{"id":33536,"date":"2019-02-17T17:00:00","date_gmt":"2019-02-17T17:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/aja.pt\/?p=33536"},"modified":"2022-02-17T17:00:36","modified_gmt":"2022-02-17T17:00:36","slug":"balada-do-outono-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aja.pt\/en\/balada-do-outono-2\/","title":{"rendered":"Balada do Outono"},"content":{"rendered":"\n<p>Balada com refr\u00e3o, em compasso \u00be e tom de L\u00e1 Menor. Esta \u00e9 a primeira composi\u00e7\u00e3o verdadeiramente da autoria de Jos\u00e9 Afonso. Segundo ele pr\u00f3prio nos diz, passou a designar as suas primeiras can\u00e7\u00f5es por \u201cbaladas\u201d, n\u00e3o porque soubesse o significado do termo, mas para as distinguir do \u201cchamado Fado de Coimbra\u201d que come\u00e7ara por cantar desde os anos do Liceu D. Jo\u00e3o III em meados da d\u00e9cada de 1940. Jos\u00e9 Afonso fez a composi\u00e7\u00e3o, mas faltava-lhe o t\u00edtulo. Parece que ter\u00e1 pensado em design\u00e1-la inicialmente por BALADA DO RIO (MONDEGO). Em troca de ideias com o Dr. Ant\u00f3nio Menano, recentemente regressado de Mo\u00e7ambique, Jos\u00e9 Afonso seguiu a sugest\u00e3o de Balada do Outono (Cf. \u201cO Com\u00e9rcio do Funchal\u201d, 01\/06\/1970).<br>A t\u00edtulo explicativo, o pr\u00f3prio autor facultou os seguintes dados relevantes que nos permitem situar esta composi\u00e7\u00e3o num per\u00edodo imediatamente anterior \u00e0 ruptura est\u00e9tica que se intensificou ap\u00f3s a campanha presidencial do General Humberto Delgado: \u201cMais propriamente Balada do Rio. Dominada ainda pelo velho esp\u00edrito coimbr\u00e3o, \u00e9 o produto de um estado perp\u00e9tuo de enamoramento ou como tal vivido, uma esp\u00e9cie de revivesc\u00eancia tardia da juventude. O trovador julga-se imprescind\u00edvel, como um protagonista que a si pr\u00f3prio se interpela para convocar a presen\u00e7a das \u00e1guas dos ribeiros e dos rios, testemunhas vivas do seu solit\u00e1rio cantar. A imagem do Bas\u00f3fias (nome porque \u00e9 conhecido o Rio Mondego, na g\u00edria coimbr\u00e3), que incha e desincha quando lhe apetece, deve ter influ\u00eddo na gesta\u00e7\u00e3o da partitura. Uma certa disposi\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica propensa \u00e0 melancolia explica o come\u00e7o das dores sem falar na albumina anunciadora de futuras e promissoras partog\u00e9neses \u201c (Cf. \u201cCantares de Jos\u00e9 Afonso\u201d, 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o, Lisboa, AEIST, 1969, p\u00e1g. 22). Na obra que acabamos de citar, a letra dos dois versos iniciais \u00e9 \u00c1guas \/ E pedras do rio, letra essa que veio a ocorrer numa grava\u00e7\u00e3o realizada por Jos\u00e9 Mesquita em 1979.<br>Balada gravada pela primeira vez nos in\u00edcios de 1960, por Jos\u00e9 Afonso, acompanhado \u00e0 guitarra por Ant\u00f3nio Portugal\/Eduardo de Melo e, \u00e0 viola, por Manuel Pepe\/Paulo Al\u00e3o: EP \u201cBalada do Outono\u201d, Raps\u00f3dia, EPF 5085 \u2013 EP0089F, de 12 de Mar\u00e7o de 1960. O registo de 1960 tem sido profusamente reeditado: LP \u201cBaladas e Fados de Coimbra. Jos\u00e9 Afonso\u201d, Porto, Edisco, EDL 18. 020, ano de 1982, Lado B, Faixa n\u00ba 6; CD \u201cDr. Jos\u00e9 Afonso. Os Vampiros\u201d, Porto, Edisco, ECD-001, ano de 1987, faixa n\u00ba 12. A referida remasteriza\u00e7\u00e3o \u00e9 omissa quanto \u00e0 matriz original, ano de grava\u00e7\u00e3o e instrumentistas.<br>Na primeira grava\u00e7\u00e3o, o trabalho de guitarra protagonizado por Ant\u00f3nio Portugal \u00e9 francamente desinteressante, limitando-se a curtas interven\u00e7\u00f5es na abertura e no meio da pe\u00e7a. Quase todo o acompanhamento \u00e9 suportado pelas violas, certamente a insist\u00eancias do pr\u00f3prio autor. N\u00e3o est\u00e1 clarificado o local da composi\u00e7\u00e3o. Tudo indica que ter\u00e1 sido feita ap\u00f3s a apresenta\u00e7\u00e3o da candidatura de Humberto Delgado \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica (8\/06\/1958) e a viagem que o autor efectuou com a TAUC a Angola (Agosto\/Setembro de 1958). \u00c0 data da grava\u00e7\u00e3o (12\/03\/1960), efectuada em Coimbra, Jos\u00e9 Afonso trabalhava como docente provis\u00f3rio na Escola T\u00e9cnica de Alcoba\u00e7a (de 3\/10\/1959 a 30\/07\/1960). O acompanhamento, muito vincado nos solos das violas de Paulo Al\u00e3o (nylon) e Manuel Pepe, abre a janela simbolicamente ao Movimento da Balada, refor\u00e7ado em meados de 1961 com as grava\u00e7\u00f5es de \u201cMinha M\u00e3e\u201d e \u201cBalada Aleixo\u201d.<br>Jorge Tuna aproveitou parte da melodia de \u201cBalada do Outono\u201d para trecho de abertura da sua \u201cRaps\u00f3dia de Fados\u201d, presente no EP \u201cCoimbra \u00e0 Noite\u201d, RAPS\u00d3DIA, EPF 5.179, de 13 de Agosto de 1962, gravado com Jorge Tuna\/Jorge Godinho (gg) e Durval Moreirinhas\/Jos\u00e9 Tito Mackay (vv). Este \u201cpot pourri\u201d encontra-se dispon\u00edvel no CD \u201cJorge Tuna. Coimbra\u201d, Porto, Edisco, ECD 133, ano de 2000, faixa n\u00ba 1, sem quaisquer dados indicativos do ano de grava\u00e7\u00e3o ou da matriz fonogr\u00e1fica original.<br>Em finais dos anos 60 foi editado um LP de \u201cBaladas e Can\u00e7\u00f5es\u201d, Porto, OFIR, MAS 301, ano de 1967, contendo uma vers\u00e3o instrumental de \u201cBalada do Outono\u201d em viola nylon tocada por Rui Pato, vers\u00e3o essa dispon\u00edvel no CD \u201cBaladas e Can\u00e7\u00f5es. Jos\u00e9 Afonso acompanhado \u00e0 viola por Rui Pato\u201d, Lisboa, EMI-Valentim de Carvalho, 7243 8 36617 2 5, ano de 1996, faixa n\u00ba 4. Nos dois casos, as faixas foram retiradas da matriz EP \u201cBaladas e Can\u00e7\u00f5es\u201d, Porto, OFIR, MAS 4.016, ano de 1964.<br>O autor voltou a gravar esta balada em 1981, acompanhado \u00e0 guitarra por Oct\u00e1vio S\u00e9rgio e, \u00e0 viola, por Durval Moreirinhas: LP \u201cJos\u00e9 Afonso \u2013 Fados de Coimbra\u201d, Orfeu, FPAT 6011. O arranjo para guitarra de acompanhamento \u00e9 de Oct\u00e1vio S\u00e9rgio, em tudo superior ao de 1960, de tal arte que passou a ser correntemente tocado por quase todas as forma\u00e7\u00f5es activas nas d\u00e9cadas de 1980-1990.<br>Das grava\u00e7\u00f5es de Jos\u00e9 Afonso s\u00e3o ainda conhecidas as seguintes remasteriza\u00e7\u00f5es:<br>-LP \u201cJos\u00e9 Afonso. Fados de Coimbra e outras can\u00e7\u00f5es\u201d, Riso e Ritmo Discos, Lda., RR LP 2188, ano de 1987, Lado B, faixa n\u00ba 1, extra\u00eddo do registo de 1960;<br>-CD \u201cCoimbra Serenade\u201d, Edisco, ECD 5, editado em 1992, extra\u00eddo do registo de 1960 (remasteriza\u00e7\u00e3o do LP \u201cCoimbra Serenade\u201d, RAPS\u00d3DIA, LDF 006, Lado A, Faixa n\u00ba 5, sem data, que se vendia em 1987\/1988 a 600$00);<br>-CD \u201cJos\u00e9 Afonso \u2013 Fados de Coimbra\u201d, Movieplay, SO 3003, editado em 1996, extra\u00eddo do registo de 1960;<br>-CD \u201cFados e Guitarradas de Coimbra\u201d, Volume I, Lisboa, Movieplay, MOV. 30.332, 1996, disco n\u00ba 1, faixa n\u00ba 7, extra\u00eddo do registo de 1981;<br>-CD \u201cJos\u00e9 Afonso. Fados de Coimbra e outras Can\u00e7\u00f5es\u201d, Movieplay, J\u00c1 8011, ano de 1996, faixa n\u00ba 6, com livreto assinado por Jos\u00e9 Niza, extra\u00eddo do registo de 1981;<br>-Col. \u201cUm S\u00e9culo de Fado\u201d\/Ediclube, CD N\u00ba 4\/Coimbra, emi 7243 5 20638 2 6, editado em 1999, extra\u00eddo do registo de 1960.<\/p>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 Afonso gravou a Balada do Outono uma 3\u00aa vez, durante o concerto de 1983 no Coliseu de Lisboa, correndo no mercado tiragens provenientes desse espect\u00e1culo realizado no dia 29 de Janeiro de 1983:<br>-LP duplo \u201cJos\u00e9 Afonso ao vivo no Coliseu\u201d, DIAPAS\u00c3O, DIAP 16050\/1, ano de 1983, LP 1, Lado A, Faixa n\u00ba 5, acompanhado por Oct\u00e1vio S\u00e9rgio\/Lopes de Almeida (gg) e Ant\u00f3nio S\u00e9rgio\/Durval Moreirinhas (vv). Deste registo se fizeram as seguintes remasteriza\u00e7\u00f5es:<br>-CD \u201cZeca Afonso no Coliseu\u201d, Strauss, ST 1021010035, ano de 1993;<br>-cassete \u201cZeca Afonso no Coliseu\u201d, Strauss, ST 1021010036, ano de 1993.<\/p>\n\n\n\n<p>Grava\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis em compact disc de outros cantores:<br>-CD \u201cFados e Baladas de Coimbra \u2013 Coimbra tem mais encanto\u201d, Vidisco, 11-80-1304, editado em 1991, a partir das grava\u00e7\u00f5es efectuadas por Jos\u00e9 Mesquita no LP \u201cFados e Baladas de Coimbra por Antigos Estudantes, RODA, SSRL 9001, ano de 1979, Lado A, Faixa n\u00ba 3, com acompanhamento da forma\u00e7\u00e3o Ant\u00f3nio Brojo\/Jorge Gomes (gg) e Manuel Dourado\/Aur\u00e9lio Reis (vv). Jos\u00e9 Mesquita canta na parte introdut\u00f3ria o texto original \u201c\u00c1guas e pedras do rio, meu sono vazio n\u00e3o v\u00e3o acordar.\u201d;<br>-CD \u201cFernando Machado Soares\u201d, Philips, 838 108-2, sem data, compila\u00e7\u00e3o dos LP\u2019s de 1986 e 1988, faixa n\u00ba 13. Remasteriza\u00e7\u00e3o efectuada a partir do LP \u201cSerenata\u201d, Polygram Discos, ano de 1988, faixa n\u00ba 3, acompanhado por Jos\u00e9 Fontes Rocha (g) e Durval Moreirinhas (v). Vocaliza\u00e7\u00e3o ultra-rom\u00e2ntica, servida por um toque de guitarra banal\u00edssimo;<br>-CD \u201cAmanhecer em Coimbra \u2013 Tert\u00falia do Fado de Coimbra\u201d, Porto, Edisco, ECD 15, ano de 1993, faixa n\u00ba 6. Canta Victor Nunes, acompanhado por Jos\u00e9 dos Santos Paulo\/\u00c1lvaro Aroso (gg), Jos\u00e9 Carlos Teixeira\/Eduardo Aroso (vv). O arranjo \u00e9 da autoria de Jos\u00e9 S. Paulo. Vocaliza\u00e7\u00e3o eficaz de Victor Nunes. No livreto de acompanhamento do disco conta-se uma pequena hist\u00f3ria sobre a origem desta pe\u00e7a, relacionando a sua feitura com a viagem de Jos\u00e9 Afonso a Angola integrado na digress\u00e3o do Orfeon, em Agosto de 1960. No entanto, esta informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o sintoniza com a data da 1\u00aa grava\u00e7\u00e3o da obra, cujo disco foi preparado meses antes, em 12 de Mar\u00e7o de 1960;<br>-CD \u201cMeu Menino, Meu Anjo\u201d, Porto, Fortes &amp; Rangel, DCD 1038, ano de 1998, faixa n\u00ba 11. Grupo activo no Porto, com os cantores Nuno Oliveira e Delfim Lemos. Acompanhamento por Rui Vilas Boas (g) e Castro Lopes (v). A ficha t\u00e9cnica n\u00e3o identifica o cantor, sendo o arranjo transladado a partir de Oct\u00e1vio S\u00e9rgio (1981);<br>-duplo CD \u201cJos\u00e9 Mesquita. Coimbra das Can\u00e7\u00f5es, Trovas e Baladas\u201d, Coimbra, sem editor, Janeiro de 2000, disco n\u00ba 2, faixa n\u00ba 2. O acompanhamento \u00e9 feito por Carlos Jesus (g), Lu\u00eds Filipe\/Humberto Matias (vv), traduzindo-se numa presen\u00e7a excessiva do som da guitarra. No livreto do CD n\u00ba 2, embora a letra transcrita inicie com \u201c\u00c1guas e pedras do rio\u201d, Jos\u00e9 Mesquita canta a mesma letra que foi gravada por Jos\u00e9 Afonso. Saliente-se que do ponto de vista da melodia Jos\u00e9 Mesquita n\u00e3o canta exactamente a vers\u00e3o do autor Jos\u00e9 Afonso, mas sim uma adapta\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Jos\u00e9 Mesquita sobre um arranjo do Maestro Jos\u00e9 Firmino;<br>-CD \u201cQuinteto de Coimbra. Guitarra e Can\u00e7\u00e3o de Coimbra\u201d, Coimbra, Edi\u00e7\u00e3o Quinteto de Coimbra\/Casa de Fados, Lda., ano de 2001, faixa n\u00ba 3. A ficha t\u00e9cnica do disco n\u00e3o explicita quem seja o int\u00e9rprete. A forma\u00e7\u00e3o \u00e9 constitu\u00edda por Patrick Mendes\/Ant\u00f3nio Ata\u00edde (vozes), Ricardo Dias (g) e Nuno Botelho\/Pedro Lopes (vv). Predomina o trabalho instrumental das violas, salpicado nos separadores pela guitarra de Ricardo Dias, a seguir inequivocamente o arranjo de Oct\u00e1vio S\u00e9rgio (1981), embora tal se n\u00e3o mencione. O trabalho vocal \u00e9 demasiado arrastado, com modula\u00e7\u00f5es em estilo soul ou at\u00e9 jaz\u00edsticas e evit\u00e1veis esmorecimentos nas notas graves;<br>N\u00e3o confundir esta composi\u00e7\u00e3o com outra de Carlos Carranca, com letra e m\u00fasica diferentes: \u201cBalada de Outono\u201d (Canto os raios do Sol), letra de Carlos Carranca, m\u00fasica de Jos\u00e9 Reis, CD \u201cPoesia para Todos. Carlos Carranca\u201d, Cascais, Edi\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara Municipal de Cascais, sem data (2004), faixa n\u00ba 9, datando a referida composi\u00e7\u00e3o de 1998.<br>\u201cBalada do Outono\u201d foi muito cantada a quatro vozes na d\u00e9cada de 1990 pelo Coro dos Antigos Orfeonistas do OAC, tendo por base uma harmoniza\u00e7\u00e3o do Maestro Jos\u00e9 Firmino sobre o arranjo de Oct\u00e1vio S\u00e9rgio (1981). Esta vers\u00e3o foi gravada pelos Antigos Orfeonistas no Pal\u00e1cio de S\u00e3o Marcos, dias 30 de Abril e 1 de Maio de 1994, com reg\u00eancia de Augusto Mesquita e piano de Filipe Teixeira Dias, no CD \u201cCoro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra, Polygram\/Philips, 522662-2, de 1994.<br>Jos\u00e9 Anjos de Carvalho e Ant\u00f3nio M. Nunes | Agradecimentos: Sandra Cerqueira (Edisco, SPA, Dr. Jos\u00e9 Reis (Pardalitos do Mondego), Dr. Rui Pato, Doutor Jos\u00e9 Mesquita.<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>Texto retirado do blog: htttp:\/\/guitarradecoimbra.blogspot.com<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Balada com refr\u00e3o, em compasso \u00be e tom de L\u00e1 Menor. Esta \u00e9 a primeira composi\u00e7\u00e3o verdadeiramente da autoria de Jos\u00e9 Afonso. 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