Luiz Goes 1933-2012
Os dados biográficos estão por aí, os textos laudatórios, tal como este, não tardarão. As notícias falam de um “fadista”, falam de Fado de Coimbra: porventura fracos epítetos e rótulos (como todos serão) para um legado que tudo extravasa, inova e anima. Tenhamos agora a força de não o deixar no limbo entre o esquecimento e o altar de peregrinação das homenagens póstumas, agarrando o seu exemplo perene da invenção e inovação.
Como tantos outros grandes artistas, Goes foi também ele um “homem só” no seu tempo, criando e cantando sem concessões para um país maioritariamente ignorante da perda que sofreu hoje. Talvez o tempo remende, talvez o tempo surpreenda, mas seja qual for o futuro da obra de Goes, uma coisa é certa: com o enorme coração que levava dentro, Luiz Goes a todos agradeceria e apertaria num longo abraço, embora hoje, a sua lágrima fácil seja nossa.



