Música: Rão Kyao homenageia Zeca Afonso em Famalicão a 25 de Abril
O espectáculo, em que Rão Kyao se fará acompanhar por vários instrumentistas, passa pela música tradicional, com temas originais e incursões ocasionais do folclore, e por composições do músico e de Zeca Afonso.
A Casa das Artes de Famalicão está presentemente a acolher a segunda edição da extensão do Festival Internacional de Música de Câmara Stellenbosch, da África do Sul, que decorre até domingo.
O evento, que conta com a presença do maestro António Vitorino D’Almeida para as conversas no Café-Concerto, promove ainda as masterclasses e os concertos com a presença de uma dezena de profissionais e reputados músicos.
Com a direcção artística assinada pelo pianista Luís Magalhães, natural de Famalicão e residente na África do Sul, o elenco é constituído por alguns dos melhores intérpretes da actualidade, para piano, cordas e trompa.
No festival intervêm Luís Magalhães e Nina Schumann (em piano), Frank Stadler e Suzanne Martens (em violino), Gareth Lubbe (viola), Peter Martens (violoncelo) e Leon Bosch (contrabaixo).
Nas trompas o solista é Abel Pereira, enquanto Nuno Pinto (clarinete) é um dos artistas convidados, juntamente com o maestro António Vitorino D’ Almeida.
PF. Lusa
Mais músicas, mais vídeos, mais programas
Tributo a José Afonso em Sintra

É já no dia 25 de Abril que a Voando em Cynthia dará a o pontapé de saída para o 2º CICLO VOOS EM CYNTHIA sob o tema CELEBRAÇÃO DA LIBERDADE.
Em moldes semelhantes à 1ª fase do Ciclo, os Voos em Cynthia continuarão a proporcionar à população Sintrense e a todos os que pelo antigo ginásio do Sport União Sintrense passam, um dia recheado de lazer, cultura, partilha e convívio a a oportunidade de contribuir e apoiar não só a nossa Associação, como também a AJA – Associação José Afonso.
Assim sendo, a Voando em Cynthia oferece e proporciona a miúdos e graúdos:
Das 15h às 22h: Mostra de Artesanato e Mercado de Produtos Biológicos
Das 15h às 19h30: Animação de Rua, Animação no recinto, Oficinas variadas, Pintura facial, Tatuagem de Henna, Caça Sonhos, Massagens e Terapias alternativas
16h30: “NEVE BRANCA E ROSA VERMELHA”
Teatro Infantil de Marionetas pelo Teatro Tin-Da-Rim
Duração: 40m
Custo: Crianças dos 4 aos 10 anos: 3 Cravos / Adultos: 5 Cravos
21h: TRIBUTO A ZECA AFONSO
Com vários actores e músicos
Adultos: 3 Cravos (a bilheteira reverte para a AJA)
22h30: BAMBULÉ BAND, Reggae/Funk/Hip Hop
De volta aos palcos, os Bambulé regressam cheios de força, vitalidade, qualidade e novas músicas! Será nos palcos dos Voos em Cynthia, na Celebração da Liberdade que eles nos apresentarão um novo espectáculo!
Adultos: 5 Cravos
*Todos os espectáculos começam à hora marcada!
Neste 2º Ciclo, cada evento apoiará uma diferente Instituição ou Associação de caridade/solidariedade ou ONG.
Venha, traga a familia e os amigos!
Partilhe! Contribua! Divirta-se!
2º Ciclo Voos em Cynthia
CELEBRAÇÃO DA LIBERDADE
Antigo Ginásio do Sport União Sintrense
Av. Heliodoro Salgado, 23 * rua sem trânsito
Estefânia * Sintra
(entre as duas lojas do chinês, em frente à farmácia Simões)
Info: voandocynthia@gmail.com * www.voandocynthia.blogspot.com
Sítio da AJA: operacional e melhorado
Já retirámos o vírus que se alojou nas nossas páginas. Apesar do aviso da Google, já podem entrar à vontade no sítio. Já escrevemos à Google para retirar o aviso, o que esperemos aconteça da próxima vez que revirem o sistema. No entanto, e já que estávamos com a mão na massa, incluímos algumas melhorias na navegação pelo sítio da AJA.A AJA no YouTube
A AJA começou este último fim de semana o seu canal no YouTube. Já adicionámos os primeiros vídeos e, muito em breve, adicionaremos alguns novos, incluindo vídeos dos colóquios “Dá-me música de José Afonso.” Mantenham-se atentos. Mais um para a discografia

GUIMBARDA – DD-220 29/30 – edição castelhana (1979)
Trata-se de um interessante duplo LP em que José Afonso está representado por “Enquanto Há Força”.
Há dezenas de outros nomes nesta colectânea como Pentangle, Gerry Rafferty, Marti, Sally and Mike Oldfield, Roy Brown, La Bamboche, Kolinda, Emilio Cao e Quintin Cabrera.
Ary dos Santos e José Afonso
(Musicado e cantado por José Afonso)
A cidade é um chão de palavras pisadas
a palavra criança a palavra segredo.
A cidade é um céu de palavras paradas
a palavra distância e a palavra medo.
A cidade é um saco um pulmão que respira
pela palavra água pela palavra brisa
A cidade é um poro um corpo que transpira
pela palavra sangue pela palavra ira.
A cidade tem praças de palavras abertas
como estátuas mandadas apear.
A cidade tem ruas de palavras desertas
como jardins mandados arrancar.
A palavra sarcasmo é uma rosa rubra.
A palavra silêncio é uma rosa chá.
Não há céu de palavras que a cidade não cubra
não há rua de sons que a palavra não corra
à procura da sombra de uma luz que não há.
José Carlos Ary dos Santos
Samuel e José Afonso
No dia 29 de Janeiro de 1983, já vão 26 anos, à hora a que publico este texto, o Zeca estava nos bastidores do Coliseu dos Recreios de Lisboa, preparando-se para entrar em palco e dar o seu derradeiro concerto.
O “meu” Zeca particular e intransmissível é outro. Está vivo, nunca está doente (excepção feita a umas sinusites teimosas), pratica judo, canta como ninguém, faz-me acreditar que em 1973 já estávamos a um passo da liberdade, ilumina os meus vinte e um anos, faz cantigas que ficaram na História, à minha frente e com a minha modesta “ajuda” técnica, faz-me gravar o meu primeiro disco e leva-me para cantar com ele em locais incríveis e proibidos…
Como sou uma perfeita negação na arte do culto da imagem e uma desgraça na gestão de “carreira”, até há bem pouco tempo nem sequer uma fotografia tinha em que estivesse com ele.
Um amigo, em boa hora, resolveu oferecer-me esta grande imagem, recordação de um “Canto Livre” realizado num quartel da região de Lisboa, em 1975, com Zeca Afonso, Vitorino e um estreante (eu mesmo, o guedelhudo da ponta esquerda). O amigo em causa, era militar nesse quartel e foi um dos que se “arvorou” em cantor e foi connosco para cima do estrado, cantar a Grândola.
Todos achávamos que o mundo e a vida estavam apenas a começar, que a reacção não passaria, que a noite não voltaria às nossas ruas e que iríamos ter o Zeca a cantar connosco para sempre…
José Afonso em Guimarães II
Fotografia e texto de Torcato Ribeiro
José Afonso em Guimarães
Fotografias e texto enviados por Torcato Ribeiro.
Para o efeito, o CICP, alugou uma tenda de circo, e promoveu durante dois meses uma actividade cultural diversificada, destacando-se, para além do espectáculo do Zeca, o José Mário Branco, o maestro Vitorino de Almeida, o Carlos do Carmo, o Salada de Frutas, a Sheila, o Cantaril, a Tété, o UHF, a Lena d’ Água e Banda Atlântida, a projecção de filmes e um debate sobre o aborto.
A esta iniciativa chamou-se CIRCULTURA, e realizou-se em 1982, durante Maio e Junho. O espectáculo do Zeca foi às 21,30 horas de sábado, 5 de Junho de 1982.
Como curiosidade, penso que este espectáculo foi o último que o Zeca deu, exceptuando as homenagens posteriores.
Foi colocada pelo Zé Mário Branco, que participou nesta iniciativa na semana anterior, a possibilidade de se fazer neste espectáculo, uma homenagem surpresa ao Zeca, mas por várias razões tal não foi possível.
O Zeca actuou com o acompanhamento do Janita Salomé, Júlio Pereira e Serginho Mestre.
A foto de convívio depois do espectáculo, é no café Oriental em Guimarães, estando ausente o Zeca, que por motivos da sua doença, teve que ir descansar.
As fotos são pertença do CICP e da autoria do Carlos Mesquita.
Três belíssimos arranjos de Amílcar Vasques Dias
Luís Pacheco Cunha – violino
Amílcar Vasques Dias -piano/arranjos
A assembleia geral e os novos corpos sociais
Em Setúbal, na sede nacional, decorreu no passado sábado dia 14 de Fevereiro, mais uma Assembleia – geral da Associação José Afonso.
Apesar da convocatória ter sido remetida atempadamente a TODA(O)S o(a)s mais de mil sócia(o)s a participação ficou aquem das expectativas o que só revela, há que o assumir, as fraquezas actuais do movimento associativo.
Na execução da Ordem de Trabalhos foram discutidos e aprovados os relatórios e contas referentes a 2008 e aprovadas indicações sobre a forma de organizar o ano de 2009.
Além de ter sido ratificado o Plano de Actividades a desenvolver em parceria com a Camara Municipal de Setúbal foi decidido que se deveria elaborar um projecto integrado, mais vasto, para o ano que corre já que haveria lugar à eleição de novos orgãos sociais.
Da Assembleia sugiram várias intervenções propondo a organização de núcleos locais, a aposta em sócios colectivos, a dinamização de actividades descentralizadas, o apelo a uma maior intervenção no seio da Associação.
Aprovados os documentos em apreciação procedeu-se á eleição dos orgão sociais da AJA que, depois de apresentada, justificada e discutida, se traduziu na eleição por unanimidade dos presentes , da lista única que integrava os seguintes nomes:
DIRECÇÃO
PRESIDENTE – FRANCISCO FANHAIS
VICE PRESIDENTE- ZÉLIA AFONSO
SECRETÁRIO- PAULO ESPERANÇA
TESOUREIRO- ANTONIO PIMENTA
VOGAL- TEODÓSIO ALCOBIA
VOGAL ANTONIO SEQUEIRA
VOGAL- MIGUEL GOUVEIA
MESA DA ASSEMBLEIA GERAL
PRESIDENTE- ADELINO GOMES
VICE-PRESIDENTE – SAMUEL MARQUES
SECRETÁRIA- ANA RIBEIRO
CONSELHO FISCAL
PRESIDENTE- RUI MOTA
1º SECRETÁRIO – HENRIQUE MARQUES
2º SECRETÁRIO – CÉLIA NEVES
Mais um a juntar à discografia
O Primeiro Dia (Sérgio Godinho) – Menina Estás À Janela (Vitorino) – Mulher Da Erva (Teresa Silva Carvalho) – Domingo (Mário Viegas) – Cantigas Do Maio (José Afonso) – Se Tu Fores Ver O Mar (Fausto) – Cantar De Emigração (Adriano Correia de Oliveira) – O Conde Niño (Luís Cília)
Poema de Valter Hugo Mãe dedicado a José Afonso
Poema sobre o ódio à vida
para o zeca afonso
Havia um sapato de cristal no meio das escadas, era
certo que uma futura princesa ali o passara. um príncipe
triste, acompanhado de seus pajens, recolheu o
delicado objecto e suspirou, antevendo um amor eterno,
o coração acelerado, o príncipe tornou-se muito ansioso e
mais ansioso à medida da espera. e esperou demasiado,
enquanto todos os seus esforços falhavam o encontro
com a futura princesa. um dia, estava quieto em seus
aposentos quando súbito lhe anunciaram a bela moça.
entrando de cautelo no rico palácio, vinha já coberta
de ouro e luzia como luz que aumentasse. foi quando
lhe perguntou o pretendente, quereis casar comigo,
um príncipe triste. e a moça respondeu, perdi o sapato
sem querer, sou contra o amor, prefiro odiar todas as
coisas, ser fútil, promíscua. o príncipe ordenou que
deixassem todos os seus aposentos e ponderou o
suicídio. fechou as janelas, como num luto e, no dia
que veio, começou por inventar as leis mais justas e
mandar que oferecessem moedas aos pobres.
valter hugo mãe
in mil e setenta e um poemas
Thesaurus Editora
Foi assim nos Púcaros
Noite de inquitação
Pela Palestina: o crime vem de Israel






















