{"id":9776,"date":"2010-12-31T18:02:00","date_gmt":"2010-12-31T18:02:00","guid":{"rendered":"https:\/\/aja.pt\/wp\/?p=9776"},"modified":"2021-12-17T11:38:17","modified_gmt":"2021-12-17T11:38:17","slug":"tudo-o-que-zeca-compos-jn","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aja.pt\/en\/tudo-o-que-zeca-compos-jn\/","title":{"rendered":"Tudo o que Zeca comp\u00f4s &#8211; JN"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">&#8220;Jos\u00e9 Afonso &#8211; todas as can\u00e7\u00f5es&#8221; \u00e9 a prova de que Zeca n\u00e3o foi apenas um cantor de interven\u00e7\u00e3o. Essa \u00e9 a convic\u00e7\u00e3o dos autores do livro que d\u00e1 a conhecer a totalidade da obra do cantor e compositor. Uma obra constru\u00edda ao longo de 32 anos.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A edi\u00e7\u00e3o deste livro serve para &#8220;lutar contra a tend\u00eancia de colocar Zeca Afonso na gaveta do canto de interven\u00e7\u00e3o&#8221;, justifica Jos\u00e9 M\u00e1rio Branco, co-autor da obra, em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Lusa. Em causa, uma publica\u00e7\u00e3o em que, pela primeira vez, se reuniram letras, partituras e cifras de todos os temas por ele compostos.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O livro cont\u00e9m material referente a 159 can\u00e7\u00f5es que Zeca Afonso comp\u00f4s e gravou. Estava pronto desde 2004, mas s\u00f3 recentemente se conseguiu autoriza\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia para publica\u00e7\u00e3o, da responsabilidade da editora Ass\u00edrio &amp; Alvim.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de Jos\u00e9 M\u00e1rio Branco, participaram na compila\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o L\u00f3io, Guilhermino Monteiro e Oct\u00e1vio Fonseca. No pref\u00e1cio, os autores referem que falar de Zeca s\u00f3 como o maior cantor portugu\u00eas de interven\u00e7\u00e3o &#8220;\u00e9 a forma mais eficaz de liquidar a obra do grande mestre da m\u00fasica popular portuguesa&#8221; e, ao mesmo tempo, &#8220;\u00e9 induzir no grande contingente de distra\u00eddos a ideia de menoridade art\u00edstica, (mal) associada \u00e0 can\u00e7\u00e3o pol\u00edtica&#8221;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Nesse sentido, sublinham que as &#8220;can\u00e7\u00f5es de conte\u00fado expressamente pol\u00edtico s\u00e3o at\u00e9 minorit\u00e1rias no conjunto da sua obra&#8221;, pelo que arrumar Zeca na &#8220;gaveta&#8221; da can\u00e7\u00e3o de interven\u00e7\u00e3o &#8220;\u00e9 n\u00e3o compreender que a dimens\u00e3o da sua obra est\u00e1 ao n\u00edvel do que de mais importante se fez na m\u00fasica popular universal do s\u00e9culo XX&#8221;, dizem. E lamentam: &#8220;Se n\u00e3o teve o impacto mundial que merecia, foi t\u00e3o-somente porque ele nasceu onde nasceu&#8221;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Referindo que, de h\u00e1 uns anos a esta parte, o compositor &#8220;passou a ser o autor mais cantado por todas as gera\u00e7\u00f5es e diferentes escolas de m\u00fasicos&#8221;, os autores lembram tamb\u00e9m que Zeca &#8220;renovou a nossa can\u00e7\u00e3o popular a partir da tradi\u00e7\u00e3o musical coimbr\u00e3 em que se iniciou, integrando novas influ\u00eancias e marcando decisivamente as gera\u00e7\u00f5es seguintes&#8221;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&#8220;H\u00e1 toda uma gera\u00e7\u00e3o de m\u00fasicos e estudantes de m\u00fasica que podem descobrir e o repert\u00f3rio de Zeca Afonso, sem a carga pol\u00edtica dos tempos logo a seguir ao 25 de Abril&#8221;, disse ainda Jos\u00e9 Mario Branco, acrescentando que quem quiser aprender a tocar os temas do compositor pode faz\u00ea-lo &#8220;com a certeza de que tem a transcri\u00e7\u00e3o fiel&#8221; dos mesmos. A este prop\u00f3sito, os autores referem no pref\u00e1cio que apenas se permitiram &#8220;alterar a tonalidade de algumas can\u00e7\u00f5es na transcri\u00e7\u00e3o&#8221; em tr\u00eas casos espec\u00edficos.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A vasta obra discogr\u00e1fica de Jos\u00e9 Afonso iniciou-se em 1953 e terminou em 1985, ano em que foi editado o seu \u00faltimo \u00e1lbum de originais, &#8220;Galinhas do mato&#8221;. Devido ao seu estado de sa\u00fade, Zeca j\u00e1 n\u00e3o conseguiu cantar todas os temas desse disco. Dois anos antes, o cantor actuou pela \u00falima vez. O derradeiro concerto, realizado no Coliseu de Lisboa, foi agora editado pela primeira vez em DVD, jutamente com o CD &#8220;Galinhas do mato&#8221;.<\/div>\n<p><a href=\"http:\/\/jn.sapo.pt\/PaginaInicial\/Cultura\/Interior.aspx?content_id=1745700\">Isabel Peixoto | Jornal de Not\u00edcias<\/a><\/p>\n<p><b><span class=\"Apple-style-span\" style=\"color: #cc0000;\">Nota da AJA:<\/span><\/b> O <i>derradeiro concerto<\/i> de Jos\u00e9 Afonso n\u00e3o foi no Coliseu de Lisboa, como \u00e9 h\u00e1bito referir-se. Depois de Lisboa, Jos\u00e9 Afonso actuou nas&nbsp;Caldas da Rainha, no&nbsp;Coliseu do Porto, Coimbra, \u00c9vora e Barreiro. Em breve, colocaremos aqui no blogue um artigo sobre este assunto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Jos\u00e9 Afonso &#8211; todas as can\u00e7\u00f5es&#8221; \u00e9 a prova de que Zeca n\u00e3o foi apenas um cantor de interven\u00e7\u00e3o. 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