(Setúbal) Tertúlia sobre a discografia de José Afonso na Casa da Cultura, dia 26 de maio, às 18 horas


Porque em Maio… Continua Abril,
No dia 25 de Maio de 2019, pelas 18 horas, na Sala da Lareira da Associação Cultural Mercado Negro (Aveiro), no contexto das comemorações dos 45 anos do 25 de Abril, dizemos que celebrar Abril não é um momento saudosista.

A AJA Tavira está a organizar, pelo quinto ano consecutivo, o Maio Maduro Maio. Iniciativa onde, em todos os anos, damos destaque aos artistas locais e ou regionais. Este ano contamos com a presença de Fado Tropical e Poetas Cantados. A iniciativa irá decorrer no Mercado da Ribeira em Tavira, e terá inicio às 21.30h.



O Coronel Correia Bernardo integrou desde a primeira hora o Movimento dos Capitães, participando na reuniões conspiratórias que precederam o 25 de Abril, em representação da EPC. Na noite de 24 de Abril, prendeu o Comandante que se recusou a aderir e assumiu o comando da EPC, coordenando a preparação da saída da Coluna para Lisboa.Responsável pelo Plano B – a partir de Santarém seria organizado novo movimento para o derrube do regime…Autor de livros sobre o 25 de Abril e o Plano B, elaborou “Esta é a Madrugada que eu Esperava”, texto teatral, relatando os acontecimentos da noite de 24 de Abril na EPC, que tem acolhido rasgos elogios a quem já assistiu a essa representação.

Revisitando o repertório grandioso de Zeca Afonso, uma das figuras centrais do movimento de renovação da cultura musical e poética portuguesa, que se desenvolveu na década de 60; Rerum Ensemble mistura sonoridades populares com as sonoridades jazzísticas, conseguindo uma atmosfera musical fresca, inovadora e inesperada.


25 de Abril Sempre
AJa Galiza e Gentalha do Pichel
25 de Abril em Compostela
Esta quinta 25 começa a programaçom especial da AJA Galiza para este #25deAbril, com música, festa, literatura, cinema e arte gráfica. Eis o cartaz do programa, no que colabora também ativamente a gente espetacular da Gentalha Do Pichel.
Esta sexta feira, 26 de abril a Gentalha e a Associação José Afonso organizamos umha jornada do 25 abril: projeçom e concerto de Os meninos.
Se queredes apontar-vos ao jantar tedes até esta quarta.

Música Miso Ensemble
Canção Diana Dionísio e Pedro Henriques
Adereços Manuel Ribeiro, Paulo Pinheiro e Zeferino Aires
Direcção Graça Costa
Agradecimentos João Pinto Nogueira, Maria Luíz e Casa da Achada
Centro de Apoio Social de São Bento – SCML
Rua de São Bento Nº 140 – Lisboa
Entrada – 5 AJAS


Com início às 14,30 Horas
A tarde de 16 de abril está reservada em Odemira para a iniciativa “Zeca Afonso: sabes quem é?”, uma oficina musical, pela Catrapum Catrapeia que decorrerá na Biblioteca Municipal José Saramago, no âmbito das comemorações Abril em Odemira.
Zeca Afonso Sabes Quem É?
Neste workshop descobre-se Zeca Afonso a partir de um livro ilustrado da canção O Homem da Gaita editado pela Associação Zeca Afonso. Esse livro, acompanhado pela voz de Zeca, será o ponto de partida para a oficina. O público irá representar e musicar a partir de um conjunto de exercícios de expressão dramática e musical. Os instrumentos Orff irão ajudar a dar corpo à canção, acompanhada e apreendida pelos participantes. Depois, como atores, representarão a história ilustrada. Assim se conhece Zeca Afonso terminando numa performance musical executada pelo próprio público. E (quase) sem querer, aprende-se música
Mais informações na Biblioteca Municipal José Saramago.

“Por Terras de Zeca”, com exposição, apresentação de livro e de dois CD inéditos, espetáculo musical, workshop e animações de leitura, assinala em Setúbal, entre os dias 12 e 20 de abril, o 90.º aniversário do nascimento de José Afonso.
O programa, inserido nas Comemorações dos 45 anos do 25 de Abril, tem início no dia 12, às 18h00, na Galeria de Exposições da Casa da Cultura, com a inauguração da mostra “Por Terras de Zeca”, com trabalhos do ilustrador Pedro Sousa Pereira.
A exposição pode ser visitada até 28 de abril, à quinta, sexta e sábado das 10h00 à 01h00, e ao domingo, terça e quarta das 10h00 às 22h00.
Segue-se, meia hora depois, a apresentação de “José Afonso ao vivo”, um conjunto composto por um livro de Adelino Gomes, um vinil e dois CD com concertos inéditos de Zeca Afonso, realizados a 4 de maio de 1968, no Teatro Avenida, em Coimbra, e a 23 de fevereiro de 1980, no Salão da Sociedade de Instrução e Recreio de Carreço, Viana do Castelo.
À noite, estreia-se às 21h30, no Fórum Municipal Luísa Todi, um espetáculo musical que percorre, ao longo do ano, todo o país, com o objetivo de homenagear a obra do cantautor e poeta que completaria este ano 90 anos.
As composições mais conhecidas de Zeca Afonso, como “Verdes são os campos”, “Que amor não me engana”, “Índios da Meia Praia” e “Venham mais cinco”, surgem revestidas de novos arranjos, aliadas a temas originais e a composições menos conhecidas do público, como “Papuça”, “Lá no Xepangara” e “Ali está o rio”, com arranjos e direção musical de Davide Zaccaria.
Em dueto, em quarteto ou a solo, durante aproximadamente uma hora e vinte minutos, os temas são interpretados por Zeca Medeiros, Filipa Pais, Maria Anadon e João Afonso, acompanhados por Davide Zaccaria, na guitarra acústica e no violoncelo, Armindo Neves, na guitarra elétrica, Pedro Batalha, no baixo, e André Sousa Machado, na bateria.
Os bilhetes para o concerto de tributo a Zeca Afonso, com o custo de 11 euros para a plateia e 9 para o balcão, estão à venda no Fórum Municipal Luísa Todi e em www.bol.pt.
O programa comemorativo do 90.º aniversário de José Afonso prossegue no dia 13, às 15h00, na Casa da Cultura, com um workshop de ilustração conduzido por Pedro Sousa Pereira, no âmbito da exposição “Por Terras de Zeca”.
A iniciativa dá a conhecer a vida de José Afonso através da obra de Pedro Sousa Pereira e de uma nova forma de olhar para as letras de Zeca Afonso e dos valores que marcaram a história da Liberdade em Portugal.
Inserida, igualmente, no programa da exposição há uma animação de leitura para famílias com crianças entre os 3 e os 10 anos, do ciclo de animações “Às Páginas Tantas…Quantas?”, no dia 20, às 15h30, na Casa da Cultura.
As duas iniciativas são de participação gratuita, mediante inscrição através dos contactos 265 236 168 e casacultura@mun-setubal.pt.
aqui: https://www.mun-setubal.pt/programa-festeja-90-anos-de-jose-afonso/

O Núcleo da Associação José Afonso Região de Aveiro celebra o seu oitavo ano de actividades com o mote “”90 Anos de Zeca. 45 Anos de Abril” e neste âmbito convida para um concerto, também integrado nas comemorações do 25 de Abril, com os amigos – Miguel Calhaz e Rui Oliveira, no dia 13 de Abril de 2019, pelas 21 horas e 30 minutos no Auditório da Associação Cultural Mercado Negro.
A entrada é 8 AJAS, estando os bilhetes disponíveis no Bar do Mercado Negro ( a partir do dia 6 de Abril) ou no próprio dia, no local do concerto.
Esperamos que se juntem a nós, nesta noite de verdadeira celebração da Liberdade.
Núcleo da Associação JOSÉ AFONSO Região de Aveiro

No ano em que l José Afonso completaria o seu nonagésimo aniversário, a Academia prepara-se para homenagear um dos seus mais insignes estudantes, envolvendo alguns grupos constituídos por atuais estudantes (Coro Misto da Universidade de Coimbra, Tuna Académica de Coimbra e Orfeon Académico de Coimbra). Este momento, além de um evento musical e gastronómico, pretende ser uma clara demonstração de solidariedade intergeracional, da força da música de intervenção, de exaltação do espírito de cidadania e dos valores da sociedade democrática a que os jovens intérpretes sempre terão pertencido, não tendo sido essa a realidade do homenageado e dos seus condiscípulos enquanto estudantes.
Iniciativa dos Serviços de Ação Social da Universidade de Coimbra

Tertúlia Coimbrã de Miratejo
Vozes Guitarras Portuguesas Violas
Filipe Lopes Nuno Cadete João Costa
Francisco Naia Álvaro Albino Nuno Correia
Joaquim Monteiro Pedro Landeiroto
EMENTA
Entradas: pão e azeitonas
Prato: Alheira no forno com batata cozida e grelos. Para quem não for como o Adriano, que adorava alheira, há alternativa vegetariana.
Bebidas: vinho e água
Sobremesa: Leite creme com morangos
Café ou chá
15 AJAPETITEs
VEM E TRAZ UM AMIGO


O Núcleo de Santarém, da AJA, vai organizar um grande concerto, no dia 5 de Abril, com a Brigada Victor Jara.
Convento de São Francisco, 21.30, em Santarém.
Iniciativa integrada nas Comemorações do 25 de Abril, em Santarém.
Com co-organização da Câmara Municipal de Santarém.


Andrés Stagnaro, Cantautor e poeta.
Cantor e compositor nascido em Salto, Uruguai. Começou a cantar em público na adolescência, integrando um grupo de música latino-americana com colegas de escola. Mais tarde, faz parte de dois duetos folclóricos com os quais integra digressões no seu país e também na Argentina, bem como apresentações na televisão e rádio local.
Aos 25 anos , radica-se em Montevideu, onde se afirma definitivamente como compositor. Este momento marca o início de uma grande ligação com grupos de músicos do canto popular e poetas de prestígio. O valor da sua poesia, que já musicava desde tenra idade, começa também a ser reconhecida. Fez as suas primeiras gravações como solista, musicando poetas uruguaios contemporâneos, bem como os seus próprios textos. Na década do 90, alcança um grau de compromisso musical e social que o fez atravessar as fronteiras, para chegar à velha Europa, fazendo digressões de sucesso em Portugal, Áustria e norte da Espanha, bem como na América Latina. No final da década de 90 começou uma ligação com Portugal, que lhe permitiu uma vivência muito estreita com grandes referências de música portuguesa, como Manuel Freire, Sérgio Godinho, Vítor Sarmento, Francisco Fanhais, para citar alguns. No seu trabalho destaca o álbum Songs da guerra civil espanhola, a partir do qual fez um importante ciclo de apresentações. Com perfil intimista, ele reúne influências da música popular da América Latina, especialmente uruguaio e folk. Tem um registo de voz capaz de se adaptar a vários estilos, permitindo gerar um efeito renovado e surpreendente nas suas apresentações. O estilo e a temperança da sua voz fazem dele um bastião da música, graças à sua vitalidade imutável. Até à data tem 10 obras gravadas e editadas no Uruguai e uma em Portugal. É também da sua autoria um livro de poesia, intitulado “Dance on Borders”.

No próximo dia 30 de março pela 21h30, a AJA Núcleo de Quarteira recebe no centro Autárquico de Quarteira, o grupo Grafonola Voadora & Napoleão Mira, para celebrarmos os 90 anos do nascimento do José Afonso


Continuando no trilho dos livros, o Núcleo de Lisboa da Associação José Afonso, promove a apresentação do livro Exílios 2, testemunhos de exilados e desertores portugueses (1961-1974), editado pela AEP 61/74 – Associação de Exilados Políticos Portugueses, e que nos traz mais um conjunto de testemunhos de quem viveu a situação de exílio.
Será também projetado o documentário “”Trilho do Poço Velho” de Luís Godinho.
A apresentação estará a cargo de João Madeira com Carlos neves e Fernando Cardoso.


Apresentação de ARCHiPELAGOS- passagens, um CD-e-book de Amélia Muge e Michales Loukovikas. Portugal e Grécia numa poética de relação aberta ao Mediterrâneo e ao mundo, a partir dos conceitos de viagem, arquipélago e passagem. Uma rede de inter-acções no tempo e no espaço aos níveis artístico, musical, literário, social, histórico e político. Uma conversa moderada por Nuno Pacheco com a presença de Adelino Gomes e dos autores.

O Núcleo de Coimbra da Associação José Afonso (AJA), em parceria com a Orquestra Clássica do Centro, organizam um evento no Pavilhão Centro de Portugal no dia 17 de Março pelas 16.30h, para apresentação do livro “RESISTIR É PRECISO” de Alípio de Freitas , bem como do livro ” PALAVRAS DE AMIGOS, com textos a ele dedicados. Simultaneamente estará em exibição uma Exposição sobre a vida de Alípio de Freitas, organizada pela AJA.
Alípio de Freitas lutou contra a ditadura no Brasil, razão pela qual foi preso longos anos, o que despertou a admiração e solidariedade de José Afonso, que lhe dedicou a canção que leva o seu nome e diz: “Baia da Guanabara/Santa Cruz na Fortaleza/ Está preso Alípio de Freitas/ Homem de grande firmeza”… “Na prisão de Tiradentes/Depois da greve de fome/ Em mais de cinco masmorras/Não há tortura que o dome”… Esta canção foi decisiva para despertar a consciência sobre a situação deste Português no Brasil, contribuindo para uma mobilização internacional sobre a situação dos presos políticos e, de certo modo, para a posterior libertação de Alípio de Freitas. Entre eles criou-se um elo de profunda amizade, tendo Alípio sido sócio fundador da AJA e seu presidente.
“ Resistir é Preciso – Memória do tempo da morte civil do Brasil”, escrito após libertação foi, à época, o primeiro livro de denuncia da tortura e violência policial da ditadura militar brasileira, continuando hoje a ser um texto importante para que não se apague a memória desses tempos , e uma forte mensagem para que não se consinta que novas ditaduras aconteçam .
“ Alípio de Freitas – Palavras de amigos “, criado com textos de amigos, é revelador de quão importante ele foi para os que com ele partilharam momentos e projectos.
A exposição “ Alípio de Freitas – Muitas vidas numa só” mostra o percurso e acção ao longo da vida deste Homem inigualável, que dedicou toda a sua vida aos mais pobres e mais fracos e à defesa da liberdade, porque acreditava que um mundo melhor era possível.
VEM E TRAZ UM AMIGO!

“Utopia”,concerto-recital de Marco Oliveira (voz e guitarra clássica) e Ana Sofia Paiva (voz) em homenagem a José Afonso, na Galeria Lar (Lagos), sábado, dia 16 de março, às 19 horas.
Um circuito que se move por lugares históricos e referências do antigo “COMPROMISSO MARÍTIMO”.
Propõe-se um reencontro com os universos ligados à vida marítima, numa viagem guiada através da etnografia, história, gastronomia e manifestações culturais de Lagos.
Integra um concerto-recital de Marco Oliveira (voz e guitarra clássica) e Ana Sofia Paiva (voz) em homenagem a José Afonso. Construído a partir dos poemas, melodias e anotações, o repertório escolhido é fruto da imersão na densidade poética de José Afonso a que ambos se propuseram, e que em Lagos se inscreve numa forte aliança com as suas gentes.
“Em tempos de inquietação, voltar ao mestre. Ouvir a obra, de cabo a rabo, estudar-lhe os textos e a poesia. Alimentar a utopia.”
MARCO OLIVEIRA é um cantor e compositor que se move entre o fado e outros universos da música popular e urbana. Enraizado na cultura e na vivência da música tradicional da sua cidade, estudou guitarra clássica no Conservatório Nacional e frequentou Estudos Clássicos na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É deste cadinho de ensinamentos que desponta a sua pluralidade artística enquanto autor, cantor e músico. Tem dois álbuns editados em nome próprio: “Retrato” (2008) e “Amor é água que corre” (2016) e um novo disco a ser lançado este ano.
ANA SOFIA PAIVA é atriz, aprendiz e outras coisas. Formada pela Escola Superior de Teatro e Cinema, graduou-se em Teatro e mais tarde especializou-se em Promoção e Mediação da Leitura na Universidade do Algarve. É membro do Instituto de Estudos de Literatura e Tradições da Universidade Nova de Lisboa e da cooperativa Memória Imaterial. Dedica-se à poesia, à narração de contos populares e à investigação de literatura e património imaterial

No sábado 16 de março, pelas 18.30, Lia Gama, António Simão e João Meireles lêem poemas de José Afonso na Casa Sommer, em Cascais, numa iniciativa conjunta dos Artistas Unidos, Fundação D. Luís e Câmara Municipal de Cascais, integrada no ciclo de poesia “Em voz alta”.
José Afonso
por Lia Gama, António Simão e João Meireles
JOSÉ AFONSO nasceu em Aveiro em 1929, filho de um magistrado e de uma professora primária. A infância reparte-se entre Aveiro, Angola, Moçambique, Belmonte e Coimbra. Em 1953 grava os primeiros discos, com «Fado das Águias» e outras canções. Em 1960 grava a «Balada de Outono» e regressa a África em 1964 como mestre-escola, experiência que se revelará fundamental na sua formação política. Expulso do ensino por razões políticas, dedica-se mais assiduamente à música e inicia um período de gravações regulares com «Cantares do Andarilho» (1968). Participa activamente no III Congresso da Oposição Democrática, em Aveiro, em Março de 1973 (onde estreia em público «O Que Faz Falta») e envolve-se na acção politica com grupos de vários sectores da Esquerda, desde o PCP à LUAR. Publica «Venham mais Cinco» (73). Em 29 de Março de 1974 participa no Encontro da Canção, no Coliseu dos Recreios, onde a censura não lhe permite cantar mais do que duas canções: «Milho Verde» e «Grândola Vila Morena». Em 1983 realiza os últimos espectáculos, nos coliseus de Lisboa e Porto. Publica o disco «Ao Vivo no Coliseu» e um belíssimo LP de originais, «Como Se Fora Seu Filho». Em 1985 publica o derradeiro disco, «Galinhas do Mato», onde já só dá voz a dois dos temas. Os restantes têm interpretações de Janita Salomé, Helena Vieira, Luís Represas, Né Ladeiras e José Mário Branco. Morreu em Setúbal em 1987.
https://www.fundacaodomluis.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=672&catid=72

No ano em que se celebram os 90 anos de José Afonso e os 45 anos de Abril, a obra e o exemplo de cidadania de José Afonso continuam a nortear o nosso caminho, em prol do que se considera uma sociedade mais justa e fraterna.
Tendo como objectivo “inquietar” e fazer despontar o espírito crítico, promovemos 3 sessões de diálogo sob o horizonte de “90 Anos de Zeca Afonso. 45 Anos de 25 de Abril” com a presença de Camilo Tavares Mortágua, agente de desenvolvimento local, e histórico militante antifascista e revolucionário, cuja experiência de vida é riquíssima e que, aos 85 anos, continua a afirmar que o seu percurso “tem de continuar até onde a vontade de aprender o levar”.
Privilegiando o contacto com o público mais jovem e com as escolas, duas das sessões agendadas contemplam parcerias com entidades autárquicas e escolas e o objectivo de envolver intervenientes de diferentes gerações. A terceira sessão alia a Associação Cultural AlbergARTE, um espaço de liberdade e criatividade.
Os eventos terão lugar no dia 14 de Março, pelas 14,30 horas, no Auditório da Junta de Freguesia de Oliveirinha; no dia 15 de Março, pelas 14,30 horas, no Auditório da Escola Secundária de S. Pedro do Sul, e, no mesmo dia 15, pelas 21,30 horas, no espaço “Lagar com Tempo”, na Rua do Jogo / Quinta do Jogo, em Albergaria-a-Velha.
O Núcleo da Associação José Afonso Região de Aveiro


NAS MARGENS DA LITERATURA
UM DIÁLOGO ENTRE DUAS GRANDES PERSONALIDADES DA LITERATURA BRASILEIRA:
CLARICE LISPECTOR E CAROLINA MARIA DE JESUS
por Rita Ciotta Neves
leitura de textos por Carlos Serrano
Nasceu na Ucrânia mas chegou ao Brasil com dois meses de idade. Naturalizada brasileira e viveu em várias cidades do Brasil e fora do Brasil em função do casamento com um diplomata brasileiro. Formou-se em Direito, trabalhou como jornalista e publicou vários livros, em que inaugura uma nova linha de tradição literária, porque desestabiliza as estruturas romanescas e cria parâmetros totalmente inovadores de representação. De entre os livros publicados destaca-se: A hora da estrela, Água Viva, A maçã no escuro, Uma aprendizagem ou a hora dos prazeres. Morre em 1977.
Carolina Maria de Jesus

A AJA Núcleo de Tavira vem, desta forma, dar conhecimento da próxima iniciativa alusiva à Comemoração do Dia Internacional da Mulher, a realizar no dia 8 de Março de 2019 na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos pelas 21 horas.
Este ano homenagearemos Priscila Soares, segunda presidente da Direcção da Associação In Loco, que efectou um trabalho exaustivo junto das comunidades serranas, e que nos irá falar um pouco dessas experiências.
Para apresentar a homenageada, contaremos com Margarida Guerreiro, que trabalhou com Priscila Soares na Associção In Loco e integra o grupo musical As Moçoilas, grupo que irá encerrar a sessão, com um momento musical.

O texto que se segue foi apresentado e lido pelo historiador e membro da direcção da AJA, João Madeira, na sessão evocativa dos 90 anos do nascimento de Alípio de Freitas, realizada no dia 17 de Fevereiro de 2019 no núcleo de Lisboa da Associação José Afonso.
“Apresentação de Resistir é Preciso – AJA Lisboa
17 Fevereiro 2019
Por João Madeira
‘Resistir é preciso’ foi originalmente editado no Brasil em 1981. Alípio tinha saído da prisão dois anos antes, justamente no dia do seu aniversário. Perfazem hoje quarenta anos.
Fora condenado por vários tribunais militares, primeiro a 30 anos, depois a mais 24 e a que, já depois de preso e condenado, se acrescentariam outros 15, administrativamente. Se não o quiseram condenar expressamente à morte ou a prisão perpétua, quiseram condená-lo a morrer na prisão. Não conseguiram! Foram obrigados a decidir pela sua libertação, resultado do seu irredutível inconformismo, e do modo como habilmente explorou as próprias debilidades e contradições da Nova Lei de Segurança Militar brasileira. Mas, resultado também de um longo e persistente trabalho de solidariedade internacional, em que se insere a canção do Zeca.
A sua pena seria revista com a revogação do quadro penal em que os militares se apoiaram e conseguiria assim ser libertado. Apesar de tudo, os militares retiraram-lhe a cidadania brasileira e as autoridades consulares portuguesas recusaram a emissão de um passaporte português. Tornava-se apátrida.
Intensamente vigiado pela polícia, recusada a readmissão na Universidade, impossibilitado de recuperar a carteira de jornalista, vendeu roupa num mercado de rua do Rio de Janeiro e só dificilmente conseguiu trabalho informal como jornalista. É neste contexto de uma liberdade vigiada, cercado por dificuldades e adversidades de toda a ordem, que, em dois meses, de um ímpeto, escreve “Resistir é Preciso”.
O livro foi à época o primeiro livro de denúncia da tortura e da violência policial da ditadura militar. Vários amigos e companheiros alertavam-no para as possíveis consequências dessa publicação, mas o livro viu a luz do dia e teve só no Brasil 18 edições.
Foram precisos 36 anos para que a Âncora proporcionasse uma primeira edição portuguesa. Antes eram raros os exemplares brasileiros que circulavam e foi a versão do original para revisão que a Associação José Afonso publicou na sua página web.
Resistir é Preciso é um documento escrito na primeira pessoa, pungente e exaltante, de um troço doloroso e marcante da vida de Alípio de Freitas – a sua experiência prisional de mais de oito anos pelos antros da tortura e das cadeias degradantes da ditadura militar brasileira.
Alípio conduz-nos passo a passo numa linguagem crua e directa por um longo périplo. Da prisão na rua numa periferia do Rio de Janeiro, em Maio de 1970, às instalações do chamado CODI, Centro de Operações de Defesa Interna, onde foi insultado, espancado, torturado com choques eléctricos no pau de arara, electrocutado durante dias seguidos para que prestasse declarações, denunciasse os seus companheiros, a actividade da organização a que pertencia. Daí passou ao DOPS, o Departamento da Ordem Pública e Social e depois às prisões de Tiradentes, Carandiru, Santa Cruz, Bangu, locais inóspitos, sobrelotados, onde a correspondência da família, os jornais e os próprios livros eram censurados e o regime de isolamento era frequente.
Conhecerá ainda as prisões de Frei Caneca, Ilha Grande e Hélio Gomes, além dos calabouços dos serviços de polícia política de várias cidades. Em todos os presos eram sujeitos a regimes prisionais terríveis, à humilhação, à despersonalização, ao isolamento.
Na vida dos homens e das mulheres que combatem pela liberdade e pela justiça social, particularmente sob as mais duras condições de ditadura, de terrorismo de estado, a prisão constitui porventura a maior das provações. Nesse ambiente concentracionário entrelaça-se a luta pela sobrevivência, pela dignidade e pela solidariedade.
Alípio de Freitas venceu essa provação, sobreviveu, manteve a sua dignidade de homem e de combatente e foi activamente solidário com os seus companheiros de prisão, num tempo e num lugar em que o sistema prisional brasileiro misturava presos políticos com presos sociais, ditos comuns. É disso que fala Resistir é Preciso, olhando o contexto tão eloquentemente expresso no subtítulo Memória do tempo da morte civil do Brasil.
Desse tempo, dirá Alípio “Jamais, por mil anos que viva, a lembrança desses dias pavorosos se apagará na minha memória. Lá aprendi duas duras e inesquecíveis verdades. A primeira é que nada, nada mesmo, nem ninguém, pode roubar de um homem a sua dignidade e a sua fé no ideal que abraçou e se transformou na sua razão de viver, desde que esteja disposto a morrer por ele. A segunda é que a prática da tortura envilece tanto o torturador que, de sua condição de homem, mal resta a aparência. Nem as bestas torturam”.
Alípio descreve-nos o modo como resistiu a tudo isso, sem arrebatamentos doutrinários, sem discorrer em torno de superioridades morais, sem ditar padrões de comportamento, mas também sem falsas modéstias.
Transmite-nos sobretudo a força das suas convicções, chão onde enraizou a sua capacidade de resistência, a sua decisão de não se deixar vergar ou submeter, de não se deixar anular, nem que para isso, no desamparo da prisão respondesse ao insulto ou com o insulto, á violência física com a violência do inconformismo, da rebeldia e também da coragem física.
E transmite-nos um outro poderoso ensinamento. É que a prisão é também uma trincheira de combate, um lugar de luta. Nesse sentido, trabalhou na organização dos presos, tecendo laboriosamente as redes da entreajuda, de solidariedade, da resposta política, recorrendo inclusivamente à greve da fome em movimentos que uniam todos os presos, fossem políticos ou ditos comuns.
Alípio dedicou este impressionante e desassombrado depoimento “A todos aqueles que presos ou em liberdade, lutaram para que cada novo amanhecer tivesse mais um raio de sol”. É, na realidade, um pórtico iluminado sobre os dias duros da prisão, tomados como parte integrante do combate pela liberdade e pela dignidade humana contra a ditadura e todas as formas de injustiça política e social.
Se o quiseram intimidar, para que, uma vez posto em liberdade, se atemorizasse e acomodasse a uma vida pacata, alheia e insensível à realidade das injustiças e das iniquidades, também não o conseguiram. Ao transpor o portão da prisão, quando libertado, em Fevereiro de 1979, aguardado por um batalhão de jornalistas, a um repórter do Jornal do Brasil que lhe perguntou o que iria fazer daí em diante, respondeu apenas – “O que sempre fiz, política”.
Antes de ser preso, o seu itinerário é extenso. Natural de Vinhais, ordenado padre em 1952, parte para o Brasil em 1957, onde, no nordeste, desenvolve intensa actividade social e política. Junta-se às ligas camponesas, participa no Congresso Mundial pelo Desarmamento Mundial e pela Paz, na União Soviética, rompe com a Igreja, é conhecida a frase da carta que dirige ao bispo de S. Luis do Maranhão– “Perco um pequeno púlpito, mas ganho todas as praças”, trabalha nas favelas do Rio de Janeiro. Em acentuada radicalização funda, com vastos sectores da Juventude Operária Católica, de lideranças estudantis e sindicais, a Acção Popular. Participa na campanha vitoriosa de Miguel Arraes para governador de Pernambuco, é, por mais de uma vez, preso. Depois do golpe militar de 1964 refugia-se na embaixada do México, donde parte para Cuba, recebendo treino militar. Regressa clandestinamente ao Brasil, participa nas estruturas armadas da Acção Popular, organização de que se afasta no processo de evolução da AP em direcção ao maoísmo, para fundar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a que pertence quando é preso em 1970.
Esse intenso percurso e os anos duros da prisão foram exemplarmente captados por José Afonso na canção que leva o seu nome – “Na prisão de Tiradentes/Depois da greve da fome/Em mais de cinco masmorras/Não há tortura que o dome”.
Depois, em liberdade foi cooperante em Moçambique, jornalista da RTP, fundador da Casa do Brasil, da Associação Casa Grande no Seixal, da Associação Mares Navegados, fundador e presidente da Associação José Afonso, membro da associação Terras Dentro, activista do Tribunal Mundial do Iraque, apoiante activo do Movimento dos Sem Terra e da Liga dos Camponeses Pobres do Brasil, membro da associação 25 de Abril e da Associação Abril.
Como referiu, num raro texto autobiográfico, “mais do que tudo, sou um andarilho e um agitador social dedicado às causas do povo. A minha pátria é a luta do povo. O meu objectivo de vida a construção da Utopia”.
Resistir é preciso sendo um forte libelo acusatório contra a ditadura militar brasileira é igualmente uma denúncia implacável contra a todas as ditaduras que recorrem à perseguição, ao assassinato, à tortura, às longas condenações sem julgamento ou em julgamentos-farsa, ao encarceramento por longos anos em prisões sujas e sem condições ou sujeitas a regimes prisionais sórdidos e humilhantes.
“Resistir é Preciso”, continua a ser nos dias de hoje um poderoso instrumento da memória, da memória tornada arma para que não se esqueça e sobretudo para que não volte a acontecer.
Hoje, olhando para o Brasil, país a que dedicou grande parte da sua vida, da sua energia e da sua inteligência, onde sofreu longos anos de prisão, que este livro tão impressivamente trata, creio bem que o Alípio gostaria que o lembrássemos trazendo aqui mais uma vez a canção que Zeca Afonso lhe dedicou: “Diz Alípio à nossa gente/ «Quero que saibam aí/ Que no Brasil já morreram/ Na tortura mais de mil./ Ao lado dos explorados/ No combate à opressão/ Não me importa que me matem/ outros amigos virão»”.


Na data em que nos deixou, há 32 anos, vamos lembrar José Afonso, numa conversa com Olinda Beja, que foi sua aluna no Colégio de Mangualde em 56/57. A conversa será “semeada” por poemas ditos pela nossa convidada, que será acompanhada à viola por Luis D’Almeida.
Olinda Beja
Poetisa de São Tomé e Príncipe, nasceu em 1946, num país de ilhas cercadas pelo mar. Ela ama o seu país, porque ele está no seu coração. Olinda estudou em Portugal Línguas e Literaturas Modernas (Português/Francês).
Foi aluna de José Afonso no Colégio de Mangualde, em 1956/1957
Tem muitas obras publicadas, como:
Leve, leve – 1993, Págá dêvê – 2000, Quebra-mar – 2001,15 dias de regresso – 2007,
Aromas de cajamanga – 2009, A casa do pastor – 2011, Um grão de café, 2013
A Sombra de Oká – 2015, Chá do príncipe – 2017
Ganhou o prémio literário Francisco José Tenreiro, em 2013.
Luís Gomes Gonçalves de Almeida
Nasceu em 1966, frequentou o Curso de Teologia no Colégios dos Salesianos (Poiares da Régua e Mogofores) onde iniciou as suas aulas de música.
É músico (viola), desde 1995, na Tuna de S. Martinho de Pindo (Penalva do Castelo). Tem atuações por todo o país e estrangeiro.
É músico acompanhante de Olinda Beja, desde que a mesma foi sua professora há cerca de 38 anos.

UTOPIA – poemas e canções de José Afonso
Ana Sofia Paiva & Marco Oliveira
Em tempos de inquietação, voltar ao mestre. Ouvir a obra, de cabo a rabo, estudar-lhe os textos e a poesia. Alimentar a utopia. Abençoado inconformismo, que nos devolve sempre ao teu chamado: Insisto não ser tristeza.
O cantautor Marco Oliveira e a actriz Ana Sofia Paiva apresentam um recital de evocação a José Afonso, construído a partir dos seus poemas, melodias e anotações. O repertório escolhido é fruto da imersão na densidade poética de José Afonso a que ambos se propuseram, em busca daquele fio de esperança essencial que sustenta a utopia.
ANA SOFIA PAIVA (voz)
Actriz, aprendiz e outras coisas. Formada pela Escola Superior de Teatro e Cinema, graduou-se em Teatro e mais tarde especializou-se em Promoção e Mediação da Leitura na UAlg. É membro do Instituto de Estudos de Literatura e Tradições da Universidade Nova de Lisboa e da cooperativa Memória Imaterial. Dedica-se à poesia, à narração de contos populares e à investigação de literatura e património imaterial.
MARCO OLIVEIRA (voz e guitarra clássica)
Cantor e compositor que se move entre o fado e outros universos da música popular e urbana. Enraizado na cultura e na vivência da música tradicional da sua cidade, estudou guitarra clássica no Conservatório Nacional e frequentou Estudos Clássicos na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É deste cadinho de ensinamentos que desponta a sua pluralidade artística enquanto autor, cantor e músico. Tem dois álbuns editados em nome próprio: “Retrato” (2008) e “Amor é água que corre” (2016).
Lembrar José Afonso no próximo dia 23 de Fevereiro, sábado, às 16h, no Atrium Solum, no 32º aniversário da sua morte. Com intervenções de Manuel Louzã Henriques e Rui Pato e com um momento musical proporcionado por João Queirós.

Convívio de amigos e admiradores do Zeca Afonso.
Música com Alexandre Barros e Manuel Malaguerra.
Poesia com Clara Moura, José Vieira Lourenço e Paula Santos.


Lembrar Alípio de Freitas com todos os amigos que queiram recordá-lo, no dia em que faria 90 anos.

SÁB. 9 Fev. 22h
Grafonola Voadora & Napoleão Mira
com pintura ao vivo Dina Dias
Grafonola Voadora & Napoleão Mira, o projeto audiovisual experimental, que junta em palco o músico Luís Galrito, o artista visual João Espada, o guitarrista Ricardo Martins e o escritor, poeta e intérprete Napoleão Mira. Esta Grafonola deambula de uma forma poética, simbólica, musical e visual, os lugares, as gentes e as paisagens do património material e imaterial nacional, através de uma linguagem musical distinta que privilegia as sonoridades orgânicas em diálogo com a sonoplastia e o universo musical eletrónico.
Nesta noite, a Grafonola Voadora & Napoleão Mira, irá igualmente homenagear o cantautor José Afonso, revisitando algumas das suas composições musicais, numa abordagem muito particular.

João Almeida, o último fuzilado
A participação de Portugal na Grande Guerra é tema central do presente livro.
Cem anos depois da eclosão do primeiro conflito mundial, o tema continua a suscitar polémica e a ser alvo de abordagens diversas.
Aqui se incluem algumas investigações que temos vindo a fazer.
Na primeira parte analisar-se-á a forma como o movimento operário português recebeu a mensagem antimilitarista e de que modo esta ótica ideológica ditou o posicionamento da corrente acrata face à guerra.
As posições assumidas por diversos protagonistas políticos, com destaque para o Partido Socialista e os Partidos Republicanos, integrarão, de igual modo, esta primeira parte. Pretende-se um olhar sobre as diferentes perspectivas que dividiam o Portugal de então, sendo que a entrada do país nesta guerra vai inevitavelmente ser alvo de grandes paixões, combates ideológicos e múltiplas publicações.
Passamos também pelos escritos de Jaime Cortesão e de Aquilino Ribeiro relativamente à Grande Guerra. Intelectuais, ainda que não com o sentido que hoje tem essa designação, ambos viveram o período de 14-18 da forma intensa que acabariam por testemunhar, um no memorialismo, outro na diarística.
A segunda parte do livro ocupa-se da condenação à morte do soldado João Augusto Ferreira de Almeida pelo Tribunal Militar do Corpo Expedicionário Português em França.
A análise do processo, que culmina com o fuzilamento deste soldado português, leva-nos a sustentar que a pena ditada constitui um simulacro da justiça militar.
A investigação que levámos a cabo concluiu estarmos perante a condenação de um inocente. A sentença terá sido decidida em momento prévio ao julgamento e a decisão que a fundamenta constituiu um acto de propaganda contra a deserção. Não se julgou um homem, nem um crime. Publicitou-se uma morte para evitar mais deserções.
A hierarquia militar e o poder político apostam numa punição exemplar que condicione e atemorize os opositores à Guerra.
Cem anos depois entendemos ir ainda a tempo de contar este triste episódio, para que ele não se deposite no poço vazio da memória, a que se referia Drummond de Andrade.
Dos autores:
Albérico Afonso Costa é historiador e investigador integrado do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É Professor Coordenador na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal.
Tem proferido dezenas de comunicações e conferências sobre os temas de História Contemporânea e Formação de Professores. Tem ainda publicações em livros coletivos, revistas e atas de eventos científicos. Diretor da Revista Medi@ções da Escola Superior de Educação de Setúbal.
João Reis Ribeiro é investigador de temas de literatura e história local. É professor do ensino secundário.
Tem várias publicações em livros coletivos, revistas e atas de eventos científicos. Tem proferido dezenas de comunicações e conferências sobre os temas das suas investigações. É dirigente da LASA (Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão). Foi cofundador da Associação Cultural Sebastião da Gama e integra os corpos gerentes desta associação.

Microempresário para quem a música é uma paixão, tem como principais referências José Afonso e José Mário Branco. Toca e canta a solo, mas também tem integrado projectos colectivos. Neste concerto em Aveiro, evocará vários músicos que, tal como José Afonso, cantaram a liberdade e a igualdade entre mulheres e homens, em Portugal e no Mundo.
Porque celebrar José Afonso é, também, celebrar Fraternidade e Amizade, convidamos toda a gente que assim “queira vir por bem” a juntar-se à nossa festa.
O Núcleo da Associação José Afonso Região de Aveiro.



Sexta-feira, 11 de Janeiro, às 19 horas
Como habitualmente queremos festejar o aniversário do Núcleo da AJA Lisboa em ambiente de Festa, pelo que vos convidamos a partilharem as vossas e nossas iguarias, neste convívio que será abrilhantado por momentos de música e poesia.
Venham todos e tragam amigos!

Mais um jantar “À Mesa com a Cultura” na AJA Lisboa!
É com muito gosto que o habitual momento musical irá ser preenchido com canções que Hélder de Oliveira, um amigo, selecionou para nos presentear.
A sua admiração por José Afonso é imensa, não só pela sua vida exemplar, como pela sua obra ímpar.
Apresenta-se assim:
“Hélder de Oliveira não seria, porventura, hoje um economista com uma carreira profissional muito diversificada se, quando tinha 14 anos, depois de ganhar um concurso, com poucos concorrentes, promovido pelos Companheiros da Alegria, célebre organização de espetáculos dirigida por Igrejas Caeiro, se se tivesse deixado tentar pela carreira musical.
Ao longo de muitos anos conviveu com a pequena frustração de não ter pisado palcos profissionais superando tal frustração com aparições fugazes em palcos amadores.
Recentemente gravou dois CD´s, o primeiro em parceria, o segundo a solo, dirigido por Mestre Silvestre Fonseca. Neste que denominou “Algumas Canções da Minha Vida”, interpreta duas das mais conhecidas canções de José Afonso, cujo percurso acompanhou, com deslumbramento e emoção, desde muito cedo, graças, designadamente, às edições corajosas e pioneiras de Arnaldo Trindade.
Durante a frequência universitária Hélder de Oliveira teve a felicidade de assistir a atuações de José Afonso, designadamente, em iniciativas promovidas pela Pró-Associação dos Estudantes de Medicina e pelas Associações de Estudantes do Técnico, da Faculdade de Ciências de Lisboa e do ISCEF (Económicas).
Acompanhado pelo guitarrista José Carita apresentará no próximo dia 6 de dezembro, no Núcleo de Lisboa da Associação José Afonso, algumas das mais emblemáticas criações do genial autor, compositor e intérprete.”


A AJA Lisboa, convidou Fernando Rodrigues Silva e Viriato Teles para uma conversa subordinada ao tema “Zeca no “PREC”, no próximo dia 22 de novembro.
Notas breves sobre os nossos convidados.
Fernando Silva
Ex-membro do PRP-BR e jornalista no semanário “página um”. Colabora actualmente no Jornal Mapa, onde, na rubrica Retrovisor publicou em 3 artigos um Panegírico a Zeca Afonso, disponível em www.jornalmapa.pt“.
Viriato Teles
Jornalista profissional desde 1979, trabalhou nos jornais O Diário, Se7e, O Jornal, O Inimigo, na revista Visão e em diversos programas de rádio, na Antena 1 e na TSF, e televisão, na RTP e na SIC.
Escreveu guiões e realizou filmes documentais sobre cidades portuguesas e estrangeiras e efectuou reportagens em vários países da Europa e da América Latina.
Publicou diversos livros de reportagens, entre eles “As Voltas de um Andarilho” (reportagem biográfica sobre José Afonso, 1999).
Na RTP, foi co-autor da série Estranha Forma de Vida, de Jaime Fernandes e foi autor, juntamente com António Macedo, da rubrica Os Dias Cantados], transmitida pela Antena para assinalar os 40 anos da Revolução dos Cravos.


Domingo, 11 de Novembro, 17 horas
Casa da Cultura
Rua Detrás da Guarda, 26 a 34, Setúbal
A Associação José Afonso e o MPPM, com o apoio da Casa da Cultura de Setúbal, organizam uma Tarde Cultural Palestina com o seguinte programa:
— Exibição do documentário «Como foi colonizada a Palestina»
— «A situação na Palestina» apresentada e debatida por Ana Brito (AJA) e Carlos Almeida (MPPM)
— Poesia palestina dita pela poeta santomense Olinda Beja acompanhada em viola por Luís d’Almeida
Entrada livre

CARLOS Alberto CARRANCA de Oliveira e Sousa, nasceu na Figueira da Foz a 9 de novembro de 1957. Professor do Ensino Superior, poeta, ensaísta, cronista e dramaturgo. É reconhecidamente como autor e interprete uma das referências do Fado e da Balada de Coimbra. Com uma vasta obra publicada (cerca de 40 títulos entre poesia, ensaio, crónica e teatro) é, segundo Urbano Tavares Rodrigues “(…) um D. Quixote que se revela contra a mesquinhez do mundo e cavalga, à procura de si, de um sentido, de um segredo, de um sinal”. Para Eugénio Lisboa “Carranca traz dentro de si um vulcão poético”.

A propósito deste CD, Samuel diz:
“Depois de um intervalo de alguns anos sem ter aparecido com um registo de canções, decidi avançar para a aventura deste disco.
Tem por título genérico “Sempre um fim, sempre um começo”.
São treze canções novas. Todas as músicas são minhas, excepto a faixa 13, que tem letra e música do José Mário Branco. Os versos, para além desta, ficaram a cargo de vários autores, a saber: eu próprio, Maria do Amparo, Nuno Gomes dos Santos, Armindo Rodrigues, Joaquim Pessoa, Tiago Torres da Silva, João Monge, Amélia Muge, António Gedeão, José Saramago e Louis Aragón.
Toda a produção e arranjos ficaram a cargo do José Mário Branco e as misturas e masterização foram obra do Tó Pinheiro da Silva. Toda a gravação foi feita no histórico estúdio “Namouche”, em Lisboa.
Enquanto não se abre a porta de uma editora convencional que se encarregue da divulgação, promoção e venda deste meu trabalho, fica a meu cargo a obrigação de falar dele, divulgar as canções e, se for possível, vender os CD ao público com que me vou cruzando. ”
Entrada: 5 AJAS

Organização: Município de Grândola | Observatório da Canção de Protesto
11 a 14 de Outubro 2018 | Grândola
A iniciativa SEM MUROS NEM AMEIAS – Encontro da canção de protesto, organizada pelo Município de Grândola e o Observatório da Canção de Protesto, irá decorrer em Grândola, ao longo de quatro dias dedicados à música de intervenção e de resistência.
Começa no dia 11 com a exibição, no pátio da SMFOG – Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, do DVD referente ao espetáculo José Afonso ao vivo no Coliseu. No dia 12, no Parque de Feiras e Exposições de Grândola, há concerto com o rapper Allen Hallowen. No dia 13, o Cineteatro Grandolense recebe o concerto Luso-Russo “A Música e a Revolução” com o barítono Alexandr Jerebtzov, o baixo João Miranda e o pianista Duncan Fox.
O dia 14, último do encontro, é dedicado às exposições de pintura de Fátima Madruga, “Pequeno é Bonito – O país de Zeca Afonso” e “Pequeno é Bonito — Exposição Andarilha”, que estarão patentes ao público, das 15h00 às 21h00, no Cineteatro Grandolense.
No mesmo dia às 16:00 realiza-se a apresentação do CD- Livreto «Grândola, vila morena – Para sempre, José Afonso», editado pela Câmara Municipal de Grândola com conteúdo documental dedicado à canção «Grândola Vila Morena» e ao seu autor, bem como um CD áudio que, para além das versões originais de José Afonso, em «Cantigas do Maio» e no concerto de 1972 na Galiza, conta com versões de artistas de vários países e de artistas locais que prestaram o seu tributo ao Músico e Poeta que ligou, para sempre, o nome de Grândola aos ideais de liberdade, de democracia e de solidariedade. A apresentação conta com a presença de alguns dos colaboradores neste projecto: José Mário Branco, Francisco Fanhais, Arturo Reguera, António Manuel Ribeiro e músicos dos UHF, Carlos Martins e Rui Vieira Nery.
A seguir à apresentação do CD, Francisco Fanhais, os UHF, um Ensemble de sopros e percussão da Sociedade Músical Fraternidade Operária Grandolense – “Música Velha” e o Grupo Coral Etnográfico Vila Morena sobem ao palco para interpretarem algumas versões do CD e outras músicas.

Car@ companheir@
No próximo sábado, pelas 16 horas, inauguramos a Exposição “Alipio de Freitas- muitas vidas numa só”, nas instalações da Biblioteca José Saramago, no Feijó/Almada. Neste mês de Junho, passa um ano em que Alípio nos deixou e para além desta exposição ser uma pequena mostra do seu percurso de vida, é uma homenagem ao homem que abandonou o sacerdócio para se dedicar a uma luta intensa em defesa do mais pobres, na longínquas terras do Brasil.
Para além de te convidarmos a estar presente nesta inauguração, solicitamos-te que possas ajudar a divulgar junto da tua lista de contactos ou a partilhar o evento criado no facebook.
Basta clicares no link: https://www.facebook.com/events/1674845989296535/
Traz um amigo também!
O Núcleo da Associação José Afonso da Região de Aveiro tem o prazer de promover o concerto de apresentação do novo disco de Samuel Quedas – “Sempre um fim, sempre um começo”, um novo trabalho de originais com músicas próprias, poesia de diversos grandes autores e autoras e produção musical do José Mário Branco, no dia 19 de Maio de 2018, no auditório da Associação Cultural Mercado Negro, pelas 21 horas e 30 minutos.
Tal como o Samuel Quedas que traz um amigo consigo – Nuno Tavares, que o acompanhará ao piano, desafiamos a fazer o mesmo… a trazer uma/um amiga/o também!
Entrada solidária – 5 AJAS
Para reservar bilhetes e/ou informações, contactar através do mail aja.regiao.aveiro@gmail.com


O Vitória Clube Quintinhas, no próximo dia 22 de Abril, pelas 18h00, inaugura em parceria com o núcleo Almada Seixal da Associação José Afonso, uma exposição com o titulo “Geografias de Uma Vida”, sobre José Afonso. No dia 28, pelas 16 horas, decorrerá também nas suas instalações uma conversa sobre o 25 de Abril, José Afonso e os cantores de intervenção.
Os sócios e amigos da AJA estão convidados a estar presentes e a partilhar a divulgação destes dois eventos, que se integram nas comemorações dos 44 anos do 25 de Abril. Mais informações em: https://www.facebook.com/pg/vitoriaclubequintinhas/about/?ref=page_internal
Mulher(es) na Democracia não é Biombo de Sala
José Afonso
O Núcleo da Associação José Afonso Região de Aveiro, no próximo dia 03 de Março de 2018, às 15h na VIC – Casa das Artes (perto do Museu Sta Joana), assinala o Dia Internacional das Mulheres com a visualização do filme “Made in Dagenham”, seguido de uma tertúlia com duas convidadas:
. Manuela Antunes da Silva, dirigente da Direcção Nacional do Movimento Democrático de Mulheres
. e Rita Capucho, responsável pelo ciclo de cinema Porto Femme.
Uma conversa que é aberta à participação de todas e todos e que pretende debater as (ainda) actuais desigualdades em função do género no mundo do trabalho e que se reflectem em todas as áreas da vida. Porque a luta das mulheres é um problema de todas e todos, convidamos à participação e ao enriquecimento do debate.
Simultâneamente, convidamos a visitar a casa que foi a residência do cineasta, pintor, ceramista e escritor Vasco Branco, onde se desenvolve o projecto VIC // Aveiro Arts House que combina traços de casa-museu, alojamento local e residência artística, constituindo-se como um laboratório artístico e também um espaço para a conservação e divulgação do património artístico de Vasco Branco, figura incontornável da cultura portuguesa e aveirense.
O Núcleo da AJA Região de Aveiro

O Núcleo da Associação José Afonso Região de Aveiro, na linha do que foi o exemplo cívico e humano legado por José Afonso, tendo em conta a problemática do tráfico de seres humanos, questão candente e cada vez mais urgente erradicar da sociedade, promove a realização de uma palestra sobre o tema, a proferir pela Dr.ª Sónia Araújo, no dia 24 de Fevereiro, pelas 15 horas, na sala de plenário da Assembleia Municipal, no edifício da antiga Capitania do Porto de Aveiro.
A Dr.ª Sónia Araújo, psicóloga, representa o Projecto SOS TSH (tráfico de seres humanos), no âmbito de uma Equipa Multidisciplinar para a Assistência a Vítimas de Tráfico, criada pela Delegação do Centro da Associação para o Planeamento da Família.
O tema em análise encontra-se ainda retratado nas imagens de Mário Cruz, na galeria de exposições do mesmo edifício, no âmbito de uma exposição de fotografia decorrente do National Geographic Exodus Aveiro Fest, que podem também ser observadas. Apelamos à vossa participação!
O Núcleo da Associação José Afonso Região de Aveiro
– Dia 14 de Fevereiro, pelas 18 h, será inaugurada na Academia Almadense a Exposição “ Geografias de uma vida”. Estará patente até dia 24. Entrada livre.
– Dia 23 de Fevereiro, estaremos a partir das 20 horas no Restaurante O Bispo (Seixal), num jantar convívio , assinalando o 3º aniversário da criação deste núcleo. O valor do menu completo para os elementos da AJA é de 12,5 €, sendo o prato principal, bacalhau à minhota. Haverá musica e poesia. As reservas podem ser feitas pelos telefones: 210963942 ou 914887468
– Dia 24, a partir das 21,30 h realizamos um concerto no Cine Teatro da Academia Almadense. Vários músicos participam e o valor de entrada é de 8 €. As reservas para este concerto devem ser feitas para o email do núcleo ou pelos telefones: 968849037 / 938228218
Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/177657616340068/


CARO(A)S SÓCIOS DA ASSOCIAÇÃO JOSÉ AFONSO:
Nos termos estatutários junto se divulga a convocatória para as Assembleias Gerais a realizar no dia 17 de Fevereiro de 2018, sábado,com início, respectivamente às 10h 30m e 14h 30m, na Sede de Lisboa da AJA situada na Rua de S, Bento nº 170. Aproveitamos para apelar à vossa participação tendo em conta a importância destas Assembleias Gerais.
Com um Forte e Fraterno Abraço,
Francisco Fanhais

O Núcleo da Associação José Afonso Região de Aveiro, e o espaço comercial inspirado em José Afonso – Zeca Aveiro, no âmbito do programa “Insisto não ser Tristeza”, relativo aos 30 anos da partida do Zeca e da criação da Associação, convidam para o encontro:
“Trovas e Cantigas”,
com Manuel Teixeira, acompanhado por António Rosa, no dia 04 de Novembro de 2017, às 17 horas, na cafetaria Zeca Aveiro (Largo da Apresentação – em frente à Igreja da Vera Cruz).
Manuel Teixeira, “amador da música e autodidacta”, como se intitula, identifica-se com o imaginário musical de Adriano Correia de Oliveira e José Afonso, sempre presentes no alinhamento dos seus concertos.
Traz consigo um amigo, António Rosa, que o acompanhará à guitarra, além de originais seus.
É um encontro à volta de “Amigos Maiores que o Pensamento”.
Nota:
A Entrada, limitada à capacidade do espaço, é Livre e Solidária (apelamos à vossa generosidade para auxiliar nas despesas de deslocação dos músicos, que solidariamente fazem o concerto).
O Núcleo da AJA – Região de Aveiro

Trabalho de fim de curso de três estudantes de cinema, 2010. Os caminhos de Coimbra, África, Algarve, Galiza. E todos os outros caminhos percorridos por José Afonso. Um relato das novas gerações sobre o legado do andarilho, poeta e cantor.
20 Outubro | 6ª Feira | 21h 30m | Sede da AJA Norte

Vamos lembrar Adriano num convívio musical de amigos. Carlos Mendes, seu companheiro de jornada, falará um pouco desses tempos e do amigo. Traz um instrumento, a tua voz, ou vem apenas, e junta-te aos amigos nesta homenagem. Junta alguma coisa de comida ou de bebida à mesa do lanche partilhado com que encerraremos o convívio. A entrada é livre, mas participa na contribuição solidária para ajuda nas despesas.

Em ROSAS DE ERMERA, Luís Filipe Rocha parte das memórias de Maria e João Afonso, ancoradas em cartas e fotografias, para contar um episódio de separação da família Afonso dos Santos em 1939 em Moçambique. Os pais e a filha mais nova partem para Timor-Leste, por razões profissionais, e os dois irmãos, João e José (Zeca Afonso) viajam para Coimbra, para continuarem os estudos.
Pouco depois da separação em 1939, inicia-se a segunda Guerra Mundial, na qual se envolverá o Japão, que ocupou a ilha de Timor-Leste e criou dois campos de concentração, onde estiveram presos portugueses, incluindo os pais e a irmã de Zeca Afonso. A família, que se julgava separada para sempre, voltou a reencontrar-se seis anos depois.
ROSAS DE ERMERA deve o seu nome às rosas existentes em Ermera, um distrito do interior de Timor-Leste, flores cujo cheiro permanece ainda nas memórias de Mariazinha, irmã de Zeca Afonso.
Este programa especial em torno de ROSAS DE ERMERA tem início no dia 11 de Novembro, em Lisboa, percorrendo depois várias salas de cinema em todo o país, contando sempre com uma conversa com o realizador.
Programa ROSAS DE ERMERA:
Cinema Medeia Monumental, Lisboa
11 de Novembro, 19h00
Conversa com Luís Filipe Rocha e João Afonso
14 de Novembro, 21h30
Conversa com Luís Filipe Rocha e Ana Sousa Dias
Teatro Campo Alegre, Porto
12 de Novembro, 18h30
Conversa com Luís Filipe Rocha
Teatro Académico de Gil Vicente, Coimbra
13 de Novembro, 21h30
Conversa com Luís Filipe Rocha e João Afonso
Cinema Charlot Auditório Municipal, Setúbal
17 de Novembro, 21h30
Conversa com Luís Filipe Rocha
Theatro Circo, Braga
20 de Novembro, 21h30
Conversa com Luís Filipe Rocha
Centro de Artes e Espectáculos, Figueira da Foz
1 de Dezembro, 21h30
Conversa com Luís Filipe Rocha

Vamos recordar o Adriano Correia de Oliveira, neste ano em que ele completaria 75 anos e que coincide com os 35 anos do seu desaparecimento.
Estão tod@s convidad@s a estarem presentes.
A entrada é livre.