{"id":9651,"date":"2010-07-06T22:51:00","date_gmt":"2010-07-06T22:51:00","guid":{"rendered":"https:\/\/aja.pt\/wp\/?p=9651"},"modified":"2021-12-17T11:38:18","modified_gmt":"2021-12-17T11:38:18","slug":"rui-pato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aja.pt\/en\/rui-pato\/","title":{"rendered":"Rui Pato"},"content":{"rendered":"<div align=\"justify\">\n<div class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/_NeDJGBTlLoA\/SQMk-4YmRWI\/AAAAAAAAB_o\/TdSP6SQ_UfM\/s1600-h\/RuiPato01.jpg\" style=\"margin-left: 1em; margin-right: 1em;\"><img alt=\"\" border=\"0\" id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5261089452404917602\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/_NeDJGBTlLoA\/SQMk-4YmRWI\/AAAAAAAAB_o\/TdSP6SQ_UfM\/s400\/RuiPato01.jpg\" style=\"display: block; height: 368px; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; margin-right: auto; margin-top: 0px; text-align: center; width: 278px;\" \/><\/a><\/div>\n<p>Antes de tudo e de mais, o Rui Pato foi meu companheiro de brincadeiras de inf\u00e2ncia no Bairro S. Jos\u00e9, em Coimbra, futuro Bairro Marechal Carmona, actual Bairro Norton de Matos, no Calhab\u00e9.<br \/>Por causa dele, cheguei a partir a cabe\u00e7a do meu irm\u00e3o mais velho \u00e0 pedrada.<br \/>Rui de Melo Rocha Pato nasceu em Coimbra, no dia 04 de Junho de 1946, filho do jornalista-fot\u00f3grafo Rocha Pato, chefe da delega\u00e7\u00e3o de Coimbra de &#8220;O Primeiro de Janeiro&#8221; e, mais tarde, do &#8220;Di\u00e1rio Popular&#8221;.<br \/>Pertence \u00e0 &#8220;gera\u00e7\u00e3o de viragem&#8221; da &#8220;can\u00e7\u00e3o de Coimbra&#8221;, tendo sido o acompanhante \u00e0 viola de Jos\u00e9 Afonso, por escolha deste, na primeira fase da sua carreira na balada, de 1962 a 1969.<br \/>Rui Pato tinha apenas 16 anos quando acompanhou Jos\u00e9 Afonso em &#8220;Menino de Oiro&#8221;, &#8220;Tenho Barcos, Tenho Remos&#8221;, &#8220;No Lago Do Breu&#8221; e &#8220;Senhor Poeta&#8221;, em 1962.<br \/>A dupla com Jos\u00e9 Afonso foi interrompida pela PIDE em 1970 quando a pol\u00edcia pol\u00edtica impediu que Rui Pato seguisse para Londres para gravar &#8220;Traz Outro Amigo Tamb\u00e9m&#8221;, na sequ\u00eancia da crise acad\u00e9mica de 69.<br \/>(Em v\u00e3o o esperei em Mar\u00e7o desse ano em Londres. Em sua substitui\u00e7\u00e3o foi o B\u00f3ris, Carlos Correia &#8211; nota do signat\u00e1rio).<br \/>Rui Pato conheceu Jos\u00e9 Afonso atrav\u00e9s do Pai, que era amigo de Zeca. Rocha Pato doou a sua correspond\u00eancia com Zeca ao Centro de Documenta\u00e7\u00e3o 25 de Abril, da Universidade de Coimbra. Numa ida a Coimbra, no in\u00edcio da d\u00e9cada de 60, Jos\u00e9 Afonso mostrou aos amigos um outro tipo de m\u00fasica, sem o &#8220;espartilho da guitarra de Coimbra&#8221;.<br \/>Tratava-se de uma grande liberdade r\u00edtmica, que necessitava apenas de uns leves acordes de viola para sublinhar o poema que era o mais importante da can\u00e7\u00e3o. Coube a Rui Pato executar esses leves acordes de viola.<br \/>Mas Rui Pato n\u00e3o se limitou, exclusivamente, a acompanhar Jos\u00e9 Afonso. Entre 1960 e 1971 foi tamb\u00e9m um dos principais acompanhantes de Adriano Correia de Oliveira.<br \/>Reputado pneumologista, Rui Pato \u00e9 hoje presidente do conselho de administra\u00e7\u00e3o do Centro Hospitalar de Coimbra, EPE.<br \/>Este ano, surpreendeu os amigos em confraterniza\u00e7\u00e3o na Praia de Mira com uma vibrante interpreta\u00e7\u00e3o \u00e0 viola de &#8220;Apache&#8221;, um cl\u00e1ssico dos Shadows.<br \/>Foi-lhe ent\u00e3o perguntado se, \u00e0 margem de Jos\u00e9 Afonso, alguma vez espreitou o i\u00e9-i\u00e9 e a guitarra el\u00e9ctrica, ao que respondeu que chegou a fazer parte de um conjunto, os Beatnicks, que fazia o tradicional percurso dos bailes de estudantes.<br \/>Mais recentemente, Rui Pato confessou que j\u00e1 n\u00e3o tem guitarras el\u00e9ctricas:<br \/><em>Embora j\u00e1 tenha passado na adolesc\u00eancia por outros tipos de guitarras, actualmente n\u00e3o tenho nenhuma el\u00e9ctrica, nem t\u00e3o pouco uma ac\u00fastica. S\u00f3 tenho guitarras cl\u00e1ssicas. Aqui conv\u00e9m esclarecer que a guitarra de Coimbra, a de fado, assim como a guitarra de Lisboa, n\u00e3o t\u00eam nada a ver com a guitarra de que estamos a falar.<br \/>Estamos a falar de &#8220;violas&#8221;, ou seja, guitarras cl\u00e1ssicas. Neste aspecto, uma guitarra cl\u00e1ssica s\u00f3 tem alguma categoria se f\u00f4r fabricada por especialistas (lutiers), com madeiras raras que estiveram em estufa a secar mais de uma dezena de anos .<br \/>Os grandes mestres da sua fabrica\u00e7\u00e3o s\u00e3o espanh\u00f3is (Ramirez, Rubio, etc) , mas existem alguns grandes fabricantes na Am\u00e9rica do Sul, incluindo o Brasil, onde h\u00e1 fabricantes excepcionais (Di Giorgio).<br \/>Claro que existem fabricantes industriais de boas guitarras feitas em s\u00e9rie, muito mais baratas, mas&#8230; n\u00e3o t\u00eam nada a ver&#8230;<br \/>Tenho actualmente tr\u00eas guitarras (violas): uma Odemira, da f\u00e1brica Luso-Espanhola, fabricada em 1967, uma do Lu\u00eds Filipe Roxo, fabricada em 1980, e uma (a melhor de todas), de um fabricante de Braga , o Jorge Ulisses, feita em 1999.<br \/>Quando for rico, quero ter uma Ramirez, do modelo topo de gama!<br \/><\/em>PS &#8211; H\u00e1 precisamente 10 anos &#8211; 29 de Setembro de 1998 &#8211; recebi uma missiva de Rui Pato, onde referia a nossa amizade de cal\u00e7\u00f5es nas pra\u00e7as da nossa inf\u00e2ncia.<\/p>\n<div>Colabora\u00e7\u00e3o de <a href=\"http:\/\/guedelhudos.blogspot.com\/search\/label\/Jos%C3%A9%20Afonso\">Lu\u00eds Pinheiro de Almeida<\/a><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antes de tudo e de mais, o Rui Pato foi meu companheiro de brincadeiras de inf\u00e2ncia no Bairro S. 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