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  • 100 Anos de José Afonso
February 2007
Home 2007
Homenagens e tributos (música)
15/02/2007By AJA

A formiga no carreiro

A FORMIGA NO CARREIRO (25 Canções para Abril) é um espectáculo musical construído sobre Canções de José Afonso.

Com um formato intimista (interpretado por um trio de músicos), A FORMIGA NO CARREIRO (25 Canções para Abril) visa corresponder a apresentações configuradas tanto para Teatros como para pequenas Salas ou Auditórios. Contando com a Encenação e Guião de Carlos Clara Gomes (que também integra o trio de músicos como cantor e guitarrista), A FORMIGA NO CARREIRO (25 Canções para Abril) pretende assinalar os 20 anos sobre a morte deste importante marco da recente História de Portugal que foi José Afonso, enquanto contextualiza a
sua obra e o seu envolvimento político e histórico.
Estas 25 canções de Abril ilustram publicamente o recriar duma matéria-prima cujo princípio activos são pedras preciosas. Ilustrando a vocação internacionalista de Zeca, os restantes componentes do trio são o pianista angolano André Varandas e a percussionista uruguaia Sandra
Ramírez.

Companhia De Mente
Rua Moita Dianteira, Lote 4 1ºD, 3505-416 FRAGOSELA DE CIMA
VISEU – PORTUGAL
companhiademente@gmail.com – Tel. 232488425 / 919822930

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Homenagens e tributos (2007)
14/02/2007By AJA

José Afonso em Odivelas

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Homenagens e tributos (2007)Imprensa
14/02/2007By AJA

Guimarães homenageia José Afonso vinte anos depois da sua morte

Durante dois dias, o Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, será o palco das várias iniciativas do programa de «Homenagem a José Afonso», organizado em parceria com outras entidades. Concertos, exposições e colóquios são alguns dos eventos previstos, ontem anunciados em conferência de imprensa.

Goreti Teixeira
A 23 de Fevereiro de 1987, a voz daquele que ainda hoje é considerado um dos mentores da música de intervenção em Portugal deixou de se ouvir. José Afonso morreu vítima de doença incurável, mas nem por isso o legado musical que deixou se perdeu no tempo e são muitos os que ainda o recordam com saudade.No próximo dia 23 deste mês assinalam-se 20 anos sobre a sua morte e, um pouco por todo o País, são muitas as iniciativas que visam lembrar a data. A Oficina/Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães apresentou, ontem, em conferência de imprensa, o programa de «Homenagem a José Afonso». Em representação das entidades organizadores estiveram José Bastos (A Oficina), Tino Flores (Círculo de Arte e Recreio), Paulo Esperança (Associação José Afonso) e Rui Guimarães (Associação 25 de Abril). A programação inicia-se com a exibição do filme «Continuar a Viver» (Os Índios da Meia Praia), no dia 20, no Cineclube de Guimarães, pelas 22h00, sendo que os pontos altos da homenagem acontecem entre os dias 23 e 24. Assim sendo, a 23, será inaugurada, no grande auditório, a exposição «O que faz falta» que incluirá livros, discos, objectos e documentos pessoais do cantor, seguida do espectáculo teatral e musical «Menino D’Oiro», com dramaturgia e encenação a cargo de Gil Filipe.No dia 24, pelas 15h30, a Banda Militar do Porto actua no pequeno auditório e, uma hora depois, Gil Filipe sobe ao palco para protagonizar a peça «O Incorruptível», de Hélder Costa. Ao final da tarde, pelas 17h30, «A Vida e Obra de José Afonso» será o tema central do debate que contará com as intervenções de Alípio de Freitas, Mário Barradas, José Mário Branco, Hélder Costa e José António Gomes. A homenagem termina com a música de José Mário Branco, Amélia Muge e João Afonso num concerto intitulado «Maio Maduro Maio», às 21h30, no grande auditório. A noite conta ainda com a presença da poesia de Manuel de Freitas e do grupo Ardentía.Além do programa do CCVF, a empresa de panificação Pavico e a Biblioteca Municipal Raul Brandão protagonizam, durante todo o mês, a iniciativa «Pão com Sonho» que tem distribuído milhares de sacos de pão com dados biográficos e alguns poemas do cantautor.

Notícia do “Primeiro de Janeiro” 14.2.07

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Homenagens e tributos (2007)
14/02/2007By AJA

José Afonso no Entroncamento

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DiscografiaImprensa
13/02/2007By AJA

A música de Zeca num duplo CD

Dar a conhecer às gerações mais novas a obra de José Afonso é um dos objectivos da reedição pela Farol de um duplo CD com 30 canções de José Afonso, cuja morte ocorreu há 20 anos.Esta edição, nas lojas na próxima semana, “é aquela que melhor resume a carreira de José Afonso, abrangendo desde a canção de Coimbra à de intervenção política”, disse à Lusa João Miguel Almeida, director-geral da Farol.”O alinhamento da edição original foi do próprio Zeca Afonso – esclareceu – pelo que não fomos autorizados a fazer alterações, para além de termos melhorado o aspecto gráfico”. “Natal dos simples”, “Menina dos olhos tristes”, “Verdes são os campos”, “Eu vou ser como a toupeira”, “Coro dos tribunais” ou “Grândola, vila morena”, são alguns dos temas incluídos na colectânea licenciada pela Movieplay Portuguesa à Farol.João Miguel Almeida sublinhou “o papel pedagógico e cultural” desta reedição, na medida em que pretende “dar a conhecer às gerações mais novas um marco fundamental da música popular portuguesa”. A edição do duplo CD insere-se no projecto da editora em realizar antologias de nomes fundamentais da música portuguesa, explicou o mesmo responsável, adiantando que Fernando Tordo “é um dos nomes na calha”.
in Jornal de Notícias

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Homenagens e tributos (2007)
13/02/2007By AJA

José Afonso em Viana do Castelo

Neste ano de 2007, cumprem-se 20 anos sobre a morte do compositor e cantor português Zeca Afonso, figura que deu grande contributo à cultura em Portugal e no mundo.
Está em preparação um grande espectáculo musical sobre a sua vida e obra. Um espectáculo pleno de luz e cor, com uma banda de oito músicos (piano, 2 guitarras, baixo, acordeão, saxofone, trompete, bateria) e cinco cantores, que percorrerá toda a vasta obra poética e musical de José Afonso. A banda fez os seus próprios arranjos, sob a direcção musical de Ricardo Pinto.

Este espectáculo terá como cantor principal José Carlos Barbosa, também “Zeca”. Nasceu em Viana do Castelo, em Agosto de 1956. Desde muito novo acompanhou a evolução da música portuguesa, particularmente dos compositores e cantores da resistência. Desde sempre cantou por todo o norte de Portugal, em diversos espaços públicos, tendo gravado e editado em 2003, um trabalho em CD, “Sentidos Afectos”, com a participação de João Afonso. Trata-se de um percurso pela poesia portuguesa ligada aos afectos.
Este evento conta com a colaboração, entre outros, da Associação José Afonso, que se dedica à preservação e divulgação, nas suas múltiplas facetas, da personalidade e obra do artista e do homem que agora recordamos.

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Homenagens e tributos (2007)
13/02/2007By AJA

José Afonso em Faro

Com o apoio da Câmara de Faro, no próximo dia 27 de Fevereiro, pelas 21.30H vai decorrer em Faro, no Club Farense, uma homenagem a Zeca Afonso, evocando os 20 anos do seu falecimento.
Protagonizarão esta homenagem os artistas Afonso Dias e Francisco Fanhais.

Clube Farense
Morada: Rua de Santo António
Telefone: 289 822 324

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Imprensa
11/02/2007By AJA

…o Zeca Afonso com a matéria que sobrou…

Retirado da revista “Pública” 4 de Fevereiro 2007
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Testemunhos
11/02/2007By AJA

“O filho do povo, com nobreza e com modernidade”

Depoimento de Eduardo Luís Cortesão a JC Pereira

Em 1988 – um ano após Zeca Afonso ter partido, em viagem, para o outro lado da terra (expressão que, semanticamente, parece representar a palavra “utopia”) –, tive a grata oportunidade de entrevistar para um programa da Rádio Felgueiras uma outra figura proeminente do reportório nacional, Eduardo Luís Cortesão, professor catedrático de Psiquiatria, psicanalista, falecido em 1991, e que muito se notabilizou por ter fundado, em 1958, e desenvolvido o Grupo de Estudos de Grupanálise em Portugal.
Na altura, Eduardo Luís Cortesão pertencia a um dos órgãos sociais da AJA, sendo João Afonso dos Santos o presidente da direcção. Obviamente, o programa de rádio, de duas horas, foi inteiramente dedicado ao estudo sobre a vida e a obra do Zeca.
Decorridos dezanove anos após essa entrevista, considero que o seu conteúdo e a sua essencial mensagem se mantêm, praticamente, actuais. Eis um excerto da mesma:

RF – Senhor Professor, o que pensa sobre a vida e a obra de José Afonso?
Eduardo Luís Cortesão – Penso que na história de um país é importante que haja figuras que possam merecer o nosso respeito e que sejam alvo da nossa estima. José Afonso é uma figura histórica do património artístico do nosso povo, porque José Afonso foi um homem com coragem, foi um homem que lutou, foi um homem bom, foi um homem que soube amar, foi um artista e um poeta excepcional.
A mensagem de José Afonso tem sido deliberadamente esquecida e reprimida e não publicada e asfixiada e ofuscada pelos poderes políticos que estão neste país. Isso constitui, para mim, um crime grave, visto que os nossos jovens, a nossa juventude, as mulheres e os homens deste país necessitavam de saber mais pormenores do que foi a vida, do que foi a coragem desse grande português.

RF – Poder-se-á dizer que José Afonso, comportando-se à maneira de uma criança feliz num bairro de lata, era filho do Maio de 68 e pai, juntamente com outros, de Abril de 74. Concorda comigo, senhor Professor?
Eduardo Luís Cortesão – Eu concordo consigo. Mas creio que José Afonso tem dentro dele as raízes e a herança de Viriato, de Afonso Henriques, de todos os lutadores (…). Ele representa algo, que é o filho do povo com nobreza e com modernidade. Isto é muito importante, porque, neste momento, é que no nosso país se pretende falar de modernidade, o país, os homens e as mulheres não estão correctos, estão envelhecendo, estão caquécticos de estupidificação. E José Afonso foi um homem da modernidade, foi um homem que lutou, louvou e defendeu aquilo que é actual mas sempre em relação com o passado e numa perspectiva futura.
(…) Eu conheci José Afonso e convivi com ele muito intimamente durante um período curto de tempo e não tenho qualquer dúvida que o que se justificava neste momento é que se fizesse um filme sobre a vida de José Afonso, um filme sobre a sua mensagem. Porque nós, portugueses, neste momento somos um país triste; somos um país pobre de ideias; somos um país de indivíduos cinzentos, que se levantam tristemente, que rancorosamente labutam pelo seu pão, que fazem negócios doidos. Nós, neste momento, somos um país sem poesia, sem beleza, e José Afonso devia ser evocado, porque foi num outro período histórico de Portugal, em que se viveu, realmente, a escuridão, a estupidificação e o abandono, que ele apareceu e deu alma e esperança a muito de nós.

RF – O que podemos fazer por Abril?
Eduardo Luís Cortesão – (…) Falar com pessoas que sejam jovens como você, falar com jovens como eu, que não desesperamos, não somos pessimistas e continuamos a alertar para aquilo que há de belo e que há de positivo na nossa cultura. (…) Nós não devemos desesperar, não devemos desistir, ainda que, neste momento, já não tenhamos o Zeca Afonso para cantar connosco que é preciso “avisar a malta”. É, talvez, necessário que façamos algo semelhante: que continuemos aquela mensagem tão pura, tão nobre, tão viril, tão corajosa, que esse grande amigo, esse grande português nos deixou.

José Carlos Pereira

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Homenagens e tributos (2007)
09/02/2007By AJA

“Um mês com o Zeca”

O ano passado, a Isabel Faria, do blogue Troll Urbano, lançou, nas vésperas do dia 23 de Fevereiro, uma campanha de saudação ao Zeca, iniciativa a que associaram muitos e muitos blogues nacionais, entre os quais o meu, Diário de Felgueiras
http://josecarlospereira.blogspot.com/
Este ano, em que se completam “20 coros da Primavera”, lancei o repto à Isabel, que diz que anda muito atarefada, mas já deu o mote no seu blogue, no post
http://troll-urbano.blogspot.com/2007/02/um-ms-com-o-zeca.html
Vamos lá, rapaziada da blogsfera!… Vamos dizer ao Zeca que a sua voz é uma presença diária; a sua poesia, um legado histórico muito importante; o seu testemunho, um molho de sementes cujo fruto brota diariamente.

José Carlos Pereira

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AJA NorteHomenagens e tributos (2007)
08/02/2007By AJA

“COM JOSÉ AFONSO – 20 ANOS DE CAMINHO”

José Afonso de 14 a 17 de Fereiro no Clube Literário do Porto, (CLP- RUA NOVA DA ALFANDEGA Nº 22) em parceria coma Associação José Afonso (AJA – Núcleo do Norte) vai celebrar 20 anos decaminho com o Zeca.

14 Fevereiro 21h30m: Inauguração de exposição temática sobre José Afonso
22h: Debate “JOSÉ AFONSO- TESTEMUNHOS”, com a participação de Alípio de Freitas e Benedicto Garcia Villar

15 Fevereiro 22h: Tertúlia “O PRAZER DO TEXTO”, com intervenções poéticas e musicais a decorrer no “Piano-Bar” do CLP.

16 Fevereiro 21h30m: Debate “JOSÉ AFONSO-A LÍRICA”, com a participação de José António Gomes e Elfriede Engelmayer

17 Fevereiro 21h30m: Debate “JOSÉ AFONSO-A MÚSICA”, com a participação de Francisco Fanhais e José Mário Branco.

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Homenagens e tributos (2007)
08/02/2007By AJA

José Afonso nos E.U.A.

“O Andarilho das Bruxas – Uma Homenagem a Jose Afonso”, vai ter lugar no dia 23 de Fevereiro, pelas 8:30PM, no Sport Club Portugues, 51-55 Prospect Street, Newark, New Jersey (EUA). Estarão em palco Fatima Santos (http://www.fatimasantos.com/), Jorge Quaresma, Jose Luis Iglesias, Luis Manuel, Sila Santos, Paula Seca, Jennifer Vincent e Todd Isler.

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Homenagens e tributos (2007)
05/02/2007By AJA

Casa cheia na Longra para celebrar Zeca Afonso

As crianças que participaram na oficina de escrita “Escrever com José Afonso”

No debate/tertúlia: José Carlos Pereira, Alexandre Manuel, Gabriela Alves, Alípio de Freitas, filhos e netas de Adriano, Paulo Alão e Adão Coelho.
Foi um dia cultural o vivido no passado sábado em Felgueiras, na Casa do Povo da Longra, na abertura do ciclo de festas nacionais em homenagem a Zeca Afonso, nos 20 anos após a sua partida, em viagem com bilhete de ida e volta.
A iniciativa, denominada “Somos Nós Os Teus Cantores”, foi organizada pela Casa do Povo em parceria com o núcleo do norte da Associação José Afonso (AJA) e com o apoio da Associação 25 de Abril e do Sindicato dos Professores do Norte. Neste evento, denominado “Somos Nós Os Teus Cantores”, foi também evocado Adriano Correia de Oliveira, desaparecido há 25 anos, em 16 de Outubro de 1982.
“É lamentável o esquecimento a que foi votado o nosso amigo Adriano, grande e bom companheiro do Zeca, a quem o país tudo deve. É um enorme crime colectivo. Os poderes instituídos são os culpados desse crime. Este silêncio não é inocente, não é casual” – acusou Alípio de Freitas, presidente da AJA, de lágrimas nos olhos, de tarde, na abertura da iniciativa de Felgueiras, na qual participaram Isabel e José Manuel Correia de Oliveira (filhos de Adriano), os jornalistas Alexandre Manuel e Soares Novais e o músico Paulo Alão, entre outros.
Ainda da parte da tarde, foi inaugurada uma exposição muito completa sobre a vida e a obra do homenageado e anunciados dois livros – um da Arca das Letras, sobre Adriano Correia de Oliveira; outro de Miguel Gouveia, de escrita criativa para crianças sobre José Afonso. A propósito deste livro, o seu autor, levou a efeito um workshop para as crianças. Este tipo de publicação é inédito em Portugal e vai ao encontro da política cultural da Galiza, onde a obra de José Afonso é ministrada oficialmente nas escolas, do ensino básico ao universitário.
O ponto alto deste dia foi, sem dúvida, o espectáculo musical, à noite, no auditório da Casa do Povo, com casa, praticamente, cheia (mais de 90%), a participar festivamente nas canções. Actuaram Francisco Fanhais (ex-padre, que acompanhou José Afonso em muitos espectáculos e lhe passava as partituras), Tino Flores, outro antigo companheiro do homenageado, a banda “Hyubris”, que se notabilizou com uma versão muito bem trabalhada da “Canção de Embalar”, os “Erva de Cheiro”, que lançaram ali o CD “Que Viva o Zeca!” e puseram o público a cantar em uníssono; e o grupo AJAforça, que nasceu em torno da AJA (Norte) e que iniciou o espectáculo. No final do espectáculo, uma parte assistência subiu ao palco para cantar a “Grândola”. Antes disso, o presidente da AJA insistiu subir para a agradecer às pessoas a sua presença, mesmo naquela noite fria de Fevereiro. A maioria da assistência era de fora, do Porto, Guimarães, Amarante, Coimbra, Lisboa e outros pontos. Ainda antes da “Grândola”, trajados académicos e elementos da organização distribuíram 400 cravos de Abril pela assistência.
Comissão organizadora agradece
A comissão organizadora, em nota de imprensa, agradece publicamente a todos as pessoas singulares e colectivas que se associaram ao evento de Felgueiras: as deram o seu alto patrocínio – a Associação 25 de Abril e o Sindicato dos Professores do Norte; as que deram o apoio logístico e/ou material – Semanário de Felgueiras, Hotel Hórus, Quinta do Ferro, Quinta de Maderne, Terras de Felgueiras. Móveis Ruca, Restaurante Juventude e o Restaurante Feijoeira; e as que deram o apoio a nível de divulgação informativa – RTP, Rádio Renascença, Antena 1, TSF, jornal SOL, Jornal de Notícias, Público, Jornal de Letras, Lusa, Primeiro de Janeiro, Correio do Minho, Diário do Minho, Semanário de Felgueiras, Jornal da Lixa, Rádio Felgueiras, Expresso de Felgueiras, Jornal de Lousada, Notícias de Vizela, Jornal NOVAS, Benedicto García Villar (jornalista galego), Viriato Teles (jornalista), editora Arca das Letras, Soares Novais (jornalista), Manuel Alegre, Amélia Muge, Hélder Costa, Elfriede Engelmayer, entre outros órgãos de informação, jornalistas, artistas e intectuais, cuja lista é impossível enumerar, pedindo-se desculpa se, eventualmente, não for mencionado alguém que o deveria ser.

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MirandêsTestemunhos
05/02/2007By AJA

Canta, que naide t’afronta

Artigo de Amadeu Ferreira em Mirandês



Miu armano, arrimado a dous anhos apuis de haber ido a salto, bieno de França ende por 1968. Stá eiqui stá a fazer quarenta anhos. Era un tiempo an que ls suonhos se dezien an francés i l mais grande einfierno se chamaba Guerra de l Oultramar, que solo algo apuis daprendi que era ua guerra quelonial. Quien stubira fuora i nun benisse a apersentar-se pa la guerra era dado cumo zertor i lhougo preso s’atentasse a poner pie na sue tierra. Stranha pátria que ampuntaba ls sous filhos pul mundo a saber de la bida i los oubrigaba a benir para s’antregáren a ua guerra que naide antendie para que serbie i de que se scapaba quien podie. Un tiempo de bergonha, assi me lhembro del.
Bieno miu armano, i todo quanto trouxo cun el de França fui ua bicicleta de mudanças, un giradiscos i arrimado a ua dúzia de discos. Agosto corrie, marralheiro, yá cula trilha feita, i sobraba l tiempo para oubir aqueilhas modas a que ls mius oubidos nunca habien podido chegar. Nien sei cumo l disco nun se gastou d’oubir tanta beç «Os Vampiros», «Menino do Bairro Negro» i «No lago do Breu», modas dun tal José Afonso, de que nunca oubira falar. Un die, l disco scachou-se, mas las músicas yá las habie grabado de las cantar tanta beç. Assi i todo, solo le tornei a oubir la boç yá an 1972, nua Bergança que abafaba. Un amigo habie arranjado un disco chamado «Cantigas do Maio»: habie que oubir a las scundidas, l sonido baixico para que nun chegara a la rue. Apuis, apuis fui até siempre, inda agora cumpanhie, nunca cansada, de las lhargas biaijes de Lisboa a Sendin i a Bila Rial.
Anquanto asperaba oubir la Grândola Vila Morena, na madrugaga de 25 de Abril de 1974, ne l Depósito Geral de Adidos, tenie un nuolo tan fuorte que nun sabie an que parte de l cuorpo se me habie dado. Apuis, fui un arrebento, cumo ua nuite de foguetes de lhágrimas, cumo se aquel que «Era um Redondo Vocábulo», argolha dua cadena, se houbira spartiçado. Solo apuis dessa nuoba era lo oubi cantar algues bezes de biba boç i fui coincendo toda la sue música por uns lhados i por outros, yá que nien denheiro tenie para giradiscos i essas cousas. Tube inda que asperar muito anho para ajuntar la coleçon de las sues músicas, que cuntino a oubir nua ruodra que bai demudando.
Cun el tamien daprendi a dar balor a modas que oubie zde pequeinho, anque an mirandés, cumo aquel «Dius te guarde Rosa, / Lindo Çarafin, / Linda pastorica, / Que fazes eiqui?». I doutras nun falo, que gusto mais de oubir i, al mesmo tiempo que oubo, ir bendo ls cinemas an que ls sonidos se zróban andrento. Nun sei porquei, mas hai palabras, hai sonidos que se buolben quelobrinas de cada beç que las oubo. Nun adelantra ua pessona querer antender essas cousas, bonda oubir. I pensar, mais ua beç, que ciertas pessonas nunca se habien de morrer.
Un die, bai a fazer binte anhos este Febreiro, staba a oubir l telejornal i pónen aqueilha moda d’Outonho que manda calhar fuontes i chorar ribeiras i todo, «que eu não volto a cantar». Tamien ende you le pedi algue auga a las ribeiras i me calhei cumo las fuontes. Era 1986 i la mie bida staba a dar un bolco cumo ua campana, nun fuolego que inda mal daba seinhas d’agarrar un nuobo baláncio. Nun me dou la gana d’ir al antierro, para quedar cula eilusion de que nun se habie muorto i nun deixara de ser l que siempre fura, ua ambuça de sonidos que se sórben. Até hoije el cuntina-me a cantar, siempre cumo se fura la purmeira beç. Quando oubo las sues modas, mais do que de José Afonso, lhembra-se-me de mi. Ye ua música que m’ampurra acontra mi, zde aquel Agosto marralheiro de 1968. Nó cun suidades, mas cun gana de hoije, i de cuntinar a sonhar cun ua tierra de fraternidade. Cun música que faga bolar, nien que seia solo a cachicos, que ye un modo de un nun se sabarrar tanto ne ls tropieços de l camino.

4 de Fevereiro de 2007amadeuf@gmail.com

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Homenagens e tributos (2007)
02/02/2007By AJA

José Afonso em Loulé

Fado e música de Zeca Afonso em destaque no Centro de Documentação de Loulé

No âmbito do programa de actividades do Centro de Documentação da Divisão de Cultura e História Local de Loulé, ao longo do mês de Fevereiro vão ter lugar três iniciativas: uma exposição, um espectáculo/colóquio e uma visita guiada.
Deste modo, entre 10 de Fevereiro e 10 de Março, vai estar patente ao público, na Galeria de Arte do Convento Espírito Santo, a exposição “O Fado na Pintura”, de José Maria Oliveira. Na inauguração, a 10 de Fevereiro, pelas 17h00, os visitantes serão brindados com um momento de fado de Coimbra pelo grupo “Ecos de Coimbra” e um beberete relacionado com a ambiência do fado.
As criações artísticas de José Maria Oliveira são diversas, livres e apresentam formas que a arte e o engenho permitem: pintura, desenho, escultura em terracota, cartoon, etc.. As suas exposições surgiram pela primeira vez ao olhar do público em 1963, no Círculo Cultural do Algarve, em Faro. Daí até aos nossos dias, mais de duas dezenas de mostras das suas criações têm circulado pelo Algarve, se não incluirmos as colectivas.
Do seu espólio artístico constam cerca de quatro centenas de trabalhos na área da pintura e cerca de dois mil e quinhentos trabalhos em desenhos (gravuras, aguarelas, retratos, etc.). Lançou-se também na cenografia, coreografia e publicidade.
A sua arte, de cariz surrealista, define-se pela sensualidade embrenhada na subtileza do humor, da beleza e da crítica, pelo grito da cor, pelo arrojo das temáticas. Por isso, a Exposição “O Fado na Pintura” testemunha a capacidade do artista sintetizar a música e a pintura num processo criativo único.
A segunda iniciativa do Centro de Documentação prevista para o mês de Fevereiro tem lugar dia 16, pelas 18h00, com uma visita guiada à Igreja Matriz de Loulé. Com o tema “Igreja Matriz de Loulé: mistérios do anoitecer na luz e na sombra”, esta visita será orientada pelo Professor Doutor Francisco Lameira, Historiador de Arte, e pelo Professor Doutor Luís Filipe Oliveira, Historiador da Idade Média, ambos da Universidade do Algarve.
Finalmente, a 24 de Fevereiro, às 17h00, decorre na Galeria de Arte do Convento Espírito Santo, o espectáculo/colóquio de homenagem a Zeca Afonso, por ocasião dos 20 anos do seu falecimento. Para além de um debate sobre a vida e obra daquele que é considerado um dos maiores músicos portugueses de todos os tempos, esta iniciativa conta com um momento musical com o grupo “Ecos de Coimbra”.

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Imprensa
02/02/2007By AJA

“A música sai à rua” – Jornal de Letras

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Homenagens e tributos (2007)
01/02/2007By AJA

“Guimarães canta Zeca Afonso”

A 23 de Fevereiro inicia-se em Guimarães, no Centro Cultural Vila Flor, a iniciativa “Guimarães canta Zeca Afonso”, com a exposição “O que faz falta”, cedida pelo Mundo da Canção (18:00) e o espectáculo “O Menino de Oiro” (21:30), uma teatralização da vida e obra de José Afonso dirigida por Gil Filipe.
No dia seguinte realizar-se-á, às 15:30, um concerto com a Banda Militar do Norte, seguindo-se, às 17:30, um debate com a participação de Hélder Costa, José Mário Branco, José António Gomes, Alípio de Freitas e Mário Barradas.
A jornada prossegue às 21:30 com um concerto do grupo ARDENTÍA, que antecede o espectáculo “Maio, maduro Maio”, com Amélia Muge, João Afonso e José Mário Branco.

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AJA Norte
01/02/2007By AJA

Núcleo do norte da AJA descentraliza inciativas – Notícia “Primeiro de Janeiro”

Celebrar o Zeca cidadão.
O núcleo do Norte da Associação José Afonso preparou um conjunto de iniciativas para celebrar a vida e obra do poeta e músico, no ano em que passam 20 anos sobre a sua morte, a 23 de Fevereiro de 1987. Uma lógica de cidadania preside à homenagem, com exposições, debates e concertos. Ana Sofia Rosado
Resultado da vontade da Associação José Afonso (AJA) e de parcerias diversas, o programa da homenagem foi ontem apresentado em conferência de imprensa por Paulo Esperança, da direcção nacional, e Fernando Lacerda, Eduardo Pinheiro e Teresa Figueiredo, do núcleo do Norte, nas instalações da UNICEPE, no Porto. Sábado, dia 3, Felgueiras inaugura a homenagem «Somos nós os teus cantores», na Casa do Povo da Longra, com uma exposição dedicada à vida e obra de José Afonso, seguida de tertúlia com Alípio de Freitas, presidente da AJA, a quem Zeca dedicou uma canção, e Paulo Alão, viola dos tempos de Coimbra. A obra de Adriano Correia de Oliveira integra esta homenagem, no ano em que também se completam 25 anos da sua morte (16 de Outubro de 1982). Antes do concerto às 21h30 com Tino Flores, Francisco Fanhais, e os grupos Ajaforça, Hyubris e Erva de Cheiro, decorre um ateliê de escrita criativa orientado por Miguel Gouveia, autor de um livro sobre José Afonso, a ser editado pela AJA. A iniciativa realiza-se em parceria com a Associação 25 de Abril e o Sindicato dos Professores do Norte.
O Clube Literário do Porto recebe de 14 a 17 deste mês «Com José Afonso – 20 anos de caminho». O primeiro dia é marcado pela inauguração de uma exposição temática sobre o homenageado e pelo debate «José Afonso – Os amigos», com Alípio de Freitas e o convidado galego Benedicto Garcia Vilar. Dia 15 há tertúlia poética e musical no piano-bar, com «O prazer do texto», e, no dia seguinte, realiza-se o debate «José Afonso – A Lírica», com o professor e poeta José António Gomes e a especialista em José Afonso Elfriede Engelmayer. Francisco Fanhais e José Mário Branco protagonizam o último debate no Clube, dia 17, intitulado «José Afonso – A Música».
A cidade de Guimarães junta-se a esta festa no Centro Cultural Vila Flor, dias 23 e 24 de Fevereiro, numa parceria com o Círculo de Arte e Recreio de Guimarães, a Associação 25 de Abril e a Régie Cooperativa Oficina. A exposição inédita «O que faz falta», cedida graciosamente pelo Mundo da Música, do acervo documental de Avelino Tavares, abre a iniciativa. No mesmo dia, tem lugar a teatralização musicada da vida e obra de José Afonso «O menino D’Oiro», sob a direcção de Gil Filipe, com mais de 60 actores de grupos amadores de Guimarães, cantores da Academia de Música Valentim Moreira de Sá e os Ajaforça. Dia 24, há concerto com a Banda Militar do Norte, um debate com Hélder Costa, que assinou a letra de algumas canções do Zeca, José Mário Branco, um dos principais orquestradores da sua música, Alípio de Freitas e o encenador Mário Barradas, entre outros. À noite, reúnem-se em concerto o grupo galego Ardentía e o espectáculo «Maio, Maduro Maio», com Amélia Muge, João Afonso e José Mário Branco.
Dia 3 de Março, realiza-se novo concerto no Teatro Sá de Miranda, em Viana do Castelo, e a 26 de Maio a jovem Associação Cultural RITUS, em Milheiros de Poiares, realiza uma exposição evocativa com alunos das escolas da região de Vila da Feira. Muitas são as iniciativas que a AJA, que celebra 20 anos no próximo dia 18 de Novembro, promove até ao final do ano para partilhar “o imaginário do Zeca com quem nunca o conheceu, nem à sua música, muitas vezes em locais onde ele não chegou a tocar”, sublinhou Paulo Esperança. Destaque para a possibilidade de animar com música as estações de Metro do Porto e de dedicar um dia da Feira do Livro do Porto a José Afonso. Será ainda lançado o livro «Adriano Sempre», pela Arca das Letras.

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Homenagens e tributos (2007)
31/01/2007By AJA

José Afonso em Évora

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Homenagens e tributos (2007)
30/01/2007By AJA

José Afonso em Santo António dos Cavaleiros

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Hélder Costa
29/01/2007By AJA

Mensagem de Hélder Costa

Eu apoio a iniciativa de Felgueiras porque…

Passam tempos difíceis no nosso país e nas nossas gentes.Não são muitas as vozes que se levantam contra injustiças, discriminações emediocridades que nos fazem recordar os tempos miseráveis e desprezíveis davelha ditadura.E não são muitas as vozes de revolta, porque os poderes políticos e culturaisque são o “posso, quero e mando” do nosso dia a dia, pouco tiveram a ver com aluta do povo português e a data libertadora do 25 de Abril.Por isso mesmo, por ignorancia ou cobardia, ocultam a memória das marcasindeléveis desses anos de violencia e de esperança.”Somos nós os teus cantores”, bela imagem do Canto da Primavera e do ” Sol quehá-de nascer”.Para que se recorde que essas palavras são eternas na procurade um Mundo melhor.

HÉLDER COSTA

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Elfried Engelmayer
27/01/2007By AJA

De Elfriede Engelmayer

Apoio a iniciativa de Felgueiras porque, sem o trabalho de memória, a perda que sofremos é sempre a dobrar. Neste trabalho, cada iniciativa junta uma pedra ao mosaico que fará realçar a personalidade de José Afonso, a riqueza do seu universo musical e poético, a sua dimensão humana, o seu espírito de solidariedade, a sua integridade. Lembrar José Afonso nos 20 anos da sua morte significa demonstrar que continua vivo, que não passou à história, mas continua a ser história deste país.

Elfriede Engelmayer

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Homenagens e tributos (2007)
25/01/2007By AJA

Conferência de imprensa em Felgueiras – Roteiro de festas em homenagens a José Afonso em parceria com a AJA (Norte)

Felgueiras está na agenda de um acontecimento cultural a nível nacional, no próximo dia 3, sendo o concelho que vai abrir o ciclo de festas nacionais em homenagem a José Afonso, no mês em que se completam 20 anos após a sua morte, ocorrida a 23 de Fevereiro de 1987. Porto e Guimarães são algumas das diversas regiões que vão prestar tributo ao músico, no âmbito de parcerias entre o núcleo do norte da Associação José Afonso (AJA) e colectividades locais. Zeca Afonso, tido como um dos ícones da liberdade em Portugal e figura marcante da música portuguesa, será lembrado em vários pontos do país durante todo o ano de 2007. Na passada terça-feira, a direcção da Casa do Povo da Longra convocou uma conferência de imprensa no Hotel Horus para dar a conhecer oficialmente que aquela associação cultural vai arrancar, no primeiro sábado de Fevereiro, nas suas instalações, com o evento de tributo inaugural ao autor de “Grândola” e que, para tal, conta com a parceria da AJA (núcleo do norte) e com o apoio da Associação 25 de Abril e do Sindicato dos Professores. A iniciativa de Felgueiras denomina-se “Somos Nós os Teus Cantores”, em que será também evocado Adriano Correia de Oliveira, cujo falecimento prematuro completa 25 anos em Outubro, a quem, na altura, a Casa do Povo e a AJA prestarão igual tributo. Nessa conferência de imprensa, estiveram presentes Adão Coelho (presidente da CP Longra), José Carlos Pereira (membro activo das duas associações), o coronel Rui Castro Guimarães, da Associação 25 de Abril, e António Baldaia, do Sindicato dos Professores do Norte.
Felgueiras – “Somos Nós os Teus Cantores”
O ponto alto deste dia consistirá num espectáculo musical, pelas 21,30 horas, em que irão actuar Francisco Fanhais e Tino Flores, da geração da canção de intervenção, e três grupos musicais: a banda “Hyubris”, que tem dado muitos espectáculos, principalmente nas FNAC’s, e se destacou no programa da RTP “Portugal no Coração”; os “Erva de Cheiro”, de Lisboa, muito numeroso, com um reportório alargado na música tradicional, que vão lançar, nesse dia, em Felgueiras, o CD “Que Viva o Zeca!”; e o grupo AJAforça, que nasceu em torno da AJA (norte). A embelezar o espectáculo, serão distribuídos pela assistência cravos de Abril.
Da parte da tarde, será inaugurada uma exposição muito completa sobre a vida e a obra do homenageado e vão ser anunciados dois livros – um da Arca das Letras, sobre Adriano Correia de Oliveira; outro de Miguel Gouveia, de escrita criativa para crianças sobre José Afonso. Segue-se a assinatura de um protocolo entre a AJA e a CP Longra, antes da realização de um debate/tertúlia, em que irão estar presentes, Alípio de Freitas (presidente da AJA), Isabel e José Manuel Correia de Oliveira (filhos do Adriano), Alexandre Manuel (jornalista, ex-editor do DN), Alexandre Castanheira (académico), Paulo Alão (antigo executante musical de Zeca e Adriano), entre outros que se deverão juntar. Simultaneamente, ao lado, será realizado um workshop com um grupo de crianças sobre a vida e a obra de José Afonso.
Porto e Guimarães
No Porto, no Clube Literário, entre os dias 14 e 17, dar-se-á lugar a um conjunto de debates, colóquios e uma exposição, onde irão falar José Mário Branco, Francisco Fanhais, Elfried Elgelmeyer, José António Gomes, entre outros.
Em Guimarães, a noite de 23 de Fevereiro será dedicado a grupos de teatro amador e a uma exposição do “Mundo da Canção”. No dia 24, haverá um debate; à noite, no concerto “Maio Maduro Maio” irão actuar José Mário Branco, João Afonso, Amélia Muge e o grupo galego “Ardentía”
Veja a reportagem em – http://www.valedosousa.tv/

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António M. NunesJosé Anjos de CarvalhoNo verso dos versosOctávio SérgioPartituras e tablaturas
23/01/2007By AJA

Verdes são os campos

Música: José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (1929-1987)
Letra: mote de autor desconhecido; voltas de Luis Vaz de Camões (ca. 1524-1580)
Origem: Setúbal?Data: 1970

Verdes são os campos
Da cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.

Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,

De erva vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.(…)

Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.

De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.

Verdes são os campos
Da cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.

Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,

De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.

Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.

Informação complementar:Canção melodia singela e agradável efeito auditivo, em compasso quaternário (4/4), originariamente no tom de Fá# Maior, com uma espécie de refrão atípico. Na presente transcrição adopta-se a afinação de Coimbra, ficando a melodia em Lá Bemol Maior.Uma das versões impressas mais recuada destas redondilhas com voltas e mote alheio, consta na edição de 1598, de Estêvão Lopes.“Verdes são…” foi gravada por José Afonso em Londres no ano de 1970, nos estúdios Pye Records. Integrou o LP “Traz Outro Amigo Também”, ORFEU STAT 055, do ano de 1970, tendo sido o cantor acampanhado em viola de cordas de nylon não por Rui Pato mas por Carlos Correia (Bóris).Na letra, José Afonso socorre-se de um mote alheio (Verdes são os campos), glosado por Luis de Camões em duas “voltas” de oitavas.O cantor pouco ou nada altera em termos de mote (quadra) ede 1ª volta. Contudo, nos versos dois e três do mote, moderniza “assi” para “assim” e toma “de” por “da”. Na 2ª volta suprime os primeiros quatros versos (Gados, que pasceis,/Com contentamento,/Vosso mantimento/Não o entendereis), construindo a oitava com os quatro versos finais da 1ª volta.Após terminar a 2ª oitava, o cantor volta a repetir o texto, mantendo-se dentro da melodia.Para acabar, canta apenas uma quadra (Isso que comeis), deixando incompleta a 2ª oitava. José Afonso segue uma dicção vincadamente conimbricense, onde merece destaque o dizer “ovêlhas”.Não se conhece notícia de cantores ligados à CC que tenham regravado este espécime, nem de translado em notação impressa. O seu repousado ar de salão como que se adequa a renovados tratamentos e a incursões de meias sopranos, possibilitando diversificações reportoriais. Embora o tema mais conhecido deste disco de 1970 seja “Traz Outro Amigo Também”, popularizado a partir de uma gravação feita ao vivo no Jardim de Santa Cruz de Coimbra (com o grupo de António Portugal, disco “Zeca em Coimbra”, Fotosonoro SPA 83), pode considerar-se que o tema “Verdes são…” é a chave de encerramento do Movimento da Balada.Original disponível no CD “Jose Afonso. Traz Outro Amigo Também”, Lisboa, Movieplay, JA 8003, ano de 1996, faixa nº 9, com discutível transcrição da letra em 4 quadras.

Transcrição musical: Octávio Sérgio (2007)
Texto: José Anjos de Carvalho e António Manuel Nunes

Retirado do blog http://guitarradecoimbra.blogspot.com

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Prémio José Afonso
23/01/2007By AJA

Petição “Prémio José Afonso”

A atitude necessária! Há 18 anos consecutivos que a Câmara Municipal da Amadora (CMA), tem atribuído o PRÉMIO JOSÉ AFONSO (PJA). Inesperada e inaceitavelmente, no último ano, 2006, não o fez, porque o Júri não encontrou “mérito consonante com o prestígio do Prémio.“, nem organizou o FESTIVAL DE MÚSICA POPULAR PORTUGUESA (FMPP) do qual o PJA era o ponto alto. Tal conclusão tem duas causas, não sendo nenhuma delas da responsabilidade do Júri. São elas: 1ª – Alteração do regulamento do PJA; 2ª – O seu não cumprimento. Desde 1988 que o regulamento do PJA, no seu preâmbulo e artigo primeiro, indicava claramente as razões e o fim que se pretendia atingir com a atribuição deste galardão: Com o objectivo de homenagear JOSÉ AFONSO, incentivar a criação musical de raíz portuguesa e animar turística e culturalmente a Cidade da Amadora, organizará a autarquia anualmente um FESTIVAL DE MÚSICA POPULAR PORTUGUESA o qual terá como ponto alto a atribuição do PRÉMIO JOSÉ AFONSO. 1 – O PRÉMIO JOSÉ AFONSO destina-se a galardoar um álbum inédito editado durante o ano anterior ao da realização do FESTIVAL DE MÚSICA POPULAR PORTUGUESA, cujos temas tenham como referência a Cultura e a História portuguesas, tal como a obra do autor de “Grândola”. Na nova redacção aprovada pela CMA, embora articulada de outra forma, os propósitos enunciados anteriormente mantém-se. Todavia, procede a uma alteração de fundo que é a primeira causa do presente resultado, já que elimina a existência do Júri de Nomeação, constituído por jornalistas e um funcionário da autarquia, a quem competia “elaborar uma lista de trabalhos a propor ao Júri Final.”; modifica a composição do Júri Final, e, mais importante, passa a convidar, por escrito, as editoras para participarem enviando as obras que editaram e que entenderam estar de acordo com o Regulamento. Como se depreende, é toda uma nova filosofia que é adoptada, uma vez que se deixa o Prémio entregue ao maior ou menor envolvimento das editoras. E assim se chegou à frustrante edição do PRÉMIO JOSÉ AFONSO/2006. Apesar de não ter convidado, por desconhecimento ou por qualquer outra razão, todas as editoras da área da Música Popular Portuguesa, a CMA recebeu para concurso, os seguintes trabalhos:
“Apontamento” – Margarida Pinto
“Mulheres” – Vozes da Rádio
“Amores Imperfeitos” – Viviane
“Éramos Assim” – Boite Zuleika
“Groovin´on monster`s eye-balls ” – Hands on Approach
“Cacus” – José Peixoto e Carlos Zíngaro
“Coisas Simples” – Maria Léon
“Almadrava” – Marenostrum
“Cantes D´Álem Tejo” – Francisco Naia
Qualquer pessoa minimamente interessada e informada nestas coisas da música facilmente constata a diversidade de estilos musicais que a lista inclui: hip-hop, rap, pop, música tradicional portuguesa… E ela seguiu direitinha para o Júrí Final do PJA, sem que alguém da organização do evento, logo da CMA, tivesse confirmado se estes trabalhos, independentemente do seu valor e qualidade, estavam ou não de acordo com o Regulamento. E esta é a segunda causa da não atribuição do PJA. Por outro lado, se bem que face à última versão do Regulamento, a CMA não tenha que confirmar se houve ou não outros cd’s editados e eventuais concorrentes ao Prémio que não foram apresentados pelas editoras, o que é facto é que quer o vereador do pelouro, a sua assessora, entre outros, tinham em seu poder a lista elaborada pelo funcionário coordenador do processo de atribuição do PJA durante os 18 anos anteriores, Júlio Murraças, que, antes de se aposentar, lhes entregou. Dela constavam, além do “Almadrava” do Marenostrum e do “Cantes D´Álem Tejo” de Francisco Naia, os seguintes:
“Ulisses” – Cristina Branco
“Tributo a los laureados” – Fernando Tordo
“Filarmónica Gil” – Filarmónica Gil
“Modas i Anzonas” – Galandum Galundaina
“Ao vivo em Lisboa” – Joana Amendoeira
“Anjos da noite” – Jorge Vadio
“Tudo ou nada” – Kátia Guerreitro
“Faluas do Tejo” –Madredeus
“Diário” – Mafalda Arnaulth
“Transparente” – Mariza
“Obrigado” – Teresa Salgueiro
Face a este conjunto de trabalhos não temos quaisquer dúvidas em afirmar que um deles merece o PRÈMIO JOSÉ AFONSO/2006. Aliás, a qualidade exibida não prevê tarefa fácil para o Júri. Portanto, em nome do “ZECA”, da MÚSICA POPULAR PORTUGUESA, dos seus CANTAUTORES e da nossa CULTURA e IDENTIDADE, os abaixo assinados, propõem: 1 – Que a CMA anule a decisão do Júri de não atribuir o PJA/2006, saída da sua última reunião; 2 – Que se reabra o processo de atribuição considerando os trabalhos aqui apresentados; 3 – Que, para 2007, se altere o Regulamento do PJA de modo a não se estar exclusivamente dependente do que as editoras enviam, completando a lista de concorrentes com o resultado da pesquisa feita pelos serviços camarários.

20 de Janeiro de 2007 – Júlio Murraças

Link para a petição: http://www.petitiononline.com/ja25ja/petition.html

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CoimbraHomenagens e tributos (artes plásticas)
23/01/2007By AJA

Pintura do Zeca na Real República do Bota Abaixo

Os repúblicos da Bota Abaixo preparam-se para soprar o bolo do Centenário de 1989. Ao fundo, vê-se o retrato de José Afonso numa das pinturas murais pós-1974. Coincidência curiosa, o Centenário da casa celebra-se a 06 de Fevereiro e José Afonso faleceu a 27 de Fevereiro. O cantor pernoitou várias vezes nesta República nas suas idas a Coimbra pelos inícios da década de 1960. O motivo de capa do LP “Baladas e Canções”, Ofir, 1964, mostra José Afonso sentado no interior de um quarto da Bota Abaixo, com viola na mão.
A Bota Abaixo foi a 1ª antiga República da Velha Alta a dignificar o regresso da Canção de Coimbra: no Centenário de 06/02/1988 promoveu uma serenata com as formações Praxis Nova e Tertúlia do Fado de Coimbra.
AMNunes
Informação retirada do blog http://guitarradecoimbra.blogspot.com

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Homenagens e tributos (2007)
20/01/2007By AJA

José Afonso em Felgueiras

2007, Fevereiro, 23. O andarilho “voou” para outras paragens mas continuou a caminhar connosco, como sempre. Lamúrias e velórios, medalhas e estátuas… tudo há-de vir ao de cima! Nós, Casa do Povo da Longra, concelho de Felgueiras, sabemos o que queremos – porque “conhecemos o Zeca” – já que é natural que se multipliquem pelo país iniciativas evocativas da sua vida, da sua obra e do seu exemplo de cidadania. Felgueiras, felizmente, vai abrir esse ciclo, no dia 3 de Fevereiro, na sala de espectáculos da Casa do Povo da Longra, em resultado de uma parceria com o Núcleo do Norte da AJA. Esta iniciativa terá como o símbolo principal o espectáculo “Somos Nós os Teus Cantores”, e contará com a participação de Francisco Fanhais, Tino Flores, grupo Erva de Cheiro, grupo AJAFORÇA, banda Hyubris e, possivelmente, Manuel Freire. Os actores Alexandre Castanheira e Fernando Soares farão da poesia o eco do homem da “Grândola”. Neste dia vai falar-se, também de Adriano Correia de Oliveira, companheiro de canções de luta e de vida de José Afonso a quem a Casa do Povo da Longra dedicará em Outubro, um evento de tributo ao cantor da “Trova do Vento que Passa”, na passagem dos 25 anos da sua ida para outras paragens. Na parte de tarde, pelas 16 horas, haverá lugar a um debate/tertúlia, ao qual foram convidados Alexandre Manuel (jornalista e ex-editor do DN), Isabel e José Manuel Correia de Oliveira (filhos de Adriano), Paulo Alão (músico que participou em algumas gravações do Zeca e do Adriano), Alexandre Castanheira, Soares Novais (jornalista e editor da Arca das Letras), representantes da AJA-NORTE e da Casa do Povo, entre outros que poderão juntar-se. A 3 DE FEVEREIRO….ZECA…SEREMOS NÓS TODOS… MELHOR OU PIOR… OS TEUS CANTORES! PARA O QUE DER E VIER…SEM MUROS NEM AMEIAS! IGUAIS POR DENTRO E IGUAIS POR FORA! Os amigos do Zeca da Casa do Povo da Longra Felgueiras

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Homenagens e tributos (2007)
20/01/2007By AJA

José Afonso na Moita

Para recordar o cantor e músico José Afonso, falecido em Fevereiro de 1987, a Câmara Municipal promove algumas actividades culturais, entre Janeiro e Fevereiro, inseridas no programa comemorativo “Zeca Afonso – 20 Anos Depois”. Espectáculos musicais com CLAUD, com o cantor alentejano Vitorino e com a Brigada Vítor Jara, bem como uma festa popular, são apenas algumas das actividades previstas.

“Zeca Afonso – 20 Anos Depois” Programa

20 de Janeiro – 22:00h
Espectáculo com CLAUD
Lançamento do disco “Contradições”
Fórum Cultural José Manuel Figueiredo – Baixa da Banheira
Preço dos Bilhetes: 5 euros

27 de Janeiro – 22:00h
Espectáculo com Vitorino
“Tudo! Alentejo, Amor, Lisboa”
Fórum Cultural José Manuel Figueiredo – Baixa da Banheira
Preço dos Bilhetes: 12,50 euros

23 de Fevereiro – 15:45h
Romagem à Capa de Zeca Afonso
Concentração no Cemitério de Setúbal
Organização: Academia Musical 8 de Janeiro

24 de Fevereiro – 21:00h
Poesia – Palavras e Música
Biblioteca Municipal – Pólo de Alhos Vedros

24 de Fevereiro – 22:00h
Espectáculo com Brigada Vítor Jara
“Ceia Louca”
Fórum Cultural José Manuel Figueiredo – Baixa da Banheira
Preço dos Bilhetes: 7,50 euros

24 de Fevereiro
Festa Popular – Desporto, Música, Gastronomia…
Escola Básica 2, 3 José Afonso – Alhos Vedros

Reserva de bilhetes para os espectáculos no Fórum Cultural
Horário da Bilheteira: De 3ª a sábado – 14:30h às 17:30h Dias de espectáculo – 20:30h até início do espectáculo Domingo – 10:00h às 11:00h
Os bilhetes podem ainda ser reservados, através do telefone 210 888 900, das 14.30h às 17.30h, de terça a sábado, com um limite de 5 bilhetes por reserva, havendo um limite de 100 reservas por espectáculo. O levantamento das reservas deve ser efectuado até 48 horas antes do espectáculo.

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Cristina Branco
20/01/2007By AJA

Cristina Branco canta José Afonso

Já pouca coisa vinda da fadista (e não só) Cristina Branco pode surpreender, tantos são os caminhos próprios por ela já tomados, através do fado, fora do fado, a viés do fado. Mas a expectativa é enorme quando se sabe que o seu novo projecto (disco e espectáculos) é dedicado à obra de José Afonso e que para ele Cristina Branco se fez rodear por uma banda formada por Ricardo Dias (da Brigada Victor Jara e já um «habitué» na equipa da cantora) no piano e direcção musical e três conceituados músicos vindos do jazz: Mário Delgado (guitarras acústicas e eléctricas), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria). A apresentação do projecto decorre no Jardim de Inverno do Teatro S.Luiz, em Lisboa, dias 2, 3, 9, 10, 16, 17, 23 e 24 de Fevereiro. De José Afonso diz Cristina Branco: «O Zeca foi e será sempre um exemplo de simplicidade, de convicção (mesmo quando dizia que nem sempre gostava de cantar!). É assim o amigo da minha adolescência, o amigo do meu canto, da minha busca pessoal. Não trazemos nada de novo, vimos apenas lembrar».
Texto retirado do blog http://raizeseantenas.blogspot.com/ de António Pires

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Homenagens e tributos (2007)
15/01/2007By AJA

Zeca Afonso – 20 anos | Figueira da Foz | Centro de artes e espectáculos | 23 de Fevereiro.

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