{"id":9139,"date":"2009-07-16T12:18:00","date_gmt":"2009-07-16T12:18:00","guid":{"rendered":"https:\/\/aja.pt\/wp\/?p=9139"},"modified":"2021-12-17T11:39:05","modified_gmt":"2021-12-17T11:39:05","slug":"casa-cheia-para-assistir-ao-lancamento-da-fotobiografia-de-jose-afonso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aja.pt\/en\/casa-cheia-para-assistir-ao-lancamento-da-fotobiografia-de-jose-afonso\/","title":{"rendered":"Casa cheia para assistir ao lan\u00e7amento da fotobiografia de Jos\u00e9 Afonso"},"content":{"rendered":"<div><embed align=\"middle\" flashvars=\"cy=ok&amp;il=1&amp;channel=648518346388791916&amp;site=widget-6c.slide.com\" name=\"flashticker\" quality=\"high\" salign=\"l\" scale=\"noscale\" src=\"http:\/\/widget-6c.slide.com\/widgets\/slideticker.swf\" style=\"height: 320px; width: 426px;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" wmode=\"transparent\"><\/embed><\/div>\n<p><b>M\u00fasica de Jos\u00e9 Afonso continua viva nas muitas vers\u00f5es dos seus temas<\/b><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">Lisboa, 15 Jul (Lusa) &#8211; A m\u00fasica de Jos\u00e9 Afonso continua viva nas muitas vers\u00f5es de temas do cantor que continuam a ser feitas &#8220;por diversos int\u00e9rpretes, portugueses e estrangeiros, e nos mais variados registos musicais&#8221;, afirmou hoje a historiadora Irene Flunser Pimentel.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A autora da fotobiografia de Jos\u00e9 Afonso falava na Casa da Imprensa, onde teve lugar a apresenta\u00e7\u00e3o da obra, publicada pelo C\u00edrculo de Leitores e pela Temas e Debates.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Segundo Irene Pimentel, &#8220;dos anos 60 at\u00e9 ao presente existe mais de uma centena de vers\u00f5es de temas cantados originalmente por Jos\u00e9 Afonso, inclusive uma vers\u00e3o do &#8216;Gr\u00e2ndola, Vila Morena&#8217; em sueco&#8221; e, segundo Joaquim Vieira, &#8220;uma outra em jazz, um estilo de que o Zeca at\u00e9 nem gostava&#8221;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Na sess\u00e3o, a historiadora explicou ter tido algumas d\u00favidas em aceitar escrever a biografia: &#8220;Temia n\u00e3o ter o distanciamento necess\u00e1rio face ao &#8216;objecto de estudo&#8217; &#8211; porque esta \u00e9 uma figura que eu amei!&#8221;, contou.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&#8220;Ainda hoje, basta ouvir uma palavra de uma m\u00fasica do Zeca e l\u00e1 me vem logo a can\u00e7\u00e3o toda&#8221;, afirmou a vencedora do Pr\u00e9mio Pessoa 2007, que dedicou grande parte da sua interven\u00e7\u00e3o \u00e0 leitura de textos das jornalistas Regina Louro &#8211; que escreveu sobre um concerto de Mar\u00e7o de 1974 em que participou Zeca Afonso &#8211; e Clara Ferreira Alves, que fez a cr\u00f3nica da \u00faltima actua\u00e7\u00e3o do cantor, no Coliseu dos Recreios, em 1983.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Segundo Irene Pimentel, a elabora\u00e7\u00e3o do volume n\u00e3o implicou um grande recurso a fontes orais mas muita leitura da imprensa &#8211; &#8220;essa grande historiadora dos s\u00e9culos XIX e XX&#8221; &#8211; e de livros como &#8216;Jos\u00e9 Afonso &#8211; O Rosto da Utopia&#8217;, de Jos\u00e9 A. Salvador, e &#8220;Jos\u00e9 Afonso &#8211; Um Olhar Fraterno&#8221;, de Jo\u00e3o Afonso dos Santos, irm\u00e3o do m\u00fasico.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">As fotos foram recolhidas em arquivos, alguns particulares, tendo a autora contado com o aux\u00edlio de v\u00e1rios familiares, nomeadamente os irm\u00e3os de Zeca, Jo\u00e3o Afonso e Mariazinha, e a filha Maria Helena.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A obra hoje apresentada insere-se na colec\u00e7\u00e3o Fotobiografias S\u00e9culo XX, dirigida por Joaquim Vieira e composta por oito volumes dedicados a oito figuras da cultura portuguesa. Acompanham Jos\u00e9 Afonso, a fadista Am\u00e1lia Rodrigues, o poeta Fernando Pessoa, os actores Vasco Santana e Am\u00e9lia Rey Cola\u00e7o, o pintor Amadeo de Souza-Cardoso, o fot\u00f3grafo Joshua Benoliel e o arquitecto Pardal Monteiro.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&#8220;Algumas pessoas estranhar\u00e3o ver Jos\u00e9 Afonso ao lado de Fernando Pessoa ou de Amadeo de Souza-Cardoso pois, embora ele tenha partido antes de outras figuras que tamb\u00e9m integram a colec\u00e7\u00e3o, como Am\u00e1lia Rodrigues, a sua obra consolidou-se mais tarde, o que nos d\u00e1 uma sensa\u00e7\u00e3o de falta de distanciamento&#8221;, explicou Joaquim Vieira.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&#8220;Mas tinha de inclu\u00ed-lo porque \u00e9 um \u00edcone, uma figura fundamental pelo seu trabalho na m\u00fasica e pelo alento que deu aos que acreditavam que a Ditadura n\u00e3o ia durar para sempre&#8221;, acrescentou o jornalista e documentarista, para quem este segundo motivo &#8220;justifica o nome do cap\u00edtulo que abre o livro: &#8216;O porta-voz da esperan\u00e7a'&#8221;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Na sess\u00e3o de apresenta\u00e7\u00e3o, o director da colec\u00e7\u00e3o declarou que &#8220;Jos\u00e9 Afonso ultrapassa a ala pol\u00edtica em que se inseria&#8221; e destacou alguns aspectos da biografia de Zeca Afonso que considera interessantes, &#8220;como o facto de ele n\u00e3o saber uma nota de m\u00fasica&#8221;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&#8220;Ele criava as melodias na cabe\u00e7a mas n\u00e3o sabia pass\u00e1-las para uma pauta&#8221;, afirmou, insistindo tamb\u00e9m em que &#8220;n\u00e3o sejam esquecidas a poesia e a forma como Jos\u00e9 Afonso trabalhava as palavras&#8221;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&#8220;Ali\u00e1s, muitos t\u00edtulos e frases das suas can\u00e7\u00f5es foram ficando e continuam a ser utilizados, como &#8216;venham mais cinco&#8217;, &#8216;traz outro amigo tamb\u00e9m&#8217; ou &#8216;eles comem tudo'&#8221;, exemplificou Joaquim Vieira.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A prop\u00f3sito das can\u00e7\u00f5es, Joaquim Vieira &#8211; que foi preso pol\u00edtico &#8211; recordou que &#8220;n\u00e3o era permitida a entrada de discos de Jos\u00e9 Afonso na pris\u00e3o de Caxias, onde s\u00f3 se conseguiu aceder a um porque foi escondido dentro da capa de um disco m\u00fasica cl\u00e1ssica&#8221;.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O respons\u00e1vel revelou ainda, a fechar a sess\u00e3o, que a data da apresenta\u00e7\u00e3o da fotobiografia foi escolhida pela proximidade com o dia 2 de Agosto, em que Zeca Afonso faria 80 anos se fosse vivo, enquanto a op\u00e7\u00e3o pela Casa da Imprensa visou evocar a confer\u00eancia de imprensa que o cantor deu, em 1982, para informar sobre o seu estado de sa\u00fade e que decorreu precisamente na sala onde hoje teve lugar o lan\u00e7amento.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A fotobiografia de Jos\u00e9 Afonso acompanha o percurso do cantor e autor, do nascimento (Aveiro, 1929) \u00e0 morte (Set\u00fabal, 1987), incluindo as suas passagens por Angola e Mo\u00e7ambique, os tempos de estudante em Coimbra, a expuls\u00e3o do ensino e o sucesso na m\u00fasica, detendo-se em datas emblem\u00e1ticas como o ano de 1953, em que nasceram os seus dois primeiros filhos e sa\u00edram os dois primeiros discos.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O livro \u00e9 ilustrado por fotos do cantor em fam\u00edlia e com amigos ou em actua\u00e7\u00f5es ao vivo mas tamb\u00e9m por reprodu\u00e7\u00f5es das capas dos discos e de cartazes a anunciar espect\u00e1culos e por &#8216;facsimiles&#8217; de poemas.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Irene Flunser Pimentel \u00e9 licenciada em Hist\u00f3ria pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, mestre em Hist\u00f3ria Contempor\u00e2nea (s\u00e9culo XX) e doutorada em Hist\u00f3ria Institucional e Pol\u00edtica Contempor\u00e2nea pela Faculdade de Ci\u00eancias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Investigadora do Instituto de Hist\u00f3ria Contempor\u00e2nea, \u00e9 autora de &#8220;Hist\u00f3ria das Organiza\u00e7\u00f5es Femininas do Estado Novo&#8221; (2000, Pr\u00e9mio Carolina Michaelis), &#8220;Fotobiografia de Manuel Gon\u00e7alves Cerejeira&#8221; (2002), &#8220;Judeus em Portugal durante a Segunda Guerra Mundial. Em Fuga de Hitler e do Holocausto&#8221; (2006, Pr\u00e9mio Ad\u00e9rito Sedas Nunes, ex-aequo), &#8220;A Hist\u00f3ria da PIDE&#8221; (2007) e &#8220;Mocidade Portuguesa Feminina&#8221; (2007), entre outros.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Joaquim Vieira foi rep\u00f3rter e director-adjunto do Expresso, redactor principal da Vis\u00e3o, director da revista Grande Reportagem e director-adjunto para os programas da RTP, al\u00e9m de professor convidado do curso de Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o da Universidade Independente.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Presidente do Observat\u00f3rio da Imprensa &#8211; Centro de Estudos Avan\u00e7ados de Jornalismo, tem produzido e realizado document\u00e1rios como &#8220;\u00c1lvaro Cunhal&#8221; (2005), &#8220;A Voz da Saudade&#8221; (2007) e &#8220;Por Amor ao Piano&#8221; (2008).<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Autor de obras como &#8220;Jornalismo Contempor\u00e2neo &#8211; Os Media entre a Era Gutenberg e o Paradigma Digital&#8221; e &#8220;Os Meus 35 anos com Salazar&#8221; (ambos de 2007), tem dirigido diversas colec\u00e7\u00f5es e j\u00e1 foi distinguido com o Pr\u00e9mio de Reportagem do Clube Portugu\u00eas de Imprensa (1988), o Pr\u00e9mio Fernando Pessoa de Jornalismo (1994) e o Trof\u00e9u Afonso Lopes Vieira de Jornalismo (2007), entre outros galard\u00f5es.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">HSF.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Lusa\/fim<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00fasica de Jos\u00e9 Afonso continua viva nas muitas vers\u00f5es dos seus temas Lisboa, 15 Jul (Lusa) &#8211; A m\u00fasica de Jos\u00e9 Afonso continua viva nas muitas vers\u00f5es de temas do cantor que continuam a ser feitas &#8220;por diversos int\u00e9rpretes, portugueses e estrangeiros, e nos mais variados registos musicais&#8221;, afirmou hoje a historiadora Irene Flunser Pimentel. 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