Morreu Ruben de Carvalho, sócio fundador da AJA e membro do seu Conselho Consultivo


A todos os Sócios e Amigos da AJA
Encontro Nacional de Sócios e Amigos da Associação José Afonso 1 e 2 Junho 2019 – Santarém
Formulário para inscrição, no Link abaixo!
https://forms.gle/p6WgC2BwQ3ZutT2z9
O programa do Encontro decorrerá na Casa do Campino, no antigo Campo da Feira Nacional da Agricultura.
Este programa poderá sofrer algum ajuste de última hora em função do número de inscrições recolhidas, e/ou quaisquer motivos de força maior (logísticos ou meteorológicos).
Sábado dia 1 Junho
11.00h – Recepção dos Convivas
12.30h – Almoço
16:00h – Tarde de Conversa sob o tema ” PONTO DE SITUAÇÃO DA AJA E COMO PREPARAR O FUTURO”
20.30h – Jantar
22.00h – Momento Musical (com artistas da AJA)
Domingo dia 2 de Junho
10.00h – Passeio à aldeia Avieira das Caneiras (com eventual passeio de barco no Tejo)
12.30h Almoço Avieiro (Caneiras à beira rio) Com Sopa de Peixe e pratos avieiros ou grelhados
16.00h – Despedidas e Encerramento do Encontro
NOTA: Os preços definitivos serão anunciados assim que tenhamos mais elementos.
Mais informações: ajasantarem@gmail.com ou 964563460 (Madeira Lopes) 963512243 (Carlos Cruz)

O texto que se segue foi apresentado e lido pelo historiador e membro da direcção da AJA, João Madeira, na sessão evocativa dos 90 anos do nascimento de Alípio de Freitas, realizada no dia 17 de Fevereiro de 2019 no núcleo de Lisboa da Associação José Afonso.
“Apresentação de Resistir é Preciso – AJA Lisboa
17 Fevereiro 2019
Por João Madeira
‘Resistir é preciso’ foi originalmente editado no Brasil em 1981. Alípio tinha saído da prisão dois anos antes, justamente no dia do seu aniversário. Perfazem hoje quarenta anos.
Fora condenado por vários tribunais militares, primeiro a 30 anos, depois a mais 24 e a que, já depois de preso e condenado, se acrescentariam outros 15, administrativamente. Se não o quiseram condenar expressamente à morte ou a prisão perpétua, quiseram condená-lo a morrer na prisão. Não conseguiram! Foram obrigados a decidir pela sua libertação, resultado do seu irredutível inconformismo, e do modo como habilmente explorou as próprias debilidades e contradições da Nova Lei de Segurança Militar brasileira. Mas, resultado também de um longo e persistente trabalho de solidariedade internacional, em que se insere a canção do Zeca.
A sua pena seria revista com a revogação do quadro penal em que os militares se apoiaram e conseguiria assim ser libertado. Apesar de tudo, os militares retiraram-lhe a cidadania brasileira e as autoridades consulares portuguesas recusaram a emissão de um passaporte português. Tornava-se apátrida.
Intensamente vigiado pela polícia, recusada a readmissão na Universidade, impossibilitado de recuperar a carteira de jornalista, vendeu roupa num mercado de rua do Rio de Janeiro e só dificilmente conseguiu trabalho informal como jornalista. É neste contexto de uma liberdade vigiada, cercado por dificuldades e adversidades de toda a ordem, que, em dois meses, de um ímpeto, escreve “Resistir é Preciso”.
O livro foi à época o primeiro livro de denúncia da tortura e da violência policial da ditadura militar. Vários amigos e companheiros alertavam-no para as possíveis consequências dessa publicação, mas o livro viu a luz do dia e teve só no Brasil 18 edições.
Foram precisos 36 anos para que a Âncora proporcionasse uma primeira edição portuguesa. Antes eram raros os exemplares brasileiros que circulavam e foi a versão do original para revisão que a Associação José Afonso publicou na sua página web.
Resistir é Preciso é um documento escrito na primeira pessoa, pungente e exaltante, de um troço doloroso e marcante da vida de Alípio de Freitas – a sua experiência prisional de mais de oito anos pelos antros da tortura e das cadeias degradantes da ditadura militar brasileira.
Alípio conduz-nos passo a passo numa linguagem crua e directa por um longo périplo. Da prisão na rua numa periferia do Rio de Janeiro, em Maio de 1970, às instalações do chamado CODI, Centro de Operações de Defesa Interna, onde foi insultado, espancado, torturado com choques eléctricos no pau de arara, electrocutado durante dias seguidos para que prestasse declarações, denunciasse os seus companheiros, a actividade da organização a que pertencia. Daí passou ao DOPS, o Departamento da Ordem Pública e Social e depois às prisões de Tiradentes, Carandiru, Santa Cruz, Bangu, locais inóspitos, sobrelotados, onde a correspondência da família, os jornais e os próprios livros eram censurados e o regime de isolamento era frequente.
Conhecerá ainda as prisões de Frei Caneca, Ilha Grande e Hélio Gomes, além dos calabouços dos serviços de polícia política de várias cidades. Em todos os presos eram sujeitos a regimes prisionais terríveis, à humilhação, à despersonalização, ao isolamento.
Na vida dos homens e das mulheres que combatem pela liberdade e pela justiça social, particularmente sob as mais duras condições de ditadura, de terrorismo de estado, a prisão constitui porventura a maior das provações. Nesse ambiente concentracionário entrelaça-se a luta pela sobrevivência, pela dignidade e pela solidariedade.
Alípio de Freitas venceu essa provação, sobreviveu, manteve a sua dignidade de homem e de combatente e foi activamente solidário com os seus companheiros de prisão, num tempo e num lugar em que o sistema prisional brasileiro misturava presos políticos com presos sociais, ditos comuns. É disso que fala Resistir é Preciso, olhando o contexto tão eloquentemente expresso no subtítulo Memória do tempo da morte civil do Brasil.
Desse tempo, dirá Alípio “Jamais, por mil anos que viva, a lembrança desses dias pavorosos se apagará na minha memória. Lá aprendi duas duras e inesquecíveis verdades. A primeira é que nada, nada mesmo, nem ninguém, pode roubar de um homem a sua dignidade e a sua fé no ideal que abraçou e se transformou na sua razão de viver, desde que esteja disposto a morrer por ele. A segunda é que a prática da tortura envilece tanto o torturador que, de sua condição de homem, mal resta a aparência. Nem as bestas torturam”.
Alípio descreve-nos o modo como resistiu a tudo isso, sem arrebatamentos doutrinários, sem discorrer em torno de superioridades morais, sem ditar padrões de comportamento, mas também sem falsas modéstias.
Transmite-nos sobretudo a força das suas convicções, chão onde enraizou a sua capacidade de resistência, a sua decisão de não se deixar vergar ou submeter, de não se deixar anular, nem que para isso, no desamparo da prisão respondesse ao insulto ou com o insulto, á violência física com a violência do inconformismo, da rebeldia e também da coragem física.
E transmite-nos um outro poderoso ensinamento. É que a prisão é também uma trincheira de combate, um lugar de luta. Nesse sentido, trabalhou na organização dos presos, tecendo laboriosamente as redes da entreajuda, de solidariedade, da resposta política, recorrendo inclusivamente à greve da fome em movimentos que uniam todos os presos, fossem políticos ou ditos comuns.
Alípio dedicou este impressionante e desassombrado depoimento “A todos aqueles que presos ou em liberdade, lutaram para que cada novo amanhecer tivesse mais um raio de sol”. É, na realidade, um pórtico iluminado sobre os dias duros da prisão, tomados como parte integrante do combate pela liberdade e pela dignidade humana contra a ditadura e todas as formas de injustiça política e social.
Se o quiseram intimidar, para que, uma vez posto em liberdade, se atemorizasse e acomodasse a uma vida pacata, alheia e insensível à realidade das injustiças e das iniquidades, também não o conseguiram. Ao transpor o portão da prisão, quando libertado, em Fevereiro de 1979, aguardado por um batalhão de jornalistas, a um repórter do Jornal do Brasil que lhe perguntou o que iria fazer daí em diante, respondeu apenas – “O que sempre fiz, política”.
Antes de ser preso, o seu itinerário é extenso. Natural de Vinhais, ordenado padre em 1952, parte para o Brasil em 1957, onde, no nordeste, desenvolve intensa actividade social e política. Junta-se às ligas camponesas, participa no Congresso Mundial pelo Desarmamento Mundial e pela Paz, na União Soviética, rompe com a Igreja, é conhecida a frase da carta que dirige ao bispo de S. Luis do Maranhão– “Perco um pequeno púlpito, mas ganho todas as praças”, trabalha nas favelas do Rio de Janeiro. Em acentuada radicalização funda, com vastos sectores da Juventude Operária Católica, de lideranças estudantis e sindicais, a Acção Popular. Participa na campanha vitoriosa de Miguel Arraes para governador de Pernambuco, é, por mais de uma vez, preso. Depois do golpe militar de 1964 refugia-se na embaixada do México, donde parte para Cuba, recebendo treino militar. Regressa clandestinamente ao Brasil, participa nas estruturas armadas da Acção Popular, organização de que se afasta no processo de evolução da AP em direcção ao maoísmo, para fundar o Partido Revolucionário dos Trabalhadores, a que pertence quando é preso em 1970.
Esse intenso percurso e os anos duros da prisão foram exemplarmente captados por José Afonso na canção que leva o seu nome – “Na prisão de Tiradentes/Depois da greve da fome/Em mais de cinco masmorras/Não há tortura que o dome”.
Depois, em liberdade foi cooperante em Moçambique, jornalista da RTP, fundador da Casa do Brasil, da Associação Casa Grande no Seixal, da Associação Mares Navegados, fundador e presidente da Associação José Afonso, membro da associação Terras Dentro, activista do Tribunal Mundial do Iraque, apoiante activo do Movimento dos Sem Terra e da Liga dos Camponeses Pobres do Brasil, membro da associação 25 de Abril e da Associação Abril.
Como referiu, num raro texto autobiográfico, “mais do que tudo, sou um andarilho e um agitador social dedicado às causas do povo. A minha pátria é a luta do povo. O meu objectivo de vida a construção da Utopia”.
Resistir é preciso sendo um forte libelo acusatório contra a ditadura militar brasileira é igualmente uma denúncia implacável contra a todas as ditaduras que recorrem à perseguição, ao assassinato, à tortura, às longas condenações sem julgamento ou em julgamentos-farsa, ao encarceramento por longos anos em prisões sujas e sem condições ou sujeitas a regimes prisionais sórdidos e humilhantes.
“Resistir é Preciso”, continua a ser nos dias de hoje um poderoso instrumento da memória, da memória tornada arma para que não se esqueça e sobretudo para que não volte a acontecer.
Hoje, olhando para o Brasil, país a que dedicou grande parte da sua vida, da sua energia e da sua inteligência, onde sofreu longos anos de prisão, que este livro tão impressivamente trata, creio bem que o Alípio gostaria que o lembrássemos trazendo aqui mais uma vez a canção que Zeca Afonso lhe dedicou: “Diz Alípio à nossa gente/ «Quero que saibam aí/ Que no Brasil já morreram/ Na tortura mais de mil./ Ao lado dos explorados/ No combate à opressão/ Não me importa que me matem/ outros amigos virão»”.

Domingo, 11 de Novembro, 17 horas
Casa da Cultura
Rua Detrás da Guarda, 26 a 34, Setúbal
A Associação José Afonso e o MPPM, com o apoio da Casa da Cultura de Setúbal, organizam uma Tarde Cultural Palestina com o seguinte programa:
— Exibição do documentário «Como foi colonizada a Palestina»
— «A situação na Palestina» apresentada e debatida por Ana Brito (AJA) e Carlos Almeida (MPPM)
— Poesia palestina dita pela poeta santomense Olinda Beja acompanhada em viola por Luís d’Almeida
Entrada livre


CARO(A)S SÓCIOS DA ASSOCIAÇÃO JOSÉ AFONSO:
Nos termos estatutários junto se divulga a convocatória para as Assembleias Gerais a realizar no dia 17 de Fevereiro de 2018, sábado,com início, respectivamente às 10h 30m e 14h 30m, na Sede de Lisboa da AJA situada na Rua de S, Bento nº 170. Aproveitamos para apelar à vossa participação tendo em conta a importância destas Assembleias Gerais.
Com um Forte e Fraterno Abraço,
Francisco Fanhais

Em ROSAS DE ERMERA, Luís Filipe Rocha parte das memórias de Maria e João Afonso, ancoradas em cartas e fotografias, para contar um episódio de separação da família Afonso dos Santos em 1939 em Moçambique. Os pais e a filha mais nova partem para Timor-Leste, por razões profissionais, e os dois irmãos, João e José (Zeca Afonso) viajam para Coimbra, para continuarem os estudos.
Pouco depois da separação em 1939, inicia-se a segunda Guerra Mundial, na qual se envolverá o Japão, que ocupou a ilha de Timor-Leste e criou dois campos de concentração, onde estiveram presos portugueses, incluindo os pais e a irmã de Zeca Afonso. A família, que se julgava separada para sempre, voltou a reencontrar-se seis anos depois.
ROSAS DE ERMERA deve o seu nome às rosas existentes em Ermera, um distrito do interior de Timor-Leste, flores cujo cheiro permanece ainda nas memórias de Mariazinha, irmã de Zeca Afonso.
Este programa especial em torno de ROSAS DE ERMERA tem início no dia 11 de Novembro, em Lisboa, percorrendo depois várias salas de cinema em todo o país, contando sempre com uma conversa com o realizador.
Programa ROSAS DE ERMERA:
Cinema Medeia Monumental, Lisboa
11 de Novembro, 19h00
Conversa com Luís Filipe Rocha e João Afonso
14 de Novembro, 21h30
Conversa com Luís Filipe Rocha e Ana Sousa Dias
Teatro Campo Alegre, Porto
12 de Novembro, 18h30
Conversa com Luís Filipe Rocha
Teatro Académico de Gil Vicente, Coimbra
13 de Novembro, 21h30
Conversa com Luís Filipe Rocha e João Afonso
Cinema Charlot Auditório Municipal, Setúbal
17 de Novembro, 21h30
Conversa com Luís Filipe Rocha
Theatro Circo, Braga
20 de Novembro, 21h30
Conversa com Luís Filipe Rocha
Centro de Artes e Espectáculos, Figueira da Foz
1 de Dezembro, 21h30
Conversa com Luís Filipe Rocha

Inserido nas comemorações dos 40 anos da Constituição da República Portuguesa, a Associação José Afonso leva a efeito um Colóquio com a presença do ex-deputado Américo Duarte, um mês depois de este ter sido, a 14 de Abril último, homenageado na Assembleia da República, tal como todos os outros Constituintes ainda vivos.
Operário da Lisnave, então com 33 anos, eleito pelas listas da UDP em 1976, Américo Duarte conhecido pelas suas intervenções calorosas no hemiciclo, fruto da época em que se vivia, nunca deixou de dizer o que lhe ia na alma. Na sua primeira intervenção na assembleia o Américo referiu, anunciando ao microfone: “Peço a palavra, estão aqui nesta assembleia partidos fascistas. Como? Depois do 25 de Abril já vimos muitos camaleões mudarem de cor conforme as conveniências.”
O Colóquio vai ter lugar a 14 de maio, na Casa da Cultura, Rua Detrás da Guarda, nº 28, em Setúbal, às 15:30 horas, e terá, também, a participação de: Albérico Afonso, historiador e professor na Escola Superior de Educação de Setúbal; Patrícia de Matos, antropóloga e investigadora da Universidade de Barcelona; José António Cerejo, Jornalista do Público (a confirmar); Jaime Pereira, músico e amigo pessoal de Américo Duarte que tem o acompanhado nestas andanças e António Sequeira da Direcção da Associação José Afonso.
Tempos negros os que nos chegam dos últimos dias. Nuno Teotónio Pereira, José Boavida (ambos sócios da AJA) e agora José António Salvador, estudioso da obra de José Afonso. “Livra-te do Medo” ficará como fonte imprescindível para o conhecimento da vida, obra e pensamento do Zeca.
A todos eles a certeza de que a Associação José Afonso continuará a lembrar o seu exemplo e a celebrar a sua memória.
Pela AJA,
Francisco Fanhais
(Presidente da Direcção)

A 18 de Novembro próximo a Associação José Afonso cumprirá 28 anos de existência.
Poucos meses depois do desaparecimento físico do “poeta, andarilho e cantor” um grupo de homens e mulheres decidiram que o seu legado – quer cultural quer de exemplo de cidadania – deveria ser preservado, estudado e difundido.
A história deu-nos razão: pegue-se nalgumas canções e textos não musicados do Zeca e aí estão eles, infelizmente, tão actuais, tão necessários.
Ao longo destes quase 28 anos a AJA tem percorrido caminhos difíceis e nalgumas situações a sua existência esteve em causa.
A vontade de querer ser livre e independente, sem amarras de qualquer espécie tem feito com que esta Associação viva, do ponto de visto financeiro, quase permanentemente, no “fio da navalha”.
Mas continuamos e continuaremos!
Teimosamente, como o Zeca, seguramente, o faria!
Por isso aqui estamos, de cabeça levantada e sem preconceitos!
Estamos em finais de 2015 e decidimos empenhar-nos, ainda mais, numa vasta campanha de novos sócios.
Ao aderir à AJA saberá, seguramente, que estará a contribuir para que o nosso trabalho e empenho tenham mais sucesso e maior visibilidade.
Esta adesão custa menos que “duas bicas/dois cafés” por mês…15 € por ano.
Certos(as) de que não deixará de corresponder a este apelo permitimo-nos recordar que o poderá fazer descarregando a ficha constante do “item” “A Associação – Ser Sócio” e remetê-la para o endereço ajasocios@gmail.com.
O valor da quota poderá ser transferido para o NIB 0035 0774 0007 1770 230 75 (quando o fizer, dê-nos, por favor, conta desse facto, apenas por uma questão de contabilidade interna).
Está nas suas mãos ajudar a que este projecto se mantenha!
Seja solidário(a)!
Pela Direcção da Associação José Afonso,
Francisco Fanhais
No protejo da Associação José Afonso “Raízes e criação na música popular portuguesa”, que integra a programação cultural da Casa da Cultura, em Setúbal, leva a efeito um Concerto com os “KALAFATE”, um projecto musical com a missão de reinventar a música tradicional portuguesa para os ouvintes do século XXI. O grupo formado por Pedro Banza (guitarra) e Sérgio Azevedo (percussão/samplista) actua, sábado, dia 25 de Abril, às 22:30 horas no Pátio do Dimas, com o apoio do Café das Artes.

CONVOCATÓRIA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA
De acordo com as disposições legais e estatutárias, designadamente os artºs 14º a 16º dos Estatutos, convoco a Assembleia Geral Ordinária da Associação José Afonso-AJA, para o dia 28 de Março, pelas 11h00, nas instalações da sede do núcleo de Lisboa, na Rua de S. Bento, nº 170, com a seguinte
Ordem de trabalhos:
1º – Apreciação e votação do Relatório e Contas do exercício de 2014;
2º – Apresentação dos Planos de Actividade para 2015;
3º – Outros assuntos de interesse associativo.
Nos termos do artº 15º dos Estatutos, a Assembleia reunirá em primeira convocatória à hora marcada, desde que compareça metade do número de associados na plenitude do exercício de direitos.
Verificando-se a falta de quórum a Assembleia Geral reunirá, em segunda convocatória, meia hora mais tarde, com qualquer número de presentes.
Setúbal, 16 de Fevereiro de 2015
O Presidente da Mesa da Assembleia Geral,
(Manuel Freire)
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CONVOCATÓRIA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA
De acordo com as disposições legais e estatutárias, designadamente os artºs 14º a 16º dos Estatutos, convoco a Assembleia Geral Ordinária da Associação José Afonso-AJA, para o dia 28 de Março, pelas 14h30, nas instalações da sede do núcleo de Lisboa, na Rua de S. Bento, nº 170, com a seguinte
Ordem de trabalhos:
Ponto Único: Eleição dos Titulares dos Órgãos Sociais
Nos termos do artº 15º dos Estatutos, a Assembleia reunirá em primeira convocatória à hora marcada, desde que compareça metade do número de associados na plenitude do exercício de direitos.
Verificando-se a falta de quórum a Assembleia Geral reunirá, em segunda convocatória, meia hora mais tarde, com qualquer número de presentes.
Setúbal, 16 de Fevereiro de 2015
O Presidente da Mesa da Assembleia Geral,
(Manuel Freire)
Documentos de consulta:
Lista candidata aos Orgãos Sociais da AJA para o triénio 2015
Relatório de actividades 2014
Breve história da AJA

A Associação José Afonso (AJA), com o apoio da Câmara Municipal de Setúbal, vai inaugurar a exposição “Desta canção que apeteço – Obra discográfica de José Afonso 1953//1985″.
As obras agora expostas são o resultado de uma pesquisa levada a cabo pela AJA sobre toda a obra discográfica de José Afonso, desde a edição, em 1953, do seu primeiro registo fonográfico, nos estúdios da Emissora Regional de Coimbra, até 1985, data do seu último disco: Galinhas do Mato. O que se expõe resulta do trabalho possível perante um objeto de estudo revestido de alguma complexidade. Consideramos que a panorâmica a expor não deixa de se constituir como uma base sólida para o estudo e discussão de uma das obras mais marcantes da música popular mundial. Entre outros motivos de interesse, no evento, destacamos, desde logo, a participação da cantora Sofia Vitoria.
A mostra guiada estará a cargo de Miguel Gouveia, coautor da exposição e membro dos corpos sociais da AJA. Contamos convosco no dia 8 de Novembro, pelas 16 horas, na Galeria Municipal 11 (antigo quartel do 11), Avenida Luísa Todi, em Setúbal.

“De acordo com as Estatísticas/Relatório Anual 2011, elaboradas pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), 19 mulheres por dia foram vítimas de violência doméstica em Portugal, no ano passado. No total foram registados 15.724 crimes de violência doméstica contra as mulheres.”
“Segundo o Observatório de Mulheres Assassinadas (OMA) da UMAR, em 2013, até ao dia 20 de novembro, foram assassinadas 33 mulheres pelos seus companheiros ou ex-companheiros. A UMAR considera que Portugal não tem estratégia de prevenção contra a violência doméstica.”
A Associação José Afonso (AJA) vai realizar uma sessão de divulgação de um livro sobre este tema, (re)Contos de Violência Doméstica de Filomena Iria, uma edição da autora, que estará presente na Casa da Cultura (Rua Detrás da Guarda, nº 28 – Setúbal), na Sala José Afonso, a 19 de setembro (sexta-feira), pelas 21:30 horas.
A apresentação estará a cargo de Alice Brito, advogada e sócia fundadora da AJA.
Sobre a autora haverá muito a dizer e principalmente muito a ouvir, mas aguardemos pela sessão. Quando convidada, logo aceitou estar presente, e escreveu: Sou “uma Formiga no Carreiro”, mas se eu fiz a minha revolução interior, pode ser que leve um formigueiro atrás.

A Faixa de Gaza, um território de 365 km2 onde vivem cerca de 2 milhões de palestinianos que sobrevivem neste espaço hermeticamente delimitado entre mar, terra e ar e submetidos, desde 2007, a um bloqueio.
Desde 8 Julho os mortos já são contabilizados em cerca 2.142, entre eles pelo menos 490 crianças. Do lado israelita, os mortos são 69, na sua grande maioria militares.
A Associação José Afonso leva a efeito uma sessão solidária para com o povo da Palestina, 12 de setembro (sexta-feira), pelas 18:30 horas, na Casa da Cultura (sala José Afonso) em Setúbal, com a presença de Shahd Wadi, luso-palestiniana, ativista dos direitos humanos, e elemento do Comité de Solidariedade com a Palestina.
A AJA vai participar no concerto de homenagem a Adriano Correia de Oliveira que se realiza no dia 18 de Julho, no TAGV – Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra.
Uma organização da Real República do Rás-Teparta.

“Polo Mar da Liberdade” foi o “senha” para o Tributo a Benedicto, o homem das “Voces Ceibes” em tempos de franquismo.
Amigos, homens e mulheres com memória passaram pelo Teatro Principal de Santiago de Compostela no passado dia 26, nessa Galiza que juntou o Zeca à pátria e à língua de Rosalia de Castro, Castelao ou Álvaro Cunqueiro.
A Associação José Afonso esteve representada por Francisco Fanhais, Manuel Freire e Paulo Esperança.
Aos organizadores e ao Homem de “Pola Union”…bem (H) AJA (M)!
Mais fotos na página de Facebook da AJA
Actividades inseridas no encontro anual da AJA, que se realiza no próximo sábado, dia 7 de Junho.
15h
SETÚBAL REVOLUCIONÁRIA
Início na Casa da Cultura | Café das Artes
18h
APRESENTAÇÃO DO LIVRO “ZECA AFONSO, LIVRA-TE DO MEDO”
Casa da Cultura | Sala José Afonso
Com a presença do autor José A. Salvador
Apresentação de Adelino Gomes
20h
JANTAR E CANTO LIVRE
Sociedade Musical Capricho Setubalense

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Concerto: “GRÂNDOLA A TUA VONTADE”
31 de Maio – 21h30 – Memorial ao 25 de Abril
Concerto Comemorativos dos 50 anos do poema “Grândola Vila Morena” com a participação da Orquestra da SMFOG, Coro de Alunos da EB D. Jorge de Lencastre; Francisco Fanhais, Rui Pato, Voct Emsemble, Luis Pastor , Lourdes Guerra e HEZBO MC
*Entrada livre
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Foi hoje entregue à Associação José Afonso um dos prémios Pró-Autor 2014. Este prémio, atribuído no Dia do Autor pela Sociedade Portuguesa de Autores, visa distinguir personalidades que se evidenciaram na defesa dos autores e das suas obras.
Cientes da responsabilidade que tal prémio implica consideramos que ele representa, sobretudo, um tributo à obra e exemplo cívico de José Afonso.
Registando com o maior apreço esta distinção queremos, no entanto, deixar bem claro que, na medida das nossas (poucas) possibilidades tentaremos honrar o esforço dos homens e mulheres que em 18 de Novembro de 1987 tomaram a decisão de construir esta Associação.
Contando, naturalmente, com a gente que hoje,de forma isolada ou em núcleos, tem contribuído para a divulgação e implantação da AJA,este prémio só valerá a pena se tivermos a alma cheia de FUTURO!
pela Direcção da Associação José Afonso,
Francisco Fanhais
A Associação José Afonso vai realizar nos dias 7 e 8 Junho de 2014, na cidade de Setúbal, o seu encontro anual. Em outros anos, esta iniciativa tem vindo a decorrer em variados locais, como em Coimbra, Aveiro, Galiza e Santarém.
Este encontro de sócios e amigos da AJA tem como objetivo o convívio entre todos aqueles que de alguma forma estão ligados a esta associação. É um tempo de tertúlias e de boa disposição para que possamos, ainda, debater os objetivos a que nos propomos.
Sábado dia 7 pelas 10 horas receção dos companheiros e visita ao espaço da AJA, na Casa da Cultura. Segue-se o almoço no Pátio do Dimas, e um passeio pela “Setúbal Revolucionária”, uma pequena “viagem” aos locais aonde se fez HISTÓRIA que estará a cargo do historiador, e sócio da AJA, Albérico Afonso.
Pelas 18 horas será apresentado o livro, ZECA AFONSO – LIVRA-TE DO MEDO com a presença do autor – José Salvador – na Sala José Afonso, na Casa da Cultura.
A partir das 20 horas estaremos na Capricho Setubalense onde se irá realizar o Jantar seguido de Canto Livre.
No dia 8, domingo, faremos uma singela romagem à campa de José Afonso, onde depositaremos cravos vermelhos.
A partir das 13 horas decorrerá o almoço no antigo viveiro municipal.
Inscrições por mail: ajasetubal@gmail.com
ou por telefone: 265 185 581
Saudações associativas
CONVOCATÓRIA
Convoco a Assembleia Geral Ordinária da Associação José Afonso nos termos do artº 14º dos Estatutos, para o dia 22 de Março de 2014, pelas 10 horas e 30 minutos, nas instalações da sede do Núcleo de Lisboa da AJA, Rua de S. Bento nº170, com a seguinte
ORDEM DE TRABALHOS
1º – Apreciação e votação do Relatório e Contas do exercício de 2013;
2º – Apresentação e votação do Plano de Actividades para 2014;
3º – Outros assuntos de interesse da associação.
Nos termos do artº 15º dos Estatutos se à hora marcada não estiver presente, pelo menos metade dos associados, a assembleia reunirá meia hora depois, isto é às 11 horas, com qualquer número dos presentes.
Setúbal, 6 de Março de 2014
O Presidente da Mesa da Assembleia Geral
Manuel Freire
Os bilhetes para o concerto “Cantar Grândola – 40 anos depois” encontram-se já à venda. Clique na imagem para obter mais informações.
A Associação José Afonso convida para um concerto de homenagem a Zeca Afonso e de evocação do espetáculo de 29 de Março de 1974, no Coliseu dos Recreios, organizado pela Casa da Imprensa, onde “Grândola Vila Morena” foi escolhida para senha do 25 de Abril.
No concerto do dia 28 de Março de 2014, de novo no COLISEU DE LISBOA, participam: Amélia Muge, António Victorino D’ Almeida, Couple Coffee, Esther Merino com Amílcar Vasques-Dias e Luís Cunha, Filipa Pais, Francisco Fanhais, Janita Salomé, João Afonso, Júlio Pereira, Luísa Amaro, Manuel Freire, Rui Pato, Sérgio Godinho e Zeca Medeiros.
Organização do núcleo AJA – Lisboa com a colaboração da Casa da Imprensa e o apoio de várias entidades, nomeadamente Montepio Geral, Câmara Municipal de Lisboa, Delta Cafés, entre outras.
Bilhetes jà à venda no Coliseu + Bilheteira online, assim como nos locais habituais: ABEP, CTT, El Corte Inglês, lojas FNAC e Worten.
Reunidos no Porto, alguns representantes dos vários núcleos da AJA, vindos de Setúbal, Alvito, Lisboa, Santarém, Aveiro e Galiza, falaram sobre as interacções possíveis entre si, balanço de 2013 e formas de agilizarem e expandirem o que representa José Afonso, bem como apresentarem e discutirem propostas para o que haverá a fazer em 2014.
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Casa cheia, na apresentação do CD/DVD “Viva o Poder Popular”, editado pela Associação José Afonso, no passado dia 20, na Casa da Cultura, em Setúbal.
À visualização do DVD, seguiram-se as intervenções de João Pires (realizador), Albérico Afonso (historiador), Coronel Andrade e Silva (elemento do MFA) e Helena Afonso (testemunha dos acontecimentos de 7 de Março, em Setúbal). O debate foi o “espaço” seguinte, onde o público presente foi bastante interventivo. A sessão finalizou com uma intervenção musical a cargo de Vítor Sarmento.
A Associação José Afonso (AJA) edita em CD, “Viva o Poder Popular”, originalmente editado em 1975 pela já extinta LUAR. Com letra popular e música de José Afonso, “Viva o Poder Popular” inclui dois temas, o que dá o título ao CD e “Foi na cidade do Sado”.
A canção “Foi na cidade do Sado” refere os acontecimentos ocorridos a 7 de março de 1975 em Setúbal, nessa data qualificada como a “cidade vermelha”. A letra é assumidamente coletiva e foi feita pelo Zeca em conjunto com alguns dos protagonistas dos confrontos. Segundo o historiador Albérico Afonso, traduz-se num «documento que guarda não só um testemunho de indignação contra a intervenção desproporcionada da polícia, que matou um jovem e feriu quase duas dezenas de pessoas, constituindo-se, ao mesmo tempo, como um relato histórico e cronológico do ocorrido: a marcação de um comício do PPD para a cidade de Setúbal (…) o pressentimento de um conflito, “havia uma bronca armada com as bestas do capital”; o boicote ao comício, “eram para aí quatrocentos, gritando em plenos pulmões, abaixo o capitalismo, não queremos mais tubarões”; a resposta do PPD “lá dentro sessenta manos do PPD exibiam matracas e armas de fogo”; a intervenção policial que, naquela altura, se dizia ter sido previamente acordada com o PPD “ a um sinal combinado, já quente a polícia vem.”».
Já a canção “Viva o Poder Popular” é, claramente, um manifesto cantado em defesa de ideais de soberania popular: “Dêm as pipas ao povo só ele as sabe guardar”; de união e de revolução, “Não tenhas medo da morte que daqui ninguém arreda”; e, também, de crítica aos “barões de vida boa”, aos “caciques” e aos “bufos”, à palavra socialismo que “de colarinho à sueca” anda “sempre muito aperaltada”.
PROGRAMA
(Aberto a sócios, apoiantes e amigos da Associação José Afonso)
DIA 12 (Sábado)
10h30 | Recepção aos participantes – Café EL GALEGO, junto à antiga EPC, Jardim da República e Mercado Municipal.
12h | Visita guiada ao Convento de S. Francisco
13h | Almoço
16h30 | [H]AJA FESTA NO CORETO
Intervenção musical ao ar livre no Coreto do Jardim da República.
19h30 | Jantar
21h30 | “ZECA E AMIGOS” – Café-concerto no Fórum Actor Mário Viegas
DIA 13 (Domingo)
11h | Visita guiada à aldeia de avieiros Caneiras
Informações complementares
O preço das refeições será no máximo 10,00 € cada
As dormidas serão entre 15,00 € (single ou em camarata) e no máximo de 40,00 € (duplo), existindo preços intermédios (17,50 € em quarto família para 4 pessoas) e 35,00 € (single), dependendo do local (Hostel Santarém ou Lar de Santo António) de WC privativo e do pequeno almoço incluído.
No Hostel Santarém os preços baixarão se a ocupação for em quantidade (o total é de 26 camas…).
Quem vier de comboio e necessitar de transporta para a cidade poderão informar da hora de chegada que providenciaremos por ir buscar.
Seria muito importante a inscrição até ao dia 16 de Setembro para se assegurar a marcação das dormidas…e se serão 1 ou 2 noites (só sábado para Domingo ou também de 6ª feira para sábado)
Mais informações: ajasantarem@gmail.com
O 26º aniversário da Associação José Afonso é o pretexto para celebrar a vida e obra desta figura-chave da música popular portuguesa. Neste concerto, juntam-se alguns dos seus companheiros de estrada e uma nova geração, que cresceu com o “poeta, andarilho e cantor”.
“De nada me arrependo
Só a vida Me ensinou a cantar
Esta cantiga”
“Alegria da Criação” (José Afonso in Galinhas do Mato, 1985)
10 EUR | Comprar bilhetes
António Capelo |Coro “Vox Populi” | Francisco Fanhais | Grupo Vocal “Canto Décimo” |Grupo “Vozes Ao Alto” |João Afonso + Rogério Pires | João Lóio + Regina Castro |Manuel Freire | Orquestra Ligeira de S. Pedro da Cova | Rui Pato | Grupo AL- DUFFeiras | Uxia (Galiza) + Sérgio Tannus | Guilhermino Monteiro (Direcção Musical)
NÃO HÁ MORTE NEM PRINCÍPIO | Evocar a morte de alguém que deu relevo à sua existência é a coisa mais normal do mundo. Só se conhece o que de relevante alguém produziu quando a vida vai longa. Na hora da morte o reconhecimento é feito. Assinala-se com simpatia a passagem pela vida de quem nos refrescou a existência. Proponho desta vez que se assinale o nascimento de José Afonso com a alegria da descoberta das coisas novas. José Afonso viveu sempre em busca do começo. Do que é novo. Mário Dionísio dizia: Não há morte, nem princípio. Pois: há vida. É a vida que se comemora neste aniversário do nascimento de José Afonso.
Convidei alguns amigos para este projecto. O resultado destes encontros estará à vista no próximo dia 2 de Agosto. Até lá irei revelando aqui os enleios da coisa. Até sempre, que é como quem diz: até já.
Mais fotografias na página de Facebook da AJA
Tendo em vista a possível formação de um (ou vários) núcleos da AJA na Galiza – tarefa que carecerá de contínuo acompanhamento e que não será imediata – uma delegação constituída por dois membros da direcção da Associação (Francisco Penha- Xico de Carinho- e Paulo Esperança) e dois membros do núcleo do norte (Judite Almeida e Joana Afonso) desenvolveu vários contactos e realizou várias iniciativas em Santiago de Compostela, Gondomar, Vigo e Bueu entre 3 e 8 de Junho (Ver cartaz).
A 1ª iniciativa decorreu na Faculdade de Filosofia da Universidade de Compostela com o apoio do “Vicerrectoría de Estudantes, Cultura e Formación Contínua” da Universidade de Santiago. No dia 5, perante uma sala com cerca de 40 assistentes, a a galega Uxia apresentou os intervenientes…e cantou.
No dia 6, em Gondomar no “Instituto de Estudos Miñoranos” o presidente do Instituto, Carlos Meixome fez a apresentação da sessão, em que participarem 32 pessoas, relembrando abundantemente a passagem do Zeca pela Galiza. Esta sessão foi animada pela música de Xan López.
No dia 7, no Espaço “Negra Sombra” do “Café Uf”, em Vigo, o Paco e o Luís foram os anfitriões da sessão que foi bastante participada e combativa. No final os cantores e músicos galegos Nardo Carpente, Belén Piñeiro, Servando Barreiro e Xico de Carinho animaram a sessão com várias músicas do Zeca.
A 8 de Junho, em Bueu (Morrazo), com o apoio da “Concellería de Cultura do Concello de Bueu”, na sala de exposições “Amália Domínguez Búa” realizou-se a última sessão que contou com cerca de 30 pessoas. Passaram testemunhos de gente que conheceu o Zeca e que considera que continua a fazer falta ouvir as suas canções. Como sempre, na parte final, a música e as palavras do Zeca tomaram conta do auditório com Lucía Novás e Celso Parada na poesia e José Pumar, Xan López e Xico de Carinho na música.
NA IMPRENSA: Sermos Galiza | Diário da Liberdade | Portal Galego da Língua
Na 1ª semana de Xuño, a Ass. José Afonso – AJA – iniciará unha serie de presentacións en diversas cidades e localidades galegas.
A finalidade da AJA é a posta en valor e difusión da importante obra musical e cultural do autor de Grândola e dar testemuña do seu exemplo solidario e de compromiso social. Zeca Afonso dicía que non se sentía xustificado como cantor se non estivese xustificado, sempre, como cidadán do mundo. Tamén é ben conhecida a súa relación con Galiza, onde se sentía como na súa casa, e o seu interese polo noso idioma e cultura, que teimou en defender publicamente, e, asemade, declarando a necesidade dum intercambio cultural entre a Galiza e Portugal.
Por todo iso, a AJA decidiu na Assembleia Geral de 2011 nomear un directivo galego e estabelecer unha ponte cultural estábel que favoreza a presenza da obra de José Afonso e o devandito intercambio cultural.
A presentación da AJA consistirá nunha proxección dum curto documental sobre Jose Afonso e unha mesa redonda, seguida de colóquio, na que participarán, nalgumas sessões:
PAULO ESPERANÇA, vice-presidente da AJA
JUDITE ALMEIDA e JOANA AFONSO, do núcleo do norte da AJA
XICO DE CARINHO, músico e directivo galego da AJA
E, para finalizar, abrirase unha roda de intervencións poético-musicais sobre temas de José Afonso, de libre participación.
SANTIAGO DE COMPOSTELA
Mércores, día 5 às 19 h. Salón de Actos da Facultade de Filosofía. (Praza Mazarelos,s/n).
Organiza S.C. Na Virada/AJA. Colabora Vicerrectorado de Estudantes, Cultura e Formación contínua e Facultade de Filosofía de Santiago.
GONDOMAR
Xoves, día 6 às 20h 30 m. Aula de Cultura Ponte de Rosas – Sede do Instituto de Estudos Minhoranos- (Avda. da Feira,10 Baixo).
Organiza: Instituto de Estudos Miñoranos/AJA
VIGO
Venres, día 7 ás 21 h.. Espazo Cultural Negra Sombra-café Uf- R.Placer, 19)
Organiza S.C. Na Virada/AJA
BUEU
Sábado, día 8 ás 20h. Sala de exposicións Amelia Domínguez Búa, (R.Eduardo Vicenti, 2)
Organiza: S.C. Na Virada/AJA. Colabora: Concellería Cultura do Concello de Bueu.
Tertúlia “Intervenção e Surrealismo” com Alexandre Pereira Martins (da Universidade de Colónia – Alemanha), autor de uma tese de doutoramento sobre a obra poética de José Afonso, e Helena Afonso.
Casa da Cultura de Setúbal, 17.3.2013
Senha de Abril só regressou para quem a esqueceu
Na manifestação de hoje vai voltar a ouvir-se “Grândola Vila Morena”. A TSF conversou com Zélia Afonso e com o presidente da Associação José Afonso, que sublinham que é preciso lutar.
Zélia Afonso não tem dúvidas e defende que é necessário «combater o que nos está a acontecer e se for com a “Grândola Vila Morena” acho que pode ser uma voz de luta e de protesto».
A viúva de Zeca Afonso lembra que a música não nasceu para ser hino de luta, mas não considera «desajustado» o uso de “Grândola Vila Morena” nas manifestações.
Zélia Afonso diz ainda à TSF que «gostaria que ele [Zeca Afonso] estivesse presente. Sou capaz de imaginar, mas não quero pronunciar-me sobre isso, acho que não é honesto».
O presidente da Associação José Afonso, Francisco Fanhais, que gravou o original com o músico, diz à TSF que só pode lamentar que «nos queiram quebrar o sonho e condenar à tristeza».
Francisco Fanhais destaca a necessidade de lutar e manifesta «um apoio incondicional a esta manifestação popular, que ultrapassa as convocatórias dos partidos e das sindicais».
Quanto ao facto da música “Grândola Vila Morena” ser, nos últimos tempos, a canção escolhida para diversos protestos, o presidente da Associação José Afonso sublinha que este «só pode ser um regresso para aqueles que ao longo todos estes anos esqueceram que a fraternidade tem de se construir todos os dias».
Caro(a) s Amigo (a)s:
A Associação José Afonso vem por este meio declarar o seu apoio às iniciativas populares previstas para o próximo dia 2 de Março, sobre o lema QUE SE LIXE A TROIKA! O POVO É QUEM MAIS ORDENA!”
Porque não queremos que o presente dos cidadãos seja condicionado à inevitabilidade do sofrimento, porque não queremos um futuro condenado à tristeza, porque defendemos os sonhos contra a morte, porque lutamos pelo direito à vida contra a simples sobrevivência…porque queremos a terra da fraternidade…estaremos na rua no próximo dia 2 de Março.
Cordiais Saudações,
Pela Direcção da Associação José Afonso
Francisco Fanhais
(Presidente)
Imagens da cerimónia de entrega do diploma de Sócio Colectivo ao Sindicato dos Professores do Norte.
Imagens do concerto comemorativo dos 25 anos da AJA “Às vezes não tenho jeito para falar de amigos”. Mais imagens na página do Facebook da AJA:
Boas notícias!
O concerto de homenagem a José Afonso organizado pelo Théâtre de la Ville, com a colaboração da Associação José Afonso, será transmitido em directo neste sítio.
O concerto será no dia 21 de Novembro às 20h30, 19h30 em Portugal, e terá em palco Francisco Fanhais, Júlio Pereira (c/ Miguel Veras, Yara Gutkin e Marcos Alves), João Afonso, António Zambujo e Mayra Andrade.
TERTÚLIAS ITINERANTES – FELGUEIRAS
“Sangue, suor e lágrimas” na homenagem a Carlos Paredes
Centenas de pessoas encheram por completo a igreja de Airães, na tarde do passado domingo, para receberem a guitarrista Luísa Amaro na tertúlia-concerto de homenagem a Carlos Paredes, realizada pelas Tertúlias Itinerantes. A iniciativa contou com a parceria da Junta de Freguesia local, da Rota do Românico e da Associação José Afonso.
Luísa Amaro, que foi companheira de Carlos Paredes, e os, também, jovens guitarristas Henrique Fraga e Marco Matos tocaram e encantaram os presentes. Octávio Fonseca, crítico musical, falou da obra do homenageado.
Mas este evento (sem dúvida, de rara beleza) ganhou ainda maior encanto quando professores e alunos das escolas do concelho, uma da escola de Recarei (Paredes) e do Colégio Júlio Dinis (Porto) foram oferecer a Luísa Amaro os trabalhos de artes plásticas e escrita criativa que trabalharam nas aulas em apenas duas semanas. Luísa Amaro emocionou-se, em lágrimas, com o gesto da comunidade escolar. Também, alguns dos consagrados artistas plásticos participantes nesta homenagem acabaram por lhe oferecer as suas obras.
“Estou surpreendida e comovida com esta iniciativa, recheada de afectos, de emoção, de muito calor humano. Uma iniciativa destas só se torna possível com este trabalho de base, feito com sangue, suor e lágrimas”.
José Carlos Pereira, da organização, referiu: “Este é um tempo de resistência, em que não queremos doutrinar ninguém, mas vamos contra a linha dominante deste país, que é a cultura da Casa dos Segredos”
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