{"id":9194,"date":"2009-08-14T11:13:00","date_gmt":"2009-08-14T11:13:00","guid":{"rendered":"https:\/\/aja.pt\/wp\/?p=9194"},"modified":"2021-12-17T11:38:36","modified_gmt":"2021-12-17T11:38:36","slug":"o-zeca-e-o-estado-novo-e-o-seculo-xx","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aja.pt\/en\/o-zeca-e-o-estado-novo-e-o-seculo-xx\/","title":{"rendered":"\u201cO Zeca \u00e9 o Estado Novo e o s\u00e9culo XX\u201d"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/_uSakL4fZ7Cs\/SoVH2JE_ffI\/AAAAAAAAAtA\/UGj-8G7lPzU\/s1600-h\/ca967162-b341-4feb-88dd-fecb0766bf67_738D42D9-134C-4FBE-A85A-DA00E83FDC20_0067DD48-E50E-474C-B8BD-50C254FBBD38_img_detalhe_noticia_pt_1.jpg\" onblur=\"try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}\"><img alt=\"\" border=\"0\" id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5369777126184549874\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/_uSakL4fZ7Cs\/SoVH2JE_ffI\/AAAAAAAAAtA\/UGj-8G7lPzU\/s320\/ca967162-b341-4feb-88dd-fecb0766bf67_738D42D9-134C-4FBE-A85A-DA00E83FDC20_0067DD48-E50E-474C-B8BD-50C254FBBD38_img_detalhe_noticia_pt_1.jpg\" style=\"cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 219px; margin: 0 10px 10px 0; width: 164px;\" \/><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">Irene Pimentel, investigadora distinguida com o Pr\u00e9mio Pessoa de 2007 pelo seu trabalho sobre o Estado Novo, escreveu agora os textos para a \u2018Fotobiografia de Jos\u00e9 Afonso\u2019, uma surpresa para muitos que, nas palavras da autora, n\u00e3o passa de &#8220;mais do mesmo&#8221;.<\/div>\n<p><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">&#8220;Escrever sobre o Zeca continua a ser escrever sobre o Estado Novo, agora numa perspectiva global: havia o lado do regime e o da resist\u00eancia, o da arte e o da cultura. Diria mesmo que o Zeca \u00e9 o Estado Novo e o s\u00e9culo XX porque ele tanto viveu o regime como o contra-regime, a revolu\u00e7\u00e3o como o p\u00f3s-revolu\u00e7\u00e3o, e todo o processo de transi\u00e7\u00e3o para a democracia at\u00e9 aos anos 80, quando ele morreu&#8221;, diz Irene Pimentel.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 anos a &#8220;tratar por tu&#8221; as institui\u00e7\u00f5es do Estado Novo e as figuras que as mantinham, faltava contar a hist\u00f3ria da Oposi\u00e7\u00e3o e de quem a apoiava. Desafio aceite.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&#8220;A maior dificuldade foi o facto de ter tido uma rela\u00e7\u00e3o de grande proximidade e simpatia com o objecto de estudo&#8230; Comecei por ouvi-lo e comprar os seus discos at\u00e9 que o conheci no grupo de teatro A Barraca, onde trabalh\u00e1mos juntos. Eu como secret\u00e1ria, ele como m\u00fasico. Para passar destas mem\u00f3rias para a neutralidade que nunca existe \u2013 mas da qual, como historiadora, n\u00e3o posso desistir \u2013 optei por ver como \u00e9 que tinha sido visto por aqueles que conviveram e cantaram com ele e, sobretudo, pela imprensa da \u00e9poca&#8221;, conta.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Nesta &#8220;biografia-s\u00famula&#8221;, uma de muitas, h\u00e1 novidades: &#8220;Esteve na Mocidade Portuguesa, foi apoiante do regime at\u00e9 determinada fase da sua vida e teve na Guerra Colonial a revela\u00e7\u00e3o da mis\u00e9ria do Pa\u00eds e do racismo do povo.&#8221; Mas, maior surpresa encontrou a autora num acto de censura na origem de um \u00edcone do 25 de Abril: &#8220;Ao expuls\u00e1-lo do ensino, o regime fez dele cantor e imortalizou-o.&#8221;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">PESSOAL<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">UMA BIOGRAFIA<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&#8220;Como leitora, a minha preferida \u00e9 talvez aquela biografia monumental de dois volumes sobre Hitler, da autoria de Ian Kershaw. Muito, muito boa.&#8221;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">UMA M\u00daSICA<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&#8220;Do Zeca Afonso dif\u00edcil \u00e9 escolher e depende do momento. S\u00e3o tantas e todas t\u00e3o boas. Gosto de \u2018Venham Mais Cinco\u2019 pelo texto lind\u00edssimo e pelo ritmo extraordin\u00e1rio mas \u2018Utopia\u2019 \u00e9 outra grande can\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">UMA M\u00c1GOA<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&#8220;Quando escrevi \u2018Biografia de um Inspector da PIDE\u2019, fui \u2018crucificada\u2019 na internet antes mesmo de o livro ter chegado \u00e0s livrarias. E isso magoou-me muito. Depois, aprendi a defender-me. N\u00e3o tenho tabus mas h\u00e1 quem tenha!&#8221;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Dina Gusm\u00e3o in <a href=\"http:\/\/www.correiomanha.pt\/noticia.aspx?contentid=C5BA6672-14DE-4D1D-AC17-F2217051DA2B&amp;channelid=00000013-0000-0000-0000-000000000013#\">Correio da Manh\u00e3<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Irene Pimentel, investigadora distinguida com o Pr\u00e9mio Pessoa de 2007 pelo seu trabalho sobre o Estado Novo, escreveu agora os textos para a \u2018Fotobiografia de Jos\u00e9 Afonso\u2019, uma surpresa para muitos que, nas palavras da autora, n\u00e3o passa de &#8220;mais do mesmo&#8221;. &#8220;Escrever sobre o Zeca continua a ser escrever sobre o Estado Novo, agora [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":9195,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[239],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9194"}],"collection":[{"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9194"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9194\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9195"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9194"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9194"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9194"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}