Zeca Afonso homenageado em Coimbra
José Afonso, o Zeca, nasceu a 2 de Agosto de 1929. Se andasse por cá faria 80 anos no próximo domingo.
As entidades signatárias, oriundas das mais diversas expressões do movimento popular e associativo, querem, entre 2 de Agosto de 2009 e 1 de Agosto de 2010, celebrar a vida dos “80 Anos de Zeca”.
Neste projecto cabe o triângulo mágico das suas vivências – África, Portugal, Galiza – mas também a sua obra e a sua manifestação de cidadania.
A conferência de imprensa que hoje convocamos e para a qual apelamos à vosso comparência, servirá para apresentar o MANIFESTO desta iniciativa, a lista de primeiros subscritores que envolve dezenas de entidades do Norte de Portugal que queremos dinâmica e crescente ao longo do ano, e um primeiro arrolamento de iniciativas que, promovidas pelas diversas entidades em variadas parcerias, decorrerão durante os “80 anos de Zeca”.
Certos da Vossa melhor atenção,
Porto, 30 de Julho de 2009
Gabriela Marques e Paulo Esperança – AJA núcleo do norte
“Um homem que devia ter morrido num lar ou numa cama em condições e a quem até os medicamentos lhe faltaram no final da vida”. É esta afirmação, feita pelo vereador da Cultura de Coimbra, Mário Nunes, que indignou a família de José Afonso.
“Lamento profundamente a infelicidade da afirmação que fez. Quero crer que não foi proferida com má-fé, mas apenas por falta de sentido de perspectiva e de conhecimento do assunto”, refere a filha do cantor, Helena Afonso, numa nota enviada ao JN, sublinhando que se trata de “um autarca com responsabilidades na área da Cultura”.
O vereador falava no passado dia 22 de Julho, na apresentação do “Memorial” em homenagem ao cantor e compositor, que inclui música, dança e poesia, a realizar na cidade dos estudantes dia 2 de Agosto, por ocasião do 80º aniversário do nascimento de José Afonso (Zeca Afonso).
Helena Afonso explica que o internamento do pai num lar “seria um acto indigno do próprio e dos parentes e amigos que o acompanharam e lhe prestaram a assistência possível, além de ser inapropriado para a sua patologia progressiva”.
Refere ainda que o célebre cantor que deu voz a “Grândola, vila morena”, falecido a 23 de Fevereiro de 1987, esteve “sempre rodeado pela família e amigos”.
Helena Afonso garante que “é redondamente falsa” a afirmação de que “até os medicamentos lhe faltaram no final da vida”, feita por Mário Nunes.
“Uma vasta rede solidária, em Portugal e no estrangeiro (onde gozava de enorme reputação e respeito), constituída por gente de muitos quadrantes, permitiu a José Afonso o acesso à medicamentação mais actualizada na época”, assegura ao JN.
Local: Auditório do CETA ( junto ao canal de S.Roque, em Aveiro). A entrada é livre.
João Lisboa
Com lançamento programado para Setembro, poderá, desde já, reservar já o seu.
Música de José Afonso continua viva nas muitas versões dos seus temas
José Afonso
Fotobiografias Século XX
Direcção de Joaquim Vieira
Texto de Irene Flunser Pimentel
Edição Círculo de Leitores / Temas e Debates
Γκρᾶντολα ἀραποπόλη
χώρα τῆς ἀδελφοσύνης
εἶν’ ὁ λαός ὁ ἀφέντης
μέσ’ ἀπὸ ‘σένα, ὦ πόλη.
Μέσ’ ἀπὸ ‘σένα, ὦ πόλη
εἶν’ ὁ λαός ὁ ἀφέντης,
χώρα τῆς ἀδελφοσύνης
Γρᾶντολα ἀραποπόλη.
Σὲ κάθε γωνιὰ ἕνας φίλος,
ὁμόνοια σὲ κάθε πρόσωπο
Γκρᾶντολα ἀραποπόλη
χώρα τῆς ἀδελφοσύνης.
Χώρα τῆς ἀδελφοσύνης
Γκρᾶντολα ἀραποπόλη,
ὁμόνοια σὲ κάθε πρόσωπο
σὲ κάθε γωνιὰ ἕνας φίλος.
Στὴ σκιὰ μιᾶς βελανιδιάς
ποὺ δὲ ξέρεις τ’ἡλικίαν της
ὁ ὅρκος μου· νἆναι γιὰ μένα
σύντροφος τὸ θέλημά σου.
Σύντροφος τὸ θέλημά σου
ὁ ὅρκος μου, νἆναι γιὰ μένα,
στὴ σκιὰ μιᾶς βελανιδιάς
ποὺ δὲ ξέρεις τ’ἡλικίαν της.
Riccardo Venturi, Florença, Itália
Grândola är mina drömmars stad,
i broderskapets sköna trakter,
och där vänder vår historia blad
därav folket tagit makten.
Och där folket tagit makten
och där vänder vår historia blad
som i broderskapets trakter
i Grândola, i mina drömmars stad.
I varje stadsbo har jag en kamrat,
den sanna jämlikhetens vakter,
Grândola är mina drömmars stad
där i broderskapets trakter.
I broderskapets sköna trakter,
i Grândola, i mina drömmars stad
där vi är jämlikhetens vakter
och där vänder vår historia blad.
Sätter mig drut vid en havreträd
där jag får skugga ut av grönskan
jag svar Grândola min trohetsed:
uppfylla din frihets önskan.
Uppfylld ska din frihets önskan
svar Grândola din trohetsed
slå dig ned ut vid en havreträd
och får skugga ut av grönskan.
*
Grândola é a cidade dos meus sonhos
no belo país da irmandade,
e lá a nossa história vira a página
porque o povo tomou o poder.
Lá o povo tomou o poder
e lá a nossa história vira a página
como nos paises da irmandade
em Grândola, na cidade dos meus sonhos.
Em cada cidadão tenho um camarada,
guardiãos de verdadeira igualdade,
Grândola é a cidade dos meus sonhos
no belo país da irmandade.
No belo país da irmandade,
em Grândola, na cidade dos meus sonhos
onde a gente é guardião da igualdade
e onde a nossa história vira a página.
Sento-me debaixo de uma azinheira
onde as folhas me dão sombra
e juro a Grândola a minha fidelidade:
satisfazer o teu desejo de liberdade.
O teu desejo de liberdade será satisfeito,
jure a Grândola a sua fidelidade,
sente-se debaixo de uma azinheira
e tome a sombra que a azinheira lhe dá.
Riccardo Venturi, Florença, Itália

Atividades complementares à Exposição José Afonso no Verbum de Vigo , eis o programa que terá lugar no Verbum, dia 21 , 5ª feira, às 20 h.Entrada livre.
TRIBUTO A JOSÉ AFONSO
Recital poético musical
Quinta feira (xoves), 21 de Maio ás 20 h
VERBUM, Casa das Palabras
Avda de Samil,17 VIGO
PARTICIPANTES E REPERTÓRIO :
NA VIRADA
1. A garrafa vazia de Manuel Maria- Balada do sino (J.Afonso)
2. Vira de Coimbra (J.Afonso/Popular)
3. Achégate a mim Maruxa (Cancioneiro da Limia Baixa,Galiza/ J.Afonso)
4. A formiga no carreiro ((J. Afonso) Arr. J.Mário Branco
JOSÉ PUMAR, canto
1. Traz outro amigo também (( J. Afonso)
2. Menino d’oiro (J. Afonso)
3. Os vampiros (J. Afonso)
4. A morte saíu à rua (J. Afonso)
ADELAIDA GRAÇA, (Portugal),poesía
“ E outras flores virão…”
ANA RIBEIRO (Portugal), canto
1. Menino do Bairro Negro (J. Afonso)
2. Menina dos Olhos Tristes (J.Afonso)
3. Alípio de Freitas ( J. Afonso)
4. Fui à Beira do Mar (J. Afonso)
XOSÉ MARÍA ALVAREZ CÁCCAMO, poesía
“Nun lugar definitivo da conciencia”.
MARIA XOSÉ QUEIZÁN, poesía
TINO BAZ, canto
1. Canto moço (J. Afonso)
2. O cantador (Zeca Medeiros)
3. O minha amora madura ( Popular ) Arr.José Afonso
4. O mar ensoñado (Tino Baz)
MANUEL FORCADELA, poesía
“Vídeo poema”
COLECTIVO ZECA AFONSO: (Todos os anteriores):
-O que faz falta (J.Afonso) Arr. Fausto
– Grândola,vila morena (J. Afonso) Arr. J. Mário Branco
(PRÓXIMA ATUAÇÃO: COUPLE COFFEE
“Com as tamanquinhas do Zeca”
(Repertório tirado do seu CD do mesmo título)
Quinta feira, 28 de Maio às 20 h. Entrada livre

MESA REDONDA
Quinta-feira 14 de Maio às 20 horas.
Participantes:
Alipio de Freitas, ex-presidente da Associação José Afonso de Setúbal.
Henrique Marques, directivo e co-fundador da Associação José Afonso de Setúbal.
Francisco Fanhais, cantor e companheiro de José Afonso em múltiplas actividades.
Arturo Reguera, colaborador, juntamente com Benedicto, nas 1ªas actuações de José Afonso na Galiza (anos 70).
Apresenta: Xico de Carinho, músico, sócio da Associação José Afonso desde a sua fundação e coordenador das actividades.
TRIBUTO A JOSÉ AFONSO
Recital poético – musical
Quinta-feira 21 de Maio às 20 horas.
Participantes:
CONCERTO HOMENAGEM A JOSÉ AFONSO
Actuação de “COUPLE COFFEE” com Luanda Cozzeti (canto e percussão) e Norton Daniello (baixo eléctrico)
Caros amigos de José Afonso,
Só mais tarde, em Setembro de 1984, voltei a encontrar o Zeca em Tavira, na companhia do Pedro, mas já muito debilitado pela doença que o minava.
Aqui deixo o meu testemunho da breve passagem e relação do grande Zeca com Aljustrel.
Cordiamente
Francisco Colaço
“Grândola é sempre a última canção desse bar”, garante à Lusa Manuel Rodriguez, um jovem estudante universitário em Santiago de Compostela.
Envergando uma t’shirt com a imagem de Che Guevara, Manuel, 21 anos de idade, confessa que aprecia o “tipo de música” de Zeca Afonso e consegue mesmo trautear o arranque de “Grândola”.
Santiago de Compostela, Espanha, 08 Mai (Lusa)
Segundo Guitian, a cassete daquele concerto, o qual ocorreu a 10 de Maio de 1972 no Burgo das Nações, está “religiosamente guardada”, para que um dia “possa ser feita uma edição”, de forma a que “não se perca” aquele registo único.
Santiago de Compostela, Espanha, 08 Mai (Lusa)
Familiares, muitos amigos e admiradores, prestaram a última homenagem a Dimas Soares Lopes Pereira, de 87 anos de idade, e viúvo há três semanas. Este vulto cultural teve morte súbita, ao início da tarde de domingo, em casa da filha mais velha. “Tinha almoçado, até estava bem disposto, mas foi encontrado já sem vida, sentado no sofá”, revelou a «O Setubalense» fonte próxima da família.
O corpo esteve ontem em câmara ardente na Capela do Socorro, de onde saiu em cortejo fúnebre, a meio da manhã, rumo ao cemitério de Algeruz. Uma sonora salva de palmas acompanhou a descida da urna à sepultura, com a bandeira de Portugal e uma t’shirt da banda do Andarilho, e muitos, muitos cravos vermelhos.
Em pleno cemitério, o professor Alberto Pereira teceu breves considerações sobre este vulto cultural desaparecido entre os vivos: “Homem de grande construção cívica, sem nunca olhar ao bem material. E fez tudo no Círculo Cultural; foi professor, dirigente, e teve a grande virtude de lidar com os jovens como uma mestria que nunca vi em ninguém.”
De entre as muitas presenças no acto fúnebre, constaram as de Zélia Afonso, Odete Santos, Victor Serra, Francisco Lobo, Valdemar Santos, Luís Filipe Fernandes, José Maria Dias, Graziela Dias, Maria das Dores Meira, Acácio Lopes e Carlos Rodrigues, entre muitos outros.
O acordeão de Dimas Pereira – militante do PCP e resistente anti-fascista, acompanhou José Afonso no single “Viva o poder popular” (1975), à margem do circuito comercial, pela Liga da Unidade e Acção Revolucionário (LUAR) e no LP “Enquanto há força” (1978).
Idaleciano Paulo marcou presença no cortejo fúnebre e é, curiosamente, o elemento vivo do quarteto da segunda versão de “Os Galés”. Ao nosso jornal recordou os desaparecimentos de Rogério Ângelo, Mário Regalado e, agora, de Dimas Pereira.
“Só estou eu, até que Deus queira, de entre os amigos que fundaram a segunda geração do conjunto ‘Os Galés’. Foi em 1975, já em Setúbal, e durou até 1983, depois de extinto o conjunto original em Sesimbra”, explicou Idaleciano Paulo.
Outro testemunho, outra geração. Albano Almeida recorda os tempos em que, muito novo, participava nas actividades culturais do Círculo Cultural, uma grande referência cultural de Setúbal, e que teve Dimas Pereira como fundador, a par de Zeca Afonso e de uma vasta lista de outros nomes.
“Era uma espécie de pai, amigo e mestre. O Dimas Pereira era tudo para mim, e para muitos outros jovens como eu que por ali andavamos naquela que foi, mais do que uma instituição cultural, uma escola de vida,” desabafou a «O Setubalense», o viola Albano Almeida que recorda, já saudosamente, as participações musicais em palco, ao lado do acordeão do mestre, nos grupos “Cantares”, “Detráz da Guarda” e da “Banda do Andarilho”.
Teodoro João
red.teodoro@osetubalense.pt
Dimas Pereira, que ao lado de José Afonso fundou o Círculo Cultural de Setúbal (CCS) em 1969, morreu hoje nesta cidade aos 87 anos vítima de doença súbita, disse à agência Lusa fonte próxima da família.
O acordeão de Dimas Pereira – militante do PCP e resistente anti-fascista – acompanhou José Afonso no single “Viva o poder popular”, editado em 1975 à margem do circuito comercial, pela Liga de Unidade e Acção Revolucionária (LUAR) e no LP “Enquanto há força” (1978).
Tito Lívio, jornalista e que posteriormente se afirmou como crítico de teatro, e Carlos Tavares da Silva, director do Centro de Estudos Arqueológicos do Museu de Arqueologia e Etnografia do distrito de Setúbal, foram outros dois fundadores do CCS, um local de resistência cultural inicialmente localizado na Av. 05 de Outubro, em Setúbal, frequentemente vigiado pelo PIDE.
Lusa
Autor do arranjo: Alfredo Teixeira?
Situado numa lateral do Auditorio de Galicia, o parque é uma homenagem ao cantautor português promovida por um grupo de amigos, apoiada por cerca de três mil pessoas de todo o mundo e aprovada pela câmara de Santiago de Compostela, precisou à agência Lusa Paulo Esperança, daquele núcleo
O “Parque José Afonso” situa-se junto do complexo Burgo das Nácions (Burgo das Nações), onde actualmente se concentram várias residências universitárias e onde em 1972 Zeca Afonso cantou pela primeira vez em público “Grândola, Vila Morena” na sua primeira digressão pela Galiza, que integrou também espectáculos em Ourense e Lugo.
José Afonso é leitura obrigatória para todos os artistas. José Afonso é incontornável para todos os portugueses. Tem que ser lido com humildade e interpretado com orgulho. A sua obra tem que ser revisitada com originalidade.Fazem parte deste projecto Genoveva Faísca (voz), João Bengala (guitarra clássica, guitarra portuguesa e voz), João Vaz (saxofone soprano), Joaquim Correia (baixo acústico) e Diogo Leónidas (bateria).
Fórum Cultural de Alcochete
30-04-2009
21h00
Entrada: EUR 6,00
Reservas: 212349640
O material desta exposição foi gentilmente cedido pela Associação José Afonso e encontra-se exposto no piso 0 do Palácio do Gelo, até a 30 de Abril.
No sentido de prestar um enfoque acrescido à exposição principal, o Palácio do Gelo Shopping contará ainda com a presença de algumas escolas locais que, desta forma, têm oportunidade de apresentar diversos tipos de trabalhos, desenhos, textos e trabalhos manuais, sendo que a sua temática é centrada na vida e obra de José Afonso e da comemoração do 25 de Abril e encontram-se expostos nos pisos 0, 1 e 2 do Palácio do Gelo.
Eis as Escolas que participam na exposição:
– Escola Básica dos 2º e 3º ciclos Infante D. Henrique;
– Escola Básica Integrada e Secundária Jean Piaget;
– Escola Secundária de Emídio Navarro;
– Escola Secundária Alves Martins.
A redacção da Blitz elegeu apenas oito cantores portugueses, quatro mulheres e quatro homens.
Paulo de Carvalho surge em sexto, Maria João em sétimo e Teresa Salgueiro em oitavo.
LOCAL: Verbum, “A Casa das palabras”
Avda Samil,Vigo
Inauguración-clausura: Do 5 ao 31 de Maio
Cartazes: 64, material: pvc.
Autoría exposición: André F. Places
Organización:S.Cultural Na Virada
Coordinación actividades: Xico de Carinho
Producción: Verbum/Concelleria de Cultura de Vigo
INAUGURACIÓN
5 de Maio ás 20 h.
Presenta André F.Places
MESA REDONDA
Xoves 14 Maio ás 20 h.
Participantes:
• Alipio de Freitas, Ex-Presidente da Ass. José Afonso de Setúbal.
• Henrique Marques, directivo e cofundador da Ass.J.Afonso de Setúbal.
• Francisco Fanhais,Presidente da Ass. J. Afonso,cantor e compañeiro de J. Afonso en múltiples actividades .
• Arturo Reguera, colaborador con Benedicto nas 1ªas actuacións de J. Afonso na Galiza.
Presenta: Xico de Carinho, músico, socio da Ass.J.Afonso dende a súa fundación e coordinador das actividades.
TRIBUTO A JOSÉ AFONSO”
Xoves, 21 de Maio ás 20 h.
Participantes:
POESIA:
-Xosé María Alvarez Cáccamo
-Maria Xosé Queizán
-Manuel Forcadela
– Adelaide Graça (Portugal)
MÚSICA:
-Grupo Na Virada
-José Pumar
-Tino Baz
-Ana Ribeiro (Portugal)
CONCERTO HOMENAGEM A JOSÉ AFONSO
Xoves, 28 Maio ás 20 h.
Actuación de “COUPLE COFFEE” , con
Luanda Cozzeti, canto e percução
Norton Daniello, Baixo eléctrico.
Repertorio tirado do seu CD, “Com as tamanquinhas do Zeca” e outros.
Integrado nas Comemorações do 35.º Aniversário do 25 de Abril.
Para assistir a este espectáculo reserve o seu bilhete na Bilheteira do Cine – Teatro ou pelo telefone 261 948 321, 5.ª e 6.ª Feira, das 16h00 às 19h00.
Todo o Público
Gratuito
Local: Cine-Teatro de Sobral de Monte Agraço – 21h30
24 Abr 2009 – 22:30
Couple Coffee & Band – Co’as Tamanquinhas do Zeca – Praça do Bocage Setúbal – Portugal
25 Abr 2009 – 17:00
Co’as Tamanquinhas do Zeca! – Couple Coffee & Band – TEATRO VIRGÍNIA Torres Novas – Portugal
26 Abr 2009 – 21:00
Couple Coffee & Band – CINE TEATRO CAMACHO COSTA Odemira – Portugal
15 Mai 2009 – 20:00
Norton Daiello & Marco Lobo – ONDAJAZZ Lisboa – Portugal
23 Mai 2009 – 21:00
Norton Daiello & Marco Lobo – FESTIVAL TENSAMBA – Recinto Ferial de Arrecife Lanzarote – Islas Canarias – España
28 Mai 2009 – 20:00
Couple Coffee (duo) – Verbum (Casa das Palabras), Avenida deSamil,17 (Praia de Samil) de Vigo. / Galiza – España
31 Mai 2009 – 21:30
Couple Coffee & Band – CENTRO CULTURAL OLGA CADAVAL Sintra – Portugal
Mais informações em: http://www.myspace.com/couplecoffee
Numa iniciativa pensada sobretudo para os alunos do Externato D. Fuas Roupinho, mas aberta a todos os interessados, serão cantados alguns dos temas mais emblemáticos do cantor de intervenção. A apresentação de alguns elementos biográficos de Zeca Afonso compõem esta evocação de um dos mais importantes compositores e intérpretes portugueses do século XX.
Esta sessão, que se realiza às 15h00, ocorre em vésperas das comemorações do 25 de Abril, para sempre marcado pela música “Grândola Vila Morena” do próprio José Afonso.
Dia 25 de Abril, pelas 21,30 horas“O Canto de Intervenção”,
com o grupo da AJA Norte, Tino Flores, Luís Almeida e Paulo Rodrigues.
INSCREVA-SE NO JANTAR “CONVIVER EM LIBERDADE”
antes do espectáculo, pelas 19,30 horas, dia 25.
Preço: 7,5 cravos
Dia 25 (sábado):
19,30 horas, Restaurante Juventude, “Jantar Conviver em Liberdade” (aberto a toda a gente; inscrição prévia para o mail: jn.felgueiras@sapo.pt, ou por contacto com José Carlos Pereira (91 609 00 33). Preço: 7,5 cravos.
21,30 horas – Sala de Espectáculos: concerto “O Canto de Intervenção”
Actuação da Associação José Afonso – Núcleo do Norte (Gabriela Marques, Ana Afonso, Paulo Esperança, Ana Ribeiro, Miguel Marinho, Fernando Lacerda, Paulo Veloso e Eduardo Pinheiro), bem como o conhecido cantor de intervenção Tino Flores, com Luís Almeida e Paulo Rodrigues.
Indicações de como chegar ao Complexo
(Basta seguir as indicações das placas de cor laranja a dizer Complexo Desportivo)
A exposição colectiva vai contar com a presença dos seguintes fotógrafos:
– António Vieira da Silva
– Helena Paixão
– José AS Figueira
– Nuno de Sousa
– Ricardo Calha
Havia duzentas pessoas na sala. Entre elas um agente da PSP. Fardado. Homem para não se abespinhar quando José Afonso cantou ‘Os Vampiros’, senhores à força e mandadores sem Lei. Escondidos sob o palco palpitavam os livros que a Censura proibira – ‘Subterrâneos da Liberdade’, de Jorge Amado, partilhando páginas com ‘O Caminho Fica Longe’, de Vergílio Ferreira.
Na noite de 17 de Maio 1964, no salão de festas da Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, José Afonso cantou para trabalhadores da indústria corticeira, camponeses, militantes do PCP na clandestinidade e um polícia pouco convicto. O apreço, mútuo, foi tal que, no fim do espectáculo, escreveu, numa folha de papel almaço, ‘Grândola, vila morena, terra da fraternidade’ – operária grandolense.
Ninguém sabe onde pára a folha com o poema original da canção que seria senha do 25 de Abril de 1974. ‘Desapareceu’, lamenta Maria José Pucarinho, professora de Música na escola secundária e actual presidente da colectividade, também conhecida por ‘Música Velha’, que José Afonso descreveu como ‘um local obscuro, quase sem estruturas, com uma biblioteca de evidentes objectivos revolucionários e uma disciplina aceite entre todos os membros, revelando já uma grande consciência e maturidade políticas’.
Os livros que faziam parte da biblioteca estão encaixotados. O salão onde naquela noite, há quase 45 anos, Zeca esboçou ‘Grândola’ está vazio. Esquecidas no chão ficaram folhas de pauta onde saltitam semicolcheias de mãos dadas. Já parou de chover lá fora. Há esperança de que a água cesse de correr cá dentro. Maria José Pucarinho não disfarça o desalento. ‘É uma pena. Temos a escola de música, com 72 alunos, a funcionar aos sábados na Universidade da Terceira Idade e a banda filarmónica, com 47 músicos, ensaia num antigo restaurante chinês.’ É assim há quase dois anos, desde que o edifício, um antigo hospital, construído no século XVII, encerrou para obras.
Nada e criada em Grândola, Maria José não conheceu pessoalmente José Afonso. Tinha oito anos quando se deu o 25 de Abril. ‘O meu pai estava em Marrocos. Eu tinha ficado com a minha mãe em casa. Lembro-me da euforia e do pânico dela. Não sabíamos o que ia acontecer a partir daí.’ Quando, de manhã, mãe e filha acordaram, o País insone já tinha ouvido ‘Grândola, vila morena, terra da fraternidade’. Passou às 02h00 no programa ‘Limite’, da Rádio Renascença. Era o sinal de arranque para as tropas revoltosas mais distantes de Lisboa. O golpe corria bem.
Na altura, Celso Nunes trabalhava como pintor em Paris, para onde emigrara em busca de melhor vida em 1964. ‘Fui à banca comprar jornais e soube do que tinha acontecido, talvez mesmo antes de muitos portugueses que aqui estavam.’ Regressou em 1979, ainda a tempo de conhecer o homem que celebrizara Grândola. ‘Encontrei-o em Évora e depois em Setúbal. Ele já estava doente.’ Tanto tempo depois, ouvir ‘Grândola’ continua a arrepiá-lo. ‘É diferente para nós, que sabemos porquê e para quem ele escreveu aquele poema’, emociona-se Celso, que voltou para reparar calçado num estabelecimento aberto na rua das lojas.
Há-de ser diferente também para Pedro Martins da Costa, de 66 anos, ex-vice-presidente da Câmara, que trouxe José Afonso à vila. ‘Em 1964, eu estava em Lisboa, na tropa, e como eu havia mais gente da Fraternidade Operária que lá estava. Reuníamos em tertúlia no café Gelo e no Martinho, não o da Arcada, um estabelecimento com bilhar que havia nos Restauradores.’ Entre o Gelo e o Martinho surgiu a ideia de convidar Carlos Paredes e José Afonso para um concerto. Escreveram-lhe para Faro, onde José Afonso era professor. ‘Em 1965 voltou e muitas vezes depois – gostava do convívio e do ambiente igualitário da colectividade. Tão igualitário, dizia ele, que não se percebia quem era o vogal e quem era o presidente.’
Na praça para onde se inclina a Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense existe actualmente um hotel de três estrelas, uma ludoteca e um centro de estética canina. Os tempos de fervor revolucionário parecem encontrar eco apenas no centro de trabalho do PCP, ameaçado de despejo, como reza uma faixa colocada a quase toda a largura.
Montado na sua bicicleta, com caixote de plástico atado atrás, Adriano António Damasceno está de visita à vila. ‘Moro numa fazenda lá em baixo, onde tenho um gadozinho e os meus canitos.’ O cantoneiro de limpeza reformado almoça todos os dias no refeitório da Câmara Municipal de Grândola. ‘Têm lá mulheres antigas a fazer o comer e eu gosto da comida antiga, com carne e couves’, explica, franzindo os olhos sob o boné de fazenda. Não lhe faltam as palavras, capazes de enfrentar o silêncio mantido pelo trio de idosos que, ao longo da tarde, se desloca lentamente atrás dos raios de Sol. ‘Há aqui muitos velhotes. Em algumas aldeias já só há antigos’, nota Adriano. Era nesses tempos – ‘antigos’ – que ‘a ‘Grândola’ se ouvia muito’. Hoje não. ‘Hoje só se ouvem os cantores modernos.’
Depois do 25 de Abril houve ocupação de herdades. Formaram-se cooperativas de produção – uma das quais corticeira, ligada à Reforma Agrária. Mas, mais do que camponeses, os grandolenses sempre foram comerciantes e operários corticeiros. É ainda evidente o peso do comércio, agora com um toque multicultural resultante da instalação de lojas de chineses. O futuro parece, contudo, escrito nas agências imobiliárias. ‘Agora é a indústria da construção civil que mais emprego dá’, observa Pedro Martins da Costa, que até há bem pouco tempo manteve aberta uma loja de relojoaria. Grândola está à espera dos grande empreendimentos imobiliários e turísticos que prometem fazer render a beleza da Costa Azul. Tróia (Grupo Sonae) é ali ao pé. O Carvalhal (Grupo Espírito Santo) não fica longe. Melides (grupo suíço Volkart) é a dois passos.
Fim de tarde em Grândola.Tocou para a saída. Pelo Jardim 1º de Maio, que já foi 28 de Maio, caminham jovens em grupos. Balançam os livros com despreocupação. Sara, aluna do 11º ano, já soube a história de ‘Grândola, Vila Morena’. ‘Era tipo código, uma coisa esquisita.’ Nem de propósito, passa perto o professor de História. Ela encolhe-se e brinca: ‘Ai se ele soubesse que eu já não me lembro…’ Mesmo sem saber exactamente o significado da canção, sente um certo orgulho pois é por causa dela que ‘o pessoal de Setúbal conhece Grândola’ e para lá ruma a fim de celebrar o 25 de Abril. De qualquer forma, do que Sara, franja morena e unhas vermelhas, mais gostava era que houvesse uma discoteca na vila que deu nome à canção. ‘Temos de ir a Alcácer ou a Santiago… só lá é que há discotecas.’ Em 1964, quando pela primeira vez lá esteve, José Afonso viu em cada esquina de Grândola um amigo e em cada rosto igualdade. Em Abril de 2009, Sara assume que só está desejando sair dali.
Isabel Ramos – Correio da Manhã
18 de Abril de 2009 22h00 Entrada livre
Obras e arranjos a cappella de: Zeca Afonso, Eurico Carrapatoso, Bob Chilcott, Anders Enderoth, Paul Hart, Gonçalo Gouveia, Anders Jalkéus, Lennon/McCartney, Gonçalo Lourenço, Mário Ribeiro, Deke Sharon, Alfredo Teixeira, Mark Williams.
Todas as informações em Voando em CynthiaNa Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça, na Moita, poderá ser vista, até 2 de Maio, uma mostra foto-biográfica de José Afonso.
Era uma vez na Galiza, anos oitenta. Um concerto de José Afonso em Cangas de Morrazo (perto de Vigo) num velho teatro municipal. Acompanhava-o eu, Henri Tabot e Guilherme Inês. Chegados à hora do espectáculo, deparámo-nos com um público, a meio da plateia, de seis pessoas! A minha reacção (suponho que a dos meus colegas) foi a de não tocar. E o Zeca disse não! Tocados os 17 ou 18 temas ensaiados pelo grupo, José Afonso pegou na viola e sozinho, tocou cantando mais oito temas entre os quais “Catarina” – a primeira vez que o ouvi cantar assim. Estranho. As seis pessoas de pé aplaudiram incansavelmente José Afonso e durante muito tempo. Como se a sala estivesse cheia.Só mais tarde percebi que o Zeca, nesse dia, tinha deixado seis amigos na Galiza.Júlio Pereira