGF] (Vila Franca da Serra, Gouveia)
Associação Cultural Teatro Independente Larga A Vela [ACTILAV] (Lisboa)
Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto
Associação José Afonso (Núcleo do Norte)
Associação 25 de Abril (Delegação do Norte)
Associação “Os Carrilanos” (Castrelo do Val, Ourense)
Bar Liceum (O Porriño, Pontevedra, Galiza)
Bar Svbvra (Braga)
Café “Pedra Nova” (Porto)
Café “Marinhos” (Porto)
Carl Orff Projecto – Educação Musical (Matosinhos)
Casa da Música (Porto)
Casa do Povo da Longra (Felgueiras)
Centro Social “A Gentalha do Pichel”(Santiago de Compostela)
Centro Social A Esmorga (Ourense, Galiza)
CICP – Centro Infantil e Cultural Popular (Guimarães)
Cineclube de Guimarães (Guimarães)
Círculo de Arte e Recreio (Guimarães)
Clube Literário do Porto
Companhia DeMente (Viseu)
Companhia de Teatro do Vale do Sousa
Conservatório de Música de Felgueiras
Editora “LEMBRABRIL” – Guimarães
Ensemble – Sociedade de Actores (Porto)
Escola Artística Soares dos Reis (Porto)
Escola da Ponte (Vila das Aves)
Escola das Virtudes, Cooperativa de Ensino Polivalente Artístico
ESMAE – Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo (Porto)
Exus som
Federação das Colectividades do Distrito do Porto
Feedback Música
Feministas Independentes Galegas (FIGA)
Fundação José Rodrigues
Gato Vadio – Livraria, Atelier de Design, Café-Bar (Porto)
Gesto – Cooperativa Cultural, CRL (Porto)
Grupo de Baladas Nostalgia (Espinho)
Grupo Poético de Aveiro
Grupo “Toque de Caixa” (Matosinhos)
Grupo Vocal “Canto Décimo”
Império da Girafa – Atelier, Galeria, Bar (Porto)
INTERARTES – Associação Juvenil e Artística (Porto)
Jornal “Mudar de Vida”
Jovens da Ocupação de Tempos Livres, Novelas, Penafiel
Mar de Pedra, Associação Cultural e Recreativa, Vila Real
MC – Mundo da Canção
Movimento Alternativo Rock
“Na Virada”,Sociedade Cultural – (Cangas do Morrazo, Pontevedra)
NEFUP – Núcleo de Etnografia e Folclore da Universidade do Porto
Nova Oficina de Teatro e Coral de Lousada
Novelartecine (Novelas, Penafiel)
Oficina de Teatro de Almada – Associação
Patxi Andion Gonzalez (Madrid)
Projecto Casa Viva (Porto)
Quarteto Vintage
Radiofusión (Rede de Emisoras Municipais Galegas)
Revista “Café Portugal”
Sindicato dos Professores do Norte (SPN/FENPROF)
Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira (SINTAF)
Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Celulose, Papel, Gráfica e Imprensa
Sindicato dos Trabalhadores das Pescas do Norte
Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte
Sindicato Nacional dos Profissionais de Seguros e Afins (SINAPSA)
“Sons de Sempre” – Associação Artística e Cultural
Tane Timor – Associação Amparar Timor (Porto)
Teatro Art`Imagem (Porto)
Teatro Ensaio – Teatreia, Associação Cultural (Porto)
Teatro do Frio – Pesquisa Teatral do Norte
Teatro Helena Sá e Costa (Porto)
União dos Sindicatos do Porto/ CGTP-IN
Unicepe – Coop. Livreira de Estudantes do Porto, CRL
Universidade Popular do Porto
ZEF Produções

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Arranjos instrumentais
31/08/2009By AJA

Esta 4ª feira, em Coimbra

“Baladas do Zeca” pelo Quarteto de Cordas da Orquestra Clássica Centro.
Casa Municipal da Cultura – 18h00
Entrada livre

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CoimbraImprensa
31/08/2009By AJA

2 recortes do Diário de Coimbra



3-8-2009

2-8-2009
Retirados do blogue de Octávio Sérgio

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Cristina Branco
28/08/2009By AJA

Cristina Branco e “Abril” em Almeirim

Cristina Branco tem em mãos o novo “Kronos”, mas, para este concerto, a viagem no tempo é outro. “Abril” é o nome da obra. Zeca Afonso, o alvo. Almeirim recebe o tributo da fadista no dia 4 de Setembro.
Este espectáculo testemunha uma das maiores marcas do trabalho de Cristina Branco: o fascínio pela descoberta de toda a emoção que o fado pode conter na sua íntima ligação entre a voz, a poesia e a música.
O percurso de Cristina Branco define-se por um profundo respeito pela tradição, lado a lado com o desejo de inovar. A voz e esse percurso – de grande projecção internacional – fizeram de Cristina Branco uma das melhores intérpretes do fado triste e fatalista, mas também do fado alegre e luminoso.
Praça de Touros Monumental de Almeirim – 21h30
Apresentação de “Abril” – Tributo a Zeca Afonso.

http://www.cristina-branco.com

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Arranjos instrumentaisOpus Ensemble
27/08/2009By AJA

Opus Ensemble interpreta “Era um redondo vocábulo”

Composição de José Afonso, gravada em 1973, no álbum Venham Mais Cinco, aqui interpretada pelo quarteto Opus Ensemble (CD duplo Filhos Da Madrugada Cantam José Afonso, 1994).

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Homenagens e tributos (2009)Poesia
26/08/2009By AJA

A poesia de José Afonso no canal central de Aveiro

Para os que ainda não tiveram o prazer de participar nos passeios poéticos na ria de Aveiro (Canal Central) e para aqueles que queiram repetir a experiência, propomos uma nova viagem no próximo dia 12 de Setembro, pelas 21h30m.
Ponto de encontro: cais de embarque dos barcos moliceiros, em frente ao posto de Turismo da Rota da Luz.

Tema: José Afonso
Todos poderão participar activamente lendo poemas de José Afonso ou muito simplesmente ouvir e desfrutar do ambiente poético.
Esta será a última viagem poética de 2009 organizada pela Livraria Buchholz, com a colaboração do Grupo Poético de Aveiro. Tem a particularidade de ser feita à noite e fazer parte das iniciativas de homenagem a José Afonso na cidade que o viu nascer.
É grátis, mas sujeita a inscrições que serão feitas na Livraria Buchholz a partir de hoje. Se preferirem, pode-se fazer as inscrições dos interessados.

“Viagem poética no canal central de Aveiro”
12 de Setembro pelas 21h30m
Grupo Poético de Aveiro
Inscrições limitadas a 30 lugares.

Via “Oitenta anos de Zeca”

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Capas de revistas
25/08/2009By AJA

Na revista Ler

Apontamento na revista LER (Setembro, 2009) sobre a fotobiografia de José Afonso. Saberá alguém o nome do autor deste trabalho gráfico?

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Edmundo de Bettencourt
25/08/2009By AJA

Edmundo de Bettencourt, uma das referências musicais de José Afonso

Relance sobre a Poesia de Edmundo de Bettencourt: texto de Hérberto Helder sobre Edmundo de Bettencourt, num texto de 1999 na revista Phala.

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80 anos de ZecaPoesia
23/08/2009By AJA

No Clube Literário do Porto

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Rui Pato
23/08/2009By AJA

Rui Pato em entrevista ao diário “As Beiras”

“Continuar a cantar com o Zeca”

Com o país e Coimbra a homenagearem José Afonso, o DIÁRIO AS BEIRAS falou com Rui Pato, o músico e médico que, com o poeta e cantor, escreveu uma página fundamental na história da cultura contemporânea em Portugal. Um novo canto que abriu caminho a muito e a muitos dos que cantaram e, assim, anteciparam a liberdade.


Como é que aconteceu o encontro entre Rui Pato, então um jovem estudante de liceu, e José Afonso?

Estávamos no início dos anos 60 e eu já tocava viola num grupo de fados no Liceu D. João III (actual Escola Secundária José Falcão), de que faziam parte Francisco Martins, guitarrista, mas também Carlos Encarnação, num grupo de jovens da média burguesia da cidade que aprendiam a tocar viola e guitarra, no qual eu me incluía e que era patrocinado de alguma forma por António Portugal. Portanto, eu tinha já alguma prática no acompanhamento de cantores, além de ser também um autodidacta de viola clássica, com uma prática e um saber que era pouco habitual naquela altura, em Coimbra. O Zeca Afonso era amigo do meu pai [Rocha Pato, jornalista e chefe da Delegação de Coimbra do 1.º de Janeiro], que conhecia toda a gente do fado, na tertúlia da Brasileira, na Baixa. Quando o Zeca, já depois da sua passagem em Coimbra, como estudante e cantor do fado tradicional, já professor, regressa a Coimbra para mostrar aos amigos um modelo novo de canções, vai ter à Brasileira. Mas para se ouvirem as coisas novas era necessário um acompanhante à viola. Como eu tocava viola e o meu pai o lembrou, foram todos para minha casa para o Zeca mostrar as suas primeiras canções. E foi então que eu ouvi pela primeira vez as coisas novas do Zeca, que fui acompanhando à viola de uma maneira de que ele gostou. E pronto, nasceu ali a ideia de passar a acompanhar o Zeca Afonso, o que aconteceu logo até num primeiro disco, que também foi sugerido na altura.
E esse foi o momento em que apareceu o canto novo e se cimentou a sua ligação a José Afonso?
Exactamente. As canções que o Zeca cantou foram algumas das que depois se transformaram em símbolos, como “Os vampiros”, “O meu menino é de oiro”, “Tenho barcos, tenho remos”, aquelas primeiras coisas que ele gravou, que eu acompanhei, e que depois se transformaram em grandes sucessos. Seguiram-se um segundo disco e um terceiro. Comecei depois a acompanhar o Zeca em espectáculos um pouco por todo o país, o que aconteceu entre 1963 e 1969, na altura da crise académica. Ainda antes, por altura de 1965, comecei também a acompanhar o Adriano [Correia de Oliveira], o que voltou a acontecer com o António Portugal, o Pinho Brojo, o António Bernardino, numa actividade quase febril.


A crise académica veio quebrar essa ligação?

Chegamos a 1969 e como eu era dirigente académico fui castigado, foi-me retirada a possibilidade de ir para o estrangeiro e, por isso, não pude acompanhar o Zeca que começou a gravar lá fora em condições completamente diferentes daquelas que tinha em Portugal. Mas continuei a acompanhar o Adriano em 1969, em 70, ainda gravei com ele “O canto e as armas”, com poemas de Manuel Alegre. Em 70, 71, 72 ainda acompanhei o Adriano, ainda fiz várias coisas com o António Portugal, com o Brojo. Depois disso, quando me formei em Medicina, em 1972, dediquei-me ao exercício da profissão e só muito raramente fazia música, o que voltou a acontecer com o Adriano numa Festa do Avante e, depois, a pedido do Zeca, no seu último concerto no Coliseu, onde eu o acompanhei em três temas dos seus mais antigos.
Depois a medicina acabou por triunfar, embora a música continue a fazer parte da sua vida?
Exactamente, sempre. Eu costumo dizer que médicos há muitos… e não é só pelo gosto que eu tenho pela viola e pela música. É também porque eu considero que qualquer actividade profissional – e muito mais a medicina – beneficia se tivermos um outro interesse, de preferência ligado à arte, a música, a pintura, a escrita. Um médico que não faça mais nada para além da medicina é um homem limitado e, talvez por isso, há tantos médicos escritores, músicos, pintores.


E, de facto, há muitos médicos ligados às artes.

Sim. Também porque esta é uma profissão que tem uma grande componente humanista, um grande contacto com a realidade, com a tristeza, mas também com a alegria… o que nos enriquece bastante. Portanto eu, não digo que todos os dias pego na viola, sobretudo agora com a responsabilidade do conselho da administração [do Centro Hospitalar de Coimbra], mas tenho as violas sempre à mão. E quando me libertar de tudo isto e me aposentar, tenho um grupo de amigos que continuam a tocar e que eu vou passar a acompanhar mais, porque considero ser enriquecedor.


O que é que guarda daquele momento fundamental que foi o nascer de uma nova canção?

Claramente. Mas – e eu costumo dizer isto muitas vezes – só mais tarde é que soube que estava a viver um momento histórico quando comecei a acompanhar o Zeca. Eu na altura não me apercebi da dimensão do momento que estávamos a viver, o que aconteceu também com muitos dos seus amigos, com excepção talvez para um ou outro mais clarividente. E entre os amigos que mais lidavam com o Zeca na Brasileira estavam o Abílio Hernandez Cardoso, o Rainho, o Pedro Olaio, outras pessoas que já faleceram, como o meu pai, o sr. Amado, que tinha a Casa Amado em frente à Brasileira… Havia ali um grupo de amigos, também alguns estudantes quase ainda do tempo dele, que estavam nos Kágados e na Baco, repúblicas onde o Zeca Ficava quando vinha a Coimbra, a quem ele mostrava estas coisas novas. O facto é que as pessoas ligadas à música em Coimbra ainda estavam numa fase muito tradicionalista, mesmo os que mais tarde evoluíram e deram importantes passos em frente, como o António Portugal. O que aconteceu com as novas canções do Zeca foi um choque muito grande.


Numa cidade fechada…

Numa Coimbra ainda quase medieval, onde não se fazia mais nada a não ser o cantar melancólico das serenatas, aparecer alguém a cantar “o meu menino é d’oiro” ou “os meninos do Bairro Negro”… É evidente que o Zeca partia de uma cultura, no meu entender, francesa, de um Léo Ferré, do Georges Brassens, do Brel. Ou seja, de um contexto já com uma intenção que não havia em Coimbra, embora houvesse já esboços, nomeadamente no Edmundo Bettencourt e até no Fernando Machado Soares. Portanto, em Coimbra, naquela altura, ninguém levou o Zeca muito a sério, embora alguns achassem que aquilo era interessante e que era preciso ser gravado. E quando o disco saiu foi um pouco um escândalo em Coimbra, precisamente porque na capa dizia “Dr. José Afonso: Baladas de Coimbra”. Então quase caiu a Torre, numa tal afronta à tradição.


Qual foi o momento de viragem na aceitação à música nova de Zeca Afonso?

Com o segundo disco, com “Os vampiros”, com o “Menino do Bairro Negro”, começaram os intelectuais de esquerda e os movimentos operários, sobretudo da margem Sul do Tejo, a convidá-lo, o que acontece também nos saraus das crises académicas, em sessões de canto, num claro apoio da esquerda. E nessa altura fomos imediatamente conotados com uma canção de combate, eu passei a sentir a minha viola como uma arma, uma força de combate.


E Coimbra, entretanto?

Coimbra ignorou completamente Zeca Afonso. Também porque, na altura, era a direita que dominava a Associação Académica. Só quando a esquerda ganhou a AAC e começou a fazer os seus saraus é que Zeca começou a vir a Coimbra, o que aconteceu muito pouco. Eu lembro-me de tocar com ele uma vez num sarau no Teatro Avenida e outra vez no ginásio [actual cantina dos grelhados] do Jardim da AAC [momento que a foto da página 2 documenta].


E a sua percepção da importância que tudo aquilo tinha?

Isso apenas aconteceu um ano ou dois depois de eu acompanhar o Zeca. Só então percebi a importância do canto do Zeca e da minha própria contribuição para ele. Porque o que aconteceu foi mostrar um novo modelo de acompanhamento, um instrumento muito discreto que serve quase só para sublinhar o poema.


Porque o que se queria dizer é que era importante?

Exactamente. E essa não era a prática dos acompanhantes, à guitarra e à viola, na altura. E eu, de uma maneira muito intuitiva, consegui responder a esse desafio que acabou por ser pioneiro num modelo de acompanhamento. Paralelamente a tudo isto, o Zeca foi também para mim um educador. O Zeca era um homem diferente, com um sentido de humor extraordinário, as suas histórias, as suas distracções patológicas, com uma preocupação sincera para que os seus amigos evoluíssem, ele trazia livros, emprestava-os, discos. Por isso também, o Zeca contribuiu muito para a minha formação cultural e política, embora o meu pai e o meu avô já fossem homens de esquerda.
José Afonso “foi o bandeirante de uma grande aventura”


O que é que Portugal deve a Zeca Afonso?

Deve muito. O Zeca foi o homem que contribuiu decisivamente – e não tem outro a par dele – para uma revolução cultural naquilo que era a música portuguesa. E isto é reconhecido por toda a gente. Não há nenhum músico, nenhum grande cantor, nenhum grande poeta cujo despertar para uma nova música, para uma nova canção, não tenha partido do Zeca, que foi o grande ousado, o que deu o primeiro passo. Ele é que foi o bandeirante desta grande aventura. Havia muitos – que depois nós fomos conhecendo – que vieram a assumir-se naquela linha de inovação, mas apenas depois do Zeca o ter feito. Havia um caminho que não tinha sido ainda desbravado. E foi o Zeca quem o fez e quem conduziu muitos dos que fazem hoje uma página fundamental da história da música portuguesa.


E em que é que devemos guardar José Afonso?

Eu tenho dito muitas vezes e vou continuar a dizê-lo. A grande homenagem que se pode prestar a José Afonso é não deixar que a sua obra morra. E a intemporalidade dos seus poemas e das suas músicas tem-se demonstrado até com a adesão de muitos jovens músicos. A melhor homenagem é continuar a cantar com o Zeca. Que os nossos filhos e que os nossos netos continuem a conhecer a sua obra e continuem a cantar “venham mais cinco”. O pior que pode acontecer a um artista é deixar cair a sua obra no esquecimento. E nós, com o Zeca, corremos esse risco aqui há uns anos. Houve uma altura em que ele passou por cantor maldito, de novo, porque já tinha acontecido no tempo do fascismo. Mas depois, mesmo após o 25 de Abril, houve de novo esse estigma, depois a sua doença, toda essa situação fez com que ele tivesse passado um pouco por uma fase de Lua nova, não se via, mas existia. Entretanto, os músicos de Lisboa organizaram aquele belo momento de reabilitação, com o lançamento de um disco em que variadíssimos artistas cantaram músicas do Zeca. Agora, quer sejam portugueses, quer sejam espanhóis, há muita gente a cantar Zeca Afonso. E essa é que é a grande homenagem que se lhe pode e deve fazer, independentemente de tudo o que possa fazer-se em sua memória, como o programa que está agora a acontecer em Coimbra.


E Coimbra estará, para sempre, ligada a José Afonso?

Sem dúvida. E o Zeca, embora tivesse havido um tempo em que teve dificuldade em o reconhecer, mais tarde acabou por reconhecê-lo e voltar um pouco às suas origens. Sobretudo com o lançamento daquele disco de fados de Coimbra. Aquilo foi quase o tentar fazer as pazes com uma altura em que ele tentou demarcar-se de Coimbra e do que por cá se fazia. Embora ele tenha sido sempre muito crítico e tenha feito a sua crítica à cidade com uma ironia muito própria, muito dele, a esta Coimbra que andava toda à volta da Torre, à volta de uma espécie de aristocracia universitária, muito provinciana. Mas, de facto, foi em Coimbra que José Afonso nasceu como cantor, foi aqui que apendeu muito, também com o seu contacto com os futricas da cidade, com a Alta, com a Baixa. Quando falávamos com ele, a conversa acabava sempre no Mário do café tal, no tipo que vendia cautelas na Baixa, no sapateiro da rua x… Ele tinha um repositório extraordinário de figuras de Coimbra, da Coimbra de sempre e adorava recordá-las e revivê-las.

Lídia Pereira

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80 anos de Zeca
20/08/2009By AJA

Ficamos à espera dos vossos trabalhos

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Mapa Etno-musical de Portugal
20/08/2009By AJA

O Mapa Etno-Musical de Portugal

De nota em nota, de instrumento em instrumento, de voz em voz, calcorreando o país através das suas tradições musicais. Na bagagem segue o Mapa Etno-Musical, um projecto no âmbito do Instituto Camões e coordenado pelo músico Júlio Pereira. Aqui, os caminhos fazem-se no virtual, conhecendo as sonoridades de Portugal de Norte a Sul, sem excluir os arquipélagos dos Açores e Madeira.

Via Café Portugal

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CoimbraHomenagens e tributos (2009)
18/08/2009By AJA

Datas para as vossas agendas

Até ao próximo dia 3 de Outubro, Coimbra evoca Zeca Afonso com um conjunto de iniciativas, nomeadamente, espectáculos de música, dança, recitais de poesia, um ciclo de Conversas a meio da tarde e uma exposição biodiscográfica.

SETEMBRO
Dia 2 (quarta-feira)
18h00
Casa Municipal da Cultura
Música “Baladas do Zeca”, Quarteto de Cordas da Orquestra Clássica Centro
Exposição Biodiscográfica “José Afonso: o solidário utópico” Galeria Pinho Dinis – Patente até 28 de Setembro

Dia 5 (sábado)
15h30
Casa Municipal da Cultura
Conversas a meio da tarde
“A Música de José Afonso”: Manuel Rocha, Rui Pato, José Mário Branco

Dia 12 (sábado)
15h30
Casa Municipal da Cultura
Conversas a meio da tarde
“A poesia de José Afonso”: José Manuel Mendes, Rui Namorado (a confirmar), António Vilhena
Poesia | Recital de poesia de José Afonso, pela Bonifrates
21h30
Teatro Académico de Gil Vicente
Dança “Dançar Zeca Afonso”, CeDeCe – Companhia de Dança Contemporânea
Acesso gratuito

Dia 19 (sábado)
15h30
Casa Municipal da Cultura
Conversas a meio da tarde
“A vivência coimbrã de José Afonso”: Carlos Couceiro (a confirmar), Durval Moreirinhas, Luiz Goes

Dia 26 (sábado)
21h30
Teatro Académico de Gil Vicente
Música | “Meditherranios”
Luísa Amaro (guitarra portuguesa)
António Eustáquio (guitolão)
Gonçalo Lopes (clarinete soprano e baixo)
Fernando Molina (percussão)
Participação especial: Mário Laginha (piano)
Acesso gratuito

OUTUBRO
Dia 3 (sábado)
21h45
Pavilhão Centro de Portugal
Música | “Tributo a José Afonso”, Grupo Canção de Coimbra

Organização: Câmara Municipal de Coimbra

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Arranjos corais
17/08/2009By AJA

Arranjo vocal de “Canção de embalar”

Canção de embalar de Zeca Afonso com arranjo para coro a 4 vozes mistas de Joaquim dos Santos. Colecção – Seis Canções de Zeca Afonso – para coro misto. Interpretação do Grupo Vocal Ançã.
Obrigado a Nuno Costa pelo envio.

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Associação José AfonsoNélson Heitor
16/08/2009By AJA

Em memória de Nélson Heitor

Querido Nélson, ainda incrédulos com a notícia da tua partida, também nós te erguemos a taça da amizade e admiração, saudosos do teu franco sorriso e enorme coração. Um forte, forte abraço e até sempre, amigo.

Se enxertaste
no teu coração
a rosa do Amor,
a tua vida não foi inútil,
quer tenhas buscado ouvir
a voz de Deus, quer tenhas,
sorridente, empunhado
a taça do prazer.

Omar Kayyam

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Joaquin Diaz
14/08/2009By AJA

Belo, belo, belo…

Dime ramo verde
dónde vas a dar
porque si te pierdes
yo te iré a buscar.

Si me pierdo que me busquen
al lado del mediodía
donde cae la nieve a copos
y el agua serena y fría.

Dime ramo verde…

Algún día dije yo
que olvidarte era mi muerte
y ahora ya me da lo mismo
olvidarte que quererte.

Dime ramo verde…

www.funjdiaz.net

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Irene Pimentel
14/08/2009By AJA

“O Zeca é o Estado Novo e o século XX”

Irene Pimentel, investigadora distinguida com o Prémio Pessoa de 2007 pelo seu trabalho sobre o Estado Novo, escreveu agora os textos para a ‘Fotobiografia de José Afonso’, uma surpresa para muitos que, nas palavras da autora, não passa de “mais do mesmo”.

“Escrever sobre o Zeca continua a ser escrever sobre o Estado Novo, agora numa perspectiva global: havia o lado do regime e o da resistência, o da arte e o da cultura. Diria mesmo que o Zeca é o Estado Novo e o século XX porque ele tanto viveu o regime como o contra-regime, a revolução como o pós-revolução, e todo o processo de transição para a democracia até aos anos 80, quando ele morreu”, diz Irene Pimentel.
Há anos a “tratar por tu” as instituições do Estado Novo e as figuras que as mantinham, faltava contar a história da Oposição e de quem a apoiava. Desafio aceite.
“A maior dificuldade foi o facto de ter tido uma relação de grande proximidade e simpatia com o objecto de estudo… Comecei por ouvi-lo e comprar os seus discos até que o conheci no grupo de teatro A Barraca, onde trabalhámos juntos. Eu como secretária, ele como músico. Para passar destas memórias para a neutralidade que nunca existe – mas da qual, como historiadora, não posso desistir – optei por ver como é que tinha sido visto por aqueles que conviveram e cantaram com ele e, sobretudo, pela imprensa da época”, conta.
Nesta “biografia-súmula”, uma de muitas, há novidades: “Esteve na Mocidade Portuguesa, foi apoiante do regime até determinada fase da sua vida e teve na Guerra Colonial a revelação da miséria do País e do racismo do povo.” Mas, maior surpresa encontrou a autora num acto de censura na origem de um ícone do 25 de Abril: “Ao expulsá-lo do ensino, o regime fez dele cantor e imortalizou-o.”
PESSOAL
UMA BIOGRAFIA
“Como leitora, a minha preferida é talvez aquela biografia monumental de dois volumes sobre Hitler, da autoria de Ian Kershaw. Muito, muito boa.”
UMA MÚSICA
“Do Zeca Afonso difícil é escolher e depende do momento. São tantas e todas tão boas. Gosto de ‘Venham Mais Cinco’ pelo texto lindíssimo e pelo ritmo extraordinário mas ‘Utopia’ é outra grande canção.”
UMA MÁGOA
“Quando escrevi ‘Biografia de um Inspector da PIDE’, fui ‘crucificada’ na internet antes mesmo de o livro ter chegado às livrarias. E isso magoou-me muito. Depois, aprendi a defender-me. Não tenho tabus mas há quem tenha!”
Dina Gusmão in Correio da Manhã

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Homenagens e tributos (2009)
10/08/2009By AJA

Em cada esquina um amigo – José Afonso 80 anos

No dia 2 de Agosto, o Grupo Poético de Aveiro, em parceria com o CETA e com a colaboração da Livraria Buchholz Aveiro, organizou um espectáculo de homenagem a José Afonso. O público encheu por completo o auditório do CETA, havendo necessidade de abrir as portas para que na rua também se escutasse a poesia e o canto, a magia e a festa que foi celebrar José Afonso.Agradecemos a todos os que contribuiram para que este espectáculo fosse possível e ao público que participou activamente na festa, entoando em coro as canções de José Afonso.
Mais fotos no blogue do Grupo Poético de Aveiro

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Arranjos instrumentaisVídeo
10/08/2009By AJA

Quarteto Vintage interpretando José Afonso

Concerto realizado no “Império da Girafa”, a que já aqui aludimos.

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80 anos de Zeca
07/08/2009By AJA

80 anos de Zeca já tem blogue

http://80anosdezeca.blogspot.com/

O projecto “80 ANOS DE ZECA” já pode ser consultado em http://80anosdezeca.blogspot.com/ .

Este “blog” será mais um importante instrumento na divulgação desta ideia até agora subscrita por 44 entidades, permitindo ainda, a quem o queira fazer, aderir expressamente ao MANIFESTO.

Entrem e dêem opinião.
Saudações Solidárias,
AJA Norte

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Bibliografia
04/08/2009By AJA

Já à venda na AJA

O livro “José Afonso – Da boémia coimbrã à fraternidade utópica”, da autoria de Jorge Cravo, já se encontra à venda na AJA.

Preço: 5 Euros.

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CoimbraHomenagens e tributos (2009)
04/08/2009By AJA

Primeira casa de José Afonso em Coimbra

A casa onde viveu José Afonso na década de 40 do século passado – um segundo andar no prédio contíguo à pastelaria Zizânia, na Avenida Dias da Silva em Coimbra.

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CoimbraImprensa
03/08/2009By AJA

Coimbra “resolve” relação com Zeca Afonso

A casa onde viveu José Afonso na década de 40 do século passado – um segundo andar no prédio contíguo à pastelaria Zizânia, na Avenida Dias da Silva – recebeu ontem uma placa evocativa da passagem do “estudante e cantor” que havia de marcar decisivamente a Canção de Coimbra e mais tarde o panorama nacional com a sua música de intervenção. Nos seus tempos de estudante «era igual a tantos outros», talvez «um pouco mais distraído, sarcástico, irónico e sonhador», mas nunca se considerou um mito.
Desmitificar a figura e dá-la a compreender às gerações mais novas, foi o que tentou fazer Jorge Cravo, na obra “José Afonso – Da boémia coimbrã à fraternidade utópica”, também ontem apresentada, numa iniciativa da Câmara Municipal para assinalar os 80 anos sobre o nascimento do compositor.
Um «acto de aparente simplicidade», admite o vereador da Cultura, Mário Nunes, considerando José Afonso parte importante do património da cidade e do país, cuja «memória deve ser perpetuada no tempo e no espaço».
Numa obra em que retrata a vida e obra deste cantor da resistência na sua passagem e na sua ligação a Coimbra – saiu em 1956, mas a ela continuou ligado até 1969 -, Jorge Cravo, também ele cultor da Canção de Coimbra, fala de um «estudante igual a milhares de estudantes, embora figura emblemática, grande defensor dos seus sonhos e ideias, com algumas manias e excentricidades».
Pretende o livro que «esta malta nova veja em Zeca Afonso uma referência e sigam as suas pisadas na balada de Coimbra», disse Jorge Cravo, sublinhando a inteligência e a criatividade, mas também o sarcasmo do cantor, «o pequeno génio a quem tudo se perdoava».
Rui Pato, a quem Jorge Cravo dedica o livro – «memória viva das baladas coimbrãs de José Afonso» -, admitiu ser «difícil falar de Zeca sem emoção». O médico, também figura importante da Canção Coimbra, acompanhou José Afonso entre os 15 e os 23 anos. «Uma fase muito importante da minha vida».
Homenagem é cantar
A propósito do dia de ontem, Rui Pato considerou que «a maior homenagem que pode ser feita a Zeca Afonso é continuar a cantar as suas canções, a pôr as suas músicas». «Que as homenagens não se fiquem apenas pelas placas e pelos nomes nas ruas. José Afonso devia figurar nos compêndios das escolas portuguesas, como o Chico Buarque figura nos das escolas brasileiras. As crianças deviam aprender a cantar músicas do Zeca», declarou.
Rui Pato não quis, ainda assim, retirar importância à iniciativa da cidade, através da autarquia, que vem finalmente «prestar o tributo que é devido» ao cantor. «Passou um período em que era mal amado. A primeira vez que cantou aqui foi em 1969. Hoje todos gostam de ouvir, mas na altura andava nas colectividades operárias, nos comícios e onde havia núcleos de esquerda». Para a cidade, José Afonso estava a pôr em causa as tradições, «cantava sem usar capa e batina, e ainda por cima aqueles poemas tão bizarros». Hoje, é fundamental que a cidade «resolva a sua relação com Zeca Afonso», reiterou.
No final da sessão, dois elementos do grupo Verdes Anos, António Dinis (voz) e João Martins (viola), interpretaram algumas baladas da autoria de José Afonso, que amigos, apreciadores da sua obra e cultores da Canção de Coimbra escutaram com atenção.
A cerimónia de ontem marcou o arranque de um programa de memorial, organizado pela autarquia de Coimbra, que se prolonga até dia 3 de Outubro, com acções nas áreas da música, dança, poesia, exposição biodiscográfica e um ciclo de conversas. Também ontem, dia em que cantor faria 80 anos, subiu ao palco do Teatro da Cerca de S. Bernardo o espectáculo “Tributo a Zeca Afonso”, pela Companhia Bengala.
Andrea Trindade Diário de Coimbra

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CoimbraHomenagens e tributos (2009)
03/08/2009By AJA

Zeca Afonso homenageado em Coimbra

A autarquia de Coimbra prestou hoje homenagem a Zeca Afonso, quando passam 80 anos sobre o nascimento do músico, com o descerramento de uma placa numa das casas onde o cantor viveu e a apresentação de um livro.
Zeca Afonso, que nasceu em Aveiro a 2 de Agosto de 1929, estudou em Coimbra, cidade à qual manteve uma forte ligação entre 1940 e 1969, tendo sido um dos mais emblemáticos compositores e cantores da canção de Coimbra.
Considerando que “Zeca Afonso é património de Portugal”, o vereador da cultura da Câmara de Coimbra, Mário Nunes, salientou que o descerramento de uma placa na casa onde o cantor de intervenção residiu é uma forma de “preservar a memória e perpetuar a sua memória no tempo e no espaço”.
“Este acto faz parte do património herdado que é Zeca Afonso. Aqui germinou parte da sua obra, construíram-se um ou mais pilares de uma herança que deixou”, afirmou o autarca, referindo-se ao segundo andar de um prédio na Avenida Dias da Silva, com o actual número 112.
Mário Nunes salientou a ligação do cantor à Canção de Coimbra e a “obra imperecível que deixou”, considerando “indispensável que a cidade o homenageasse, semeando pilares que sustentam esse valioso património de Portugal que se chama Zeca Afonso”.
Seguiu-se a apresentação do livro “José Afonso: da boémia coimbrã à solidariedade utópica”, da autoria de Jorge Cravo, editado pela Câmara Municipal de Coimbra, sobre a vida e a obra do cantautor na cidade.
“Pretendo desmistificar Zeca Afonso, que não se considerava um mito. Era uma pessoa igual às outras, mas, por ser poeta, era um geniozinho no campo musical”, afirmou o autor na apresentação do livro, que foi distribuído gratuitamente pela autarquia.
“O que se pretende é desmistificar o homem/estudante e o músico, sugerindo o aparecimento, não de novos Zecas – Zeca há só um (…) – mas de uma renovada atitude coimbrã no cantar a estética poético-musical que José Afonso trouxe para a Canção de Coimbra através da revitalização da balada”, escreve Jorge Cravo, na introdução.
Presente na cerimónia, o pneumologista Rui Pato, que acompanhou Zeca Afonso à viola, descreveu o cantor como “uma figura imortal na poesia e na música portuguesa”.
“Gostava que as homenagens não se ficassem pelas placas e comemorações, mas que o Zeca seja considerado uma figura de grande importância e figure nos compêndios das escolas portugueses, como Chico Buarque no Brasil”, disse o médico, presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Coimbra.
A iniciativa desta tarde deu início a um programa de comemorações que se estende até 3 de Outubro.
Esta noite, a Companhia Bengala – Teatro Cerca de S. Bernardo, apresentou um espectáculo intitulado “Tributo a Zeca Afonso”.
02.08.2009 – 21h48 Lusa

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BibliografiaJorge Cravo
02/08/2009By AJA

Livro revela o outro lado de Zeca Afonso

“José Afonso: da boémia coimbrã à solidariedade utópica”, é o título do livro da autoria de Jorge Cravo, apresentado esta tarde pela Câmara Municipal de Coimbra, o qual revela o outro lado da vida do cantautor na cidade. Zeca Afonso, que faria este domingo 80 anos caso estivesse vivo, era tão distraído que era capaz de sair de casa com a saia da mulher a fazer de capa. Uma reportagem do jornalista Frederico Moreno.

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Homenagens e tributos (artes plásticas)
02/08/2009By AJA

José Afonso por Pedro Vieira



© rabiscos vieira


Retirado daqui

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80 anos de ZecaImprensa
02/08/2009By AJA

Recortes


Obrigado ao José Carlos Pereira pelo envio.

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Arranjos instrumentais
02/08/2009By AJA

Quarteto Vintage interpreta José Afonso

No próximo dia 8 de Agosto, no pequeno palco do Império da Girafa (Rua do Comércio do Porto, 197, 4050-209 Porto), poderemos ouvir “TRIBUTO A ZECA” e outros temas, num momento artístico de grande qualidade, com a presença de Iva Barbosa, João Moreira, José Eduardo Gomes, Ricardo Alves, e para ser quarteto +1, eventualmente também Luís Oliveira. Nessa noite também estará presente Vitor Faria, compositor e responsável pelo arranjo, que resultou no “Tributo a Zeca”.

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Arranjos instrumentaisHomenagens e tributos (2009)
02/08/2009By AJA

Hoje, concerto em Cascais

A Câmara Municipal de Cascais recorda o compositor e cantor José Afonso, indelevelmente ligado à resistência à ditadura e ao movimento revolucionário de Abril de 1974, num concerto de homenagem no dia do seu aniversário, que junta no palco do Centro Cultural de Cascais, às 22h00, Maria Repas Gonçalves (soprano), António N. da Silva (piano) e Pedro Ladeira (clarinete).

A entrada é gratuita, mediante levantamento de bilhete a partir das 21h00.

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80 anos de Zeca
02/08/2009By AJA

José Afonso: Associações comemoram 80 anos do nascimento do poeta e músico

O projecto “80 anos de Zeca” pretende comemorar o aniversário “do poeta, cantor andarilho e cidadão” José Afonso com centenas de iniciativas, ao longo de um ano, entre o Norte de Portugal e a Galiza. A Associação José Afonso lançou o desafio a cerca de 80 entidades para se juntarem às comemorações com actividades diversificadas para dar a conhecer a vida e obra de Zeca Afonso. Ouça mais pormenores no trabalho da jornalista Arlinda Brandão.

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ImprensaZélia Afonso
02/08/2009By AJA

“Zeca Afonso foi sempre mal-amado”…

VOZ DIGITAL Quando ouve os discos de José Afonso, já não o faz no velho gira-discos como no tempo em que originalmente foram editados: “O aparelho estragou-se há uns anos largos, já tentei encontrar agulhas, mas é difícil”. AZEITÃO Durante muitos anos, o casal viveu em Setúbal, mas como era numa localização muito barulhenta, e o cantor tinha dificuldade em dormir, procuraram outra residência: “Andámos vários anos em busca de casa e acabámos por encontrá-la em Azeitão, que era o único sítio sossegado”. MUDAR Viver em Azeitão só provoca uma preocupação a Zélia, pensar que nunca viveu tanto tempo num sítio só, principalmente porque, diz, não quer “morrer aqui”. Deve ser por ter corrido tanto mundo, como se vê nestas fotos no Algarve dos anos 70, em Moçambique, no ano de 1982 e, esta semana, num café da localidade.

Ler entrevista completa.

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80 anos de Zeca
02/08/2009By AJA

80 anos de Zeca: Manifesto


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80 anos de Zeca
02/08/2009By AJA

Conferência de imprensa, ontem

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80 anos de Zeca
01/08/2009By AJA

80 anos de Zeca: Conferência de imprensa

80 ANOS DE ZECA
1 de Agosto, Sábado, 11h00
Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto
Rua Rodrigues Sampaio, 140, Porto

José Afonso, o Zeca, nasceu a 2 de Agosto de 1929. Se andasse por cá faria 80 anos no próximo domingo.

As entidades signatárias, oriundas das mais diversas expressões do movimento popular e associativo, querem, entre 2 de Agosto de 2009 e 1 de Agosto de 2010, celebrar a vida dos “80 Anos de Zeca”.

Neste projecto cabe o triângulo mágico das suas vivências – África, Portugal, Galiza – mas também a sua obra e a sua manifestação de cidadania.

A conferência de imprensa que hoje convocamos e para a qual apelamos à vosso comparência, servirá para apresentar o MANIFESTO desta iniciativa, a lista de primeiros subscritores que envolve dezenas de entidades do Norte de Portugal que queremos dinâmica e crescente ao longo do ano, e um primeiro arrolamento de iniciativas que, promovidas pelas diversas entidades em variadas parcerias, decorrerão durante os “80 anos de Zeca”.

Certos da Vossa melhor atenção,
Porto, 30 de Julho de 2009

Gabriela Marques e Paulo Esperança – AJA núcleo do norte

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CoimbraImprensa
31/07/2009By AJA

Família de José Afonso indignada com vereador da Cultura

Na apresentação de uma homenagem ao cantor, por ocasião do 80º aniversário do seu nascimento, Mário Nunes, vereador da Cultura, disse que José Afonso “devia ter morrido num lar” e que “até medicamentos lhe faltaram” no fim da vida. A família de José Afonso diz que é uma afirmação infeliz.

“Um homem que devia ter morrido num lar ou numa cama em condições e a quem até os medicamentos lhe faltaram no final da vida”. É esta afirmação, feita pelo vereador da Cultura de Coimbra, Mário Nunes, que indignou a família de José Afonso.

“Lamento profundamente a infelicidade da afirmação que fez. Quero crer que não foi proferida com má-fé, mas apenas por falta de sentido de perspectiva e de conhecimento do assunto”, refere a filha do cantor, Helena Afonso, numa nota enviada ao JN, sublinhando que se trata de “um autarca com responsabilidades na área da Cultura”.

O vereador falava no passado dia 22 de Julho, na apresentação do “Memorial” em homenagem ao cantor e compositor, que inclui música, dança e poesia, a realizar na cidade dos estudantes dia 2 de Agosto, por ocasião do 80º aniversário do nascimento de José Afonso (Zeca Afonso).

Helena Afonso explica que o internamento do pai num lar “seria um acto indigno do próprio e dos parentes e amigos que o acompanharam e lhe prestaram a assistência possível, além de ser inapropriado para a sua patologia progressiva”.

Refere ainda que o célebre cantor que deu voz a “Grândola, vila morena”, falecido a 23 de Fevereiro de 1987, esteve “sempre rodeado pela família e amigos”.

Helena Afonso garante que “é redondamente falsa” a afirmação de que “até os medicamentos lhe faltaram no final da vida”, feita por Mário Nunes.

“Uma vasta rede solidária, em Portugal e no estrangeiro (onde gozava de enorme reputação e respeito), constituída por gente de muitos quadrantes, permitiu a José Afonso o acesso à medicamentação mais actualizada na época”, assegura ao JN.

Sandra Alves » Jornal de Notícias

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Como se fora seu filhoCristina BrancoHomenagens e tributos (2009)
31/07/2009By AJA

Em Grândola, dia 2 de Agosto

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Homenagens e tributos (2009)
29/07/2009By AJA

José Afonso lembrado em Aveiro

Organização conjunta do Grupo Poético de Aveiro (GPA) e do Círculo Experimental de Teatro de Aveiro (CETA) com o apoio da Livraria Buchholz Aveiro.

Local: Auditório do CETA ( junto ao canal de S.Roque, em Aveiro). A entrada é livre.

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CoimbraHomenagens e tributos (2009)
25/07/2009By AJA

Coimbra homenageia Zeca Afonso

Coimbra vai homenagear, de 2 de agosto a 5 de outubro, um dos homens que mais marcou e que continua a marcar a cidade. Zeca Afonso vai ser assim recordado com um programa intenso que marca os 80 anos do nascimento do cantor. A Câmara espera que a cidade se una nesta homenagem singela mas sentida que “faz justiça” à grandiosidade do homem que foi Zeca Afonso, “uma pessoa normal, que era um pequeno génio”. “O Memorial a José Afonso é uma forma da cidade fazer justiça a um homem que tanto fez por Coimbra”. Mário Nunes, vereador da Cultura, lamenta que a cidade não tenha sabido reconhecer o seu valor e não lhe tenha dado o que merecia no final da sua vida. Entende, no entanto, que nunca é tarde para voltar a enaltecer o valor do homem e do artista que, não tendo nascido na cidade, tão longe levou o seu nome e a sua música.Este Memorial procura abordar as diferentes panorâmicas da música de Zeca Afonso, através de um programa diversificado que procura.O programa começa a 2 de agosto, às 18h00 com a colocação de uma placa na casa onde viveu José Afonso, na Avenida Dias da Silva. Prossegue na Pastelaria Zizânia (situada no prédio onde viveu o músico), com o lançamento da obra “José Afonso: da boémia coimbrã à solidariedade utópica (1940-1969)”, de autoria de Jorge Cravo; sendo também interpretadas algumas baladas de José Afonso, por António Dinis (voz) e João Martins (viola), elementos do Grupo “Verdes Anos”.O lançamento deste livro assume-se como um dos pontos altos deste programa, já que procura dar a conhecer melhor o músico e o homem. Segundo Jorge Cravo, da Biblioteca e Arquivo da autarquia, procura “desmistificar um pouco o Zeca Afonso, mostrando o homem de ‘carne e osso’, com as suas ideias, manias e sonhos, levando os mais novos a interessar-se pela canção de Coimbra e a ver o Zeca como um colega e como um testemunho de que qualquer um deles pode pegar na canção de Coimbra e dar-lhe a volta que entender”.Nesta obra, que será oferecida a todos os presentes e que será posteriormente colocada à venda a um preço simbólico, o público poderá descobrir alguns dos “hábitos e manias” desde homem que, como realça Jorge Cravo, “sendo uma pessoa normal era um pequeno génio”. Assim, poderá descobrir, por exemplo, que “era normal Zeca Afonso andar sempre com uma saca de comprimidos para dormir e outra para acordar, que era normal calçar um sapato castanho e um preto e que era normal em vez da batina vestir a saia da mulher”. Depois da apresentação desta obra, o programa prossegue, às 21h30, no Teatro da Cerca de S. Bernardo, com um espetáculo musical, intitulado “Tributo a Zeca Afonso”, pela Companhia Bengala. Os ingressos têm um custo de 5 euros, sendo que os estudantes e as pessoas com mais de 65 anos pagam apenas 3 euros e os funcionários da Câmara Municipal de Coimbra, Serviços Municipalizados e Empresas Municipais 2,50 euros.O Memorial continua a 2 de setembro, às 18h00, na Casa Municipal da Cultura, com as “Baladas do Zeca”, pelo Quarteto de Cordas da Orquestra Clássica Centro; e com a inauguração da exposição Biodiscográfica “José Afonso: o solidário utópico”.No dia 5 de setembro, às 15h30, também na Casa da Cultura, decorrem as “Conversas a meio da tarde”, sobre o tema “A Música de José Afonso”, que terá como intervenientes Manuel Rocha, Rui Pato, José Mário Branco. A segunda sessão destas conversas, agendada para dia 12 de setembro, à mesma hora e no mesmo local, terá como temática “A poesia de José Afonso”, e terá como intervenientes José Manuel Mendes, Rui Namorado (a confirmar), António Vilhena. Segue-se um recital de poesia de José Afonso, pela companhia Bonifrates.Também no dia 12 decorre no Teatro Académico de Gil Vicente, às 21h30, o espetáculo de dança “Dançar Zeca Afonso” (de António Rodrigues), pela CeDeCe – Companhia de Dança Contemporânea. O acesso é gratuito.O programa prossegue a 19 de setembro, com nova sessão das “Conversas a meio da tarde”, sob o tema “A vivência coimbrã de José Afonso”, por Carlos Couceiro (a confirmar), Durval Moreirinhas, Luiz Goes.No dia 26 o TAGV acolhe, às 21h30, o espetáculo “Meditherranios”, com Luísa Amaro (guitarra portuguesa), António Eustáquio (guitolão), Gonçalo Lopes (clarinete soprano e baixo), Baltazar Molina (percussão oriental) e que conta com a participação especial de Mário Laginha (piano). A entrada é gratuita. O Memorial termina a 3 de outubro, às 21h30, no Pavilhão Centro de Portugal, com o espetáculo “Tributo a José Afonso”, pelo Grupo Canção de Coimbra.
Zilda Monteiro | O Despertar

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Homenagens e tributos (2009)Homenagens e tributos (artes plásticas)
24/07/2009By AJA

Exposição de pintura evocativa de José Afonso

É inaugurada amanhã, sábado, 25 de Julho, pelas 19,30, no RESTAURANTE NACIONAL (sito na baixa coimbrã), uma exposição colectiva de Pintura e Desenho evocativa de José Afonso – 108ª edição de A Arte Serve-se à Mesa.
A Mostra inclui obras de Bráulio Figo, Carvalheira, Conceição Ruivo, Eduardo Abrantes, Fernando Cosme, Fernando Vidal, Henrique Faria, Joaquim Baptista, Jorge Santos, Maria de Barros Abreu, Maria Thomas, Mário Silva, Patrícia Roque, Paulo Diogo, Rui Matos, Victor Costa e Zíngara.
A mostra ficará patente ao público até ao próximo dia 29 de Agosto.

Via

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CoimbraHomenagens e tributos (2009)
22/07/2009By AJA

Memorial José Afonso

Zeca Afonso vai ser eternizado no prédio onde viveu em Coimbra, na Avenida Dias da Silva, através de uma placa na parede em jeito de homenagem.
A iniciativa integra-se nas comemorações do octogésimo aniversário do cantor ( caso estivesse ainda entre nós) levadas a cabo pela Câmara Municipal de Coimbra. A autarquia não quis deixar de assinalar a data e homenagear o cantor que consagrou a cidade e a leva ainda a todo lado referiu o vereador da cultura, Mário Nunes, hoje na apresentação do programa na Casa Municipal da Cultura.
No mesmo dia é lançado o livro “José Afonso: da boémia coimbrã à solidariedade utópica (1940 – 1969) ” na pastelaria Zizânia. Uma obra que consagra a herança do artista em formato de monografia e vai ser distribuída gratuitamente às pessoas presentes.
O grupo Verdes Anos termina com a interpretação de algumas baladas do cantor.
Uma exposição biodiscográfica, espectáculos de poesia, dança e música são outras das iniciativas agendadas… nomes como Luísa Amaro ou Mário Laginha vão também prestar tributo a Zeca Afonso.
As comemorações dos oitenta anos do artista prosseguem até Outubro.
in Rádio Clube Coimbra

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CoimbraHomenagens e tributos (2009)Imprensa
22/07/2009By AJA

Coimbra organiza “Memorial José Afonso”

A Câmara de Coimbra vai lançar um livro que pretende alterar a imagem mítica em torno de Zeca Afonso, durante um “Memorial” em homenagem ao cantor e compositor, que inclui música, dança e poesia.
Da autoria de Jorge Cravo, a obra “José Afonso: da boémia coimbrã à solidariedade utópica (1940-1969)” aborda do vida do cantor enquanto viveu em Coimbra.
A apresentação será feita a 02 de Agosto, dia em que o cantor faria 80 anos se fosse vivo, marcando o arranque do “Memorial José Afonso (1929-2009)”, a decorrer até 05 de Outubro.
“O que pretendi (com o livro) foi desmistificar o Zeca Afonso. Ele não era aquele mito que muitas pessoas fazem crer, era uma pessoa normal, mas um pequeno génio que só aparece de cem em cem anos”, disse hoje, em conferência de imprensa, Jorge Cravo.
O cultor da Canção de Coimbra retrata Zeca Afonso como uma “uma pessoa de carne e osso igual a milhares de estudantes que passam por Coimbra, com as suas ideias, manias e sonhos”.
“Andar sempre atrás de si com um saco de comprimidos para dormir e outro de comprimidos para acordar, sair de casa sem uma meia calçada, com um sapato castanho e outro preto ou levar a saia preta da mulher pensando que era a capa (de estudante)” são algumas das “manias” de Zeca Afonso referidas por Jorge Cravo.
Zeca Afonso “era excêntrico, com uma grande veia poética e aos poetas tudo se desculpa”, disse.
“Em Coimbra, ele era considerado um pouco doido, mas não acho. Com este livro pretendo demonstrar a esta gente mais nova que pode fazer o que o Zeca fez à Canção de Coimbra, dar-lhe a volta que entender, com viola ou sem viola, com guitarra ou sem guitarra”, afirmou Jorge Cravo.
Com o “Memorial”, a autarquia de Coimbra pretende demonstrar “a gratidão da cidade” a Zeca Afonso e “enaltecer aquele que tem sido muitas vezes esquecido”, segundo o vereador da Cultura, Mário Nunes.
“Um homem que devia ter morrido num lar ou numa cama em condições e a quem até os medicamentos lhe faltaram no final da vida”, lamenta o autarca.
Enquanto esteve em Coimbra, Zeca Afonso viveu em várias casas, entre as quais uma na Av. Dias da Silva, onde será descerrada uma placa identificativa, a 02 de Agosto.
O programa hoje anunciado inclui uma exposição biodiscográfica de Zeca Afonso e espectáculos com a participação da Companhia Bengala, Grupo Canção de Coimbra, Companhia de Dança Contemporânea, Quarteto de Cordas da Orquestra Clássica do Centro, Luísa Amaro (guitarra portuguesa) e Mário Laginha (piano), entre outros.
Em “conversas a meio da tarde” serão abordados a vivência coimbrã, a música e a poesia de Zeca Afonso.

in Jornal de Notícias

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Fotobiografia
22/07/2009By AJA

Lançamento da fotobiografia na SIC Notícias

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Associação José AfonsoSócios
19/07/2009By AJA

Vamos lá abrir essas gavetas.

Perante este apelo, só nos resta dizer: Vamos a isso. Eduardo, é uma óptima ideia. Em breve iremos integrar no sítio da AJA uma secção para traçarmos a rota dos concertos do José Afonso. Deste lado já começámos a trabalhar nisso. Foi já adicionado ao fórum uma secção de partilha de informação de concertos e já fizemos o levantamento de alguns concertos menos conhecidos baseados em alguns cartazes que já aqui colocámos há algum tempo, embora alguns não tenham referência ao ano. Sigamos então o exemplo do amigo Manuel Minas que foi à gaveta tirar estes cartazes. Sabemos que há por aí bilhetes, cartazes, registos sonoros à espera de serem partilhados. Vamos a isto. Se têm informação sobre algum concerto de José Afonso: data, local, músicos, etc, partilhem no fórum da AJA. Obrigado.

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FotobiografiaImprensaIrene Pimentel
18/07/2009By AJA

João Lisboa sobre a fotobiografia de José Afonso, hoje, no Expresso

Mesmo no final do capítulo introdutório desta fotobiografia de José Afonso, salta uma interrogação: “Mas será que hoje a sua obra é conhecida?” E, pela voz de Júlio Pereira, vem a resposta/lamento: ele ainda será apenas encarado “como uma figura muito polémica e ligada a actividades políticas”, o que terá tido como consequência que, “por isso, muita gente ainda não ouviu o seu trabalho”. Permitamo-nos duvidar: se é verdade que, para o bem e para o mal, José Afonso ficará sempre como o autor de ‘Grândola’, que, ainda durante muitos anos, continuaremos, anualmente, a escutar em todas as comemorações do 25 de Abril, isso não é destino muito diferente dos de – em planos e circunstâncias diferentes – Jacques Brel como ‘o autor de ‘Ne Me Quitte Pas”, de Serge Gainsbourg como ‘o tipo que cantava ‘Je T’Aime Moi Non Plus’ com Jane Birkin’ ou de Woody Guthrie na condição de criador de ‘This Land Is Your Land’. Por outras palavras, haverá, inevitavelmente, quem nunca passará desse alpendre, mas isso não impede que muitos outros possam ir mais longe e mais fundo. O texto de Irene Pimentel vem contribuir de forma importante para que virtualmente tudo o que foi dito e escrito acerca de Afonso (e por ele próprio) fique, agora, reunido e disponível; o que, se constitui uma imensa riqueza biográfica, também perturba por vezes a fluência da leitura, de tal modo obriga a uma esgotante prova de obstáculos por entre sucessivas citações. Mas que acaba por se ultrapassar com o prazer que decorre de depararmos com nacos de prosa afonsina, como aquele em que o músico, preparando-se para regressar do Algarve a Coimbra, anseia por que alguém lhe pague “de vez em quando um almoço” e espuma contra a sina dos “monstros sagrados tristemente burocratizados em profissões indignas e ignorados por todos os brutamontes deste ignóbil e pírrico music-hall português”. Ele a quem, como recorda o irmão João, tanto seduzia “o hábito do jogo e dos disparates (…), improvisações de discursos macarrónicos, frases feitas, coisas sem nexo e surrealizantes”.

João Lisboa

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Partituras e tablaturas
16/07/2009By AJA

Partituras e tablaturas de José Afonso para guitarra clássica. Reserve já o seu!

A AJA tem o prazer de vos apresentar o 1º volume de uma colecção dedicada a partituras e tablaturas para guitarra acústica de temas de música portuguesa.
Dedicado na íntegra a José Afonso, este 1º volume reúne 10 arranjos da autoria do guitarrista Fernando Couceiro e é acompanhado por um CD didáctico onde o próprio guitarrista executa as 10 obras.

Com lançamento programado para Setembro, poderá, desde já, reservar já o seu.

Saiba mais no sítio da AJA

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Fotobiografia
16/07/2009By AJA

Em breve, à venda na AJA

A AJA terá à venda a fotobiografia de José Afonso. Façam já a vossa reserva desta obra essencial enviando um email para associacaojoseafonso@gmail.com

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FotobiografiaIrene Pimentel
16/07/2009By AJA

Casa cheia para assistir ao lançamento da fotobiografia de José Afonso

Música de José Afonso continua viva nas muitas versões dos seus temas

Lisboa, 15 Jul (Lusa) – A música de José Afonso continua viva nas muitas versões de temas do cantor que continuam a ser feitas “por diversos intérpretes, portugueses e estrangeiros, e nos mais variados registos musicais”, afirmou hoje a historiadora Irene Flunser Pimentel.
A autora da fotobiografia de José Afonso falava na Casa da Imprensa, onde teve lugar a apresentação da obra, publicada pelo Círculo de Leitores e pela Temas e Debates.
Segundo Irene Pimentel, “dos anos 60 até ao presente existe mais de uma centena de versões de temas cantados originalmente por José Afonso, inclusive uma versão do ‘Grândola, Vila Morena’ em sueco” e, segundo Joaquim Vieira, “uma outra em jazz, um estilo de que o Zeca até nem gostava”.
Na sessão, a historiadora explicou ter tido algumas dúvidas em aceitar escrever a biografia: “Temia não ter o distanciamento necessário face ao ‘objecto de estudo’ – porque esta é uma figura que eu amei!”, contou.
“Ainda hoje, basta ouvir uma palavra de uma música do Zeca e lá me vem logo a canção toda”, afirmou a vencedora do Prémio Pessoa 2007, que dedicou grande parte da sua intervenção à leitura de textos das jornalistas Regina Louro – que escreveu sobre um concerto de Março de 1974 em que participou Zeca Afonso – e Clara Ferreira Alves, que fez a crónica da última actuação do cantor, no Coliseu dos Recreios, em 1983.
Segundo Irene Pimentel, a elaboração do volume não implicou um grande recurso a fontes orais mas muita leitura da imprensa – “essa grande historiadora dos séculos XIX e XX” – e de livros como ‘José Afonso – O Rosto da Utopia’, de José A. Salvador, e “José Afonso – Um Olhar Fraterno”, de João Afonso dos Santos, irmão do músico.
As fotos foram recolhidas em arquivos, alguns particulares, tendo a autora contado com o auxílio de vários familiares, nomeadamente os irmãos de Zeca, João Afonso e Mariazinha, e a filha Maria Helena.
A obra hoje apresentada insere-se na colecção Fotobiografias Século XX, dirigida por Joaquim Vieira e composta por oito volumes dedicados a oito figuras da cultura portuguesa. Acompanham José Afonso, a fadista Amália Rodrigues, o poeta Fernando Pessoa, os actores Vasco Santana e Amélia Rey Colaço, o pintor Amadeo de Souza-Cardoso, o fotógrafo Joshua Benoliel e o arquitecto Pardal Monteiro.
“Algumas pessoas estranharão ver José Afonso ao lado de Fernando Pessoa ou de Amadeo de Souza-Cardoso pois, embora ele tenha partido antes de outras figuras que também integram a colecção, como Amália Rodrigues, a sua obra consolidou-se mais tarde, o que nos dá uma sensação de falta de distanciamento”, explicou Joaquim Vieira.
“Mas tinha de incluí-lo porque é um ícone, uma figura fundamental pelo seu trabalho na música e pelo alento que deu aos que acreditavam que a Ditadura não ia durar para sempre”, acrescentou o jornalista e documentarista, para quem este segundo motivo “justifica o nome do capítulo que abre o livro: ‘O porta-voz da esperança'”.
Na sessão de apresentação, o director da colecção declarou que “José Afonso ultrapassa a ala política em que se inseria” e destacou alguns aspectos da biografia de Zeca Afonso que considera interessantes, “como o facto de ele não saber uma nota de música”.
“Ele criava as melodias na cabeça mas não sabia passá-las para uma pauta”, afirmou, insistindo também em que “não sejam esquecidas a poesia e a forma como José Afonso trabalhava as palavras”.
“Aliás, muitos títulos e frases das suas canções foram ficando e continuam a ser utilizados, como ‘venham mais cinco’, ‘traz outro amigo também’ ou ‘eles comem tudo'”, exemplificou Joaquim Vieira.
A propósito das canções, Joaquim Vieira – que foi preso político – recordou que “não era permitida a entrada de discos de José Afonso na prisão de Caxias, onde só se conseguiu aceder a um porque foi escondido dentro da capa de um disco música clássica”.
O responsável revelou ainda, a fechar a sessão, que a data da apresentação da fotobiografia foi escolhida pela proximidade com o dia 2 de Agosto, em que Zeca Afonso faria 80 anos se fosse vivo, enquanto a opção pela Casa da Imprensa visou evocar a conferência de imprensa que o cantor deu, em 1982, para informar sobre o seu estado de saúde e que decorreu precisamente na sala onde hoje teve lugar o lançamento.
A fotobiografia de José Afonso acompanha o percurso do cantor e autor, do nascimento (Aveiro, 1929) à morte (Setúbal, 1987), incluindo as suas passagens por Angola e Moçambique, os tempos de estudante em Coimbra, a expulsão do ensino e o sucesso na música, detendo-se em datas emblemáticas como o ano de 1953, em que nasceram os seus dois primeiros filhos e saíram os dois primeiros discos.
O livro é ilustrado por fotos do cantor em família e com amigos ou em actuações ao vivo mas também por reproduções das capas dos discos e de cartazes a anunciar espectáculos e por ‘facsimiles’ de poemas.
Irene Flunser Pimentel é licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, mestre em História Contemporânea (século XX) e doutorada em História Institucional e Política Contemporânea pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Investigadora do Instituto de História Contemporânea, é autora de “História das Organizações Femininas do Estado Novo” (2000, Prémio Carolina Michaelis), “Fotobiografia de Manuel Gonçalves Cerejeira” (2002), “Judeus em Portugal durante a Segunda Guerra Mundial. Em Fuga de Hitler e do Holocausto” (2006, Prémio Adérito Sedas Nunes, ex-aequo), “A História da PIDE” (2007) e “Mocidade Portuguesa Feminina” (2007), entre outros.
Joaquim Vieira foi repórter e director-adjunto do Expresso, redactor principal da Visão, director da revista Grande Reportagem e director-adjunto para os programas da RTP, além de professor convidado do curso de Ciências da Comunicação da Universidade Independente.
Presidente do Observatório da Imprensa – Centro de Estudos Avançados de Jornalismo, tem produzido e realizado documentários como “Álvaro Cunhal” (2005), “A Voz da Saudade” (2007) e “Por Amor ao Piano” (2008).
Autor de obras como “Jornalismo Contemporâneo – Os Media entre a Era Gutenberg e o Paradigma Digital” e “Os Meus 35 anos com Salazar” (ambos de 2007), tem dirigido diversas colecções e já foi distinguido com o Prémio de Reportagem do Clube Português de Imprensa (1988), o Prémio Fernando Pessoa de Jornalismo (1994) e o Troféu Afonso Lopes Vieira de Jornalismo (2007), entre outros galardões.
HSF.
Lusa/fim

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FotobiografiaImprensaIrene Pimentel
13/07/2009By AJA

Ontem, no jornal Público


A primeira imagem, no rosto do livro, é de uma caricatura: José Afonso por Vasco de Castro, viola a tiracolo e uma pomba no ombro direito com uma nota musical no bico. Lá estão o cabelo revolto, figurado em fortes salpicos de tinta, e os óculos de massa escura que lhe haveriam de moldar o rosto. O rosto de alguém que “ousou anunciar a possibilidade de um mundo diferente, mais justo, fraterno e equilibrado”, como escreve Irene Flunser Pimentel na Fotobiografia de José Afonso, o título mais recente da série de álbuns do Círculo de Leitores dedicada a personalidades marcantes do século XX português. Voz única, límpida, misteriosa, expressão de um trovador moderno sem par na nossa história recente, o cantor faria 80 anos a 2 de Agosto de 2009 se uma doença degenerativa incurável não lhe tivesse tolhido o caminho a 23 de Fevereiro de 1987.O livro mostra-nos, a par de imagens já tornadas iconográficas, muitas outras, inéditas ou reproduzidas pela primeira vez com a qualidade desejável: bebé de caracóis, com um ano, na Aveiro onde nasceu; de calções e tambor nas mãos, aos 3 anos; com os irmãos João e Mariazinha em Luanda nos anos 30; com a farda da mais tarde odiada Mocidade Portuguesa; com o primeiro filho ao colo, em 53; ainda jovem, entre Coimbra e África. E depois os fados de estudante, o despontar da balada, os tempos de professor em Faro (onde conheceu Zélia e se casou pela segunda vez), o nascer de Grândola em 1964.
E tudo o mais que havia de vir: o cantar quase às escondidas, discos riscados com um prego pela censura para não tocarem na rádio, Moçambique como trampolim para novos voos. Ironicamente, foi a ditadura que o empurrou em definitivo para as canções, ao negar-lhe, a partir de 1968, o regresso ao ensino. Gravar disco seria o seu ganha-pão. Mas só uma editora não lhe fechou as portas: a Orfeu de Arnaldo Trindade, no Porto.
O livro percorre em fotografias, cartazes, capas de discos, livros e revistas tudo o que se seguiu até ao 25 de Abril e para lá dele. Para a história de José Afonso, depois do que já fora publicado por José António Salvador, Viriato Teles, João Afonso dos Santos, Elfriede Engelmayer e muitos outros, este será como que um livro dos livros, compondo pela primeira vez um retrato cronológico transversal às muitas resenhas biográficas já escritas. Tal como nos anteriores volumes da série, também este inclui uma árvore genealógica, cronologia, bibliografia e abundantes notas. N.P.

José Afonso
Fotobiografias Século XX

Direcção de Joaquim Vieira
Texto de Irene Flunser Pimentel
Edição Círculo de Leitores / Temas e Debates

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Fotobiografia
13/07/2009By AJA

Convite para o lançamento da fotobiografia


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Traduções
10/07/2009By AJA

O prazer é todo nosso

Muito obrigado pela honra que me fazem em publicar a minha transcrição da versão sueca de Grândola e a tradução portuguesa. Mas é uma honra que pertence exclusivamente ao José Afonso, à sua música, às suas canções e è sua luta pela liberdade do povo. Ponho à disposição da Associação José Afonso o meu conhecimento de muitos idiomas se houver outras versões (não só de Grândola) que ainda ficam por traduzir. Aproveito desta ocasião para assinalar que o site “Canzoni contro la guerra” (http://www.antiwarsongs.org) contém muitas páginas sobre José Afonso, com traduções. Outro idioma que conheço e falo bem é o grego, e estou a traduzir umas canções do Zeca também para este idioma. Eis a qui a Grândola em grego (cantável):

Γκρᾶντολα ἀραποπόλη
χώρα τῆς ἀδελφοσύνης
εἶν’ ὁ λαός ὁ ἀφέντης
μέσ’ ἀπὸ ‘σένα, ὦ πόλη.
Μέσ’ ἀπὸ ‘σένα, ὦ πόλη
εἶν’ ὁ λαός ὁ ἀφέντης,
χώρα τῆς ἀδελφοσύνης
Γρᾶντολα ἀραποπόλη.

Σὲ κάθε γωνιὰ ἕνας φίλος,
ὁμόνοια σὲ κάθε πρόσωπο
Γκρᾶντολα ἀραποπόλη
χώρα τῆς ἀδελφοσύνης.
Χώρα τῆς ἀδελφοσύνης
Γκρᾶντολα ἀραποπόλη,
ὁμόνοια σὲ κάθε πρόσωπο
σὲ κάθε γωνιὰ ἕνας φίλος.

Στὴ σκιὰ μιᾶς βελανιδιάς
ποὺ δὲ ξέρεις τ’ἡλικίαν της
ὁ ὅρκος μου· νἆναι γιὰ μένα
σύντροφος τὸ θέλημά σου.
Σύντροφος τὸ θέλημά σου
ὁ ὅρκος μου, νἆναι γιὰ μένα,
στὴ σκιὰ μιᾶς βελανιδιάς
ποὺ δὲ ξέρεις τ’ἡλικίαν της.

Riccardo Venturi, Florença, Itália

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Traduções
10/07/2009By AJA

Uma transcrição e tradução da versão sueca de Grândola por Riccardo Venturi

Grândola är mina drömmars stad,
i broderskapets sköna trakter,
och där vänder vår historia blad
därav folket tagit makten.
Och där folket tagit makten
och där vänder vår historia blad
som i broderskapets trakter
i Grândola, i mina drömmars stad.

I varje stadsbo har jag en kamrat,
den sanna jämlikhetens vakter,
Grândola är mina drömmars stad
där i broderskapets trakter.
I broderskapets sköna trakter,
i Grândola, i mina drömmars stad
där vi är jämlikhetens vakter
och där vänder vår historia blad.

Sätter mig drut vid en havreträd
där jag får skugga ut av grönskan
jag svar Grândola min trohetsed:
uppfylla din frihets önskan.
Uppfylld ska din frihets önskan
svar Grândola din trohetsed
slå dig ned ut vid en havreträd
och får skugga ut av grönskan.

*

Grândola é a cidade dos meus sonhos
no belo país da irmandade,
e lá a nossa história vira a página
porque o povo tomou o poder.
Lá o povo tomou o poder
e lá a nossa história vira a página
como nos paises da irmandade
em Grândola, na cidade dos meus sonhos.

Em cada cidadão tenho um camarada,
guardiãos de verdadeira igualdade,
Grândola é a cidade dos meus sonhos
no belo país da irmandade.
No belo país da irmandade,
em Grândola, na cidade dos meus sonhos
onde a gente é guardião da igualdade
e onde a nossa história vira a página.

Sento-me debaixo de uma azinheira
onde as folhas me dão sombra
e juro a Grândola a minha fidelidade:
satisfazer o teu desejo de liberdade.
O teu desejo de liberdade será satisfeito,
jure a Grândola a sua fidelidade,
sente-se debaixo de uma azinheira
e tome a sombra que a azinheira lhe dá.

Riccardo Venturi, Florença, Itália

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AJA Norte
10/07/2009By AJA

AJA norte no pavilhão da Agorarte. Pocurem-no.

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AJA Norte
08/07/2009By AJA

Noite de maledicência na AJA norte

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ImprensaLiberpressPrémios e distinções
05/07/2009By AJA

Cerimónia de atribuição do Prémio Liberpress no cemitério de Setúbal

Vinte e dois anos após a sua morte, o notável compositor foi homenageado, a título póstumo, com o prémio espanhol Memorial LiberPress, atribuído simbolicamente numa cerimónia que decorreu anteontem, junto à sua campa, no Cemitério da Nossa Senhora da Piedade, em Setúbal.
O prémio é atribuído desde o ano passado pela Asociacion LiberPress, com sede em Girona, Espanha, distinguindo a título póstumo uma personalidade que tenha lutado pela dignidade e os direitos humanos, e cujo percurso de vida possa servir de exemplo à sociedade.
Este ano, o homenageado foi José Afonso, conhecido pelas suas palavras de protesto e música de intervenção, numa cerimónia simbólica que teve lugar na sua singela campa, no Cemitério da Nossa Senhora da Piedade, em Setúbal.
A filha do cantor, Helena Afonso, agradeceu a presença de todos e o prémio atribuído, que revelou ser “um grande prazer”. “Sinto que é uma honra atribuída ao Zeca e é uma honra natural”, manifestou. Caracterizando-o como “um homem solidário”, Helena Afonso expôs que o seu pai via “o mundo como a nossa casa” e que, “cultivou amizades na Catalunha”, região onde está inserida a LiberPress. A filha mais velha do poeta mostrou-se confiante de que “ele ficaria muitíssimo contente, por saber que a sua obra, o seu legado significa qualquer coisa de universal e profundo”.
Na cerimónia, o presidente da LiberPress, Carles McCragh, justificou a atribuição daquela honra, alegando que “com as suas canções e poemas, [Zeca Afonso] fez com que o povo português tivesse um futuro melhor” e que “lutou por um mundo melhor”.
Dirigindo-se à memória do próprio cantor, explicou que aquele acto “pequeno e espontâneo” pretendia “lembrar aquilo que fizeste com a tua voz e vida, para que o mundo em que vivemos seja melhor. Agora só nos podes dar o teu belo silêncio, surgido para que a tua voz e a tua luta não sejam esquecidas”.
O prémio é representado por uma placa, onde se pode ler: “Que a tua voz a tua luta não sejam esquecidas!”. Esta placa vai ser colocada na Universidade de Aveiro, num espaço ajardinado, anexo a um edifício onde existe uma livraria e uma sala de espectáculos e exposições.
O local escolhido foi justificado por Manuel Assunção, vice-reitor da Universidade de Aveiro – cidade onde José Afonso nasceu. “Pareceu-nos fazer sentido pelo que a universidade representa, e vai ao encontro de alguma coisa que pode projectar no futuro”, revelou. O responsável adiantou ainda que a universidade tem duas tunas que “tocam músicas dele e revêem-se no que Zeca cantou, apesar de, muitos ainda nem serem nascidos quando ele morreu”.
Também presente na cerimónia, Adelino Gomes, jornalista e presidente da Assembleia Geral da Associação José Afonso, defendeu que “o silêncio magnifico de Zeca Afonso é diferente” dos restantes que jazem naquele cemitério, pois o seu, “continua a ser interpelador de todos nós e vale por mil discursos”. “Desta cidade, a força do seu silêncio, chegou à Catalunha e fez-nos receber a lição de que precisamos continuar a mesma luta, no sentido de manter o mesmo lugar”, concluiu.
Para a presidente da autarquia sadina, Maria das Dores Meira, “é significativo que este ano tenham distinguido este poeta popular, pelo seu testemunho impar”. A edil mostrou ainda que “é com orgulho que Setúbal e os setubalenses lembram este combatente da liberdade”, cujos “valores que soube transmitir por palavras, simples, mas fortes, fizeram dele um poeta, músico e cantor inolvidável”.
O acto simbólico contou ainda com a presença do presidente da Deputation de Girona, Enric Vilert; o presidente da Associação José Afonso, Francisco Fanhais; Leonel Coelho, da Academia Musical e Recreativa 8 de Janeiro, que leu uma reflexão de sua autoria, intitulada “Em Memória de Zeca Afonso”; e com vários amigos do cantor.
No final, todos cantaram a mais célebre canção do autor “Grândola Vila Morena”, que serviu como senha para os militares na Revolução de 25 de Abril de 1974.
O cantor e compositor José Afonso, nascido em Aveiro em 1929 e falecido em Setúbal, em 1987, ficou para sempre associado à música popular portuguesa e de intervenção contra a ditadura do Estado Novo.
Com carácter não-governamental, humanitário e sem fins lucrativos, a associação LiberPress foi criada em Girona, em 1999, para promover a cultura de solidariedade, e procura envolver os meios de comunicação social nesse movimento realizando conferências, debates, exposições e jornadas.
Criado em 2008, o prémio Memorial LiberPress foi então atribuído à jornalista e fotógrafa de guerra Gerda Taro, uma alemã de origem judia que morreu num acidente em 1937, perto de Madrid, durante a retirada das tropas republicanas, quando fazia a cobertura da Guerra Civil de Espanha.
Vera Gomes O Setubalense

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AJA Norte
05/07/2009By AJA

Aja norte na feira do livro de Valongo

De 3 a 12 de Julho, a AJA norte voltará a marcar presença na XVI edição da feira do Livro de Valongo, através da venda de materiais relativos à vida e obra de José Afonso no pavilhão da Ágorarte.
Local: Parque Urbano Dr. Fernando Melo, Ermesinde
Horário: 17h – 24h de sexta a domingo

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FotobiografiaImprensa
05/07/2009By AJA

Hoje, no Diário de Notícias

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ImprensaLiberpress
03/07/2009By AJA

Prémio Memorial LiberPress atribuído amanhã a José Afonso

O prémio espanhol Memorial LiberPress foi atribuído este ano a José Afonso e será entregue amanhã numa cerimónia simbólica, na campa do cantor e compositor no Cemitério da Nossa Senhora da Piedade, em Setúbal.

O prémio é atribuído desde o ano passado pela Asociacion LiberPress, com sede em Girona, Espanha, distinguindo a título póstumo uma personalidade que tenha lutado pela dignidade e os direitos humanos, e cujo percurso de vida possa servir de exemplo à sociedade.

Fonte próxima da associação disse hoje à Lusa que a iniciativa da cerimónia tem a colaboração da Associação José Afonso e da presidência da Câmara de Setúbal, e terá lugar às 11h00.
O acto simbólico de homenagem a José Afonso contará com as presenças de uma delegação da LiberPress, chefiada pelo seu presidente, Carles McCragh, de o presidente da Deputation de Girona – que engloba 220 municípios – Enric Vilert, e da presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira. Também estarão presentes o vice-reitor da Universidade de Aveiro, Manuel Assunção, o presidente da Associação José Afonso, Francisco Fanhais, o jornalista Adelino Gomes, a filha de José Afonso, Helena Afonso, e amigos do cantor.
O prémio Memorial LiberPress é representado por uma placa que será mais tarde colocada na Universidade de Aveiro, num pequeno jardim anexo a um edifício onde existe uma livraria e uma sala de espectáculos e exposições.
O cantor e compositor José Afonso, nascido em Aveiro em 1929 e falecido em Setúbal, em 1987, ficou para sempre associado à música popular portuguesa e de intervenção contra a ditadura do Estado Novo.
Com carácter não-governamental, humanitário e sem fins lucrativos, a associação LiberPress foi criada em Girona, em 1999, para promover a cultura de solidariedade, e procura envolver os meios de comunicação social nesse movimento realizando conferências, debates, exposições e jornadas.
Criado em 2008, o prémio Memorial LiberPress foi então atribuído à jornalista e fotógrafa de guerra Gerda Taro, uma alemã de origem judia que morreu num acidente em 1937, perto de Madrid, durante a retirada das tropas republicanas, quando fazia a cobertura da Guerra Civil de Espanha.
Jornal Público

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DocumentáriosÍndios da Meia PraiaVídeo
02/07/2009By AJA

Os índios da meia praia

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Fotobiografia
01/07/2009By AJA

Fotobiografia de José Afonso

Integrado na colecção Fotobiografias do séc. XX, edição do Círculo de Leitores, com direcção de Joaquim Vieira e, neste caso, texto da historiadora Irene Pimentel, eis a a fotobiografia de José Afonso.
O lançamento está marcado para 15 de Julho na Casa da imprensa, pelas 18.30.

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EntrevistasFrancisco Fanhais
20/06/2009By AJA

Entrevista a Francisco Fanhais

in “A nosa terra”, 18.6.09 (semanário galego, nº 1364)

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Homenagens e tributos (2009)Homenagens e tributos (música)
14/06/2009By AJA

“20 canções para Zeca Afonso” na Malaposta

Vinte anos após o desaparecimento de Zeca Afonso surge 20 Canções para Zeca Afonso, um projecto musical que propõe uma reflexão sobre a obra poética e musical desta figura ímpar da cultura portuguesa.
Num espectáculo com uma duração aproximada de 90 minutos, a raiz popular presente na música de Zeca Afonso é recriada num contexto inovador que concilia as melodias das canções (vozes), os timbres jazzísticos do trio de Jazz (guitarra, baixo e bateria) que acompanha os instrumentos solistas (saxofone e piano), numa fusão única de universos musicais que se complementam e enriquecem. O repertório seleccionado inclui canções originalmente editadas entre 1962 e 1987, representando estética e cronologicamente uma parte significativa da obra de Zeca Afonso. Assim, a par de temas muito popularizados, serão interpretados outros menos divulgados entre um público mais generalista, o que confere a este projecto uma componente muito forte de divulgação musical.
20 Canções para Zeca Afonso é uma alternativa original e requintada de homenagem a Zeca Afonso, que procura o equilíbrio entre uma mensagem emocional clara, pelas palavras e temas musicais, e a leveza fraterna e optimista própria da sua música.



20 Canções Para Zeca Afonso
Em Versão de Câmara
Voz: Alexandra Ávila e João David Almeida
Piano: João Paulo Esteves da Silva
Saxofone: Jorge Reis
Guitarra: Rafael Fraga
Baixo: Augusto Macedo
Bateria: Bruno Pedroso
M/12
Valor: 10€ [Preço Sujeito a Descontos]
Data: 20 de Junho
Hora: 21h30
Local: Centro Cultural Malaposta – Auditório

Informações: Centro Cultural Malaposta – Tel.: 219 383 100

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AJA Norte
12/06/2009By AJA

S. João na AJA norte

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Homenagens e tributos (2009)
12/06/2009By AJA

Café-concerto de tributo a José Afonso

Rogério Charraz interpreta José Afonso.
Café Concerto no Teatro Municipal Almada, dia 13-06-2009, pelas 23:30.

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DiscografiaGeorge Harrison
11/06/2009By AJA

Disco russo com músicas de José Afonso e George Harrison!!!


Se bem se lembram, esta é uma revista-disco de origem soviética que inclui canções de José Afonso e de George Harrison.
O meu amigo João Carlos Barradas já me traduziu o texto, o que, obviamente, todos agradecemos.
Começámos por ir até à vila de Alcácer do Sal. Deambulámos pelas ruas estreitas, fomos a duas casas de conhecidos. “Sim, estiveram cá – disseram-nos -, mas levantaram-se às cinco da manhã e foram-se embora. Para onde? Talvez para Grândola”. Em Grândola a mesma história. “Foram-se embora por volta das três”.

O nosso guia e motorista Michel Giacometti, além de ser um conhecedor ímpar do folclore português, também é dado a generalizações filosóficas: “Nalgum lado – aventa Michel – tem de estar”.

É difícil contestar semelhante consideração e prosseguimos a nossa busca de um indivíduo cujo nome é popular por todo o Portugal. Chama-se José Afonso. Ou simplesmente Zeca. Cantor, compositor, poeta. Autor das canções presentemente mais difundidas em Portugal. Sobre o povo, àcerca da luta por um futuro melhor.

Demos com o Zeca na aldeia de São Francisco da Serra. Sobre umas quantas horas passadas com o Zeca já escrevi na imprensa e, portanto, para não me repetir, vou falar das canções do José.

“Gândola Vila Morena” é notável. Com certeza que já a escutaram. Mas pode ser que não tenham ouvido “Baleizão”. Em Baleizão, há cerca de 20 anos, os fascistas mataram a camponesa comunista Catarina Eufémia e José Afonso compôs uma canção sobre o pesado quinhão dos camponeses de Baleizão e a sua coragem.

José Afonso pertence àquela corte de artistas plenamente empenhados em “cantar o espírito da liberdade” ao serviço do grande ideal da luta contra a tirania e a injustiça, pela liberdade e a democracia. Ele ergue barricadas ao lado daqueles que celebra e com quem comunga na luta nas fileiras da frente.

A musa da sua arte vive nos míseros casebres camponeses, labuta nas minas de Aljustrel, pesca sardinhas nos frágeis veleiros dos pescadores da Nazaré. As canções de José Afonso ajudaram as gentes a viver e lutar durantes os anos do domínio fascista.

“Sou muito feliz agora – disse-me Zeca – antes era feliz por participar na luta contra o fascismo e conceber canções para o povo. Mas, agora, sou muito feliz porque derrubámos o fascismo e as pessoas dizem-me que continuam a precisar das minhas canções. Que planos tenho? Trabalhar como sempre trabalhei. Talvez tenha de trabalhar mais um pouco do que ontem e amanhã mais ainda do que hoje. Quando se respira melhor também melhor se canta”.

Oleg Ignatief (correspondente da “Pravda” em Lisboa de 1979 a 1984)
Lisboa-Moscovo
Tradução de João Carlos Barradas
Encontrado AQUI

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Homenagens e tributos (música)José Mário BrancoVídeo
11/06/2009By AJA

Maria Guinot – Saudação a José Afonso

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Homenagens e tributos (2009)LiberpressPrémios e distinções
09/06/2009By AJA

Prémio “Liber Press 2009” para José Afonso


LiberPress nació en Girona en el ano 1.999. En su día, se creó con la idea de dar a conocer y promocionar lo que podríamos denominar como cultura de la solidaridad. Se consideró que para iniciar este movimiento solidario y humanitario debía implicarse a los medios de comunicación y organizar unas jornadas dedicadas a debatir el papel de estos medios, de su independencia, de su solidaridad y de su influencia en la concienciación de dicha cultura, debido a la importancia mediática e incidencia que estos medios tienen en la opinión publica, buscando asimismo premiar a los personajes de ámbito mundial (especialmente periodistas), que se hayan destacado por su labor independiente, democrática y solidaria. Y al mismo tiempo utilizar estas jornadas para dar a conocer a otras asociaciones humanitarias y conseguir soporte económico y mediático para las mismas.
Continuar a ler e conhecer mais sobre a Liber Press

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ColóquiosPoesia
28/05/2009By AJA

Colóquio “A poesia de José Afonso”

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CoimbraVídeo
23/05/2009By AJA

Coimbra Musical

Programa de 1978 dedicado ao Fado de Coimbra enquanto património da cidade, desde as suas origens até ao final dos anos 70.
Ao longo dos anos 60, com raízes no fado de Coimbra, foi-se desenvolvendo um novo tipo de canção de protesto. É neste contexto sócio-cultural que ocorreram os movimentos de contestação estudantil, que culminaram na crise académica de 1969.
Neste programa poderemos ver e ouvir os testemunhos de: Manuel Alegre, Rui Pato, José Afonso, António Portugal e Fernando Machado Soares.
José Afonso interpreta os temas: Balada de Outono, Vampiros e Menino do bairro negro. Adriano Correia de Oliveira interpreta a “Trova do vento que passa” e António Bernardino canta “Flores para Coimbra” e “Trovador”.
Os temas da banda sonora pertencem a António Brojo, António Portugal, Jorge Tuna e Álvaro Aroso
Texto e locução: Sansão Coelho
Realização: Rui Ramos

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GalizaHomenagens e tributos (2009)
19/05/2009By AJA

Actividades complementares à Exposição José Afonso


Atividades complementares à Exposição José Afonso no Verbum de Vigo , eis o programa que terá lugar no Verbum, dia 21 , 5ª feira, às 20 h.Entrada livre.

TRIBUTO A JOSÉ AFONSO
Recital poético musical
Quinta feira (xoves), 21 de Maio ás 20 h
VERBUM, Casa das Palabras
Avda de Samil,17 VIGO

PARTICIPANTES E REPERTÓRIO :
NA VIRADA
1. A garrafa vazia de Manuel Maria- Balada do sino (J.Afonso)
2. Vira de Coimbra (J.Afonso/Popular)
3. Achégate a mim Maruxa (Cancioneiro da Limia Baixa,Galiza/ J.Afonso)
4. A formiga no carreiro ((J. Afonso) Arr. J.Mário Branco

JOSÉ PUMAR, canto
1. Traz outro amigo também (( J. Afonso)
2. Menino d’oiro (J. Afonso)
3. Os vampiros (J. Afonso)
4. A morte saíu à rua (J. Afonso)

ADELAIDA GRAÇA, (Portugal),poesía
“ E outras flores virão…”

ANA RIBEIRO (Portugal), canto
1. Menino do Bairro Negro (J. Afonso)
2. Menina dos Olhos Tristes (J.Afonso)
3. Alípio de Freitas ( J. Afonso)
4. Fui à Beira do Mar (J. Afonso)

XOSÉ MARÍA ALVAREZ CÁCCAMO, poesía
“Nun lugar definitivo da conciencia”.

MARIA XOSÉ QUEIZÁN, poesía

TINO BAZ, canto
1. Canto moço (J. Afonso)
2. O cantador (Zeca Medeiros)
3. O minha amora madura ( Popular ) Arr.José Afonso
4. O mar ensoñado (Tino Baz)

MANUEL FORCADELA, poesía
“Vídeo poema”

COLECTIVO ZECA AFONSO: (Todos os anteriores):
-O que faz falta (J.Afonso) Arr. Fausto
– Grândola,vila morena (J. Afonso) Arr. J. Mário Branco

(PRÓXIMA ATUAÇÃO: COUPLE COFFEE
“Com as tamanquinhas do Zeca”
(Repertório tirado do seu CD do mesmo título)
Quinta feira, 28 de Maio às 20 h. Entrada livre

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AJA NorteGaliza
16/05/2009By AJA

Aja Norte no “Gentalha de Pichel”, em Santiago de Compostela, animando a malta com música de José Afonso

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Homenagens e tributos (2009)
16/05/2009By AJA

“Viva o Zeca” Tributo na Marinha Grande

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AJA NortePatxi Andión
16/05/2009By AJA

AJA num encontro com Patxi Andión





Realizou-se hoje, sábado, na “Casa da Música”, Porto, um encontro formal entre o músico madrileno de ascendência basca PATXI ANDION e a ASSOCIAÇÃO JOSÉ AFONSO representada por três elementos do seu núcleo do norte.
Na ocasião foram-lhe oferecidos diversos materiais relativos à Associação e à obra de José Afonso assim como um dossiê com uma fotografia – datada de 1969 – em que surge ao lado do “poeta, andarilho e cantor”, entre outros.
PATXI ANDION recordou as duas vezes que, antes do “25 de Abril de 1974”, veio a Portugal para cantar e foi “convidado” pela polícia política a abandonar o país.
Falando da universalidade da obra de José Afonso, anunciou que, mais tarde ou mais cedo, integrará uma das suas músicas, em trabalho gravado.

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GalizaHomenagens e tributos (2009)Toponímia
11/05/2009By AJA

As fotos da inauguração do parque José Afonso

Mais fotos
Mais informação
Muito obrigado, Xoán.

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GalizaHomenagens e tributos (2009)
10/05/2009By AJA

Programa de “Seremos muitos, seremos alguém. José Afonso, a voz da liberdade”


MESA REDONDA
Quinta-feira 14 de Maio às 20 horas.
Participantes:
Alipio de Freitas, ex-presidente da Associação José Afonso de Setúbal.
Henrique Marques, directivo e co-fundador da Associação José Afonso de Setúbal.
Francisco Fanhais, cantor e companheiro de José Afonso em múltiplas actividades.
Arturo Reguera, colaborador, juntamente com Benedicto, nas 1ªas actuações de José Afonso na Galiza (anos 70).
Apresenta: Xico de Carinho, músico, sócio da Associação José Afonso desde a sua fundação e coordenador das actividades.

TRIBUTO A JOSÉ AFONSO
Recital poético – musical
Quinta-feira 21 de Maio às 20 horas.
Participantes:

Poesia: Xosé María Álvarez Cáccamo, Mª Xosé Queizán, Manuel Forcadela, Adelaide Graça Grupo “Colectivo José Afonso” com Na Virada, Ana Ribeiro (Portugal), Tino Baz e José Pumar, interpretando cantigas do Zeca.

CONCERTO HOMENAGEM A JOSÉ AFONSO

Quinta-feira 28 de Maio às 20 horas.

Actuação de “COUPLE COFFEE” com Luanda Cozzeti (canto e percussão) e Norton Daniello (baixo eléctrico)

VERBUM 
Avda de Samil Nº 17 | 36212 Vigo| 
verbum@vigo.org
Teléfono +34 986 240 130 | Fax +34 986 240 63
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ImprensaToponímia
10/05/2009By AJA

Homenagem a Zeca Afonso marca pela emoção e por críticas a Portugal

Uma centena de pessoas participou hoje no “baptizado” de um parque em Santiago de Compostela com o nome de Zeca Afonso, numa homenagem marcada pela emoção e pelas críticas à “pouca atenção” que Portugal dedica ao cantor. 
O momento de maior emoção aconteceu quando todos os presentes, onde se incluía a viúva do cantor, Zélia Afonso, cantaram, em galego e em português, “Grândola, Vila Morena”.
No final, e com os olhos a brilhar de emoção, Zélia Afonso confessou-se sem palavras para descrever o que sentia naquele momento. “Não sei dizer, não sei dizer”, referiu apenas, depois de alguns momentos de silêncio. 
A homenagem de hoje foi promovida por um grupo de admiradores de Zeca Afonso, no dia em que se assinalam 37 anos de um concerto que o cantor português deu em Santiago de Compostela e em que marcou a estreia de “Grândola, Vila Morena”. O Parque José (Zeca) Afonso situa-se a poucos metros do local onde decorreu esse histórico concerto. 
Admirador de Zeca Afonso, José Israel deslocou-se propositadamente de Aveiro, com mais três amigos, para assistir a esta homenagem. Empunhava um cartaz com a imagem do cantor de um lado e, no outro, os dizeres “Zeca Afonso, orgulho de Portugal e do mundo”. 
“Basta ouvi-lo para me sentir bem. É fabuloso”, referiu José Israel, para imediatamente criticar a “falta deste tipo de coisas” em Portugal. “Em Portugal, não se dá a devida atenção ao Zeca, devia-se fazer mais pelo Zeca em Portugal”, atirava. 
Uma crítica partilhada pelo director da Companhia de Dança de Lisboa, José Manuel Oliveira, que apontou o dedo à televisão portuguesa. “Zeca Afonso foi um dos maiores trovadores do mundo, mas é muito maltratado em Portugal. A televisão portuguesa, por exemplo, cinicamente, passa no 25 de Abril, às duas da manhã, uns documentários sobre Zeca Afonso, que já foram vistos várias vezes, só para não se dizer que não fez nada”, referiu. 
A homenagem contou também com a presença do mágico Luís de Matos, que realçou a “magia” que emana da obra de Zeca Afonso. Manuel Lopes, natural da Galiza e também “fã incondicional” do autor de “Grândola, Vila Morena”, referiu-se a Zeca Afonso como “um cantor galego, assumido por uma boa parte da população da Galiza”. 
Também da Galiza e um dos mentores desta homenagem, Arturo Reguera sublinhou que Zeca Afonso “é muito conhecido na Galiza”, pelo que, quando em 2006 se avançou com a proposta de atribuição do nome do cantor a um espaço público de Santiago de Compostela, “todo o mundo concordou”. 
Quem concordou “imediatamente” foi o alcaide de Santiago de Compostela, Xosé Sanchez Bugallo, ou não tivesse sido ele próprio um dos organizadores do concerto de Zeca Afonso, em 1972, naquela cidade. Hoje, Sanchez Bugallo cantou “Grândola, Vila Morena”, de braço dado com a viúva de Zeca Afonso e, no final, não escondeu a emoção que sentiu. 
“De repente, senti-me regressar há quase 40 anos atrás, quando, numa altura em que em Espanha se viviam tempos difíceis, de ditadura, Zeca Afonso aqui cantou aquela canção que apenas dois anos mais tarde se haveria de tornar símbolo da revolução dos cravos em Portugal”, referiu.

Diário de Notícias

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GalizaToponímia
10/05/2009By AJA

Parque com o nome de Zeca Afonso em Santiago de Compostela

Em pleno coração de Santiago de Compostela existe a partir de agora um parque com o nome de Zeca Afonso, onde em 1972, onde esta figura portuguesa cantou pela primeira vez, em público a «Grandola Vila Morena».
Há 37 anos, Zeca Afonso cantou pela primeira vez em público a «Grandola Vila Morena». Foi na Galiza, em Santiago de Compostela, que este domingo inaugura um Parque com o nome do cantor português.
Uma cerimónia a que assistiu a viúva de Zeca, mas que também emocionou o autarca local. José Sánchez Bugallo referiu o significado da intervenção do cantor na luta anti-fascista em Portugal, mas também em Espanha.
Zélia Afonso, a viúva deste cantor de intervenção, diz em declarações à TSF que esta é uma homenagem justa.

TSF

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AljustrelBiografiaTestemunhos
08/05/2009By AJA

José Afonso por Aljustrel

Caros amigos de José Afonso,

Procurando no google informações sobre o Externato D. Filipa de Vilhena de Aljustrel, descobri o vosso blogue. A passagem de José Afonso como docente por aquele colégio particular foi tão efémera que leva a alguns autores e biógrafos a situá-la incorrectamente do ponto de vista cronológico. Tenho constatado essa falha nalgumas publicações e textos. Eu fui um dos alunos priviligiados desse histórico colégio, fundado no início da década de 50 do século passado, pela Drª Amélia Palma Brito, licenciada em germânicas, e o Engº Tec. de Química Francisco Serrano Gordo. A sua fundação, que na época constituíu um empreendimento arrojado, devido às dificuldades económicas dos promotores e aos exigentes requisitos impostos pelo Ministério para a sua legalização, visto que se tratavam de cidadãos não gratos ao Regime, representou uma grande oportunidade para os filhos de uma classe média local ter acesso ao ensino secundário. Nasci no início de 1944, entrei para o Colégio com 10 anos, no ano lectivo de 1954/55. Foi num belo dia de Outubro, no início do ano lectivo de 1957/58, portanto no meu 4.º ano, que nos aparece um jóvem professor de cabelos encaracolados, de óculos de miope, com um sorriso afável, descontraído, que se sentava em cima das nossas carteiras, com uma linguagem e um poder de comunicação inusitados, que encantavam as nossas aulas de Geografia e História. O contraste era demais evidente com a pedagogia tradicional dos outros professores a que estávamos habituados. E naquele colégio não havia a austeridade que existia noutros estabelecimentos de ensino congéneres! Não nos esqueçamos que vivíamos em Aljustrel, vila mineira alentejana de fortes tradições de luta e de irreverência!
Mas esse encanto foi infelizmente sol de pouca dura, pois passado cerca de um mês, fomos brutalmente surpreendidos com o anúncio da sua partida intempestiva, facto que causou naturalmente uma enorme decepção para todos nós. Com efeito o Dr. José Afonso, como na altura o tratávamos, embora ele não tivesse ainda concluido a licenciatura, com a sua singularidade rapidamente grangeou a nossa simpatia. Nessa época, para vos dar uma noção de escala, o concelho de Aljustrel tinha uma população de 17.535 h, dos quais residiam na freguesia de Aljustrel 9.560 h, nas Minas, então exploradas por uma companhia belga, trabalhavam cerca de 1.000 operários e quadros administrativos, o Colégio era frequentado, do 1.º ao 5.º ano, por cerca de 100 alunos! Podiam-se contar pelos dedos de uma mão os alunos que eram filhos de operários…
A partida do jovem professor, constituíu uma manifestação expontânea de simpatia por parte dos alunos, que o acompanharam em massa, numa manhã de triste memória, à estação de C.F. de Aljustrel, então chefiada pelo Sr. Tonicha, pai do cantor/compositor/trovador Francisco Naia (também seu efémero aluno, mas que ele exageradamente fabula na sua auto-biografia…)! A nossa decepção foi tanto maior quando descobrimos depois que ele era um dos melhores intérpretes do fado coimbrão. Ele foi de Aljustrel directamente para a Escola Industrial/Comercial de Lagos, certamente com melhores vantagens. No entanto nunca chegámos a conhecer as causas verdadeiras da sua abalada. Ele estava a atravessar um período difícil da sua vida (separação da sua companheira?). Quanto à exactidão do ano lectivo (1957/58), não tenho qualquer dúvida, pois lembro-me perfeitamente da sala de aula do 4º ano (o colégio tinha apenas 5, cada uma correspondendo, durante anos à fio, a cada um dos respectivos anos escolares). Recordo-me que estávamos no ano lectivo que foi terminar com um período de muita agitação política, as campanhas eleitorais de Arlindo Vicente e Humberto Delgado, que abalaram profundamente o Regime, e as ruas de Aljustrel constituíram um palco desse alvoroço, com manifestações massivas da população aquando da passagem de ambos os candidatos e as prisões que se registaram nas vésperas do “acto eleitoral” (queria dizer farça). Então os alunos mais velhos do colégio do 5.º ano já discutiam “política” com os professores situacionistas (alguns filhos de oposicionistas, várias vezes presos, dos quais alunos me recordo do meteorologista Olavo Rasquinho e do Edmundo Silva, ex-Sheik).
O reencontro do Zeca com as gentes de Aljustrel dá-se anos mais tarde na Bélgica, com alguns exilados políticos, fundadores da APEB (Associação de Emigrados na Bélgica), tais como Francisco Rasquinho, António Palma Brito e José Soares. Depois do 25 de Abril, curiosamente, ele só tem oportunidade de actuar uma vez em Aljustrel, num espectáculo onde cantaram e tocaram os grupos corais dos mineiros e da Câmara, a Filarmónica, o Zeca e o Fausto (o Vitorino encontrava-se então numa tournée na Jugoslávia com o grupo coral do Redondo). Este espectáculo, organizado pela Sociedade Musical Aljustrelense, da qual eu era presidente, realizou-se no jardim público, numa tarde de forte canícula do dia 23 de Julho de 1978. Surpreendente e tristemente a adesão do público não correspondeu às espectativas, e a canícula não pode explicar tudo… Que contraste com a manifestação de carinho que os seus alunos lhe testemunharam à sua despedida de Aljustrel, 20 anos antes! Mas nem tudo foi negativo, depois de um jantar com vários casais amigos, subimos à colina do santuário de Nossa Senhora do Castelo, que fica no alto da vila, único local onde nessa noite se podia respirar, partilhámos numa fraterna tertúlia uns momentos inolvidáveis de poesia, com poetas locais, Manuel Edmundo da Silva, João dos Santos, António Cardoso Ferreira. Recordo-me que também esteve presente o cineasta Rui Simões que, pouco tempo antes, tinha rodado em Aljustrel, algumas cenas do “Bom Povo Português”. Nesse dia o Zeca e a Zélia pernoitaram em minha casa.

Só mais tarde, em Setembro de 1984, voltei a encontrar o Zeca em Tavira, na companhia do Pedro, mas já muito debilitado pela doença que o minava.

Aqui deixo o meu testemunho da breve passagem e relação do grande Zeca com Aljustrel.

Cordiamente

Francisco Colaço

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Galiza
08/05/2009By AJA

Ao som de “Grândola, Vila Morena”

Um bar de Santiago de Compostela fecha sempre as portas ao som de “Grândola, Vila Morena”, numa prova da popularidade do cantautor português Zeca Afonso na região da Galiza.

“Grândola é sempre a última canção desse bar”, garante à Lusa Manuel Rodriguez, um jovem estudante universitário em Santiago de Compostela.

Envergando uma t’shirt com a imagem de Che Guevara, Manuel, 21 anos de idade, confessa que aprecia o “tipo de música” de Zeca Afonso e consegue mesmo trautear o arranque de “Grândola”.

Santiago de Compostela, Espanha, 08 Mai (Lusa)

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GalizaGrândola
08/05/2009By AJA

O concerto na Galiza em que Zeca Afonso cantou pela primeira vez em público “Grândola, Vila Morena” está gravado em cassete

O concerto em Santiago de Compostela, na Galiza, em que Zeca Afonso cantou pela primeira vez em público “Grândola, Vila Morena” está gravado em cassete e poderá ser editado, para perpetuar esse movimento histórico.
“Escuta-se perfeitamente todo o recital, as suas palavras, a canção [Grândola, Vila Morena]”, disse, à Lusa, o galego Xoan Guitian, um dos principais responsáveis pela homenagem que domingo vai ser feita a Zeca Afonso em Santiago de Compostela.

Segundo Guitian, a cassete daquele concerto, o qual ocorreu a 10 de Maio de 1972 no Burgo das Nações, está “religiosamente guardada”, para que um dia “possa ser feita uma edição”, de forma a que “não se perca” aquele registo único.

Santiago de Compostela, Espanha, 08 Mai (Lusa)

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Círculo Cultural de SetúbalDimas PereiraSetúbal
06/05/2009By AJA

No adeus a Dimas Pereira

Cerca de duas centenas de pessoas acompanharam, ontem, Dimas Pereira até à sua última morada. O fundador do Círculo Cultural de Setúbal, e viúvo há três semanas, teve morte súbita. Mestre, amigo e companheiro. Foram considerações muito ouvidas na derradeira despedida. Uma prolongada salva de palmas acompanhou a descida da urna à sepultura.

Familiares, muitos amigos e admiradores, prestaram a última homenagem a Dimas Soares Lopes Pereira, de 87 anos de idade, e viúvo há três semanas. Este vulto cultural teve morte súbita, ao início da tarde de domingo, em casa da filha mais velha. “Tinha almoçado, até estava bem disposto, mas foi encontrado já sem vida, sentado no sofá”, revelou a «O Setubalense» fonte próxima da família.

O corpo esteve ontem em câmara ardente na Capela do Socorro, de onde saiu em cortejo fúnebre, a meio da manhã, rumo ao cemitério de Algeruz. Uma sonora salva de palmas acompanhou a descida da urna à sepultura, com a bandeira de Portugal e uma t’shirt da banda do Andarilho, e muitos, muitos cravos vermelhos.

Em pleno cemitério, o professor Alberto Pereira teceu breves considerações sobre este vulto cultural desaparecido entre os vivos: “Homem de grande construção cívica, sem nunca olhar ao bem material. E fez tudo no Círculo Cultural; foi professor, dirigente, e teve a grande virtude de lidar com os jovens como uma mestria que nunca vi em ninguém.”

De entre as muitas presenças no acto fúnebre, constaram as de Zélia Afonso, Odete Santos, Victor Serra, Francisco Lobo, Valdemar Santos, Luís Filipe Fernandes, José Maria Dias, Graziela Dias, Maria das Dores Meira, Acácio Lopes e Carlos Rodrigues, entre muitos outros.

O acordeão de Dimas Pereira – militante do PCP e resistente anti-fascista, acompanhou José Afonso no single “Viva o poder popular” (1975), à margem do circuito comercial, pela Liga da Unidade e Acção Revolucionário (LUAR) e no LP “Enquanto há força” (1978).

Idaleciano Paulo marcou presença no cortejo fúnebre e é, curiosamente, o elemento vivo do quarteto da segunda versão de “Os Galés”. Ao nosso jornal recordou os desaparecimentos de Rogério Ângelo, Mário Regalado e, agora, de Dimas Pereira.

“Só estou eu, até que Deus queira, de entre os amigos que fundaram a segunda geração do conjunto ‘Os Galés’. Foi em 1975, já em Setúbal, e durou até 1983, depois de extinto o conjunto original em Sesimbra”, explicou Idaleciano Paulo.

Outro testemunho, outra geração. Albano Almeida recorda os tempos em que, muito novo, participava nas actividades culturais do Círculo Cultural, uma grande referência cultural de Setúbal, e que teve Dimas Pereira como fundador, a par de Zeca Afonso e de uma vasta lista de outros nomes.

“Era uma espécie de pai, amigo e mestre. O Dimas Pereira era tudo para mim, e para muitos outros jovens como eu que por ali andavamos naquela que foi, mais do que uma instituição cultural, uma escola de vida,” desabafou a «O Setubalense», o viola Albano Almeida que recorda, já saudosamente, as participações musicais em palco, ao lado do acordeão do mestre, nos grupos “Cantares”, “Detráz da Guarda” e da “Banda do Andarilho”.

Teodoro João

red.teodoro@osetubalense.pt

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Dimas Pereira
04/05/2009By AJA

Morreu Dimas Pereira

Dimas Pereira, que ao lado de José Afonso fundou o Círculo Cultural de Setúbal (CCS) em 1969, morreu hoje nesta cidade aos 87 anos vítima de doença súbita, disse à agência Lusa fonte próxima da família.

O acordeão de Dimas Pereira – militante do PCP e resistente anti-fascista – acompanhou José Afonso no single “Viva o poder popular”, editado em 1975 à margem do circuito comercial, pela Liga de Unidade e Acção Revolucionária (LUAR) e no LP “Enquanto há força” (1978).

Tito Lívio, jornalista e que posteriormente se afirmou como crítico de teatro, e Carlos Tavares da Silva, director do Centro de Estudos Arqueológicos do Museu de Arqueologia e Etnografia do distrito de Setúbal, foram outros dois fundadores do CCS, um local de resistência cultural inicialmente localizado na Av. 05 de Outubro, em Setúbal, frequentemente vigiado pelo PIDE.

Lusa

Blogue de tributo a Dimas Pereira

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Arranjos corais
03/05/2009By AJA

Arranjo coral de “Benditos”

Autor do arranjo: Alfredo Teixeira?

Intérpretes… Alguém poderá ajudar?
Retirado do canal Segundo Renascimento

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