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  • 100 Anos de José Afonso
April 2010
Home 2010
Homenagens e tributos (2010)
23/04/2010By AJA

Tributo a José Afonso em Alfândega da Fé

As Comemorações do 25 de Abril em Alfândega da Fé vão ficar marcadas, este ano, como o espectáculo musical “Tributo a Zeca Afonso”, pelo grupo Frei Fado D’el Rei, que terá lugar no auditório da Casa da Cultura, a partir das 18h00. Segundo nota do município local, este Tributo é uma viagem através de 14 temas deste mestre da música portuguesa, mas também de alguns poemas e poetas que musicou, como o poema “Ser Poeta”, de Manuel Alegre, que dá nome ao último disco dos Frei Fado Del Rei.

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Manuel Freire
22/04/2010By AJA

Manuel Freire nas comemorações do 25 de Abril em Felgueiras

Manuel Freire vai estar presente, para uma “Tertúlia/Concerto”, em que recordará a sua participação num Canto Livre em Felgueiras, na noite de 4 de Outubro de 1969, em que José Afonso foi a figura do espectáculo, acompanhado por Mário Viegas e Raimundo Jorge.

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Homenagens e tributos (2010)
22/04/2010By AJA

25 de Abril no Porto evoca José Afonso

“O que faz falta é defender e cumprir Abril!” Com este lema, inspirado no refrão de uma canção de José Afonso, decorre, a 24 e 25 de Abril, a iniciativa que celebra, no Porto, os 36 anos da revolução. O programa foi ontem divulgado pela comissão promotora das comemorações no concelho, que decidiu, este ano, lembrar o 80.º aniversário do autor de Grândola Vila Morena.
Dia 24 (sábado) à tarde, há uma visita pedagógica às instalações da antiga PIDE/DGS no Porto, para jovens até aos 30 anos que não viveram “situações de falta de liberdade”, como vincou João Torres, da organização. À noite, a música junta-se à poesia numa evocação do “Zeca”. Helena Borges, da Associação José Afonso, diz que a ideia é “enaltecer o homem e o seu exemplo cívico, agitando mentalidades”. Depois, vem o fogo-de-artifício.
A tarde de domingo abre com uma homenagem aos resistentes antifascistas no Largo Soares dos Reis. Daqui parte o “desfile da Liberdade” para os Aliados, onde se escutarão mais canções revolucionárias e intervenções a cargo da Associação 25 de Abril.

Rui Azevedo | Público

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Homenagens e tributos (2010)
21/04/2010By AJA

Em Évora

www.doimaginario.org

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Homenagens e tributos (2010)
21/04/2010By AJA

Festa popular a lembrar o cantor Zeca Afonso na celebração do 25 de Abril

A celebração do 25 de Abril no Porto estará associada, este ano, ao 80.º aniversário do nascimento do cantor Zeca Afonso. O poeta e música será lembrado na noite da festa popular, que antecede o dia do feriado nacional, pela voz de vários artistas.
A Comissão Promotora das Comemorações Populares do 25 de Abril reserva, ainda, uma surpresa para jovens com menos de 30 anos.
Pela primeira vez, como especifica João Torres, membro da referida comissão, realizar-se-á uma visita guiada às instalação da antiga PIDE na Rua do Heroísmo, no Porto. Esta viagem ao passado será conduzida pela dirigente sindical Maria José Ribeiro, que chegou a estar presa naquele local antes do 25 de Abril de 1974, e tem destinatários especiais.
“Esta visita é só para jovens até aos 30 anos. Foi pensado que as pessoas mais velhas, que viveram a Revolução dos Cravos, já têm um conhecimento do que foi a actuação da polícia política. Queremos ter uma atitude pedagógica em relação aos mais jovens que não experimentaram situações de falta de liberdade”, sublinha João Torres. Os interessados poderão inscrever-se na Casa Sindical. A visita terá lugar às 15 horas de sábado e é limitada a 25 pessoas.
A noite será de festa popular na Avenida dos Aliados. A partir das 21.30 horas, haverá música e poesia com evocação de Zeca Afonso. O Coral de Letras, o Canto Décimo, José Luís Guimarães e Gabriela Marques serão alguns dos artistas presentes. A celebração fecha com fogo-de-artifício.
No dia seguinte, o Largo de Soares dos Reis será, às 14 horas, cenário da homenagem aos resistentes anti-fascistas. Daí partirá o desfile até à Avenida dos Aliados onde será feita uma intervenção pela Associação 25 de Abril. Também haverá música.
Jornal de Notícias

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80 anos de Zeca
21/04/2010By AJA

Na Escola Artística Soares dos Reis, no Porto

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GalizaHomenagens e tributos (2010)
20/04/2010By AJA

Homenagem a José Afonso em Ourense

Como parte das atividades lúdicas das III Jornadas de História da Galiza em Ourense e também como homenagem ao Zeca Afonso, a Esmorga organiza para este sábado, 24 de Abril às 22h30 um concerto de Terra Morena, banda local, com temas do Zeca Afonso e outros cantautores da altura, no C.S. A Esmorga precedido de um jantar português. A entrada do concerto será de 4€ (3€ para sóci@s da Esmorga).
Os que quiserdes cear no jantar português só é apontar-vos previamente no C.S. A Esmorga. O preço da ceia+concerto será de 5€ (4€ para sóci@s da Esmorga) e vai consistir principalmente em bacalhau com natas.

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AJA Norte
20/04/2010By AJA

“O canto de intervenção” no Porto

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Homenagens e tributos (música)
19/04/2010By AJA

O Movimento Alternativo Rock esteve na FNAC a apresentar o projecto “Venham mais cinco”

O Movimento Alternativo Rock apresentou este fim-de-semana o projecto “Venham mais cinco” na FNAC Colombo. Para além do concerto, Rui Mota, da Associação José Afonso, esteve à conversa com alguns dos presentes. Para os mais esquecidos, aqui fica um dos vídeos que aqui já demos a conhecer, lembrando também que poderão rever este espectáculo dia 24 de Abril no Santiago Alquimista, em Lisboa.

 

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AJA Norte
19/04/2010By AJA

Dia 8 de Maio vai haver Canto de Intervenção em Setúbal

O núcleo do Norte da Associação José Afonso apresenta uma sessão com música, referências históricas, momentos de poesia e projecção de imagens dedicada ao Canto de Intervenção. Será percorrida a história do Canto de Intervenção fundamentalmente em Portugal, mas também noutras partes do mundo, contextualizando o papel dos cantautores na música e na sociedade e interpretando algumas das suas músicas e poesias mais marcantes.

Esta sessão será realizada na Sociedade Filarmónica Capricho Setubalense, na rua Sociedade Musical Capricho Setubalense.
Telefone: 265 522 327‎
Entrada: 3€

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Discografia (participações)Vídeo
19/04/2010By AJA

Fausto e José Afonso interpretam “Não canto porque sonho”


Letra de Eugénio de Andrade e música de António Pedro Braga e Fausto Bordalo Dias. Do disco “P’ró que der e vier” de 1974

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Tertúlias
18/04/2010By AJA

Conversa(s) sobre José Afonso em Canas de Senhorim

Foi professor em Mangualde, teve um co-produtor de Viseu e era amigo de pessoas da região. Fernando Almeida, João Luís Oliva e Lira e Pitum Keil foram protagonistas de diferentes relacionamentos com Zeca Afonso e partilharão as facetas do homem.
Esta homenagem irá decorrer n’As Casas do Visconde, em Canas de Senhorim, no dia 25 de Abril às 15h00.
Cada pessoa deverá contribuir com 1 euro e com uma iguaria, confeccionada por ela própria, para um lanche partilhado.
Contactos: 960 254 457 . 937 646 484 . amarelosilvestre@gmail.com
Organização: Amarelo Silvestre – As Casas do Visconde

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80 anos de Zeca
17/04/2010By AJA

Imagens do café concerto realizado na Escola EB 2-3 do Canidelo

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Associação José AfonsoLançamentos
17/04/2010By AJA

Hoje, na sessão de apresentação do livro “Carta aberta a Salazar” de Henrique Galvão, organizada pela AJA

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Francisco NaiaHomenagens e tributos (música)
16/04/2010By AJA

Recital “José Afonso, o canto da utopia”

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Homenagens e tributos (2010)
15/04/2010By AJA

Tributo a José Afonso em Tortosendo, Covilhã

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Homenagens e tributos (música)
15/04/2010By AJA

A formiga no carreiro

A FORMIGA NO CARREIRO (25 Canções para Abril) é um espectáculo musical construído sobre canções de José Afonso e em textos de Viriato Teles. Com um formato intimista (interpretado por um quinteto de músicos), A FORMIGA NO CARREIRO foi construída para assinalar os 20 anos da morte deste importante marco da recente História de Portugal que foi José Afonso. Estas canções ilustram publicamente o recriar duma matéria-prima cujos princípios activos são verdadeiras pedras preciosas.

Local: Teatro Helena Sá e Costa, Porto
Dia 23 de Abril, às 21:30h

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80 anos de Zeca
15/04/2010By AJA

Fazer a festa com 80 anos de Zeca

O “Fazer a Festa” – 29º Festival Internacional de Teatro, que este ano se realiza nos Jardins do Palácio de Cristal e no Museu Nacional Soares do Reis, de 24 de Abril a 2 de Maio, realizará uma EVOCAÇÃO “A FORMIGA NO CARREIRO – 80 ANOS DE ZECA” – Música, Exposição e venda de artigos relacionados com a vida e obra de José Afonso, integrada no “Projecto 80 anos de Zeca”, uma iniciativa lançada pelo Núcleo do Norte da AJA a que aderiram cerca de 90 pessoas colectivas de Portugal e Galiza”.
Venham até ao FAZER A FESTA e consultem programa a partir de amanhã no www.teatroartimagem.org

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Homenagens e tributos (música)
14/04/2010By AJA

Concerto “Venham mais cinco” na Sociedade Guilherme Cossoul

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80 anos de Zeca
14/04/2010By AJA

Há canto em Ermesinde

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Associação José AfonsoLançamentos
13/04/2010By AJA

Apresentação do livro “Carta aberta a Salazar” do General Henrique Galvão

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80 anos de Zeca
12/04/2010By AJA

Café concerto dedicado ao Canto de Intervenção

O núcleo do Norte da Associação José Afonso apresenta uma sessão dedicada ao Canto de Intervenção, com música ao vivo, narração, momentos de poesia e projecção de imagens. Será percorrida a história do Canto de Intervenção em Portugal e noutras partes do mundo, contextualizando o papel dos cantautores na música e na sociedade e interpretando algumas das suas músicas e poesias mais marcantes.
6ª feira,  16 de Abril, 21h30
Entrada Livre
Escola EB 2-3 do Canidelo  (Rua Nova do Fojo – VN Gaia)

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Homenagens e tributos (2010)
09/04/2010By AJA

Aljustrel celebra José Afonso

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80 anos de Zeca
09/04/2010By AJA

Este fim-de-semana, o concerto “JazZeca” vai andar pelo Alentejo

Este fim-de-semana os MUSICA DI GIORGIO (Paulo Alexandre Jorge, saxofones / Nuno Almeida, piano/ Pedro Almeida, bateria) tocarão por terras do Alentejo, levando o espectáculo JAZZECA (no âmbito das comemorações dos 80 anos de Zeca Afonso):
Sábado, em Évora, pelas 22h na SOIR Joaquim António D’aguiar.
Domingo, em Montemor-o-Novo, pelas 18.30h, nas Oficinas do Convento.

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Colóquios
08/04/2010By AJA

“Ciclo Musical Persona” aborda a figura de José Afonso na Biblioteca de Silves

No próximo dia 10 de Abril, às 16h30, a Câmara Municipal de Silves organiza mais uma sessão do “Ciclo Musical Persona”, desta vez com um concerto de Ricardo Martins, concorrente finalista ao Festival RTP da Canção 2010, e sua banda, dedicado a José Afonso.
Este evento contará ainda com a apresentação do livro “Fotobiografias do século XX – José Afonso”, pela historiadora Irene Pimentel (Prémio Pessoa 2007) e uma tertúlia com o professor José Louro.
O Ciclo “Persona”, que teve início no passado dia 6 de Março, é dedicado a seis figuras fundamentais do universo musical, sendo composto de seis sessões: três delas sobre compositores de música clássica do período romântico: Robert Schumann, Frédéric Chopin e Ludwig van Beethoven e as outras três sobre intérpretes marcantes da música em língua portuguesa do século XX: António Variações, José Afonso e Caetano Veloso.
O objectivo deste ciclo é dar a conhecer ao público em geral a vida e obra das figuras musicais em questão através de sessões com um formato dinâmico e sobretudo multidisciplinar, em que se cruzam momentos de música ao vivo com audição comentada, debate, leitura de textos em voz alta, apresentação de livros e visionamentos fílmicos, sempre com a participação de vários convidados especiais.
BN / RS
Notícia Região Sul

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Escolas
08/04/2010By AJA

Trabalhos sobre José Afonso do Agrupamento de Escolas de Nisa

Agrupamento de Escolas de Nisa

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Homenagens e tributos (música)
08/04/2010By AJA

Tributo a José Afonso no Santiago Alquimista, em Lisboa, dia 24 de Abril

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80 anos de Zeca
07/04/2010By AJA

Inauguração do puzzle “Juntos na construção de um novo mundo”

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Associação José Afonso
02/04/2010By AJA

O blogue da AJA faz hoje 5 anos

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Testemunhos
02/04/2010By AJA

“Só nós estamos proibidos de cantar, vós não!”

Passaram 23 anos após a morte de Zeca Afonso. Em 23 de Fevereiro de 1987, após uma dura luta contra a grave doença que o atormentava, viria a sucumbir no leito do hospital.
Muito já se disse do Homem, Poeta , Cantor e Compositor. Porém, nunca será de mais realçar o seu culto da amizade ao próximo, a solidariedade para com os mais desfavorecidos, a busca constante da liberdade para o seu Povo, bem presente nas suas canções.
Foste um “guerrilheiro” em que as tuas armas eram poemas e o ribombar dos teus canhões eram os sons das tuas baladas, entoadas em uníssono pelas multidões que te adoravam e adoram.
A censura e a repressão do antigo regime nunca te conseguiram calar. É de assinalar a ridícula acção da polícia política que em vésperas do dia 1º de Maio, te prendia preventivamente, para evitar que fosses fazer acções de canto livre junto das camadas trabalhadoras. Passada aquela data eras posto em liberdade.
A falta de liberdade antes de 25 de Abril de 1974, põe a ridículo as alegações caricatas de uns quantos políticos actuais que hoje apregoam não haver actualmente em Portugal liberdade de expressão. Onde está a censura prévia que cortava textos quase inteiros, a ponto de, o que restava, não ter qualquer sentido? Onde estão as prisões efectuadas nas madrugadas de hoje sobre aqueles que são de opinião política diferente do governo?
Tu, Zeca, para conseguires iludir os censores, em geral coroneis reformados, bordavas os teus poemas com expressões figuradas de simbolismos sub-reptícios de rara beleza.
Por falar em liberdade, lembro-me de um episódio a que felizmente assisti e que me marcou profundamente.
Decorria o ano de 1970 ou 1971. Foi publicitado que se iria realizar no Sport Operário Marinhense, pelas 21H30, uma sessão em que iria actuar José Afonso, Adriano Correia de Oliveira e outros de que não recordo o nome. O evento gerou logo grande expectativa na juventude marinhense.
A sala estava repleta. Ao fundo do palco um grande cartaz com as primeiras letras de “Roseira brava, roseira…”.
O espectáculo estava para começar quando chegaram elementos da polícia política- D.G.S., com ordens para proibir o evento. O ambiente da sala estava pesado, o nervosismo era visível nos rostos dos presentes. Zeca e Adriano percorriam o corredor entre as cadeiras, de um lado para o outro.
Um prestigiado médico local que se encontrava na sala como espectador, endereçou uma mensagem ao Governador Civil de Leiria, tomando a responsabilidade em como o espectáculo decorreria normalmente, sem alterações de ordem pública.
Mais uma espera e seriam talvez umas 23 horas quando veio a resposta: A sessão estava proibida!…
Não havendo mais nada a fazer, tu Zeca, dirigiste-te aos presentes e disseste: “Só nós estamos proibidos de cantar, vós não!… Sendo assim, cantem vocês para nós!…”
Então, perante os agentes atónitos, foi realizada uma sessão inesquecível em que, uma plateia em coro, interpretou um desfilar de canções cujas letras todos sabíamos de cor.
Hoje, constato com alegria que não só a minha geração, mas também os vindouros te admiram e essa é a maior prova da tua imortalidade.

Encontrado aqui

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80 anos de Zeca
02/04/2010By AJA

Jantar comemorativo “80 anos de Zeca”

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GrândolaJoan BaezVídeo
01/04/2010By AJA

Coliseu dos Recreios, Lisboa, Março 2010

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Sem categoria
01/04/2010By AJA

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Homenagens e tributos (música)
31/03/2010By AJA

Concerto “20 canções para Zeca Afonso” em Guimarães

No Centro Cultural de Vila Flor, Guimarães

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Homenagens e tributos (2010)
29/03/2010By AJA

Azeitão prestou tributo a José Afonso nos passados dias 20 e 21 de Março

Toda a informação AQUI

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80 anos de ZecaArranjos coraisCanto décimoGuilhermino MonteiroHomenagens e tributos (música)
23/03/2010By AJA

Concerto dos “Canto Décimo” no Clube Literário do Porto

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Testemunhos
23/03/2010By AJA

Um concerto no Sport Operário Marinhense

Passaram 23 anos após a morte de Zeca Afonso. Em 23 de Fevereiro de 1987, após uma dura luta contra a grave doença que o atormentava, viria a sucumbir no leito do hospital.
Muito já se disse do Homem, Poeta , Cantor e Compositor. Porém, nunca será de mais realçar o seu culto da amizade ao próximo, a solidariedade para com os mais desfavorecidos, a busca constante da liberdade para o seu Povo, bem presente nas suas canções.
Foste um “guerrilheiro” em que as tuas armas eram poemas e o ribombar dos teus canhões eram os sons das tuas baladas, entoadas em uníssono pelas multidões que te adoravam e adoram.
A censura e a repressão do antigo regime nunca te conseguiram calar. É de assinalar a ridícula acção da polícia política que em vésperas do dia 1º de Maio, te prendia preventivamente, para evitar que fosses fazer acções de canto livre junto das camadas trabalhadoras. Passada aquela data eras posto em liberdade.
A falta de liberdade antes de 25 de Abril de 1974, põe a ridículo as alegações caricatas de uns quantos políticos actuais que hoje apregoam não haver actualmente em Portugal liberdade de expressão. Onde está a censura prévia que cortava textos quase inteiros, a ponto de, o que restava, não ter qualquer sentido? Onde estão as prisões efectuadas nas madrugadas de hoje sobre aqueles que são de opinião política diferente do governo?
Tu, Zeca, para conseguires iludir os censores, em geral coroneis reformados, bordavas os teus poemas com expressões figuradas de simbolismos sub-reptícios de rara beleza.
Por falar em liberdade, lembro-me de um episódio a que felizmente assisti e que me marcou profundamente.
Decorria o ano de 1970 ou 1971. Foi publicitado que se iria realizar no Sport Operário Marinhense, pelas 21H30, uma sessão em que iria actuar José Afonso, Adriano Correia de Oliveira e outros de que não recordo o nome. O evento gerou logo grande expectativa na juventude marinhense.
A sala estava repleta. Ao fundo do palco um grande cartaz com as primeiras letras de “Roseira brava, roseira…”.
O espectáculo estava para começar quando chegaram elementos da polícia política- D.G.S., com ordens para proibir o evento. O ambiente da sala estava pesado, o nervosismo era visível nos rostos dos presentes. Zeca e Adriano percorriam o corredor entre as cadeiras, de um lado para o outro.
Um prestigiado médico local que se encontrava na sala como espectador, endereçou uma mensagem ao Governador Civil de Leiria, tomando a responsabilidade em como o espectáculo decorreria normalmente, sem alterações de ordem pública.
Mais uma espera e seriam talvez umas 23 horas quando veio a resposta: A sessão estava proibida!…
Não havendo mais nada a fazer, tu Zeca, dirigiste-te aos presentes e disseste: “Só nós estamos proibidos de cantar, vós não!… Sendo assim, cantem vocês para nós!…”
Então, perante os agentes atónitos, foi realizada uma sessão inesquecível em que, uma plateia em coro, interpretou um desfilar de canções cujas letras todos sabíamos de cor.
Hoje, constato com alegria que não só a minha geração, mas também os vindouros te admiram e essa é a maior prova da tua imortalidade.

Carlos Rocha Oliveira

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80 anos de ZecaArranjos instrumentaisHomenagens e tributos (música)
19/03/2010By AJA

Jazzeca no Clube Literário do Porto

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80 anos de ZecaHomenagens e tributos (2010)
18/03/2010By AJA

Movimento Fórum Cidadania Azeitão + Dia mundial da poesia + José Afonso =

Em Azeitão, o Movimento Fórum Cidadania Azeitão, como subscritor do projecto “80 anos de Zeca”, promove uma acção conjunta com a Associação José Afonso AJA, de comemoração do Dia Mundial da Poesia «Distribuição de Poesia em papel do Poeta/Cantor Zeca Afonso pela população de Brejos, Vila Nogueira, Vila Fresca e Vendas de Azeitão».
A iniciativa vai decorrer no Supermercado INTERMARCHE e no café/restaurante São Lourenço em Vila Nogueira, em Brejos de Azeitão será no snackbar Tortas de Azeitão, nos Verdes (Alfaces), e também no São Simão Bar e no Café STARS.
Em Vila Fresca de Azeitão será no restaurante “O Manel” e por fim na localidade de Vendas de Azeitão o estabelecimento comercial escolhido foi o snackbar Tê. Para o Movimento Fórum Cidadania Azeitão, esta acção constitui mais um contributo especial nas celebrações que durante todo o ano comemorativo tem vindo a relembrar o nosso grande cantor e a manter viva a sua presença entre nós.

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80 anos de Zeca
18/03/2010By AJA

Blogue “80 anos de Zeca”

 
Mantenham-se actualizados sobre as actividades levadas a cabo pela AJA norte no âmbito dos “80 anos de Zeca”

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Homenagens e tributos (2010)
16/03/2010By AJA

24 de Abril, no Santiago Alquimista, em Lisboa

Vamos juntar-nos ao FEEDBACKMUSICA, ao MOVIMENTO ALTERNATIVO ROCK, aos “80 ANOS DE ZECA” e a uma serie de projectos musicais portugueses para celebrar uma das vozes mais emblemáticas de Abril: ZECA AFONSO.
Em 2009, mais de 600 pessoas puseram o cravo na lapela e rumaram ao Santiago Alquimista na Festa da Revolução!
Este ano a festa continua!!, a Revolução é cultural, musical e repleta de BOA DISPOSIÇÃO E MUSICA CANTADA EM PORTUGUÊS.
Por apenas 5 EUROS todos poderemos cantar em alta voz ZECA nesta noite que será memorável e ainda levar para casa um DVD comemorativo.
Venham mais cinco. Duma assentada. APAREÇAM!

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Homenagens e tributos (2010)
14/03/2010By AJA

Tributo em Azeitão

Mais informações

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Cartazes de concertos
14/03/2010By AJA

Cartazes de concertos de José Afonso em Freiburg, 1980

Do arquivo de José Pacheco Pereira

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Homenagens e tributos (2010)Prémios e distinções
14/03/2010By AJA

Entrega do prémio Liberpress


 
Vídeo com imagens recolhidas aquando da entrega do Prémio Liberpress a José Afonso, no dia 04.07.2009.
Mais informação aqui

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ColóquiosConferências
13/03/2010By AJA

Cantar a Revolução no Alentejo

Dia 13 de Março
15H30:
Inauguração da Exposição
PREC
Cantar a Revolução no Alentejo
na Biblioteca Municipal Almeida Faria, em Montemor-o-Novo
Autor e comissário:
Dr. Eduardo M. Raposo

Exposição com imagens, documentos,
textos e registo sonoro alusivos a:
José Afonso
Adriano Correia de Oliveira
Fausto
Francisco Ceia
Francisco Fanhais
Francisco Naia
Janita Salomé
José Jorge Letria
José Mário Branco
Luís Cília
Luísa Basto
Manuel Freire
Maria do Amparo
Samuel
Sérgio Godinho
Vitorino Salomé

16H00:
No Auditório da Biblioteca
Mesa-Redonda
O PREC no Alentejo:
Poder Popular ou
imposição revolucionária?

Apresentação pelo
Presidente do Município Dr. Carlos Pinto de Sá

Moderação:
Dr. Eduardo M. Raposo

Convidados:
Coronel Andrade e Silva
Eng.º António Murteira
Custódio Gingão
Francisco Ceia
Janita Salomé (a confirmar)
José Jorge Letria
General Pedro Pezarat Correia

13 Março a 30 Abril 2010 • Biblioteca Municipal Almeida Faria • Montemor-o-Novo

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Homenagens e tributos (2010)
13/03/2010By AJA

Sessão evocativa de José Afonso em Cascais

2ª feira , dia 15, pelas 16.30, na ESCOLA PROFISSIONAL DE TEATRO DE CASCAIS, realiza-se uma sessão evocativa de JOSÉ AFONSO que tem como convidado DURVAL MOREIRINHAS acompanhado por Teotónio Xavier. Esta realização deve-se ao empenhamento dos alunos finalistas de escola no âmbito da disciplina de Integração leccionada por Carlos Carranca.

A sessão é aberta.

Via Guitarra de Coimbra

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Testemunhos
13/03/2010By AJA

Zeca Afonso mora aqui

Disse Jorge Luís Borges: Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças, se tivesse outra vez outra vida pela frente. Escreveu António Gedeão: Nesta insignificância, gratuita e desvalida, Universo sou eu com nebulosas e tudo. William Shakespeare afirmou: E aprendes que não importa o quanto te importas, porque algumas pessoas simplesmente não se importam…Tendo estas citações como preâmbulo do trabalho que irei construindo, tomando o papel como base e o conhecimento como ferramenta, lembro ainda como aperitivo as sábias palavras do poeta militante Pablo Neruda: Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca, não arrisca vestir uma nova cor, ou não conversa com quem não conhece. E porque também eu, Leonel Coelho, sou gente, relembro o que publiquei dirigido aos jovens: Aos que escrevem, aos que contam, ilustram, anotam, apontam, aos excluídos, aos deserdados, aos de pouca ou nenhuma sorte, olha a todos com o coração, com toda a tua alegria e grita-lhes – oh gente minha, Bom Dia.
Eu podia dizer a quem nos ler que vou agora falar sobre o Zeca, mas não. É do Zeca que estou a falar quando afirmações, conselhos ou opiniões afloram como flores ou espadas de outros Zecas. O Zeca que eu conheci aqui na nossa Academia de Alhos Vedros, na nossa rua, ou na casita onde ainda moro, construi-se bebendo nas fontes que aqui invoco, que aqui recordo e com quem convirjo. O Zeca simples, humilde e enigmático que eu conheci era o nosso pombo-correio. Ele saltava de Setúbal para a Baixa da Banheira, Seixal, Barreiro, e trazia tarjetas para recolhas de auxílio aos presos políticos, escondia-se nas casas dos amigos, tinha a noite como companheira favorita e protectora. O Zeca com a sua guitarra, as velhas calças de bombazina e a sua esfiapada camisa aos quadradinhos, chegava e passado muito pouco tempo já toda a gente passava palavra: o Zeca está na Academia! E era a maré-cheia. A extraordinária juventude expandia-se, agigantava-se e aconteciam palavras, olhares, entusiasmos. Era contagiante. Quando o evocamos no velho cemitério da Piedade, em Setúbal, é o seu incomparável entusiasmo que pretendemos reavivar, tal como o ferreiro reaviva a forja, a padeira anima o forno, ou o guerreiro limpa as armas em tempo de paz com guerras no horizonte. É meu dever que cumpro com gosto, referir que é pela mão do meu velho amigo Dr. Afonso de Albuquerque que o Zeca Afonso desembarca, já não sei bem quando, aqui na Academia. Depois foram as sopinhas de couves quentinhas que a minha mulher servia ao Zeca. Partilhávamos então notícias sobre greves, prisões, torturas e até assassinatos. A PIDE estava lá fora, hedionda, traiçoeira e sempre pronta a saltar sobre nós. Pela mão do Zeca aqui vieram cantores, escritores, jornalistas, actores e políticos: Padre Fanhais, Fausto, Benedito, Letria, Castrim, Alice Vieira, Rogério Paulo, Yevetutchenco, Sotomaior Cardia, João Mota, Grupos de Teatro, etc. Nunca houve nada programado na Academia. A sala era o palco. Passava-se a palavra e a festa estava no ar. Nas ruas montávamos vigilância e muitas vezes corremos a PIDE à pedrada até ao comboio. Mercê de tudo isso sentimos na pele os interrogatórios, a prisão e a tortura. A Academia era uma casa permanentemente vigiada e sempre perseguida. O Zeca deixou marcas indeléveis de luta e solidariedade em toda a juventude da nossa terra e da nossa região. O Bairro Gouveia e as Arroteias foram os que mais livremente usufruíram a contagiante personalidade do amigo Zeca. Aqui na Academia nunca ninguém nos derrotou. A presença do Zeca era a nossa fortaleza e nós bem sabíamos que ainda havia o Luís Cília e o grande Amigão Adriano Correia de Oliveira, homem a quem me dobro e agradeço o muito que aprendemos. Não esquecer também o papel relevante que o Zeca teve na formação da juventude daqui. Essa mesma juventude que acorreu em força à grande manifestação de luta e pesar que constituiu o funeral do estudante Ribeiro Santos, militante do MRPP assassinado pela PIDE decorria o ano de 1972. Foi ainda acerca da Guerra Colonial que Zeca Afonso mais lutou e ensinou, sendo por ele e por outros camaradas dados os primeiros e mais importantes passos contra aquela guerra tão nefasta ao nosso povo e aos povos africanos.
Em rodapé, mas com as honras que lhe são devidas, de referir a mão do Zeca na vinda à Academia do Coro dos Amadores de Música e do seu prestigiado maestro Fernando Lopes Graça, Areosa Feio, prestigiado anti-fascista, Manuel Cabanas e muitas outras figuras que honraram a nossa casa e acrescentaram à nossa terra valores culturais, colocando-a na primeira fila da luta pelo derrube da ditadura salazarista. Jornais como o “Comércio do Funchal”, “Jornal do Fundão” e “Notícias da Amadora”, narraram em devido tempo os nossos combates, as nossas vitórias. As canções do Zeca andavam por aqui de boca em boca. A presença do Zeca, o seu trabalho em clubes, tertúlias e festas, assume quinhão relevante na vitória que aconteceu nas eleições de 1969. Nestas eleições a União Nacional salazarista saiu de rabo entre as pernas, cabisbaixos e vociferando ameaças. Na noite de 3 de Maio de 1970, a PIDE prendeu só duma assentada Stalin Jesus Rodrigues, Leonel Coelho, Álvaro Monteiro, Gravatinha Lopes, Zacarias, Matos, A. Chora e F. Cunha. Por tudo isto, o Zeca vive e será sempre uma bandeira. Acabo por informar os mais descuidados que o Zeca às vezes nem tinha dinheiro para uma sopa. E não esquecer que estamos a falar do Dr. José Afonso Cerqueira dos Santos, o poeta, o professor, o músico, o lutador e o Amigo. Honra, pois, ao Zeca.
Leonel Coelho
Março/2010

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Conferências
12/03/2010By AJA

José Afonso no ciclo musical “Persona”, em Silves

Durante os meses de Março a Junho, deste ano, a Biblioteca Municipal irá apresentar o ciclo “Persona”, dedicado a seis figuras fundamentais do universo musical.
O ciclo será composto por seis sessões, sendo três delas sobre compositores de música clássica do período romântico, nomeadamente Robert Schumann, Frédéric Chopin e Ludwig van Beethoven, e as outras três acerca de três intérpretes marcantes da música em língua portuguesa do século XX: António Variações, José Afonso e Caetano Veloso.
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Arranjos corais
12/03/2010By AJA

“Balada do sino” pelo Grupo Coral das Lajes do Pico


Grupo Coral das Lajes do Pico, no Concerto de Natal realizado na Biblioteca Municipal de São Roque do Pico, dia 02/01/2010.

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Homenagens e tributos (2010)
11/03/2010By AJA

Tributo em Penela

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Homenagens e tributos (2010)Joan BaezNotícias
11/03/2010By AJA

Joan Baez canta Zeca Afonso

 

Trinta anos depois daquela que durante muito tempo foi a sua única actuação em Portugal, no desaparecido pavilhão do Dramático de Cascais, a norte-americana Joan Baez brindou ontem Lisboa com um concerto que foi uma lição de História e uma viagem à América profunda numa espécie de recital que encheu o Coliseu dos Recreios com muita gente de cabelo branco. Já na noite de segunda-feira a cantora esgotara a Casa da Música do Porto.
A par das baladas dos anos 60 e 70, Baez aproveitou para mostrar o seu mais recente disco, ‘Day After Tomorrow’, de 2008, em que interpreta composições de Tom Waits e Elvis Costello.
Por vezes a solo, apenas e só com as tonalidades acústicas do seu violão, outras vezes acompanhada por uma banda em que sobressai o seu filho, Gabriel Harris, nas percussões, a cantora de 69 anos, que abriu o concerto com ‘The Lily of the West’, recuperou clássicos de Bob Dylan (‘Farewell Angelina’ e ‘Forever Young’) e de Leonard Cohen (‘Susanne’), que um Coliseu dos Recreios totalmente rendido aplaudiu. “Isto é uma canção que escrevi há 50 anos, numa altura em que se levava muito a sério a pesquisa da folk”, disse ao tocar a balada ‘Silver Digger’”
Já tinha cantado uma canção brasileira, mas mais para o final do concerto a norte-americana repetiu o que já fizera na Casa da Música e cantou ‘a capella’ a ‘Grândola Vila Morena’, numa homenagem ao 25 de Abril. O tema de Zeca Afonso, servido num português bastante aceitável, foi acompanhado por uma multidão entusiasta, sendo o ponto alto da actuação de quase duas horas da ‘primeira-dama’ da folk norte-americana.

 
Luis Figueiredo Silva | Correio da Manhã

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Alípio de FreitasDiscografiaNo verso dos versosTestemunhos
11/03/2010By AJA

Luanda Cozetti sobre a música “Alípio de Freitas”

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Homenagens e tributos (2010)
11/03/2010By AJA

Festival de Tunas Mistas da Quantunna com tributo a José Afonso

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Arranjos corais
11/03/2010By AJA

Ensemble Voct | Concerto de homenagem a José Afonso a 17.10.09

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80 anos de Zeca
09/03/2010By AJA

Um convite aos artistas plásticos

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Carlos Couceiro
08/03/2010By AJA

Faleceu Carlos Couceiro

Carlos Couceiro (em baixo) com José Afonso
O José Afonso foi meu colega desde o 4º ano de Liceu e aí começaram as primeiras gui­tarradas e os primeiros fados de rua que era a maneira de nós não sermos derrapados, lá em Coimbra, com o Mário Barroso.
Saíamos para as nossas noitadas desde que se cantasse e tocasse bem ou mal, e ele cantava bem e o Barroso tocava muito bem, eu é que era o mais incipiente. Fomos colegas desde o 4º ano, e mais, vim a ser seu compadre, padrinho do seu primeiro filho.
Estava eu na Faculdade de Engenharia no Porto, quando recebi um recado dele, à sua boa maneira: “Quero que sejas o padrinho do meu filho”. E lá fui eu para o notário da Avenida da Sofia com a minha comadre, uma moça de Pinhel, a Leia. Entretanto, o José Afonso foi dando os nomes e as datas do pai, da mãe e dos avós e daquelas coisas todas que lhe pediam, até que o notário the perguntou: “Em que dia é que nasceu a criança?…” e ele: “Eh, pá, em que dia é que nasceu o meu filho???” E eu disse: “17 de Janeiro de 1952”. Histórias…! ele tem tantas… Uma em que ele quer receber a Tuna Académica de Coimbra que vinha de Nova Lisboa, em Angola, para o Lobito, no Caminho de Ferro. Ele pertencia à Comissão de Recepção. Eu já não via o Zeca há seis anos. Ele saíu do comboio dirigiu-se a mim e disse-me: “Eh pá, esta malta agora tem um sentido exagerado de propriedade,”, e eu perguntei-lhe: “Porquê, pá?” E ele explicou: “Olha quando me levantei, calcei as meias do parceiro que vinha na cabine, comigo, e o tipo refilou tanto, tanto, que eu estive a quase a ir-lhe ao focinho…”
Outra vez, ainda no Liceu, quando apareceu o aspecto ortográfico de acentuação, o Zeca nas aulas de Português dizia “Estando os conégos da Se com os cotóvelos apoiados numa mesa de pau de ebâno bebendo uma pinga de cáfe, estando uma menina a ler, diz um deles: “Ai que bem que a menina le”, pois ainda não é nada, porquanto ainda vamos no prológo quando formos no epilógo das formigas…! E muitas outras mais… Há muitas coisas que se sabe pouco dele, eu devo dizer, para mim, que o Santos Silva, engenheiro na Figueira, o Manuel Nemésio, filho do Vitorino Nemésio que o conhecemos na intimidade desde crianças, sabemos da sua generosidade, da sua coragem e da sua energia física. Nós punhamos as capas em cima da cabeça e ele saltava aquilo. Na Universidade ele corria muito bem… e como é que aquele homem vem a morrer com aquela doença de atrofias musculares ele que era de uma elasticidade física como poucos.
Era uma pessoa de grande coragem, pois por vezes em situações de grandes conflitos, em que ele não se metia, mas que não arredava pé.
Dizer dele, que era um homem de boa fé, duma descuidada ingenuidade, um homem bom e assim vivíamos. Convidou-me no dia seguinte ao casamento dele, que fez com umas testemunhas quaisquer, que encontrou. Sentei-me e comi com ele, o primeiro prato de bacalhau com duas batatas, no quarto dele no Beco da Carqueja, era um Beco que havia mesmo em frente da Sé Velha, e ele vivia ali no 3º andar.
Muitas vezes encontrei o Zeca Afonso a dormir na minha cama na minha “República” e eu a ter que me deitar num colchão no chão, porque ele não aceitava que o fossem tirar da cama onde dormia, aquilo era dele. São alguns pormenores que posso contar. Falar dele é falar de muita saudade. São muitos os episódios, mas acho que o António Fernandes Santos Silva engenheiro da Figueira da Foz, tem um livro que traz umas histórias sobre o Zeca. O Santos Silva, julgo que foi a pessoa que melhor retratou a vida do Zeca. O resto, floriram, e na minha opinião exploraram a pessoa que ele era. Nalgumas coisas, utilizaram a sua maneira de ser mas este, o Santos Silva, deu em toda a sua beleza a sua grande dimensão com a amizade de irmão.
Carlos Couceiro
Mais informação

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GalizaHomenagens e tributos (2010)
08/03/2010By AJA

Vai um passeio até à Galiza?

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CartasHomenagens e tributos (música)Rui PatoVídeo
06/03/2010By AJA

Ontem, no Salão Brazil, em Coimbra

Rui Pato e António Ataíde num concerto em que foram lidos alguns postais enviados por José Afonso a Rui Pato. Fotos e mais informações aqui, aqui e aqui

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Homenagens e tributos (2010)
05/03/2010By AJA

O Movimento Fórum Cidadania Azeitão celebra “80 Anos de Zeca”

O Movimento Fórum Cidadania Azeitão, como subscritor do projecto “80 anos de Zeca” da AJA Norte, vai organizar uma actividade à volta desta incontornável personalidade que, mais do que ninguém, cultivou uma desassossegada forma de estar na vida.

A sua enorme inquietude, espírito de solidariedade e amor pela liberdade colocaram-no sempre ao lado dos desprotegidos, dos que não tinham voz e por isso utilizou a cantiga como arma para despertar consciências, denunciar injustiças, provocar a reflexão e conquistar assim pessoas para o seu ideal de um mundo mais justo e solidário.
Com esta iniciativa o movimento quer homenagear o enorme talento do cantor autor mas também o homem de grande humanidade que partiu tão cedo do nosso convívio.
Queremos juntar Azeitonenses, Setubalenses, amigos, companheiros de estrada e admiradores do Zeca num especial momento de convívio e partilharemos testemunhos, música, poesia e tudo o mais que a amizade e a saudade despertarem em nós.
Saibam mais aqui

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Arranjos coraisGuilhermino MonteiroHomenagens e tributos (música)
02/03/2010By AJA

Grupo Coral Vox Populi canta José Afonso

No âmbito da comemoração dos “80 anos de Zeca” o recém-formado Grupo Coral Vox Populi, sob a direcção artística de Guilhermino Monteiro, lembra e celebra José Afonso.

16.3.2010 | 19h
Escola Secundária de S. Pedro da Cova (Gondomar)

17.4.2010
Museu mineiro de S. Pedro da Cova (Gondomar)

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80 anos de Zeca
26/02/2010By AJA

Juntos na construção de um novo mundo

Integrado na iniciativa “80 anos de Zeca”, a AJA Norte e o SPN, em parceria, lançam um desafio aos Educadores, Professores e seus Alunos, convidando-os a participar neste projecto – dirigido aos níveis educativos da Educação Pré-Escolar e do Ensino Básico.

Trata-se da realização de uma painel colectivo em formato de puzzle, sendo que cada uma das peças será plasticamente trabalhada pelos alunos das escolas que quiserem participar.
O painel será posteriormente exposto em espaço público da cidade do Porto a definir.
Este grande puzzle colectivo simboliza a união de forças em torno do objectivo comum de transformar o mundo. As peças, todas com o mesmo recorte, representam a igualdade de todos os seres humanos. O encaixe das peças, imprescindível para a sustentação do puzzle, simboliza o nosso estar de mãos-dadas nesta luta comum.
A obra, que estará permanentemente inacabada, plural e em construção, pretende traduzir a diversidade de pensamentos e acções comprometidos num mesmo querer: um mundo novo, justo e fraterno a alcançar no movimento do porvir.
Pretende-se acima de tudo a expressão das representações do que para todos se constituiu como um mundo melhor.
A sensibilização dos alunos para temáticas tão importantes quanto a Liberdade, a Dignidade do Ser Humano, o Fim das Discriminações (de género/ raciais/ sexuais/ culturais/ religiosas/…), a Carta Universal dos Direitos Humanos, o Respeito pelo Meio Ambiente, a Justiça Social, o 25 de Abril, …será feita partindo da audição das músicas, da análise das líricas, das leituras sugeridas…, discutindo e reflectindo criticamente sobre elas.
A resultante deste trabalho será mais que um jogo de formas e cores, será a tradução simbiótica da diversidade de inquietações, pensamentos e propostas de acção que remete para a finalidade do projecto.
Apela-se a quem estiver interessado em participar neste projecto, a enviar um mail para 80anosdezeca@gmail.com ou para ajanorte@gmail.com, para podermos entrar em contacto e facultar o dossier de apoio e peças necessárias.
Organização: Núcleo do Norte da Associação José Afonso; Sindicato dos Professores do Norte

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AJA Norte
26/02/2010By AJA

Em Matosinhos

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Homenagens e tributos (2010)
25/02/2010By AJA

Dia 28, em Lisboa

O bar INDA A NOITE É UMA CRIANÇA, na Praça das Flores, 8, em Lisboa, promove um evento, que recorda a obra de Zeca, no próximo domindo, 28 de Fevereiro, a partir das 17 h. A entrada é livre. 

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Homenagens e tributos (2010)
23/02/2010By AJA

No Seixal

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ExposiçõesHomenagens e tributos (2010)
19/02/2010By AJA

Na Biblioteca Municipal de S. João da Madeira

De 16 a 28 Fevereiro, esta exposição patente na recepção da Biblioteca, pretende divulgar o seu fundo documental, na qual destacamos a figura marcante da cultura popular portuguesa como poeta, compositor e cantor, assinalando os 23 anos da sua morte.

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Homenagens e tributos (2010)
18/02/2010By AJA

José Afonso lembrado pela Associação de Estudantes de Gouveia

http://aegouveia.blogspot.com/

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GalizaHomenagens e tributos (2010)
16/02/2010By AJA

Tributo galego a José Afonso

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Homenagens e tributos (2010)
16/02/2010By AJA

Um tributo do outro lado do Atlântico

Mais informações

“Vejam bem”
Fátima Santos – Voz
José Luís Iglésias – Guitarra

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Homenagens e tributos (2010)Teatro
16/02/2010By AJA

Ciclo BANALIDADES no Santiago Alquimista, em Lisboa

Na próxima 5ª feira, dia 18 de Fevereiro, haverá “Banalidades” com a presença de Vasco Lourenço – Capitão de Abril e o espectáculo “ZECA AFONSO – SEMPRE” pelo T I L / Teatro Independente de Loures.
Após o espectáculo, o habitual e indispensável convívio gastronómico.

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AJA Norte
15/02/2010By AJA

Relatório de actividades da AJA norte 2009-2010

Seleccionar imagem para aceder ao relatório

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Homenagens e tributos (2010)
14/02/2010By AJA

Tributo a José Afonso em Braga

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António M. NunesJosé Anjos de CarvalhoNo verso dos versosOctávio SérgioPartituras e tablaturas
13/02/2010By AJA

Tenho barco, tenho remos

Música: José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (1929-1987) Letra: popular (alentejana) Incipit: Tenho barcos, tenho remos Origem: Faro Data: 1962 Tenho barcos, tenho remos, Tenho navios no mar; Tenho o amor ali defronte E não lhe posso chegar. Tenho navios no mar, (bis) Tenho o amor ali defronte Não me posso consolar. (bis) Já fui nau, já fui navio Já fui chalupa, escaler; Já fui moço, já sou homem, Só me falta ter mulher. Só me falta ter mulher, (bis) Já fui moço, já sou homem Já fui chalupa, escaler. Os versos das quadras vocalizam-se sem repetições. Os tercetos são bisados no 1.º verso e o primeiro terceto é bisado também nos dois últimos versos.. Esquema do acompanhamento: Quadra: Sol, Sol Sol, 2ªSol Dó, Sol 2ªSol, Sol; Terceto: Dó, Sol Dó Sol Sol, Dó Sol, 2ªSol, Sol; Informação complementar Composição musical estrófica para 2.º tenor solista, com compasso indefinido, a pender para o quaternário, com desenvolvimento na tonalidade de Sol Maior. Nas vocalizações protagonizadas por José Afonso e António Bernardino afirma-se como uma obra literário-musical de grande beleza e intensidade dramática. A 1ª quadra, como popular que é, tem diversas variantes. No 1º dístico, uma delas é «… tenho redes», em vez de remos. Na gravação de José Afonso, estão implícitas no 2.º dístico duas variantes e uma outra encontra-se numa gravação do Rancho Coral e Etnográfico do Povo de Serpa (EP ALVORADA, AEP 60.920). A 2.ª quadra também tem variantes. No 1º verso, «Já fui nau,…» e parece-nos que “Já fui mar…” seja corruptela por deficiente aprendizagem de outiva. Também se encontram variantes no 2º e no 3º verso e, no 4º verso. A variante que se afigura de assinalar é a da substituição do verbo ser por ter, que parece ser mais apropriada (Só me falta ter mulher). Nas suas actuações orfeónicas e também na viagem com a TAUC ao Brasil, no Verão de 1925, o antigo estudante e aplaudidíssmo serenateiro Agostinho Fontes Pereira de Melo cantou a quadra jocosa: Já fui mar, já fui navio, Já fui chalupa e escaler, Já fui rapaz, já sou homem, Falta agora ser mulher. O tema popular alentejano, com solfa, foi recolhido por Pedro Fernandes Tomás, Canções portuguesas (do século XVIII à actualidade), Coimbra, Imprensa da Universidade, 1934, pág. 134. Esta é seguramente uma obra-referência do Movimento da Balada. José Afonso gravou esta canção em 1962, acompanhado exclusivamente à viola de cordas de nylon por Rui Pato (disco RAPSÓDIA, EPF 5.182, de 45 rpm). Em Cantares de José Afonso, Lisboa, 1969, AEIST, 1969, pág. 49, vem (incompletamente) a letra gravada por José Afonso e, em nota de rodapé, a indicação da existência de um barco que pertencia a uma pequena sociedade constituída por Manuel Pité, António Barahona, José Louro, António Bronze e José Afonso (ver também João Afonso dos Santos, José Afonso. Um olhar fraterno, Lisboa, Caminho, 2002, pág. 159). A 1ª e 2ª quadras são contudo muito anteriores à existência do dito barco e ao nascimento do próprio José Afonso. Disponível em long play: LP José Afonso – Baladas e fados de Coimbra, Edisco, EDL 18.020, editado em 1982. Espécime recuperado e gravado por António Bernardino, com acompanhamento de viola de cordas de nylon por Rui Pato, em 1983, na antologia Tempo(s) de Coimbra, editada em 1984 e reeditada em 1990. Na primeira metade da década de 1990 o tema é gravado pela Tertúlia do Fado de Coimbra, na voz de José Miguel Baptista que não canta exactamente como José Afonso, música e letra: CD Tertúlia do Fado de Coimbra – Amanhecer em Coimbra, Edisco, ECD 15, editado em 1993. Outra abordagem marcante da década de 1990 foi efectuada por Victor Almeida e Silva, acompanhado por Paulo Soares e Carlos Costa: CD Trova Lírica, Lisboa, Movieplay PE 51.013, ano de 1994, faixa nº 14, aqui com um arranjo guitarrístico peculiar de Paulo Soares. No registo referido vem omitida a autoria da música e apenas se indica “popular” para a letra. Há ainda notícia de outra gravação pelo grupo Guitarras do Mondego, sem indicação do nome do cantor: CD Gerações, ano de 2003, faixa nº 9, sendo seguido o arranjo de guitarra concebido por Paulo Soares em 1994. Esta formação é constituída por João Couceiro/Nuno Lages (cantores), Paulo Conceição/Pedro Manso (gg) e Pedro Gama (viola). Transcrição: Octávio Sérgio (2010), baseada na interpretação do autor Pesquisa e texto: José Anjos de Carvalho e António M Nunes Projecto: Recolha e preservação de temas da Canção de Coimbra.
Comentário de Jorge Rino: Parte da letra é mais velha do que vento norte e é brasileira. Quase de certeza que não é de invenção do orfeonista que a cantou ou disse na digressão do Orfeon ao Brasil. Eis o que eu tinha de outiva e que confirmei com o livro dos anos 60 e que estava à mão: Ariano Suassuna – Auto da Compadecida “Versinho” de Canário Pardo que a mãe de João Grilo cantava para ele adormecer
Já fui barco, fui navio, Mas hoje sou escaler. Já fui menino, fui homem, Só me falta ser mulher. Pode ouvir-se o autor, acompanhado por Rui Pato, na viola.

Pesquisa e texto: José Anjos de Carvalho e António M. Nunes

Tenho bnarcos, tenho remos - Canta José Afonso sound bite
Retirado do blogue “Guitarra de Coimbra” de Octávio Sérgio

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80 anos de ZecaHomenagens e tributos (2010)
12/02/2010By AJA

A rota passa por Braga

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Júlio PereiraMapa Etno-musical de Portugal
11/02/2010By AJA

Júlio Pereira apresenta o Mapa Etno-musical de Portugal

Na véspera do concerto de Júlio Pereira nas Sextas Culturais, o músico apresenta em Águeda o Mapa Etno-musical de Portugal. A conversa com o público terá lugar na Casa do Parque da Alta Vila, na quinta-feira 11 de Fevereiro, pelas 21h30, com entrada livre.
De região em região, através de um mapa de Portugal povoado de pequenas imagens, a que se associam gravações áudio e textos explicativos, é possível calcorrear o país, de forma interactiva, através das suas tradições e instrumentos musicais. O Mapa Etno-musical de Portugal é um projecto alojado no centro virtual do Instituto Camões e coordenado por Júlio Pereira, autor da primeira versão do mapa em 1988, então em papel, como encarte do marcante disco “Miradouro”.
Esta apresentação do Mapa Etno-Musical em Águeda, além do próprio Júlio Pereira, conta com a participação de João Luís Oliva e Domingos Morais. No dia seguinte, a 12 de Fevereiro, no grande palco das Sextas Culturais Águeda 2010, iniciativa da Câmara Municipal de Águeda, Júlio Pereira apresenta o concerto “Geografias”, na companhia de Miguel Veras e Sofia Vitória. Duas noites com o mestre, ambas a não perder!
ÁGUEDA | Casa do Parque da Alta Vila
Quinta 11 Fevereiro, 21h30
entrada livre
Saiba mais sobre o Mapa Etno-Musical de Portugal.
Via D’orfeu

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Fernando Couceiro
10/02/2010By AJA

Fernando Couceiro 1947-2010

É com imenso pesar que a AJA aqui dá conta do falecimento do guitarrista Fernando Couceiro, um músico que muito recentemente deu o seu valioso contributo para a divulgação da obra de José Afonso, através da publicação dos seus vários arranjos para guitarra clássica. Para a sua família, os nossos profundos sentimentos.

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Homenagens e tributos (2010)
09/02/2010By AJA

Concerto tributo a José Afonso

O grupo Canto D’Aqui realiza, dia 23 de Fevereiro, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga, um espectáculo de “Tributo ao Zeca Afonso”, pela passagem do seu 24º aniversário da sua morte.

Organização: Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva
Local: Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva
Rua São Paulo
Data: 23 de Fevereiro (Terça feira)
Horário: 21.30h

Encontrado aqui

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80 anos de ZecaHomenagens e tributos (2010)
08/02/2010By AJA

Inscrições até amanhã

Não faltem!

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EscolasExposiçõesHomenagens e tributos (2010)
05/02/2010By AJA

Se José Afonso fosse uma escola seria a Escola da Ponte


Chamo-me Guilherme e tenho 10 anos. Sou aluno da Escola da Ponte. Gostava de partilhar o que temos vindo a fazer para conhecer um pouco mais Zeca Afonso.
A escola decidiu festejar os “80 anos de Zeca Afonso”.
Começámos por trabalhar a história “Zeca Afonso – o andarilho da voz de ouro”, de José Jorge Letria; realizámos guiões de leitura sobre a mesma; realizámos o Desafio Artístico, que consistia na pesquisa sobre este artista; construímos a sua fotobiografia num mural, através da pesquisa em livros que tínhamos disponíveis no espaço.
Eu ofereci-me para dinamizar um debate sobre este projecto e isso deu-me algum trabalho, porque tive de recolher mais informações, mas foi fixe e aprendi muito!
Pois a nós, Guilherme, só nos resta agradecer a todos os meninos e professores pelo vosso interesse, carinho e trabalho à volta de José Afonso. Beijinhos e abraços para todos os que constroem a Ponte.

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80 anos de ZecaAJA NorteHomenagens e tributos (música)
05/02/2010By AJA

Concerto “JazZEca”

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EscolasExposiçõesHomenagens e tributos (2010)
03/02/2010By AJA

Exposição sobre José Afonso organizada pela Escola da Ponte

A Escola da Ponte mora aqui.
Mais imagens da exposição no blogue 80 anos de Zeca

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80 anos de ZecaAJA NorteTertúlias
28/01/2010By AJA

Amanhã, dia 29, na AJA norte

Nas músicas do Zeca, todos nos lembramos facilmente da cidade onde o povo é quem mais ordena, da cidade sem muros nem ameias, ou daqueles “índios” que construíram as suas casas para os lados da Meia-Praia.
Com a Cidade como pano de fundo, esta sexta-feira a Associação José Afonso abre as suas portas para uma tertúlia ao som das músicas deste cantautor.
O mote será lançado com a visualização de um curto documentário sobre as ilhas do Porto com o nome “Um Porto em cada Ilha” perto das 22.00.
Toquem à campaínha e apareçam!
Associação José Afonso – Núcleo do Norte | Rua do Bonjardim, 635 1º Traseiras (acima do JN)

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Bibliografia
22/01/2010By AJA

Enciclopédia da Música Portuguesa

A “Enciclopédia da Música em Portugal no século XX” é apresentada quinta-feira no Teatro S. Carlos em Lisboa, constituindo o corolário de “um afincado trabalho” de 13 anos sob a direcção da etnomusicóloga Salwa Castelo-Branco.
Segundo a investigadora da Universidade Nova de Lisboa, esta é uma obra fulcral e que fazia falta à bibliografia, mas “é antes de mais um ponto de partida para fazer mais e melhor”.
Anteriormente a esta obra citam-se três títulos, o mais recente de 1998, “mas nenhum não tão abragente como esta enciclopédia que integra o pop-rock, fado, jazz, música popular e erudita, resultado de um afincado trabalho de 13 anos, tendo levado três anos a decidir quais as entradas mais apropriadas”.
A enciclopédia em quatro volumes, num total de 15 000 páginas com 1250 entradas relativas a diferentes géneros musicais, artistas, revistas, compositores, instrumentos, institutos e escolas, entre outros.
O último volume, explicou à Lusa Salwa Castelo-Branco, tem um ensaio relativo aos grupos e artistas da década de 1990. “Este ensaio refere-se a um conjunto de artistas e grupos de grande proeminência na década de 1990, mas cuja perspectiva da importância da sua carreira só foi possível ver mais tarde, e este ensaio com entradas estruturantes como fado, Política Cultural e Música Popular, é assinado por vários especialistas, e dá conta desses desenvolvimentos”, explicou a investigadora.
Colaboraram nesta enciclopédia 155 especialistas, sendo o musicólogo Rui Vieira Nery consultor principal, além dos consultores internacionais Dieter Christensen e Gérad Béhague, que “dão um olhar mais crítico e ajudaram a ter uma perspectiva mais articulada da realidade em que se estava imerso”.
“O trabalho de Rui Vieira Nery foi essencial ao ajudar-nos a definir entradas, a validar e corrigir dados, a rever textos, etc..”, disse Castelo-Branco.
Por detrás da enciclopédia que será editada em conjunto pelo Círculo de Leitores e a Temas e Debates até ao final do ano, com a saída de um volume por trimestre, está uma “base de dados relacional” projectada e organizada por António Tilly, que inclui 5000 entradas com textos, bibliografia, biografias, iconografia, lista de obras e até discografia.
“Trata-se de uma base de dados relacional na medida em que possibilita ligações com outras bases, e permite não só armazenar dados como actualizar constantemente, e estará a cargo do Instituto de Etnomusicologia da Universidade Nova de Lisboa”, explicou Salwa Castelo-Branco.
O primeiro volume – da letra A à C – abre com Joaquim Azinhal Abelho, foclorista nascido na Orada (Borba) e que realizou várias campanhas de compilação de poesia e teatro populares, e termina com “Conservatórios de Música”.
Entre outras entradas, este primeiro volume integra Mara Abrantes, Laura Alves, António Brojo, Palmira Bastos, Pedro Barroso, Tomás Alcaide, José Afonso ou Pedro Abrunhosa.
Este volume inclui ainda um CD que “reúne alguns dos eixos fundamentais da produção musical da Emissora Nacional”, integrando, entre outros, Amália Rodrigues, a cançonetista Maria de Fátima Bravo, a Orquestra Ligeira da Emissora sob a direcção de Tavares Belo, o Sexteto Vocal Masculino da Emissora, o Coro do Liceu Camões, José Afonso e a Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional sob a direcção de Frederico de Freitas ou de Silva Pereira.
A “Enciclopédia da Música em Portugal no século XX” será apresentada quinta-feira a partir das 19:00 no Teatro São Carlos por Anthony Seeger, da Universidade da Califórnia, Rafael Menezes Bastos, da Universidade Federal de Santa Catarina (Brasil) e Rui Vieira Nery.
A sessão de apresentação inclui a participação musical Bernardo Sassetti, Sérgio Godinho, Tito Paris, e Carlos do Carmo.
Agência Lusa

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80 anos de ZecaHomenagens e tributos (2010)
20/01/2010By AJA

“Em Janeiro bebo vinho”

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Vídeo
18/01/2010By AJA

Como seria a música portuguesa se gostasse dela própria?

A propósito de quatro irmãos músicos, fundadores da Associação Cultural d’Orfeu localizada em Águeda, constrói-se uma génese da música tradicional portuguesa para em seguida se alargar a outros contextos e colocar-se a seguinte pergunta: como seria a música portuguesa se gostasse dela própria?

Realização, Imagem, Montagem: Tiago Pereira
Som: Eduardo Vinhas
Produção: d’Orfeu Associação Cultura
©2010

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BibliografiaBiografiaEntrevistasViriato Teles
16/01/2010By AJA

“As Voltas de um Andarilho” na rádio

Viriato Teles entrevistado nos programas “À Volta dos Livros”, de Ana Aranha e “A Força das Coisas”, de Luís Caetano, a propósito da reedição do seu livro “As Voltas de um Andarilho”.

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Sérgio Godinho
16/01/2010By AJA

A escrita de canções, segundo Sérgio Godinho, à beira dos 40 anos de carreira

Sérgio Godinho quer editar este ano um novo álbum, mas a breve prazo terá no horizonte uma efeméride à qual ainda não tinha dado importância: os 40 anos de carreira, desde que lançou “Sobreviventes”, em 1971.
A efeméride foi mencionada sexta-feira à noite, numa “aula” que o músico português deu na Escola do Hot Clube de Portugal (HCP), em Lisboa, no âmbito de uma série de encontros organizados por aquele clube de jazz.
As “masterclasses Hot Club Songwriter”, que terminam no domingo, permitem ao público conhecer melhor intérpretes e compositores de áreas distintas da música portuguesa.
No caso de Sérgio Godinho, foram duas horas de conversa que, sem que se desse por isso, se desvendaram detalhes e experiências somadas de uma carreira longa, mas que aponta sobretudo para o que está ainda por ser fazer.
“Eu distraio-me com as efemérides e não me interessam muito. Neste momento tenho outras prioridades, quero fazer um disco de originais este ano”, sublinhou o autor, que tem já um punhado de canções
Sérgio Godinho revelou que gostaria de o ter editado em 2009, encurtando a distância em relação a “Ligação Directa”, que data de 2006, mas outras criações se sobrepuseram, como a banda sonora da série televisiva “Equador”, a interpretação da peça “Onde vamos morar”, dos Artistas Unidos, e a escrita dos poemas de “O sangue por um fio”.
A sessão de sexta-feira foi uma das mais concorridas desta primeira série de encontros do Hot Clube de Portugal, com uma audiência feita sobretudo de estudantes da escola de jazz com vontade de saber modos de composição e influências de carreira.
É tido um dos mais originais músicos da sua geração, com mestria no uso da língua portuguesa, mas Sérgio Godinho confessou que no começo da carreira não conseguia escrever em português e que, salvo honrosas excepções, nem lhe agradava muito a música portuguesa.
“Mas quando o Zeca [Afonso] apareceu, deu-me um abanão que foi muito importante”, disse.
Zeca Afonso seria, então, um dos dos principais estímulos do seu trabalho, e um dos mais citados na sessão de sexta-feira. A ele juntaram-se Jacques Brel, Caetano Veloso, Chico Buarque e toda a bossa nova, Beatles, Bob Dylan e Rolling Stones.
Somando tudo isto a um “crescimento com muitos géneros de música nos ouvidos” e a um espírito auto-didacta, o resultado é – segundo descrição do próprio – uma música “urbana, com componentes folk, rock, jazz e música tradicional”.
Está condensada em mais de vinte discos – fora os que estão para vir – com canções que podem ter destinatários, personagens, frescos da realidade, esboços de narrativas, com experiências suas, mas nunca auto-biográficas.
A intenção final será sempre “tocar as pessoas num determinado ponto da sua sensibilidade”, mas também “dar interrogações, porque têm que ser incomodadas”.
Depois de Sérgio Godinho, as “aulas” dos convidados do HCP prosseguem hoje com o rapper Sam the Kid e terminam no domingo com o músico João Manuel Vieira.
Antes de Sérgio Godinho, pela Escola do clube de jazz passaram Fernando Ribeiro e Pedro Paixão, dos Moonspell, Tiago Bettencourt, Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves, dos Clã, e o fadista Camané.
Com esta iniciativa, o HCP pretende ainda chamar a atenção para a situação de impasse que o mais antigo clube de jazz português vive desde o incêndio que atingiu em Dezembro a cave onde funcionava, na Rua da Alegria, em Lisboa.
A direcção do clube procura uma sala alternativa naquela praça, por uma questão de proximidade com o antigo local e de fidelização de público, habituado a frequentar aquele espaço.
O clube de jazz estuda uma solução a partir de quatro ou cinco hipóteses sugeridas pela autarquia, até que se proceda à reabilitação do prédio onde funcionou ao longo dos últimos 60 anos.
Jornal I

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Júlio Pereira
14/01/2010By AJA

Júlio Pereira apresenta o seu primeiro disco de canções, na livraria “Ler Devagar”, dia 15 de Janeiro

O homem do cavaquinho, como muita gente o conhece, vai aliar a música à escrita de Tiago Torres da Silva e à pintura de Tiago Taron para lançar, dia 14 deste mês, Graffiti, que o próprio tem vindo a definir como sendo o seu “primeiro disco de canções”.
Com uma carreira musical de mais de 30 anos como “instrumentista”, conhecida sobretudo a partir do disco Cavaquinho (1981), Júlio Pereira decidiu agora fazer um álbum de canções, para o qual convidou, pela primeira vez, um “letrista”, Tiago Torres da Silva, e Tiago Taron, para “pintar o universo das canções”, disse o músico em entrevista à Lusa.
Outra novidade nesta obra de Júlio Pereira consiste no facto de não ser um “disco total”, mas antes um trabalho que está a ser desenvolvido em “equipa e por fases” – em que a Internet tem um papel crucial -, o que faz com que o músico tenha “curiosidade em saber qual o resultado”, como sublinhou na mesma entrevista.
Visíveis neste trabalho, na página do músico na Internet (www.juliopereira.pt), estão dois temas: Magia imaginação, com voz de Maria João, e É um dia sim, É um dia não, cantado por Luanda Cozetti.
Um EP com quatro canções, no final de Fevereiro, e um CD, a editar no fim de Maio, são as próximas fases do projecto Graffiti, revelou Júlio Pereira. Contudo, o projecto será divulgado em Lisboa no espaço Ler Devagar, a 15 deste mês, dia da inauguração de uma exposição de pintura de Tiago Taron, na galeria da LX Factory. “Embora o que soe seja a palavra graffiti, o que importa é o conceito que está por detrás disto tudo: histórias de rua, urbanas, onde não interessa a referência de qual o sítio do mundo.” Um conceito que permite aos três artistas ir jogando com palavras, sonoridades, músicas, culturas, ao mesmo tempo que vão criando as suas histórias.
Daí que, logo para o single tenha ido buscar Maria João, uma portuguesa conhecida internacionalmente, para cantar uma canção “mais intimista, que fala de enamoramento entre duas pessoas em que o que conta é a magia e imaginação”, e uma brasileira, Luanda Cozetti que canta: “(…) sou uma pessoa/sul-americana/Bom dia, Lisboa/Meu nome é Luanda (…).”
Júlio Pereira confessa-se “muito criterioso na questão do objecto” e deixa a promessa: “Não vai ter plástico.”
Notícia DN
www.juliopereira.pt | www.myspace.com/juliopereira

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80 anos de ZecaHomenagens e tributos (2010)Tertúlias
13/01/2010By AJA

Jantar/tertúlia “80 anos de Zeca”

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80 anos de ZecaHomenagens e tributos (2010)
10/01/2010By AJA

Foi assim na Casa da Madeira do Norte

A noite estava fria, a merecer ser enquadrada pelo “Natal dos Simples”. Na Rua da Torrinha, quase centro do Porto, a Casa da Madeira no Norte, em parceria com a Federação das Colectividades do Distrito do Porto e a Associação José Afonso (núcleo do norte) celebraram mais uma ” Noite do Zeca”.
Éramos muitos…mesmo os que não puderam estar…o projecto “80 ANOS DE ZECA” avançava, assim, para 2010, a “agitar a malta” falando de quase tudo o que faz falta fazer!
A rapaziada “sem nome” que “à ultima da hora” decidiu chamar-se “CANTAR ZECA” levou meia dúzia de músicas – “à capella”- acabando com uma homenagem a Alípio de Freitas.
As palmas do público, de pé…a pedirem “bis”…dizem bem o que aconteceu!
Depois, Ana Ribeiro e Helena Sarmento…o sentido do “Por trás daquela janela” , do “Cantar da Emigração”…da “Pedra Filosofal”.
O projecto “80 ANOS DE ZECA” continua vivo, recomenda-se e a nova direcção da Casa da Madeira do Norte…ajudou!
Bem hajam!

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80 anos de ZecaFilmografia
06/01/2010By AJA

Cinema Comunitário | CasaViva | Janeiro 2010

80 Anos de Zeca

Zeca Afonso foi escolhido para tema do primeiro Cinema Comunitário de 2010. Mas encontrar filmografia de Zeca não é tarefa propriamente fácil. Ao que parece, está por fazer o levantamento de imagens filmadas que dele ficaram ou com ele relacionadas. E esta altura, em que se comemoram os 80 anos do seu nascimento, é a ideal para realizar a tarefa.
Enquanto isso não se concretiza, fomos à Internet e da oferta disponível fizemos o programa que segue abaixo e que se insere, também ele, nos 80 Anos de Zeca, uma iniciativa da Associação José Afonso e que envolve várias entidades. Arrancou no dia 2 de Agosto passado e termina no próximo dia 1 de Agosto.
Entretanto, pedimos a quem souber de outros registos de imagens de Zeca Afonso que nos comunique, eventualmente nos ceda cópias, pois o programa não está fechado, sobretudo no que respeita à última sessão do mês.
2010 trouxe alterações ao Cinema Comunitário: a primeira sessão passa a realizar-se à segunda sexta-feira do mês, mantendo-se a segunda sessão no penúltimo sábado. À sexta-feira, começa às 22h00; ao sábado, às 16h00. Pretende-se provocar uma conversa final sobre o tema em foco. Este mês, as sessões estão marcadas para dias 8 e 23. Entrada livre
6ª, 8 janeiro 22h00
Grândola Vila Morena, senha da Revolução de Abril (03:15)
Zeca Afonso. Sempre! (0:56)
Interpelado por um jornalista da RTP,
em 1974, Zeca comenta Grândola Vila Morena e o seu significado.
Não me obriguem a vir para rua gritar (50:10)
Documentário da RTP que faz um percurso sobre a vida e obra do músico, contado por quem com ele conviveu.
Venham mais cinco (6:15)
Zeca ao vivo no Coliseu de Lisboa, no seu último concerto, em 1983.
sábado, 23 janeiro 16h00
Programa sujeito a alterações
Imagens de concerto e atribuição de disco de ouro com Grândola Vila Morena, que bateu recordes de venda logo após o 25 de Abril. (6:22) S/ data
Entrevista de Zeca a uma televisão tv espanhola (9’35’’) S/ data
Rui Pato sobre José Afonso (14:06)
Numa iniciativa da AJA, em Coimbra (s/data) o músico Rui Pato fala da sua relação com Zeca e de como, em 1962, com apenas 16 anos, iniciou com ele uma estreita colaboração.
Excerto de entrevista da RTP2 (1’56’’)
Zeca dirige-se aos jovens, 10 anos depois da revolução.
3 canções de Zeca ao vivo no Coliseu de Lisboa, no seu último concerto, em 1983:
Os Vampiros (4:20)
A Morte saiu à rua (3:45)
Do Choupal Até à Lapa (3:24)
Para um Coração Inteligente (8:55)
Sobre Zeca Afonso. 2007, 20 anos depois da sua morte. Texto de Daniel Abrunheiro, sonoplastia de José Eduardo Saraiva e locução de Sandra Bernardo.
casa-viva.blogspot.com
praça marquês de pombal, 167 porto

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