{"id":9182,"date":"2009-08-03T10:48:00","date_gmt":"2009-08-03T10:48:00","guid":{"rendered":"https:\/\/aja.pt\/wp\/?p=9182"},"modified":"2021-12-17T11:38:36","modified_gmt":"2021-12-17T11:38:36","slug":"coimbra-resolve-relacao-com-zeca-afonso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aja.pt\/en\/coimbra-resolve-relacao-com-zeca-afonso\/","title":{"rendered":"Coimbra &#8220;resolve&#8221; rela\u00e7\u00e3o com Zeca Afonso"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/_uSakL4fZ7Cs\/SnbBKAIPn-I\/AAAAAAAAAr4\/WxEnLDAoMSc\/s1600-h\/homzeca.jpg\" onblur=\"try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}\"><img alt=\"\" border=\"0\" id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5365688383635955682\" src=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/_uSakL4fZ7Cs\/SnbBKAIPn-I\/AAAAAAAAAr4\/WxEnLDAoMSc\/s200\/homzeca.jpg\" style=\"cursor: hand; cursor: pointer; float: left; height: 200px; margin: 0 10px 10px 0; width: 150px;\" \/><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">A casa onde viveu Jos\u00e9 Afonso na d\u00e9cada de 40 do s\u00e9culo passado &#8211; um segundo andar no pr\u00e9dio cont\u00edguo \u00e0 pastelaria Ziz\u00e2nia, na Avenida Dias da Silva &#8211; recebeu ontem uma placa evocativa da passagem do \u201cestudante e cantor\u201d que havia de marcar decisivamente a Can\u00e7\u00e3o de Coimbra e mais tarde o panorama nacional com a sua m\u00fasica de interven\u00e7\u00e3o. Nos seus tempos de estudante \u00abera igual a tantos outros\u00bb, talvez \u00abum pouco mais distra\u00eddo, sarc\u00e1stico, ir\u00f3nico e sonhador\u00bb, mas nunca se considerou um mito.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Desmitificar a figura e d\u00e1-la a compreender \u00e0s gera\u00e7\u00f5es mais novas, foi o que tentou fazer Jorge Cravo, na obra \u201cJos\u00e9 Afonso \u2013 Da bo\u00e9mia coimbr\u00e3 \u00e0 fraternidade ut\u00f3pica\u201d, tamb\u00e9m ontem apresentada, numa iniciativa da C\u00e2mara Municipal para assinalar os 80 anos sobre o nascimento do compositor. <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Um \u00abacto de aparente simplicidade\u00bb, admite o vereador da Cultura, M\u00e1rio Nunes, considerando Jos\u00e9 Afonso parte importante do patrim\u00f3nio da cidade e do pa\u00eds, cuja \u00abmem\u00f3ria deve ser perpetuada no tempo e no espa\u00e7o\u00bb.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Numa obra em que retrata a vida e obra deste cantor da resist\u00eancia na sua passagem e na sua liga\u00e7\u00e3o a Coimbra &#8211; saiu em 1956, mas a ela continuou ligado at\u00e9 1969 -, Jorge Cravo, tamb\u00e9m ele cultor da Can\u00e7\u00e3o de Coimbra, fala de um \u00abestudante igual a milhares de estudantes, embora figura emblem\u00e1tica, grande defensor dos seus sonhos e ideias, com algumas manias e excentricidades\u00bb. <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Pretende o livro que \u00abesta malta nova veja em Zeca Afonso uma refer\u00eancia e sigam as suas pisadas na balada de Coimbra\u00bb, disse Jorge Cravo, sublinhando a intelig\u00eancia e a criatividade, mas tamb\u00e9m o sarcasmo do cantor, \u00abo pequeno g\u00e9nio a quem tudo se perdoava\u00bb.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Rui Pato, a quem Jorge Cravo dedica o livro &#8211; \u00abmem\u00f3ria viva das baladas coimbr\u00e3s de Jos\u00e9 Afonso\u00bb -, admitiu ser \u00abdif\u00edcil falar de Zeca sem emo\u00e7\u00e3o\u00bb. O m\u00e9dico, tamb\u00e9m figura importante da Can\u00e7\u00e3o Coimbra, acompanhou Jos\u00e9 Afonso entre os 15 e os 23 anos. \u00abUma fase muito importante da minha vida\u00bb. <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><b>Homenagem \u00e9 cantar<\/b><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A prop\u00f3sito do dia de ontem, Rui Pato considerou que \u00aba maior homenagem que pode ser feita a Zeca Afonso \u00e9 continuar a cantar as suas can\u00e7\u00f5es, a p\u00f4r as suas m\u00fasicas\u00bb. \u00abQue as homenagens n\u00e3o se fiquem apenas pelas placas e pelos nomes nas ruas. Jos\u00e9 Afonso devia figurar nos comp\u00eandios das escolas portuguesas, como o Chico Buarque figura nos das escolas brasileiras. As crian\u00e7as deviam aprender a cantar m\u00fasicas do Zeca\u00bb, declarou. <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Rui Pato n\u00e3o quis, ainda assim, retirar import\u00e2ncia \u00e0 iniciativa da cidade, atrav\u00e9s da autarquia, que vem finalmente \u00abprestar o tributo que \u00e9 devido\u00bb ao cantor. \u00abPassou um per\u00edodo em que era mal amado. A primeira vez que cantou aqui foi em 1969. Hoje todos gostam de ouvir, mas na altura andava nas colectividades oper\u00e1rias, nos com\u00edcios e onde havia n\u00facleos de esquerda\u00bb. Para a cidade, Jos\u00e9 Afonso estava a p\u00f4r em causa as tradi\u00e7\u00f5es, \u00abcantava sem usar capa e batina, e ainda por cima aqueles poemas t\u00e3o bizarros\u00bb. Hoje, \u00e9 fundamental que a cidade \u00abresolva a sua rela\u00e7\u00e3o com Zeca Afonso\u00bb, reiterou. <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">No final da sess\u00e3o, dois elementos do grupo Verdes Anos, Ant\u00f3nio Dinis (voz) e Jo\u00e3o Martins (viola), interpretaram algumas baladas da autoria de Jos\u00e9 Afonso, que amigos, apreciadores da sua obra e cultores da Can\u00e7\u00e3o de Coimbra escutaram com aten\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A cerim\u00f3nia de ontem marcou o arranque de um programa de memorial, organizado pela autarquia de Coimbra, que se prolonga at\u00e9 dia 3 de Outubro, com ac\u00e7\u00f5es nas \u00e1reas da m\u00fasica, dan\u00e7a, poesia, exposi\u00e7\u00e3o biodiscogr\u00e1fica e um ciclo de conversas. Tamb\u00e9m ontem, dia em que cantor faria 80 anos, subiu ao palco do Teatro da Cerca de S. Bernardo o espect\u00e1culo \u201cTributo a Zeca Afonso\u201d, pela Companhia Bengala.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Andrea Trindade <a href=\"http:\/\/www.diariocoimbra.pt\/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=3147&amp;Itemid=135\">Di\u00e1rio de Coimbra<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A casa onde viveu Jos\u00e9 Afonso na d\u00e9cada de 40 do s\u00e9culo passado &#8211; um segundo andar no pr\u00e9dio cont\u00edguo \u00e0 pastelaria Ziz\u00e2nia, na Avenida Dias da Silva &#8211; recebeu ontem uma placa evocativa da passagem do \u201cestudante e cantor\u201d que havia de marcar decisivamente a Can\u00e7\u00e3o de Coimbra e mais tarde o panorama nacional [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":9183,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[165,91],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9182"}],"collection":[{"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9182"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9182\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9183"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9182"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9182"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9182"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}