{"id":12685,"date":"2011-11-14T18:27:07","date_gmt":"2011-11-14T18:27:07","guid":{"rendered":"https:\/\/aja.pt\/?p=12685"},"modified":"2021-12-17T11:37:55","modified_gmt":"2021-12-17T11:37:55","slug":"festival-do-rio-1972-22","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aja.pt\/en\/festival-do-rio-1972-22\/","title":{"rendered":"Festival do Rio, 1972 (2\/2)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/aja.pt\/wp-content\/uploads\/media-archive\/2011\/11\/Jos\u00e9AfonsoRT.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-12688 alignnone\" title=\"Jos\u00e9AfonsoR&amp;T\" src=\"https:\/\/aja.pt\/wp-content\/uploads\/media-archive\/2011\/11\/Jos\u00e9AfonsoRT.jpg\" alt=\"\" width=\"477\" height=\"692\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta \u00e9 a capa da revista &#8220;R\u00e1dio &amp; Televis\u00e3o&#8221;, de 28 de Outubro de 1972.<br \/>\n&#8220;Jos\u00e9 Afonso: um Homem em carne viva&#8221; \u00e9 uma reportagem\/entrevista de Lurdes F\u00e9ria, logo ap\u00f3s a chegada de Jos\u00e9 Afonso do Rio de Janeiro.<br \/>\nO trabalho transcreve a carta que Jos\u00e9 Afonso, em 26 de Setembro de 1972, dirigiu ao Director da &#8220;Tribuna da Imprensa&#8221;:<br \/>\nDesde a minha chegada ao Rio, para eventualmente representar Portugal no VII F.I.C., tenho sido obsequiado pela Imprensa com a considera\u00e7\u00e3o e respeito que o meu trabalho em m\u00fasica e como ser humano julgo merecer.<br \/>\nEm todas as minhas declara\u00e7\u00f5es aos jornalistas brasileiros tenho afirmado que nem ao menos considero o F.I.C. um festival popular. Considero-o mesmo como nega\u00e7\u00e3o da arte popular, no sentido que Brecht dava ao termo.<br \/>\nNo entanto, por lament\u00e1vel equ\u00edvoco, t\u00eam-me sido atribu\u00eddas palavras segundo as quais \u201ceu n\u00e3o teria atirado com o viol\u00e3o ao p\u00fablico do Maracanh\u00e2nzinho por respeito ao F.I.C.\u201d. Sempre achei e continuarei a achar, at\u00e9 prova em contr\u00e1rio que o p\u00fablico sempre tem raz\u00e3o, mesmo quando a n\u00e3o tem. Quero com isso dizer que se o p\u00fablico reage mal a uma can\u00e7\u00e3o v\u00e1lida, algo o motivou para isso.<br \/>\nN\u00e3o escondi ser nulo o meu respeito pelo Festival, que para mim foi apenas pretexto para que eu pudesse, no Brasil, falar verdades sobre o meu povo e o que com ele se passa musicalmente.<br \/>\nN\u00e3o consegui apresentar a minha can\u00e7\u00e3o \u201cA Morte Saiu \u00e0 Rua&#8221;. Por um motivo ou por outro, senti-me numa arena. Mas bem pude notar que n\u00e3o vaiavam o que eu cantava. Simplesmente, n\u00e3o me chegaram a ouvir \u2013 o que lamento muito.<br \/>\nAgrade\u00e7o a publica\u00e7\u00e3o desta carta e aproveito para agradecer todas as viv\u00eancias que a actual estada no Brasil me tem dado.<br \/>\n\u00c0 imprensa e ao povo brasileiro, no que eles t\u00eam de mais leg\u00edtimo, todo o meu respeito:<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">JOS\u00c9 AFONSO, VIII F.I.C. \u2013 Representante de Portugal.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/guedelhudos.blogspot.com\/2011\/11\/festival-do-rio-1972-02.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lu\u00eds Pinheiro de Almeida<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta \u00e9 a capa da revista &#8220;R\u00e1dio &amp; Televis\u00e3o&#8221;, de 28 de Outubro de 1972. &#8220;Jos\u00e9 Afonso: um Homem em carne viva&#8221; \u00e9 uma reportagem\/entrevista de Lurdes F\u00e9ria, logo ap\u00f3s a chegada de Jos\u00e9 Afonso do Rio de Janeiro. O trabalho transcreve a carta que Jos\u00e9 Afonso, em 26 de Setembro de 1972, dirigiu ao [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":12688,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[77],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12685"}],"collection":[{"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12685"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12685\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12688"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12685"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12685"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aja.pt\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12685"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}