{"id":7355,"date":"2006-07-23T17:36:00","date_gmt":"2006-07-23T17:36:00","guid":{"rendered":"https:\/\/aja.pt\/wp\/?p=7355"},"modified":"2021-12-17T11:41:07","modified_gmt":"2021-12-17T11:41:07","slug":"cine-tributo-a-carlos-paredes-de-edgar-pera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aja.pt\/en\/cine-tributo-a-carlos-paredes-de-edgar-pera\/","title":{"rendered":"Cine-tributo a Carlos Paredes de Edgar P\u00eara"},"content":{"rendered":"<div align=\"justify\"><img alt=\"\" border=\"0\" src=\"http:\/\/photos1.blogger.com\/blogger\/3834\/1014\/400\/Sem%20t%3F%3Ftulo-1.6.jpg\" style=\"cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;\" \/><strong>Movimentos Perp\u00e9tuos &#8211; Tributo a Carlos Paredes<\/strong><\/div>\n<div align=\"justify\">&#8220;Movimentos Perp\u00e9tuos &#8211; Tributo a Carlos Paredes&#8221; \u00e9 um document\u00e1rio em 17 movimentos, em que os testemunhos e a guitarra definem o g\u00e9nio, a bravura, e a mod\u00e9stia deste grandioso m\u00fasico.Evocando a mem\u00f3ria dos velhos filmes de fam\u00edlia, plenos de intimidade, estabelece um di\u00e1logo entre uma guitarra e uma c\u00e2mara de Super8, enquanto vai partilhando pequenas hist\u00f3rias da vida de Carlos Paredes.O concerto que o guitarrista deu no Audit\u00f3rio Carlos Alberto, no Porto, em 1984 &#8211; onde antecedia cada interpreta\u00e7\u00e3o com longas explica\u00e7\u00f5es sobre o seu m\u00e9todo de trabalho &#8211; \u00e9 o ponto de partida para o desenrolar de hist\u00f3rias de pris\u00e3o, resist\u00eancia, sucessos e amadorismo, todas elas relatos marcados pela simplicidade e pela paix\u00e3o.Imagens, sons de arquivo e depoimentos (de Rui Vieira Nery, Jos\u00e9 Jorge Letria, Paulo Rocha, Malangatana e Jos\u00e9 Carlos Vasconcelos), contextualizam a import\u00e2ncia do m\u00fasico, n\u00e3o se sobrepondo nunca \u00e0 pr\u00f3pria voz de Paredes. Obviamente que falando-se de Edgar P\u00eara, tudo isto aparece fragmentado, estilha\u00e7ado, multiplicado e reinventado a seu bel-prazer.Como quase sempre faz, o cineasta constr\u00f3i um &#8220;mundo paralelo&#8221;, onde o passado e o presente se confundem, como se a portugalidade indefin\u00edvel que constitui a ess\u00eancia da m\u00fasica de Paredes continuasse presente e n\u00e3o nos tivesse abandonado.Sobre este filme-tributo, confessa-se surpreendido pelas afinidades que encontrou com o m\u00fasico. &#8220;Sinto-me pouco \u00e0 vontade com \u00edcones como o Carlos Paredes. N\u00e3o por n\u00e3o gostar do trabalho deles &#8211; exactamente por gostar e achar que \u00e9 uma armadilha prestar homenagens. Mas h\u00e1 ali muitas frases que subscrevo&#8230; Ele e os que falam dele levantam quest\u00f5es que afectam qualquer pessoa que tenha um percurso independente em Portugal &#8211; que conduz na maior parte das vezes a uma marginaliza\u00e7\u00e3o&#8221;, explicou numa entrevista concedida ao &#8216;P\u00fablico&#8217;. Para al\u00e9m de uma tocante homenagem ao m\u00fasico, e \u00e0 pessoa que se escondia por detr\u00e1s dele, este \u00e9 tamb\u00e9m o filme mais bem conseguido e acess\u00edvel de Edgar P\u00eara. De resto, o cineasta reconheceu, na mesma entrevista, que a linguagem que habitualmente usa lhe tem tolhido os movimentos. &#8220;A realidade \u00e9 que para fazer fic\u00e7\u00e3o em Portugal \u00e9 complicad\u00edssimo convencer um produtor a investir num filme. As pessoas n\u00e3o me d\u00e3o dinheiro porque devem ter medo que eu fa\u00e7a uma coisa esquisita. Ora, quando cheguei a 2001 e vi &#8216;A Janela&#8217;, &#8216;O Homem-Teatro&#8217; [document\u00e1rio sobre o encenador e actor Ant\u00f3nio Pedro] e &#8216;Oito, Oito&#8217; a estrear, tudo no mesmo ano, apercebi-me de que podia lidar com mat\u00e9ria ficcional linear com destreza&#8221;, diz, acrescentando &#8220;mas tenho esbarrado naquela coisa chamada j\u00faris&#8230;&#8221;.Neste momento, est\u00e1 a ultimar &#8220;Rio Turvo&#8221;, adapta\u00e7\u00e3o de um conto de Aquilino Ribeiro, filmado em regime de produ\u00e7\u00e3o independente, sem subs\u00eddio.<\/div>\n<div align=\"justify\"><\/div>\n<div align=\"justify\"><\/div>\n<div align=\"justify\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Movimentos Perp\u00e9tuos &#8211; Tributo a Carlos Paredes &#8220;Movimentos Perp\u00e9tuos &#8211; Tributo a Carlos Paredes&#8221; \u00e9 um document\u00e1rio em 17 movimentos, em que os testemunhos e a guitarra definem o g\u00e9nio, a bravura, e a mod\u00e9stia deste grandioso m\u00fasico.Evocando a mem\u00f3ria dos velhos filmes de fam\u00edlia, plenos de intimidade, estabelece um di\u00e1logo entre uma guitarra e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":7356,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[149],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7355"}],"collection":[{"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7355"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7355\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7356"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7355"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7355"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7355"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}