No teatro Virgínia em Torres Novas
Quintas do Zeca, em Braga
Na passada quinta feira, dia 20 de Marco, decorreu a primeira sessão das “Quintas do Zeca”, na Taberna Subura, em Braga. Foi uma noite de muita animação, apresentada pelo Paulo Esperança em nome da AJAnorte. Houve canções e leitura de textos e poesia pela Ana Afonso, Ana Ribeiro, Gabi e Luis Carvalho e contou com a participação da Catarina (cavaquinho e voz), do Sabre (guitarra, bandolim e voz) e da Angela (viola braguesa e voz), do núcleo residente do Bar Subura nestas quintas do Zeca. Após o espectáculo a tertúlia continuou noite fora, com muitas cantigas animadas pelo cantar do bandolim, cavaquinho e guitarras, que não se cansaram de tocar e encantar. O anfitriao foi o Manuel Sampaio, que tambem animou a malta com algumas canções. Foi uma noite em que o Subura esteve cheio de pessoas a cantar o Zeca – para continuar na terceira quinta-feira de cada mês, em Braga. Jacinta em digressão com «Convexo» em Portugal
A cantora de jazz Jacinta iniciou no passado dia 29 de Fevereiro, no Casino da Póvoa de Varzim, uma digressão nacional intitulada “Convexo” que contará com 20 concertos com o último a realizar-se a 1 de Junho no Teatro da Trindade, em Lisboa.
Jacinta deu os seus primeiros passos artísticos através do estudo da música clássica, em piano.
No entanto, foi no mundo do jazz que a sua energia musical encontrou plena expressão. Em 1997 Jacinta mudou-se para Nova Iorque, para frequentar a Manhattan School of Music, onde foi premiada com bolsa de estudos para realização de Mestrado em Jazz Vocal. Foi, também, nesta metrópole norte-americana que começou a actuar como profissional.
Em 2007, dedica-se a novos projectos dos quais se destaca o espectáculo de homenagem a José Afonso. A excelente reacção do público abriu caminho para a criação de “Convexo”.Trata-se de um espectáculo em formato de trio, com Rui Caetano ao piano, Bruno Pedroso na bateria e a voz de Jacinta.
Datas da digressão:
18 Abril – Barreiro
19 Abril – Loulé
24 Abril – Redondo
25 Abril – Sta. Maria da Feira (Europarque)
26 Abril – Estarreja
30 Abril – Sintra (Olga Cadaval)
2 Maio – Tomar
3 Maio – Castelo Branco
12 Maio – Aveiro (Teatro Aveirense)
15 Maio – Coimbra (Teatro Gil Vicente)
17 Maio – Almodôvar
20 Maio – Braga (Theatro Circo)
23 Maio – Espinho
30 Maio – Vila Nova de Sto. André
31 Maio – Lisboa (Teatro da Trindade)
1 Junho – Lisboa (Teatro da Trindade)
“Vieram de noite e cantaram…” no ABC Piano Bar
Couple Coffee & Band em Faro
‘Maio, Maduro Maio’, ‘Vampiros’, ‘Canção de Embalar’, ‘Que Amor Não Me Engana’, ‘Canção do Mar’, ‘Sete Fadas Me Fadaram’ e ‘Com as Minhas Tamanquinhas’ são alguns dos temas incluídos no álbum, o segundo dos Couple Coffee.
A banda, criada em 2005, gravou um primeiro trabalho nesse ano, intitulado ‘Puro’, que inclui 16 temas clássicos da música brasileira. As gravações começaram no Rio de Janeiro e terminaram em Lisboa.
Neste trabalho, Luanda e Norton contaram com a colaboração de Vitorino, Jorge Palma, Gabriel Gomes (acordeonistas do Madredeus), Sérgio Costa (flautista) e J.P. Simões (Quinteto Tati).
Jacinta canta José Afonso em Famalicão
Inauguração da sede do Núcleo do Norte | 8.3.08
AJA Norte com secção na página da AJA
Biografia de José Afonso por José Niza
Biografia retirada do livro de José Niza, “Fado de Coimbra II”, da colecção “Um Século de Fado” da Ediclube, saída em 1999.
Retirada do blog http://guitarrasdecoimbra.blogspot.com/
No Clube Literário do Porto

Café-concerto evoca José Afonso
Mário Laginha e Bernardo Sassetti apresentam “Grândolas”
A linguagem pessoal de Mário Laginha e Bernardo Sassetti é enriquecida com incursões improvisadas pelo amplo universo musical de José Afonso, numa viagem sonora de grande qualidade, que mistura subtileza, intimismo, energia e emoção a um rico quadro imaginativo, daí resultando um concerto de inegável interesse.
Mário Laginha e Bernardo Sassetti actuaram juntos pela primeira vez em Agosto de 1999, no Festival Jazz em Agosto, promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian. A recepção entusiástica do público levou a que os dois músicos passassem a encontrar-se em palco com alguma regularidade e em 2003 surgiu o primeiro registo discográfico, com o nome de ambos.
Os dois pianistas têm percursos diferenciados mas com múltiplos pontos de contacto, a começar pela circunstância de, tendo ambos formação clássica, desde bem cedo mostrarem uma grande atracção pelo mundo do jazz.
Mário Laginha mantém desde há vários anos uma forte ligação musical a Pedro Burmester e os dois gravaram o disco ‘Duetos’. É ainda sobejamente conhecida a cumplicidade de mais de uma década entre Laginha e Maria João, traduzida em oito trabalhos discográficos e concertos por todo o Mundo.
Com um último trabalho, ‘Indigo’, lançado em 2004, Bernardo Sassetti tem dedicado particular atenção, como compositor, à produção de trabalhos para filmes, como ‘The Talented Mr. Ripley’, de Anthony Minguella, ou ‘Facas e Anjos’, de Eduardo Guedes.
Armando Alves Correio da Manhã
4ª Tertúlia Associativa de Homenagem a José Afonso
O canto de Intervenção no Mundo e em Portugal
Tertúlias Associativas: Palhavã
Cerca de 120 pessoas compareceram nesta iniciativa de homenagem a José Afonso, organizada pela Câmara Municipal, com a colaboração de colectividades, que decorreu, desta vez, no Clube Recreativo Palhavã.
O acordeonista Dimas, presente na sessão, recordou vivências com o músico, compositor e poeta, referindo-se a Zeca Afonso como “um grande amigo da cidade”.
As “Tertúlias Associativas” prosseguem no dia 16 de Fevereiro, às 21h30, no Centro Cultural e Desportivo Brejos de Azeitão.
Além da música e poesia, este ciclo dedicado a José Afonso conta com a exibição de dois documentários sobre o 25 de Abril.
O último encontro está marcado para 15 de Março, na Sociedade Musical Capricho Setubalense.
in Rostos
Artigo de Véronique Mortaigne no “Le Monde” de ontem
Cristina Branco est née en 1972, “après la “révolution des oeillets”” de 1974. Une époque singulière, explique la chanteuse portugaise qui vit à Lisbonne à deux pas du Chiado, quartier dévasté par un incendie, en 1988, et reconstruit par l’architecte Alvaro Siza. Cristina Branco a d’abord été reconnue par le milieu du fado. Au Théâtre des Champs-Elysées, en mars, elle présentera une première partie de récital consacrée aux chansons d’Amalia Rodrigues, grande figure du fado, “celle que le régime salazariste a utilisée comme maquillage, qui a été le visage d’un pays qui n’existait pas”.
La seconde partie, en accord avec l’album Abril, paru début janvier, sera consacrée à José Afonso, “Zeca”, mort il y a vingt ans, après avoir été le symbole de la chanson de liberté au Portugal. “Ses chansons ont été la bande-son de mon enfance, dit la jeune femme, qui découvrit le fado lors du renouveau des années 1990. Amalia et José Afonso sont deux personnages portugais très populaires, qui aimaient la transparence et la vérité des mots.”
Longtemps, ces deux-là furent, dans la perception de leur histoire, irréconciliables. Amalia Rodrigues (1920-1999) d’un côté, tant honnie des capitaines et de la gauche, assimilé à la trilogie “fado, Fatima, fatum” ; de l’autre, José Afonso (1929-1987), voix de la révolution. “Cette logique de la réconciliation, c’est l’essence de ma génération, qui n’a pas été opprimée, et dont la jeunesse s’est située hors de toute considération politique”, précise Cristina Branco, à l’instar de Mariza, sa consoeur néo-fadiste et “transatlantique” dans le choix de son répertoire (Amériques, Afrique, Flandres…).
José Afonso, c’est une affaire d’Etat. Dans la nuit du 24 au 25 avril 1974, des officiers portugais, en rupture de ban, greffent un émetteur clandestin sur l’antenne de la station catholique portugaise, Radio Renascença. A minuit vingt, ils diffusent “Grandola, vila morena”, de José Afonso : le Mouvement des forces armées (MFA) l’a choisie pour donner le signal de la rébellion.
Aux premières notes se déclenchent les opérations militaires qui vont renverser le régime dictatorial de Marcelo Caetano, successeur du sombre docteur Salazar, mort en 1970. Les chars de la “révolution des oeillets” se mettent en marche sur une chanson que le régime a classée dans le rayon communiste. José Afonso l’a écrite en référence à son passage, en 1963, au sein de la société musicale Fraternité ouvrière de Grandola, bourgade de l’Alentejo “où le peuple commande”. Elle sera publiée, en 1971, sur l’album Cantigas de maio.
LE ROUGE DES OEILLETS
L’histoire, une fois sortie du rouge des oeillets, montrera que la réalité était moins simpliste. En 1985, Amalia Rodrigues, accusée d’avoir filé en Espagne le soir du 25 avril 1974, est réhabilitée. On remet au jour des épisodes de sa vie jusque-là occultés : ses amis de gauche, ses efforts pour sortir l’un de ses compositeurs les plus proches, le Français et gauchiste Alain Oulman, des griffes de la PIDE, la police politique… José Afonso, lui, redevient ce qu’il a toujours été : un chanteur populaire, ancré dans le folklore portugais, certes habile à jouer des mots feutrés et des doubles sens destinés à dérouter la censure, mais jamais un chanteur encarté.
Pour Abril, Cristina Branco n’a pas retenu “Grandola, vila morena”, trop connue et musicalement pas la plus belle. “J’ai préféré explorer les chansons de José Afonso qui traduisaient le regard d’un enfant sur un pays écrasé. Il avait un mot d’ordre : “Livra-te do medo” (Délivre-toi de la peur).” Depuis, Lisbonne l’Africaine, Lisbonne la Blanche ont cédé le pas à Lisbonne l’Européenne. José Afonso, fils de juge, a vécu dans les colonies – Angola, Mozambique -, et chanté dans les facs… Cristina Branco, fille du Ribatejo, a commencé sa carrière discographique aux Pays-Bas, terre d’asile de nombreux intellectuels en exil sous Salazar. Elle vient d’y donner un magnifique récital de “chansons portugaises”, folklore compris, avec le Royal Concertgebouw Orchestra, après avoir consacré, en 2000, un album au poète néerlandais Jan Jacob Slauerhoff (1898-1936). Sept ans plus tard, José Afonso s’inscrit dans le cabinet des curiosités de la jeune femme.
DOULOUREUX ÉPISODES
José Afonso appartient à une génération de compositeurs “nouvelle vague” apparue à la fin des années 1960, à laquelle la France a échappé, marquée qu’elle était par ses poids lourds – Brel, Brassens… Mais en Italie, Luigi Tenco (l’amant suicidé de Dalida), Domenico Modugno (l’auteur de Volare) jouent les enfants terribles de la poésie sur fond de musique romantique et de rythmique de bal, tout comme, au Brésil, Geraldo Vandré (un persécuté de la censure militaire) ou, à Cuba, Pablo Milanes s’adaptent à l’air du temps, à la frontière du yé-yé. Cristina Branco en choisit une relecture par le jazz.
De douloureux épisodes politiques sont rappelés par des chansons d’apparence légère que l’ancien étudiant de l’Université de Coimbra, épris de fado et de parole libre, a martelées – “A Morte saia a rua”, dédiée au peintre José Dias Coelho, dirigeant communiste assassiné par la PIDE en 1961, “Venham mais Cinco”, née dans les Asturies et écrite pendant un séjour forcé du chanteur dans la prison de Caxias. Mais José Afonso jonglait aussi avec l’imaginaire, le surréalisme, les rondes et les comptines.
Fernando Pessoa, incarnation du sentiment poétique portugais contemporain, ne lui avait pas échappé, dont il avait mis en musique No comboio descendente (“dans le train descendant, tous les gens riaient de voir rire les autres”), avec son incommensurable anticonformisme. Statufié au Chiado, en haut de la rue Garett, Fernando Pessoa assure à qui passe que si la vie était un long fleuve tranquille, le Tage, José Afonso et Cristina Branco auraient déménagé depuis belle lurette.
Artigo de Sylvain Siclier no “Le Monde” sobre o disco “Abril” de Cristina Branco | 16.01.08
Comme il importe peu que l’on soit anglophone pour frémir lorsque Billie Holiday entonne Strange Fruit, cette chanson de mort, de terreur, qui vous attrape sur un air de ballade, une presque romance. Les timbres de voix de Cristina Branco et de Billie Holiday ont peu à voir. Celle de la belle Lisboète est un effleurement, une caresse, une lumière vive, celle de Billie était sombre, dans une intensité perdue. Les deux sont uniques.
Abril, huitième album de Cristina Branco, depuis 1998 (Murmurios, avec lequel on l’avait découverte) n’est pas strictement un disque de fado, genre auquel la chanteuse est généralement identifiée. Le fado y est présent, par touches, par culture, avec de grandes rasades de jazz – l’amateur du guitariste Pat Metheny devrait s’y retrouver – et d’airs des musiques portugaises imprégnées de sources africaines.
C’est un disque de fantaisies musicales radieuses, traversées de percussions discrètes (on est soufflé par la diversité des approches du musicien Quiné), de cordes entremêlées (Mario Delgado, homme de premier plan tant à l’acoustique qu’à l’électrique).
La densité du propos, la profondeur des textes, la poésie d’Afonso trouve toute sa force dans ce contraste. Le pianiste Ricardo Dias est à la tête du quartette accompagnateur de Branco. Il a aussi produit et arrangé ce recueil de grandes chansons. Et Cristina Branco leur a donné vie et âme. Comme rarement.
Tertúlias Associativas na Palhavã
A iniciativa, organizada pela Câmara Municipal de Setúbal, em colaboração com colectividades, inclui, ainda, a exibição de dois documentários sobre o 25 de Abril e conta com a participação de elementos da Associação José Afonso.
‘Songbook’ de José Afonso à espera de autorização
O livro, da autoria de José Mário Branco, João Loio, Guilhermino Monteiro e Octávio Fonseca, foi recusado por Zélia Afonso, viúva e detentora de 51% dos direitos sobre a obra de José Afonso, em Outubro de 2003, mas permanece nos planos da Campo das Letras, editora livreira associada ao projecto. José Mário Branco revelou ao DN que “o livro, planeado em conjunto com Jorge Araújo, da Campo das Letras, esteve para ser publicado a 25 de Abril de 2004”, edição nunca concretizada depois de Zélia Afonso ter comunicado a sua recusa ao colectivo responsável pela transcrição dos temas e à Sociedade Portuguesa de Autores. Quanto aos motivos para a recusa da publicação, José Mário Branco deixa as explicações para Zélia Afonso, que o DN tentou contactar sem sucesso até ao fecho desta edição.
O songbook de José Afonso é o primeiro de uma iniciativa que procura “recuperar a memória de música popular portuguesa”, diz-nos José Mário Branco. As obras de Adriano Correia de Oliveira, Carlos Paredes, Fausto e Sérgio Godinho fazem parte do mesmo projecto editorial. No entanto, José Mário Branco (que prepara também o seu próprio songbook) adianta que “nenhuma edição faz sentido sem o livro com as canções do Zeca. Ele tem que ser a nossa prioridade. Por isso, a preparação de todos esses títulos está, neste momento, em stand by”.
O músico e co-autor do songbook justifica a publicação do livro com a “necessidade de esclarecer uma nova geração sobre o legado de um nome fundamental”. Ao mesmo tempo, recorda discos de tributo e homenagem que vão surgindo no mercado – nomeadamente os que em 2007 assinalaram os 20 anos da morte de José Afonso – lembrando que são frequentes os erros: “Uma coisa é reinterpretar um tema. Outra é tentar recriá-lo e não o fazer de acordo com o método do seu autor. São falhas que acontecem naturalmente quando não há nenhum meio para que a informação seja transmitida da forma mais correcta.”
José Mário Branco questiona também a actual legislação sobre “o direito de autor póstumo”, recordando “o direito de uma comunidade sobre uma obra essencial ao seu crescimento cultural”





























