{"id":33571,"date":"2017-07-17T17:45:00","date_gmt":"2017-07-17T17:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/aja.pt\/?p=33571"},"modified":"2022-02-17T17:45:39","modified_gmt":"2022-02-17T17:45:39","slug":"por-tras-daquela-janela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aja.pt\/en\/por-tras-daquela-janela\/","title":{"rendered":"Por tr\u00e1s daquela janela"},"content":{"rendered":"\n<p>Esta can\u00e7\u00e3o foi dedicada ao comunista Alftedo Matos quando este se encontrava preso pela PIDE. Ele foi torturado com o m\u00e9todo da \u201cest\u00e1tua\u201d (ver JA!), sem poder dormir durante dias seguidos. Muitos detidos morreram na pris\u00e3o ou, quando sa\u00edram, nunca mais conseguiram reintegrar-se na sociedade. Destaca-se nesta can\u00e7\u00e3o o isolamento do preso, o muro que existe entre o sil\u00eancio c\u00e1 fora e os gritos l\u00e1 dentro. Tamb\u00e9m Jos\u00e9 Afonso foi preso pela PIDE e esteve na pris\u00e3o de Caxias, onde escreveu as can\u00e7\u00f5es que figuram no disco \u201cVenham mais cinco\u201d. Porque viveu sempre a realidade do regime ditatorial (contrariamente aos cantores que se exilaram, como S\u00e9rgio Godinho e Jos\u00e9 M\u00e1rio Branco), Jos\u00e9 Afonso escreveu mais textos sobre a sorte dos membros da oposi\u00e7\u00e3o (comunista) Al\u00e9m disso, como ele pr\u00f3prio foi v\u00edtima da persegui\u00e7\u00e3o, descreve-a de modo mais pormenorizado. \u00c9 este o caso em \u201cPor tr\u00e1s daquela janela\u201d. As suas pr\u00f3prias experi\u00eancias fazem com que ele possa catar a situa\u00e7\u00e3o de Alfredo Matos com tanta compreens\u00e3o e familiaridade. Acentua-se assim a for\u00e7a quase invenc\u00edvel da convic\u00e7\u00e3o que o ajudou a resistir \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o e que deve servir para encorajar os companheiros: o sofrimento (\u201cMais dura a pedra moleira\/ E a f\u00e9 tua companheira\u201d; \u201cE o seu perfil anuncia\/Naquela parede fria\u201d) tem sentido, tempos vir\u00e3o em que se poder\u00e1 cantar e viver livremente.<br><br><strong><em>in<\/em>&nbsp;\u201cA can\u00e7\u00e3o de interven\u00e7\u00e3o portuguesa \u2013 Contribui\u00e7\u00e3o para um estudo e tradu\u00e7\u00e3o de textos\u201d de Oona Soenario, 1994-1995, Universidade de Antu\u00e9rpia<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta can\u00e7\u00e3o foi dedicada ao comunista Alftedo Matos quando este se encontrava preso pela PIDE. Ele foi torturado com o m\u00e9todo da \u201cest\u00e1tua\u201d (ver JA!), sem poder dormir durante dias seguidos. Muitos detidos morreram na pris\u00e3o ou, quando sa\u00edram, nunca mais conseguiram reintegrar-se na sociedade. Destaca-se nesta can\u00e7\u00e3o o isolamento do preso, o muro que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[115,80],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33571"}],"collection":[{"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33571"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33571\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33571"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33571"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33571"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}