{"id":9423,"date":"2010-02-13T20:15:00","date_gmt":"2010-02-13T20:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/aja.pt\/wp\/?p=9423"},"modified":"2022-02-17T17:35:47","modified_gmt":"2022-02-17T17:35:47","slug":"tenho-barco-tenho-remos-por-jose-anjos-de-carvalho-e-antonio-m-nunes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aja.pt\/en\/tenho-barco-tenho-remos-por-jose-anjos-de-carvalho-e-antonio-m-nunes\/","title":{"rendered":"Tenho barco, tenho remos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_uSakL4fZ7Cs\/S3cIa3XVAtI\/AAAAAAAABBU\/BlBZI1ED4yo\/s1600-h\/AN-Tenho-Barcos,-Tenho-Remo+(1).gif\" onblur=\"try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}\"><img alt=\"\" border=\"0\" id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5437824332704580306\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/_uSakL4fZ7Cs\/S3cIa3XVAtI\/AAAAAAAABBU\/BlBZI1ED4yo\/s400\/AN-Tenho-Barcos,-Tenho-Remo+(1).gif\" style=\"cursor: hand; cursor: pointer; display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 309px;\"><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">M\u00fasica: Jos\u00e9 Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (1929-1987) Letra: popular (alentejana) Incipit: Tenho barcos, tenho remos Origem: Faro Data: 1962 Tenho barcos, tenho remos, Tenho navios no mar; Tenho o amor ali defronte E n\u00e3o lhe posso chegar. Tenho navios no mar, (bis) Tenho o amor ali defronte N\u00e3o me posso consolar. (bis) J\u00e1 fui nau, j\u00e1 fui navio J\u00e1 fui chalupa, escaler; J\u00e1 fui mo\u00e7o, j\u00e1 sou homem, S\u00f3 me falta ter mulher. S\u00f3 me falta ter mulher, (bis) J\u00e1 fui mo\u00e7o, j\u00e1 sou homem J\u00e1 fui chalupa, escaler. Os versos das quadras vocalizam-se sem repeti\u00e7\u00f5es. Os tercetos s\u00e3o bisados no 1.\u00ba verso e o primeiro terceto \u00e9 bisado tamb\u00e9m nos dois \u00faltimos versos.. Esquema do acompanhamento: Quadra: Sol, Sol Sol, 2\u00aaSol D\u00f3, Sol 2\u00aaSol, Sol; Terceto: D\u00f3, Sol D\u00f3 Sol Sol, D\u00f3 Sol, 2\u00aaSol, Sol; Informa\u00e7\u00e3o complementar Composi\u00e7\u00e3o musical estr\u00f3fica para 2.\u00ba tenor solista, com compasso indefinido, a pender para o quatern\u00e1rio, com desenvolvimento na tonalidade de Sol Maior. Nas vocaliza\u00e7\u00f5es protagonizadas por Jos\u00e9 Afonso e Ant\u00f3nio Bernardino afirma-se como uma obra liter\u00e1rio-musical de grande beleza e intensidade dram\u00e1tica. A 1\u00aa quadra, como popular que \u00e9, tem diversas variantes. No 1\u00ba d\u00edstico, uma delas \u00e9 \u00ab&#8230; tenho redes\u00bb, em vez de remos. Na grava\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Afonso, est\u00e3o impl\u00edcitas no 2.\u00ba d\u00edstico duas variantes e uma outra encontra-se numa grava\u00e7\u00e3o do Rancho Coral e Etnogr\u00e1fico do Povo de Serpa (EP ALVORADA, AEP 60.920). A 2.\u00aa quadra tamb\u00e9m tem variantes. No 1\u00ba verso, \u00abJ\u00e1 fui nau,&#8230;\u00bb e parece-nos que \u201cJ\u00e1 fui mar&#8230;\u201d seja corruptela por deficiente aprendizagem de outiva. Tamb\u00e9m se encontram variantes no 2\u00ba e no 3\u00ba verso e, no 4\u00ba verso. A variante que se afigura de assinalar \u00e9 a da substitui\u00e7\u00e3o do verbo ser por ter, que parece ser mais apropriada (S\u00f3 me falta ter mulher). Nas suas actua\u00e7\u00f5es orfe\u00f3nicas e tamb\u00e9m na viagem com a TAUC ao Brasil, no Ver\u00e3o de 1925, o antigo estudante e aplaudid\u00edssmo serenateiro Agostinho Fontes Pereira de Melo cantou a quadra jocosa: J\u00e1 fui mar, j\u00e1 fui navio, J\u00e1 fui chalupa e escaler, J\u00e1 fui rapaz, j\u00e1 sou homem, Falta agora ser mulher. O tema popular alentejano, com solfa, foi recolhido por Pedro Fernandes Tom\u00e1s, Can\u00e7\u00f5es portuguesas (do s\u00e9culo XVIII \u00e0 actualidade), Coimbra, Imprensa da Universidade, 1934, p\u00e1g. 134. Esta \u00e9 seguramente uma obra-refer\u00eancia do Movimento da Balada. Jos\u00e9 Afonso gravou esta can\u00e7\u00e3o em 1962, acompanhado exclusivamente \u00e0 viola de cordas de nylon por Rui Pato (disco RAPS\u00d3DIA, EPF 5.182, de 45 rpm). Em Cantares de Jos\u00e9 Afonso, Lisboa, 1969, AEIST, 1969, p\u00e1g. 49, vem (incompletamente) a letra gravada por Jos\u00e9 Afonso e, em nota de rodap\u00e9, a indica\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de um barco que pertencia a uma pequena sociedade constitu\u00edda por Manuel Pit\u00e9, Ant\u00f3nio Barahona, Jos\u00e9 Louro, Ant\u00f3nio Bronze e Jos\u00e9 Afonso (ver tamb\u00e9m Jo\u00e3o Afonso dos Santos, Jos\u00e9 Afonso. Um olhar fraterno, Lisboa, Caminho, 2002, p\u00e1g. 159). A 1\u00aa e 2\u00aa quadras s\u00e3o contudo muito anteriores \u00e0 exist\u00eancia do dito barco e ao nascimento do pr\u00f3prio Jos\u00e9 Afonso. Dispon\u00edvel em long play: LP Jos\u00e9 Afonso \u2013 Baladas e fados de Coimbra, Edisco, EDL 18.020, editado em 1982. Esp\u00e9cime recuperado e gravado por Ant\u00f3nio Bernardino, com acompanhamento de viola de cordas de nylon por Rui Pato, em 1983, na antologia Tempo(s) de Coimbra, editada em 1984 e reeditada em 1990. Na primeira metade da d\u00e9cada de 1990 o tema \u00e9 gravado pela Tert\u00falia do Fado de Coimbra, na voz de Jos\u00e9 Miguel Baptista que n\u00e3o canta exactamente como Jos\u00e9 Afonso, m\u00fasica e letra: CD Tert\u00falia do Fado de Coimbra \u2013 Amanhecer em Coimbra, Edisco, ECD 15, editado em 1993. Outra abordagem marcante da d\u00e9cada de 1990 foi efectuada por Victor Almeida e Silva, acompanhado por Paulo Soares e Carlos Costa: CD Trova L\u00edrica, Lisboa, Movieplay PE 51.013, ano de 1994, faixa n\u00ba 14, aqui com um arranjo guitarr\u00edstico peculiar de Paulo Soares. No registo referido vem omitida a autoria da m\u00fasica e apenas se indica \u201cpopular\u201d para a letra. H\u00e1 ainda not\u00edcia de outra grava\u00e7\u00e3o pelo grupo Guitarras do Mondego, sem indica\u00e7\u00e3o do nome do cantor: CD Gera\u00e7\u00f5es, ano de 2003, faixa n\u00ba 9, sendo seguido o arranjo de guitarra concebido por Paulo Soares em 1994. Esta forma\u00e7\u00e3o \u00e9 constitu\u00edda por Jo\u00e3o Couceiro\/Nuno Lages (cantores), Paulo Concei\u00e7\u00e3o\/Pedro Manso (gg) e Pedro Gama (viola). Transcri\u00e7\u00e3o: Oct\u00e1vio S\u00e9rgio (2010), baseada na interpreta\u00e7\u00e3o do autor Pesquisa e texto: Jos\u00e9 Anjos de Carvalho e Ant\u00f3nio M Nunes Projecto: Recolha e preserva\u00e7\u00e3o de temas da Can\u00e7\u00e3o de Coimbra.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Coment\u00e1rio de Jorge Rino: Parte da letra \u00e9 mais velha do que vento norte e \u00e9 brasileira. Quase de certeza que n\u00e3o \u00e9 de inven\u00e7\u00e3o do orfeonista que a cantou ou disse na digress\u00e3o do Orfeon ao Brasil. Eis o que eu tinha de outiva e que confirmei com o livro dos anos 60 e que estava \u00e0 m\u00e3o: Ariano Suassuna \u2013 Auto da Compadecida \u201cVersinho\u201d de Can\u00e1rio Pardo que a m\u00e3e de Jo\u00e3o Grilo cantava para ele adormecer<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 fui barco, fui navio, Mas hoje sou escaler. J\u00e1 fui menino, fui homem, S\u00f3 me falta ser mulher. Pode ouvir-se o autor, acompanhado por Rui Pato, na viola.<\/p>\n<p>Pesquisa e texto: Jos\u00e9 Anjos de Carvalho e Ant\u00f3nio M. Nunes<\/p>\n<div style=\"display: block; margin: 10px auto; text-align: center;\"><embed allowscriptaccess=\"always\" flashvars=\"auto_play=false&amp;clip_pid=ppzczrfwvb&amp;e=&amp;id=1_74070c5c_18dc_11df_8cda_0019b9e56dac&amp;skin_pid=wfxswdnlkf\" height=\"30\" id=\"1_74070c5c_18dc_11df_8cda_0019b9e56dac\" name=\"1_74070c5c_18dc_11df_8cda_0019b9e56dac\" pluginspage=\"http:\/\/www.macromedia.com\/go\/getflashplayer\" src=\"http:\/\/media.entertonement.com\/embed\/OpenEntPlayer.swf\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"300\" wmode=\"transparent\"><img loading=\"lazy\" alt=\"Tenho bnarcos, tenho remos - Canta Jos\u00e9 Afonso sound bite\" border=\"0\" height=\"0\" src=\"http:\/\/www.entertonement.com\/widgets\/img\/clip\/ppzczrfwvb\/1\/1_74070c5c_18dc_11df_8cda_0019b9e56dac\/blank.gif\" style=\"float: right; height: 0px; margin: 0; padding: 0; visibility: hidden; width: 0px;\" width=\"0\"><\/div>\n<div style=\"display: block; margin: 10px auto; text-align: center;\">Retirado do blogue <a href=\"http:\/\/guitarracoimbra.blogspot.com\/\">&#8220;Guitarra de Coimbra&#8221;<\/a> de Oct\u00e1vio S\u00e9rgio<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00fasica: Jos\u00e9 Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (1929-1987) Letra: popular (alentejana) Incipit: Tenho barcos, tenho remos Origem: Faro Data: 1962 Tenho barcos, tenho remos, Tenho navios no mar; Tenho o amor ali defronte E n\u00e3o lhe posso chegar. 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