{"id":20769,"date":"2019-02-15T09:43:29","date_gmt":"2019-02-15T09:43:29","guid":{"rendered":"https:\/\/aja.pt\/?p=20769"},"modified":"2021-12-17T11:35:59","modified_gmt":"2021-12-17T11:35:59","slug":"evocacao-de-alipio-de-freitas-feita-por-joao-madeira-em-sessao-realizada-no-nucleo-de-lisboa-da-aja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aja.pt\/en\/evocacao-de-alipio-de-freitas-feita-por-joao-madeira-em-sessao-realizada-no-nucleo-de-lisboa-da-aja\/","title":{"rendered":"Evoca\u00e7\u00e3o de Al\u00edpio de Freitas feita por Jo\u00e3o Madeira em sess\u00e3o realizada no n\u00facleo de Lisboa da AJA"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-20770\" src=\"https:\/\/aja.pt\/wp-content\/uploads\/media-archive\/2019\/02\/Capturar-1.jpg\" alt=\"Capturar\" width=\"459\" height=\"796\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O texto que se segue foi apresentado e lido pelo historiador e\u00a0membro da direc\u00e7\u00e3o\u00a0da AJA, Jo\u00e3o Madeira, na sess\u00e3o evocativa dos 90 anos do nascimento de Al\u00edpio de Freitas, realizada no dia 17 de Fevereiro de 2019 no n\u00facleo de Lisboa da Associa\u00e7\u00e3o Jos\u00e9 Afonso.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>&#8220;Apresenta\u00e7\u00e3o de Resistir \u00e9 Preciso \u2013 AJA Lisboa<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">17 Fevereiro 2019<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por<strong> Jo\u00e3o Madeira<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">&#8216;Resistir \u00e9 preciso&#8217; foi originalmente editado no Brasil em 1981. Al\u00edpio tinha sa\u00eddo da pris\u00e3o dois anos antes, justamente no dia do seu anivers\u00e1rio. Perfazem hoje quarenta anos. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Fora condenado por v\u00e1rios tribunais militares, primeiro a 30 anos, depois a mais 24 e a que, j\u00e1 depois de preso e condenado, se acrescentariam outros 15, administrativamente. Se n\u00e3o o quiseram condenar expressamente \u00e0 morte ou a pris\u00e3o perp\u00e9tua, quiseram conden\u00e1-lo a morrer na pris\u00e3o. N\u00e3o conseguiram! Foram obrigados a decidir pela sua liberta\u00e7\u00e3o, resultado do seu irredut\u00edvel inconformismo, e do modo como habilmente explorou as pr\u00f3prias debilidades e contradi\u00e7\u00f5es da Nova Lei de Seguran\u00e7a Militar brasileira. Mas, resultado tamb\u00e9m de um longo e persistente trabalho de solidariedade internacional, em que se insere a can\u00e7\u00e3o do Zeca.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A sua pena seria revista com a revoga\u00e7\u00e3o do quadro penal em que os militares se apoiaram e conseguiria assim ser libertado. Apesar de tudo, os militares retiraram-lhe a cidadania brasileira e as autoridades consulares portuguesas recusaram a emiss\u00e3o de um passaporte portugu\u00eas. Tornava-se ap\u00e1trida. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Intensamente vigiado pela pol\u00edcia, recusada a readmiss\u00e3o na Universidade, impossibilitado de recuperar a carteira de jornalista, vendeu roupa num mercado de rua do Rio de Janeiro e s\u00f3 dificilmente conseguiu trabalho informal como \u00a0jornalista. \u00c9 neste contexto de uma liberdade vigiada, cercado por dificuldades e adversidades de toda a ordem, que, em dois meses, de um \u00edmpeto, escreve \u201cResistir \u00e9 Preciso\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">O livro foi \u00e0 \u00e9poca o primeiro livro de den\u00fancia da tortura e da viol\u00eancia policial da ditadura militar. V\u00e1rios amigos e companheiros alertavam-no para as poss\u00edveis consequ\u00eancias dessa publica\u00e7\u00e3o, mas o livro viu a luz do dia e teve s\u00f3 no Brasil 18 edi\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Foram precisos 36 anos para que a \u00c2ncora proporcionasse uma primeira edi\u00e7\u00e3o portuguesa. Antes eram raros os exemplares brasileiros que circulavam e foi a vers\u00e3o do original para revis\u00e3o que a Associa\u00e7\u00e3o Jos\u00e9 Afonso publicou na sua p\u00e1gina web.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Resistir \u00e9 Preciso<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00e9 um documento escrito na primeira pessoa, pungente e exaltante, de um tro\u00e7o doloroso e marcante da vida de Al\u00edpio de Freitas \u2013 a sua experi\u00eancia prisional de mais de oito anos pelos antros da tortura e das cadeias degradantes da ditadura militar brasileira.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00edpio conduz-nos passo a passo numa linguagem crua e directa por um longo p\u00e9riplo. Da pris\u00e3o na rua numa periferia do Rio de Janeiro, em Maio de 1970, \u00e0s instala\u00e7\u00f5es do chamado CODI, Centro de Opera\u00e7\u00f5es de Defesa Interna, onde foi insultado, espancado, torturado com choques el\u00e9ctricos no pau de arara, electrocutado durante dias seguidos para que prestasse declara\u00e7\u00f5es, denunciasse os seus companheiros, a actividade da organiza\u00e7\u00e3o a que pertencia. Da\u00ed passou ao DOPS, o Departamento da Ordem P\u00fablica e Social e depois \u00e0s pris\u00f5es de Tiradentes, Carandiru, Santa Cruz, Bangu, locais in\u00f3spitos, sobrelotados, onde a correspond\u00eancia da fam\u00edlia, os jornais e os pr\u00f3prios livros eram censurados e o regime de isolamento era frequente.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Conhecer\u00e1 ainda as pris\u00f5es de Frei Caneca, Ilha Grande e H\u00e9lio Gomes, al\u00e9m dos calabou\u00e7os dos servi\u00e7os de pol\u00edcia pol\u00edtica de v\u00e1rias cidades. Em todos os presos eram sujeitos a regimes prisionais terr\u00edveis, \u00e0 humilha\u00e7\u00e3o, \u00e0 despersonaliza\u00e7\u00e3o, ao isolamento.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Na vida dos homens e das mulheres que combatem pela liberdade e pela justi\u00e7a social, particularmente sob as mais duras condi\u00e7\u00f5es de ditadura, de terrorismo de estado, a pris\u00e3o constitui porventura a maior das prova\u00e7\u00f5es. Nesse ambiente concentracion\u00e1rio entrela\u00e7a-se a luta pela sobreviv\u00eancia, pela dignidade e pela solidariedade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00edpio de Freitas venceu essa prova\u00e7\u00e3o, sobreviveu, manteve a sua dignidade de homem e de combatente e foi activamente solid\u00e1rio com os seus companheiros de pris\u00e3o, num tempo e num lugar em que o sistema prisional brasileiro misturava presos pol\u00edticos com presos sociais, ditos comuns. \u00c9 disso que fala <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Resistir \u00e9 Preciso<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, olhando o contexto t\u00e3o eloquentemente expresso no subt\u00edtulo <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Mem\u00f3ria do tempo da morte civil do Brasil<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Desse tempo, dir\u00e1 Al\u00edpio \u201cJamais, por mil anos que viva, a lembran\u00e7a desses dias pavorosos se apagar\u00e1 na minha mem\u00f3ria. L\u00e1 aprendi duas duras e inesquec\u00edveis verdades. A primeira \u00e9 que nada, nada mesmo, nem ningu\u00e9m, pode roubar de um homem a sua dignidade e a sua f\u00e9 no ideal que abra\u00e7ou e se transformou na sua raz\u00e3o de viver, desde que esteja disposto a morrer por ele. A segunda \u00e9 que a pr\u00e1tica da tortura envilece tanto o torturador que, de sua condi\u00e7\u00e3o de homem, mal resta a apar\u00eancia. Nem as bestas torturam\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00edpio descreve-nos o modo como resistiu a tudo isso, sem arrebatamentos doutrin\u00e1rios, sem discorrer em torno de superioridades morais, sem ditar padr\u00f5es de comportamento, mas tamb\u00e9m sem falsas mod\u00e9stias. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Transmite-nos sobretudo a for\u00e7a das suas convic\u00e7\u00f5es, ch\u00e3o onde enraizou a sua capacidade de resist\u00eancia, a sua decis\u00e3o de n\u00e3o se deixar vergar ou submeter, de n\u00e3o se deixar anular, nem que para isso, no desamparo da pris\u00e3o respondesse ao insulto ou com o insulto, \u00e1 viol\u00eancia f\u00edsica com a viol\u00eancia do inconformismo, da rebeldia \u00a0e tamb\u00e9m da coragem f\u00edsica.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">E transmite-nos um outro poderoso ensinamento. \u00c9 que a pris\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m uma trincheira de combate, um lugar de luta. Nesse sentido, trabalhou na organiza\u00e7\u00e3o dos presos, tecendo laboriosamente as redes da entreajuda, de solidariedade, da resposta pol\u00edtica, recorrendo inclusivamente \u00e0 greve da fome em movimentos que uniam todos os presos, fossem pol\u00edticos ou ditos comuns.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00edpio dedicou este impressionante e desassombrado depoimento \u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">A todos aqueles que presos ou em liberdade, lutaram para que cada novo amanhecer tivesse mais um raio de sol<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d. \u00c9, na realidade, um p\u00f3rtico iluminado sobre os dias duros da pris\u00e3o, tomados como parte integrante do combate pela liberdade e pela dignidade humana contra a ditadura e todas as formas de injusti\u00e7a pol\u00edtica e social. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Se o quiseram intimidar, para que, uma vez posto em liberdade, se atemorizasse e acomodasse a uma vida pacata, alheia e insens\u00edvel \u00e0 realidade das injusti\u00e7as e das iniquidades, tamb\u00e9m n\u00e3o o conseguiram. Ao transpor o port\u00e3o da pris\u00e3o, quando libertado, em Fevereiro de 1979, aguardado por um batalh\u00e3o de jornalistas, a um rep\u00f3rter do Jornal do Brasil que lhe perguntou o que iria fazer da\u00ed em diante, respondeu apenas \u2013 \u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">O que sempre fiz, pol\u00edtica<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Antes de ser preso, o seu itiner\u00e1rio \u00e9 extenso. Natural de Vinhais, ordenado padre em 1952, parte para o Brasil em 1957, onde, no nordeste, desenvolve intensa actividade social e pol\u00edtica. Junta-se \u00e0s ligas camponesas, participa no Congresso Mundial pelo Desarmamento Mundial e pela Paz, na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, rompe com a Igreja, \u00e9 conhecida a frase da carta que dirige ao bispo de S. Luis do Maranh\u00e3o\u2013 \u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Perco um pequeno p\u00falpito, mas ganho todas as pra\u00e7as<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d, trabalha nas favelas do Rio de Janeiro. Em acentuada radicaliza\u00e7\u00e3o funda, com vastos sectores da Juventude Oper\u00e1ria Cat\u00f3lica, de lideran\u00e7as estudantis e sindicais, a Ac\u00e7\u00e3o Popular. Participa na campanha vitoriosa de Miguel Arraes para governador de Pernambuco, \u00e9, por mais de uma vez, preso. Depois do golpe militar de 1964 refugia-se na embaixada do M\u00e9xico, donde parte para Cuba, recebendo treino militar. Regressa clandestinamente ao Brasil, participa nas estruturas armadas da Ac\u00e7\u00e3o Popular, organiza\u00e7\u00e3o de que se afasta no processo de evolu\u00e7\u00e3o da AP em direc\u00e7\u00e3o ao mao\u00edsmo, para fundar o Partido Revolucion\u00e1rio dos Trabalhadores, a que pertence quando \u00e9 preso em 1970. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Esse intenso percurso e os anos duros da pris\u00e3o foram exemplarmente captados por Jos\u00e9 Afonso na can\u00e7\u00e3o que leva o seu nome \u2013 \u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Na pris\u00e3o de Tiradentes\/Depois da greve da fome\/Em mais de cinco masmorras\/N\u00e3o h\u00e1 tortura que o dome<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Depois, em liberdade foi cooperante em Mo\u00e7ambique, jornalista da RTP, fundador da Casa do Brasil, da Associa\u00e7\u00e3o Casa Grande no Seixal, da Associa\u00e7\u00e3o Mares Navegados, fundador e presidente da Associa\u00e7\u00e3o Jos\u00e9 Afonso, membro da associa\u00e7\u00e3o Terras Dentro, activista do Tribunal Mundial do Iraque, apoiante activo do Movimento dos Sem Terra e da Liga dos Camponeses Pobres do Brasil, membro da associa\u00e7\u00e3o 25 de Abril e da Associa\u00e7\u00e3o Abril. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Como referiu, num raro texto autobiogr\u00e1fico, \u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">mais do que tudo, sou um andarilho e um agitador social dedicado \u00e0s causas do povo. A minha p\u00e1tria \u00e9 a luta do povo. O meu objectivo de vida a constru\u00e7\u00e3o da Utopia<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Resistir \u00e9 preciso<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> sendo um forte libelo acusat\u00f3rio contra a ditadura militar brasileira \u00e9 igualmente uma den\u00fancia implac\u00e1vel contra a todas as ditaduras que recorrem \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o, ao assassinato, \u00e0 tortura, \u00e0s longas condena\u00e7\u00f5es sem julgamento ou em julgamentos-farsa, ao encarceramento por longos anos em pris\u00f5es sujas e sem condi\u00e7\u00f5es ou sujeitas a regimes prisionais s\u00f3rdidos e humilhantes. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cResistir \u00e9 Preciso\u201d, continua a ser nos dias de hoje um poderoso instrumento da mem\u00f3ria, da mem\u00f3ria tornada arma para que n\u00e3o se esque\u00e7a e sobretudo para que n\u00e3o volte a acontecer.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Hoje, olhando para o Brasil, pa\u00eds a que dedicou grande parte da sua vida, da sua energia e da sua intelig\u00eancia, onde sofreu longos anos de pris\u00e3o, que este livro t\u00e3o impressivamente trata, creio bem que o Al\u00edpio gostaria que o lembr\u00e1ssemos trazendo aqui mais uma vez a can\u00e7\u00e3o que Zeca Afonso lhe dedicou: \u00a0\u201c<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Diz Al\u00edpio \u00e0 nossa gente\/ \u00abQuero que saibam a\u00ed\/ Que no Brasil j\u00e1 morreram\/ Na tortura mais de mil.\/ Ao lado dos explorados\/ No combate \u00e0 opress\u00e3o\/ N\u00e3o me importa que me matem\/ <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">outros amigos vir\u00e3o\u00bb&#8221;.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O texto que se segue foi apresentado e lido pelo historiador e\u00a0membro da direc\u00e7\u00e3o\u00a0da AJA, Jo\u00e3o Madeira, na sess\u00e3o evocativa dos 90 anos do nascimento de Al\u00edpio de Freitas, realizada no dia 17 de Fevereiro de 2019 no n\u00facleo de Lisboa da Associa\u00e7\u00e3o Jos\u00e9 Afonso. &#8220;Apresenta\u00e7\u00e3o de Resistir \u00e9 Preciso \u2013 AJA Lisboa 17 Fevereiro [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":20770,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[144,59,58],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20769"}],"collection":[{"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20769"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20769\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20770"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20769"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20769"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20769"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}