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Author: AJA
Home AJA Page 8
Sem categoria
02/04/2013By AJA

Em Paredes de Coura

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Associação José Afonso
02/04/2013By AJA

AJA sempre…

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Homenagens e tributos 2013
02/04/2013By AJA

Tributo em Aveiras de Cima

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AJA SantarémNúcleos AJA
02/04/2013By AJA

Núcleo de Santarém festejou 1 ano

Mais fotos na página do Facebook

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Homenagens e tributos 2013
31/03/2013By AJA

Tributo em Portimão

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Homenagens e tributos 2013
31/03/2013By AJA

Tributo em Ponte de Lima

Cartaz_ViverAbril

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AJA Aveiro
30/03/2013By AJA

40 anos depois

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Sem categoria
30/03/2013By AJA

ES.COL.A na AJA

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AJA AveiroNúcleos AJA
30/03/2013By AJA

2º aniversário do núcleo de Aveiro

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Eduardo RaposoFrancisco NaiaHomenagens e tributos 2013
30/03/2013By AJA

“O canto da utopia” em Almada

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AJA NorteNúcleos AJA
23/03/2013By AJA

Caldos de Cultura

…nem as escadas impediram a malta de ir à sede do núcleo do norte da AJA, no Porto, na última sexta-feira, dia 22 de Março.
Sabemos, como dizia o Zeca, que juntos seremos muitos, juntos seremos alguém!
Arroz de carqueja, ginjinha (prazer especial de Rómulo de Carvalho), música, imagens, palavras, tinto e branco, água (pouca) … e um abraço do tamanho do mundo!
O físico Rómulo de Carvalho e o poeta António Gedeão andaram por ali a acicatar-nos os vários “apetites”!
No início…um sentido tributo a Óscar Lopes que, tendo “zarpado”, continuará por aqui …num desafio permanente.
Continuaremos, porque como cantava Adriano Correia de Oliveira, “não há ventos que não prestem nem marés que não convenham”.

Aja norte

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Óscar Lopes
22/03/2013By AJA

Óscar Lopes sobre José Afonso

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José Afonso poeta

A canção lírica e satírica de raizes populares, pela qual há quase oito séculos principiou o registo da poesia portuguesa, veio encontrar um surpreendente renovo no último decénio, ou pouco mais, de resistência ao fascismo e a uma guerra injusta, e depois neste quase decénio mais recente em que tem decorrido um processo sinuoso e ainda indecidido de luta por uma democracia real à medida das actuais possibilidades técnicas e humanas. José Afonso é um daqueles novos segréis que mais criativamente reatam uma tão velha tradição nacional.
Reconhecemo-lo, imediatamente, nos ritos paralelísticos, numa enorme liberdade de fantasia enternecida, solidária ou sarcástica, proporcionada pelo perfeito entrosamento entre a letras e a música; e em motivos folclóricos rurais ou marítimos. Mas o que há de mais fascinante na face poética deste segrel nosso contemporâneo é a gama extraordinariamente rica do seu temperamento. Além do certeiro tino com que sabe escolher poesias alheias muito vocacionadas para o canto, José Afonso, como poeta, consegue admiráveis coisas como estas: recuperar a maior candura infantil ou rural (Balada do Sino), dar a rédea mais solta e criadora à lírica pessoal (Chamaram-me Cigano); atingir a invectiva mais flagrante e estimatizadora (Os Eunucos); exprimir o mais persuasivo e generoso companheirismo (Traz outro amigo também); colher os mais belos efeitos em incursões à beira do sem-sentido (colectânea Venham mais cinco); assumir formas de ataque frontal e quase sem metáfora à traição antidemocrática farisaicamente legalista (Com as minhas tamanquinhas); aliar a simpatia humana mais pura à denúncia da exploração salarial nas «praças de gente», do colonialismo e da violência (Lá no Xepangara, Cantar Alentejano, Por trás daquela janela).
Não foi por simples acaso que o santo-e-senha musical com que se abriram as esperanças de Abril veio a ser a Grândola, Vila Morena. É que, na sua serena e directa simplicidade, esta canção constitui a melhor contraprova da criatividade que noutros poemas-canções de José Afonso se assinala por inflexões imprevisíveis de humor, de intriga ou sequência frásica, de imagem, ou pelo imaginativo jogo de correlação letra/ curva melódica/ harmonia musical. Nesta canção, hoje emblemática e historicamente imortal, comparecem as grandes aspirações pelas quais tão corajosamente lutaram (os que lutaram) nos anos de sessenta, e por que se continua a lutar nos de oitenta: uma fraternidade real sem mistificações televisivas e outras, o direito à igualdade de ensejo para todos os portugueses ou portuguesas, a fidelidade ao princípio de que «o povo é quem mais ordena». E nem sequer ali falta a marca da área natal onde, apesar de tanta velhacaria e violência, resiste ainda uma reforma agrária já há seis séculos desejada pela peonagem rural patriótica de Nun’ Álvares: uma azinheira erguida a símbolo dos anelos tão antigos e imorredoiros de liberdade real, numa vila morena como a terra que um dia acabará de ser resgatada para sempre.

Óscar Lopes

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Óscar Lopes
22/03/2013By AJA

Óscar Lopes 1917-2013

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Hoje, o mundo deixou de poder contar com Óscar Lopes!
A literatura, o saber, o conhecimento, o combate, a resistência perderam um dos seus filhos mais queridos.
Seguros que a obra e exemplo cívico de Óscar Lopes continuarão presentes na memória de todo(a)s o(a)s que anseiam um mundo sem muros nem ameias a Direcção da Associação José Afonso apresenta à família sentidas condolências.

Francisco Fanhais
(Presidente da Direcção)

Paulo Esperança
(Vice-Presidente da Direcção)

Manuel Freire
(Presidente da mesa da Assembleia Geral da AJA)

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Homenagens e tributos 2013
22/03/2013By AJA

Tributo a José Afonso em Faro

LUTA Club farense 20 04 2013

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Associação José Afonso
19/03/2013By AJA

Na Assembleia Geral

Realizada no dia 16.3.2013

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Prémio José Afonso
19/03/2013By AJA

Prémio José Afonso 2011

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Já é conhecido o vencedor do Prémio José Afonso 2011.
O júri, constituído pelo vereador da cultura da Câmara da Amadora, António Moreira, pela pianista Olga Prats, pelo compositor Sérgio Azevedo e pela chefe da divisão de Intervenção Cultural da Câmara, Vanda Santos, decidiu, por unanimidade, conceder o Prémio José Afonso 2011 ao álbum “Dois selos e um carimbo”, dos Deolinda.

Este CD foi o escolhido de entre uma “short-list” de 10 álbuns, por sua vez retirada das várias dezenas de discos publicados em 2010 que se integram nas premissas do Prémio. Todos os discos foram ouvidos e analisados pelo júri.

“short-list” (por ordem alfabética do 1.º nome do autor):

1. Anaquim: “As vidas dos outros”
2. António Zambujo: “Guia”
3. Arrefole: “Veículo climatizado”
4. Camané: “Do amor e dos dias”
5. Deolinda: “Dois selos e um carimbo”
6. Flor-de-Lis: “Signo solar”
7. Joana Amendoeira: “Sétimo fado”
8. Júlio Pereira: “Graffiti”
9. Lula Pena: “Troubadour”
10. Mariza: “Fado tradicional”

Para os membros do júri, o álbum “Dois selos e um carimbo”, dos Deolinda, vem confirmar e expandir, após o merecido sucesso do primeiro CD em 2008, as já evidentes qualidades deste grupo em plena ascensão: requinte das melodias e dos arranjos, que fundem habilmente várias influências num todo original mas genuinamente português, ótima interpretação instrumental e vocal, e pertinência e atualidade das letras (que se traduzem numa poesia crítica inteligente e plena de humor), qualidades a que se juntam a inovação e individualidade musical e a cuidada produção sonora e gráfica do álbum.

Sobre o Prémio José Afonso 2011
Este prémio, instituído pela autarquia em 1988, pretende homenagear Zeca Afonso, um dos mais importantes cantores portugueses do século XX, conhecido pela luta contra a ditadura e pelo célebre tema “Grândola Vila Morena”, ícone da Revolução dos Cravos e da Liberdade.
Com esta iniciativa, o município procura ainda incentivar a criação musical de raiz portuguesa, bem como fomentar o turismo e a cultura na cidade da Amadora.

Câmara Municipal da Amadora

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AJA Norte
19/03/2013By AJA

Vejam bem. Na sala há cinco meninas.

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Alexandre MartinsAssociação José AfonsoHelena AfonsoPoesiaSem categoriaTertúlias
18/03/2013By AJA

Imagens da última tertúlia

Tertúlia “Intervenção e Surrealismo” com Alexandre Pereira Martins (da Universidade de Colónia – Alemanha), autor de uma tese de doutoramento sobre a obra poética de José Afonso, e Helena Afonso.
Casa da Cultura de Setúbal, 17.3.2013

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AJA SantarémNúcleos AJA
17/03/2013By AJA

Núcleo de Santarém de parabéns

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Alexandre MartinsAssociação José AfonsoPoesiaTertúlias
14/03/2013By AJA

Tertúlia em Setúbal

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AJA NorteNúcleos AJA
13/03/2013By AJA

Caldos de cultura

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AJA NorteNúcleos AJAOctávio Fonseca
11/03/2013By AJA

60 anos depois

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AJA NorteNúcleos AJA
11/03/2013By AJA

“Festival dos Coros”

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AJA AveiroAlexandre MartinsNúcleos AJA
10/03/2013By AJA

Intervir, já II

Ontem ao fim da tarde, juntou-se um grupo no espaço Guesthouse bar com o objectivo de partilhar ideias a partir do documentário Não me obriguem a vir para a rua gritar.
Com intervenções de Alexandre Martins e João Catarino e a participação dos presentes, tivemos um espaço de debate sobre a importância de não nos silenciarmos sobre o actual estado do nosso país. Palavras como inquietação, inconformismo, movimento, acção, solidariedade, fraternidade… estiveram presentes.
Agradecemos ao Marcos Lança, mais uma vez pelo seu apoio, na cedência do espaço.
Agradecemos ao Alexandre Martins e João Catarino pela sua disponibilidade e presença.
Agradecemos ao Alexandre Gandarinho, pela sua sempre disponibilidade.
E por fim… agradecemos a todos os participantes que enriqueceram o debate.

Um abraço,
Núcleo da AJA Região de Aveiro

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AJA NorteNúcleos AJA
09/03/2013By AJA

Iraque em discussão na AJA norte

Sessão em que Manuel Raposo, membro do Tribunal Mundial sobre Iraque, a convite do Núcleo do Norte da Associação José Afonso, apresentou um filme fora circuitos comerciais, feito clandestinamente, onde se pode ver as atrocidades levadas a cabo sobre o povo iraquiano.

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AJA AveiroNúcleos AJA
05/03/2013By AJA

Intervir, já II

No próximo sábado, dia 9 de Março de 2013 às 18 horas na Guesthouse, o Núcleo da AJA Região de Aveiro organiza a segunda sessão INTERVIR, JÁ.
A partir do documentário Não me obriguem a vir para a rua gritar iremos trocar ideias com Alexandre Martins, professor universitário na Universidade de Colónia – Alemanha e autor de uma tese de doutoramento sobre a obra poética de José Afonso, e João Catarino do Movimento Que se lixe a troika.

Convidamo-lo/a a estar presente e enriquecer este debate.

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Homenagens e tributos 2013
05/03/2013By AJA

Em Viana do Alentejo

Imagens do tributo a José Afonso no Cine-Teatro de Viana do Alentejo.

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AJA LisboaNúcleos AJA
05/03/2013By AJA

Núcleo de Lisboa presente

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AJA NorteNúcleos AJA
04/03/2013By AJA

AJA Norte também presente

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Concertos de José AfonsoTestemunhos
03/03/2013By AJA

Sobre um concerto em Viana do Alentejo

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Até as cantigas eram recebidas de armas nas mãos…

Há precisamente quarenta anos, no dia 3 de Março de 1973 e a pouco mais de um ano da eclosão da Revolução dos Cravos, Viana do Alentejo assistiu àquele que terá sido o mais participado e mediático acto colectivo de resistência contra a ditadura ocorrido na nossa terra: o espectáculo de “canto livre” onde deveria ter actuado, entre outros, o cantor José Afonso.

A ideia desse espectáculo tinha nascido um mês antes, no dia 31 de Janeiro, durante um jantar que decorreu no Monte Alentejano, em Évora, onde se reuniram largas dezenas de oponentes ao regime a pretexto de celebrarem aquela data histórica. Esses jantares, embora vigiados de muito perto pela polícia política – a tenebrosa PIDE -, estavam autorizados desde a chamada “primavera marcelista”, uma tentativa de reciclagem do Estado Novo que, contudo, deixou tudo na mesma… Muito amigo de Francisco Pinto de Sá (pai do anterior presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo), Zeca Afonso participou, cremos que a seu convite, nesse jantar, tendo actuado no final. Acompanhavam-no José Jorge Letria (actual presidente da Sociedade Portuguesa de Autores), o jovem cantor açoriano Carlos Alberto Moniz e a sua companheira de então, a Maria do Amparo.

O Cine Teatro Vianense pertencia, desde 1970, à família Baião, muito ligada aos meios de oposição ao regime. Um dos seus elementos, então estudante em Évora, estava presente nesse jantar, pelo que em conversa com os “cantautores” logo ali delineou a possibilidade de organizarem uma sessão de “canto livre” naquela sala, marcando-se o dia 3 de Março, um sábado de Carnaval, para a sua realização. Sendo sobejamente conhecido que o Zeca Afonso encabeçava uma longa lista de artistas proibidos pelo regime, o espectáculo foi cautelosamente divulgado como sendo de “variedades”, procurando-se assim iludir a vigilância da PIDE. A sua “comissão organizadora” era composta pelo António Murteira, de Évora e pelos jovens Luís Filipe Branco e Francisco Baião, estes dois últimos de Viana.

A partir de Évora foi organizada uma excursão, em autocarro alugado nos “Belos”: o bilhete, vinte escudos, incluía o transporte e a entrada na sessão. Os folhetos de divulgação foram mandados fazer na Tipografia Diana – infelizmente não se conhece nenhum exemplar. O programa incluía, para além de José Afonso, a participação de José Jorge Letria, do grupo vocal “Intróito” (tinham sido lançados, anos antes, no famoso programa da televisão “Zip-Zip” e tinham também participado no Festival da Canção de 1970), um grupo de “free-jazz” da linha do Estoril, os “M.S.A” (em que tocava um outro Chico Baião, mais tarde conhecido como mentor dos “Ortigões”) e o Grupo Coral dos Vindimadores da Vidigueira, este último então liderado pelo saudoso poeta Manuel João Mansos.

As licenças para a sessão foram tiradas na Câmara Municipal pelo Luís Filipe, que vivia em Viana e trabalhava nos escritórios dos “Moinhos de Santo António”. Conseguiu-as sem dificuldade de maior, certamente porque naquela altura se realizavam com alguma regularidade espectáculos de variedades no Cine-Teatro Vianense – a maioria a favor da construção do campo de jogos do Sporting -, pelo que aquele bem pode ter passado por ter sido apenas mais um. Mas também e sobretudo porque o funcionário da câmara que as emitiu, na altura ainda há pouco tempo naquelas funções, desconhecia por completo o interdito que pairava sobre tal naipe de artistas.

A poucos dias do espectáculo e com centenas de bilhetes já vendidos o regime percebeu, finalmente, que tinha autorizado algo que não o devia ter sido. O Luís Filipe foi então mandado chamar à Câmara, sendo-lhe comunicado pelo Andrade, o chefe da Secretaria, que afinal ainda era necessário submeter “à apreciação superior” a lista das canções que iriam ser interpretadas. Alinhavado esse rol de cantigas, no qual os organizadores da sessão tiveram o cuidado de não fazer incluir temas que, à partida, ainda comprometeriam mais as já escassas hipóteses de realização da sessão (nem pensar em incluir, por exemplo, temas como “Os Vampiros” ou a “Menina dos Olhos Tristes”), foi o mesmo entregue na Câmara. A resposta apenas chegou no próprio dia do evento, às onze horas da manhã: apesar de já estar autorizada, a realização do espectáculo estava agora proibida!

Em entrevista ao Jornal de Viana do Alentejo, publicada no seu número 4 de Março/Abril de 1973, o Luís Filipe Branco conta as peripécias desses dias:

“Do dia 27 [de Fevereiro de 1973], ficaram todas as autorizações em ordem: na Secção de Finanças, na Câmara e na Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais.

No dia 28 recebemos uma comunicação assinada pelo chefe da Secretaria da Câmara, em que nos informava que teríamos que apresentar os títulos das canções. No dia 29 fui apresentar os títulos requeridos, mas como o chefe da Secretaria estava ausente, voltei no dia seguinte. Apresentei então as canções e fui informado de que era necessário um “visto superior” que o próprio Secretário iria requerer.

No dia do espectáculo, cerca das onze horas, veio a resposta definitiva, não o autorizando.”

Chegamos então ao dia 3 de Março. A vila, habitualmente calma e pacata, começou a ver-se repleta de gentes logo pela manhã, caras desconhecidas, muitos de cabelos compridos e com mochila às costas, uns de transporte próprio, outros vindos nos transportes públicos. A Praça da República e o largo em frente do Cine Teatro foram-se enchendo de gente. Entretanto também já tinham chegado a Viana alguns agentes da delegação de Évora da PIDE/DGS, comandados pelo célebre inspector Melo. A sua viatura de serviço, toda a gente a conhecia: um Volkswagen 1200 verde, com a matrícula FE-52-24. A Guarda Republicana, reforçada com elementos vindos de Évora e de outras localidades vizinhas, tentou impedir o acesso à vila; mas sem grande sucesso, uma vez que até a excursão organizada a partir de Évora conseguiu chegar a Viana.

Ao longo de todo o dia os organizadores desdobraram-se em tentativas que pudessem conduzir a um eventual desbloqueamento da proibição. A intermediação do então presidente da Câmara de Viana, José Carlos Guerreiro Duarte, não resultou, o Governo Civil estava encerrado e o chefe da Secretaria da Câmara, que na altura já vivia em Évora, não se encontrou ou não se deixou convenientemente encontrar.

Entretanto a tensão ia subindo. Ao cair da noite as pessoas não arredavam pé, já toda a gente sabia que o espectáculo não se iria realizar. Centenas de pessoas aglomeravam-se frente ao Cine Teatro: porque estar ali, uns ao lado dos outros num espaço que se queria público, em suposta transgressão perante um poder considerado arbitrário e ilegítimo era, por si só, já um acto de efectiva resistência.

Os acontecimentos precipitaram-se. A polícia política, acolitada pela Guarda, atarefava-se em mandar dispersar as pessoas que, porém, insistiam em não obedecer. Um jovem, armado com uma simples flauta, tocava perto dos ouvidos do Tarouca, um dos agentes da PIDE. O Melo arrancou-lhe o instrumento das mãos, lançou-o raivosamente ao chão e espezinhou-o. Por esse mesmo tempo cantava o Francisco Fanhais:

“Cortaram o bico, ao rouxinol, Rouxinol sem bico não pode cantar…”

A certa altura o chefe dos Pides sacou da pistola, puxou a culatra atrás e berrou ameaças. Um ano depois, a 18 de Maio de 1974 e passado que estava o pesadelo da ditadura, Nuno Gomes dos Santos, um dos elementos do grupo Intróito que a tudo isto assistiu, escrevia no jornal Diário de Lisboa:

“Foi em Viana do Alentejo, há tempos. Lá fomos, com as violas e as cantigas na bagagem. Era, apenas, mais um de entre os espectáculos em que participávamos regularmente, não em grandes salas, não com bilhetes a um preço exorbitante, mas para o povo, para quem não tinha oportunidade de ouvir senão o que de muito mau lhe davam, em regra, por uma rádio demasiado presa, por uma televisão completamente viciada. Que música tinha Viana do Alentejo? A que lhe davam essa rádio e essa televisão.

Foi por isso que fomos: o José Afonso, o Letria, o Intróito. Que as pessoas estavam entusiasmadas com o espectáculo que lhe apeteciam, via-se pelo movimento desusado das ruas, pelo aglomerado de gentes às portas do teatro. Mas as portas estavam fechadas, e assim continuariam por toda a noite. Não era só o povo que esperava por nós.

De pistola em punho, virada para a multidão, um senhor (?) dizia que ali não se ouviriam cantigas nenhumas. Outros homens (?), também armados, dissuadiram qualquer tentativa de quem queria cantar e de quem se sentia com o direito de ouvir.

Até as cantigas eram recebidas de armas nas mãos…

Por fim a multidão acabou por dispersar. Poder-se-ia pensar que a força tinha vencido a canção, mas não! O espectáculo não se tinha realizado, é certo, mas a mobilização que tinha provocado tinha-se constituído como uma muito bem sucedida acção de luta contra o regime. Mesmo silenciado, o “canto livre” ou “canto de intervenção” revelava-se possuidor de uma enorme eficácia política, nunca até então alcançada por qualquer outra forma de expressão artística. Mesmo com o bico cortado, o rouxinol tinha conseguido passar a sua mensagem…

Anos mais tarde seria o próprio Zeca Afonso a recordar este episódio como paradigmático:

“Algumas das minhas intervenções não se chegaram a concretizar porque a Pide as impedia. Houve sessões suspensas ou interrompidas pela polícia política no próprio local. Por vezes, os acontecimentos a que davam lugar estas interrupções, a repressão exercida sobre os dirigentes dessas colectividades e sobre mim próprio – como aconteceu, por exemplo, em Viana do Alentejo quando a Pide e a GNR vieram interceptar-nos -, funcionavam como estimulante de ordem política muito mais importante do que se houvesse uma intervenção cantada…”.

Até o próprio regime percebeu que tinha cometido um erro grosseiro ao proibir e reprimir algo que já tinha autorizado. Uns dias depois destes eventos, a 19 de Março, o então director-geral da Cultura Popular e Espectáculos, Caetano de Carvalho, dirigia ao ministro César Moreira Baptista uma curiosa exposição em que afirmava a determinado passo:

” Na semana passada, noticiou o jornal “República” que um grupo de jovens democratas ia organizar, em Viana do Alentejo, um espectáculo em que figurava como cabeça de cartaz um desses cantores políticos (José Afonso). Sucedeu que só foi possível intervir à última hora, quando já se encontravam centenas de pessoas junto ao local onde se ia realizar o espectáculo. Proibir o espectáculo em condições destas é também politicamente inconveniente.”

A repressão do regime não se ficou, porém, por aí. Ainda na noite de 3 de Março os organizadores da sessão foram levados para o posto da GNR de Viana onde foram longa e surrealistamente identificados e interrogados pelo cabo Mendes, indivíduo que, mais tarde, se veio a confirmar acumular aquelas funções com as de informador encartado da PIDE. Nos dias que se seguiram, em Évora, muitos dos participantes na jornada de Viana foram compelidos a comparecer na polícia política, onde também foram interrogados e ameaçados. Embora por motivos não directamente relacionados com o espectáculo de Viana, o próprio Zeca Afonso acabou por ser preso no dia 30 de Abril seguinte, tendo permanecido incomunicável na prisão de Caxias.

Pouco mais de um ano passado sobre os acontecimentos de Viana do Alentejo foi uma canção de Zeca Afonso que deu o mote para que, numa certa madrugada de Abril, todo um País cinzento e triste se tenha, de repente, alegrado e enfeitado de cravos vermelhos. Quarenta anos depois, vividas que foram algumas alegrias e, sobretudo, muitas desilusões, eis que ecoam de novo, mais claras e necessárias que nunca, as estrofes da canção:

“… terra da fraternidade. O povo é quem mais ordena. Dentro de ti, ó cidade!…”

Francisco Baião / Março de 2013

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Associação José Afonso
03/03/2013By AJA

Presentes

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Associação José AfonsoFrancisco FanhaisGrândolaImprensaZélia Afonso
02/03/2013By AJA

Senha de Abril…

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Senha de Abril só regressou para quem a esqueceu

Na manifestação de hoje vai voltar a ouvir-se “Grândola Vila Morena”. A TSF conversou com Zélia Afonso e com o presidente da Associação José Afonso, que sublinham que é preciso lutar.
Zélia Afonso não tem dúvidas e defende que é necessário «combater o que nos está a acontecer e se for com a “Grândola Vila Morena” acho que pode ser uma voz de luta e de protesto».
A viúva de Zeca Afonso lembra que a música não nasceu para ser hino de luta, mas não considera «desajustado» o uso de “Grândola Vila Morena” nas manifestações.
Zélia Afonso diz ainda à TSF que «gostaria que ele [Zeca Afonso] estivesse presente. Sou capaz de imaginar, mas não quero pronunciar-me sobre isso, acho que não é honesto».
O presidente da Associação José Afonso, Francisco Fanhais, que gravou o original com o músico, diz à TSF que só pode lamentar que «nos queiram quebrar o sonho e condenar à tristeza».
Francisco Fanhais destaca a necessidade de lutar e manifesta «um apoio incondicional a esta manifestação popular, que ultrapassa as convocatórias dos partidos e das sindicais».
Quanto ao facto da música “Grândola Vila Morena” ser, nos últimos tempos, a canção escolhida para diversos protestos, o presidente da Associação José Afonso sublinha que este «só pode ser um regresso para aqueles que ao longo todos estes anos esqueceram que a fraternidade tem de se construir todos os dias».

Cristina Santos | TSF

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AJA Setúbal
02/03/2013By AJA

Exposição em Setúbal

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GrândolaImprensa
02/03/2013By AJA

Grândola, a caminhada…

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Grândola, a caminhada de um poema

A Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, na continuação dos festejos do seu 52.º aniversário, promove “um espectáculo de fino gosto musical com que deliciará o público”. Na primeira parte, o guitarrista Carlos Paredes, acompanhado à viola por Fernando Alvim, e não, como anunciado no cartaz, pelo ciclista Júlio Abreu. Depois dele, o “Dr. Zeca Afonso”, descrito como um “inovador” com “belas e estranhas baladas”.
Era impossível sabê-lo então, mas aquele concerto em Grândola foi uma data marcante para José Afonso. Foi ali que conheceu Carlos Paredes e se impressionou com o seu talento. E foi o contacto com a colectividade e o convívio com os grandolenses que o inspiraram a escrever um poema de homenagem à cidade. Quatro dias depois do concerto, remeteu-o a um dos dirigentes da colectividade. Tratava-se, como não será difícil de adivinhar, de Grândola, Vila Morena.

Passos no saibro do castelo

Sete anos depois, o poema vagueava pela Normandia, um entre os que seriam seleccionados para o novo álbum de José Afonso. No Strawberry Studio, montado num castelo em Herouville e por onde tinham passado os Pink Floyd e os Rolling Stones, José Afonso, que contava pela primeira vez com a direcção musical de José Mário Branco, gravava Cantigas do Maio.
Disco maior na história da música portuguesa, abrindo-a a novas influências e nova instrumentação, teve no seu centro uma canção despojada a nada mais que vozes e ritmo marcado por passos arrastados.
Grândola, Vila Morena, que desde 1964 tinha perdido uma estrofe (“Capital da cortesia / Não se teme de oferecer / Quem for a Grândola um dia / Muita coisa há-de trazer”) e ganho outra (“À sombra de uma azinheira / Que já não sabia a idade / Jurei ter por companheira / Grândola, a tua vontade”), transpôs para som a homenagem do poema.
Como descrito no livro José Afonso – O Rosto da Utopia, de José A. Salvador, José Mário Branco sugeriu que fosse cantada à moda dos coros masculinos alentejanos, com cada quadra repetida por ordem inversa dos versos. Como acompanhamento, o som de pés arrastando-se pelo chão, aquele que os membros dos coros produziam no balanço que lhes marca o cantar.
Eis então, numa madrugada de Outubro de 1971, José Afonso, José Mário Branco, o guitarrista Carlos Correia (Bóris), Francisco Fanhais e restante equipa, “armados” com oito microfones, caminhando sobre o saibro que rodeava o castelo.
O poema tornava-se canção e, três anos depois, a canção tornava-se senha. Os passos gravados num castelo francês já eram outra coisa. A marcha dos militares no dia 25 de Abril.

A letra

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

Texto publicado na edição impressa de 25 de Abril de 2010
Mário Lopes | Público

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AJA NorteNúcleos AJA
02/03/2013By AJA

“Vejam bem” na AJA norte

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AJA LisboaNúcleos AJA
02/03/2013By AJA

Lembrar Zeca

No sábado , dia 23 , o núcleo de lisboa , assinalou no Santiago Alquimista , a passagem de mais um ano da partida do Zeca .
Falou-se, declamou-se e cantou-se Zeca Afonso. Foi assim mais uma vez lembrado por todos nós .
Estiveram presentes mais de 100 pessoas. A todos obrigado por nos darem ânimo para continuar a recordá-lo.

Mais fotos na página do Facebook da AJA

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Homenagens e tributos 2013
23/02/2013By AJA

Tributo em Viana do Alentejo

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Associação José Afonso
22/02/2013By AJA

Comunicado

troika_1

Caro(a) s Amigo (a)s:

A Associação José Afonso vem por este meio declarar o seu apoio às iniciativas populares previstas para o próximo dia 2 de Março, sobre o lema QUE SE LIXE A TROIKA! O POVO É QUEM MAIS ORDENA!”
Porque não queremos que o presente dos cidadãos seja condicionado à inevitabilidade do sofrimento, porque não queremos um futuro condenado à tristeza, porque defendemos os sonhos contra a morte, porque lutamos pelo direito à vida contra a simples sobrevivência…porque queremos a terra da fraternidade…estaremos na rua no próximo dia 2 de Março.
Cordiais Saudações,
Pela Direcção da Associação José Afonso
Francisco Fanhais
(Presidente)

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Imprensa
22/02/2013By AJA

AJA apoia manifestação

A Associação José Afonso, criada para preservar o legado musical e cívico do autor de “Grândola, Vila Morena”, anunciou hoje que apoia a manifestação ‘Que se Lixe a Troika’, convocada para o próximo 02 de março em várias cidades.
“A Associação José Afonso vem por este meio declarar o seu apoio às iniciativas populares previstas para o próximo dia 02 de Março, sob o lema ‘Que se Lixe a Troika! O Povo é Quem mais Ordena!’”, refere um comunicado hoje divulgado por aquela associação, que comemorou 25 anos em 2012.
O movimento “Que se lixe a Troika”, que convocou a manifestação de 15 de setembro do ano passado, vai realizar este novo protesto em várias cidades do país e no estrangeiro, para contestar as medidas de austeridade do Governo.
“Porque não queremos que o presente dos cidadãos seja condicionado à inevitabilidade do sofrimento, porque não queremos um futuro condenado à tristeza, porque defendemos os sonhos contra a morte, porque lutamos pelo direito à vida contra a simples sobrevivência, porque queremos a terra da fraternidade, estaremos na rua no próximo 02 de Março”, pode ler-se na nota hoje divulgada pela Associação José Afonso.
O tema “Grândola Vila Morena”, que José Afonso, mais conhecido por Zeca Afonso, gravou em França em 1971, voltou a ser falado nas últimas semanas.
Tudo começou no passado 15 de fevereiro, dia em que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, foi interrompido quando intervinha no debate quinzenal na Assembleia da República por um grupo de pessoas que entoou a canção, que integra o álbum “Cantigas do Maio”, lançado em 1971.
Três dias depois, foi a vez de, ser interrompido, quando discursava no Clube dos Pensadores no Porto, por protestos de cerca de duas dezenas de pessoas que cantaram “Grândola Vila Morena” e exigiram a sua demissão.
Entretanto, a canção, que foi uma das senhas da revolução do 25 de Abril de 1974, já foi utilizada em protestos contra o ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, e contra o ministro da Saúde, Paulo Macedo.
A manifestação de 02 de março foi convocada para cidades portuguesas – como Lisboa, Porto, Aveiro, Caldas da Rainha, Faro, Horta e Guarda – e estrangeiras – como Londres, Reino Unido, e Boston, Estados Unidos da América (EUA).

*Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa

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Homenagens e tributos 2013
22/02/2013By AJA

Na Madeira

TributoZecaAfonsoFinal
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Homenagens e tributos 2013
22/02/2013By AJA

Na Covihã

zeca-afonso

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Homenagens e tributos 2013
22/02/2013By AJA

Hoje, em Lisboa

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15/02/2013By AJA

Lembrar Zeca em Lisboa

Zeca_23Fev2013

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AJA SantarémHomenagens e tributos 2013Núcleos AJA
15/02/2013By AJA

Em Santarém

cartaz 23 fevereiro 2013-página001

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Associação José Afonso
14/02/2013By AJA

Concerto de Afonso Dias

aleixo

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Homenagens e tributos 2013
14/02/2013By AJA

Tributo a José Afonso

Cartaz Poesia FEV2013

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12/02/2013By AJA

Tributo em Gondomar

CARTAZ-LOURDES-FINAL

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Homenagens e tributos 2013
12/02/2013By AJA

Lembrar Zeca Afonso

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AJA NorteNúcleos AJA
04/02/2013By AJA

A sessão “Donos de Portugal”

Mais fotos aqui.

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AJA AveiroCamilo MortáguaJaime GralheiroMário CorreiaNúcleos AJARui Pato
03/02/2013By AJA

Apresentação “Provas de Contacto”

O Auditório da Biblioteca Municipal de Aveiro lotou ontem, 02 de Fevereiro de 2013, para ouvir as PROVAS de afecto e DE CONTACTO com José Afonso e Adriano Correia de Oliveira.
Tivemos o prazer de ter connosco a editora Culture Print, representada pela Isabel Rocha e vários interlocutores que cederam os seus depoimentos neste livro.
Os testemunhos de Rui Pato, Mário Correia, Camilo Mortágua, Jaime Gralheiro e Paulo Esperança prenderam a atenção de uma plateia que se mostrou interessada em partilhar o final de tarde connosco e ouvir na primeira pessoa estes mesmos testemunhos.
A participação do Grupo Poético de Aveiro, nas palavras de Zita Leal e Jorge Neves, e do companheiro Adelino Sobral, através da sua voz e guitarra, completaram este fim de tarde tão especial.
Agradecemos a todos os intervenientes a sua presença e o sempre apoio solidário do Grupo Poético e do Adelino Sobral.
Obrigado a todos os presentes.
Por último, agradecemos à Biblioteca Municipal de Aveiro pela cedência do espaço.
Agradecemos também o apoio dado pela Guesthouse.

O Núcleo da AJA Região Aveiro

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Homenagens e tributos 2013
01/02/2013By AJA

José Afonso na Holanda

Por estes dias, a cantora Daisy Correia vai a meio da sua digressão pela Holanda com o concerto “Daisy Correia canta José Afonso”.
Pela reacção do público no final de um dos concertos, facilmente percebemos que os holandeses que ainda não conheciam a obra de José Afonso, vão sair dali a querer saber mais.
Obrigado à Manuela e à Daisy pela partilha e continuação de bom trabalho na divulgação da obra de José Afonso.

Mais fotografias  e  vídeos de algumas atuações

 

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AJA GrândolaNúcleos AJA
28/01/2013By AJA

Em Grândola

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Uma iniciativa do núcleo da AJA do litoral alentejano.

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Associação José Afonso
28/01/2013By AJA

Projeção do concerto no Coliseu

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Adriano Correia de OliveiraHomenagens e tributos 2013Uxia Senlle
27/01/2013By AJA

Para que não se apague a memória

Cartaz 2013

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AJA AveiroBibliografiaNúcleos AJA
25/01/2013By AJA

Apresentação em Aveiro

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Escola Secundária José AfonsoHomenagens e tributos 2013
25/01/2013By AJA

Na Escola Secundária José Afonso

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Associação José Afonso
24/01/2013By AJA

SPN torna-se sócio colectivo da AJA

Imagens da cerimónia de entrega do diploma de Sócio Colectivo ao Sindicato dos Professores do Norte.

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AJA NorteNúcleos AJA
20/01/2013By AJA

Vejam bem na AJA norte

A gente fala, a gente comenta, a gente critica, a gente indigna-se, a gente revolta-se…mas não será preciso perceber e discutir bem o que AQUELA GENTE planeia,organiza, faz e impõe?

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AJA SetúbalFrancisco Fanhais
19/01/2013By AJA

Concerto de Francisco Fanhais

Casa cheia no concerto promovido pela Associação José Afonso na Casa da Cultura em Setúbal, Francisco Fanhais acompanhado por Pedro Fragoso, encantou todos os presentes.

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AJA NorteNúcleos AJA
19/01/2013By AJA

Caldos de Cultura na AJA norte

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AJA Lisboa
15/01/2013By AJA

1º aniversário da AJA Lisboa

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Associação José AfonsoFrancisco Fanhais
07/01/2013By AJA

Concerto de Francisco Fanhais

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AJA NorteNúcleos AJA
06/01/2013By AJA

Nova edição de Caldos de Cultura

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Amigos maiores que o pensamento
06/01/2013By AJA

Festa de encerramento do projecto “Amigos maiores que o pensamento”

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Amigos maiores que o pensamento
04/01/2013By AJA

Amanhã em Matosinhos

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25 anos (1987-2012)Associação José Afonso
01/01/2013By AJA

Almoço dos 25 anos da AJA

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Amigos maiores que o pensamento
01/01/2013By AJA

Amigos maiores que o pensamento, sempre!

 

Descarregar manifesto final do projecto

 

DECLARAÇÃO DE ENCERRAMENTO

Em Julho de 2011 lançamos um desafio: em 2012 passam, respectivamente, 30 e 25 anos que Adriano Correia de Oliveira e José Afonso pegaram na trouxa e zarparam! Vamos celebrar estes AMIGOS MAIORES QUE O PENSAMENTO?
Depois de vários encontros, reuniões, conversas – tudo no mais amplo clima de liberdade – nasceu o Manifesto “ Tempos de Borrasca Invadem-nos a Alma” que recolheu 972 subscrições individuais e 177 ao nível de entidades.
O Blogue oficial deste projecto teve perto de 37 500 visitas e no seu “facebook” houve cerca de 1600 opiniões.
Por todo o país e estrangeiro multiplicaram-se iniciativas evocativas da obra e exemplo cívico do Adriano e do Zeca – mais de 90 directamente englobadas neste projecto – ou seja integrando o seu logótipo.
Tudo isto sem qualquer estrutura profissional provando que quando se quer “não há ventos que não prestam nem marés que não convenham”!
Hoje estamos aqui – como certamente poderíamos estar em qualquer outro sítio – a cumprir o assumido!
Este projecto chega ao fim porque foi desenhado para se estender, obviamente, APENAS, durante este ano.
Durante este ano de 2012, foram muitos os companheiros e companheiras que se juntaram a este projecto como muitas foram as entidades e organizações que a ele aderiram, criando e dinamizando inúmeros actos de intervenção cultural e cívica, momentos únicos de um querer fraterno e solidário de um mundo melhor. Ocupamos muitas praças da canção, estivemos nas ruas a gritar, geramos convergências na acção e mobilizámos vontades. Lembramos e cantamos, celebramos e divulgamos, evocamos e homenageamos Adriano e Zeca em tons maiores de colectivo.
Foi um tempo de cumplicidades. Convocamos as cantigas-hinos dos quais continuamos a precisar como o ar que respiramos para melhor falarmos dos nossos anseios e aspirações, para mais e melhor lutarmos por uma sociedade livre e verdadeiramente democrática.
Mas nada começou nem acabou aqui. O mandato da intervenção não se extinguiu e estamos certos de que cada um de nós vai continuar a trilhar os caminhos percorridos pelo Zeca e pelo Adriano.
Da seiva crescida neste projecto gostaríamos que nascessem futuras parcerias entre os seus subscritores de molde a que todo este mundo de conhecimento que foi aberto, não se perca!
Porque assumimos este legado de cidadania militante pelas causas da solidariedade e da liberdade, porque continuamos a acreditar que não é uma utopia a cidade sem muros nem ameias quando há sempre alguém que resiste, o Adriano, o Zeca e todos nós que nos envolvemos política e afectivamente neste projecto seremos sempre, nesta caminhada em tempos de borrasca, AMIGOS MAIORES QUE O PENSAMENTO!

PROJECTO “AMIGOS MAIORES QUE O PENSAMENTO”, 31.12.12

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AJA LisboaSem categoria
29/12/2012By AJA

1º aniversário do núcleo de Lisboa

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Para assinalar o primeiro aniversário do núcleo de Lisboa da Associação José Afonso, vamos fazer um jantar / convívio comemorativo no dia 11 de janeiro de 2013, 6ª feira, pelas 20,30 horas, no restaurante “O Bispo”, que fica situado na baía do Seixal.

Gostaríamos de contar com a tua presença e de sócios e amigos do Zeca e da AJA. O preço será de 15 euros por pessoa (12,50 € jantar + 2,50€ para apoio ao núcleo).

Vamos conviver, tocar, cantar e partilhar o que nos apetecer!

As inscrições devem ser feitas para o mail do núcleo (ajalisboa.nucleo@gmail.com) até ao dia 8 de janeiro. Pode haver limitação de lugares, devido à capacidade do restaurante.

A morada do restaurante é: Praça da República nº2 / 2840-486 Seixal (www.restauranteobispo.com)
Coordenadas G.P.S. : 38º 38´26” N e 09º 06´19” O .

Ementa: couvert (pão, patés, manteigas, azeitonas)+prato de peixe (massada de peixe)+prato de carne (carne de porco à alentejana) + sobremesas (doces, fruta) + bebidas (vinho, sangria, sumos, águas) + café.

Concentração (para quem quiser boleia ou partilhar lugares no carro a partir de Lisboa): Praça de Espanha, 19h30, no parque de estacionamento onde se situava o Teatro Aberto.

Inscreve-te e traz outro amigo também.

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Adriano Correia de OliveiraAmigos maiores que o pensamento
20/12/2012By AJA

Festa de encerramento

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Associação José Afonso
17/12/2012By AJA

Coro da Achada na AJA

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AJA SetúbalNúcleos AJA
14/12/2012By AJA

Bazar de Natal em Setúbal

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AJA NorteNúcleos AJA
14/12/2012By AJA

Venda de Natal na AJA norte

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Adriano Correia de OliveiraAmigos maiores que o pensamento
14/12/2012By AJA

Imagens do concerto de Viana

Mais imagens do concerto de tributo a José Afonso e Adriano Correia de Oliveira na página do Facebook da AJA.

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Adriano Correia de OliveiraAJA AveiroAmigos maiores que o pensamentoMário CorreiaNúcleos AJA
04/12/2012By AJA

Foi assim em Aveiro

Companheiros(as),
ontem, mais uma vez os AMIGOS MAIORES encheram nos a alma.
Obrigado Mário Correia pela tua presença solidária e por todo o teu apoio desde sempre, ao Núcleo AJA Aveiro.
Obrigado Adelino Sobral pela tua voz e guitarra, pelo carinho e mensagem transmitida.
Obrigado Alex Gandarinho pelo teu trabalho e a tua sempre disponibilidade.
Obrigado Mercado Negro, na pessoa de João Peça pela disponibilidade e cedência do espaço.
Obrigado a todos os presentes que contribuiram para tão bom ambiente.
Apareçam sempre e tragam um amigo também.
Abraço,
AJA Núcleo Aveiro

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António MacedoDiscografia
28/11/2012By AJA

Mais 2 programas essenciais de António Macedo

Já disponíveis mais dois programas de António Macedo dedicados às gravações de José Afonso. Desta vez “Venham mais cinco” e “Coro dos tribunais”, os últimos de uma série fundamental para melhor compreender a discografia de José Afonso. OUVIR AQUI

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Concertos de José AfonsoFrancisco FanhaisJosé CarujoTestemunhos
28/11/2012By AJA

Um testemunho de José Carujo

Um testemunho de José Carujo que, entre outros temas, fala sobre alguns concertos de José Afonso e Francisco Fanhais por terras de França.

C’est un billet sur le Chili rappelant le 11 septembre 1973 qui m’a fait penser à un événement majeur au Portugal : la chute du fascisme et à la chanson de José Afonso « Grândola vila morena » qui a servi de signal au soulèvement des troupes.La Révolution du 25 Avril a eu lieu trois jours après la naissance de mon plus jeune fils. Ce sont donc deux événements très heureux qui se sont succédés. Peu après la Révolution des OEillets, j’ai rencontré Zeca (José Afonso) pour la première fois lors d’un concert qu’il a donné en France, près de Paris. Nous avons parlé et j’ai proposé (à lui et à Francisco Fanhais qui l’accompagnait toujours et qui est l’actuel président de l’Association José Afonso) d’organiser d’autres concerts en France. Et cela a eu lieu de l’automne de 1974 jusqu’au printemps de 1976, donc, à peu près, pendant un an et demi. Je travaillais à cette époque-là dans la région parisienne et j’habitais à quelques cinq minutes de l’entreprise. J’avais beaucoup de temps disponible et dans la région il y avait beaucoup de “Maisons de Jeunes et de la Culture” que j’ai contactées et des concerts ont été organisés. Il ne s’agissait pas de percevoir un quelconque cachet, encore moins pour moi-même. Il suffisait que les voyages leur soient payés et qu’il leur reste un peu d’argent par concert (mais c’était une somme insignifiante, quelques centaines de francs français pour chacun d’entre eux). Je trouvais de la place chez des amis ou parfois chez moi où ils restaient dormir. Je me déplaçais avec eux vers les endroits où ils se produisaient. Après cette période, d’autres obligations professionnelles et l’évolution de la situation politique au Portugal ont fait que j’ai cessé d’organiser ces concerts de chansons d’intervention. Mais jamais je ne me suis éloigné d’eux dans l’esprit.J’ai eu l’opportunité de rendre visite à Zeca et Zélia, sa femme, à Brejos de Azeitão où ils habitaient, déjà quelques années après son dernier concert au Colysée de Lisbonne, peu avant sa mort. Il était déjà fort malade. Et quand aujourd’hui je passe près du village, par Vila Nogueira de Azeitão, sur la route en direction du Portinho da Arrábida, je pense à lui avec chagrin et tendresse, mais aussi avec admiration !Après tant d’années passées je suis heureux que Francisco ait pris la responsabilité qu’il a au sein de l’Association José Afonso et je suis heureux aussi d’écrire sur eux. Dans une interview donnée récemment par Francisco Fanhais à « LusoJornal », publié en France, Chico a dit : « Nous ne rêvions pas de devenir des vedettes : nous voulions contribuer, par le biais de la musique, à changer les choses et les mentalités au Portugal. Il était nécessaire de soulever la chape de plomb qui étouffait le pays. (…) Nous sommes arrivés à réunir dans un concert mille ou deux mille personnes et après quelques moments nous nous apercevions que tous chantaient en choeur quelques chansons comme, par exemple, « Les Vampires ». C’était une prise de position contre le pouvoir dominant. (…) Comme vous le savez peut-être j’ai été prêtre pendant six ans. Alors, à cause des positions que j’ai prises, j’ai été suspendu de mes fonctions. Étant prêtre je ne pouvais pas me conformer au silence et à la lâcheté de la hiérarchie par rapport aux problèmes politiques de cette époque-là. Une hiérarchie qui appuyait le régime. (…) Aussitôt après la mort de José Afonso nous avons créé l’Association José Afonso dont je suis président et l’adhérent n° 12 ! Quand j’ai commencé à chanter je savais que j’allais suivre des chemins dangereux. L’exemple de Zeca, son humanisme et son courage m’ont donné la force nécessaire pour poursuivre sur cette voie. (…) Si nous pouvions résumer ce que José Afonso a été, pour moi, il a été un citoyen conscient des problèmes de son époque et qui mettait son art, sa musique, sa poésie, sa voix, sa fraternité et sa générosité immenses au service que tous ceux qui avaient leurs voix bâillonnées » (Interview faite par Dominique Stoenesco).J’ai lu il y a quelque temps la préface du livre « Toutes les chansons (de José Afonso) partitions, paroles » publié récemment par Assírio et Alvim, dans lequel les auteurs critiquent l’ « analphabétisme musical »¹ et le « mauvais goût » de quelques directeurs de programmes de radio et de télévision qui ignorent l’oeuvre de José Afonso et glorifient le fait qu’il ait été « le chanteur le plus chanté par toutes les générations et différentes écoles de musiciens ». Les auteurs de la préface affirment aussi que « Réduire José Afonso au chanteur d’intervention, qu’il a (aussi) été, consiste à induire auprès du grand contingent de gens distraits l’idée de minorité artistique, (mal) associée à la chanson politique » (…) « Dans la réalité, toutefois, les chansons ayant un contenu expressément politique sont même minoritaires dans l’ensemble de son oeuvre. » (…) « José Afonso est notre plus grand chanteur d’intervention ! » : cette éloge si consensuelle et apparemment si généreuse est la forme la plus efficace de liquider l’oeuvre du grand maître de la musique populaire portugaise dans tout ce qu’elle a d’universel et artistiquement supérieur. » José Mário Branco², l’un des quatre auteurs du livre, a dit à l’Agence Lusa que : « Ranger José Afonso dans le tiroir de la chanson d’intervention consiste à ne pas comprendre que la dimension de son oeuvre est au niveau de ce qui a été fait de plus important dans le domaine de la musique populaire du vingtième siècle. Et s’il n’a pas eu l’impact qu’il méritait c’est seulement parce qu’il est né où il est né. Il y a toute une génération de musiciens et d’étudiants en musique qui peuvent découvrir et apprendre le répertoire de Zeca Afonso sans la charge politique des temps tout de suite après le 25 avril. »José Afonso restera à tout jamais dans la mémoire collective du peuple portugais. Partout dans le pays, il y a au moins 170 places, rues, ruelles, avenues, boulevards et même quartiers avec le nom de José ou Zeca ou même Docteur José Afonso. Alors quand d’ici cent ans un petit enfant demandera à son grand-père qui c’était José Afonso je pense que le grand-père aura su par son trisaïeul qui il a été et pourra répondre à son petit-fils.¹ Je me rappelle que Zeca me parlait du « national-chansonnetisme », dénonçant avec sonsympathique sourire moqueur les options « culturelles » de l’ancien régime.² José Mário est l’un des chanteurs portugais, à la fois interprètes et compositeurs, que je préfère entre autres de la même génération (la mienne, au bout du compte…), tels que : Chico Fanhais (cité ci-dessus), Sérgio Godinho, Fausto Bordalo Dias, Vitorino Salomé, Janita Salomé…

Retirado do blogue de José Carujo
Imagens do concerto de José Afonso no Théâtre de la Ville em 1981. Participam Sérgio Mestre, Janita Salomé, Júlio Pereira e Jean.
(Fotógrafo desconhecido)

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Zélia Afonso
28/11/2012By AJA

Zélia Afonso sobre homenagem em Paris


Zélia Afonso entrevistada pelo Luso Jornal a propósito da homenagem em Paris.

Jornal completo aqui: http://www.lusojornal.com/unefr.pdf

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Adriano Correia de OliveiraAJA AveiroMário CorreiaNúcleos AJA
27/11/2012By AJA

Apresentação em Aveiro

No próximo dia 1 de Dezembro de 2012, às 18 horas na sala Castanha (da lareira) do Mercado Negro, temos o prazer de apresentar publicamente o livro “A música tradiconal na obra de Adriano Correia de Oliveira” com a presença do autor, Mário Correia – Centro de Música Tradicional Sons da Terra. Vamos também ter o prazer de ter connosco Adelino Sobral – Outros Tons, que nos irá encantar com a sua voz e guitarra, com cantigas do José Afonso e Adriano Correia de Oliveira.

Apelamos à vossa presença solidária… trazendo outro/a amigo/a também!

Contamos convosco!

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Homenagens e tributos 2012
21/11/2012By AJA

Homenagem a José Afonso no Théâtre de la Ville


Mediapart

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25 anos (1987-2012)Associação José Afonso
19/11/2012By AJA

Imagens do concerto dos 25 anos da AJA

Imagens do concerto comemorativo dos 25 anos da AJA “Às vezes não tenho jeito para falar de amigos”. Mais imagens na página do Facebook da AJA:

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Adriano Correia de OliveiraAJA NorteAJA SantarémAmigos maiores que o pensamentoMário CorreiaNúcleos AJA
16/11/2012By AJA

Em Santarém

Uma iniciativa do núcleo da AJA de Santarém em colaboração com o Centro Cultural Regional de Santarém e com o apoio do núcleo da AJA norte.

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Concertos de José AfonsoFotografiaTestemunhos
16/11/2012By AJA

Por terras da Covilhã

José Afonso, em 1975, numa sessão de canto popular no salão paroquial de Unhais da Serra.
Foto e testemunhos partilhados por António Duarte, que acompanha José Afonso na guitarra.

Eu saíra em Março de 75 da tropa. ainda vi o ataque ao RaL1. Deve ter isto acontecido na primavera de 75. Pedi ao Fausto e Zeca para virem até cá, para, na Covilhã, a caminho das Penhas da Saúde, no ex-sanatório, onde estavam albergadas cerca de 400 pessoas que vieram de Africa, os chamados retornados, fizéssemos uma sessão de canto. Veio também um grupo de teatro de Setúbal. Solicitei apoio às assistentes sociais e também à ACM, Associação Crista da Mocidade, para nos darem dormida. Veio também a Zélia. Almoçamos na Covilhã e seguimos para a serra. a ideia era, depois do canto, jantarmos no sanatório com os retornados. Já há uns dias que andara por ali e não me apercebera que havia indivíduos revoltados com a vinda apressada para Portugal. Por uma questão de precaução pedi ao grupo que não se falasse em comunismo, situação que embaraçou o grupo, pois a peça de teatro falava disso. A sessão iniciou-se e quando chegou a vez do Zeca cantar, ele disse, com cabeça baixa e consternado face ao ambiente – Bem vou cantar uma canção de amor! E cantou o Milho Verde! Uma voz soou na sala: – Não queremos aqui comunistas! Seguiu-se um silêncio, depois as crianças e mulheres começaram a sair da sala, até que ficou quase vazia. Valeu-me a sorte de que eu conhecia lá muita gente e pedi ajuda. Na altura o Fausto, tipo inteligente, se apercebera de que havia gente da Unita, MPLA e FNLA na sala, daí a divisão das pessoas. Saímos porta fora e as assistentes sociais deram-me duas cadernetas de tikes restaurant, foi a nossa sorte. Com elas fomos jantar e depois dormir. Eu também dormi com eles na camarata da ACM. Na manhã do outro dia a Zélia veio ter comigo para me informar que o Zeca não estava bem da garganta. Bem, o Zeca tinhas dessas coisas, era mesmo assim e desvalorizámos a situação. Depois seguimos para Unhais da Serra, onde o calor das pessoas e o ambiente favorável nos compensou do dia anterior. E pronto! Hoje, quando penso nisso, arrepio-me! De qualquer modo foi uma vitória e um trabalho musical em terreno minado. O Fausto escreveu um dia sobre isso, num livro qualquer que agora não me lembro. Aquela atitude do tipo que gritou, tinha a ver com o facto de o Zeca ter ido a Angola, havia pouco tempo, soube depois!

Fotografia de Francisco Carrola

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Adriano Correia de OliveiraAmigos maiores que o pensamentoHomenagens e tributos 2012
15/11/2012By AJA

Tributo em Viana do Castelo

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AJA LisboaHomenagens e tributos (artes plásticas)Núcleos AJA
07/11/2012By AJA

Monumento a José Afonso

Às entidades subscritoras da Petição “Pela construção de um monumento a José Afonso” na cidade de Lisboa.

Caras/Caros

A proposta apresentada ao orçamento participativo “Monumento a José Afonso” figura entre os projectos vencedores da edição do OP Lisboa 2012.
Agradecemos a todos quantos protagonizaram a mobilização para a iniciativa. Só com o apoio de todos vós foi possível, por isso sintam esta Vitória como vossa também.

Saudações associativas

O núcleo AJA-Lisboa

Vitor Sarmento, Mizé Isidro, Guadalupe Magalhães e Alípio de Freitas, do núcleo de Lisboa da Associação José Afonso, na cerimónia em que foram anunciados os vencedores do Orçamento Participativo da C.M. de Lisboa.

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AJA AveiroNúcleos AJA
06/11/2012By AJA

No núcleo de Aveiro

No próximo sábado, dia 10 de Novembro, o núcleo da AJA Região de Aveiro promove uma sessão de debate/tertúlia – INTERVIR, JÁ! – em torno do documentário de Miguel Marques – Pots, pans and others solutions, com a participação de Paulo Esperança.
Contamos com a vossa presença e participação!

… E tal como um amigo afirma “E que mil Islândias floresçam!”

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Adriano Correia de OliveiraAmigos maiores que o pensamentoAssociação José Afonso
06/11/2012By AJA

Apresentação em Setúbal

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Adriano Correia de OliveiraAmigos maiores que o pensamentoMário Correia
06/11/2012By AJA

Foi assim em Ponte de Lima

Mais fotos na página do Facebook da AJA
 

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Associação José AfonsoHomenagens e tributos (música)
31/10/2012By AJA

Concerto de Paris em direto

Boas notícias!
O concerto de homenagem a José Afonso organizado pelo Théâtre de la Ville, com a colaboração da Associação José Afonso, será transmitido em directo neste sítio.
O concerto será no dia 21 de Novembro às 20h30, 19h30 em Portugal, e terá em palco Francisco Fanhais, Júlio Pereira (c/ Miguel Veras, Yara Gutkin e Marcos Alves), João Afonso, António Zambujo e Mayra Andrade.

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Grândola
28/10/2012By AJA

Manifestantes espanhóis cantam Grândola

VER VÍDEO

Ontem, 27 de Outubro, o “mundo” que se reuniu em Madrid gritava o “seu ódio ao vazio”, como escreveu o Zé Mário no seu “FMI”.
“Grândola Vila Morena” foi entoada como forma de dar voz à luta e à esperança.
Quem nos mostrou isso foi a “TVI-24”.
Em 10 de Maio de 1972, no Burgo das Naçõns, em Santiago de Compostela – nessa Galiza de Castelao, Bóveda e Rosalia – José Afonso cantou pela primeira vez a “Grândola”.
40 anos depois o Zeca continua a dar voz ao inconformismo e à vontade de mudar o mundo.
Da nossa parte, venham mais, muito mais, “Grândolas” de indignação!

Direcção da Associação José Afonso

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25 anos (1987-2012)AJA SetúbalAssociação José Afonso
28/10/2012By AJA

Concerto 25 anos da AJA


Os bilhetes são a 10€ (plateia) e 7,5€ (balcão) e estão já disponíveis para venda no Fórum Luísa Todi e na sede da AJA, sita na Casa da Cultura de Setúbal.

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AJA NorteNúcleos AJA
24/10/2012By AJA

Caldos de cultura

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Sem categoria
19/10/2012By AJA

Manuel António Pina, 1943-2012


AO MANUEL ANTÓNIO PINA

Saíste como entraste!
Não pediste licença a ninguém e foste à vida!
Nos teus escritos lemos coisas sobre o Zeca, sobre os seus companheiros de estrada, sobre a “Escola da Fontinha” e Rui Rio…enfim, sobre a liberdade!
Eras como nós… um charuto no canto da boca e uma boa discussão!
Por isso, nunca te diremos até sempre companheiro… tão só… da próxima vez anda beber um copo antes!

Direcção da Associação José Afonso

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AJA NorteNúcleos AJA
17/10/2012By AJA

No núcleo do norte

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Associação José AfonsoCarlos Paredes
17/10/2012By AJA

Homenagem a Carlos Paredes

TERTÚLIAS ITINERANTES – FELGUEIRAS
“Sangue, suor e lágrimas” na homenagem a Carlos Paredes

Centenas de pessoas encheram por completo a igreja de Airães, na tarde do passado domingo, para receberem a guitarrista Luísa Amaro na tertúlia-concerto de homenagem a Carlos Paredes, realizada pelas Tertúlias Itinerantes. A iniciativa contou com a parceria da Junta de Freguesia local, da Rota do Românico e da Associação José Afonso.

Luísa Amaro, que foi companheira de Carlos Paredes, e os, também, jovens guitarristas Henrique Fraga e Marco Matos tocaram e encantaram os presentes. Octávio Fonseca, crítico musical, falou da obra do homenageado.
Mas este evento (sem dúvida, de rara beleza) ganhou ainda maior encanto quando professores e alunos das escolas do concelho, uma da escola de Recarei (Paredes) e do Colégio Júlio Dinis (Porto) foram oferecer a Luísa Amaro os trabalhos de artes plásticas e escrita criativa que trabalharam nas aulas em apenas duas semanas. Luísa Amaro emocionou-se, em lágrimas, com o gesto da comunidade escolar. Também, alguns dos consagrados artistas plásticos participantes nesta homenagem acabaram por lhe oferecer as suas obras.
“Estou surpreendida e comovida com esta iniciativa, recheada de afectos, de emoção, de muito calor humano. Uma iniciativa destas só se torna possível com este trabalho de base, feito com sangue, suor e lágrimas”.
José Carlos Pereira, da organização, referiu: “Este é um tempo de resistência, em que não queremos doutrinar ninguém, mas vamos contra a linha dominante deste país, que é a cultura da Casa dos Segredos”

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Associação José AfonsoBibliografia
16/10/2012By AJA

Vá de folia!

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Amigos maiores que o pensamentoHomenagens e tributos 2012
15/10/2012By AJA

Em Ponte de Lima

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15/10/2012By AJA

25º aniversário em Setúbal

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Canção de CoimbraHomenagens e tributos 2012
15/10/2012By AJA

Em Almada

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Associação José AfonsoConferênciasSetúbal
11/10/2012By AJA

Em Setúbal

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Associação José AfonsoSetúbal
05/10/2012By AJA

A nova casa da AJA

A Casa da Cultura, o novo espaço de convergência e partilha de várias formas de arte, instalado no centro de Setúbal, é inaugurada no dia 5 de Outubro com um programa de animação de manhã à noite.

O programa de abertura do imóvel onde funcionou o Círculo Cultural de Setúbal, alvo de profundas obras de recuperação e requalificação promovidas pela Câmara Municipal, começa às 10h30, ainda no exterior edifício, localizada na Rua Detrás da Guarda.

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