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Camilo Mortágua
Home Archive by Category "Camilo Mortágua"

Category: Camilo Mortágua

Associação José AfonsoCamilo Mortágua
02/11/2024By admin-aja

Camilo

Morreu Camilo Mortágua, sócio-fundador da Associação José Afonso, companheiro do Zeca em muitos momentos, primeiro impulsionador da Era Nova, antifascista, activista militante, combatente da liberdade.

As suas acções no combate ao fascismo, imposto por Salazar e Caetano, nesse annus horribilis: a operação Vagô, o desvio do paquete Santa Maria, e mais tarde o assalto ao banco da Figueira da Foz, são marcos indeléveis da nossa história contemporânea e significaram fortes golpes na ditadura que oprimia Portugal.

Já depois do 25 de Abril continuou a sua luta apoiando incondicionalmente os trabalhadores expropriados e explorados participando activamente na ocupação da herdade Torre Bela e na organização de cooperativas. Mesmo com as mudanças sociais operadas com o 25 de Novembro continuou envolvido em causas de pendor social, tendo sido cooperante em Moçambique onde orientou e desenvolveu trabalho em cooperativas agrícolas. Regressado a Portugal manteve uma actividade permanente e activa, até há pouco tempo, em movimentos de forte intervenção no mundo rural, com entidades de desenvolvimento local e regional organizando e participando em acções de intervenção social, baseadas na liberdade e na emancipação do povo e tantas outras lutas de grande importância na defesa da democracia.

Era um amigo, homem insubmisso, criativo, corajoso, tornando-se uma referência de entrega total ao objectivo único de contribuir para transformar o mundo, tornando-o melhor. Tinha um sonho de futuro que nunca esmoreceu e fez de si um andarilho, um autêntico guerreiro, uma referência para todos os que prezam a liberdade e o pensamento crítico, a grande inspiração do último reduto da sua vida militante, pela criação, juntamente com outros companheiros, de um Fórum de encontro e debate, sob esta égide.

Foi agora Camilo continuar as suas “Andanças para a liberdade” total e discutir se “Tem Coisas, ti Manel tem coisas” é fácil de entender. O seu nome e o seu exemplo ficarão inscritos na memória dos tempos.

À família a Associação José Afonso endereça as suas sentidas condolências.

©Foto: D.R.

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Associação José AfonsoCamilo MortáguaCentro de documentaçãoCooperativa EranovaSérgio Godinho
08/08/2022By admin-aja

Eranova: centro coordenador de artistas

Tendo como objetivo contrariar a habitual imagem herdada do período revolucionário, durante o qual as organizações de trabalhadores e as associações populares solicitaram a participação destes numa lógica de gratuitidade, a Eranova assumiu as funções de intermediação de artistas – “centro coordenador de artistas” -, criando para tal um serviço de marcação de sessões, ao mesmo tempo que procurava assegurar as melhores condições técnicas, logísticas e financeiras para os artistas envolvidos. No mesmo sentido, a Eranova proporcionou o desenvolvimento de novas dinâmicas na apresentação de espetáculos musicais organizados, em que participaram vários cantores e grupos de diversos géneros musicais, tais como o rock, o jazz, a música folk e, principalmente, na representação de alguns dos principais protagonistas da canção popular portuguesa, tais como José Afonso, Vitorino, Sérgio Godinho e Adriano Correia de Oliveira. Este último, expulso em 1981 da também cooperativa de dinamização cultural Cantarabril, criada no seio do PCP em 1979, integraria a Eranova até à sua morte, em outubro de 1982.

O crescente recurso a um grupo de reforço instrumental marcaria também as atuações de José Afonso em várias sessões e espetáculos organizados em Portugal e no estrangeiro, fazendo-se frequentemente acompanhar por vários músicos, tais como Fausto, Carlos Guerreiro, Sérgio Mestre, Janita Salomé e Júlio Pereira, entre outros, proporcionando-lhe um calendário regular de atuações ao vivo. Tendo como principal objetivo promover a descentralização cultural e apoiar a dinamização local de cooperativas e de outras estruturas de recreio e de cultura populares, seria também criado o GAEN – Grupo de Amigos da Eranova, que funcionaria como grupo de apoio e de intermediação com outras cooperativas e coletividades artísticas e populares. Até meados da década de 1980, a Eranova desenvolveria uma intensa atividade de produção e de coordenação de diversos eventos por iniciativa própria ou em colaboração, tais como cursos de alfabetização, cursos de construção de instrumentos musicais, cursos de formação de fantoches, projeção de filmes e ciclos de cinema, exposições de fotografia e de artesanato, venda de livros e discos, encontros de poesia popular e espetáculos de teatro, animação circense e música.

Uma das primeiras iniciativas da Eranova consistiu na organização de uma digressão de Sérgio Godinho em finais de 1978. A ligação entre o músico e a cooperativa resultava da proximidade que já tinha com a LUAR e, em particular, com Camilo Mortágua: «eu comecei a ouvir falar do Camilo Mortágua, que foi a alma da Eranova e do seu aparecimento, para aí em 1975. O Zeca tinha uma grande admiração pelo Camilo – mas mesmo uma grande admiração. Aliás, foi isso que o aproximou e também me aproximou um bocadinho, por arrasto, da LUAR». O músico acrescenta ainda: «a LUAR tinha um triunvirato um bocado especial, porque tinha o homem de acção (…), o Palma Inácio. Tinha o Camilo, que era um homem de acção mas com ideias políticas bastante definidas, e tinha o Fernando Pereira Marques que era o intelectual do trio. Sei que o Zeca (…) dizia uma coisa que é completamente justa: o Camilo é uma pessoa que faz. Faz acontecer as coisas. E, de facto, o Camilo sempre foi isso. Em inglês, chama-se um doer».

A capacidade organizativa e executiva de Camilo Mortágua, aliada à necessidade de suprir as dificuldades técnicas e logísticas das actuações ao vivo dos cantores, mobilizou esforços no sentido de se constituir uma estrutura que pudesse conferir algum grau de profissionalismo à actividade musical ao vivo. Segundo Godinho: «eu aderi com muito entusiasmo a essa ideia, porque achava que era mesmo assim. De facto, nesse momento, certos grupos de rock já estavam precisamente nessa senda, não é? Nessa senda, digamos, de haver espectáculos com princípio, meio e fim, uma aparelhagem e condições». Dada a sua participação na versão francesa do musical Hair entre 1969 e 1971, Sérgio Godinho estava habituado a condições técnicas e sonoras cuja ausência nas sessões populares ocorridas durante o período revolucionário limitava a eficácia das actuações. Este problema, aliado à falta de uma entidade que intermediasse o contacto entre músicos e organizadores locais, motivava queixas de vários cantores, entre eles José Afonso: “[a Eranova] vem na sequência de, por um lado, das queixas de todos nós, mas [sobretudo] das queixas do Zeca de que tinham que acorrer a todos os fogos e que andávamos a cantar de graça, e depois não havia organização. As coisas eram muito amadoras. (…) Quer dizer, eu próprio dizia isso. Havia uma contradição muito grande entre o cuidado que nós sempre pusemos, por exemplo, na instrumentação de um disco…»

A digressão de Godinho, intitulada “Sete Anos de Canções” em referência a um verso de Luís de Camões (“Sete anos de pastor Jacob servia”), percorreu várias cidades e vilas do país, sendo esta a primeira vez que Sérgio Godinho seria acompanhado por um grupo musical, o Grupo Provisório nº1, formado por Luís Caldeira (flautas), Zé Carrapa (violas), Paulo Godinho (baixo) e Paleka (bateria). Consistiu em mais de 20 espectáculos do Norte ao Sul do país, passando pelo Faro (Teatro Lethes), Alhos Vedros, Matosinhos, Porto (Cine-Teatro Vale Formoso), Bragança, Guimarães, Viana do Castelo, Coimbra (Cine-Teatro Avenida) e Lisboa (com várias noites no Teatro Maria Matos). Dada a falta de hábito, em algumas localidades, de apresentação de espectáculos com uma sequência de duas horas de canções para efeitos de escuta atenta, Sérgio Godinho recorda a surpresa de alguns membros do público: «havia pessoas que, realmente, perguntavam “mas não há variedades?”…achavam que era insólito preencher um espectáculo inteiro (…). Havia aquele hábito do imediatismo de só cantar umas cançõezinhas…». Esta maior profissionalização das actuações e a própria popularização do formato concerto longe dos grandes centros urbanos anteciparia, em alguns anos, a proliferação de novas estruturas de suporte dos grupos que surgiriam na viragem para a década de 1980, no período do designado «boom do rock português».

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Camilo MortáguaNúcleos AJA
15/02/2019By AJA

“90 Anos de Zeca Afonso. 45 Anos de 25 de Abril”

adja março geral

No ano em que se celebram os 90 anos de José Afonso e os 45 anos de Abril, a obra e o exemplo de cidadania de José Afonso continuam a nortear o nosso caminho, em prol do que se considera uma sociedade mais justa e fraterna.

Tendo como objectivo “inquietar” e fazer despontar o espírito crítico, promovemos 3 sessões de diálogo sob o horizonte de “90 Anos de Zeca Afonso. 45 Anos de 25 de Abril” com a presença de Camilo Tavares Mortágua, agente de desenvolvimento local, e histórico militante antifascista e revolucionário, cuja experiência de vida é riquíssima e que, aos  85 anos, continua a afirmar que o seu percurso “tem de continuar até onde a vontade de aprender o levar”.

Privilegiando o contacto com o público mais jovem e com as escolas, duas das sessões agendadas contemplam parcerias com entidades autárquicas e escolas e o objectivo de envolver intervenientes de diferentes gerações. A terceira sessão alia a Associação Cultural AlbergARTE, um espaço de liberdade e criatividade.  

Os eventos terão lugar no dia 14 de Março, pelas 14,30 horas, no Auditório da Junta de Freguesia de Oliveirinha; no dia 15 de Março, pelas 14,30 horas, no Auditório da Escola Secundária de S. Pedro do Sul, e, no mesmo dia 15, pelas 21,30 horas, no espaço “Lagar com Tempo”, na Rua do Jogo / Quinta do Jogo, em Albergaria-a-Velha.

O Núcleo da Associação José Afonso Região de Aveiro

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AJA LisboaCamilo MortáguaNúcleos AJA
29/08/2016By AJA

Tem Coisas, Ti Manel, Tem Coisas, Tem Coisas Más de Entender

CartazTemCoisas_Mortagua

CONVERSA ABERTA em torno das histórias e dos livros de CAMILO MORTÁGUA, em particular “Tem Coisas, Ti Manel, Tem Coisas, Tem Coisas Más de Entender” (Vols. I e II), baseado numa moda popular alentejana. Com a presença do autor, na sede do Núcleo de Lisboa da Associação José Afonso, no dia 8 de setembro, pelas 19h00.

A condução da conversa e a apresentação do livro estarão a cargo de GUADALUPE PORTELINHA.

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AJA AveiroCamilo MortáguaNúcleos AJA
30/05/2016By AJA

Conversas com Camilo Mortágua

O Núcleo da Associação José Afonso Região de Aveiro tem o prazer de promover e divulgar a presença de Camilo Mortágua a:

– 10 de Junho – Feira do Livro de Aveiro-18h00.

– 11 de Junho- Salón de Plenos do Concello de Moãna, Galiza-20h00

– 12 de Junho – Taberna da Porta Vermelha, Ponte de Lima -16h00

Com a apresentação do seu livro: Tem coisas, Ti Manel, tem coisas más de aturar…mandaram fazer a açorda e agora na a querem pagar!  da Editora Esfera do Caos e Conversas em torno das suas Andanças para a Liberdade.

Nestes encontros estarão disponíveis os livros “Andanças para a Liberdade”, vol I e II e o “Tem coisas, Ti Manel, tem coisas, tem coisas más de entender… Mandaram fazer a açorda, e agora na a querem comer”, vol I e II.

Camilo Mortágua, nascido em Ul, viveu em Salreu até aos 12 anos, revolucionário antifascista, participou durante mais de vinte anos em acções directas contra a ditadura portuguesa, entre as quais   quais a Operação Dulcineia organizada pelo Directório Revolucionário Ibérico ( galego-português) que desviou o paquete português Santa Maria a que deram o nome de Santa Liberdade.

Presidente da DELOS Constellation, Association International pour le Développement Local Soutenable (1994-2002). Co-fundador e primeiro Presidente da ACVER, Associação Internacional para o Desenvolvimento e Cooperação de Comunidades Rurais. Presidente da APURE, Associação para as Universidades Rurais Europeias. Grande Oficial da Ordem da Liberdade da República Portuguesa.

Publicou, sempre com a Esfera do Caos, Andanças para a Liberdade- Volume I: 1934-1961 (2009), Tem coisas, ti Manel, tem coisas, tem coisas más de entender… Mandaram fazer a açorda, e agora na a querem comer! (2010) e Andanças para a Liberdade – Volume II: 1961-1974 (2013).

Contamos com a vossa presença!

O Núcleo da Associação José Afonso Região de Aveiro

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AJA NorteCamilo MortáguaNúcleos AJA
30/05/2016By AJA

Tertúlia com Camilo Mortágua

novo_CAMILO

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AJA AveiroCamilo MortáguaNúcleos AJA
24/11/2015By AJA

“Gentes da Nossa Terra” | Camilo Mortágua

GENTES DA NOSSA TERRA AJA

O Núcleo da Associação José Afonso da Região de Aveiro e a Câmara Municipal de Estarreja marcam encontro com Camilo Mortágua no dia 12 de Dezembro de 2015, Sábado, pelas 16 horas, na Biblioteca Municipal de Estarreja. Numa parceria feliz, tornada possível pela disponibilidade e atenção que a Autarquia dedica à cultura e às suas gentes, e que nos apraz congratular.

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AJA NorteCamilo Mortágua
04/09/2015By AJA

Camilo Mortágua no Porto

testemunhos

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AJA GrândolaCamilo MortáguaNúcleos AJA
27/03/2015By AJA

“Viva o poder popular”

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AJA SetúbalCamilo Mortágua
21/01/2014By AJA

Lançamento em Setúbal

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AJA AveiroCamilo Mortágua
25/11/2013By AJA

“Viva o poder popular” em Aveiro

Com o pretexto da apresentação do dvd/cd Foi na cidade do Sado/Viva ao Poder Popular reeditado pela Associação José Afonso, esta tarde no bar Posto 7, em Aveiro, foram partilhados testemunhos dos companheiros e amigos Camilo Mortágua e João Andrade da Silva sobre a importância do Poder Popular e os acontecimentos do 7 de Março de 1975.
Numa tarde bastante participada pelos presentes através das suas intervenções, a discussão foi enriquecida com temas como 25 de Abril, Liberdade, Democracia e Estado de Direito, entre outros, que foram também realçados.
Para finalizar a sessão, Rui Oliveira, um amigo que nos acompanha desde a nossa formação, ofereceu-nos um excelente momento musical.
O Núcleo da AJA Região de Aveiro agradece ao bar Posto 7, na pessoa de António Peres, a cedência do espaço para a concretização desta iniciativa.
Ao Camilo Mortágua, João Andrade da Silva e Rui Oliveira agradecemos pelo companheirismo e amizade demonstrada ao aceitarem o nosso convite e nos terem proporcionado esta bela tarde.
Ao Pedro Silva, Alexandre Gandarinho e Jorge Costa… um muito obrigado.

Não podemos deixar de agradecer a todos/as aqueles/as que aceitaram o convite e encheram a sala com a sua participação.
Todos, e nós em particular, sentimo-nos mais enriquecidos no final desta tarde de domingo.
Um bem (h)AJA!
O Núcleo da Associação José Afonso Região de Aveiro

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AJA AveiroCamilo MortáguaJaime GralheiroMário CorreiaNúcleos AJARui Pato
03/02/2013By AJA

Apresentação “Provas de Contacto”

O Auditório da Biblioteca Municipal de Aveiro lotou ontem, 02 de Fevereiro de 2013, para ouvir as PROVAS de afecto e DE CONTACTO com José Afonso e Adriano Correia de Oliveira.
Tivemos o prazer de ter connosco a editora Culture Print, representada pela Isabel Rocha e vários interlocutores que cederam os seus depoimentos neste livro.
Os testemunhos de Rui Pato, Mário Correia, Camilo Mortágua, Jaime Gralheiro e Paulo Esperança prenderam a atenção de uma plateia que se mostrou interessada em partilhar o final de tarde connosco e ouvir na primeira pessoa estes mesmos testemunhos.
A participação do Grupo Poético de Aveiro, nas palavras de Zita Leal e Jorge Neves, e do companheiro Adelino Sobral, através da sua voz e guitarra, completaram este fim de tarde tão especial.
Agradecemos a todos os intervenientes a sua presença e o sempre apoio solidário do Grupo Poético e do Adelino Sobral.
Obrigado a todos os presentes.
Por último, agradecemos à Biblioteca Municipal de Aveiro pela cedência do espaço.
Agradecemos também o apoio dado pela Guesthouse.

O Núcleo da AJA Região Aveiro

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