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  • 100 Anos de José Afonso
December 2009
Home 2009
80 anos de ZecaAJA NorteHomenagens e tributos (2010)
27/12/2009By AJA

À noite… o Zeca

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80 anos de ZecaHomenagens e tributos (2009)Tertúlias
20/12/2009By AJA

Jantar/tertúlia “80 anos de Zeca”

Vieram “mais cinco” e trouxeram outros amigos também. De tal modo que o espaço foi pequeno para acolher tantas vontades de homenagear o Zeca. Alguns ficaram de fora. Com pena deles, pena nossa. Tivemos que prometer outro momento. Quem sabe…é sempre tempo para lembrar!
A sala simples esteve bonita de amigos, de sorrisos esperados e inesperados, de saudades escondidas em iludida indiferença, de conversas antigas e novas a retomar os seus lugares, de abraços há muito desejados, de encontro feliz.
O Zeca de 80 anos, amigo maior, no seu silêncio de estrela da constelação da Utopia, libertou cantigas, palavras, pensamentos, memórias e, num momento raro, construíram-se escalas e notas de amizade e de solidariedade.
80 anos de Zeca na sua força e brilho de cometa, que atravessou rápido as nossas vidas, deixou rastos visíveis que falam de desassossego, de inquietação com a apatia, de luta contra a injustiça social e, num clarão de esperança, continuou a apontar os caminhos certos na procura e na crença de que um outro mundo é possível.

E assim aconteceu na noite de 18 de Dezembro, na colectividade Adicense.

Guadalupe Magalhães

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Testemunhos
19/12/2009By AJA

As nossas tertúlias no Café Continental com o Zeca Afonso

Conheci-o na Beira, aí por alturas de 1959. Era professor do Liceu. Pediu-me para lhe arranjar um guitarrista, pois sabia compor, cantar e de que maneira, mas os seus conhecimentos na guitarra eram parcos, como me confessou.
Falei com o Fernandes, amigo, que tinha um conjunto que tocava no Beira Terrace nos fins de semana e feriados.
O Fernandes era pai da Zizi, uma cantora de muito mérito e que num concurso promovido pelo Rádio Clube de Moçambique, “Moçambique a cantar” ou coisa parecida, foi destronada por uma cançonetista bastante inferior, mas que era filha do então Presidente da Câmara Municipal da Beira. Para ser agradável ao Zeca, que já tinha nome pelas canções que se ouviam muito em segredo, o Fernandes lá tentou o guitarrista. Não soubemos se o conseguiu ou não pois entretanto fomos transferidos para Lourenço Marques. Aqui, decorridos alguns meses encontrámo-nos de novo nas tertúlias do Café Continental, onde na companhia do Dr. Filipe Ferreira, Dr. Barradas, mais tarde professor do Conservatório Nacional, Armando Morais, o médico dos C.F.M., Zeca Afonso, sempre só e nós, com as respectivas esposas, conversávamos sobre os problemas que então nos inquietavam. E eram muitos. A guerrilha no norte, a política na Metrópole, a incerteza de um futuro que muitos de nós acreditávamos ser de crise grave, a polícia secreta, que sabíamos estar ali ao nosso lado tentando escutar as nossas conversas, as injustiças que havia em determinados sectores da Administração Pública, nomeação de pessoas colocadas directamente pelo Governo Central em lugares que gostaríamos de ver ocupados por moçambicanos, a falta de liberdade de imprensa que era obrigada a publicar notícias, que só poderiam ser compreendidas pelas entrelinhas, a leitura do Le Monde, que o Armando Morais recebia directamente do Consulado Geral da França em Lourenço Marques e que era proibida e que passávamos uns aos outros para ler sofregamente pois dava especial realce às notícias sobre Portugal, a politica ultramarina do governo de então e a forma como era entendida a guerrilha pelas nações europeias e Estados Unidos e a possível independência de Moçambique, tendo em vista a posição dos Democratas de Moçambique, bem como as ideias oriundas da Frelimo, tudo bem reflectido pelos vários comentadores do Le Monde.
O Zeca muito dado a explosões de revolta, exprimia-se quase sempre em voz alta, não se importando que estivessem ou não na vizinhança os pides que vigiavam o local. Alguns não disfarçavam e olhavam em desafio para a nossa mesa, como se fossemos nós agentes do mal…Sabíamos quem eram, pois não era normal que para ali viesse tanta gente, desconhecida, com aquela côr “muito branca”…de quem chegara recentemente da Metrópole.
As nossas tertúlias do Café Continental!… Ainda hoje nos lembramos de como nos faziam bem…
José de Viseu

Retirado daqui

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Homenagens e tributos (2009)Teatro
19/12/2009By AJA

Hoje, em Montalegre

O recém-criado Centro de Estudos do Barroso-Teatro e Tradições, em colaboração com o Centro de Criatividade de Póvoa de Lanhoso, apresenta no 19 de Dezembro o espectáculo Cantar o Menino d’Oiro, com encenação e dramaturgia de Moncho Rodriguez, a partir de músicas de Zeca Afonso, Fausto, José Mário Branco, Sérgio Godinho, entre outros.

O espectáculo decorre no Auditório Municipal de Montalegre às 15h30 e às 21h00, contando com a participação de actores profissionais e mais de 100 actores amadores, músicos e cantores.

Retirado daqui

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Canção de CoimbraLuiz Goes
16/12/2009By AJA

Lançamento do livro “Luiz Goes: O Neo-Modernismo na Canção de Coimbra ou o Advento da Escola Goesiana”

Depois do lançamento do livro “José Afonso – Da Boémia Coimbrã à Fraternidade Utópica”, Jorge Cravo surpreende-nos agora com mais uma publicação, desta feita sobre o mais representativo cultor do Canto de Coimbra, com o título “Luiz Goes – O Neo-Modernismo na Canção de Coimbra ou o Advento da Escola Goesiana”.
Luiz Goes é, a partir da segunda metade do século XX, uma figura incontornável e acima de quaisquer suspeitas quanto à importância que tem na evolução da Canção de Coimbra.
Ideologicamente a partir da escola modernista de Edmundo de Bettencourt, Goes encetou uma renovação na Canção de Coimbra que o guindou à posição de legítimo e único sucessor daquele poeta-cantor presencista na afirmação de uma Nova Canção de Coimbra. Ou seja, o Neo-Modernismo chega à Canção de Coimbra através da escola Goesiana.
Demonstrando uma grande generosidade e disponibilidade, Goes tem revelado, nos últimos anos, um envolvimento, um amor e uma ternura por esta Canção que o permitem indexar como um Mestre, na acepção plena da palavra. Com ele se aprende todo um imaginário a preservar e a actualizar para que se não perca a Canção de Coimbra.
Uma Canção que muito deve à sua profunda veia artística como autor, compositor, poeta e, fundamentalmente, cultor inimitável.
Retirado do blogue Guitarra de Coimbra

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80 anos de ZecaHomenagens e tributos (2009)Tertúlias
14/12/2009By AJA

Jantar/ Tributo a José Afonso

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ImprensaTestemunhos
13/12/2009By AJA

“Zeca Afonso acabou com programa de rádio”

Durante a minha permanência em Luanda também fiz rádio numa emissora regional da Rádio Oficial de Angola. Eu, o alferes Amaral e o furriel Valente fazíamos um programa duas vezes por semana. Chamava-se ‘Mosaico’. O nome foi escolhido pelo comandante. Passávamos música e fazíamos artigos sobre cinema e música. Os discos eram emprestados por militares ou por uma loja que vendia um pouco de tudo.
Entre outras, passávamos música de Zeca Afonso. Nunca ninguém nos disse que era proibido. Mas, passado um tempo, apareceu lá um fulano que exigiu ver os artigos que tínhamos para ler no programa. Começou a fazer emendas, mas dava mais erros gramaticais do que nós. Quando começou o programa só pusemos música. Não lemos os artigos e no final anunciámos que tinha sido o último programa. Ele não disse nada, mas todos sabíamos que tinha ido até ali por causa do Zeca Afonso.

Artigo completo no Correio da Manhã

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Discografia
13/12/2009By AJA

Alerta, coleccionadores

Encontrado aqui

EP editado pela editora Alfama com o mesmo alinhamento do EP “Balada do Outono” editado pela Rapsódia – EPF 5085:
Lado A
“Balada de outono” e “Vira de Coimbra”
Lado B
“Amor de estudante” e o instrumental “Morena”

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BibliografiaBiografiaViriato Teles
10/12/2009By AJA

“As Voltas de um Andarilho” por Teresa Sá Couto

As Voltas de um Andarilho – Fragmentos da vida e obra de José Afonso de Viriato Teles: eis um documento raro sobre um sonho agarrado à vida concreta, firmado no telurismo português e braços estendidos a outros lugares do mundo onde despontava a utopia; uma voz sobre uma das vozes da resistência ao fascismo, que rasgou as sombras e iluminou quem nelas vivia; um diálogo entre gerações sobre «o que faz falta», o idealismo, a persistência na luta pela Liberdade.

Viriato Teles e José Afonso (1980)

«Mais uma vez, a luz. Mas aqui, desta vez, sem misticismo. Para o Viriato tratou-se só de erguer a lâmpada sobre as extraordinárias funções do Zeca, e nisso encontrar quem nós temos saudades de ser», diz Sérgio Godinho no Prefácio titulado «A que distância está o Zeca?». E luz é o substantivo genesíaco que nomeia esta obra alagada de memória, que palavras emissárias e imagens perpetuam, para grande felicidade nossa. Na base, uma segura, minuciosa e depurada investigação da vida de José Afonso, que casa factos reais com lugares interiores, só mensuráveis pelo tempo, porque é a narração do tempo que aqui encontramos, o tempo social, político, insurrecto. Depois, a mestria da composição, marca iniludível da escrita de Viriato Teles, que transforma entrevistas e reportagens em edifícios sensoriais e de comprometimento ímpar com o leitor.
Editada em 1999, e esgotadíssima, a obra é republicada pela Assírio & Alvim «com algumas actualizações, correcções e acrescentos», assim dito por Viriato Teles. Clara é também a missão que o jornalista e escritor cumpre soberanamente: «participar, tanto quanto possível, na luta contra o esquecimento, que é como se sabe um dos vícios portugueses mais comuns».
A voz e o legado
Além da história da vida de José Afonso, Viriato Teles transmite-nos um exemplo de vida de quem fez do compromisso com o seu tempo uma forma de se manter vivo. Um exemplo testemunhado por Viriato, pelo estreito contacto com Zeca, documentado nas entrevistas que lhe fez e nos encontros «sem marcação nem “agenda” prévia, ao sabor dos acasos e das lutas».
Desvenda-se na raiz o homem nascido para encarnar uma aspiração que tatuou numa existência andarilha, mobilizado pelo apelo solidário do Outro, na demanda da “irmandade”. O «trovador de muitos sonhos», que nos anos 60, em Coimbra, criava baladas e «abria uma revolução musical e poética que abalou a estrutura da canção ligeira portuguesa», cedo terá percebido que a música seria uma forma de chegar às populações. A esta juntou o gosto de «ensinar os filhos dos outros», com a leccionação em História e o envio de recados através das aulas.
«Um provocador, por instinto», refere Viriato Teles. «A música é comprometida quando o músico, como cidadão, é um homem comprometido», e «o que é preciso é criar desassossego»; «acima de tudo, é preciso agitar, não ficar parado, ter coragem, quer se trate de música ou de política. E nós, neste país, somos tão pouco corajosos que, qualquer dia, estamos reduzidos à condição de “homenzinhos” e “mulherzinhas”. Temos é que ser gente, pá!», diz Zeca, regista-o Viriato, dizendo-nos também que Zeca se esquivava constantemente a falar de música, sendo ela o ponto de partida para outras divagações:
«Praticamente nunca canto por gosto», diz Zeca em 1980, «Prefiro estudar, agradar-me-ia tirar outro curso, às vezes até me passa pela cabeça que gostava de mudar de personalidade, como as personagens de Pirandello». Eram (e são) caminhos de um homem livre que «vive na recusa do oportunismo, na análise permanente das suas posições, na interrogação constante», portador da consciência contra o conformismo, «um verdadeiro e incorrigível independente»; era o timbre de um homem livre, que afirmou ser o seu próprio “comité central”, que decidiu, em 1985, apoiar a candidatura de Maria de Lurdes Pintassilgo à Presidência da República, que apoiou as lutas anti-imperialistas na América Latina, que se ligou a «grupos de apoio à Reforma Agrária, nomeadamente na Alemanha e na Holanda» e fez parte do Comité Central de Apoio à Frente Polisário.
Com a destreza que lhe é característica, Viriato Teles capta e regista em breves linhas a síntese perfeita do homem José Afonso: Zeca, na sua casa em Azeitão, «simultaneamente bem-disposto e mordaz, por vezes até impiedoso”, perante o “perguntador”», entre a viola, a um canto, um retrato de Che Guevara, na parede e «uma faiança com o texto de Grândola Vila Morena», a encher o espaço todo.
É sobre este homem que, com alguma vergonha pela iniquidade lusa, vem a lição da Galiza: a grande homenaxe, uma «festa rubra, viva e alegre», em Maio de 1987, “um testemunho de solidariedade”, uma lição que culminou, em Maio de 2009, com a inauguração, em Santiago de Compostela, do Parque José Afonso, perto do local onde em 10 de Maio de 1972 Zeca cantou pela primeira vez em público Grândola Vila Morena.
Por cá, a intemporalidade das suas mensagens clareia-se no interesse das novas gerações de músicos e nas constantes versões das suas cantigas. Na Discografia Anotada do autor de “Os Filhos da Madrugada”, Viriato Teles mostra-nos o «Zeca para além de Zeca», o registo dos intérpretes de Zeca até à actualidade, desde Adriano Correia de Oliveira, que interpretou a Balada da Esperança, em 1961, até Rão Kyao, com os temas “Balada de Outono” e “Menino d’Oiro”, de 2009.
Teresa Sá Couto
As Voltas de um Andarilho – Fragmentos da vida e obra de José Afonso
Viriato Teles, Assírio & Alvim, 2009
Retirado do blogue Orgia Literária

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BibliografiaLançamentosViriato Teles
10/12/2009By AJA

Os lançamentos do livro “As voltas de um andarilho” de Viriato Teles

Ver fotos do lançamento em Lisboa

Ver fotos do lançamento no Porto

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Homenagens e tributos (vídeo)
10/12/2009By AJA

Um Bairro Moderno: um vídeo dedicado a José Afonso.


Produção, realização, fotografia e montagem do documentário «Um Bairro Moderno», 1998 (7 min.).
Prémio Tom Vídeo «Mudam-se os Tempos Mudam-se as Vontades».

Ano de Produção: 1998
Formato: Betacam SP
Duração: 6′

Sinopse: Um trabalho integrado no Programa “Novas Tendências” para o Departamento de Animação da EXPO`98, um vídeo dedicado a José Afonso.

Um Bairro Moderno é uma ideia original de Laurent Simões e apresenta, através duma descrição fotográfica, a memória realista das impressões de um bairro moderno. Imagens cristalizadas que descrevem dois ambientes percorridos por Zeca Afonso: A Cidade e o Campo.

Argumento, Realização, Filmagem, e Montagem: Laurent Simões
Música Original: «Galinhas do Mato» de José Afonso
Actor: Miguel Borges
Produção Executiva: Margarida Robalo
Ass. Imagem: Nuno Olim, Rui Ribeiro e Marista
Agradecimentos: Jorge Gouveia
Produção: AVANTI PT
Para EXPO’98

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Homenagens e tributos (2009)Tertúlias
10/12/2009By AJA

Convite da Associação Abril para jantar/homenagem a José Afonso

Caras e caros abrilistas e amigas/os:
A Associação Abril, como subscritora do projecto “80 anos de Zeca” e respondendo ao lema do seu plano de actividades para o próximo biénio, “A Cultura do Desassossego”, vai organizar uma actividade à volta desta incontornável personalidade que, mais do que ninguém, cultivou uma desassossegada forma de estar na vida.
A sua enorme inquietude, espírito de solidariedade e amor pela liberdade colocaram-no sempre ao lado dos desprotegidos, dos que não tinham voz e por isso utilizou a cantiga como arma para despertar consciências, denunciar injustiças, provocar a reflexão e conquistar assim pessoas para o seu ideal de um mundo mais justo e solidário.
Com este encontro queremos homenagear o enorme talento do cantautor mas também o homem de grande humanidade que partiu tão cedo do nosso convívio. Juntaremos amigos, companheiros de estrada e admiradores do Zeca num especial momento de convívio e partilharemos testemunhos, música, poesia e tudo o mais que a amizade e a saudade despertarem em nós.
Para tal propomos que participem num Jantar de Convívio, em jeito de tertúlia, no dia 18 DE DEZEMBRO, na Colectividade ADICENSE, na Rua de S. Pedro, nº 20 (Junto ao Museu do Fado, primeira rua à esquerda, prédio com portas vermelhas, logo no inicio da rua).
Estarão disponíveis para venda discos do Zeca e de tributo à sua memória, livros, posters e pins. Poderão constituir excelentes prendas de Natal e ajudarão a conservar a sua memória entre os jovens e aqueles que menos o conhecem.
Já dirigimos o convite a cantores e amigos destas andanças tendo tido a confirmação da presença de Francisco Fanhais, Vitorino, Janita Salomé, Manuel Freire, Luanda Cozetti, José Fanha, Helder Costa, Mário Tomé, José Carlos de Vasconcelos; Diana Andringa, Viriato Teles, Adelino Gomes, entre outros, dos quais esperamos confirmação.
O preço da inscrição para o Jantar será de 18 Euros e a hora para o encontro às 20.00 horas
Estamos certos de que apreciarão esta homenagem e o seu significado para a nossa Associação, pois constitui um contributo especial nas celebrações que durante todo o ano comemorativo tem vindo a relembrar o nosso grande cantor e a manter viva a sua presença entre nós.
Aguardamos a vossa adesão e divulgação entre os vossos amigos e desejamos a todos, Festas Felizes.
A Presidente da Comissão Coordenadora
Guadalupe Magalhães Portelinha
P.S: Por favor confirmar até dia 16, no máximo, para guadalupe.magalhaes@gmail.com ou para alipiodefreitas@gmail.com ou tms 966785119 / 962505797 (Alípio)

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80 anos de ZecaAJA NorteConferências
09/12/2009By AJA

É já amanhã. A não perder.

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Luís SepúlvedaTestemunhos
09/12/2009By AJA

Luís Sepúlveda sobre José Afonso


Luís Sepúlveda, no programa “Câmara Clara”, relembra o contacto com a música de José Afonso no Chile.

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Colóquios
09/12/2009By AJA

Colóquio “José Afonso na cidade do Sado”: os vídeos

Este é o 1º vídeo de uma série de 12, já disponíveis no nosso canal do Youtube, que registam o colóquio “José Afonso na cidade do Sado”, realizado a 3 de Abril de 2009, que contou com a moderação de Rui Mota e a presença e os testemunhos de Jorge Luz, Henrique Guerreiro, Helena Afonso e Álvaro Arranja.

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GrândolaJosé da ConceiçãoTestemunhos
08/12/2009By AJA

José da Conceição

José da Conceição, um dos organizadores do histórico concerto de José Afonso e Carlos Paredes a 17 de Maio de 1964, em Grândola, relembra aqui essa noite e outras histórias.

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80 anos de ZecaAJA Norte
07/12/2009By AJA

80 anos de Zeca

Não percam as actividades do projecto “80 Anos de Zeca”, levado a cabo pelo núcleo do norte da AJA. Os concertos, os colóquios, os tributos, etc. Toda a informação aqui.

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BiografiaColóquiosGeografias de uma vidaMoçambique
07/12/2009By AJA

Geografias de uma vida (Moçambique): os vídeos

O projecto da AJA, “Geografias de uma vida”, assenta no intuito de revisitar os lugares por onde José Afonso passou e semeou o seu exemplo de cidadania, recolhendo testemunhos, notícia e documentação de toda a ordem, das suas vivências (sobretudo as de carácter cívico e cultural), ou mesmo das que indirectamente acabou por proporcionar.
Assim, em 2 e 3 de Dezembro de 2005, no anfiteatro da Biblioteca Pública Municipal de Setúbal, decorreram sessões em que se viram, ouviram e falaram sobre alguns exemplos de actividades que José Afonso desenvolveu quer na antiga Lourenço Marques (Maputo), quer na Cidade da Beira.

Aqui fica o primeiro de 13 vídeos, onde ficaram registados esses dois dias.

Toda a informação sobre o colóquio aqui
Veja os restantes vídeos na página Youtube da AJA

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80 anos de ZecaAJA NorteHomenagens e tributos (2009)
06/12/2009By AJA

Tributo a Zeca

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Associação José Afonso
04/12/2009By AJA

Uma associação, uma carta, um convite

Estimados sócios e amigos da ASSOCIAÇÃO JOSÉ AFONSO
Não estranhem esta carta.
Ela é, como tudo o que nos é comum, determinada por factos que nos conduzem às lembranças do que somos, do que fazemos, porque fazemos, para quê e para quem.
A AJA precisa de pensar neste momento o que é, para que serve e de definir linhas de orientação para o futuro.
Pensamos que o poderemos fazer reunindo-nos para um almoço (feijoada), no Bando, em Palmela, no próximo dia 12 de Dezembro, sábado, às 13 horas e em que cada um pagará 15 euros.
Será um belo encontro em pleno Parque Natural da Arrábida, em que saberemos uns dos outros, e falaremos com realismo da história da AJA, das dificuldades em conceber a cultura como um bem necessário, da actualidade do exemplo de vida e obra do ZECA e de outras coisas que vierem à baila…
Se não servir para mais nada, mataremos saudades, o que já por si é um estímulo.
Certos de que a ASSOCIAÇÃO JOSÉ AFONSO será motivo suficiente para este encontro pedimos a confirmação até dia 7 para o telefone 265 185 580 ou associacaojoseafonso@gmail.com
UM ABRAÇO FRATERNO E SOLIDÁRIO
O Presidente da Direcção

Francisco Fanhais

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Viriato Teles
04/12/2009By AJA

Amanhã, no Porto

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Francisco FanhaisTertúlias
04/12/2009By AJA

Conversas e música à volta de José Afonso em Évora

Dia 7 de Dezembro, o bibliocafé Intensidez, em Évora, acolhe Francisco Fanhais e Arturo Reguera numa conversa de amigos à volta de José Afonso.

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80 anos de ZecaConferênciasGuilhermino Monteiro
03/12/2009By AJA

Conferência sobre a música de José Afonso

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80 anos de ZecaAJA Norte
02/12/2009By AJA

Agenda Dezembro para os “80 ANOS DE ZECA”

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BibliografiaFotobiografiaIrene Pimentel
02/12/2009By AJA

No restaurante “O Bispo”

Na próxima 5ª feira, dia 3 de Dezembro, a historiadora Irene Flunser Pimentel estará no restaurante “O Bispo”, no Seixal, para mais uma rubrica “À conversa com…”.
O tema será a recente publicação da fotobiografia de José Afonso, cujo texto é da sua responsabilidade.
Nessa noite estarão presentes o editor do livro, Joaquim Vieira, bem como Francisco Fanhais, presidente da Associação José Afonso e cantor.
No final da apresentação haverá oportunidade para se cantarem alguns temas de José Afonso.

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80 anos de ZecaHomenagens e tributos (2009)
01/12/2009By AJA

À volta de José Afonso

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EntrevistasViriato Teles
30/11/2009By AJA

Entrevista a Viriato Teles pelo blogue Portugal Rebelde

Depois de Lisboa, Viriato Teles vai estar no próximo dia 5 de Dezembro na cidade do Porto, para apresentar a reedição do livro “As Voltas de um Andarilho – Fragmentos da vida e obra de José Afonso” (Assírio & Alvim, 2009). O médico e guitarrista Rui Pato, que foi o principal e mais regular acompanhante de José Afonso nos anos 60, estará presente nesta apresentação. O Portugal Rebelde esteve recentemente à conversa com Viriato Teles e revela-lhe agora em “Discurso Directo” algumas das razões da edição de “As Voltas de um Andarilho”.
Portugal Rebelde – O que podemos encontrar de novo na reedição de “As voltas de um andarilho – Fragmentos da vida e obra de José Afonso”?
Viriato Teles – Além de algumas correcções de pormenor, acrescentei alguns outros textos e um novo conjunto de fotografias, incluindo algumas que até agora nunca tinham sido publicadas. Destaco sobretudo as fotos do Carlos Gil, um grande repórter fotográfico, meu amigo e do Zeca, infelizmente também já desaparecido. E as do Luís Paulo Moura tiradas durante o último espectáculo de José Afonso, em Maio de 1983 no Coliseu do Porto. São, na sua maioria, retratos que até hoje nunca tinham sido publicados. Além disso, incluí uma relação, tão exaustiva quanto possível, das versões de temas de Zeca gravados por outros intérpretes, desde os anos 60 até hoje. Consegui recensear à volta de 300 versões, incluídas em mais de 200 discos gravados por diferentes artistas de Portugal, Brasil, Espanha, França, Alemanha, Estados Unidos. Na verdade, a obra de Zeca é muito mais universal do que se pensa, e este levantamento prova de que ele é seguramente um dos autores portugueses mais cantados pelo mundo fora. O que não espanta, se pensarmos naquilo que a “revolução dos cravos”, que é como o nosso 25 de Abril é conhecido fora de Portugal, representou para o mundo nos anos 70. Não é exagero dizer que foi um dos mais importantes movimentos revolucionários da segunda metade do século XX, e José Afonso, através da “Grândola” e não só, foi o seu mais genuíno porta-voz.
PR – Sei que seguiu muito de perto as voltas deste “andarilho”. Que memórias guarda do homem e do músico José Afonso?
VT – Além do criador genial que todos podemos ainda hoje apreciar, era um ser humano de excepção e uma pessoa de grande coerência ética e estética. Tê-lo conhecido e ter privado com ele em alguns momentos da sua vida foi, obviamente, um privilégio e contribuiu muito para a minha formação. Guardo uma recordação muito viva do modo como se relacionava com o mundo, da sua inquietude permanente, do seu enorme sentido de humor. Tudo isso ajudou a fazer de mim aquilo que sou hoje. Porque nós somos quem somos, mas somos também fruto daquilo que nos rodeia e do que colhemos das pessoas que cruzam as nossas vidas, e nesse sentido eu reconheço que tive sorte, já que conheci algumas pessoas fantásticas. E não falo apenas de gente que conheci episodicamente no decurso da minha vida profissional, mas de alguns amigos que fui conquistando dentro e fora dos jornais, como o Adriano Correia de Oliveira, o Fernando Assis Pacheco, o Carlos Paredes, o Afonso Praça, a Edite Soeiro, o Miguel Serrano, o Luís Pignatelli – para citar apenas alguns dos que já partiram. Todos eles, cada um à sua maneira, foram importantes para mim.
PR – Como é que explica que as músicas de José Afonso de há 40 anos, mantenham a mesma frescura e modernidade que tinham quando foram escritas?
VT – Isso acontece porque, por um lado, “o Zeca era mesmo genial”, como muito bem explica o Sérgio Godinho no prefácio do meu livro. As canções do Zeca, mesmo as mais datadas, mostraram ser capazes de resistir ao tempo de um modo que só excepcionalmente acontece no mundo da música popular. Um ouvinte que chegasse agora de Marte poderia pensar que o “Cantigas do Maio” foi gravado na semana passada, porque não há nada nesse disco que acuse o “peso” da idade. E isso é o que distingue os génios dos criadores vulgares. Por outro lado, as próprias palavras que o Zeca canta mantêm, infelizmente, toda a actualidade, e isso também talvez seja uma razão para que muitas pessoas continuem a identificar-se com estas canções, que falam de problemas que nunca deixaram de existir. Porque ainda há muitos “meninos do bairro negro” e continuam a existir uma data de “vampiros”, mesmo que por vezes andem por aí de face oculta…
PR – Que canções do “Zeca” escolhia como músicas da sua vida?
VT – Ui! São tantas que a escolha se torna virtualmente impossível. Dependendo da altura, poderia escolher o “Menino d’Oiro”, que é um tema referencial da minha infância, ou a “Canção de Embalar”, que foi a primeira música do Zeca que dei a ouvir ao meu filho. Ou o “Por Trás Daquela Janela” ou o “Fui à Beira do Mar” ou o “Maio Maduro Maio”, porque todas elas são das canções mais belas que conheço. Ou o “Nefretite Não Tinha Papeira” e o “Primo Convexo”, porque também gosto muito da vertente surrealista do Zeca. Sinceramente, é uma escolha muito complicada…
PR – “A música é comprometida quando o músico, como o cidadão, é um homem comprometido”. Foi este o caminho que José Afonso nunca deixou trilhar?
VT – Sem dúvida. Ele manteve-se coerente e lúcido até ao fim, nunca deixou de lutar pela “cidade sem muros nem ameias”, a “capital da alegria” que foi, afinal, a razão de ser da existência de todos os que procuraram fazer do mundo um lugar melhor para se viver. E se, por um lado, estou de acordo com os que dizem que não se pode reduzir José Afonso à intervenção política – porque a sua música vale por si mesma, independentemente de outras razões – também creio que o oposto é igualmente redutor. Não se pode olhar para a música de Zeca e esquecer o resto, as circunstâncias que lhe deram origem. Ou seja: nem o revolucionário deve sobrepor-se ao artista, nem o músico deve fazer esquecer o militante. Se houve coisa que ele nunca quis ser foi uma unanimidade, e não podemos ignorar o carácter utilitário que ele sempre atribuiu à sua música, como factor de agitação de massas. Escolheu o lado esquerdo da vida, viveu e morreu nele, e é aí que deve continuar.
PR – José Afonso morreu há mais de duas décadas. Sente que há uma nova geração, que ainda não descobriu a vida e a obra deste “andarilho”?
VT – O Zeca morreu há 22 anos, mas de certo modo está hoje mais vivo do que nunca. Creio que a nova geração já o descobriu, pelo menos em parte, e a prova disso está em que nos últimos dez anos foram gravadas tantas versões de músicas dele como as que foram feitas ao longo das duas últimas décadas do século passado. Isso acontece pelas razões que apontei atrás: a modernidade que esta música continua a ter e que exerce um natural fascínio junto dos mais novos, mas também, julgo eu, porque muitos desses jovens se identificam com as preocupações expressas nestas músicas. Claro que nem todos apreendem o Zeca da mesma maneira, e não há mal nenhum nisso, bem pelo contrário. O importante é que quem hoje parte para a redescoberta das suas canções esteja disponível para ver não apenas a letra e a música, mas também a “alma” que existe em cada uma delas.
PR – O “Zeca” será recordado para sempre como um símbolo da liberdade?
VT – Mal estaremos quando assim não for. Espero bem que sim, porque o é, de facto. E não só em Portugal. Ainda há poucos dias, numa entrevista na RTP 2, o Luís Sepúlveda falava da importância que José Afonso e a revolução portuguesa tiveram para os chilenos, durante os tempos difíceis da ditadura de Pinochet, e que a “Grândola” era ouvida em segredo e cantada nas prisões, como um hino de resistência. Na pesquisa que fiz para este livro encontrei mais de 60 versões da “Grândola”, gravadas por artistas de pelo menos uma dúzia de países, desde Espanha à Finlândia, Brasil, Holanda, Chile, Alemanha, Suécia, Estados Unidos… Em versões instrumentais, corais, de jazz, rock, sei lá! Além das que nunca chegaram a ser gravadas e outras que provavelmente existirão e ainda não descobri. Isto ajuda a compreender a dimensão universal deste homem e desta obra. Em Portugal habituámo-nos a pensar em ponto pequeno, e por isso já ouvi dizer que o Zeca é «o nosso Pete Seeger» ou «o nosso Bob Dylan». Mas eu creio que é o inverso: com todo o respeito que tenho por ambos, eles é que são os Zecas norte-americanos…
Portugal Rebelde

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FotobiografiaGrândolaIrene Pimentel
27/11/2009By AJA

Irene Pimentel apresenta a fotobiografia de José Afonso em Grândola

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Michel Giacometti
26/11/2009By AJA

Lançamento do “Romanceiro de tradição oral”

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Homenagens e tributos (2009)Homenagens e tributos (dança)
22/11/2009By AJA

“Dançando Zeca Afonso” em Estarreja

Na próxima quinta-feira, o Cine-Teatro de Estarreja vai apresentar um espectáculo de dança contemporânea comemorativo do 80º aniversário do nascimento de José Afonso. O espectáculo Dançando Zeca porá em ressonância o hip-hop, a encenação contemporânea, as artes de rua e a música de José Afonso, além de ser um momento de encontro entre França e Portugal, permitindo a partilha de duas visões da dança e favorecendo o sempre frutuoso intercâmbio cultural.
O trabalho é realizado com base na vida e obra de José Afonso e é levado a cabo por Alcides Valente, na qualidade de coreógrafo e por dois bailarinos franceses que serão também assistentes da coreografia. Serão feitas audições a bailarinos portugueses de modo a encontrar quatro ou cinco que integrem o projecto a desenvolver colectivamente. Haverá ainda master classes técnicas e artísticas abertas ao público e aos estudantes e professores de música da região de Aveiro.
O resultado final, que constituirá a primeira parte de um projecto maior intitulado Água Salgada, será apresentado sob a forma de espectáculo em vários espaços, entre os quais o Cine-Teatro de Estarreja.

Retirado daqui
Mais informações

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Fotografia
20/11/2009By AJA

Na cooperativa Árvore

José Afonso e Carlos Paredes, em1969, na cooperativa Árvore, no Porto. Numa das fotos, vê-se Mário Viegas junto à guitarra de Paredes.
Há por aí alguém com memória desta noite?
 

Fotos de Sérgio Valente partilhadas por Teodósio Dias.

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80 anos de ZecaAJA NorteHomenagens e tributos (música)
20/11/2009By AJA

“O canto de intervenção” no Porto

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80 anos de ZecaAJA NorteGalizaHomenagens e tributos (música)
17/11/2009By AJA

“O canto de intervenção” vai até Ferrol, Galiza

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Viriato Teles
16/11/2009By AJA

“As voltas de um andarilho”, sobre José Afonso


Uma “reportagem biográfica” é como o jornalista Viriato Teles classifica o seu livro “As voltas de um andarilho – Fragmentos da vida e obra de José Afonso”, com lançamento terça-feira na Biblioteca-Museu República e Resistência, Lisboa.

“Este livro, tal como um primeiro esboço realizado em 1983 e a edição de 1999, não é, nem pretende ser, uma biografia de Zeca Afonso”, disse Viriato Teles à agência Lusa, qualificando-o antes como uma “reportagem biográfica” que reúne “fragmentos da vida e obra” do cantautor, como indica o subtítulo, acrescentando tratar-se de uma edição revista e actualizada da publicada em 1999.
Para Viriato Teles, a edição que vai agora para as bancas é “apenas um pequeno contributo para que a memória de José Afonso não se apague”, embora lhe pareça que o o músico “está hoje mais vivo do que nunca, incluindo junto dos mais jovens, que se identificam cada vez mais com a obra” do autor de “Baladas de Coimbra”, “Coro dos Caídos” ou de “Cantares de Andarilho”.
Prova disso é a quantidade de versões de canções do autor que têm sido publicadas depois da morte de José Afonso,e que atingiram um pico bastante elevado em 2007, ano do 20.º aniversário da sua morte, quando saíram “sete ou oito discos” dedicados à obra do compositor, sustenta.
“A obra do Zeca mantém-se viva, não apenas pela universalidade da música, como pela modernidade e actualidade das letras. Afinal de contas o “Menino do Bairro Negro” e “Os vampiros” continuam actuais e andam por aí, assim como continuam actuais todos os pressupostos cantados pelo Zeca”, justifica.
Viriato Teles fundamenta a obra agora editada com o facto de este ano se assinalar o 80.º aniversário do nascimento de José Afonso, razão por que considerou oportuno actualizar a edição de 1999, há muito esgotada, “corrigindo e actualizando o que era necessário”, incluindo a publicação de uma “listagem tão exaustiva quanto possível de toda a discografia do Zeca, e novas fotografias, algumas das quais inéditas”.
Entre os dados que se mantêm da edição de 1999 conta-se o prefácio de Sérgio Godinho, em que o músico considera José Afonso “um génio”.
Uma listagem da discografia que contabiliza temas de José Afonso em mais de 200 discos (à data da escrita do livro, que só inclui discos dos quais houvesse no mínimo duas referências e que já está desactualizada, já que desde que a obra foi para a tipografia mais temas de José Afonso surgiram noutros trabalhos discográficos, observa.
José Afonso nasceu em Aveiro a 02 de Agosto de 1929 e morreu em Setúbal na madrugada de 23 de Fevereiro de 1987.

Diário de Notícias

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80 anos de ZecaViriato Teles
16/11/2009By AJA

Lançamento no Porto

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Viriato Teles
13/11/2009By AJA

Lançamento do livro “As voltas de um andarilho”

Traz outro amigo também.

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José Santa-Bárbara
12/11/2009By AJA

Exposição de José Santa-Bárbara

José Santa-Bárbara, a quem se devem as capas de tantos discos de José Afonso, tem a exposição “Quotidianos” patente na Cidiarte, em Lisboa, até 2 de Janeiro.

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Homenagens e tributos (2009)Homenagens e tributos (música)Zeca Medeiros
10/11/2009By AJA

“O cantador” – Zeca Medeiros

Zeca Medeiros interpreta “O cantador”, um tema dedicado a José Afonso, incluído no álbum “Torna Viagem”.
Concerto no OndaJazz, em 5 de Outubro de 2007, com Paulo Borges (piano) e Gil Alves (percussões, flauta e Glockenspiel) e convidados especiais: Mariana Abrunheiro e João Domingos.

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Imprensa
07/11/2009By AJA

José Afonso na revista comemorativa dos 25 anos da Blitz

Clicar nas imagens para aumentar.

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80 anos de ZecaHomenagens e tributos (2009)Homenagens e tributos (dança)
07/11/2009By AJA

Dançando Zeca

Desde há muito que desejo trabalhar em torno da música de José Afonso. O que me atrai na sua obra é a multiplicidade de universos musicais que abrange: do fado ao canto popular. Isso abre-me várias possibilidades ao nível da coreografia e da encenação. José Afonso é uma personagem controversa, mas esse é mais um factor de atracção, pois as minhas coreografias também têm suscitado polémicas.
A comemoração do octogésimo aniversário do nascimento de José Afonso será o momento de levar a cabo um projecto que ganhou pernas com o desafio lançado pelo Eduardo, numa mesa de café em Aveiro. Unimo-nos ambos em torno desse ícone Português, e no espírito da canção “traz um amigo também”, a Produções Aleatórias uniu-se a Tempos e Eventos. Eduardo e Cristina deram os primeiros passos para a concretização desta ideia que já me habitava.
Este projecto porá em ressonância o hip-hop, a encenação contemporânea, as artes de rua e a música de José Afonso, além de ser um momento de encontro entre França e Portugal, permitindo a partilha de duas visões da dança e favorecendo o sempre frutuoso intercâmbio cultural.
O trabalho será realizado com base na vida e obra de José Afonso e será levado a cabo por mim, na qualidade de coreógrafo e por dois bailarinos franceses que serão também assistentes da coreografia. Serão feitas audições a bailarinos portugueses de modo a encontrar quatro ou cinco que integrem o projecto a desenvolver colectivamente. Haverá ainda master classes técnicas e artísticas abertas ao público e aos estudantes e professores de música de Aveiro.
O resultado final, que constituirá a primeira parte de um projecto maior intitulado Água Salgada, será apresentado sob a forma de espectáculo em vários espaços.
Com a Produções Aleatórias, a Tempos e Eventos e outros “amigos também”, seremos muitos, unidos pela arte, a prestar a tão merecida homenagem a Zeca Afonso.
Alcides Valente
Coreógrafo
Audições dia 10 de Novembro – Centro Cultural e de Congressos de Aveiro
Master Class’s nos dias 21 e 22 de Novembro.
Contactos:
Eduardo Vale da Costa
http://www.producoesaleatorias.com
Tel: +351 234 285 097
Telm: +351 964 653 440
http://www.temposeeventos.com

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Galiza
06/11/2009By AJA

Cartaz editado pela Gentalha do Pichel

Dentro das actividades que a Gentalha está a promover junto com outros colectivos galegos e portugueses, insire-se a ediçom deste cartaz que será distribuido de graça desde o nosso centro social.
O José Afonso é, para a maioria de galegos e galegas, o mais conhecido cantor de intervençom português. Em Portugal, esta figura representa o compromisso em estado puro com a transformaçom social através da música. Dum lado e outro da raia, a qualidade das suas músicas e poemas é celebrada com entusiasmo, e muitas bandas contemporáneas versionam as suas cançons quase 25 anos depois da sua morte. Pouca gente sabe, no entanto, que também foi um grande amigo Galiza. O José Afonso assumiu o papel de um duplo embaixador de luxo, da Revoluçom dos Cravos aquém Minho e da causa galega além Minho, onde dizia estar “farto de explicar por todo o lugar que a Galiza nom é Espanha”. Foi em Compostela que o Zeca tocou pola primeira vez o mítico hino ‘Grândola, Vila Morena’, e foi ele que deu a conhecer no mundo umha das mais bonitas cantigas populares galegas: ‘Achega-te a mim, Maruxa’. Em Agosto de 1985, quando já estava gravemente doente, o cantor português recebeu, no parque de Castrelos de Vigo, umha das mais emotivas homenagens que se lembram. Este ano, 80 desde o seu nascimento, voltamos a lembrar a quem nunca esquecemos.
A Gentalha do Pichel (Santiago de Compostela, Galiza)

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GalizaHomenagens e tributos (2009)
06/11/2009By AJA

Compostela homenageia Zeca Afonso nos 80 anos do seu nascimento

Músicos portugueses e espanhóis participam hoje num concerto de homenagem aos 80 anos do nascimento de Zeca Afonso, organizado pela associação A Gentalha do Pichel, de Santiago de Compostela (Galiza, Espanha)
O concerto, Traz um amigo também, contará com a participação de vários músicas que partilharam palcos com a voz mais famosa da canção de intervenção portuguesa, entre eles Xico de Carinho, que tocará com o seu grupo Na Virada, Luis Almeida, Juan Guitián, Arturo Regueira e Antom Labranha.
Participam ainda os músicos Uxía Senlle, José Pumar, e Benedito de Voces Ceibes.
Eduardo Maragoto, da associação que promove o concerto, explica que se trata de mais uma iniciativa no âmbito de encontros «entre a Galiza e os demais países de língua lusófona».
Maragoto explicou ainda que a associação galega tem vindo a colaborar cada vez mais com a Associação José Afonso, no intuito de «actualizar a vida e a obra do Zeca» que «sempre manteve uma relação especial com a Galiza e com a luta anti-fascista, dos dois lados do rio Minho».
Foi aliás em Santiago de Compostela, na praça do Burgo das Nações, onde Zeca cantou em público pela primeira vez, a 10 de Maio de 1972, a sua canção mais mediatiza, Grândola Vila Morena
«O Zeca estava muito vinculado à Galiza e muito comprometido com a causa galega», disse Maragoto que explicou que o músico incorporou vários temas tradicionais desta região espanhola no seu reportório.

Lusa / SOL

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Concertos de José AfonsoImprensa
06/11/2009By AJA

Despedida de Zeca Afonso aconteceu no Coliseu do Porto há 26 anos

Muito se fala sobre o concerto que Zeca Afonso realizou em Janeiro de 1983, no Coliseu dos Recreios, e do qual a RTP fez uma gravação vídeo que é habitualmente recuperada na altura das comemorações do 25 de Abril, mas poucos decerto saberão que o cantor viria a actuar uns meses mais tarde, no Porto, naquela que seria, de facto, a sua despedida dos palcos. Sabe-se que, nesse mesmo ano, Zeca Afonso ainda deu a cara em alguns eventos informais em Coimbra (esse facto é, de resto, mencionado por Irene Flunser Pimentel na fotobiografia do cantor recentemente editada), de que chegou até a ser gravado um disco pirata. Mas o último grande concerto foi, sem dúvida, o do Coliseu do Porto, que aconteceu a 25 de Maio de 1983 perante uma sala esgotadíssima desde há cerca de dois meses.
Avelino Tavares, promotor musical da Mundo da Canção, foi a “alma mater” do evento e não tem dúvidas de que, depois disso, não mais Zeca Afonso voltou a apresentar-se em público. “Lembro-me até de, no dia seguinte ao concerto, ter ido levar o José Afonso e a Zélia [mulher dele] à estação de Campanhã porque ele ia a Coimbra receber a medalha de honra da cidade. E, na melhor das hipóteses, o que terá havido é uma festa de estudantes em que se terão cantado uns fados”, recorda.
Para o concerto do Porto, e por exigência do cantor, todos os bilhetes foram postos à venda ao mesmo preço: 500 escudos. A procura foi enorme, a ponto, de, na altura, ter crescido o boato infundado de que haveria ingressos a serem “vendidos à mesa do café”.
“Algo de imperdível acontecera”
Durante o espectáculo, viveu-se no Coliseu uma “atmosfera emocional intensa”, que Tavares compara com a de Lisboa quatro meses antes: “Porventura com menos folclore, mas mais denso e sentido”. Paulo Esperança, que preside hoje ao Núcleo Regional do Norte da Associação José Afonso, também lá estava nessa noite única. Recorda-se de o concerto, que acabou por ser uma espécie de retrospectiva da carreira do can-tor, ter terminado com a “Grândola Vila Morena” e de, já na rua, as pessoas regressarem a entoar em coro canções do reportório de Zeca Afonso. “Nenhum de nós sabia se aquele viria a ser o último concerto. Mas todos tínhamos consciência de que algo de imperdível se passara”, conta Paulo Esperança. O cantor já estava bastante debilitado (eram já claros os sinais da doença neuro-degenerativa que viria a vitimá-lo, quatro anos depois), precisou de sentar-se com alguma frequência e, para alguns coros, contou com o apoio de Sérgio Mestre, um seu habitual cúmplice. E também lá estiveram dois amigos da canção coimbrã, mais uma prova, para Avelino Tavares, de que não houve nenhum concerto em Coimbra, “caso contrário eles nunca teriam vindo cá de propósito”.
Autógrafos frustrados
Aliás, foi o estado de saúde do cantor que levou, na altura, Avelino a travar algo que já planeara: “No dia 26, fomos almoçar a um restaurante na Ribeira, com o Fanhais e outros músicos, e eu levava um saco com os LP’s todos que eu tinha dele para me autografar. Eram muitos os discos que havia para assinar e, ao ver como ele já estava, acabei por desistir. Senti que tinha de ter respeito por ele”.
Avelino Tavares chegou a ver Zeca Afonso, ao vivo, na Escola Infante D. Henrique, ainda antes do 25 de Abril, e esteve presente, no lendário concerto realizado sob alta vigilância da PIDE e que reuniu vários cantores de intervenção no Coliseu de Lisboa, em Março de 1974, quando já se pressentia o apodrecimento definitivo do Estado Novo.
Mas foi na revista “Mundo da Canção”, de que foi director e cujo primeiro número saiu em Dezembro de 1969, que Avelino Tavares mais tentou promover José Afonso, publicando-lhes as letras, bem como as de outros cantores igualmente comprometidos. Foi dele a primeira capa a cores da MC, correspondente ao número 12 (Novembro de 1970). Mais tarde, o cantor viria de novo a surgir na capa da revista, precisamente em Fevereiro de 1975, na esteira do lançamento do álbum “Coro dos Tribunais”.
Depois de muitos meses a iludir a censura com páginas em que textos de conteúdo mais político dividiam espaço com “anúncios pirosos” a depilatórios e calças de terylene, a revista acabou mesmo por ser apreendida quando saiu o número 34, por causa da existência de um suplemento dedicado às novas músicas. Só depois da revolução Avelino Tavares viria a conseguir repor em circulação os malfadados exemplares. Uma aventura editorial que durou até Junho de 1985, sempre sob a aura inspiradora de José Afonso: “Nós vamos todos desaparecer, mas ele vai ficar”.

Nuno Corvacho
nuno.corvacho@grandeportoonline.pt
Retirado daqui

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BibliografiaViriato Teles
06/11/2009By AJA

“As volta de um andarilho” – o sítio do livro

Visitem o sítio que acompanha o livro de Viriato Teles: “As voltas de um andarilho”.

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Júlio Pereira
04/11/2009By AJA

Júlio Pereira no CCB

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LançamentosViriato Teles
04/11/2009By AJA

Lançamentos do livro “As voltas de um andarilho” de Viriato Teles

Lisboa – dia 17 de Novembro, pelas 19h, no Museu da República e Resistência, com apresentação de João Paulo Guerra e intervenção musical dos Couple Coffee.

Porto – dia 5 de Dezembro, pelas 16h, no espaço Tane Timor (na Ribeira), com apresentação de Rui Pato e uma intervenção musical de João Teixeira.

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Helena Afonso
04/11/2009By AJA

Lena Afonso entrevistada na Catalunha, aquando da entrega do prémio Liberpress 2009 a José Afonso, em Outubro

«Zeca simbolitza els valors de l’humanisme i dels drets humans»

Ha recollit a Girona el premi Memorial LiberPress, atorgat al seu pare per la seva infatigable lluita per la democràcia, la llibertat i la solidaritat, uns valors que ella enriqueix amb un tenaç combat contra la mediocritat cultural

Considera que els valors destacats per l’associació LiberPress reflecteixen la trajectòria de Zeca Afonso?
–«Del tot. A Girona m’he sentit una vegada més molt orgullosa del reconeixement que se li ha fet al meu pare, el qual compartia amb tots els homenatjats (el lingüista Mark Abley, el cineasta Giuliano Montaldo, l’humorista Fer, els cantants Luis Eduardo Aute i José Antonio Labordeta, i l’escriptor Tom Sharpe) un esmolat esperit de lluita contra els sistemes repressius i a favor de la llibertat. Zeca era sobretot un humanista convençut, un defensor de la igualtat, la solidaritat i la cultura com a factor d’alliberament, i s’hauria sentit molt content d’un premi que li arriba des d’una associació sense ànim de lucre que promou la cultura de la solidaritat.»
–Part de la seva consciència política va néixer durant la seva estada a Angola i Moçambic?
–«Sí, allà va conèixer una realitat molt dura, la part més brutal de la dictadura portuguesa, que ocupava militarment Cap Verd, Guinea, Angola i Moçambic. Als anys seixanta va esclatar amb força la lluita anticolonial i ell va anar radicalitzant la seva posició, veient com els fills de les famílies més pobres eren enviats a l’Àfrica a fer la guerra contra un poble que vivia en condicions d’absoluta explotació. Però per a Zeca Àfrica no va ser només una escola de reforçament ideològic sinó també una font importantíssima d’inspiració musical, com valoren els estudiosos de la seva obra.»

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AJA Norte
30/10/2009By AJA

“O canto de intervenção” no SINAPSA

O SINAPSA – Sindicato Nacional dos Profissionais de Seguros e Afins, vai realizar um evento Sexta-Feira 13 de Novembro inserido nas comemorações dos “80 Anos de Zeca Afonso”.

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80 anos de ZecaImprensa
28/10/2009By AJA

Vila Nova de Gaia demostra a vixencia da mensaxe de Zeca Afonso

Máis dun cento de colectivos galegos e portugueses uníronse para pór en marcha o proxecto 80 anos de Zeca Afonso. Ata o 1 de agosto de 2010 desenvolveranse toda unha serie de variadas actividades que contan co obxectivo común de homenaxear ao cantautor portugués. Unha desas propostas celebrarase a vindeira semana, o venres 6 de novembro, en Vilanova de Gaia, onde actuarán os músicos José Luís Guimares, José Silva, Tino Flores e Ana Ribeiro. Esta última artista pasou polos micrófonos de Radiofusiòn e destacou que “as mensaxes do Zeca son cada vez máis importantes”.
Segundo as palabras de Ana Ribeiro, ao tributo do día 6 acáelle mellor a denominación de “sesión de intervención” que a de “concerto”. Parafraseando a José Mário Branco, a cantante portuguesa defendeu en Radiofusiòn que “a cantiga é unha arma” e, como tal, conta cun gran poder de mobilización social.
O programa 80 anos de Zeca Afonso atópase aberto á participación. Todos aqueles colectivos que queiran adherirse ao proxecto ou promover iniciativas relacionadas co cantautor portugués poden facelo a través do blog 80anosdezeca.blogspot.com.
Ouvir entrevista de Elena Dopico a Ana Ribeiro en Radiofusión
Radio Fusión – A programación das radios galegas

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80 anos de Zeca
28/10/2009By AJA

Agenda Novembro para os “80 ANOS DE ZECA”

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GalizaHomenagens e tributos (2009)
27/10/2009By AJA

“Traz um amigo também” A gentalha traz os amigos do Zeca ao pichel


Esperamos ver-vos!
6 de novembro | 21h30 | Rua Santa Clara, 21 – Santiago de Compostela, Galiza

Na virada (gz)
José Pumar (gz)
Uxia Senlle (gz)
Luís Almeida (pt)

Estarám connosco Xico de Carinho, Benedito, Antom Labranha, Juan Guitián e Arturo Reguera.

Haverá petiscos.

Venda antecipada no Pichel (aforo limitado)

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80 anos de ZecaHomenagens e tributos (2009)
23/10/2009By AJA

“Tributo ao Zeca” em Mafamude

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Sem categoria
20/10/2009By AJA

Concerto em Setúbal | Uma homenagem a Zeca Afonso

O cantor e compositor português Zeca Afonso foi, sábado à noite, homenageado com um concerto pelos setubalenses Ensemble Voct, tributo realizado no Salão Nobre dos Paços do Concelho perante mais de 150 pessoas.
Presente no espectáculo, integrado no programa municipal do Mês da Música, e no qual foram recordados vários temas do músico, esteve a filha a filha de José Afonso, bem como diversos elementos da Associação José Afonso.
“Venham Mais Cinco”, “Cantigas do Maio” ou “Canção de Embalar” foram alguns temas entoados pelos Ensemble Voct que, durante mais de hora e meia, encantaram, em estilo vocal “à capela”, o muito público presente na iniciativa.
O concerto de homenagem a José Afonso resulta de um projecto desenvolvido desde 2007 pelos Ensemble Voct em parceria com a Associação José Afonso, surgido no decorrer das homenagens pelos 20 anos da morte deste cantautor, e conta com o envolvimento dos compositores Christopher Bochmann, Eurico Carrapatoso, Gonçalo Lourenço e Mário Ribeiro.

Retirado de Rostos.pt

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AJA Norte
20/10/2009By AJA

Rota das noites do Zeca

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80 anos de Zeca
18/10/2009By AJA

Rota das Noites do Zeca | Música e Poesia

Quinta-feira, dia 22 de Outubro, 22
GATO VADIO | Livraria, Atelier de Design, Café-bar
Rua do Rosário, 281 – Porto
t. 22 2026016
e. gatovadio.livraria@gmail.com
Org. AJA Norte, Gato Vadio, Império da Girafa | ” 80 Anos de Zeca “

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Adriano Correia de Oliveira
13/10/2009By AJA

Adriano C. de Oliveira no Clube Literário do Porto

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Arranjos instrumentaisRão Kyao
10/10/2009By AJA

Novo disco de Rão Kyao com 2 temas de José Afonso

Versões instrumentais de “O meu menino é d’oiro” e “Balada de Outono”.

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BibliografiaViriato Teles
09/10/2009By AJA

Reedição de “As voltas de um andarilho”

Uma das obras fundamentais sobre José Afonso: “As voltas de um andarilho” de Virato Teles, será reeditada, desta vez pela Assírio & Alvim. Esta edição, revista e aumentada, estará à venda no final deste mês. Até lá, poderão saber mais um pouco em: http://andarilho.viriatoteles.net/

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Sem categoria
07/10/2009By AJA

Concerto de homenagem a José Afonso pelo Voct Ensemble

O Voct Ensemble irá oferecer-nos um concerto de homenagem a José Afonso, no 80º aniversário do seu nascimento, com arranjos inéditos, à cappella, de Christopher Bochmann, Eurico Carrapatoso, Gonçalo Lourenço e Mário Ribeiro, entre outros.

Este concerto insere-se na iniciativa “Mês da Música”, da Câmara Municipal de Setúbal.

Um concerto a não perder.

Local: Salão Nobre da Câmara Municipal de Setúbal

Data: 17-10-2009
Hora: 21:30
Entrada livre

myspace.com/ensemblevoct | www.ensemblevoct.com

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80 anos de Zeca
05/10/2009By AJA

À noite… o Zeca

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80 anos de ZecaDocumentários
24/09/2009By AJA

2 de Outubro, no Clube Literário do Porto

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Coimbra
19/09/2009By AJA

Hoje, em Coimbra

Pelas 15:30 na Casa Municipal da Cultura, podemos assistir às conversas sobre “A vivência coimbrã de José Afonso” por Carlos Couceiro, Durval Moreirinhas e Luiz Goes.

Informações: Casa Municipal da Cultura (telef. 239 702 630)

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Partituras e tablaturas
18/09/2009By AJA

Saiba mais sobre o livro de partituras…

A AJA convida-vos a ouvir um excerto do CD e saber mais sobre este livro de partituras. Venha daí

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Fernando CouceiroPartituras e tablaturas
17/09/2009By AJA

Convite para lançamento de livro

A editora Metriround, em parceria com a Associação José Afonso, irá realizar o lançamento do 1º volume de uma colecção dedicada a partituras e tablaturas para guitarra acústica de temas de música portuguesa.
Dedicado na íntegra a José Afonso, o 1º volume reúne 10 arranjos da autoria do guitarrista Fernando Couceiro e é acompanhado por um CD didáctico onde o próprio guitarrista executa as 10 obras.
A apresentação estará a cargo de Adelino Gomes.
O lançamento terá lugar no dia 22 de Setembro, pelas 21h30, na Casa da Imprensa, Rua da Horta Seca, 20 (Junto ao Largo do Camões), em Lisboa.
Apareçam e tragam outro amigo também.

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Cristina Branco
17/09/2009By AJA

Mais um concerto de “Abril” por Cristina Branco

Cristina Branco tem em mãos o novo “Kronos”, mas, para este concerto, a viagem no tempo é outro. “Abril” é o nome da obra. Zeca Afonso, o alvo. Lisboa recebe o tributo da fadista no dia 2 de Outubro.
Apresentação de “Abril” – Tributo a Zeca Afonso.

Parque Mayer – Travessa do Salitre
Dia 02-10-2009, às 21h30, Preço 5€.

Informações: 707234234.

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Homenagens e tributos (2009)Poesia
15/09/2009By AJA

A poesia de José Afonso ouviu-se no canal de Aveiro

No dia 12 de Setembro, numa acção de parceria com a Livraria Buchholz, o Grupo Poético de Aveiro espalhou pela cidade a poesia de José Afonso.

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CoimbraHomenagens e tributos (2009)
10/09/2009By AJA

Cartaz alusivo ao Memorial José Afonso

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Homenagens e tributos (2009)
09/09/2009By AJA

Cartaxo revisita canções e vida de Zeca Afonso

Uma exposição fotográfica da vida e obra de José Afonso e uma evocação musical marcam mais uma edição das “Cantigas do Zeca”, dia 12 de Setembro, pelas 21h30, no Centro Cultural do Cartaxo. Em destaque vão estar as actuações de Pedro Barroso e do Grupo de Fado de Coimbra e Toada Coimbrã. Com entrada livre, as “Cantigas do Zeca” são uma organização da Associação José Afonso, com apoio da autarquia do Cartaxo.

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Homenagens e tributos (2009)Homenagens e tributos (dança)
08/09/2009By AJA

“Dançar Zeca Afonso”

Foto de Sérgio Claro
A CeDeCe – Companhia de Dança Contemporânea apresenta o espectáculo “Dançar Zeca Afonso” no dia 12 de Setembro, às 21h30, no TAGV. Este espectáculo, com concepção e coreografia de António Rodrigues sobre música de José Afonso cantada pelo próprio, originalmente criado em 1994, está integrado num conjunto de iniciativas a decorrerem em Coimbra, propostas pela CMC, entre Setembro e Outubro de 2009, com o objectivo de homenagear este importante artista português.

Concepção e Coreografia ANTÓNIO RODRIGUES
Música JOSÉ AFONSO
Colagem musical CARLOS MARTINS
Figurinos ANTÓNIO CARRETEIRO
Desenho de luzes ISABEL WORM
Slides ANTÓNIO BARROCAS
Duração ap. 60’ S/ INTERVALO
Espectáculo para M/ 3

Preçário Entrada Gratuita

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Coimbra
08/09/2009By AJA

Zeca Afonso evocado na Casa Municipal da Cultura, em Coimbra

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Coimbra
04/09/2009By AJA

Hoje, na Casa Municipal da Cultura de Coimbra

Fomos hoje até Coimbra na esperança de ver e ouvir o concerto “Baladas do Zeca”, pelo Quarteto de Cordas da Orquestra Clássica Centro, algo que não aconteceu, pois tinha sido adiado para data incerta. Ficou o consolo e o privilégio de uma pequena visita guiada pelo Dr. Jorge Cravo à exposição biodiscográfica “José Afonso: o solidário utópico”, patente até 28 de Setembro, assim como dois dedos de conversa com Rui Pato.
Esta exposição, que documenta a geografia coimbrã de José Afonso, esteve já patente ao público há dois anos, no entanto, elementos novos, como por exemplo a caricatura de José Afonso no seu livro de curso, justificaram a sua reposição.

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80 anos de Zeca
02/09/2009By AJA

Os subscritores colectivos do projecto “80 anos de Zeca”

A Cadeira de Van Gogh – Associação Cultural (Porto)
ABC – Piano BAr (S.Mamede Infesta)
ABRIL – Associação Regional para a Democracia e o Desenvolvimento (Lisboa)
ACERT (Tondela)
Ágorarte – Assoc. Cultural e Artística (Ermesinde)
Ana Margarida Fernandes (Guimarães)
Associação Cultural Mário Gomes Figueira [ACMGF] (Vila Franca da Serra, Gouveia)
Associação Cultural Teatro Independente Larga A Vela [ACTILAV] (Lisboa)
Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto
Associação José Afonso (Núcleo do Norte)
Associação 25 de Abril (Delegação do Norte)
Associação “Os Carrilanos” (Castrelo do Val, Ourense)
Bar Liceum (O Porriño, Pontevedra, Galiza)
Bar Svbvra (Braga)
Café “Pedra Nova” (Porto)
Café “Marinhos” (Porto)
Carl Orff Projecto – Educação Musical (Matosinhos)
Casa da Música (Porto)
Casa do Povo da Longra (Felgueiras)
Centro Social “A Gentalha do Pichel”(Santiago de Compostela)
Centro Social A Esmorga (Ourense, Galiza)
CICP – Centro Infantil e Cultural Popular (Guimarães)
Cineclube de Guimarães (Guimarães)
Círculo de Arte e Recreio (Guimarães)
Clube Literário do Porto
Companhia DeMente (Viseu)
Companhia de Teatro do Vale do Sousa
Conservatório de Música de Felgueiras
Editora “LEMBRABRIL” – Guimarães
Ensemble – Sociedade de Actores (Porto)
Escola Artística Soares dos Reis (Porto)
Escola da Ponte (Vila das Aves)
Escola das Virtudes, Cooperativa de Ensino Polivalente Artístico
ESMAE – Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo (Porto)
Exus som
Federação das Colectividades do Distrito do Porto
Feedback Música
Feministas Independentes Galegas (FIGA)
Fundação José Rodrigues
Gato Vadio – Livraria, Atelier de Design, Café-Bar (Porto)
Gesto – Cooperativa Cultural, CRL (Porto)
Grupo de Baladas Nostalgia (Espinho)
Grupo Poético de Aveiro
Grupo “Toque de Caixa” (Matosinhos)
Grupo Vocal “Canto Décimo”
Império da Girafa – Atelier, Galeria, Bar (Porto)
INTERARTES – Associação Juvenil e Artística (Porto)
Jornal “Mudar de Vida”
Jovens da Ocupação de Tempos Livres, Novelas, Penafiel
Mar de Pedra, Associação Cultural e Recreativa, Vila Real
MC – Mundo da Canção
Movimento Alternativo Rock
“Na Virada”,Sociedade Cultural – (Cangas do Morrazo, Pontevedra)
NEFUP – Núcleo de Etnografia e Folclore da Universidade do Porto
Nova Oficina de Teatro e Coral de Lousada
Novelartecine (Novelas, Penafiel)
Oficina de Teatro de Almada – Associação
Patxi Andion Gonzalez (Madrid)
Projecto Casa Viva (Porto)
Quarteto Vintage
Radiofusión (Rede de Emisoras Municipais Galegas)
Revista “Café Portugal”
Sindicato dos Professores do Norte (SPN/FENPROF)
Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira (SINTAF)
Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Celulose, Papel, Gráfica e Imprensa
Sindicato dos Trabalhadores das Pescas do Norte
Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte
Sindicato Nacional dos Profissionais de Seguros e Afins (SINAPSA)
“Sons de Sempre” – Associação Artística e Cultural
Tane Timor – Associação Amparar Timor (Porto)
Teatro Art`Imagem (Porto)
Teatro Ensaio – Teatreia, Associação Cultural (Porto)
Teatro do Frio – Pesquisa Teatral do Norte
Teatro Helena Sá e Costa (Porto)
União dos Sindicatos do Porto/ CGTP-IN
Unicepe – Coop. Livreira de Estudantes do Porto, CRL
Universidade Popular do Porto
ZEF Produções

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Arranjos instrumentais
31/08/2009By AJA

Esta 4ª feira, em Coimbra

“Baladas do Zeca” pelo Quarteto de Cordas da Orquestra Clássica Centro.
Casa Municipal da Cultura – 18h00
Entrada livre

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CoimbraImprensa
31/08/2009By AJA

2 recortes do Diário de Coimbra



3-8-2009

2-8-2009
Retirados do blogue de Octávio Sérgio

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Cristina Branco
28/08/2009By AJA

Cristina Branco e “Abril” em Almeirim

Cristina Branco tem em mãos o novo “Kronos”, mas, para este concerto, a viagem no tempo é outro. “Abril” é o nome da obra. Zeca Afonso, o alvo. Almeirim recebe o tributo da fadista no dia 4 de Setembro.
Este espectáculo testemunha uma das maiores marcas do trabalho de Cristina Branco: o fascínio pela descoberta de toda a emoção que o fado pode conter na sua íntima ligação entre a voz, a poesia e a música.
O percurso de Cristina Branco define-se por um profundo respeito pela tradição, lado a lado com o desejo de inovar. A voz e esse percurso – de grande projecção internacional – fizeram de Cristina Branco uma das melhores intérpretes do fado triste e fatalista, mas também do fado alegre e luminoso.
Praça de Touros Monumental de Almeirim – 21h30
Apresentação de “Abril” – Tributo a Zeca Afonso.

http://www.cristina-branco.com

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Arranjos instrumentaisOpus Ensemble
27/08/2009By AJA

Opus Ensemble interpreta “Era um redondo vocábulo”

Composição de José Afonso, gravada em 1973, no álbum Venham Mais Cinco, aqui interpretada pelo quarteto Opus Ensemble (CD duplo Filhos Da Madrugada Cantam José Afonso, 1994).

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Homenagens e tributos (2009)Poesia
26/08/2009By AJA

A poesia de José Afonso no canal central de Aveiro

Para os que ainda não tiveram o prazer de participar nos passeios poéticos na ria de Aveiro (Canal Central) e para aqueles que queiram repetir a experiência, propomos uma nova viagem no próximo dia 12 de Setembro, pelas 21h30m.
Ponto de encontro: cais de embarque dos barcos moliceiros, em frente ao posto de Turismo da Rota da Luz.

Tema: José Afonso
Todos poderão participar activamente lendo poemas de José Afonso ou muito simplesmente ouvir e desfrutar do ambiente poético.
Esta será a última viagem poética de 2009 organizada pela Livraria Buchholz, com a colaboração do Grupo Poético de Aveiro. Tem a particularidade de ser feita à noite e fazer parte das iniciativas de homenagem a José Afonso na cidade que o viu nascer.
É grátis, mas sujeita a inscrições que serão feitas na Livraria Buchholz a partir de hoje. Se preferirem, pode-se fazer as inscrições dos interessados.

“Viagem poética no canal central de Aveiro”
12 de Setembro pelas 21h30m
Grupo Poético de Aveiro
Inscrições limitadas a 30 lugares.

Via “Oitenta anos de Zeca”

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Capas de revistas
25/08/2009By AJA

Na revista Ler

Apontamento na revista LER (Setembro, 2009) sobre a fotobiografia de José Afonso. Saberá alguém o nome do autor deste trabalho gráfico?

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Edmundo de Bettencourt
25/08/2009By AJA

Edmundo de Bettencourt, uma das referências musicais de José Afonso

Relance sobre a Poesia de Edmundo de Bettencourt: texto de Hérberto Helder sobre Edmundo de Bettencourt, num texto de 1999 na revista Phala.

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80 anos de ZecaPoesia
23/08/2009By AJA

No Clube Literário do Porto

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Rui Pato
23/08/2009By AJA

Rui Pato em entrevista ao diário “As Beiras”

“Continuar a cantar com o Zeca”

Com o país e Coimbra a homenagearem José Afonso, o DIÁRIO AS BEIRAS falou com Rui Pato, o músico e médico que, com o poeta e cantor, escreveu uma página fundamental na história da cultura contemporânea em Portugal. Um novo canto que abriu caminho a muito e a muitos dos que cantaram e, assim, anteciparam a liberdade.


Como é que aconteceu o encontro entre Rui Pato, então um jovem estudante de liceu, e José Afonso?

Estávamos no início dos anos 60 e eu já tocava viola num grupo de fados no Liceu D. João III (actual Escola Secundária José Falcão), de que faziam parte Francisco Martins, guitarrista, mas também Carlos Encarnação, num grupo de jovens da média burguesia da cidade que aprendiam a tocar viola e guitarra, no qual eu me incluía e que era patrocinado de alguma forma por António Portugal. Portanto, eu tinha já alguma prática no acompanhamento de cantores, além de ser também um autodidacta de viola clássica, com uma prática e um saber que era pouco habitual naquela altura, em Coimbra. O Zeca Afonso era amigo do meu pai [Rocha Pato, jornalista e chefe da Delegação de Coimbra do 1.º de Janeiro], que conhecia toda a gente do fado, na tertúlia da Brasileira, na Baixa. Quando o Zeca, já depois da sua passagem em Coimbra, como estudante e cantor do fado tradicional, já professor, regressa a Coimbra para mostrar aos amigos um modelo novo de canções, vai ter à Brasileira. Mas para se ouvirem as coisas novas era necessário um acompanhante à viola. Como eu tocava viola e o meu pai o lembrou, foram todos para minha casa para o Zeca mostrar as suas primeiras canções. E foi então que eu ouvi pela primeira vez as coisas novas do Zeca, que fui acompanhando à viola de uma maneira de que ele gostou. E pronto, nasceu ali a ideia de passar a acompanhar o Zeca Afonso, o que aconteceu logo até num primeiro disco, que também foi sugerido na altura.
E esse foi o momento em que apareceu o canto novo e se cimentou a sua ligação a José Afonso?
Exactamente. As canções que o Zeca cantou foram algumas das que depois se transformaram em símbolos, como “Os vampiros”, “O meu menino é de oiro”, “Tenho barcos, tenho remos”, aquelas primeiras coisas que ele gravou, que eu acompanhei, e que depois se transformaram em grandes sucessos. Seguiram-se um segundo disco e um terceiro. Comecei depois a acompanhar o Zeca em espectáculos um pouco por todo o país, o que aconteceu entre 1963 e 1969, na altura da crise académica. Ainda antes, por altura de 1965, comecei também a acompanhar o Adriano [Correia de Oliveira], o que voltou a acontecer com o António Portugal, o Pinho Brojo, o António Bernardino, numa actividade quase febril.


A crise académica veio quebrar essa ligação?

Chegamos a 1969 e como eu era dirigente académico fui castigado, foi-me retirada a possibilidade de ir para o estrangeiro e, por isso, não pude acompanhar o Zeca que começou a gravar lá fora em condições completamente diferentes daquelas que tinha em Portugal. Mas continuei a acompanhar o Adriano em 1969, em 70, ainda gravei com ele “O canto e as armas”, com poemas de Manuel Alegre. Em 70, 71, 72 ainda acompanhei o Adriano, ainda fiz várias coisas com o António Portugal, com o Brojo. Depois disso, quando me formei em Medicina, em 1972, dediquei-me ao exercício da profissão e só muito raramente fazia música, o que voltou a acontecer com o Adriano numa Festa do Avante e, depois, a pedido do Zeca, no seu último concerto no Coliseu, onde eu o acompanhei em três temas dos seus mais antigos.
Depois a medicina acabou por triunfar, embora a música continue a fazer parte da sua vida?
Exactamente, sempre. Eu costumo dizer que médicos há muitos… e não é só pelo gosto que eu tenho pela viola e pela música. É também porque eu considero que qualquer actividade profissional – e muito mais a medicina – beneficia se tivermos um outro interesse, de preferência ligado à arte, a música, a pintura, a escrita. Um médico que não faça mais nada para além da medicina é um homem limitado e, talvez por isso, há tantos médicos escritores, músicos, pintores.


E, de facto, há muitos médicos ligados às artes.

Sim. Também porque esta é uma profissão que tem uma grande componente humanista, um grande contacto com a realidade, com a tristeza, mas também com a alegria… o que nos enriquece bastante. Portanto eu, não digo que todos os dias pego na viola, sobretudo agora com a responsabilidade do conselho da administração [do Centro Hospitalar de Coimbra], mas tenho as violas sempre à mão. E quando me libertar de tudo isto e me aposentar, tenho um grupo de amigos que continuam a tocar e que eu vou passar a acompanhar mais, porque considero ser enriquecedor.


O que é que guarda daquele momento fundamental que foi o nascer de uma nova canção?

Claramente. Mas – e eu costumo dizer isto muitas vezes – só mais tarde é que soube que estava a viver um momento histórico quando comecei a acompanhar o Zeca. Eu na altura não me apercebi da dimensão do momento que estávamos a viver, o que aconteceu também com muitos dos seus amigos, com excepção talvez para um ou outro mais clarividente. E entre os amigos que mais lidavam com o Zeca na Brasileira estavam o Abílio Hernandez Cardoso, o Rainho, o Pedro Olaio, outras pessoas que já faleceram, como o meu pai, o sr. Amado, que tinha a Casa Amado em frente à Brasileira… Havia ali um grupo de amigos, também alguns estudantes quase ainda do tempo dele, que estavam nos Kágados e na Baco, repúblicas onde o Zeca Ficava quando vinha a Coimbra, a quem ele mostrava estas coisas novas. O facto é que as pessoas ligadas à música em Coimbra ainda estavam numa fase muito tradicionalista, mesmo os que mais tarde evoluíram e deram importantes passos em frente, como o António Portugal. O que aconteceu com as novas canções do Zeca foi um choque muito grande.


Numa cidade fechada…

Numa Coimbra ainda quase medieval, onde não se fazia mais nada a não ser o cantar melancólico das serenatas, aparecer alguém a cantar “o meu menino é d’oiro” ou “os meninos do Bairro Negro”… É evidente que o Zeca partia de uma cultura, no meu entender, francesa, de um Léo Ferré, do Georges Brassens, do Brel. Ou seja, de um contexto já com uma intenção que não havia em Coimbra, embora houvesse já esboços, nomeadamente no Edmundo Bettencourt e até no Fernando Machado Soares. Portanto, em Coimbra, naquela altura, ninguém levou o Zeca muito a sério, embora alguns achassem que aquilo era interessante e que era preciso ser gravado. E quando o disco saiu foi um pouco um escândalo em Coimbra, precisamente porque na capa dizia “Dr. José Afonso: Baladas de Coimbra”. Então quase caiu a Torre, numa tal afronta à tradição.


Qual foi o momento de viragem na aceitação à música nova de Zeca Afonso?

Com o segundo disco, com “Os vampiros”, com o “Menino do Bairro Negro”, começaram os intelectuais de esquerda e os movimentos operários, sobretudo da margem Sul do Tejo, a convidá-lo, o que acontece também nos saraus das crises académicas, em sessões de canto, num claro apoio da esquerda. E nessa altura fomos imediatamente conotados com uma canção de combate, eu passei a sentir a minha viola como uma arma, uma força de combate.


E Coimbra, entretanto?

Coimbra ignorou completamente Zeca Afonso. Também porque, na altura, era a direita que dominava a Associação Académica. Só quando a esquerda ganhou a AAC e começou a fazer os seus saraus é que Zeca começou a vir a Coimbra, o que aconteceu muito pouco. Eu lembro-me de tocar com ele uma vez num sarau no Teatro Avenida e outra vez no ginásio [actual cantina dos grelhados] do Jardim da AAC [momento que a foto da página 2 documenta].


E a sua percepção da importância que tudo aquilo tinha?

Isso apenas aconteceu um ano ou dois depois de eu acompanhar o Zeca. Só então percebi a importância do canto do Zeca e da minha própria contribuição para ele. Porque o que aconteceu foi mostrar um novo modelo de acompanhamento, um instrumento muito discreto que serve quase só para sublinhar o poema.


Porque o que se queria dizer é que era importante?

Exactamente. E essa não era a prática dos acompanhantes, à guitarra e à viola, na altura. E eu, de uma maneira muito intuitiva, consegui responder a esse desafio que acabou por ser pioneiro num modelo de acompanhamento. Paralelamente a tudo isto, o Zeca foi também para mim um educador. O Zeca era um homem diferente, com um sentido de humor extraordinário, as suas histórias, as suas distracções patológicas, com uma preocupação sincera para que os seus amigos evoluíssem, ele trazia livros, emprestava-os, discos. Por isso também, o Zeca contribuiu muito para a minha formação cultural e política, embora o meu pai e o meu avô já fossem homens de esquerda.
José Afonso “foi o bandeirante de uma grande aventura”


O que é que Portugal deve a Zeca Afonso?

Deve muito. O Zeca foi o homem que contribuiu decisivamente – e não tem outro a par dele – para uma revolução cultural naquilo que era a música portuguesa. E isto é reconhecido por toda a gente. Não há nenhum músico, nenhum grande cantor, nenhum grande poeta cujo despertar para uma nova música, para uma nova canção, não tenha partido do Zeca, que foi o grande ousado, o que deu o primeiro passo. Ele é que foi o bandeirante desta grande aventura. Havia muitos – que depois nós fomos conhecendo – que vieram a assumir-se naquela linha de inovação, mas apenas depois do Zeca o ter feito. Havia um caminho que não tinha sido ainda desbravado. E foi o Zeca quem o fez e quem conduziu muitos dos que fazem hoje uma página fundamental da história da música portuguesa.


E em que é que devemos guardar José Afonso?

Eu tenho dito muitas vezes e vou continuar a dizê-lo. A grande homenagem que se pode prestar a José Afonso é não deixar que a sua obra morra. E a intemporalidade dos seus poemas e das suas músicas tem-se demonstrado até com a adesão de muitos jovens músicos. A melhor homenagem é continuar a cantar com o Zeca. Que os nossos filhos e que os nossos netos continuem a conhecer a sua obra e continuem a cantar “venham mais cinco”. O pior que pode acontecer a um artista é deixar cair a sua obra no esquecimento. E nós, com o Zeca, corremos esse risco aqui há uns anos. Houve uma altura em que ele passou por cantor maldito, de novo, porque já tinha acontecido no tempo do fascismo. Mas depois, mesmo após o 25 de Abril, houve de novo esse estigma, depois a sua doença, toda essa situação fez com que ele tivesse passado um pouco por uma fase de Lua nova, não se via, mas existia. Entretanto, os músicos de Lisboa organizaram aquele belo momento de reabilitação, com o lançamento de um disco em que variadíssimos artistas cantaram músicas do Zeca. Agora, quer sejam portugueses, quer sejam espanhóis, há muita gente a cantar Zeca Afonso. E essa é que é a grande homenagem que se lhe pode e deve fazer, independentemente de tudo o que possa fazer-se em sua memória, como o programa que está agora a acontecer em Coimbra.


E Coimbra estará, para sempre, ligada a José Afonso?

Sem dúvida. E o Zeca, embora tivesse havido um tempo em que teve dificuldade em o reconhecer, mais tarde acabou por reconhecê-lo e voltar um pouco às suas origens. Sobretudo com o lançamento daquele disco de fados de Coimbra. Aquilo foi quase o tentar fazer as pazes com uma altura em que ele tentou demarcar-se de Coimbra e do que por cá se fazia. Embora ele tenha sido sempre muito crítico e tenha feito a sua crítica à cidade com uma ironia muito própria, muito dele, a esta Coimbra que andava toda à volta da Torre, à volta de uma espécie de aristocracia universitária, muito provinciana. Mas, de facto, foi em Coimbra que José Afonso nasceu como cantor, foi aqui que apendeu muito, também com o seu contacto com os futricas da cidade, com a Alta, com a Baixa. Quando falávamos com ele, a conversa acabava sempre no Mário do café tal, no tipo que vendia cautelas na Baixa, no sapateiro da rua x… Ele tinha um repositório extraordinário de figuras de Coimbra, da Coimbra de sempre e adorava recordá-las e revivê-las.

Lídia Pereira

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80 anos de Zeca
20/08/2009By AJA

Ficamos à espera dos vossos trabalhos

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Mapa Etno-musical de Portugal
20/08/2009By AJA

O Mapa Etno-Musical de Portugal

De nota em nota, de instrumento em instrumento, de voz em voz, calcorreando o país através das suas tradições musicais. Na bagagem segue o Mapa Etno-Musical, um projecto no âmbito do Instituto Camões e coordenado pelo músico Júlio Pereira. Aqui, os caminhos fazem-se no virtual, conhecendo as sonoridades de Portugal de Norte a Sul, sem excluir os arquipélagos dos Açores e Madeira.

Via Café Portugal

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CoimbraHomenagens e tributos (2009)
18/08/2009By AJA

Datas para as vossas agendas

Até ao próximo dia 3 de Outubro, Coimbra evoca Zeca Afonso com um conjunto de iniciativas, nomeadamente, espectáculos de música, dança, recitais de poesia, um ciclo de Conversas a meio da tarde e uma exposição biodiscográfica.

SETEMBRO
Dia 2 (quarta-feira)
18h00
Casa Municipal da Cultura
Música “Baladas do Zeca”, Quarteto de Cordas da Orquestra Clássica Centro
Exposição Biodiscográfica “José Afonso: o solidário utópico” Galeria Pinho Dinis – Patente até 28 de Setembro

Dia 5 (sábado)
15h30
Casa Municipal da Cultura
Conversas a meio da tarde
“A Música de José Afonso”: Manuel Rocha, Rui Pato, José Mário Branco

Dia 12 (sábado)
15h30
Casa Municipal da Cultura
Conversas a meio da tarde
“A poesia de José Afonso”: José Manuel Mendes, Rui Namorado (a confirmar), António Vilhena
Poesia | Recital de poesia de José Afonso, pela Bonifrates
21h30
Teatro Académico de Gil Vicente
Dança “Dançar Zeca Afonso”, CeDeCe – Companhia de Dança Contemporânea
Acesso gratuito

Dia 19 (sábado)
15h30
Casa Municipal da Cultura
Conversas a meio da tarde
“A vivência coimbrã de José Afonso”: Carlos Couceiro (a confirmar), Durval Moreirinhas, Luiz Goes

Dia 26 (sábado)
21h30
Teatro Académico de Gil Vicente
Música | “Meditherranios”
Luísa Amaro (guitarra portuguesa)
António Eustáquio (guitolão)
Gonçalo Lopes (clarinete soprano e baixo)
Fernando Molina (percussão)
Participação especial: Mário Laginha (piano)
Acesso gratuito

OUTUBRO
Dia 3 (sábado)
21h45
Pavilhão Centro de Portugal
Música | “Tributo a José Afonso”, Grupo Canção de Coimbra

Organização: Câmara Municipal de Coimbra

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Arranjos corais
17/08/2009By AJA

Arranjo vocal de “Canção de embalar”

Canção de embalar de Zeca Afonso com arranjo para coro a 4 vozes mistas de Joaquim dos Santos. Colecção – Seis Canções de Zeca Afonso – para coro misto. Interpretação do Grupo Vocal Ançã.
Obrigado a Nuno Costa pelo envio.

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Associação José AfonsoNélson Heitor
16/08/2009By AJA

Em memória de Nélson Heitor

Querido Nélson, ainda incrédulos com a notícia da tua partida, também nós te erguemos a taça da amizade e admiração, saudosos do teu franco sorriso e enorme coração. Um forte, forte abraço e até sempre, amigo.

Se enxertaste
no teu coração
a rosa do Amor,
a tua vida não foi inútil,
quer tenhas buscado ouvir
a voz de Deus, quer tenhas,
sorridente, empunhado
a taça do prazer.

Omar Kayyam

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Joaquin Diaz
14/08/2009By AJA

Belo, belo, belo…

Dime ramo verde
dónde vas a dar
porque si te pierdes
yo te iré a buscar.

Si me pierdo que me busquen
al lado del mediodía
donde cae la nieve a copos
y el agua serena y fría.

Dime ramo verde…

Algún día dije yo
que olvidarte era mi muerte
y ahora ya me da lo mismo
olvidarte que quererte.

Dime ramo verde…

www.funjdiaz.net

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Irene Pimentel
14/08/2009By AJA

“O Zeca é o Estado Novo e o século XX”

Irene Pimentel, investigadora distinguida com o Prémio Pessoa de 2007 pelo seu trabalho sobre o Estado Novo, escreveu agora os textos para a ‘Fotobiografia de José Afonso’, uma surpresa para muitos que, nas palavras da autora, não passa de “mais do mesmo”.

“Escrever sobre o Zeca continua a ser escrever sobre o Estado Novo, agora numa perspectiva global: havia o lado do regime e o da resistência, o da arte e o da cultura. Diria mesmo que o Zeca é o Estado Novo e o século XX porque ele tanto viveu o regime como o contra-regime, a revolução como o pós-revolução, e todo o processo de transição para a democracia até aos anos 80, quando ele morreu”, diz Irene Pimentel.
Há anos a “tratar por tu” as instituições do Estado Novo e as figuras que as mantinham, faltava contar a história da Oposição e de quem a apoiava. Desafio aceite.
“A maior dificuldade foi o facto de ter tido uma relação de grande proximidade e simpatia com o objecto de estudo… Comecei por ouvi-lo e comprar os seus discos até que o conheci no grupo de teatro A Barraca, onde trabalhámos juntos. Eu como secretária, ele como músico. Para passar destas memórias para a neutralidade que nunca existe – mas da qual, como historiadora, não posso desistir – optei por ver como é que tinha sido visto por aqueles que conviveram e cantaram com ele e, sobretudo, pela imprensa da época”, conta.
Nesta “biografia-súmula”, uma de muitas, há novidades: “Esteve na Mocidade Portuguesa, foi apoiante do regime até determinada fase da sua vida e teve na Guerra Colonial a revelação da miséria do País e do racismo do povo.” Mas, maior surpresa encontrou a autora num acto de censura na origem de um ícone do 25 de Abril: “Ao expulsá-lo do ensino, o regime fez dele cantor e imortalizou-o.”
PESSOAL
UMA BIOGRAFIA
“Como leitora, a minha preferida é talvez aquela biografia monumental de dois volumes sobre Hitler, da autoria de Ian Kershaw. Muito, muito boa.”
UMA MÚSICA
“Do Zeca Afonso difícil é escolher e depende do momento. São tantas e todas tão boas. Gosto de ‘Venham Mais Cinco’ pelo texto lindíssimo e pelo ritmo extraordinário mas ‘Utopia’ é outra grande canção.”
UMA MÁGOA
“Quando escrevi ‘Biografia de um Inspector da PIDE’, fui ‘crucificada’ na internet antes mesmo de o livro ter chegado às livrarias. E isso magoou-me muito. Depois, aprendi a defender-me. Não tenho tabus mas há quem tenha!”
Dina Gusmão in Correio da Manhã

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Homenagens e tributos (2009)
10/08/2009By AJA

Em cada esquina um amigo – José Afonso 80 anos

No dia 2 de Agosto, o Grupo Poético de Aveiro, em parceria com o CETA e com a colaboração da Livraria Buchholz Aveiro, organizou um espectáculo de homenagem a José Afonso. O público encheu por completo o auditório do CETA, havendo necessidade de abrir as portas para que na rua também se escutasse a poesia e o canto, a magia e a festa que foi celebrar José Afonso.Agradecemos a todos os que contribuiram para que este espectáculo fosse possível e ao público que participou activamente na festa, entoando em coro as canções de José Afonso.
Mais fotos no blogue do Grupo Poético de Aveiro

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Arranjos instrumentaisVídeo
10/08/2009By AJA

Quarteto Vintage interpretando José Afonso

Concerto realizado no “Império da Girafa”, a que já aqui aludimos.

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80 anos de Zeca
07/08/2009By AJA

80 anos de Zeca já tem blogue

http://80anosdezeca.blogspot.com/

O projecto “80 ANOS DE ZECA” já pode ser consultado em http://80anosdezeca.blogspot.com/ .

Este “blog” será mais um importante instrumento na divulgação desta ideia até agora subscrita por 44 entidades, permitindo ainda, a quem o queira fazer, aderir expressamente ao MANIFESTO.

Entrem e dêem opinião.
Saudações Solidárias,
AJA Norte

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Bibliografia
04/08/2009By AJA

Já à venda na AJA

O livro “José Afonso – Da boémia coimbrã à fraternidade utópica”, da autoria de Jorge Cravo, já se encontra à venda na AJA.

Preço: 5 Euros.

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CoimbraHomenagens e tributos (2009)
04/08/2009By AJA

Primeira casa de José Afonso em Coimbra

A casa onde viveu José Afonso na década de 40 do século passado – um segundo andar no prédio contíguo à pastelaria Zizânia, na Avenida Dias da Silva em Coimbra.

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CoimbraImprensa
03/08/2009By AJA

Coimbra “resolve” relação com Zeca Afonso

A casa onde viveu José Afonso na década de 40 do século passado – um segundo andar no prédio contíguo à pastelaria Zizânia, na Avenida Dias da Silva – recebeu ontem uma placa evocativa da passagem do “estudante e cantor” que havia de marcar decisivamente a Canção de Coimbra e mais tarde o panorama nacional com a sua música de intervenção. Nos seus tempos de estudante «era igual a tantos outros», talvez «um pouco mais distraído, sarcástico, irónico e sonhador», mas nunca se considerou um mito.
Desmitificar a figura e dá-la a compreender às gerações mais novas, foi o que tentou fazer Jorge Cravo, na obra “José Afonso – Da boémia coimbrã à fraternidade utópica”, também ontem apresentada, numa iniciativa da Câmara Municipal para assinalar os 80 anos sobre o nascimento do compositor.
Um «acto de aparente simplicidade», admite o vereador da Cultura, Mário Nunes, considerando José Afonso parte importante do património da cidade e do país, cuja «memória deve ser perpetuada no tempo e no espaço».
Numa obra em que retrata a vida e obra deste cantor da resistência na sua passagem e na sua ligação a Coimbra – saiu em 1956, mas a ela continuou ligado até 1969 -, Jorge Cravo, também ele cultor da Canção de Coimbra, fala de um «estudante igual a milhares de estudantes, embora figura emblemática, grande defensor dos seus sonhos e ideias, com algumas manias e excentricidades».
Pretende o livro que «esta malta nova veja em Zeca Afonso uma referência e sigam as suas pisadas na balada de Coimbra», disse Jorge Cravo, sublinhando a inteligência e a criatividade, mas também o sarcasmo do cantor, «o pequeno génio a quem tudo se perdoava».
Rui Pato, a quem Jorge Cravo dedica o livro – «memória viva das baladas coimbrãs de José Afonso» -, admitiu ser «difícil falar de Zeca sem emoção». O médico, também figura importante da Canção Coimbra, acompanhou José Afonso entre os 15 e os 23 anos. «Uma fase muito importante da minha vida».
Homenagem é cantar
A propósito do dia de ontem, Rui Pato considerou que «a maior homenagem que pode ser feita a Zeca Afonso é continuar a cantar as suas canções, a pôr as suas músicas». «Que as homenagens não se fiquem apenas pelas placas e pelos nomes nas ruas. José Afonso devia figurar nos compêndios das escolas portuguesas, como o Chico Buarque figura nos das escolas brasileiras. As crianças deviam aprender a cantar músicas do Zeca», declarou.
Rui Pato não quis, ainda assim, retirar importância à iniciativa da cidade, através da autarquia, que vem finalmente «prestar o tributo que é devido» ao cantor. «Passou um período em que era mal amado. A primeira vez que cantou aqui foi em 1969. Hoje todos gostam de ouvir, mas na altura andava nas colectividades operárias, nos comícios e onde havia núcleos de esquerda». Para a cidade, José Afonso estava a pôr em causa as tradições, «cantava sem usar capa e batina, e ainda por cima aqueles poemas tão bizarros». Hoje, é fundamental que a cidade «resolva a sua relação com Zeca Afonso», reiterou.
No final da sessão, dois elementos do grupo Verdes Anos, António Dinis (voz) e João Martins (viola), interpretaram algumas baladas da autoria de José Afonso, que amigos, apreciadores da sua obra e cultores da Canção de Coimbra escutaram com atenção.
A cerimónia de ontem marcou o arranque de um programa de memorial, organizado pela autarquia de Coimbra, que se prolonga até dia 3 de Outubro, com acções nas áreas da música, dança, poesia, exposição biodiscográfica e um ciclo de conversas. Também ontem, dia em que cantor faria 80 anos, subiu ao palco do Teatro da Cerca de S. Bernardo o espectáculo “Tributo a Zeca Afonso”, pela Companhia Bengala.
Andrea Trindade Diário de Coimbra

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CoimbraHomenagens e tributos (2009)
03/08/2009By AJA

Zeca Afonso homenageado em Coimbra

A autarquia de Coimbra prestou hoje homenagem a Zeca Afonso, quando passam 80 anos sobre o nascimento do músico, com o descerramento de uma placa numa das casas onde o cantor viveu e a apresentação de um livro.
Zeca Afonso, que nasceu em Aveiro a 2 de Agosto de 1929, estudou em Coimbra, cidade à qual manteve uma forte ligação entre 1940 e 1969, tendo sido um dos mais emblemáticos compositores e cantores da canção de Coimbra.
Considerando que “Zeca Afonso é património de Portugal”, o vereador da cultura da Câmara de Coimbra, Mário Nunes, salientou que o descerramento de uma placa na casa onde o cantor de intervenção residiu é uma forma de “preservar a memória e perpetuar a sua memória no tempo e no espaço”.
“Este acto faz parte do património herdado que é Zeca Afonso. Aqui germinou parte da sua obra, construíram-se um ou mais pilares de uma herança que deixou”, afirmou o autarca, referindo-se ao segundo andar de um prédio na Avenida Dias da Silva, com o actual número 112.
Mário Nunes salientou a ligação do cantor à Canção de Coimbra e a “obra imperecível que deixou”, considerando “indispensável que a cidade o homenageasse, semeando pilares que sustentam esse valioso património de Portugal que se chama Zeca Afonso”.
Seguiu-se a apresentação do livro “José Afonso: da boémia coimbrã à solidariedade utópica”, da autoria de Jorge Cravo, editado pela Câmara Municipal de Coimbra, sobre a vida e a obra do cantautor na cidade.
“Pretendo desmistificar Zeca Afonso, que não se considerava um mito. Era uma pessoa igual às outras, mas, por ser poeta, era um geniozinho no campo musical”, afirmou o autor na apresentação do livro, que foi distribuído gratuitamente pela autarquia.
“O que se pretende é desmistificar o homem/estudante e o músico, sugerindo o aparecimento, não de novos Zecas – Zeca há só um (…) – mas de uma renovada atitude coimbrã no cantar a estética poético-musical que José Afonso trouxe para a Canção de Coimbra através da revitalização da balada”, escreve Jorge Cravo, na introdução.
Presente na cerimónia, o pneumologista Rui Pato, que acompanhou Zeca Afonso à viola, descreveu o cantor como “uma figura imortal na poesia e na música portuguesa”.
“Gostava que as homenagens não se ficassem pelas placas e comemorações, mas que o Zeca seja considerado uma figura de grande importância e figure nos compêndios das escolas portugueses, como Chico Buarque no Brasil”, disse o médico, presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Coimbra.
A iniciativa desta tarde deu início a um programa de comemorações que se estende até 3 de Outubro.
Esta noite, a Companhia Bengala – Teatro Cerca de S. Bernardo, apresentou um espectáculo intitulado “Tributo a Zeca Afonso”.
02.08.2009 – 21h48 Lusa

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BibliografiaJorge Cravo
02/08/2009By AJA

Livro revela o outro lado de Zeca Afonso

“José Afonso: da boémia coimbrã à solidariedade utópica”, é o título do livro da autoria de Jorge Cravo, apresentado esta tarde pela Câmara Municipal de Coimbra, o qual revela o outro lado da vida do cantautor na cidade. Zeca Afonso, que faria este domingo 80 anos caso estivesse vivo, era tão distraído que era capaz de sair de casa com a saia da mulher a fazer de capa. Uma reportagem do jornalista Frederico Moreno.

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Homenagens e tributos (artes plásticas)
02/08/2009By AJA

José Afonso por Pedro Vieira



© rabiscos vieira


Retirado daqui

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80 anos de ZecaImprensa
02/08/2009By AJA

Recortes


Obrigado ao José Carlos Pereira pelo envio.

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Arranjos instrumentais
02/08/2009By AJA

Quarteto Vintage interpreta José Afonso

No próximo dia 8 de Agosto, no pequeno palco do Império da Girafa (Rua do Comércio do Porto, 197, 4050-209 Porto), poderemos ouvir “TRIBUTO A ZECA” e outros temas, num momento artístico de grande qualidade, com a presença de Iva Barbosa, João Moreira, José Eduardo Gomes, Ricardo Alves, e para ser quarteto +1, eventualmente também Luís Oliveira. Nessa noite também estará presente Vitor Faria, compositor e responsável pelo arranjo, que resultou no “Tributo a Zeca”.

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Arranjos instrumentaisHomenagens e tributos (2009)
02/08/2009By AJA

Hoje, concerto em Cascais

A Câmara Municipal de Cascais recorda o compositor e cantor José Afonso, indelevelmente ligado à resistência à ditadura e ao movimento revolucionário de Abril de 1974, num concerto de homenagem no dia do seu aniversário, que junta no palco do Centro Cultural de Cascais, às 22h00, Maria Repas Gonçalves (soprano), António N. da Silva (piano) e Pedro Ladeira (clarinete).

A entrada é gratuita, mediante levantamento de bilhete a partir das 21h00.

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