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January 2010
Home 2010 January
80 anos de ZecaAJA NorteTertúlias
28/01/2010By AJA

Amanhã, dia 29, na AJA norte

Nas músicas do Zeca, todos nos lembramos facilmente da cidade onde o povo é quem mais ordena, da cidade sem muros nem ameias, ou daqueles “índios” que construíram as suas casas para os lados da Meia-Praia.
Com a Cidade como pano de fundo, esta sexta-feira a Associação José Afonso abre as suas portas para uma tertúlia ao som das músicas deste cantautor.
O mote será lançado com a visualização de um curto documentário sobre as ilhas do Porto com o nome “Um Porto em cada Ilha” perto das 22.00.
Toquem à campaínha e apareçam!
Associação José Afonso – Núcleo do Norte | Rua do Bonjardim, 635 1º Traseiras (acima do JN)

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Bibliografia
22/01/2010By AJA

Enciclopédia da Música Portuguesa

A “Enciclopédia da Música em Portugal no século XX” é apresentada quinta-feira no Teatro S. Carlos em Lisboa, constituindo o corolário de “um afincado trabalho” de 13 anos sob a direcção da etnomusicóloga Salwa Castelo-Branco.
Segundo a investigadora da Universidade Nova de Lisboa, esta é uma obra fulcral e que fazia falta à bibliografia, mas “é antes de mais um ponto de partida para fazer mais e melhor”.
Anteriormente a esta obra citam-se três títulos, o mais recente de 1998, “mas nenhum não tão abragente como esta enciclopédia que integra o pop-rock, fado, jazz, música popular e erudita, resultado de um afincado trabalho de 13 anos, tendo levado três anos a decidir quais as entradas mais apropriadas”.
A enciclopédia em quatro volumes, num total de 15 000 páginas com 1250 entradas relativas a diferentes géneros musicais, artistas, revistas, compositores, instrumentos, institutos e escolas, entre outros.
O último volume, explicou à Lusa Salwa Castelo-Branco, tem um ensaio relativo aos grupos e artistas da década de 1990. “Este ensaio refere-se a um conjunto de artistas e grupos de grande proeminência na década de 1990, mas cuja perspectiva da importância da sua carreira só foi possível ver mais tarde, e este ensaio com entradas estruturantes como fado, Política Cultural e Música Popular, é assinado por vários especialistas, e dá conta desses desenvolvimentos”, explicou a investigadora.
Colaboraram nesta enciclopédia 155 especialistas, sendo o musicólogo Rui Vieira Nery consultor principal, além dos consultores internacionais Dieter Christensen e Gérad Béhague, que “dão um olhar mais crítico e ajudaram a ter uma perspectiva mais articulada da realidade em que se estava imerso”.
“O trabalho de Rui Vieira Nery foi essencial ao ajudar-nos a definir entradas, a validar e corrigir dados, a rever textos, etc..”, disse Castelo-Branco.
Por detrás da enciclopédia que será editada em conjunto pelo Círculo de Leitores e a Temas e Debates até ao final do ano, com a saída de um volume por trimestre, está uma “base de dados relacional” projectada e organizada por António Tilly, que inclui 5000 entradas com textos, bibliografia, biografias, iconografia, lista de obras e até discografia.
“Trata-se de uma base de dados relacional na medida em que possibilita ligações com outras bases, e permite não só armazenar dados como actualizar constantemente, e estará a cargo do Instituto de Etnomusicologia da Universidade Nova de Lisboa”, explicou Salwa Castelo-Branco.
O primeiro volume – da letra A à C – abre com Joaquim Azinhal Abelho, foclorista nascido na Orada (Borba) e que realizou várias campanhas de compilação de poesia e teatro populares, e termina com “Conservatórios de Música”.
Entre outras entradas, este primeiro volume integra Mara Abrantes, Laura Alves, António Brojo, Palmira Bastos, Pedro Barroso, Tomás Alcaide, José Afonso ou Pedro Abrunhosa.
Este volume inclui ainda um CD que “reúne alguns dos eixos fundamentais da produção musical da Emissora Nacional”, integrando, entre outros, Amália Rodrigues, a cançonetista Maria de Fátima Bravo, a Orquestra Ligeira da Emissora sob a direcção de Tavares Belo, o Sexteto Vocal Masculino da Emissora, o Coro do Liceu Camões, José Afonso e a Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional sob a direcção de Frederico de Freitas ou de Silva Pereira.
A “Enciclopédia da Música em Portugal no século XX” será apresentada quinta-feira a partir das 19:00 no Teatro São Carlos por Anthony Seeger, da Universidade da Califórnia, Rafael Menezes Bastos, da Universidade Federal de Santa Catarina (Brasil) e Rui Vieira Nery.
A sessão de apresentação inclui a participação musical Bernardo Sassetti, Sérgio Godinho, Tito Paris, e Carlos do Carmo.
Agência Lusa

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80 anos de ZecaHomenagens e tributos (2010)
20/01/2010By AJA

“Em Janeiro bebo vinho”

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Vídeo
18/01/2010By AJA

Como seria a música portuguesa se gostasse dela própria?

A propósito de quatro irmãos músicos, fundadores da Associação Cultural d’Orfeu localizada em Águeda, constrói-se uma génese da música tradicional portuguesa para em seguida se alargar a outros contextos e colocar-se a seguinte pergunta: como seria a música portuguesa se gostasse dela própria?

Realização, Imagem, Montagem: Tiago Pereira
Som: Eduardo Vinhas
Produção: d’Orfeu Associação Cultura
©2010

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BibliografiaBiografiaEntrevistasViriato Teles
16/01/2010By AJA

“As Voltas de um Andarilho” na rádio

Viriato Teles entrevistado nos programas “À Volta dos Livros”, de Ana Aranha e “A Força das Coisas”, de Luís Caetano, a propósito da reedição do seu livro “As Voltas de um Andarilho”.

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Sérgio Godinho
16/01/2010By AJA

A escrita de canções, segundo Sérgio Godinho, à beira dos 40 anos de carreira

Sérgio Godinho quer editar este ano um novo álbum, mas a breve prazo terá no horizonte uma efeméride à qual ainda não tinha dado importância: os 40 anos de carreira, desde que lançou “Sobreviventes”, em 1971.
A efeméride foi mencionada sexta-feira à noite, numa “aula” que o músico português deu na Escola do Hot Clube de Portugal (HCP), em Lisboa, no âmbito de uma série de encontros organizados por aquele clube de jazz.
As “masterclasses Hot Club Songwriter”, que terminam no domingo, permitem ao público conhecer melhor intérpretes e compositores de áreas distintas da música portuguesa.
No caso de Sérgio Godinho, foram duas horas de conversa que, sem que se desse por isso, se desvendaram detalhes e experiências somadas de uma carreira longa, mas que aponta sobretudo para o que está ainda por ser fazer.
“Eu distraio-me com as efemérides e não me interessam muito. Neste momento tenho outras prioridades, quero fazer um disco de originais este ano”, sublinhou o autor, que tem já um punhado de canções
Sérgio Godinho revelou que gostaria de o ter editado em 2009, encurtando a distância em relação a “Ligação Directa”, que data de 2006, mas outras criações se sobrepuseram, como a banda sonora da série televisiva “Equador”, a interpretação da peça “Onde vamos morar”, dos Artistas Unidos, e a escrita dos poemas de “O sangue por um fio”.
A sessão de sexta-feira foi uma das mais concorridas desta primeira série de encontros do Hot Clube de Portugal, com uma audiência feita sobretudo de estudantes da escola de jazz com vontade de saber modos de composição e influências de carreira.
É tido um dos mais originais músicos da sua geração, com mestria no uso da língua portuguesa, mas Sérgio Godinho confessou que no começo da carreira não conseguia escrever em português e que, salvo honrosas excepções, nem lhe agradava muito a música portuguesa.
“Mas quando o Zeca [Afonso] apareceu, deu-me um abanão que foi muito importante”, disse.
Zeca Afonso seria, então, um dos dos principais estímulos do seu trabalho, e um dos mais citados na sessão de sexta-feira. A ele juntaram-se Jacques Brel, Caetano Veloso, Chico Buarque e toda a bossa nova, Beatles, Bob Dylan e Rolling Stones.
Somando tudo isto a um “crescimento com muitos géneros de música nos ouvidos” e a um espírito auto-didacta, o resultado é – segundo descrição do próprio – uma música “urbana, com componentes folk, rock, jazz e música tradicional”.
Está condensada em mais de vinte discos – fora os que estão para vir – com canções que podem ter destinatários, personagens, frescos da realidade, esboços de narrativas, com experiências suas, mas nunca auto-biográficas.
A intenção final será sempre “tocar as pessoas num determinado ponto da sua sensibilidade”, mas também “dar interrogações, porque têm que ser incomodadas”.
Depois de Sérgio Godinho, as “aulas” dos convidados do HCP prosseguem hoje com o rapper Sam the Kid e terminam no domingo com o músico João Manuel Vieira.
Antes de Sérgio Godinho, pela Escola do clube de jazz passaram Fernando Ribeiro e Pedro Paixão, dos Moonspell, Tiago Bettencourt, Manuela Azevedo e Hélder Gonçalves, dos Clã, e o fadista Camané.
Com esta iniciativa, o HCP pretende ainda chamar a atenção para a situação de impasse que o mais antigo clube de jazz português vive desde o incêndio que atingiu em Dezembro a cave onde funcionava, na Rua da Alegria, em Lisboa.
A direcção do clube procura uma sala alternativa naquela praça, por uma questão de proximidade com o antigo local e de fidelização de público, habituado a frequentar aquele espaço.
O clube de jazz estuda uma solução a partir de quatro ou cinco hipóteses sugeridas pela autarquia, até que se proceda à reabilitação do prédio onde funcionou ao longo dos últimos 60 anos.
Jornal I

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Júlio Pereira
14/01/2010By AJA

Júlio Pereira apresenta o seu primeiro disco de canções, na livraria “Ler Devagar”, dia 15 de Janeiro

O homem do cavaquinho, como muita gente o conhece, vai aliar a música à escrita de Tiago Torres da Silva e à pintura de Tiago Taron para lançar, dia 14 deste mês, Graffiti, que o próprio tem vindo a definir como sendo o seu “primeiro disco de canções”.
Com uma carreira musical de mais de 30 anos como “instrumentista”, conhecida sobretudo a partir do disco Cavaquinho (1981), Júlio Pereira decidiu agora fazer um álbum de canções, para o qual convidou, pela primeira vez, um “letrista”, Tiago Torres da Silva, e Tiago Taron, para “pintar o universo das canções”, disse o músico em entrevista à Lusa.
Outra novidade nesta obra de Júlio Pereira consiste no facto de não ser um “disco total”, mas antes um trabalho que está a ser desenvolvido em “equipa e por fases” – em que a Internet tem um papel crucial -, o que faz com que o músico tenha “curiosidade em saber qual o resultado”, como sublinhou na mesma entrevista.
Visíveis neste trabalho, na página do músico na Internet (www.juliopereira.pt), estão dois temas: Magia imaginação, com voz de Maria João, e É um dia sim, É um dia não, cantado por Luanda Cozetti.
Um EP com quatro canções, no final de Fevereiro, e um CD, a editar no fim de Maio, são as próximas fases do projecto Graffiti, revelou Júlio Pereira. Contudo, o projecto será divulgado em Lisboa no espaço Ler Devagar, a 15 deste mês, dia da inauguração de uma exposição de pintura de Tiago Taron, na galeria da LX Factory. “Embora o que soe seja a palavra graffiti, o que importa é o conceito que está por detrás disto tudo: histórias de rua, urbanas, onde não interessa a referência de qual o sítio do mundo.” Um conceito que permite aos três artistas ir jogando com palavras, sonoridades, músicas, culturas, ao mesmo tempo que vão criando as suas histórias.
Daí que, logo para o single tenha ido buscar Maria João, uma portuguesa conhecida internacionalmente, para cantar uma canção “mais intimista, que fala de enamoramento entre duas pessoas em que o que conta é a magia e imaginação”, e uma brasileira, Luanda Cozetti que canta: “(…) sou uma pessoa/sul-americana/Bom dia, Lisboa/Meu nome é Luanda (…).”
Júlio Pereira confessa-se “muito criterioso na questão do objecto” e deixa a promessa: “Não vai ter plástico.”
Notícia DN
www.juliopereira.pt | www.myspace.com/juliopereira

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80 anos de ZecaHomenagens e tributos (2010)Tertúlias
13/01/2010By AJA

Jantar/tertúlia “80 anos de Zeca”

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80 anos de ZecaHomenagens e tributos (2010)
10/01/2010By AJA

Foi assim na Casa da Madeira do Norte

A noite estava fria, a merecer ser enquadrada pelo “Natal dos Simples”. Na Rua da Torrinha, quase centro do Porto, a Casa da Madeira no Norte, em parceria com a Federação das Colectividades do Distrito do Porto e a Associação José Afonso (núcleo do norte) celebraram mais uma ” Noite do Zeca”.
Éramos muitos…mesmo os que não puderam estar…o projecto “80 ANOS DE ZECA” avançava, assim, para 2010, a “agitar a malta” falando de quase tudo o que faz falta fazer!
A rapaziada “sem nome” que “à ultima da hora” decidiu chamar-se “CANTAR ZECA” levou meia dúzia de músicas – “à capella”- acabando com uma homenagem a Alípio de Freitas.
As palmas do público, de pé…a pedirem “bis”…dizem bem o que aconteceu!
Depois, Ana Ribeiro e Helena Sarmento…o sentido do “Por trás daquela janela” , do “Cantar da Emigração”…da “Pedra Filosofal”.
O projecto “80 ANOS DE ZECA” continua vivo, recomenda-se e a nova direcção da Casa da Madeira do Norte…ajudou!
Bem hajam!

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80 anos de ZecaFilmografia
06/01/2010By AJA

Cinema Comunitário | CasaViva | Janeiro 2010

80 Anos de Zeca

Zeca Afonso foi escolhido para tema do primeiro Cinema Comunitário de 2010. Mas encontrar filmografia de Zeca não é tarefa propriamente fácil. Ao que parece, está por fazer o levantamento de imagens filmadas que dele ficaram ou com ele relacionadas. E esta altura, em que se comemoram os 80 anos do seu nascimento, é a ideal para realizar a tarefa.
Enquanto isso não se concretiza, fomos à Internet e da oferta disponível fizemos o programa que segue abaixo e que se insere, também ele, nos 80 Anos de Zeca, uma iniciativa da Associação José Afonso e que envolve várias entidades. Arrancou no dia 2 de Agosto passado e termina no próximo dia 1 de Agosto.
Entretanto, pedimos a quem souber de outros registos de imagens de Zeca Afonso que nos comunique, eventualmente nos ceda cópias, pois o programa não está fechado, sobretudo no que respeita à última sessão do mês.
2010 trouxe alterações ao Cinema Comunitário: a primeira sessão passa a realizar-se à segunda sexta-feira do mês, mantendo-se a segunda sessão no penúltimo sábado. À sexta-feira, começa às 22h00; ao sábado, às 16h00. Pretende-se provocar uma conversa final sobre o tema em foco. Este mês, as sessões estão marcadas para dias 8 e 23. Entrada livre
6ª, 8 janeiro 22h00
Grândola Vila Morena, senha da Revolução de Abril (03:15)
Zeca Afonso. Sempre! (0:56)
Interpelado por um jornalista da RTP,
em 1974, Zeca comenta Grândola Vila Morena e o seu significado.
Não me obriguem a vir para rua gritar (50:10)
Documentário da RTP que faz um percurso sobre a vida e obra do músico, contado por quem com ele conviveu.
Venham mais cinco (6:15)
Zeca ao vivo no Coliseu de Lisboa, no seu último concerto, em 1983.
sábado, 23 janeiro 16h00
Programa sujeito a alterações
Imagens de concerto e atribuição de disco de ouro com Grândola Vila Morena, que bateu recordes de venda logo após o 25 de Abril. (6:22) S/ data
Entrevista de Zeca a uma televisão tv espanhola (9’35’’) S/ data
Rui Pato sobre José Afonso (14:06)
Numa iniciativa da AJA, em Coimbra (s/data) o músico Rui Pato fala da sua relação com Zeca e de como, em 1962, com apenas 16 anos, iniciou com ele uma estreita colaboração.
Excerto de entrevista da RTP2 (1’56’’)
Zeca dirige-se aos jovens, 10 anos depois da revolução.
3 canções de Zeca ao vivo no Coliseu de Lisboa, no seu último concerto, em 1983:
Os Vampiros (4:20)
A Morte saiu à rua (3:45)
Do Choupal Até à Lapa (3:24)
Para um Coração Inteligente (8:55)
Sobre Zeca Afonso. 2007, 20 anos depois da sua morte. Texto de Daniel Abrunheiro, sonoplastia de José Eduardo Saraiva e locução de Sandra Bernardo.
casa-viva.blogspot.com
praça marquês de pombal, 167 porto

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