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Author: AJA
Home AJA Page 9
Associação José AfonsoEncontro anual
03/10/2012By AJA

Encontro Anual da AJA

Mais fotos na página do Facebook

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Adriano Correia de OliveiraAJA LisboaNúcleos AJA
02/10/2012By AJA

Tributo a Adriano


Uma iniciativa do Núcleo de Lisboa da AJA.

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Associação José AfonsoExposições
02/10/2012By AJA

Expo em Almada

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ExposiçõesSetúbal
01/10/2012By AJA

Geografias de uma vida

“Geografias de uma Vida” é uma exposição sobre José Afonso que estará patente ao público a partir do dia 5 de Outubro, data da inauguração da Casa da Cultura de Setúbal. Consulte aqui o programa

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Carlos Paredes
01/10/2012By AJA

Felgueiras homenageia Carlos Paredes

Luísa Amaro encerra o evento no dia 14, na igreja de Airães

As Tertúlias Itinerantes, movimento cultural nascido em Felgueiras há menos de dois anos e que tem conhecido um crescente êxito e adesão do público, vai realizar, em Airães, naquele concelho, entre os dias 6 e 14, uma homenagem a Carlos Paredes, o mais proeminente mestre da guitarra portuguesa. A
organização conta, como entidades parceiras, com a Junta de Freguesia local, a Rota do Românico e a Associação José Afonso.
O ponto alto da homenagem acontecerá pelas 16 horas do dia 14, segundo domingo deste mês, na igreja românica de Airães, com uma tertúlia-concerto, que contará com Luísa Amaro (que foi companheira de Carlos Paredes e conhecida guitarrista do panorama nacional), Henrique Fraga e Marco Matos (guitarristas da zona de Coimbra) e com o crítico musical Octávio Fonseca. A entrada é livre.
Esta homenagem, sem propósitos saudosistas, não pode nem deve resumir-se a uma sessão cultural, mas, em vez disso, a um projecto sincero de divulgação do Homem, do Cidadão e do Artista que foi (e é) Carlos Paredes, principalmente junto dos mais novos.
Assim sendo, a homenagem abrirá no dia 6 (próximo sábado), pelas 16 horas, no salão da Junta de Freguesia de Airães, com a inauguração de três certames: Artes Plásticas e Escrita Criativa À Volta de Carlos Paredes, elaborada pelas escolas básicas e secundarias do concelho, do Colégio Júlio Dinis (Porto), entre outras; uma segunda exposição de mais de 20 painéis (fotográfica e documental), da Associação José Afonso, sobre o mestre da guitarra; e uma mostra de pintura, por Margarida Santos, Helena Branco, Ângelo Vaz, Fátima Ferreira e Ricardo Campus.
Este momento será abrilhantado com poemas de Anabela Borges, Ângelo Vaz, José Carlos Pereira, Paulo César Gonçalves e Ricardo Campus, ditos pelos próprios. Participarão ainda os guitarristas felgueirenses Luciano e Sérgio Amorim.
Esta iniciativa conta com o apoio da Paróquia de Santa Maria de Airães, do IESF – Instituto de Estudos Superiores de Fafe, Associação Nacional de Professores e, para além das escolas participantes na exposição, da Escola Profissional de Felgueiras.

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Amigos maiores que o pensamentoSetúbal
29/09/2012By AJA

A nova casa da AJA


PROGRAMA

10h30
(Frente à Casa da Cultura)
Artiset – Pintura ao vivo (Artiset)
Mário Gaspar – Pintura de um Graffiti

15h30
(Frente à Casa da Cultura)
Momentos MusicaiS intercalados com intervenções do TAS
Banda da Sociedade Musical Capricho Setubalense
Estúdio T – Companhia de Dança
Deolinda de Jesus c\ Custódio Magalhães e Albano Almeida
Gerson
Inês Pereira (Madrinha das Madrinhas das Marchas Populares)
Coro do Município “AFINA SETÚBAL”
Rinca Finca

17h30
(Frente à Casa da Cultura)
Intervenção de abertura da Presidente da Câmara

18h00
(Frente à Casa da Cultura)
Filipe Narciso

18h00
Visita às instalações com a participação do Teatro do Elefante
Exposição sobre José Afonso “Geografias de uma Vida” – Galeria de Exposição
Assinatura de protocolos e intervenções dos parceiros – Salão Nobre
Exposição Artiset – Espaço das Artes
Projeção com apresentação do LOGO da Casa da Cultura – Sala José Afonso
Mostra documental do Centro de Documentação Local (Centro de estudos Bocageanos)
Abertura ao público do Centro de Documentação, Estudo e Promoção da Canção Popular Portuguesa
(Associação José Afonso)
Abertura ao público da Escola de Música (Sociedade Musical Capricho Setubalense)
Moscatel de Honra no Café da Artes / Pátio do Dimas

21h30
(Frente à Casa da Cultura)
Concerto
Bardoada (Gaiteiros)
Banda do Andarilho

23h00
(Pátio do Dimas)
Leituras Encenadas
Teatro Estúdio Fonte Nova

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Homenagens e tributos (música)
27/09/2012By AJA

Daisy Correia canta José Afonso

A 20 de Outubro, a cantora Daisy Correia iniciará uma turné na Holanda com um concerto dedicado à obra de José Afonso. O concerto passará por 18 salas e será com certeza um valioso contributo para a internacionalização da obra de José Afonso.
Todas as informações sobre Daisy Correia e esta turné estão disponíveis no seu sítio.

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Amigos maiores que o pensamentoCanto décimo
27/09/2012By AJA

Concerto em S. João da Madeira

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Homenagens e tributos 2012
26/09/2012By AJA

Tributo em Vila Franca

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Festival José Afonso (Coimbra)Imprensa
24/09/2012By AJA

Festival José Afonso

Festival José Afonso reúne artistas da cidade e do panorama nacional

Cuca Roseta, Cristina Branco, Vitorino e Janita Salomé são algumas das presenças do Festival José Afonso, que a Câmara de Coimbra promove de quinta-feira a sábado, após cinco anos de interrupção.
“Foi aqui que José Afonso nasceu para a música e a poesia”, realçou hoje à agência Lusa a vice-presidente Maria José Azevedo Santos, que detém o pelouro da Cultura da autarquia de Coimbra.
José Afonso representa “este cariz absolutamente singular e único de Coimbra no panorama ibérico”, acrescentou.
“Esta figura ímpar da cultura portuguesa não necessita de pretextos para ser lembrada, celebrada ou recriada, todavia, o ano que corre está intimamente associado ao 25º. aniversário do seu falecimento”, segundo Maria José Azevedo Santos.
A autarca salienta ter cabido a Coimbra “o privilégio de ter recebido” José Afonso “ainda muito jovem, o que permitiu moldar-lhe o paradigma de um pensamento marcado por uma cultura vasta, uma inteligência irrequieta, um poder criativo, fecundo, enfim, uma paixão pela palavra escrita, cantada ou falada, tudo sem limites”.
No primeiro dia do festival de música, na quinta-feira, “jovens músicos de Coimbra recriam José Afonso no Centro Cultural D. Dinis”.
Neste espaço dos Serviços de Ação Social da Universidade de Coimbra (UC), na Alta da cidade, vão atuar, a partir das 21:30, a Banda BioPsia, o Grupo de Cordas Castiças do Centro Cultural, Desportivo e Social de S. Frutuoso, o Coro Misto da UC, João Queirós e Rui Damasceno (poesia).
Na sexta-feira, à mesma hora, o grupo Cordis realiza um concerto com vários convidados, no auditório do Conservatório de Música de Coimbra, na base do “diálogo entre o piano e a guitarra portuguesa”.
Constituído por Paulo Figueiredo (piano) e Bruno Costa (guitarra), o duo vai atuar com Luís Formiga, Luís Oliveira, João Gentil, Vasco Alves, Edjam, Nuno Silva e o Quarteto de Cordas da Orquestra Clássica do Centro, além das vozes de Ana Sofia Varela, Sofia Vitória e Cuca Roseta, cabendo a coreografia a Paula Fidalgo.
O concerto de encerramento, no sábado, no Teatro Académico de Gil Vicente, é da responsabilidade do Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra, com a participação de mais convidados.
Passarão pelo palco, a partir das 21:30, Octávio Sérgio, Rui Pato, Durval Moreirinhas, Lopes de Almeida, Ricardo Dias, Mário Delgado, Alexandre Frazão, Bernardo Moreira, Janita Salomé, Vitorino Salomé e Cristina Branco.

Agência Lusa

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Associação José Afonso
21/09/2012By AJA

Seremos muitos


4000 “Gostos”!
Muito obrigado a todos aqueles que seguem a Associação José Afonso e a ajudam a crescer.

Enquanto há força
No braço que vinga
Que venham ventos
Virar-nos as quilhas
Seremos muitos
Seremos alguém
…

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AJA LisboaHomenagens e tributos (artes plásticas)Núcleos AJA
20/09/2012By AJA

Votar

Votem aqui: http://www.lisboaparticipa.pt/

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Homenagens e tributos 2012
18/09/2012By AJA

Cristina Loureiro e Ruben Alves interpretam José Afonso

No ano de tributo a Zeca Afonso, figura incontornável da historia de Portugal e das colónias, Cristina Loureiro e Ruben Alves, propõem trazer a público a sua obra, 25 anos após o seu desaparecimento. Sem esquecer as raízes do trabalho de Zeca Afonso, os dois músicos trazem uma sonoridade nova, mais intima e próxima de um jazz muito melódico, com arranjos de Ruben Alves.

Fábrica Braço de Prata | sexta | 21 de setembro | 00h30

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Luiz Goes
18/09/2012By AJA

Luiz Goes 1933-2012

Os dados biográficos estão por aí, os textos laudatórios, tal como este, não tardarão. As notícias falam de um “fadista”, falam de Fado de Coimbra: porventura fracos epítetos e rótulos (como todos serão) para um legado que tudo extravasa, inova e anima. Tenhamos agora a força de não o deixar no limbo entre o esquecimento e o altar de peregrinação das homenagens póstumas, agarrando o seu exemplo perene da invenção e inovação.
Como tantos outros grandes artistas, Goes foi também ele um “homem só” no seu tempo, criando e cantando sem concessões para um país maioritariamente ignorante da perda que sofreu hoje. Talvez o tempo remende, talvez o tempo surpreenda, mas seja qual for o futuro da obra de Goes, uma coisa é certa: com o enorme coração que levava dentro, Luiz Goes a todos agradeceria e apertaria num longo abraço, embora hoje, a sua lágrima fácil seja nossa.

Fotografia de João Vasco

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Amigos maiores que o pensamento
17/09/2012By AJA

Encontro em Mira

Conforme acordado em Julho, no Porto realizou-se no dia 15 de Setembro, em MIRA (Café Aliança), por iniciativa do Movimento Cultura e Cidadania, mais um Encontro de subscritores do projecto AMIGOS MAIORES QUE O PENSAMENTO.
Este Encontro foi precedido do lançamento da obra “PROVAS DE CONTACTO” que contou com a apresentação de António Veríssimo (MCC), Isabel Rocha (CulturePrint) e Rui Pato estando também presentes outros depoentes como Raul Calado, José (jazzé) Duarte, Paulo Esperança e Camilo Mortágua.
De salientar ainda a participação de Francisco Fanhais Presidente da AJA.
Nesta sessão foi feita uma breve abordagem à temática do livro tendo sido generalizadamente reconhecido que se trata de um excelente trabalho de divulgação da obra e exemplo cívico de Adriano Correia de Oliveira e José Afonso. As autoras (CulturePrint) estão disponíveis para participarem em mais sessão de apresentação da obra.

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Associação José AfonsoManuel FreireSetúbal
16/09/2012By AJA

Condecoração para a AJA

“Cravos vermelhos, o entoar de “Grândola, Vila Morena” e a presença de Manuel Freire, autor da música “Pedra Filosofal”, tornaram a condecoração da Associação José Afonso (AJA) um dos momentos mais assinaláveis da cerimónia.
Manuel Freire, naquele que foi o seu primeiro ato público em representação da AJA, disse esperar que se continue a fazer “um esforço para manter viva a chama que Zeca acendeu”.
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Adriano Correia de OliveiraHomenagens e tributos 2012
15/09/2012By AJA

Tributo em Porto de Mós

Mais informação

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Adriano Correia de OliveiraAmigos maiores que o pensamentoBibliografiaLançamentosProvas de contacto
14/09/2012By AJA

Provas de contacto

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Adriano Correia de OliveiraAmigos maiores que o pensamentoImprensaRui Pato
13/09/2012By AJA

Encontro


Diário de Coimbra | 11.9.2012
Imagem retirada daqui

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Adriano Correia de OliveiraAmigos maiores que o pensamentoHomenagens e tributos 2012
05/09/2012By AJA

Canto d’aqui na Casa da Música


Mais informações

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Francisco Fanhais
03/09/2012By AJA

Concerto em Baião

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Associação José AfonsoImprensaPrémios e distinçõesSetúbal
24/08/2012By AJA

Medalha de honra para AJA

Foi na cidade do Sado, canção que Zeca Afonso dedicou a Setúbal, cidade e concelho onde viveu vários anos.
É a cidade do Sado, que a Associação José Afonso (AJA) elegeu para sua sede nacional, e é, a mesma cidade do Sado, a cidade de Setúbal, que agora reconhece o valor desta instituição cultural, atribuindo-lhe a Medalha de Honra da Cidade na área do associativismo.
Fundada em 1987, a AJA, entre outras valências, dedica-se à divulgação dos ideais preconizados pelo cantor José Afonso, que se descrevia, a si próprio, como cantor, poeta e andarilho.
A atribuição de medalhas tem por objetivo assinalar o trabalho desenvolvido em prol do desenvolvimento e/ou da notoriedade da cidade de Setúbal. A AJA, sendo uma estrutura de âmbito nacional, com parcerias internacionais e com núcleos organizados de norte a sul do país, dinamiza a sua ação centrada em Setúbal e vê assim reconhecida a atividade que tem desenvolvido, e o seu papel na história local.
Esta distinção será feita à AJA e a outras instituições e figuras sadinas no feriado municipal, dia 15 de setembro, numa cerimónia solene, a realizar no salão nobre da Câmara Municipal de Setúbal.

Maria João Sequeira | Setúbal na rede

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AJA NorteAmigos maiores que o pensamentoNúcleos AJA
20/08/2012By AJA

Associações ao coreto

No âmbito do projecto ” ASSOCIAÇÕES AO CORETO” o CAR – Círculo de Arte e Recreio, de Guimarães tem vindo a dinamizar todo um processo que pretende dar voz a entidades do movimento associativo mostrando as suas várias facetas de intervenção na sociedade.
Esta iniciativa decorre no coreto da Alameda S. Dâmaso ,Guimarães.
Na última 6ª feira, dia 17 de Agosto foi a vez da AJA – por intermédio do seu núcleo do norte, com Ana Ribeiro e Helena Sarmento – levar à rua um leque variado de músicas celebrando Adriano Correia de Oliveira e José Afonso.
No sábado, 18, Manolo Bacallau (Ferrol | Galiza) ) levou àquela praça – em nome da AJA – músicas do cancioneiro tradicional galego e de José Afonso.
A noite terminou com o gente do grupo “Canto d´Aqui” (Braga) em representação do projecto “Amigos Maiores que o Pensamento”.

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Adriano Correia de OliveiraAmigos maiores que o pensamentoLançamentos
17/08/2012By AJA

Lançamento do livro “Provas de contacto”

Mais do que uma colectânea de testemunhos, episódios, reflexões, poemas, de quem conviveu de perto com Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira,
“Provas de Contacto” pretende reflectir esse espírito de fraternidade, de partilha, e a amizade que tem unido todas as entidades e pessoas a título individual em torno destes dois seres maiores da música e da intervenção cívica. Por participarem “nas causas em que acreditavam, sempre com espírito de solidariedade, de generosidade, da vida colectivamente partilhada”, achamos que este livro deverá assumir essa atitude de exemplo de cidadania e servir de incentivo para todos aqueles que defendem as causas da liberdade e da dignidade humana.

O lançamento será feito após o concerto “Amigos maiores que a música”

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AJA AveiroEncontro anual
16/08/2012By AJA

Encontro anual da AJA

Amigos/as e companheiros/as:
No ano em que a Associação José Afonso faz 25 anos, o núcleo da AJA da Região de Aveiro tem todo o prazer em organizar o Encontro Anual da AJA na cidade em que Zeca nasceu – Aveiro.
A AJA está a passar por uma fase de expansão. Durante este ano, crescemos, juntando-se aos núcleos já existentes – AJA Norte, AJA Região de Aveiro e AJA Grândola-Litoral -, os núcleos da AJA Lisboa, AJA Santarém e AJA Setúbal.
Convidamos todos/as, sócios/as e amigos/as, para mais um ENCONTRO ANUAL da ASSOCIAÇÃO JOSÉ AFONSO, no dia 29 de Setembro de 2012, que é e tem sido um bom momento de (re)encontros e de amizade, porque há coisas que “FAZ FALTA” fazer e falar…
E porque é um momento de festejar e partilhar a Amizade, temos o prazer de vos informar que neste Encontro será lançado o livro A música tradicional na obra de Adriano Correia de Oliveira de Mário Correia. Esta obra é uma co-edição dos Sons da Terra, AJA Região de Aveiro e AJA Norte.

Contamos convosco!
… com a vossa presença!
… e para a divulgação deste evento!

Descarregue aqui o programa do encontro.

 

Direcção da AJA
Núcleo da Região de Aveiro

Aveiro, 15 de Agosto de 2012

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Adriano Correia de OliveiraAJA NorteAmigos maiores que o pensamentoHomenagens e tributos 2012
15/08/2012By AJA

Amigos Maiores que a Música


Dia 2 de Setembro, grandes nomes da música portuguesa prestam homenagem a Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira, num espectáculo gratuito. A CulturePrint apresenta a obra “Provas de Contacto”, com testemunhos sobre os dois Amigos Maiores que o Pensamento.

Lembrar Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira é o que prometem fazer grandes nomes da música portuguesa já no início de Setembro, no Palácio de Cristal. Frei Fado del Rei, o Maestro Vitorino d’Almeida, Miguel Leite, os Contracorrente e o Coro dos Amigos Maiores vão tocar as músicas que mais marcaram o percurso musical dos dois maiores cantores portugueses.
O espectáculo é gratuito e aberto a todo o público e acontece na tarde de 2 de Setembro, no palco das Noites Ritual Rock. “Provas de Contacto”, a obra que reúne os testemunhos do movimento “Amigos Maiores que o Pensamento”, destinada a celebrar a vida e obra de Zeca e Adriano, chega às livrarias no mesmo dia.
Pelo palco do Palácio de Cristal, no primeiro domingo de Setembro, vão passar os familiares sons de Coimbra de Adriano e as melodias que fizeram história pelos versos de Zeca. A iniciativa é do projecto Amigos Maiores que o Pensamento, que junta mais de quase 200 entidades e de 800 subscritores a
título individual, desde o início do ano, num programa de actividades que se realiza um pouco por todo o país e também lá fora.
A ideia é celebrar a vida e obra de Adriano e de Zeca, no ano em que se
assinalam respectivamente 30 e 25 anos da sua morte, ligando associações culturais e espaços, pondo em contacto artistas e professores, músicos e grupos de teatro, para dar a conhecer esse imenso património musical.
O arranque do projecto foi marcado pela apresentação do movimento cívico na Casa da Música e o concerto dos Amigos Maiores no Palácio de Cristal, que se realiza dia 2 de Setembro, assinala estes meses de actividades culturais em torno da obra de Zeca Afonso e de Adriano e de eventos gratuitos.
O mote da amizade e a vontade de lembrar as duas figuras míticas do panorama musical português foram o suficiente para unir personalidades como a do grupo Frei Fado del Rei e o do Maestro Vitorino d’Almeida num concerto sem fins lucrativos e aberto gratuitamente a todo o público, que promete ser um espectáculo único este ano.
Mas há mais novidades. Logo depois do concerto, a CulturePrint promove o lançamento de “Provas de Contacto”, uma obra que compila os testemunhos de figuras como Manuel Alegre, Alípio de Freitas, Francisco Duarte Mangas, João Pedro Mésseder, José Duarte, Regina Guimarães, Júlio Cardoso ou Manuel Freire, e que está inserida no projecto dos Amigos Maiores que o Pensamento.

Promotor: CulturePrint / Porto Lazer
Data: 2 de Setembro
Horário: 18h00
Local: Palácio de Cristal

Entrada Livre

Programa:
Coro dos Amigos Maiores (Andreia Volta e Sousa, Anita Silva, Maria João Gomes, Joana Valente, João Miguel Gonçalves, Manuel Soares, Luís Filipe Marques, Ricardo Silva); Frei Fado del Rei; Maestro António Victorino de Almeida e Miguel Leite “Saber Ouvir Zeca e Adriano”; Os Contracorrente (Sara Vidal, André Cardoso, David Leão, Manuel Maio, Pedro Oliveira, Rui Ferreira)

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Sem categoria
10/08/2012By AJA

Pela viola campaniça

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Adriano Correia de OliveiraAJA AveiroAJA NorteAmigos maiores que o pensamentoMário Correia
10/08/2012By AJA

A AJA em Sendim

Foi em Sendim – Terra de Miranda – que parte da AJA se juntou!
Os núcleos de Aveiro e do Norte montaram as suas bancas, divulgaram a Associação e falaram da obra e exemplo cívico do Zeca!
Pelo meio, o espaço do projecto “Amigos Maiores quem o Pensamento” falava de Adriano Correia de Oliveira e de José Afonso.
Entre a música celta e as sessões de “canto livre” que encontravam em cada esquina um amigo, foi apresentado – com a participação da AJA e do Sindicatos dos Professores do Norte – o livro de Mário Correia – “Adriano Correia de Oliveira – Um Trovador da Liberdade”.
Sendim soube ser uma verdadeira “Terra da Fraternidade”!

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Associação José AfonsoComo se fora seu filho
09/08/2012By AJA

Como se fora seu filho: o concerto

Imagens do concerto “Como se fora seu filho”, realizado em Grãndola a 4 de Agosto. Participaram Janita Salomé, Rui Aziago, Manuel Ascenção e a Filarmónica Idanhense.

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AJA LisboaNúcleos AJA
03/08/2012By AJA

Imagens do concerto de ontem

Imagens do concerto de Rui Pato e António Ataíde, organizado pelo núcleo de Lisboa da Associação José Afonso na Livraria Ler Devagar.


Fotografias e vídeo de Vitor Sarmento

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AJA LisboaHomenagens e tributos 2012Núcleos AJA
25/07/2012By AJA

Rui Pato e António Ataíde

Uma iniciativa do núcleo de Lisboa

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Adriano Correia de OliveiraMário Correia
24/07/2012By AJA

Adriano em Sendim

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Associação José AfonsoComo se fora seu filhoGrândola
22/07/2012By AJA

Como se fora seu filho

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Associação José AfonsoExposições
22/07/2012By AJA

Exposição discográfica

Inauguração da exposição “Desta canção que apeteço”, nas Festas do Monte da Caparica, dia 20 de Julho. Com a presença da Presidente da Junta de Freguesia de Caparica, Teresa Paula Sousa Coelho e do Vereador da Câmara Municipal de Setúbal. A apresentação da exposição esteve a cargo da Helena do Carmo da Associação José Afonso.

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AJA LisboaNúcleos AJA
22/07/2012By AJA

Petição já entregue

No passado dia 12 de Julho, a senhora Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Dra. Simonetta da Luz Afonso, recebeu uma delegação do núcleo de Lisboa da AJA, composta por quatro elementos, tendo sido entregue a Petição dirigida à Presidente da AML e ao Presidente da CML, lançada no passado mês de Abril, com 6579 assinaturas, para que seja construído um monumento a José Afonso na cidade de Lisboa.
Sendo este o primeiro encontro com a Presidente da AML, desde a sua criação no passado mês de Janeiro, a delegação da AJA Lisboa apresentou cumprimentos de todo o núcleo.
Durante a reunião, que demorou cerca de 45 minutos, houve ainda oportunidade para falar da obra do Zeca, que a senhora Presidente mostrou conhecer bem, bem como da Associação a nível do País.
Espera-se agora que o Presidente da CML marque o dia e a hora para recepção da Petição.

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Homenagens e tributos 2012
17/07/2012By AJA

“Terra da fraternidade” em Tondela

40 anos da 1ª interpretaçâo pública de “Grândola, vila morena” – Edição portuguesa do concerto da Galiza maio’12.
Toda a informação aqui.
 

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Adriano Correia de OliveiraAJA NorteAmigos maiores que o pensamentoHomenagens e tributos (artes plásticas)Homenagens e tributos 2012Núcleos AJA
06/07/2012By AJA

Exposição a norte

Exposição colectiva “Amigos maiores que o pensamento”

Os trabalhos expostos tiveram como ponto de partida não só os poemas musicados “A morte saiu à rua” e “A noite dos poetas” de José Afonso e Adriano Correia de Oliveira, respectivamente, mas também os ideais de liberdade, solidariedade e dignidade defendidos por estas duas grandes figuras da música portuguesa do século XX. Na inauguração houve Poesia e Música pelo Grupo Amigos Maiores ( Aja Norte ). A 19 de Julho estará presente o Grupo de Braga – CANTO D´Aqui. Apareçam!

DE 5 a 31 de JULHO, na GALERIA PORTO ORIENTAL, à Rua Barros Lima, 851 – Porto.

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AJA NorteAmigos maiores que o pensamentoHomenagens e tributos 2012Núcleos AJA
05/07/2012By AJA

O Fantocheiro

A 12º produção de «O FANTOCHEIRO» é dedicada a José Afonso.

Teatro da Vilarinha
Rua Vilarinha, 1386
4100-513 PORTO
(Aldoar )

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AJA NorteAmigos maiores que o pensamentoExposiçõesNúcleos AJA
29/06/2012By AJA

Exposição

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Homenagens e tributos 2012
27/06/2012By AJA

Dançar José Afonso

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Amigos maiores que o pensamento
17/06/2012By AJA

Amigos maiores na Feira do Livro do Porto

Presença do projecto “Amigos maiores que o pensamento” na Feira do Livro do Porto.

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Adriano Correia de OliveiraAJA NorteNúcleos AJA
13/06/2012By AJA

Gente d’aqui…

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25 anos (1987-2012)Associação José Afonso
12/06/2012By AJA

Já à venda

A brochura comemorativa dos 25 anos da AJA encontra-se já disponível pelo preço de 5€.
Encomendem a vossa enviando um email para associacaojoseafonso@gmail.com.
Rápido, antes que esgote.

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António Pinho VargasImprensaTestemunhos
11/06/2012By AJA

Pinho Vargas sobre José Afonso

José Afonso e a pluralidade dos saberes musicais: discursos e lugares comuns eurocêntricos

“Saber música” é uma frase corrente nos discursos quotidianos mas envolve muito maior complexidade do que parece à primeira vista. Em primeiro lugar porque música, no singular, é uma coisa que não existe: há múltiplas práticas musicais, muitas músicas diferentes, com diferentes modos de aprendizagem e modos de inserção social. Sempre houve, mas a primazia da cultura ocidental na construção do nosso imaginário falsamente universalista impediu-nos de considerar a pluralidade das expressões e das práticas musicais do resto do mundo até há um século. As “Histórias da Música” publicadas até 1950 e mesmo depois, ostentavam esta designação e a leitura desse livros mostrava-nos que aquele termo designava apenas a história de música ocidental da tradição erudita europeia. Aqui radica a primeira forma do eurocentrismo enraizado nos discursos sobre música nos países ocidentais. Destas histórias ficavam de fora todas as outras músicas pertencentes às outras civilizações do mundo, pertencentes a outras culturas musicais, diferentes da música europeia, que se caracteriza antes de mais nada pelo uso da escrita desde o ano 1000, da notação musical que aqui teve um desenvolvimento extraordinário mas particular. Justamente sublinhando a importância decisiva nessa tradição musical da notação, Richard Taruskin usa, na sua Oxford History of Western Music de 2003, o termo “literate” para distinguir o seu traço fundamental.
Mas não foi apenas o não-ocidental que foi apagado destas narrativas. Na própria Europa e em simultâneo com a história da música escrita, ligada quase sempre às elites culturais e sociais, sempre existiu uma outra música de tradição oral, tanto rural, de raízes ancestrais, como, a partir de certa altura urbana. Estas tradições orais da Europa e do resto do mundo tiveram uma evolução lenta, sendo transmitidas de geração em geração pela via da aprendizagem pela via da transmissão oral e da memória.
Estas músicas “sem história”, por inexistência de suporte de sobrevivência material, não foi considerada nas narrativas senão sob a designação de “música popular”, uma espécie de Outro inferior, no interior das próprias sociedades europeias. É apenas no século XIX e XX que surge um estudo e recolha sistemática destas tradições orais dos diversos países, quase sempre rurais, associado aos chamados nacionalismos musicais, formas peculiares de encontrar motivos e temática diversa daquela entretanto tornada canónica, dominada em larga medida pela música alemã, como, aliás, ainda hoje se verifica.
Estes factos são conhecidos mas continuam relativamente negligenciados, mesmo nas escolas de música, de tal forma estas se restringiram durante pelo menos 200 anos ao estudo da “música clássica”, designação errada, mas cujo erro passou para a linguagem corrente da mesma forma que uma série de equívocos associados ao domínio eurocêntrico do mundo, até à segunda metade do século XX. Essa dominação verificou-se não apenas no domínio político e militar de vastas regiões como no próprio plano epistemológico. O saber ocidental via-se como o único “avançado” e vê-se ainda a si próprio como superior face a outros saberes. A disciplina universitária musicologia, criada na Alemanha no século XIX, destinava-se ao estudo da música europeia mas, já mais tarde, foi necessário criar outra disciplina, a etnomusicologia, para estudar a música dos diversos Outros. O europeu via-se a si próprio como não tendo etnia. Esta era apenas a dos outros. Este quadro epistemológico marca ainda hoje as disputas pela primazia dos saberes e o diálogo entre eles é uma das tarefas fulcrais da fase atual, a partir da assunção crítica de que nem só o saber técnico-científico, nem a visão da alta cultura ocidentais são válidos. Mas esta hegemonia resiste e persiste sob numerosas formas. Daí que surja nos discursos correntes a expressão “saber música” como algo exclusivamente referido a uma outra coisa: “saber ler música escrita”. Saber música é muito mais do que apenas isso. Caso contrário teríamos de considerar que a maior parte das práticas musicais realmente existentes no mundo seriam realizadas por pessoas que “não sabem uma nota de música”. O século XX alterou todas as ontologias da música ao obrigar a considerar tudo aquilo que antes tinha sido excluído das narrativas eurocêntricas, fundamentalmente escritas a partir do século XIX na Europa. A invenção da gravação deu a estas músicas existentes para além do seu suporte escrito outro tipo de suporte tecnológico – a gravação – que demonstrou não apenas a sua existência mas assegurou a sua perenidade, anteriormente dependente quase em exclusivo do suporte da “notação musical”.
A partir dessa transformação tecnológica assistiu-se durante todo o século passado a uma multiplicação de expressões musicais, a um aparecimento de numerosos géneros novos que agregaram de formas inusitadas algumas destas tradições e as prolongaram até hoje de tal modo que se torna apropriado falar de uma tribalização plural de muitas expressões musicais a par com a dominação global dos produtos da indústria cultural anglo-americana pop-rock. A crise da chamada música clássica, que tem preocupado vários autores sobretudo nos países de língua inglesa, não pode ser dissociada destas transformações. A ideia base destas preocupações é o progressivo deslocamento da tradição erudita para “as margens ilustres da atividade cultural”. A sua anterior hegemonia, baseada na existência da partitura como único suporte de sobrevivência histórica é ameaçada pela existência do disco e da sua crescente importância no lugar da música nas nossas sociedades, inclusivamente na própria área da “música clássica” na qual a existência de gravações passou a ser o veículo primeiro de afirmação e disseminação dos artistas tanto os que se dedicam ao repertório histórico, a grande maioria, como os que se dedicam à criação de novas obras.
É por isso que afirmar que José Afonso “não sabia uma nota de música” traduz, de forma clara, uma incompreensão das múltiplas formas dos saberes musicais, muito vastos e variados, incomensuráveis, e uma aceitação acrítica dos discursos e dos lugares comuns eurocêntricos que ainda existem fortemente enraizados. José Afonso sabia aquilo que precisava de saber e quando queria colaboradores já com uma formação compósita entre as tradições orais e escritas, coexistentes, arranjou-os. O seu instrumento principal era a voz inesquecível e a extraordinária invenção musical e poética.

António Pinho Vargas
Artigo publicado no Le Monde Diplomatique, edição portuguesa, nº 68, Junho 2012

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Associação José Afonso
10/06/2012By AJA

Lançamento em Setúbal

O lançamento da brochura “às vezes não tenho jeito para falar de amigos”, comemorativa dos 25 anos da Associação José Afonso, realizou-se 9 de junho, na Biblioteca Pública Municipal de Setúbal. No lançamento intervieram Francisco Fanhais, José Teófilo Duarte, Alípio de Freitas e o vereador da Câmara Municipal de Setúbal, Carlos Rabaçal. A finalizar houve um momento musical por Francisco Fanhais.

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Adriano Correia de OliveiraAJA NorteAmigos maiores que o pensamentoNúcleos AJA
10/06/2012By AJA

Amigos em Canidelo

Na Associação Recreativa de Cantidelo juntaram-se boas vontades para acolher o projecto Amigos Maiores Que o Pensamento, tendo por base Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira. Interessante e antiguinha colectividade de canidelo, desde há muitos anos conhecida pelos “Chalados”, que nada disso têm, uma vez que com umas excelentes instalações teimam em continuar a proporcionar aos sócios, e não só, várias oportunidades de se distraírem e participarem em coisas muito sérias. Há teatro, bilhar, sueca, xadrez, filmes, colóquios, debates e várias manifestações culturais e de animação. Gente que teima contra ventos e marés transmitir à comunidade onde está inserida, cultura em termos simples e entendíveis…
O abraço solidário a quem o é.

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GalizaProjecto "O canto de intervenção"
09/06/2012By AJA

Concerto em Lugo…

Concerto do grupo de Canto de Intervenção do Núcleo Norte da AJA, integrado na comemoração dos 40 anos da primeira passagem de José Afonso por Lugo.
Paulo Esperança (presentación e narración), Ana Afonso (coros, declamación e percusión), Ana Ribeiro (guitarra e voz), Fernando Lacerda (voz) e Miguel Marinho (violín e bandolín).
5 de Maio de 2012 | Lugo

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AJA NorteNúcleos AJA
09/06/2012By AJA

Festa na AJA norte

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Adriano Correia de OliveiraHomenagens e tributos 2012
08/06/2012By AJA

Em Coimbra

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Homenagens e tributos 2012Janita SaloméVitorino
07/06/2012By AJA

Homenagem em Aveiro

Interpretação: Vitorino, Janita Salomé, João Afonso, Carlos Tavares, Filipe Raposo (piano)
Orquestra: Orquestra Filarmonia das Beiras
Direcção musical: António Vassalo Lourenço
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Adriano Correia de OliveiraHomenagens e tributos 2012Vitorino
06/06/2012By AJA

Ergue-te ó sol de verão


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DiscografiaImprensa
05/06/2012By AJA

O génio fica

Que se esqueça o ícone, aceita-se. Mas não esqueçam a música, a inacreditável habilidade de usar a voz como instrumento, de brincar com as palavras, de trabalhar o ritmo.

No início da década de 1960 José Afonso começa a libertar-se do fado de Coimbra, de que tinha sido intérprete, criando canções em que a guitarrra portuguesa não tinha lugar. Trabalhou a balada numa série de singles e a canção política, como é notório em “Os Vampiros”. Mas só em 1968, com “Cantares do Andarilho”, conseguiu fazer um LP em que explorasse do princípio ao fim a demanda de afundar na tradição e vir à tona com nova música na boca. Ouvindo hoje o disco é difícil aos mais novos identificar nele qualquer ideia de ruptura. Para nos apercebermos da cisão que Zeca traça aqui com o passado é vital recordar que até então a música portuguesa era dominada pelo fado e pelo nacional-cançonetismo – e que o folclore, sendo ocasionalmente gravado e bastante ouvido pelo povo, carecia de exposição e legitimação. “Cantares do Andarilho” é acima de tudo um disco de baladas mas, por exemplo, em “Saudadinha”, que (pasme-se) é resgatado da tradição açoreana, ainda há marcas da da anterior incursão de Zeca pelo fado, seja no ataque de Rui Pato à viola, na projecção da voz e nas pausas na linha melódica. O brilhantismo de Zeca chega logo ao primeiro tema, “Natal dos Simples”: há uma perfeição tímbrica admirável, um ligeiro falsete no fim de cada frase, controladíssimo, qualidades postas ao serviço de uma melodia inventiva, quase infantil na sua capacidade de brincar com as sílabas e o ritmo. Onde é que Zeca foi buscar isto? Ouça-se o primeiro tema tradicional do disco, “Resineiro engraçado”: do registo melódico quase pueril, ao ritmo saltitão passando pelo uso de vocábulos inesperados (“ó i ó ai”), está lá muita coisa. Mas isto não explica “Canção de Embalar” (cujo título denuncia a raiz de uma parte desta música) ou “Vejam Bem” – dois temas extraordinários em que a voz de Zeca adquire uma tonalidade assombrada, uma tristeza infinda que regressaria, vez após vez, aos seus discos.
“Contos Velhos Rumos Novos” (1969) tem título ajustado, pois Zeca não quis repetir as ideias que lhe haviam ocupado os anos anteriores. O trabalho com as palavras torna-se ainda mais aprofundado, o que explica em parte o menor número de temas com música e letra originais: “Bailia” parte de uma trova do século XIII, “No Vale de Fuenteovejuna” usa palavras de Lope de Vega (um dos fascínios de Zeca, que sempre se interessou pela cultura espanhola) e ainda há, além dos temas populares, letras de Luís de Andrade (a arrasadora “Era de noite e levaram”) e Ary dos Santos (“A cidade”). Em algumas das faixas compostas por Zeca vê-se para onde a escrita dele estava a ir, em particular no maior peso rítmico de “Vai, Maria, vai” e “Era de noite e levaram”. Logo no tema de abertura, “Bailia”, a trompa concede maior riqueza rítmica. Em outras faixas existe ainda cavaquinho, harmónica (pungente e perfeita em “A Cidade”) e as marimbas que (e talvez seja arriscado dizer isto) africanizam “Já o tempo se habitua”.
Quando José Afonso chega a “Traz Outro Amigo Também” (1970) é um compositor feito – e a prová-lo está a altíssima percentgem de temas exclusivamente seus no disco. Ocasionalmente ainda se sentem as marcas do passado fadista (ouça-se “Maria Faia”), mas o seu talento para manipular a tradição aprimorara-se, como é visível na espantosa “Canto Moço”. Na faixa homónima ao disco Zeca produzia uma balada dulcíssima; em “Carta a Miguel Djé-Djé” fazia uma homenagem a um seu antigo empregado dos tempos de África e são claras as influências africanas no canto. A sua revolta interior é traduzida em dois temas tristíssimos, rasgados por dentro, como “Epígafre para a arte de roubar” e “Moda do Entrudo”. Em “Os Eunucos” volta a criar um libelo político duríssimo. Perante tudo isto não é difícil concluir a imensa variedade musical e lírica de que Zeca já era capaz.
Zeca tem então condições para fazer um disco com Zé Mário Branco como produtor, e uma cada vez maior amplitude instrumental: “Cantigas do Maio” (1971). Logo em “Senhor Arcanjo” percebe-se que África estava para durar na obra de Zeca: as percussões, o baixo a rolar a guitarra repetitiva, isto quase lembra o Caetano de “Transa”. “Ronda das Mafarricas” está em ligação directa com esse som e África surge igualmente em “Maio, maduro, Maio” – não de forma explícita, mas no uso lúdico dos vocábulos a seguir ao refrão, uma ideia que encaixa de forma gloriosa no tom pastoral do tema. Agora ouça-se o tema que dá nome ao disco: como é possível passar de “Senhor Arcanjo” para esta tristeza trespassada pela morte, como? Podiam escrever-se tratados sobre “Cantigas do Maio”, a canção: sobre a figura (de acordeão?) que abre o tema e instala logo um negrume infindo; sobre o modo como o mesmo acordeão cavalga no refrão e a tristeza torna-se rebuliço, tumulto interior; sobre esse medo de morrer que não arreda de nenhum compasso. “Cantigas do Maio” é um disco tão extraordinário que por vezes há quem esqueça temas como “Canto alentejano”, entalado entre “Milho verde” e a sequência “Grândola, vila morena” e “Maio, maduro, Maio”. Mas ouçam o cuidadíssimo trabalho de viola e a voz de Zeca, as suas subidas arrepiantes, a forma como segura uma nota lá em cima em vibrato. Isto é a técnica (ainda com resquícios de fado), o talento, aos serviço da emoção. Quase dói pensar que a seguir vem aquele coro de “Grândola, vila morena”, capaz, ainda hoje, mesmo sem pensar em política, de arrasar o mais cínico. Que depois de tudo isto o disco ainda feche com uma canção da grandeza de “Coro da Primavera” – quase nem parece deste mundo. Os sopros têm uma dimensão teatral mas as percussões introduzem uma leve nuance africana; depois o refrão namora com o cante mas o órgão parece saído do psicadelismo. Se quiserem, essa canção serve como símbolo de como Zeca não era redutível à imensa música que tinha ouvido e amado.
Terceira obra-prima seguida, “Eu Vou Ser Como a Toupeira” (1972) abre com “A morte saiu à rua”, cujo arranjo de sopros ecoa as aventuras do tropicalismo. Mas o tema assenta em voz, viola e percussões e é impressionante o balanço que estes três instrumentos alcançam – um balanço igualmente presente em “Sete fadas me fadaram”. O carácter político de “A morte saiu à rua” retorna no experimentalismo de “O avô cavernoso” (que tem ligações musicais com “Ó Ti Alves”), na viola de traços africanados de “No comboio descendente” e em “Eu vou ser como a toupeira”, feita de um adufe e voz. Já o lado mais doce de Zeca está presente em “Fui à beira-mar” e em “Ó minha amora madura”. O seu ludismo é notório na brincadeira achinesada de “É para Urga”.
Por esta altura era notório que Zeca conseguia fazer uma canção com qualquer coisa. Ou, mais propriamente, com tudo. Já não havia definição para a sua música, já não recorria a géneros musicais, já tinha inventado um mundo. Que se esqueça o ícone, aceita-se. Mas não esqueçam a música, a inacreditável habilidade de usar a voz como instrumento, de brincar com as palavras, de trabalhar o ritmo. Porque Zeca era, de facto, um caso único de sobredose de talento.

João Bonifácio | Ípsilon

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António MacedoDiscografia
03/06/2012By AJA

Especial “José Afonso 25 Anos Depois”


Ouça aqui as emissões especiais dedicadas à edição remasterizada dos discos de José Afonso pertencentes à década de 70.
Realização de António Macedo.

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Amigos maiores que o pensamento
01/06/2012By AJA

Madrugada

Projecto “Amigos Maiores que o Pensamento”

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Homenagens e tributos 2012
01/06/2012By AJA

Na Lourinhã

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Adriano Correia de OliveiraHomenagens e tributos 2012
30/05/2012By AJA

Viagem pela memória

Viagem pela memória, Adriano e Zeca, a música e as palavras!

Ao longo do ano 2012, na última quinta-feira de cada mês, a Taberna Svbvra em Braga tem dedicado a noite à música do Zeca e do Adriano. Esta iniciativa que baptizámos como: “Viagem pela memória, Adriano e Zeca, a música e as palavras”, destina-se, não só a celebrar a obra destes dois amigos, mas também a “apresentá-la ao público menos familiarizado com os seus trabalhos. Para isso estamos a fazer uma “Viagem”, em termos cronológicos, ao longo das suas obras; apresentando um conjunto de músicas diferentes todos os meses. Afim de divulgar textos menos conhecidos em cada mês escolheremos também um poema do Zeca ainda não musicado e a partir deles criaremos uma música original.
Aí está mais uma dessas quintas-feiras; junta-te a nós para ouvir, tocar e cantar as musicas e as palavras!

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Associação José AfonsoHomenagens e tributos 2012
29/05/2012By AJA

José Afonso volta ao Théâtre de la Ville


31 anos depois de José Afonso ter feito uma série de concertos no Théâtre de la Ville, a sua música voltará a ouvir-se em Paris, numa homenagem organizada por este teatro em colaboração com a AJA. A direcção musical estará a cargo de Júlio Pereira.

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Associação José AfonsoBibliografia
28/05/2012By AJA

Às vezes não tenho jeito para falar de amigos

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AJA GrândolaGrândolaJosé da ConceiçãoNúcleos AJA
28/05/2012By AJA

Tributo a Zé da Conceição

Tributo a Zé da Conceição evocando Zeca, na 1ª visita em 17 de Maio de 1964 à Música Velha em Grândola. Uma Iniciativa do Núcleo AJA Grândola.

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Associação José Afonso
27/05/2012By AJA

Mural AJA em Setúbal

Contributo da AJA num projeto de participação cidadã na requalificação de espaços e equipamentos urbanos em Setúbal.
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Sem categoria
26/05/2012By AJA

Ontem, em Vila do Conde

Ver mais imagens e um vídeo com Helena Sarmento a interpretar “Menino do bairro negro”

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Amílcar Vasques DiasHomenagens e tributos 2012
23/05/2012By AJA

Em Évora

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Amigos maiores que o pensamentoTino Flores
23/05/2012By AJA

Concerto em Canidelo

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Imprensa
22/05/2012By AJA

José Afonso na Blitz de Junho

JOSÉ AFONSO é um ícone, um símbolo da liberdade. Mas quando passou a património político, a sua música foi quase esquecida. Com as reedições dos discos que gravou para a Orfeu prostramo-nos perante o génio musical de um homem que era incapaz de tocar um instrumento. Um homem ferido desde a infância, que se esforçava por ser justo, sofria de insónias e que, com ou sem dinheiro, perseguido ou não, sonhava dia e noite com música – toda a música, da Beira Baixa a Moçambique. João Bonifácio foi à procura de José Afonso: o dos discos e o humano. Não a estátua.

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AJA NorteAmigos maiores que o pensamentoNúcleos AJA
22/05/2012By AJA

Bem alto

BREVE DESCRIÇÃO
“Erguer a Voz” é uma parceria entre as associações Terra Viva! e Sapato 43, no âmbito do projecto Amigos Maiores que o Pensamento.
O projecto Erguer a voz irá desenvolver-se até Setembro de 2012 e será finalizado por uma exposição agendada para Dezembro de 2012. A exposição consistirá numa montagem de todas as vozes e outros registos de cada uma das sessões temáticas (Resistências, Dignidade, Coragem, Liberdade) que serão realizadas em vários locais da cidade do Porto.

FINALIDADE
Erguer a Voz pretende dar voz às pessoas tendo em conta as actuais e prementes preocupações do quotidiano, aliando momentos de convívio solidário através da poesia e da música de intervenção.
A voz dos participantes será triplamente valorizada:
– Primeiro, no momento de partilha durante as sessões temáticas.
– Segundo, pela participação nas gravações.
– Terceiro, numa exposição sonora envolvendo outros registos e outros participantes e objectos.
O objectivo de Erguer a voz é relembrar a importância das nossas vozes de onde emanam as nossas individualidades, os nossos desejos e sensibilidades e reafirmar o seu poder.

COMO PARTICIPAR
1- Enviar um e-mail para se inscrever*, até às 20h00 do dia da sessão, para sapato43.ac@gmail.com
2- Escolher/escrever/trazer o(s) poema(s), o(s) texto(s) ou a(s) canção/canções que irá partilhar, ler ou cantar (individualmente ou em conjunto), em torno dos temas.
Para dar uma ajuda e se inspirar, pode descarregar em formato pdf, no site do Sapato 43 as sugestões de poemas/textos dentro das temáticas.
3- Antes de iniciar a sessão, preencher e assinar um formulário onde autoriza/não autoriza os diferentes tipos de registo (áudio e/ou fotográfico)

*A necessidade de confirmar a participação através da inscrição prende-se com a capacidade de acolhimento do espaço. No entanto, a participação não requer uma inscrição obrigatória.

Mais informações no site do Sapato 43

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Homenagens e tributos 2012
20/05/2012By AJA

Tributo em Montemor-o-Velho

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Sem categoria
20/05/2012By AJA

Flash Mob “Grândola, Vila Morena”

Fotografias e vídeo da Flash Mob “Grândola, Vila Morena”, realizada no dia 19 de Maio, no Mercado do Livramento em Setúbal.

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Exposições
20/05/2012By AJA

Inauguração da exposição discográfica

Imagens da inauguração da exposição discográfica, ontem, dia 19 de Maio, na Biblioteca Municipal José Régio. Um evento promovido no âmbito das comemorações dos 30 anos do Sindicato dos Professores do Norte. A festa continua no dia 25.

 

Um dos momentos da inauguração com Ana Moura a dançar ao som de José Afonso.

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Sem categoria
20/05/2012By AJA

Encontro com José Afonso na BMJR

No próximo dia 25 de Maio, pelas 21,30h, a Biblioteca Municipal José Régio marca encontro com Zeca Afonso. Estarão presentes, para uma conversa sobre a obra do cantor, o musicólogo Mário Correia, o vice- presidente da Associação José Afonso, Paulo Esperança e o dirigente do Sindicato dos professores do Norte, António Baldaia. Estará também patente, até ao dia 16 de Junho, uma exposição intitulada Desta Canção que apeteço. Estes eventos enquadram-se no 25º aniversário da morte do cantor.

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AJA GrândolaJosé da ConceiçãoNúcleos AJA
19/05/2012By AJA

Tributo a José da Conceição

Saber mais sobre José da Conceição

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AJA NorteNúcleos AJA
19/05/2012By AJA

“Poetas à mesa” numa casa cheia

 
Casa cheia, ontem na AJA norte, para mais uma sessão de “Poetas à mesa”.

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Concertos de José AfonsoGalizaTestemunhos
19/05/2012By AJA

“Escandinávia Bar”: memórias de concerto em Lugo

‘Escandinávia Bar’, mesa redonda impulsada pola A.C. Cultura do País o pasado cinco de maio en Lugo, consistiu no diálogo entre persoas que asistiron a algún dos tres concertos do Zeca Afonso en Lugo nos anos 70, que expuxeron a súa memoria daquel tempo, do que representaba para eles o cantautor portugués nun contexto de ditadura fascista na que a persecución contra a oposición e o movemento estudantil era diaria e sistemática; contexto no que o ‘Grândola, Vila Morena’ se chegaría a converter nun himno da loita antifranquista.
Esta conversa serviunos para coñecer que houbo, cando menos, tres visitas do Zeca a Lugo desde o primeiro concerto, en 9 de maio de 1972 no Círculo das Artes, do que temos constancia a través do testemuño de Arturo Reguera, até o de 1975 no auditorio do barrio do Sagrado Corazón, acompañado por outros cantautores, entre eles o galego Benedicto (Voces Ceibes). Hai datos dunha outra presenza para realizar un concerto, probabelmente canda Luis Cilia, en marzo de 1973, que foi prohibida polas autoridades franquistas. No concerto do Sagrado Corazón, do que existe unha memoria máis nidia por parte das persoas asistentes, as e os militantes nacionalistas exhibiron diante do público unha faixa coa lenda «Viva Galiza Ceibe» cando o Zeca interpretaba o ‘Grândola’.
Este é o primeiro dos catro vídeos que GzVideos editou, en estreita colaboración coa A.C Cultura do País, responsábel da gravación do acto, e que recolle as distintas actividades que tiveron lugar na homenaxe a José Afonso. Os próximos iránse publicando sucesivamente.

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O que faz falta!… crónica da xornada Zeca Afonso en Lugo

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BiografiaFotografiaMoçambiqueTestemunhos
18/05/2012By AJA

José Afonso em Lourenço Marques

José Afonso, ao centro de óculos e gravata, em Lourenço Marques, no Liceu António Enes. Foto de Filipe Vieira

Nos meados dos anos sessenta (1965), aluno do então 4º ano do liceu, em Lourenço Marques, vi na pauta que esse ano teria como professor de geografia e história um tal de José ( nota: a pauta omitiu o nome Afonso) Cerqueira dos Santos, ilustre desconhecido. O professor, soube depois, tinha sido proíbido de ensinar no então continente e desterrado em Moçambique, sob condição, da PIDE, de não se meter em política. Sentado na primeira fila da aula, reparei no primeiro dia de aulas que o professor trazia um par de peúgas de cores diferentes. Penteava-se com os dedos. O ar era displicente, o sorriso cúmplice e doce. Tais ingredientes, por serem nesse tempo contra a corrente, fascinaram-me. Apresentou-se timidamente e omitiu a actividade no mundo das cantigas. Era um professor excepcional. Incitava-nos à investigação e a questionar tudo, desde os manuais a ele mesmo. Retive para sempre uma frase:” Não estou aqui para impingir, mas para insistir e resistir, convosco de preferência”.
Um dia, na discoteca Baily, em Lourenço Marques, descobri entre os velhos discos em saldo, um single com o meu professor agarrado a uma velha viola. Zeca Afonso. Duas músicas: “Menino do Bairro Negro” e “Natal dos Simples”: Comprei o disco. Na aula seguinte, quando os colegas tinha saído, confrontei o professor com o disco. Disparou, estupefacto: “Onde é que arranjaste isso?”. Expliquei o que se tinha passado. O espanto do mestre era legítimo – ele fora expulso de Portugal e proscrito nas rádios justamente por causa daquele disco e das posições que defendia em defesa dos humilhados, contra a hipocrisia intelectual dominante, todos os dogmatismos e o regime fascista.
Havia, no então Rádio Clube de Moçambique, um programa em que semanalmente eram divulgados os cantores mais votados. Elvis Presley liderava. Organizei no liceu uma votação para o disco do nosso professor. Teve adesão maciça. Na semana seguinte, Zeca Afonso liderava o “Hit Parade” e assim esteve durante nove semanas. Tive que emprestar o disco ao radialista João de Sousa, mais tarde meu colega, que desconhecia o autor. A PIDE acordou. Mandaram confiscar o móbil do crime, sentenciando a proibição do cantor. Por essa altura, já eu andava em tertúlias clandestinas com o meu professor. Ele cantava. Eu dizia o “Mostrengo” de Fernando Pessoa. Imaginam o resultado: no fim do ano, a PIDE decretou novo exílio ao professor, que foi ensinar para o Liceu Pêro de Anaia, na cidade da Beira, a mais de 500 quilómetros. Depois, seria recambiado para Portugal e definitivamente banido do ensino.”

Guilherme Pereira
Foto e texto retirado daqui

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BiografiaMoçambiqueTestemunhos
18/05/2012By AJA

As nossas tertúlias no Café Continental


Esplanada do Café Continental

Conheci-o na Beira, aí por alturas de 1959. Era professor do Liceu. Pediu-me para lhe arranjar um guitarrista, pois sabia compor, cantar e de que maneira, mas os seus conhecimentos na guitarra eram parcos, como me confessou.
Falei com o Fernandes, amigo, que tinha um conjunto que tocava no Beira Terrace nos fins de semana e feriados.
O Fernandes era pai da Zizi, uma cantora de muito mérito e que num concurso promovido pelo Rádio Clube de Moçambique, “Moçambique a cantar” ou coisa parecida, foi destronada por uma cançonetista bastante inferior, mas que era filha do então Presidente da Câmara Municipal da Beira. Para ser agradável ao Zeca, que já tinha nome pelas canções que se ouviam muito em segredo, o Fernandes lá tentou o guitarrista. Não soubemos se o conseguiu ou não pois entretanto fomos transferidos para Lourenço Marques. Aqui, decorridos alguns meses encontrámo-nos de novo nas tertúlias do Café Continental, onde na companhia do Dr. Filipe Ferreira, Dr. Barradas, mais tarde professor do Conservatório Nacional, Armando Morais, o médico dos C.F.M., Zeca Afonso, sempre só e nós, com as respectivas esposas, conversávamos sobre os problemas que então nos inquietavam. E eram muitos. A guerrilha no norte, a política na Metrópole, a incerteza de um futuro que muitos de nós acreditávamos ser de crise grave, a polícia secreta, que sabíamos estar ali ao nosso lado tentando escutar as nossas conversas, as injustiças que havia em determinados sectores da Administração Pública, nomeação de pessoas colocadas directamente pelo Governo Central em lugares que gostaríamos de ver ocupados por moçambicanos, a falta de liberdade de imprensa que era obrigada a publicar notícias, que só poderiam ser compreendidas pelas entrelinhas, a leitura do Le Monde, que o Armando Morais recebia directamente do Consulado Geral da França em Lourenço Marques e que era proibida e que passávamos uns aos outros para ler sofregamente pois dava especial realce às notícias sobre Portugal, a politica ultramarina do governo de então e a forma como era entendida a guerrilha pelas nações europeias e Estados Unidos e a possível independência de Moçambique, tendo em vista a posição dos Democratas de Moçambique, bem como as ideias oriundas da Frelimo, tudo bem reflectido pelos vários comentadores do Le Monde.
O Zeca muito dado a explosões de revolta, exprimia-se quase sempre em voz alta, não se importando que estivessem ou não na vizinhança os pides que vigiavam o local. Alguns não disfarçavam e olhavam em desafio para a nossa mesa, como se fossemos nós agentes do mal…Sabíamos quem eram, pois não era normal que para ali viesse tanta gente, desconhecida, com aquela côr “muito branca”…de quem chegara recentemente da Metrópole.
As nossas tertúlias do Café Continental!… Ainda hoje nos lembramos de como nos faziam bem…

José de Viseu

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Exposições
18/05/2012By AJA

Exposição discográfica patente em Vila do Conde

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Uma iniciativa do Sindicato dos Professores do Norte

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Homenagens e tributos 2012José António Gomes
16/05/2012By AJA

“Cantigas do Maio” na ESE do Porto


 

Os alunos do 1º ano das licenciaturas de AVTA e Ed. Musical, no âmbito da UC Projeto I, convidam a comunidade escolar para assistir aos espetáculos que terão lugar no próximo dia 17 de maio, a partir das 16h, em diferentes espaços da escola.

Textos: Alexandre O’Neill, José Afonso, Manuel Alegre, Sérgio Godinho
Música: José Afonso
Professores: José António Gomes, Roberto Merino, Rui Bessa, Sara Botelho

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Biografia
13/05/2012By AJA

Dossiê da C.M. Setúbal sobre José Afonso

Consulte aqui o dossiê de 12 textos disponibilizados pela Câmara Municicpal de Setúbal no seu sítio.
 

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Sem categoria
11/05/2012By AJA

Em memória de Bernardo Sassetti


 

Daquelas teclas saía arte.
No seu piano nasciam notas de liberdade.
Do seu piano saiu um Zeca recriado!
À família e amigos, a Associação José Afonso apresenta um forte abraço solidário com a certeza que a obra do Bernardo Sassetti continuará a ser celebrada.

Pela AJA,
Francisco Fanhais
(Presidente da Direcção)

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GrândolaImprensaTerra da fraternidad (Galiza)
11/05/2012By AJA

40 anos depois

O 40.º aniversário da primeira interpretação pública de “Gândola, vila morena”, por José Afonso, é assinalado na quinta-feira, em Santiago de Compostela, na Galiza, Espanha, numa iniciativa de homenagem ao “cantautor” português.
O tema cantado por Zeca no Burgo das Nações, em Santiago de Compostela, a 10 de maio de 1972, será agora levado ao Auditório da Galiza, na mesma cidade, por um grupo de músicos que se junta para homenagear o autor e cantor português, falecido em Setúbal há 25 anos.
O músico João Afonso, as cantoras galegas Uxía e Ugia Pedreira, a angolana Aline Frazão, o ator e encenador galego Quico Cadaval e o compositor brasileiro Fred Martins integram o cartaz do espetáculo.
A associação de percussão de Santiago de Compostela Trópico de Grelos, o etnomusicólogo galego Xico de Cariño, a cantora galega Guadi Galego, o cantor Tiago Gomes, voz do grupo Os Inspectores e letrista de A Naifa, são outros dos músicos que se associaram ao espetáculo que assinala a primeira vez que a canção foi interpretada em público, por Zeca Afonso, na primeira digressão do músico português pela Galiza, que passou então por Ourense, Lugo e Santiago de Compostela.
Trinta é o número total de músicos e compositores que se associaram à iniciativa integrada no festival “Terra da Fraternidade – Galiza a Zeca Afonso”, a decorrer em Santiago de Compostela.
O espetáculo conta ainda com a participação do ator e humorista galego Carlos Blanco, do ator, dramaturgo e fundador do Trigo Lilmpo/Acert José Rui Martins, do argumentista e diretor de cinema Pablo Portero, da companhia de teatro Chevère e da companhia galega de palhaços “Os sete magníficos más 1”.
Num testemunho sobre a primeira digressão de José Afonso à Galiza, o músico Artur Reguera, que acompanhou o compositor português naquela ronda, recorda a primeira vez que José Afonso cantou em público a canção que, dois anos mais tarde, se tornaria a senha do Movimento das Forças Armadas (MFA), na Revolução do 25 de Abril de 1974.
“Grândola, vila morena” integra o álbum “Cantigas do Maio”, gravado em França, em finais de 1971, com arranjos de José Mário Branco.
Inspirada em pessoas que José Afonso conhecera na Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, encerrada pela PIDE, a polícia política do regime, a canção viria a ser interpretada em Portugal apenas a 29 de março de 1974, num espetáculo no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, ao qual assistiram militares das Forças Armadas que, por isso, a escolheram para segunda senha da “Revolução dos cravos”.
“Grândola, vila morena” foi transmitida às 00:20 de 25 de Abril de 1974, no programa Limite, da Rádio Renascença, como sinal de saída dos militares dos quartéis, cerca de hora e meia após a emissão da primeira senha da Revolução, “E depois do adeus”, ouvida às 22:55 de 24 de abril, nos Emissores Associados de Lisboa.
O festival “Terra da Fraternidade – Galiza a Zeca Afonso” começou na segunda-feira, no Burgo das Nações, e termina na sexta-feira com a realização de uma mesa redonda sobre “O génio de Zeca”, na qual participa o cantor português e presidente da Associação José Afonso, Francisco Fanhais, com músicos galegos que trabalharam com o “cantautor” português.

Agência Lusa

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GalizaTerra da fraternidad (Galiza)Vídeo
11/05/2012By AJA

O vídeo da homenagem “Terra da Fraternidad – Galicia a Zeca Afonso”

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GalizaTestemunhosUxia Senlle
10/05/2012By AJA

O cantar galego do Zeca


 

Para min o Zeca é o máximo expoñente da Música Popular Portuguesa, un músico extraordinario e autodidacta cunha rara sensilibilidade para a poesía e para transmitir o sentir musical de todo un pobo. Coñecía ben o Fado de Coimbra, a música tradicional do seu país, da que bebeu en numerosas ocasións e da música africana, moi presente na súa discografía. Toda ela é un tesouro que se vai recuperar agora nunha nova edición que saeu coincidindo co 25 aniversario da súa morte. Morte…Non me gusta esta palabra cando falo do Zeca porque para min e para moit@s está máis vivo e de actualidade que nunca. As súas palabras e as súas cancións, como todas as grandes obras de arte, non pasan de moda. Nin siquera o repertorio máis comprometido é circunstancial. Hoxe podemos interpretar Grândola cun nó na gorxa ou Utopia ou calquera outra que ainda hoxe soa nas manis da ‘geração á rasca’.
Foi tamén un activista na relación coa nosa Galiza que para él era unha especie de patria espiritual.

El foi e segue a ser Un exemplo de cómo combinar as raíces e unha linguaxe propia. O compromiso e a beleza, o lirismo e a realidade. Poucos autores no mundo conseguiron dun xeito tan rotundo e natural esa conxunción irrepetíbel. A emoción e a precisión musical e esa voz fermosa e trémula que o seu sobriño João Afonso herdou. A súa sabiduría vital nunca me deixou indiferente, despois de anos e anos de escoitar e coñecer cada melodía, cada acorde, cada nota. E unha vocación de universisalidade da que procuro alimentarme, sempre. Nunca poderei agradecerlle bastante todo o que aprendín e sigo aprendendo. Cando interpreto ‘Verdes são os campos’ ou ‘Menino do Bairro Negro’, ou calquera do outra, sinto que estou en comunión con él.

De non nacer nun país pequeno como Portugal, o que lle resta visibilidade pública a nivel mundial, sería equiparable a Leonard Cohen, Bob Dylan, Brassens…Ainda así, creo que cos anos vaise recoñendo a súa figura en todo o mundo. Non en van é o compositor portugués máis divulgado de todos os tempos. É referencial e moi respectado entre a comunidade musical e literaria mais non é suficiente, tendo en conta que é o mellor escritor de cançións en portugués. Moi simples na súa forma, e moi ricas no seu contido, o retrato social dun país, un narrador de historias fantástico. VIVA O ZECA AFONSO!!!

Uxia Senlle

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Amílcar Vasques Dias
09/05/2012By AJA

“José Afonso: de ouvido e coração” em Évora


 
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AJA NorteAmigos maiores que o pensamento
08/05/2012By AJA

Poetas à mesa na AJA norte

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Arturo RegueraBenedicto Garcia VillarGalizaTestemunhos
07/05/2012By AJA

Testemuña da primeira xira de Zeca Afonso na Galiza


José Afonso e Benedicto Garcia Villar

O 8 de maio de 1972, ás 12 da mañá, estabamos Benedicto, Maite e eu agardando puntualmente na Librería Tanco de Ourense, aquela librería que a hospitalidade cultural e política do seu dono Carlos Vázquez convertía en casa de acollida para todas as boas causas.
Eu estaba nunha impaciente espera, pois Benedicto e Maite xa estiveran na súa casa en Setúbal, pero eu non os coñecía persoalmente. Coñecía, e de non moito tempo, a súa música, que me entusiasmara, e pensar que o home capaz de cantar aquelas cousas ia logo aparecer en persoa, parecíame un soño, que de pronto se materializou ao apareceren as persoas que esperábamos, José Afonso e Zélia.
Dicía Vinicius de Moraes que “a gente não faz amigos, reconhece-os”, e iso foi o que aconteceu, pois aquel dia recoñecín un grande par de amigos.
Logo de comer, ós músicos urxíalles ensaiar, pois Benedicto ia acompañar o Zeca á guitarra, e nunca tiñan tocado xuntos. Pediron hospitalidade ó escultor Acisclo Manzano e, na súa casa, puideron comezar unha colaboración musical que ia durar anos.
O concerto foi no Ateneo de Ourense, e entre o público que enchía a sala, estaban o escritor Eduardo Blanco Amor, os artistas Acisclo, xa citado, e Xaime Quessada, e o médico Manuel Peña Rey, entre outros. O concerto correu moi ben, e ó fin todos aqueles amigos manifestáronnos a súa sorpresa por escoitar a aquele cantor tan bo e, para eles, tan descoñecido. Para máis detalles, pódese consultar o libro de memorias de Benedicto “Sonata de amigos” (Xerais, Vigo, 2008), tendo en conta que o Bene comete a pequena imprecisión de situar no día 9 o que realmente sucedeu o 8, e de aí salta para o 10 en Santiago, coméndose o concerto de Lugo.
Ó dia seguinte, 9 de maio, por tanto, estábamos en Lugo para celebrar o segundo concerto da xira, esta vez no Círculo das Artes, no salón grande, que non estaba nin medio cheo porque a publicidade fora moi mala. O noso querido amigo Luís Macía “Papís”, fora o encargado de facer a xestión no diario local El Progreso para que publicaran unha nota de anuncio para o acto, método gratuíto e normalmente suficiente para un acto cultural, pois na altura celebrábase tan pouca cousa que cando había algo asistía toda a xente que tiña un mínimo de interese por estas cousas. Pero aquel día El Progreso só publicou unha nota mínima e escondida, na que anunciaba un recital de música galaico-portuguesa, co que moita xente debeu de pensar que se trataba de música medieval. O resultado foi que a diferenza de Ourense, onde había unha sala mediana chea, en Lugo había un salón grande medio baldeiro. Con todo o concerto correu ben, a xente, como non podía ser de outra forma, tamén quedou encantada. Como curiosidade direi que foi a única vez que lle escoitei cantar en público a canción Menino d’oiro. Entre os asistentes estaba Xesús Alonso Montero, con quen logo iríamos cear, e que tamén aquí comezou unha fonda amizade co Zeca.
E por fin o dia 10 estamos en Santiago, no Burgo das Nacións, daquela sede da Facultade de Económicas. Remito tamén agora para o libro do Benedicto, que fai unha detallada descrición do multitudinario recital, no que, como é sabido, por primeira vez o Zeca cantou “Grândola vila morena” en público. Só quero engadir dúas cousas: unha é que ó día seguinte viaxei co Zeca e a Zélia no seu coche para Portugal, e fun testemuña do entusiasmo con que o Zeca contaba o concerto de Santiago ós seus amigos de Lisboa e Setúbal. Nunca tiña vivido unha experiencia semellante. A outra é que no verán de 1973, estando eu de visita, acompañeinos a Melides, unha pequena vila costeira onde pretendían alugar unha casa para as vacacións, e por casualidade cadrou de pararmos a comer en Grândola. Mentres o resto da xente facía tertulia co café, o Zeca acenoume para irmos pasear, e fomos ver a sede da Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, naquela altura pechada pola PIDE (policía política), o lugar onde coñecera a xente que lle inspirou a canción (em cada esquina um amigo, em cada rosto igualdade…), e comprendín por qué unha canción que nunca cantara en público sen embargo foina cantar a Santiago: porque volveu a encontrar aquel ambiente de solidariedade e fraternidade que o inspiraran en Grândola, e que contribuíu de xeito decisivo para a profunda relación que axiña o ligou a Galicia e aos galegos.
Aproveito a ocasión para aclarar unha lenda urbana que teño escoitado, referente ó disco Venham mais cinco, que comeza co dístico:

A garrafa vazia
de Manuel Maria

Segundo este bulo é unha referencia a unha botella de augardente que lle regalara ó Zeca e ao equipo de músicos, de viaxe para gravar o disco, Manuel María Fernández Teixeiro, o poeta da Terra Chá. Pois ben, podo afirmar que en outubro de 1973, data de gravación do disco, e pouco máis dun ano despois de comezar a súa fecunda relación con Galicia, o Zeca e o Manuel María non se coñecían, e ignoro si se coñeceron máis tarde, pero ata o 25 de abril (de 1974), tiven o pracer e o privilexio de acompañar ó Zeca as tres veces que nese período visitou Galicia (esta de 1972, marzo do 73 e poucos días antes do 25 de abril), falamos horas e horas en longos paseos por Santiago, e nunca mencionou a Manuel María. Por outra parte, o avión de Lisboa a París, onde se gravou o disco, non facía escala en Monforte de Lemos…
Para o Zeca “Manuel María”, de ser unha referencia a unha persoa concreta, sería ao gran poeta setubalense do século XVIII Manuel María Barbosa du Bocage. Lembro que no meu primeiro viaxe a aquelas terras, non ben chegamos a Setúbal, en canto subimos a equipaxe, levoume a coñecer a casa do poeta sadino, por quen sentía unha grande admiración.

Arturo Reguera | Sermos Galiza

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Galiza
07/05/2012By AJA

A festa do 40º aniversário do concerto de José Afonso em Lugo

Unha xornada de homenaxe ao cantautor portugués. Actuou en Lugo o 9 de maio de 1972, un día antes de que cantara o ‘Grândola, Vila Morena’ por primeira vez na Galiza.
 
Testemuña da primeira xira de Zeca Afonso na Galiza

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Homenagens e tributos 2012
07/05/2012By AJA

Recordar Zeca Afonso em Castelo de Vide


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AJA LisboaDiscografiaNúcleos AJA
06/05/2012By AJA

Uma iniciativa do núcleo de Lisboa

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Documentários
05/05/2012By AJA

“Legados de José Afonso” no Festin

Documentário sobre a vida, obra e mensagem de José Afonso. O documentário gera a crítica/comentários feitos por José Afonso sobre a sociedade portuguesa ante e pós-25 de Abril. José Afonso, autor da música mais emblemática da Revolução de Abril, abriu portas para a liberdade. Foi um homem sem fronteiras, deixou saudade e amigos por onde passou. As suas músicas divulgam a mensagem, vertical e coerente, a verdade social. O documentário contém as imagens da maioria das declarações e artigos acerca de José Afonso nos jornais das épocas de 1974/1987.

Cinema de S. Jorge, Lisboa | 16 Maio | 18h30 (Sala 3) | Festin
 

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AJA NorteAmigos maiores que o pensamentoEscolasNúcleos AJAProjecto "O canto de intervenção"
04/05/2012By AJA

Na Escola Secundária Alexandre Herculano

 

Integrado no projecto “AMIGOS MAIORES QUE O PENSAMENTO” realizou-se no passado dia 3, na ESAH (Porto) – também subscritora – mais uma sessão do “Canto de Intervenção” a cargo da AJA norte.
Numa plateia composta por professores, alunos e funcionários destacava-se a presença da comunidade surda que frequenta aquela Escola devidamente acompanhada pelos seus intérpretes de língua gestual.
No final – e num gesto de grande ternura e carinho – alguns alunos surdos acompanharam a música “tocando” nos instrumentos de forma a sentirem a respectiva vibração.
Tarde inesquecívelmente solidária!

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Canção de CoimbraHomenagens e tributos 2012
04/05/2012By AJA

Tributo na Faculdade de Engenharia do Porto


 

O Grupo de Fados de Engenharia (Porto) convida-vos para “Variações sobre um Fado”. Um espectáculo evocativo da Canção de Coimbra, e inédito na FEUP, onde será feito tributo a José Afonso.
Realizar-se-á no dia 19 de Maio, pelas 21.30h, no Auditório da FEUP, e contará com a presença da antiga e actual formação do Grupo de Fados de Engenharia.
Não faltes a este evento único… e “traz outro amigo também”!”

Contacto para reservas: 913391624 / fados@fe.up.pt
Entrada: 5€

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Discografia
04/05/2012By AJA

Reedição da discografia de José Afonso

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Rui Pato
03/05/2012By AJA

“Trago um amigo” no B.leza


 

Dois amigos que têm um amigo em comum. Um porque desde os 16 anos o acompanhou à guitarra, o outro porque desde os 8 anos se en(cantou) pelas suas canções. Neste encontro, a guitarra de Rui Pato e a voz de António Ataide envolvem-nos em trovas e cantigas de Zeca Afonso.

Entrada: 6€
Abertura de porta: 22H
Início do Concerto: 22.30H

B.leza
R. Cintura do Porto de Lisboa, Armazém B (Cais do Sodré)
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Homenagens e tributos 2012
03/05/2012By AJA

Homenagem a José Afonso em Quarteira


 
A Biblioteca Municipal Sophia de Mello Breyner Andresen receberá pelas 21:30 do dia 11 de Maio, no auditório do Centro Autárquico de Quarteira, um recital de poesia em homenagem a Zeca Afonso intitulado “Maio Maduro Maio”, por Afonso Dias.
Mais informações

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Amílcar Vasques Dias
03/05/2012By AJA

José Afonso: “De Ouvido e Coração” em Sines


 
Uma abordagem “erudita” na recriação da música de José Afonso.
Concerto comentado.
CAS – Auditório | 30 de maio | 19h00 | Entrada gratuita | Mais informações

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AJA NorteAmigos maiores que o pensamentoNúcleos AJA
30/04/2012By AJA

Erguer a voz II

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Adriano Correia de OliveiraHomenagens e tributos 2012Prémios e distinções
29/04/2012By AJA

Placa descerrada em Mira

Fotos de João Colaço (Clicar para aumentar)
 

Numa iniciativa organizada por uma grande parceria formada pelo Projecto Cultura e Cidadania, pela Biblioteca Escolar da EB de Mira, pela Câmara Municipal de Mira, pela Associação José Afonso, pela Associação 25 de Abril, pelo Movimento Republicano 5 de Outubro e pelo Clube Literário de Mira, e integrada no Projecto Amigos Maiores que o Pensamento, Mira lembrou Abril e homenageou José Afonso e Adriano Correia de Oliveira.
E no dia 28 de abril, sábado, durante cerca de quatro horas e meia, repartidas entre a Câmara Municipal, o Jardim Municipal e a Casa do Povo, a festa aconteceu com muitas palavras e muita música e canções.
A homenagem do Poder Local, com intervenções de João Reigota e Fernando Regateiro, presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal respetivamente, e o sarau Amigos Maiores que o Pensamento, com intervenções de Carmo Marques, José Israel Bandeira, Helena Pato, Camilo Mortágua, Rui Pato, Alípio de Freitas, Madalena Ferreira e Rui Pato e a música interpretada por Sumeterraio, Ciclos, Arnaldo Carvalho, Carlos Carranca, Rui Pato, Paulo Alexandre, Constança e Custódio Monteiro, Aurélio Malva e Noturno – Grupo de Fados, foram o ponto alto desta jornada que incluiu ainda o descerramento de um memorial alusivo aos homenageados no Jardim Municipal.
Exposições, projeção de filmes e documentários, largada de pombos e tertúlias fizeram parte desta iniciativa que comemorou Abril e dois dos seus grandes símbolos..

(Texto de António Veríssimo)

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Homenagens e tributos 2012
27/04/2012By AJA

Tributo a Zeca Afonso em Ponte de Lima

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AJA NorteAmigos maiores que o pensamento
27/04/2012By AJA

“Amigos Maiores que o Pensamento” no desfile do 25 de Abril no Porto.

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AJA AveiroNúcleos AJA
26/04/2012By AJA

O 25 de Abril no núcleo de Aveiro II

Imagens da sessão com Camilo Mortágua organizada pelo núcleo de Aveiro no dia 25 de Abril.
Esta sessão, realizada no Guesthouse Bar, contou ainda com a projecção de dois documentários:
“Foi na Cidade do Sado” de João Pires
“À Procura do Socialismo” de Alípio de Freitas e Mário Lindolfo

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AJA AveiroNúcleos AJAProjecto "O canto de intervenção"
26/04/2012By AJA

O 25 de Abril no núcleo de Aveiro

Na noite de 24 de Abril o auditório do Mercado Negro encheu para ouvir o “Canto de Intervenção”, uma produção da AJA Norte. Os cantos de Liberdade em várias línguas e de diferentes partes do mundo aqueceu-nos o coração para a entrada no dia em que se celebram os valores de Abril. Neste espetáculo foi feita uma narrativa com cruzamento de músicas de intervenção, diferentes referências históricas, momentos de poesia e com a projecção de imagens de apoio. Terminamos com a “Grândola Vila Morena”, dando as boas vindas a mais um 25 de Abril. Agradecemos mais uma vez o apoio do Mercado Negro e a todas as pessoas que estiveram connosco neste momento de partilha.
A tarde do dia 25 de Abril, na Guesthouse bar, foi marcada pela presença do companheiro Camilo Mortágua, que se disponibilizou para comentar os dois documentários que passamos: “Foi na cidade do Sado” e “À procura do socialismo”. Numa tarde cinzenta e de ruas quase desertas, Camilo Mortágua emocionou e alertou-nos para o sentido de responsabilidade perante a Liberdade, e o dever de a defendermos em tempos que se afiguram cada vez mais instáveis. Agradecemos à Guesthouse pelo apoio constante e também a todos e todas que estiveram presentes e enriqueceram o debate.
Os nossos agradecimentos estendem-se também ao Diário de Aveiro, Morpheus Winebar, Docs, Alexandre Gandarinho e aos companheiros da AJA Norte.

O Núcleo da AJA Região de Aveiro

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